PNB

4104 POSTS 0 COMENTÁRIOS

Depois de duas reformas, como ficou a situação dos professores no estado da Bahia? Veja a resposta com Dr. Hélder Moreira

0

 

Voltando a falar da situação dos professores, vamos tratar da Reforma realizada na Bahia, seja porque o Estado foi um dos primeiros a realizar a alteração nas regras locais, seja porque a alteração nas regras baianas é um exemplo muito interessante de como falhas formais podem impedir os resultados esperados pelos regimes de previdência.

Como dito antes, até a Reforma de 2019, as regras previdenciárias eram aprovadas pelo Congresso Nacional e valiam para todos os servidores públicos, a partir de então cada ente deve legislar, mas, ao fazê-lo, deve observar as diretrizes inseridas na Constituição Federal.

Dentre estas diretrizes duas são as que mais nos interessam, a primeira que merece ser destacada diz respeito a uma das maiores inovações trazidas pela Reforma de 2019: a criação de idade mínima para aposentadoria, pois, conforme previsto no art. 40, III, da Constituição Federal, cada ente poderia estabelecer uma idade mínima para aposentadoria dos seus servidores, no entanto, deveria fazê-lo “mediante emenda às respectivas Constituições e Leis Orgânicas”.

A segunda diretriz está contida no art. 36, II, da Emenda Constitucional nº. 103/2019, onde podemos ler que as regras então vigentes permaneceriam válidas para Estados e Municípios até a “data de publicação da lei de iniciativa privativa do respectivo Poder Executivos que as referende integralmente”. Ou seja, até a publicação da lei local que revogue as antigas regras de aposentadoria, elas continuariam valendo em âmbito local.

Caso estas exigências constitucionais não fossem observadas, estaríamos diante de normas inconstitucionais e, consequentemente, as antigas regras de aposentadoria continuariam sendo aplicadas sem maiores problemas.

No caso da Bahia, a primeira exigência foi prontamente atendida, pois todas as novas regras previdenciárias estavam contidas na Emenda à Constituição Estadual nº. 26, de 31 de janeiro de 2020.

No entanto, a segunda exigência não foi atendida pois a nº. EC 26/2020 não revogou expressamente as regras anteriormente aplicáveis aos servidores e, por isso, logo após a entrada em vigor das novas regras de aposentadoria, entidades representativas ajuizaram ações requerendo que o Estado fosse obrigado a conceder benefícios com base nas regras vigentes antes da Reforma.

Ao perceber o equívoco legislativo, o Estado da Bahia decidiu aprovar uma nova alteração à Constituição do Estado, no caso, a Emenda nº. 27, de 16 de junho de 2021, e nela incluiu a revogação expressa das antigas regras de aposentadoria. Na prática isso significa que a Reforma da Previdência no Estado da Bahia só entrou em vigor em junho de 2021.

Até esta data, as regras anteriores continuam a ser aplicadas ao professores estaduais que, caso preenchidos os requisitos para aposentadoria, poderão se aposentar inclusive com a redução de idade e tempo de contribuição segundo novo entendimento do STF.

Toda esta história, sem muitos efeitos práticos, já que o processo de alteração se encerrou desde junho de 2021,serve de gancho para a situação de Juazeiro, Petrolina, Lagoa Grande e de vários outros municípios do sertão pernambucano pois estes entes também desrespeitaram uma das diretrizes constitucionais.

Pois, apesar de terem revogado expressamente as regras de aposentadoria anteriormente existentes, tais entes não incluíram em época própria a idade mínima para aposentadoria em suas respectivas Leis Orgânicas.

Aí você pode se perguntar: mas e o que isso importa para os servidores?

A resposta para esta pergunta é bem simples: se a idade mínima não tiver sido incluída na Constituição Estadual ou na Lei Orgânica do Município, a priori, ela não é aplicável e deve ser observada a idade anterior, conforme entendimento firmado em alguns precedentes jurisprudenciais.

Mas esta conversa fica para a próxima semana. Até lá!

Hélder Moreira é advogado desde 2006, com pós-graduação e MBA na área de regimes próprios de previdência social

Caso confirmado de sarampo acende alerta sobre cobertura vacinal

0
Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.

A confirmação de um caso de sarampo em uma bebê de 6 meses em São Paulo, na semana passada, acendeu novamente o alerta sobre a importância de manter altas coberturas vacinais como uma barreira para proteger quem ainda não pode ser imunizado.

A bebê ainda não tinha idade para receber a vacina, já que o calendário do Sistema Único de Saúde prevê a aplicação da primeira dose da tríplice viral aos 12 meses, o que garante a proteção contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Aos 15 meses, as crianças devem receber uma dose da tetra viral, que reforça a imunidade contra essas três doenças e acrescenta a catapora na lista.

De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, quando a cobertura está alta, os bebês mais novos ficam protegidos pela barreira criada por quem já se vacinou.

“A vacina do sarampo também impede a infecção e a transmissão com alta efetividade. Ela tem essa capacidade, que a gente chama de esterilizante. Além de prevenir que a pessoa contraia a doença, ela também evita que essa pessoa seja um portador e transmissor do vírus”, explica Kfouri.

A bebê diagnosticada com sarampo viajou com a família para a Bolívia em janeiro. O país vizinho vive um surto de sarampo desde o ano passado, e a alta cobertura também é essencial para impedir que casos importados como esse iniciem surtos dentro do Brasil.

“O sarampo é uma doença de altíssima transmissibilidade, especialmente entre os não vacinados. A imunização em altas taxas é o que funciona como barreira na circulação do vírus. Mas se isso não acontecer, não é nem necessário que alguém viaje e contraia o vírus lá fora. Basta ficar aqui, com tanta gente vindo de outros países onde há surto, que o risco é o mesmo”, alerta o vice-presidente da Sbim.

No ano passado, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema na idade correta.

Proteção para toda a vida

Os bebês vacinados dentro do tempo ficam protegidos ao longo da vida, mas crianças e adultos que não têm comprovante de vacinação devem receber a vacina. Dos 5 aos 29 anos, recomenda-se duas doses, com intervalo de um mês. Dos 30 aos 59 anos, é necessária apenas uma dose. A vacina só não pode ser tomada por gestantes e pessoas imunocomprometidas.

O caso na bebê em São Paulo foi o primeiro registro da doença no país neste ano, mas, no ano passado, outras 38 infecções foram confirmadas, a maior parte com origem importada.

Ainda assim, o país segue com o certificado de área livre da doença, concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde em 2024, porque, felizmente, não há transmissão sustentada de sarampo no nosso território.

No entanto, o Brasil já havia conquistado esse certificado antes, em 2016, e acabou perdendo em 2019, após surtos que começaram com casos importados.

Alerta nas Américas

O continente americano vive uma situação preocupante com relação à doença. No ano passado foram registrados 14.891 casos em 14 países, com 29 mortes. Já este ano, somente até o dia 5 de março, foram 7.145 infecções confirmadas. Isso significa que, em apenas dois meses, foi detectada quase metade de todos os casos do ano passado. A situação é mais grave no México, Estados Unidos e Guatemala.

Kfouri reforça que, independentemente do país, a grande maioria dos casos ocorreu em pessoas não vacinadas, principalmente crianças menores de 1 ano. E, ao contrário do que muita gente pensa, não se trata de uma doença inofensiva da infância:

“Nos surtos, em geral, para cada 1 mil casos da doença, a gente costuma ter um óbito, mas estamos registrando uma proporção muito maior. No ano passado, foram quase 15 mil casos nas Américas, com quase 30 óbitos. As complicações mais comuns são pneumonia ou quadros neurológicos, como encefalite”.

