Comunidade de Esfomeado, zona rural de Curaçá, busca apoio para projeto de atividade física e cobra mais atenção da Ero Brasil

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Moradores da comunidade de Esfomeado, na zona rural de Curaçá, em contato com nossa redação, relataram a falta de apoio para manter e ampliar um projeto de atividade física desenvolvido na própria comunidade. A iniciativa, segundo os moradores, surgiu diante da dificuldade de acesso a atividades esportivas e de lazer oferecidas em outras localidades.

A comunidade também chama atenção para problemas relacionados à estrada utilizada diariamente por veículos de grande porte ligados às atividades de mineração da Ero Brasil. Segundo os relatos, a circulação intensa de caminhões, inclusive bitrens, provoca muita poeira e contribui para o desgaste da via.

De acordo com os moradores, a situação também acabou dificultando a prática de atividades físicas ao ar livre, pois segundo contaram, algumas pessoas utilizavam a estrada para caminhar ou pedalar, mas afirmam que deixaram de fazê-lo por questões de segurança diante do movimento constante de veículos pesados.

Diante dessa realidade, a professora de Educação Física, Grazielly Nonato, decidiu desenvolver um projeto de treinamento funcional em Esfomeado, visando oferecer aos moradores uma opção de atividades próxima de suas casas, com valor considerado acessível.

“A proposta nasceu com o objetivo de oferecer uma alternativa acessível de atividade física, promovendo saúde, qualidade de vida e integração entre os moradores. O projeto possui um valor simbólico justamente para tentar alcançar o maior número possível de pessoas”.

Mesmo com o valor simbólico cobrado, a equipe responsável pelo projeto identificou que algumas famílias ainda não têm condições de participar e, diante da dificuldade, a equipe procurou a Ero Brasil em busca de apoio para a iniciativa.

Segundo os responsáveis pelo projeto, a solicitação de parceria foi negada.

“A negativa levantou questionamentos entre os moradores e os responsáveis pela iniciativa, principalmente diante da relação existente entre a atividade mineradora e a utilização da estrada que passa pela comunidade. A questão colocada pela população é simples: se a comunidade convive diariamente com os impactos provocados pela intensa circulação de veículos ligados à atividade da mineração, não seria também importante que existissem iniciativas de apoio que contribuíssem diretamente para a qualidade de vida dessas pessoas?”

A expectativa dos moradores é de que seja aberto um diálogo entre a comunidade, os responsáveis pelo projeto e a Ero Brasil para avaliar a possibilidade de uma parceria.

“A comunidade de Esfomeado não está pedindo apenas uma ajuda financeira para manter aulas de funcional. O pedido representa, sobretudo, uma busca por acesso, oportunidade e qualidade de vida. Enquanto a mineração movimenta recursos e utiliza a infraestrutura da região, moradores questionam se também poderiam contar com um retorno social mais próximo de sua realidade. A expectativa agora é que a situação seja conhecida e que haja diálogo entre a comunidade, os responsáveis pelo projeto e a empresa, buscando alternativas que possam beneficiar diretamente os moradores de Esfomeado”.

Estamos tentando contato com a empresa mineradora em busca de respostas para a comunidade.

Redação PNB 

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