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Moraes vota por condenar Eduardo Bolsonaro a um ano de detenção por difamação

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de detenção, em regime inicial aberto, por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

Segundo o ministro, o crime ficou configurado quando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro fez publicações sobre o projeto de lei, elaborado por Tabata, sobre a distribuição de absorventes em espaços públicos.

Moraes aponta que, “de forma livre e consciente”, Eduardo Bolsonaro imputou a Tabata “fato ofensivo à sua reputação”, sugerindo que o projeto de lei teria sido elaborado com o propósito de “beneficiar ilicitamente terceiros”.

O ministro destacou que as publicações revelaram o “meio ardil” usado pelo então deputado, com o objetivo de atingir a honra de Tabata, tanto na esfera pública como em sua vida privada. “Estão amplamente demonstradas a materialidade e a autoria do crime de difamação”, frisou o ministro.

Ainda de acordo com Moraes, Eduardo Bolsonaro tem “plena consciência dos atos delituosos que praticou”. O ex-deputado afirmou ser o responsável pela postagem e pela “verificação da veracidade das informações que compartilha, afirmando expressamente não confiar em agência de checagem tradicionais”, apontou o ministro.

A pena proposta por Moraes é a de um ano de detenção e 39 dias-multa, no valor de dois salários mínimos cada. Ainda conforme o voto, seria estabelecido o regime aberto para início do cumprimento da pena. O magistrado ainda anotou que, em razão de Eduardo estar em “local incerto e não sabido”, não é possível substituir a pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos.

Como relator, Moraes é o primeiro é votar no julgamento que pode levar à condenação de Eduardo Bolsonaro. O caso é analisado no plenário virtual do STF, em sessão que teve início nesta sexta e está prevista para terminar no dia 28.

O Globo

Mãe reclama de demora no atendimento da UPED, em Juazeiro: “Mais de 5 horas de espera”; Sesau responde

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Em contato com o Portal Preto no Branco, a mãe de uma criança relatou demora no atendimento da UPED- Unidade Pediátrica, em Juazeiro. Segundo ela, que esteve na instituição na última terça-feira (14), muitas crianças estavam há horas esperando por atendimento. 

“Levei meu filho no hospital, fiz a ficha, passamos pela triagem e o hospital estava lotado. Os atendimentos demorando muito. A gente chegou 14h30, pegamos a ficha verde. Já tinha criança com fita verde que estava lá desde as 10 horas da manha e ainda sem atendimento”, relatou a mãe.

Segundo a mãe, por volta das 16h30, os atendimentos foram interrompidos devido a uma intercorrência na sala vermelha.

“Disseram que os atendimentos tinham parado por causa de uma intercorrência. A gente ficou esperando e nada de voltar. Só retomaram quase 18h, já perto da troca de plantão. Quando voltou, começaram a chamar só as fichas amarelas. Uma espera de mais de 5 horas. Teve criança que chegou com pulseira verde e acabou passando para amarela por causa da demora. Isso é desumano com crianças e bebês”, disse.

A mãe afirmou que ao questionar a equipe da unidade, foi informada de que apenas dois médicos estavam atendendo toda a demanda do hospital naquele momento.

“Eu perguntei por que não chamavam os verdes, e me disseram que só tinham dois médicos para o hospital todo. Mas quando chegava um amarelo, era atendido na hora. E os verdes? Ficavam esquecidos”, declarou.

Ela também destacou a diferença no atendimento após a troca de plantão. Segundo ela, a fila foi reduzida rapidamente.

“Quando trocou o plantão, foi muito rápido para atender todo mundo. A gente fica sem entender por que demorou tanto durante o dia”, pontuou.

A mãe criticou a assistência prestada no local e cobrou melhorias no atendimento.

“É inadmissível esperar mais de cinco horas por atendimento. A gente só vai ao hospital quando realmente precisa. Do jeito que está, parece que estão esperando as crianças piorarem para atender”, concluiu.

Encaminhamos o relato para a Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro.

Em nota a Sesau informa que “o município atravessa o período de sazonalidade das síndromes gripais, momento em que há um aumento significativo na circulação de vírus respiratórios. Como consequência, se intensifica o fluxo de atendimentos na Unidade Pediátrica (UPED).