O principal sintoma da doença é o surgimento de manchas vermelhas pelo corpo e febre alta, mas ela também costuma causar tosse, coriza, irritação nos olhos e mal-estar. O vice-presidente da Sbim complementa que a infecção pelo vírus também causa um efeito secundário perigoso: a supressão do sistema imunológico.

“Durante três a seis meses após a infecção pelo sarampo, o nosso sistema de defesa não funciona corretamente, e a gente fica mais vulnerável a ter outras doenças oportunistas infecciosas, que também podem ser graves”, alerta Renato Kfouri.

Agência Brasil

Justiça reconhece “omissão estrutural” e obriga Petrolina a criar política para animais abandonados

0

 

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) obteve decisão favorável na Justiça que obriga a Prefeitura de Petrolina, no sertão de Pernambuco, a estruturar políticas públicas voltadas ao acolhimento de animais abandonados e ao controle de zoonoses. A sentença, proferida pela Vara da Fazenda Pública, reconheceu a existência de uma “omissão estrutural” por parte do município.

De acordo com a decisão, Petrolina terá o prazo de até 180 dias para apresentar um plano concreto de controle populacional de cães e gatos. Entre as medidas exigidas está a criação de um espaço físico destinado ao acolhimento provisório dos animais, que deve ser separado do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

O plano também deverá contemplar ações de esterilização, identificação dos animais e capacitação de servidores públicos para atuar na área. A Justiça destacou ainda que o município é considerado área endêmica para leishmaniose, o que reforça a necessidade urgente de medidas voltadas à saúde coletiva.

O órgão também obteve decisão semelhante no município de Paulista, onde a Justiça determinou a criação de um abrigo para animais errantes no mesmo prazo de 180 dias. No caso, a gestão municipal deverá garantir a captura contínua dos animais, com triagem veterinária, castração e encaminhamento para adoção responsável.

Redação PNB, com informações MPPE

Câmara aprova projeto que obriga companhias aéreas a prestar assistência a vítimas em caso de acidente

0

A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (17) projeto que determina que as companhias aéreas serão responsáveis por prestar assistência a vítimas e seus familiares em caso de acidentes aéreos. O texto foi proposto após acidente da Voepass, que deixou 62 vítimas em agosto de 2025, e segue para análise do Senado Federal.

A proposta define que a assistência também deverá ser prestada por autoridades públicas e cria um Comitê de Cooperação entre instituições públicas e privadas para a realização do atendimento aos afetados, por meio de coordenação e comunicação entre os órgãos.

O comitê será coordenado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que deverá convidar as empresas e instituições que comporão o comitê em prazo de seis horas após um acidente aéreo.

O texto foi aprovado de forma simbólica, utilizada quando há acordo entre os deputados. O projeto é de autoria dos deputados Bruno Ganem (Pode-SP) e Padovani (União-PR) e foi relatado pela deputada Enfermeira Ana Paula (Pode-CE).

A proposta vale para voos comerciais e fretados e destaca que o atendimento deverá ser guiado pelos princípios da dignidade humana, eficiência e segurança jurídica, entre outros. A assistência é obrigatória mesmo que o acidente decorra de motivo de força maior ou culpa da vítima.

Os transportadores deverão, por exemplo, arcar com despesas de translado de corpos e custear assistência médica, psiquiátrica e psicológica emergencial para vítimas e familiares pelo prazo de até dois anos ou, mediante perícia, por prazo maior.

O projeto também estabelece diretrizes a serem seguidas por instituições públicas e privadas durante o atendimento a vítimas, familiares de vítimas e desaparecidos em acidentes aéreos.

Determina, por exemplo, que o atendimento deve ser individualizado e humanizado, proteger a privacidade e os dados pessoais das vítimas e das famílias e priorizar a cooperação interinstitucional e interfederativa

Após a conclusão das investigações de um acidente, a Anac deverá, ouvindo integrantes do comitê, elaborar relatório indicando mudanças regulamentares e legislativas necessárias para disseminar boas práticas.

