Caso Dário Monteiro: Família anuncia manifestação para cobrar celeridade nas investigações sobre homicídio do trabalhador registrado no distrito do Salitre, em Juazeiro

0

Familiares e amigos de Dário Monteiro Lopes, de 40 anos, assassinado no dia 18 de outubro deste ano, enquanto trabalhava na Fazenda Aroeira, no distrito do Salitre, zona rural de Juazeiro, na região Norte da Bahia, irão realizar uma manifestação na próximo dia 03/12. O ato está marcado para acontecer em frente à 17ª Coorpin.

Conforme as informações, a manifestação tem como objetivo pedir mais celeridade nas investigações e a prisão do suspeito, que permanece foragido.

Ao Portal Preto no Branco, a irmã da vítima, Diane, afirmou que a mobilização é um pedido de justiça diante da dor da família e da sensação de impunidade. “Estamos nos reunindo para cobrar que o crime não caia no esquecimento. Meu irmão foi assassinado dentro do ambiente de trabalho e o suspeito, que já respondia por outros homicídios, continua solto. Queremos respostas e queremos justiça”, declarou.

O crime ocorreu na manhã do dia 18 de outubro, na Fazenda Aroeira, onde Dário trabalhava como chefe de setor. Segundo informações da Polícia Civil, “a Delegacia de Homicídios (DH/Juazeiro) já tem indícios de autoria da morte de Dário. Diligências estão sendo realizadas para localizar o suspeito e esclarecer as circunstâncias que levaram à prática criminosa”.

A família afirma que o autor do homicídio seria um funcionário da empresa e que o crime aconteceu após conflitos internos. “Ele saiu de casa para mais um dia de trabalho, dedicado e responsável como sempre foi. Mas, no exercício do seu dever, foi covardemente assassinado simplesmente por cumprir seu papel de gestor”, relataram.

Os familiares lembram que Dário era um homem de caráter, trabalhador desde a infância. “Darinho era um homem do bem. Trabalhava desde menino, vendendo pic-nic para ajudar nas despesas de casa. Era um pai exemplar, um filho amoroso que cuidava com carinho da mãe idosa, agora devastada pela dor.”

Eles também afirmam que o suspeito já respondia por outros crimes e possuía um mandado de prisão em aberto desde 2018. “Enquanto Darinho está preso em uma sepultura, o assassino segue solto. Até quando a impunidade vai continuar vencendo? Até quando pessoas de bem vão pagar com a vida enquanto criminosos andam livres?”, questionaram.

Posicionamento da Fazenda Aroeira

 

Em nota enviada ao Portal Preto no Branco na época do crime, a Fazenda Aroeira manifestou pesar pela morte do colaborador e afirmou que estava colaborando com as investigações. A empresa, no entanto, negou que o homem apontado pela família seja funcionário da fazenda.

Segundo o comunicado, “o suposto autor do crime não mantinha qualquer vínculo empregatício com a Fazenda Aroeira” e o episódio “não guarda relação com o ambiente de trabalho, tratando-se de uma tragédia de natureza estritamente pessoal”.

A empresa reforçou que seguia prestando apoio aos familiares de Dário e garantindo auxílio às autoridades “para que o responsável seja encontrado e responsabilizado na forma da lei”.

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome