A semana foi marcada por diversas reclamações de condutores sobre as mudanças no trânsito, devido a obra da intervenção urbana que está em andamento, em Juazeiro.
As críticas são em relação as condições das vias de desvios, que não receberam recuperação asfáltica antes do início da obra, falta de agentes para orientação, principalmente na hora de pico, e muitos não aprovaram a nova dinâmica do tráfego implantada pela CSTT- Companhia de Segurança, Trânsito e Transporte.
A mudança no trecho região da Av. São João, no bairro piranga e na Av. Ayrton Senna, no bairro Jardim Vitória, gerou um enorme congestionamento e os condutores sugeriram um estudo técnico que minimize os impactos da obra no trânsito e a reavaliação das rotas de desvio.
Após algumas matérias publicadas pelo PNB com as reclamações dos condutores, a fotógrafa juazeirense Laís Lino nos enviou algumas considerações acerca da situação.
Ela chamou atenção para o comportamento dos motoristas e citou algumas imprudências e infrações que são cometidas no dia a dia do trânsito da cidade.
” Faço diariamente pequenos percursos, mais pelo centro da cidade e presencio, rotineiramente, os motoristas cometendo inúmeras infrações: Ultrapassagem de sinal vermelho; utilização de aparelho celular (infrações registradas naquele vídeo que foi postado no Preto no Branco do condutor que reclama do trânsito…rs); Desobediência às placas de pare e vias preferências – principalmente se quem está no outro veículo é mulher; Condutores param onde é conveniente, não se importando se atrapalha o fluxo, estacionam em fila dupla, param e estacionam nos acessos para cadeirantes, mesmos os devidamente sinalizado; param e estacionam em frente às garagens; conversão em locais proibidos – e sinalizados (as famosas “roubadinhas”); motos estacionadas nas calçadas; condutor que reduz/para para o pedestre, ouve o som impaciente e desmedido das buzina dos condutores que acham que esses não têm vez e, por falar em buzina… tem sido utilizada de forma banal e exagerada. Poderia citar uma infinidade de outras circunstâncias e infrações, falta de civilidade e desrespeito no trânsito que muito possivelmente outras cidadãs e cidadãos veem também,” observou a juazeirense.
Ela observou que será preciso a contribuição dos motoristas para o longo período em que a obra será executada.
“Não estou com isso, isentando a CSTT de sua responsabilidade, que certamente está em busca de soluções, mas é preciso, nesse momento, que estamos vivendo um transtorno que é temporário, que cada um dê sua contribuição. Procurar caminhos alternativos, sair se possível com antecedência e ter educação e respeito ao próximo. Se assim não for, podem existir 300 agentes de trânsito, fiscalizando e autuando, e ainda assim não darão conta de organizar o trânsito. Bom registrar que os agentes de trânsito são servidores (concursados), pais e mães de família que, como toda e qualquer profissão, merecem respeito”.
Sobre a presença de um palhaço no trecho mais crítico do tráfego, após a mudança, quando a reivindicação dos condutores era por agentes de trânsito, ela pontuou: “Em tempo, o arte/educador Leo Viveiros, o “Palhaço Pouquinho” não trabalha sozinho. Ele acompanha os agentes de trânsito em diversas ações educativas”, finalizou Laís Lino.
Redação PNB