Bahia Notícias 

Homem relata ser mordido por cachorro durante corrida na Orla de Juazeiro e alerta para aumento de animais soltos na região

2

 

Um morador de Juazeiro, no norte da Bahia, entrou em contato com a redação do PNB para relatar que foi mordido por um cão errante enquanto praticava corrida na Orla da cidade, na manhã de terça-feira (17). Segundo o relato, ele foi surpreendido pelo ataque em uma área onde havia mais de dez cachorros.

“Juazeiro tá cheio de cães soltos no meio da rua. Fui mordido por um deles enquanto corria na Orla”, contou.

Apesar do susto, o corredor informou que conseguiu buscar atendimento médico em uma unidade de saúde, onde recebeu a vacina antirrábica.

“A mordida doeu de leve e ficou um pouco inchado, mas já está melhor. Consegui ir no postinho e tomar a vacina. Foi um susto grande e pode acontecer com qualquer um, é importante que isso seja resolvido, imagina se tivesse acontecido com uma criança”, relatou.

Encaminhamos o caso para a Secretaria de Meio Ambiente de Juazeiro.

O aumento de cães errantes no município

Nos últimos dias diversos cidadãos juazeirenses registraram o aumento de cães errantes em diversos pontos do município, especialmente em áreas de grande circulação, como a Orla. Os moradores alertam para o risco de ataques, também levanta questões relacionadas à saúde pública e ao controle populacional de animais.

Um morador do bairro Cajueiro, em Juazeiro, no norte da Bahia, relatou o aumento significativo de cães errantes na comunidade.

“Moradores de outros bairros vêm registrando a quantidade de cães nas ruas, e aqui no bairro Cajueiro não é diferente. Esses dias havia uma grande quantidade circulando por aqui”, afirmou o morador.

“A gente sai de casa e sempre encontra vários cachorros soltos. Tem dia que são muitos juntos, dá até medo, principalmente para quem anda com criança. A gente fica apreensivo sem saber como agir ou o que fazer caso eles ataquem”, disse.

“Isso não é de agora, já tem um tempo que vem aumentando. Cada dia aparece mais cachorro abandonado aqui no bairro”, relatou.

“Muitos estão magros, aparentemente doentes, precisando de cuidado. Não é só um problema para a população, mas também para os próprios animais. Precisamos cuidar e controlar o aumento desses bichinhos nas ruas”, concluiu.

No bairro Castelo Branco, uma moradora da Quadra C relatou que cães têm sido abandonados com frequência em uma praça da localidade.

“Estão abandonando cachorro demais aqui. Todo dia aparece um. A gente ajuda porque os bichinhos não têm culpa, mas isso virou um ponto de abandono. Eu já tenho dois adotados em casa e uma amiga tem três. A gente está sobrecarregada, tentamos cuidar de alguns, mas não tem mais condições”, relatou.

“A gente acha que o pessoal vê que a gente cuida e acaba abandonando mais lá. A gente ajuda porque os bichinhos não têm culpa, mas não é justo”, afirmou.

Outra moradora também demonstrou preocupação com o aumento de animais soltos nas ruas. Segundo ela, a população tem ficado com medo de possíveis ataques.

“A quantidade de cachorro na rua aumentou muito e a gente fica com medo. Tem gente que já evita passar em alguns horários por causa dos cães”, relatou.

Apesar do receio, moradores destacam que muitos desses cães são vítimas de abandono e acabam sofrendo nas ruas, sem abrigo, alimentação adequada ou cuidados veterinários.

“É uma judiação com os bichinhos. Eles sofrem muito na rua, passam fome, ficam doentes. O problema começa com o abandono”, afirmou a moradora.

“O abandono é um crime sério. A gente precisa começar a bater nessa tecla, porque não dá mais para continuar assim”, reforçou a moradora.

