“Meu pai está morrendo à míngua”, desabafa filha de idoso com câncer à espera de cirurgia no Hospital Regional de Juazeiro

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Um idoso de 69 anos, diagnosticado com câncer de garganta desde setembro de 2025, enfrenta uma longa e dolorosa espera por atendimento no sistema público de saúde em Juazeiro, no norte da Bahia. A família denuncia a demora excessiva no andamento do tratamento, relatando que até o momento o paciente não teve acesso a cirurgia, mesmo diante do avanço da doença.

De acordo com o relato encaminhado ao Portal Preto no Branco, o paciente enfrentou dificuldades desde o início, inclusive para conseguir o diagnóstico. Após a confirmação do câncer, a família passou a buscar assistência junto à Secretaria de Saúde, mas afirma ter encontrado entraves, burocracia e lentidão nos processos.

“Depois de muitas lutas, conseguimos os exames pré-operatórios. Quando fomos ao Hospital Regional buscar o parecer do anestesista, pediram o parecer do cardiologista. Depois de quase dois meses, conseguimos este parecer do cardiologista. Voltamos ao  Regional em busca, novamente, do parecer do anestesista. Chegando lá, o anestesista foi marcado para o dia 17/07/2026. São mais dois meses de espera, sendo que os exames já estão prontos, só esperando esse anestesista para poder marcar a cirurgia e dar um pouco de conforto ao idoso que está sofrendo com fortes dores”, disse a filha do paciente.

Ainda segundo a denúncia, exames recentes indicam agravamento da doença, com suspeita de metástase atingindo outros órgãos.

“Os exames estão alterados e as metástases estão se espalhando para outros órgãos. É muito triste, pois só queríamos que essa cirurgia acontecesse logo, porque ele não consegue se alimentar direito por conta dos tumores na garganta. Peço socorro a vocês, pois não temos mais para onde ir. Meu pai está morrendo à míngua, sem a oportunidade de lutar, simplesmente pela má vontade de quem está à frente da saúde”, contou.

Ela também destaca que a legislação brasileira garante que pacientes com câncer iniciem o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no prazo máximo de 60 dias após o diagnóstico, conforme a Lei nº 12.732/2012.

“Meu pai está há quase um ano tentando entrar no sistema de saúde. Ele está muito sofrendo muito”, concluiu a filha apelando para que a cirurgia seja agilizada.

Estamos encaminhando o caso para a Secretaria de Saúde de Juazeiro e direção do Hospital Regional.

Redação PNB

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