“Mesmo diante da alta demanda, todas as medidas necessárias vêm sendo adotadas para garantir a assistência integral, segura e humanizada a todos os usuários da rede municipal de saúde. As equipes estão mobilizadas, com reforço na organização dos atendimentos e no acolhimento dos pacientes, assegurando a continuidade dos serviços. A Secretaria reforça ainda a importância da colaboração da população na adoção de medidas preventivas, fundamentais para reduzir a transmissão e evitar o agravamento das doenças respiratórias. Entre as principais recomendações, destacam-se: manter a vacinação atualizada, especialmente contra a gripe (influenza); higienizar as mãos com frequência, utilizando água e sabão ou álcool 70%; evitar ambientes fechados e com aglomerações; utilizar máscara em caso de sintomas gripais; cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar; manter os ambientes bem ventilados; procurar atendimento de saúde ao surgimento de sinais de agravamento, como febre persistente, dificuldade respiratória ou cansaço excessivo.

Redação PNB

Aluna do IFBA, em Juazeiro, relata condições inadequadas em bebedouro da instituição: “Sujeira visível”

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Uma estudante do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), campus Juazeiro, no norte da Bahia, entrou em contato com a redação PNB para relatar as condições da água consumida na unidade. Segundo o relato, o bebedouro apresenta sinais de falta de manutenção, o que compromete a qualidade da água.

“O bebedouro se encontra em condições inadequadas de higiene, apresentando sujeira visível. Além disso, foi encontrada uma rã dentro do equipamento, o que mostra uma grave falha na manutenção e limpeza do local”, relatou a aluno.

Segundo ela, alguns alunos apresentaram mal estar após supostamente consumir a água do bebedouro.

“Após o consumo da água, alguns alunos relataram sintomas como dores de barriga e ânsia de vômito, o que pode estar diretamente relacionado à contaminação da água fornecida”, disse.

De acordo com a estudante, a direção já tem conhecimento da situação, mas ainda não adotou medidas para solucionar o problema.

“Solicitamos providências urgentes para a higienização adequada do bebedouro e uma revisão periódica das condições sanitárias, para garantir a saúde e o bem-estar de todos os estudantes”, cobrou a aluna.

Estamos encaminhamos o caso para o IFBA campus Juazeiro em busca de esclarecimentos.

 

Redação PNB

Bahia avança em saneamento, mas segue abaixo da média nacional, diz IBGE

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Dados divulgados nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a Bahiaregistrou avanço no acesso da população aos serviços de saneamento básico entre 2024 e 2025, mas ainda enfrenta desafios para melhorar sua posição nos rankings nacionais, especialmente nos indicadores de esgotamento sanitário e coleta de lixo.

Segundo o levantamento, 9,022 milhões de pessoas no estado passaram a viver em domicílios com acesso adequado ao esgotamento sanitário em 2025. O número representa 61,2% da população, alta em relação aos 58,2% registrados em 2024, o que corresponde a cerca de 489 mil pessoas a mais atendidas em um ano.

Apesar da melhora, a Bahia permaneceu na 12ª posição entre os estados brasileiros, com índice abaixo da média nacional, que chegou a 69,7%. Entre as unidades da federação com maior cobertura estão São Paulo (94,2%), Rio de Janeiro (90,5%) e o Distrito Federal (89,9%).

Coleta de lixo

O acesso à coleta adequada de lixotambém cresceu no estado. A proporção de moradores atendidos por serviços de limpeza — seja com coleta porta a porta ou por meio de caçambas — passou de 85,6% em 2024 para 86,4% em 2025.

Com isso, 12,838 milhões de baianos passaram a contar com o serviço, um aumento de cerca de 145 mil pessoas em um ano.

Mesmo com o avanço, a Bahia segue abaixo da média nacional (92,5%) e ocupa apenas a 21ª posição entre os estados, equivalente à sétima menor cobertura do país. Os melhores índices foram registrados no Rio de Janeiro e em São Paulo (ambos com 99,1%), além do Distrito Federal(98,9%).

Abastecimento de água

O cenário é um pouco mais positivo no acesso à água tratada. O percentual de moradores em domicílios abastecidos por rede geral passou de 85,0% para 85,9% entre 2024 e 2025.

Isso significa que 12,750 milhões de pessoas passaram a ter acesso à água encanada, com acréscimo de aproximadamente 152 mil moradores em um ano.

Nesse indicador, a Bahia supera a média nacional, que é de 85,3%, e avançou no ranking nacional, saindo da 16ª para a 12ª posição entre as unidades da federação.