“Precisamos que a Prefeitura de Juazeiro esteja atenta ao que está acontecendo no município. Se a quantidade de cães nas ruas está crescendo, algo precisa ser feito para que esses animais sejam cuidados. Não podemos fingir que eles não existem. Eles existem e muitas vezes são frutos da irresponsabilidade de nós, humanos. Eles não têm culpa de nada”, disse um morador.

“Ninguém consegue mais caminhar na Orla Nova devido à quantidade de cachorros de rua. Chega a ser assustador o número de cães. A gente vem para caminhar e acaba ficando com receio”, relatou uma frequentadora da orla.

“É um lugar muito movimentado, vem muita família, gente que traz criança. Do jeito que está, fica difícil. A gente não sabe se os animais podem avançar ou não. As autoridades precisam tomar alguma providência”, comentou outro morador.

Redação PNB

Coelba se manifesta após moradora alertar sobre poste com risco de queda na comunidade de Gangorra, no distrito do Salitre, em Juazeiro

0

 

Após uma moradora da comunidade de Gangorra, localizada no distrito do Salitre, em Juazeiro, no norte da Bahia, alertar novamente sobre o risco de queda de um poste de energia elétrica na localidade, a Neoenergia Coelba se manifestou.

Em nota encaminhada à redação do Portal Preto no Branco (PNB), a concessionária informou que “encaminhou equipe para avaliar o poste, constatou defeito na base, porém sem risco de queda. A empresa trabalha com a substituição do poste prevista para amanhã (19).”

A reclamação

Segundo o relato, a estrutura, que permanece danificada, vem se inclinando com o passar do tempo, o que tem gerado medo entre os residentes.

“Cada dia que passa o poste está mais torto, e a gente vive com medo. Se ele cair, pode atingir pelo menos nove casas que ficam bem próximas umas das outras. Aqui moram idosos e muitas crianças, e a gente não sabe o que pode acontecer”, relatou.

Ainda segundo a moradora, o temor é de que, em caso de novas chuvas, a estrutura não resista e provoque um acidente grave.

“A gente dorme sem saber se está seguro. Se cair em cima de uma casa ou de uma criança, pode ser uma tragédia”, disse.

Ela também reclama da falta de retorno por parte da concessionária de energia.

“A gente entra em contato com a Coelba, mas não tem resposta. Só lembram da gente na hora da cobrança da conta de energia”, criticou.

Segundo a moradora, a Coelba chegou a ir ao local para verificar o poste após outra residente registrar a reclamação no Portal Preto no Branco.

“A Coelba veio aqui depois que reclamaram da primeira vez. Disseram que voltariam no outro dia para fazer o serviço, caso não chovesse. Acabou chovendo no dia seguinte, mas as chuvas já pararam há muito tempo e, até agora, eles não retornaram”, afirmou.
Diante da situação, a moradora faz um apelo para que o poste seja substituído com urgência, evitando possíveis acidentes.
“A gente paga pelo serviço e só quer segurança. Não custa nada resolverem isso antes que algo pior aconteça”, concluiu.

Redação PNB

Após reclamação de usuária, Sesau Juazeiro se manifesta sobre condições da UBS da Goiabeira

0

 

Após uma usuária criticar as condições precárias da Unidade Básica de Saúde (UBS) da comunidade da Goiabeira, no Salitre, em Juazeiro, no norte da Bahia, e reivindicar melhorias, a Prefeitura Municipal se manifestou por meio da Secretaria de Saúde.

Em nota enviada ao Portal Preto no Branco, a Sesau informou “que a situação estrutural da Unidade Básica de Saúde (UBS) da comunidade da Goiabeira é de conhecimento da administração e têm sido tratada de forma técnica e planejada.

A unidade passará por intervenções pontuais e melhorias iniciais, mesmo antes da execução de uma requalificação estrutural mais ampla. Essas ações visam garantir melhores condições de funcionamento e acolhimento à população enquanto os trâmites legais e administrativos seguem seu curso.

