No início deste mês, a Auxiliar Administrativa Elizeuda Lopes da Silva teve a bicicleta que usava para se deslocar até o trabalho, furtada no estacionamento direcionado aos funcionários do Hospital Regional de Juazeiro, no Norte da Bahia. Em contato com o Portal Preto no Branco, ela relatou que o furto ocorreu no último dia 5, e até hoje, a Associação Obras Sociais Irmã Dulce que gere a unidade não adotou nenhuma providência.
“Esse é o terceiro furto de bicicletas que acontecem lá em menos de um ano. No dia do ocorrido procurei o meu chefe imediato, o coordenador do Serviço Social, e a responsável pela segurança patrimonial da unidade. Na ocasião fui informada pelos mesmos que por se tratar de um final de semana, nada poderiam resolver. Somente na segunda-feira quando estariam no trabalho. Registrei um Boletim de ocorrência e entreguei a líder do administrativo da unidade, que só após eu ir até sua sala, me informou que um paciente havia cometido o furto. Ela informou que passaria o caso para a direção e que entraria em contato para me dar uma resposta. Porém, aguardei até o dia 15/08/2023 e não me procuraram. Não me mostram as imagens do furto, sendo que a unidade é toda monitorada por sistema de câmeras, e nem deram satisfação”, contou.
Elizeuda denunciou ainda que os profissionais que estão cobrando o ressarcimento dos furtos ocorridos no HRJ, estão sofrendo represálias.
“Procurei meu chefe imediato para obter resposta e ele me informou que a líder administrativa o informou que a Associação Obras Sociais Irmã Dulce, que gere o Hospital Regional de Juazeiro, não iria me ressarcir, pois não se trata de um estacionamento pago. Uma das vítimas de furto, logo após ir constantes vezes cobrar o ressarcimento de seu bem, foi demitida. Será isso que vai acontecer comigo? Onde está o amar e servir? Onde está o respeito pelo colaborador que tanto se fala lá dentro? Minha bicicleta era meu único meio de transporte. Estou indo trabalhar sem meu celular, pois o percurso que faço quando desço do ônibus para chegar até a minha residência é totalmente deserto e perigoso. Vão pegar esperar o pior acontecer?”, questionou.
Encaminhamos a reclamação para a direção do HRJ e aguardamos uma resposta.
Redação PNB