Os maiores índices de abastecimento por rede geral foram registrados em São Paulo(95,7%), Distrito Federal (93,8%) e Sergipe(90,5%).

Desafio ainda é ampliar cobertura

Os dados indicam que, embora tenha havido avanço no acesso aos serviços de saneamento básico na Bahia, o estado ainda precisa ampliar a cobertura, principalmente nos sistemas de esgotamento sanitário e coleta de resíduos, para reduzir a distância em relação à média nacional.

Bahia BA

Morador de Juazeiro relata suposta cobrança irregular na taxa de iluminação publica: “de um mês para o outro teve um aumento de mais de 50 reais”

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Um morador de Juazeiro, na região norte da Bahia, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para relatar uma suposta cobrança irregular na taxa de iluminação pública incluída na conta de energia elétrica. Segundo ele, os valores apresentaram um aumento significativo, sem explicação clara, de um mês para o outro.

“Está acontecendo uma cobrança injusta de iluminação pública. De um mês para o outro teve um aumento de mais de 50 reais na minha conta de energia. Quem explica isso? Tem lugar na zona rural que nem tem iluminação e, mesmo assim, a taxa está vindo na conta e se não pagar, a energia é cortada”, relatou.

O morador também criticou a falta de respostas por parte das instituições.

“A gente procura a Coelba e eles dizem que não sabem como agir, que é responsabilidade da Prefeitura. Aí você vai na Prefeitura e ninguém sabe de nada. Fica nesse jogo de empurra-empurra e quem paga é a gente. Teve situação em que nem protocolo quiseram gerar, dizendo que não sabiam como proceder. Sem isso, a gente fica sem prova de que procurou atendimento”, afirmou.

O consumidor ainda questiona os constantes reajustes na taxa.

“Todo mês o valor aumenta e ninguém explica como é feito esse cálculo. A gente se sente lesado, como se fosse um assalto silencioso na conta de luz”, disse.

Encaminhamos o caso para a gestão municipal, o PROCON Juazeiro e para a Neoenergia Coelba.

Em nota, a concessionária de energia esclareceu que “a Neoenergia Coelba atua exclusivamente como arrecadadora da Taxa de Iluminação Pública dos municípios. Todo o valor é repassado integralmente para as prefeituras. A distribuidora não é responsável pela definição da cobrança, nem pela manutenção ou expansão do sistema de iluminação pública nos municípios. Dúvidas sobre os valores cobrados devem ser direcionadas às prefeituras.”

Aguardamos esclarecimentos da Prefeitura Municipal e PROCON.

Redação PNB

Governo federal prepara programa de combate ao crime organizado

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O governo federal deve lançar, nos próximos dias, um programa de combate às facções criminosas. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, a pasta está terminando de desenhar o plano, que será batizado de Brasil Contra o Crime Organizado.

“Tenho certeza de que, brevemente, teremos um encontro para detalhar as ações do plano”, disse o ministro durante a entrevista coletiva para divulgação de informações sobre a quarta fase da Operação Compliance Zero, que a Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (16).

Durante a coletiva, o secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas, assegurou que o programa federal vai “atacar o andar de cima”, a exemplo das operações Carbono Oculto, que revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) se infiltrou no mercado financeiro, e Compliance Zero, que apura crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e fraudes nas negociações entre os bancos Master e de Brasília (BRB),

“Não adianta enfrentarmos a violência apenas nas comunidades, com tiros. Precisamos ter inteligência e integração”, afirmou Lucas. “Esta será a tônica do Brasil Contra o Crime Organizado: a asfixia financeira das organizações criminosas e daqueles que negociam com elas e usam este dinheiro sujo para alimentar o mundo do crime.”

Lei Antifacção

Segundo o secretário nacional, o decreto que está sendo elaborado está em sintonia com a Lei Antifacção, que a Câmara dos Deputados aprovou no fim de fevereiro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou no mês passado.

A lei prevê o aumento de penas pela participação em organização criminosa ou milícia, além de facilitar a apreensão de bens dos envolvidos.

Também considera facção criminosa toda organização ou grupo de três ou mais pessoas que empregue violência, grave ameaça ou coação para controlar territórios, intimidar populações ou autoridades ou que ataque serviços, infraestrutura ou equipamentos essenciais.

A norma também estabelece que lideranças conectadas a esses crimes deixam de ter benefícios como anistia e indulto, fiança ou liberdade condicional. A progressão de pena fica mais restrita e os líderes de facções terão que cumprir pena ou prisão preventiva em presídios de segurança máxima, entre outras coisas.

