Justiça manda quebrar sigilo bancário do reverendo e ex-ministro da educação Milton Ribeiro e de outros acusados de corrupção

Justiça manda quebrar sigilo bancário do reverendo e ex-ministro da educação Milton Ribeiro e de outros acusados de corrupção

O juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal do Distrito Federal, determinou a quebra do sigilo bancário do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, de sua mulher Myriam Ribeiro, e dos pastores-lobistas Arilton Moura e Gilmar Santos, além de outros alvos da investigação, suspeitos de corrupção no Ministério da Educação.

De acordo com o jornal O Globo, o período do afastamento do sigilo bancário é entre janeiro de 2020 e abril de 2022.

O objetivo da medida é aprofundar as suspeitas de pagamentos de propina em troca da obtenção de favorecimentos no MEC.

Nesta quinta (23), o juiz federal Ney Bello, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), determinou  a revogação da prisão preventiva do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro.

“Verifico que a busca e apreensão já foi realizada, as quebras de sigilos já foram deferidas e não há razão o bastante para a manutenção da prisão, sem a demonstração concreta de onde haveria risco para as investigações”, disse o magistrado.

“Afigura-se desnecessária a segregação cautelar decretada para o fim de garantir a instrução processual, assim como a ordem pública ou econômica, que se mostra desarrazoada no presente momento.”

Segundo ele, apesar de não ser necessária a prisão, os possíveis crimes devem ser investigados. “A investigação deve correr até não mais poder e se apurarem todos os fatos citados, com as garantias do devido processo legal e da ampla defesa.”

Redação PNB

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