Jô Soares ensaiava sua despedida do teatro dias antes de morrer

Jô Soares ensaiava sua despedida do teatro dias antes de morrer

O ator, diretor, dramaturgo e humorista Jô Soares, morto nesta sexta-feira aos 84 anos, preparava para setembro seu retorno ao teatro com a estreia de “À Meia Luz”. A peça marcaria o retorno de Jô Soares aos palcos, quatro após dirigir e co-estrelar a montagem de “A Noite de 16 de Janeiro”, mas também sua despedida do teatro.

A peça, escrita pelo inglês Patrick Hamilton, retrata um homem que mantém o controle sobre sua mulher fazendo com que ela duvide de sua própria sanidade ao abaixar as luzes da casa e negar qualquer alteração no entorno.

Adaptada para o cinema em 1940 sob a direção de Thorold Dickinson, a obra, originalmente intitulada “Gas Light”, deu origem ao “gaslighting”. É o termo usado para denominar a ação de um agressor que faz com que sua vítima passe a duvidar de si mesma, de suas condições mentais e de sua sanidade.

A previsão era de que o espetáculo chegasse ao Teatro Procópio Ferreira no dia 9 de setembro, com Erica Montanheiro e Giovani Tozi.

José Eugênio Soares nasceu em 16 de janeiro de 1938, no Rio de Janeiro, filho do empresário paraibano Orlando Heitor Soares e de Mercedes Leal Soares. Se mudou com a família para Europa, aos 12 anos, onde pretendia seguir carreira diplomática.

Com a arte falando mais alto em sua vida, conseguiu ter uma carreira marcante e extensa como humorista, apresentador de televisão, escritor, diretor e ator. Sua estreia foi em “O Homem do Sputnik”, filme de Carlos manga de 1958.

Posteriormente, três anos depois, atuou em programas como “La Reuve Chic”, “Jô Show” e “A Família Trapo”, na TV Record, além de escrever o “Simonetti Show”.

Chegou na Globo em 1970, onde estrelou o “Faça Humor, Não Faça a Guerra”, programa substituído pelo Satiricom em 1973. Depois de trÊs anos, partitcipou como ator e redator, de “Planeta dos Homens” até 1981, quando começou a se dedicar ao próprio programa, “Viva o Gordo”.

O programa marcou a carreira do artista, onde popularizou personagens marcantes como Reizinho, Capitão Gay e Zé da Galera. Em 1987, trocou a Globo pelo SBT para apresentar um programa de entrevista, que era um dos seus maiores sonhos.

O “Jô Soares Onze e Meia” foi ao ar entre 1988 e 1999, com mais de seis mil entrevistas com grandes personalidades brasileiras e internacionais. Em 2000, o humorista retornou à Globo para o icônico “Programa do Jô”, encerrado em 2016.

Folhapress

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