Agência Brasil

Centro Gemológico da Bahia leva Curso Itinerante de Lapidação à Juazeiro

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O Centro Gemológico da Bahia (CGB) promove o desenvolvimento do setor mineral no Vale do São Francisco ao tirar um sonho antigo do papel. O órgão realiza, até sábado (18), no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, o projeto Cursos Itinerantes do CGB, iniciativa que visa levar capacitação para diferentes regiões do estado. É a primeira vez que o centro sai da capital e instala estrutura do curso de Lapidação Básica em outro município.

“Realizar a primeira edição do projeto Cursos Itinerantes é expandir os horizontes e as fronteiras da gemologia na Bahia. Está sendo incrível poder colocar em prática este projeto além da sala de aula, levando qualificação e desenvolvimentos às regiões produtoras de gemas no estado”, declarou Mônica Correa, coordenadora do Centro Gemológico da Bahia.

Com aulas ministradas pela professora Andressa Lobo, o curso é fruto de uma parceria entre o CGB, administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), com o Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) de Juazeiro. Os alunos saem formados em lapidação básica, com base para a confecção de peças no formato redondo brilhante e quadrado carré. Além do curso, o centro montou uma exposição de gemas, minerais e artesanatos, que é enriquecida com peças de artistas juazeirenses, e um mini Laboratório Gemológico, para a análise e identificação de gemas e minerais de forma gratuita. O objetivo é divulgar o potencial e promover os serviços ofertados pela instituição.

O presidente do Sindilojas do município, Carlos Neiva, avaliou o curso como uma ação de grande importância para o município. “Indiscutivelmente, é uma potencialidade que precisamos aproveitar na nossa cidade, pois nos dá uma condição melhor, agrega valor ao que já existe aqui. O curso vai fortalecer o segmento e ajudar fortemente na economia da região. O termo lapidação com o que vem acontecendo aqui nunca foi tão adequado. Estamos lapidando o desenvolvimento de Juazeiro”, afirmou.

Potencial econômico

O curso chega para aproveitar os recursos minerais da região como potencial econômico para o setor lapidário. Por meio de uma metodologia mais intensiva, que mescla conhecimento teórico e prático, a iniciativa visa estimular ações voltadas à qualificação profissional e o fortalecimento do empreendedorismo local com cursos de formação especializada na área de lapidação. O Governo do Estado trabalha com a transversalidade, unindo economia e cultura, ao promover o curso em um dos maiores centros culturais da região, que é o João Gilberto.

“Faço o curso de ourives há um tempo, também pelo Centro Gemológico e esse está maravilhoso. É um curso que está enriquecendo demais a minha parte física, profissional e espiritual. A técnica é fundamental e vai enriquecer e ampliar muito mais o meu horizonte como ourives, com mais cuidado, sendo mais minucioso”, avaliou o empresário, músico e aluno do curso, Ítalo Coutinho, primeiro a entregar uma pedra lapidada, com todos os processos de aprendizagem abordados no curso.

Ascom

Ligue 180: Bahia é um dos estados do Nordeste que mais utilizou o serviço em 2025

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Dados divulgados pela Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, do Ministério das Mulheres nesta quarta-feira (15) apontam que o Nordeste está utilizando mais o serviço. A nível nacional, o serviço registrou 1.088.900 atendimentos, quase 3 mil por dia, o que representa um aumento de 45% no comparativo anual.

No total, foram registradas 155.111 denúncias de violência contra mulheres, alta de 17,4% na mesma base comparativa, o que equivale a uma média diária de 425.

Apesar de a região sudeste concentrar quase metade do total de denúncias do país (47,4%), o Nordeste tem mostrado um crescimento na utilização do serviço, sendo responsável por 18,2% das ocorrências. Bahia e Pernambuco são os estados que lideram o número de utilizações do serviço.

Os dados apontam que o ambiente doméstico é o principal cenário das ocorrências de agressão. Considerado o total de 155.111 denúncias, quase 70% ocorreram no âmbito doméstico, sendo 40,76% dos casos na casa da vítima e 29,58% na casa compartilhada com o suspeito. A casa do agressor é apontada em 5,39% (8.356) dos registros do Ligue 180.

As outras 4.587 denúncias (2,96%) foram de mulheres que sofreram violência em vias públicas. O ambiente virtual conta com 2,96% dos registros de violências contra as mulheres.