A unidade apontada já recebeu visitas técnicas das equipes de arquitetura, engenharia clínica e do engenharia civil, responsáveis pela realização do diagnóstico situacional e pelo levantamento das necessidades estruturais e orçamentárias da unidade. Esse trabalho técnico é fundamental para embasar as próximas etapas de intervenção.

Após a conclusão das análises e o cumprimento das etapas legais necessárias, novas melhorias serão iniciadas, assegurando avanços graduais e responsáveis na estrutura da unidade.

A Sesau destaca ainda que a gestão municipal vem promovendo importantes avanços na atenção básica, com a revitalização de diversas Unidades Básicas de Saúde, a retomada de obras anteriormente paralisadas e a ampliação da rede com a construção de novas unidades, fortalecendo o acesso da população aos serviços de saúde.

A Secretaria reforça que todas as ações seguem critérios exclusivamente técnicos, baseados na real necessidade de cada unidade.

A Secretaria de Saúde de Juazeiro reafirma seu compromisso com uma saúde pública digna, humanizada e de qualidade, trabalhando de forma contínua para garantir unidades estruturadas, seguras e acolhedoras para toda a população juazeirense.”

A reivindicação

De acordo com o relato enviado ao Portal Preto no Branco, a unidade apresenta sinais de abandono, problemas estruturais e condições inadequadas de higiene, o que tem gerado preocupação entre os moradores que dependem do serviço.

“Já se passaram oito meses que a UBS está em situações críticas e nada é feito. Só porque somos do interior, merecemos passar por isso? Só somos lembrados no período das eleições”, disse a usuária.

Ela afirma ainda que o local apresenta diversos problemas que podem representar risco à saúde de pacientes e profissionais.

“A UBS está com um mau cheiro, sujeira, até fezes de morcego tem. Estamos correndo perigo de pegar alguma infecção ou outro tipo de bactéria”, alertou.

Diante das condições, a usuária relatou que chegou a desistir de utilizar o serviço da UBS, mesmo precisando de atendimento.

“Eu precisei do serviço da unidade, mas desisti. Não vacinei meu filho lá, fui procurar outra unidade básica de saúde, porque lá não tem condições de atender a população”, contou.

Redação PNB

Caixa começa a pagar Bolsa Família de março

0
Divulgadas regras de gestão do novo Bolsa Família - Novo cartão do programa Bolsa Família. Foto: Roberta Aline / MDS

A Caixa Econômica Federal começa a pagar a parcela de março do Bolsa Família. Recebem nesta quarta-feira (18) os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Ao todo cerca de 18,7 milhões de famílias receberão o benefício neste mês.

Os beneficiários de nove estados receberão o crédito nesta quinta, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficia localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe.

O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Além do benefício integral, cerca de 2 milhões de famílias estão na regra de proteção em março. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Confira o calendário do Bolsa Família para março de 2026:

  • Final do NIS: 1 – pagamento em 18/3
  • Final do NIS: 2 – pagamento em 19/3
  • Final do NIS: 3 – pagamento em 20/3
  • Final do NIS: 4 – pagamento em 23/3
  • Final do NIS: 5 – pagamento em 24/3
  • Final do NIS: 6 – pagamento em 25/3
  • Final do NIS: 7 – pagamento em 26/3
  • Final do NIS: 8 – pagamento em 27/3
  • Final do NIS: 9 – pagamento em 30/3
  • Final do NIS: 0 – pagamento em 31/3

 

Agência Brasil

ECA Digital começa a valer e impõe novas regras para crianças e jovens em redes sociais, jogos e sites

0
Smartphone, celular, em uso.

A lei que protege crianças e adolescentes na internet entra em vigor nesta terça-feira (17). O texto, que ficou conhecido como ECA Digital, foi sancionado pelo presidente Lula em setembro e tinha prazo de seis meses para começar a vigorar.

As normas passam a valer para todo produto ou serviço digital que possa ser acessado por crianças ou adolescentes, independentemente do setor ou modelo de negócio.

