Correios suspendem fechamento de agências após ameaça de greve

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Os Correios decidiram suspender temporariamente parte das medidas previstas no plano de reestruturação da empresa após a ameaça de greve dos funcionários. A decisão inclui a interrupção do fechamento de agências, a manutenção de uma gratificação paga a empregados que atuam no atendimento ao público e a paralisação da implantação de um novo sistema voltado ao planejamento das entregas.

As mudanças fazem parte do plano apresentado pela estatal no ano passado como contrapartida para obter o aval do Tesouro Nacional a um empréstimo de R$ 12 bilhões. Agora, a direção da empresa negocia uma nova operação de crédito, desta vez no valor de R$ 7 bilhões, para tentar equilibrar as contas.

A suspensão das medidas foi comunicada aos representantes dos trabalhadores durante as negociações que evitaram uma paralisação imediata da categoria. Os sindicatos desistiram de iniciar a greve, mas mantiveram o estado de greve, o que permite uma paralisação caso o acordo firmado não seja cumprido.

Em nota, os Correios afirmaram que a suspensão é temporária e tem como objetivo permitir que as entidades sindicais apontem possíveis falhas na implementação das medidas.

Apesar do recuo em parte do plano, a empresa informou que outras ações de contenção de despesas seguem em andamento, incluindo a venda de imóveis e iniciativas para reduzir custos operacionais.

Desde o início da reestruturação, 256 agências já tiveram as atividades encerradas.

A suspensão ocorre em meio ao agravamento da situação financeira da estatal. Os Correios encerraram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, e os números de 2026 continuam pressionando as contas da empresa. Apenas no primeiro trimestre deste ano, o déficit chegou a R$ 3,1 bilhões, reforçando a necessidade de novas medidas para reequilibrar as finanças.

BNews

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