O levantamento mostra que, em 2025, dois terços (66,3% ou 102.770) das denúncias foram feitas pela própria vítima e outras 26,2 mil (16,9%) notificações chegaram deforma anônima.

Queixas de terceiros como familiares, amigos e vizinhos da vítima somaram 16,8% (26.033). Outros 53 denunciantes foram o próprio agressor.

O perfil das vítimas

Mulheres negras (pretas e partas) somam mais de 43,16% dos episódios de violência relatados, sendo que 51.907 (33,46%) denúncias dizem respeito a mulheres pardas e 15.046 denúncias de mulheres pretas (9,70%).

As mulheres brancas correspondem a cerca de um terço (32,54%) das denúncias computadas no Ligue 180, com o total de 50.474 registros. Mulheres amarelasaparecem em 807 registros (0,52%) e as indígenas em 488 ocorrências (0,31%).

Em 36.389 casos (23,45%), não houve declaração sobre raça/cor, o que mostra um problema de subnotificação.

No que tange a idade, os dados apontam que o pico de vulnerabilidade é entre 26 e 44 anos. O recorte concentra 57.673 denúncias, o equivalente a 37,19% de todas as denúncias registradas.

A principal incidência é do grupo de vítimas entre 40 e 44 anos, com 57.673 denúncias, o equivalente a 37,19% de todas as denúncias registradas.

Logo em seguida está a faixa etária de 35 a 39 anos, com 14.594 casos (9,41%) de violências; o segmento de 30 a 34 anos, com 14.173 denúncias (9,14%); e imediatamente após, estão as vítimas com idades de 26 a 29 anos com 13.789 ocorrências (8,89%).

A variação do percentual ao longo de quase duas décadas de vida das mulheres (de 8,89% a 9,75%), indica um patamar quase inalterado de mulheres atingidas por violências.

Tipo de Violência

A violência psicológica ocupa o topo da lista, respondendo por quase metade dos registros, com mais de 339 mil casos (49,9%). Em seguida, aparece a violência física, com mais de 104 mil ocorrências (15,3%).

A violência patrimonial aparece em 36.938 casos (5,4%); a violência sexual atingiu 20.534 registros (3,0%), sendo 8.172 episódios tipificados como importunação sexual (1,2%); e 2.621 ocorrências de sequestro ou cárcere privado, representando 0,4% do total de violações reportadas.

A violência vicária, que foi destaque recentemente após a sanção da Lei 15.384/2026, teve 7.064 denúncias de violência vicária, o que representa 4,55% do total de 155.111 denúncias.

Bahia BA

Um dos acusados de triplo homicídio registrado em frente à agência do Banco do Brasil, no centro de Juazeiro, morre em confronto com a Polícia Civil, em Aracaju (SE)

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Um dos investigados pelo triplo homicídio ocorrido em frente a uma agência do Banco do Brasil, no centro de Juazeiro, morreu na manhã desta sexta-feira (17), em confronto com a Polícia Civil na cidade de Aracaju, em Sergipe. O homem foi identificado como Brendo Abraão Martins dos Santos.

Segundo informações preliminares, Brendo foi localizado no bairro Aeroporto, na capital sergipana. Durante o cumprimento do mandado judicial, houve resistência e troca de tiros. Ele foi atingido, chegou a ser socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.

Brendo Abraão Martins dos Santos era apontado pela Polícia Civil como um dos autores do crime registrado no dia 30 de novembro de 2025, que resultou na morte de três pessoas em frente a uma agência do Banco do Brasil, em Juazeiro. Segundo as investigações, ele e o irmão, B.C.M. dos S., teriam participação direta na execução. Os dois são apontados como lideranças de uma facção criminosa com atuação na região, de acordo com a Polícia Civil.

B.C.M. dos S. foi capturado durante o período carnavalesco, em Salvador, e já se encontra à disposição da Justiça.

Crime

No dia 30 de novembro de 2025, um veículo modelo Toyota Corolla, onde estavam as vítimas, foi interceptado por um homem em uma motocicleta, nas imediações do Banco do Brasil, centro de Juazeiro. O motoqueiro aproximou-se do veículo e efetuou diversos disparos de arma de fogo. Dois ocupantes do carro de passeio morreram ainda no local, enquanto uma terceira vítima, uma jovem, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos, morrendo dias depois de ser alvejada. Outras duas pessoas também foram atingidas e sobreviveram à ação criminosa.

 

Redação PNB