De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos, o ECA Digital cria um marco jurídico para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, com medidas voltadas à segurança online, proteção de dados, prevenção de riscos e responsabilização de plataformas por conteúdos ilícitos e práticas abusivas.

Alguns trechos ainda precisam de regulamentação para detalhar atribuições e formas de aplicação da lei. O decreto com essas regras deve ser publicado ainda nesta terça-feira.

A partir de hoje, a nova legislação:

  • Proíbe a autodeclaração de idade em sites e serviços digitais restritos a maiores de 18 anos.
  • Exige que redes sociais ofereçam versões sem conteúdos proibidos ou publicidade direcionada e que contas de menores de 16 anos sejam vinculadas às de seus responsáveis.
  • Determina que marketplaces e aplicativos de entrega de bebidas alcoólicas, cigarros e produtos eróticos verifiquem a idade no cadastro ou no momento da compra e bloqueiem automaticamente o acesso de menores a itens proibidos.
  • Impõe que plataformas de apostas impeçam o cadastro e o acesso de crianças e adolescentes.
  • Obriga buscadores a ocultar ou sinalizar conteúdos sexualmente explícitos e a exigir verificação de idade para o desbloqueio.
  • Exige que provedores de conteúdo pornográfico adotem verificação de idade, proíbam a autodeclaração e removam contas identificadas como pertencentes a menores.
  • Determina que jogos eletrônicos com caixas de recompensa bloqueiem o acesso de menores ou ofereçam versões sem essa funcionalidade.
  • Estabelece que serviços de streaming cumpram a classificação indicativa e disponibilizem perfis infantis, mecanismos de bloqueio e ferramentas de controle parental.
  • Plataformas que têm mais de 1 milhão de crianças e adolescentes cadastrados devem enviar relatórios mostrando como apuraram denúncias e quais medidas de moderação de conteúdo foram adotadas.

A mudança também afeta a estrutura do governo. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados foi transformada em agência reguladora e terá atribuições ligadas ao Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.

O órgão ainda deverá publicar regras para detalhar pontos-chave da lei, como a verificação de idade e a vinculação de contas de adultos com menores de 16 anos.

Punições

O descumprimento das medidas pode levar a multas que vão de R$ 10 por usuário cadastrado na plataforma até um limite de R$ 50 milhões, dependendo da infração. As empresas também poderão ter as atividades suspensas temporária ou definitivamente.

Responsabilidade do governo, família e plataformas digitais

O ECA Digital prevê que a proteção de crianças e adolescentes na internet seja uma responsabilidade compartilhada entre pais, Estado e plataformas digitais.

Para Igor Luna, coordenador do grupo de trabalho de Crianças e Adolescentes da Câmara Brasileira da Economia Digital, a proteção de menores no ambiente digital deve ser uma responsabilidade compartilhada.

“O poder público estabelece regras e coordena políticas de proteção. As plataformas devem aplicar ferramentas e mecanismos de segurança adequados. Já famílias e educadores têm papel importante no acompanhamento do uso da tecnologia e no desenvolvimento do letramento digital”, afirma.

Maria Mello, gerente do eixo digital do Instituto Alana, afirma que a entrada em vigor do Estatuto reafirma, no ambiente digital, o princípio da prioridade absoluta e da proteção integral de crianças e adolescentes.

Ela também ressalta que a responsabilidade do Estado não se limita apenas à agência que vai regular as regras.

“A ANPD agora se torna uma agência. A ideia é que tenha mais autonomia e mais força para acompanhar o processo de adequação das empresas. A fiscalização é fundamental, não apenas por parte da ANPD, mas também do sistema de Justiça”, diz a especialista.

“De forma mais ampla, a comunidade escolar também precisa discutir o tema e se apropriar dessa nova lei, produzindo reflexões e materiais sobre seu conteúdo para gestores, famílias e para as próprias crianças e adolescentes.”
G1