Leitor chama atenção para a necessidade urgente de um Matadouro Municipal, em Juazeiro e critica realização da Feira do bode: “Uma contradição”

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A Prefeitura de Juazeiro realizou no último final de semana, a VIII Feira do Bode de Juremal, com exposição e venda de animais, stands com venda de artesanato e produtos da culinária local, atendimento jurídico, previdenciário e apresentações culturais. Foi a primeira edição do evento este ano e outras feiras vão ocorrer nos próximos meses em outros distritos.

A iniciativa criada nas gestões anteriores é realizada pela Agência de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Pecuária (ADEAP), em parceria com a Comissão Organizadora da Feira do Bode de Juremal e patrocínio do Banco do Nordeste e governo federal.

O evento, importante para o desenvolvimento da caprinovinocultura no município, no entanto, revela uma contradição, já que Juazeiro não tem um abatedouro de animais.

“Essa feira, que vem sendo realizada há anos em Juazeiro, não passa de um evento festivo, para os políticos ganharem palanque. Na verdade, é uma grande contradição, pois os produtores e comerciantes enfrentam dificuldades no abate dos animais. Como que o município, que não dispõe de um abatedouro municipal, realiza um evento que tem como objetivo fomentar a caprinovinocultura? A prefeitura deveria era buscar recursos e parcerias para reativar o matadouro que não existe há seis anos ou oito anos,” observou um leitor do PNB.

Ele acrescentou ainda que a falta do equipamento “é uma questão de saúde pública” e acaba travando o desenvolvimento do setor

“O bode, o carneiro comercializados em Juazeiro são abatidos clandestinamente, ou seja, sem passar por qualquer inspeção. Uma irresponsabilidade do estado e do poder municipal, com a conivência dos órgãos de fiscalização e controle. Fazem apologia a caprinovinocultura, mas não estabelecem como prioridade a construção de um matadouro público. Juazeiro sendo Juazeiro. Lamentável o conceito de ‘desenvolvimento’ dos políticos e gestores de Juazeiro,” concluiu.

Redação PNB/Foto: Ascom/PMJ

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