Jovens acusam diretora da “Ampla Visão”, em Juazeiro, de estelionato: “Se aproveita de quem está desempregado para aplicar um golpe”

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Três jovens de Juazeiro, que pediram para não ser identificados, entraram em contato com o Portal Preto No Branco para fazer uma denúncia contra a diretora da escola de cursos Ampla Visão, Priscila Lima, acusada de um suposto caso de estelionato.

Uma das jovens contou que há 2 anos fez um curso de atendente de farmácia na escola de formação profissional Ampla Visão e não foi pegar o certificado. Pelo Instagram, a diretora fez contato com ela oferecendo um trabalho em uma farmácia que a mesma iria inaugurar em breve e perguntando se ela estava apta para o cargo, contou a denunciante.

“Ela falou comigo pelo Direct, e eu tenho os Prints da conversa, perguntando se eu estava devendo algo a escola. Eu disse que não e que só não tinha ido pegar meu certificado. Foi aí que ela me ofereceu um emprego na farmácia que disse que ia inaugurar logo, mas disse que eu teria que pagar 350 reais para atualizar o meu certificado que tinha perdido a validade, pois só assim a vaga seria minha. Como ela deu o emprego como certo, eu mandei o valor e fiquei aguardando o contato dela”, relatou a jovem.

Após alguns dias, segundo ela, Priscila Lima voltou a fazer contato, mas, desta vez, para pedir indicação de mais dois nomes para também trabalharem na referida farmácia.

“Ela me disse que estava precisando de mais pessoas e eu indiquei dois amigos que também estão sem emprego. Ela cobrou 360 de um e 500 do outro, dizendo que era para conceder a documentação necessária para eles ocuparem as vagas. Os dois também pagaram e ficaram no aguardo de serem chamados para trabalhar. Nesse meio tempo ela deu algumas desculpas, inventou algumas mentiras, quando a gente procurava ela. Chegou até a dar um endereço errado de onde a Ampla Visão estaria funcionando. Tudo golpe”, contou.

Diante do silêncio de Priscila Lima e passados vários dias, os três voltaram a fazer contato para saber do emprego e foi quando viram que ela tinha sumido e bloqueado contato com os jovens.

“Ela bloqueou a gente de tudo e não deu mais nenhuma satisfação. Descobrimos o endereço dela e fomos até a casa e foi quando o pai disse que ela tinha viajado e estava desempregada, ou seja, descobrimos que até a Ampla Visão já não existe mais. Ficamos no prejuízo e soubemos também que ela fez o mesmo com outras vítimas. Se aproveita de quem está desempregado para aplicar um golpe”, desabafou a jovem.

Os três jovens prestaram uma queixa na Delegacia de Polícia e esperam que o caso seja investigado.

“Nós confiamos na polícia e na justiça, por isso fizemos a denúncia, pois ela, até o momento, tem agido impunemente e se aproveitando da boa fé das pessoas. Esperamos que a polícia apure e que se faça justiça. É um golpe muito baixo”, finalizou.

Nós enviamos mensagem para Priscila Lima, mas não obtivemos retorno.

Outra denúncia

Em março do ano passado, alguns profissionais de diversos segmentos que participariam, como facilitadores, do Projeto “Capacita Juazeiro”, anunciado pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (Sedes), procuraram o PNB também para relatar um possível golpe que teria sido cometido por Priscila Lima.

O projeto seria realizado pela Sedes, em parceria com a Ampla Visão, escola de capacitação profissional, e ofertaria cursos de capacitação profissional para moradores de territórios assistidos pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) nos CRAS- Centros de Referências da Assistência Social de Juazeiro, segundo informou a Sedes.

Os cursos foram cancelados no dia em que começariam A diretora da Ampla Visão, Priscila Lima, responsável pelo projeto sumiu, sem dar maiores justificativas. Ela excluiu os facilitadores do grupo de WhatsApp, criado para assuntos do projeto, e as vítimas relataram que sofreram vários prejuízos.

Confira matéria completa:

“Golpe em cima de golpe”: foi uma farsa o projeto “Capacita Juazeiro” anunciado pela prefeitura em parceria com a escola Ampla Visão, denunciam facilitadores; entenda o caso

Redação PNB

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