Há 16 dias caminhando por justiça, Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais da menina Beatriz Angélica, assassinada há seis anos em Petrolina, já percorreram mais de 500km. Eles seguem com destino a Recife, para cobrar ao Governo de Pernambuco a federalização do caso e a colaboração técnica de peritos americanos nas investigações do crime.
Nessa segunda-feira (20), Lucinha celebrou os quilômetros já percorridos e agradeceu o apoio que vem recebendo nas rodovias.
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Assim como no sertão de Pernambuco, o agreste do Estado também está abraçando a luta de Lucinha e Sandro. No município de Pesqueira, o grupo foi recebido por moradores e índios Xucurus do Orubá, que abençoaram a Caminhada.
Entoando suas canções, os índios dançaram o Toré, passando uma mensagem de força e coragem para os pais de Beatriz. A recepção também contou com a presença da equipe do Conselho Tutelar, do Prefeito de Pesqueira, o Cacique Marcos, a primeira dama e o secretariado do município.
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(fotos redes sociais)
Às 1h da madrugada de hoje (21), Lucinha e Sandro que estão acompanhados de amigos e familiares, saíram de Pesqueira, com destino a Belo Jardim, em um percurso de 34km. No início da manhã, os integrantes da Caminhada Por Justiça chegaram à localidade de Senharó, onde também foram recebidos, calorosamente, por moradores.
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De Senharó, o grupo seguiu para Belo Jardim, onde os moradores também realizaram uma manifestação em apoio à luta por justiça para o bárbaro crime, na BR 232.

Um esquema foi montado para garantir a segurança do grupo durante a viagem. Eles estão sendo escoltados pela Polícia Militar. Em todos os pontos de parada, um protocolo de recuperação, está sendo cumprido, com cuidados necessários para a manutenção da saúde dos participantes da caminhada.

A caminhada teve início na madrugada do último dia 05, em Petrolina. Ao todo serão mais de 700km, que devem ser percorridos em 23 dias. A previsão de chegada é o dia 28 de dezembro
Caso Beatriz
Beatriz Mota foi assassinada aos 7 anos, com 42 facadas durante a festa de formatura da irmã, no dia 10 de dezembro de 2015, no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina (PE). Seis anos depois, a polícia pernambucana não conseguiu chegar ao autor ou autores do bárbaro crime, e se desconhece a motivação.
Da Redação PNB