A Organização da Copa do Mundo de Futebol de Base de Juazeiro da Bahia emitiu nota de repúdio a um episódio de racismo ocorrido durante o jogo da A 1ª Copa Futebol de Base, realizada no Estádio Adauto Moraes, que aconteceu neste domingo (7). Segundo a nota, o árbitro da LDJ, o ex-goleiro Raílson, foi vítima do crime quando exercia suas funções profissionais.
De acordo com informações que chegaram à nossa redação, um professor de escolinha de futebol de Petrolina não satisfeito com a marcação do árbitro, atacou o profissional com palavras ofensivas e racistas.
O evento reuniu até este domingo 1.540 atletas, de 7 a 17 anos.
Confira nota na íntegra:
A Organização da Copa do Mundo de Futebol de Base de Juazeiro da Bahia vem a público manifestar seu mais firme e veemente repúdio ao ato de racismo ocorrido na data de hoje contra o árbitro da LDJ, enquanto este exercia suas funções profissionais durante a realização do evento.
Lamentamos profundamente que, em um espaço destinado ao esporte, à formação de jovens atletas, ao respeito, à convivência e à integração social, ainda sejam registradas atitudes discriminatórias que ferem a dignidade humana e afrontam os princípios básicos de cidadania, igualdade e respeito.
A organização reafirma que não tolera qualquer forma de racismo, discriminação, preconceito, ofensa ou conduta que atente contra a honra, a dignidade e a integridade de atletas, árbitros, comissões técnicas, colaboradores, torcedores ou qualquer pessoa presente no evento.
Ressaltamos que, no Brasil, o racismo é crime. A Constituição Federal estabelece que a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei. Além disso, a Lei nº 7.716/1989, alterada pela Lei nº 14.532/2023, tipifica a injúria racial como crime de racismo, prevendo pena de reclusão e multa, inclusive com regras específicas para condutas ocorridas em contexto de atividades esportivas destinadas ao público.
Diante do ocorrido, a organização informa que adotará as providências cabíveis no âmbito do evento e se coloca à disposição das autoridades competentes para colaborar com a devida apuração dos fatos, de modo que a responsabilidade seja atribuída conforme a legislação brasileira.
Prestamos nossa solidariedade ao árbitro da LDJ e reforçamos nosso compromisso com um futebol de base inclusivo, educativo, democrático e livre de qualquer manifestação racista. O esporte deve ser instrumento de união, respeito e transformação social, jamais palco para práticas discriminatórias.
RACISMO É CRIME, DENUNCIE.
Organização da Copa do Mundo de Futebol de Base de Juazeiro da Bahia.
Redação PNB



