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Prefeito Andrei anuncia obras e programas para os distritos de Maniçoba e Itamotinga

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O prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, reforçou no último final de semana seu compromisso com o desenvolvimento da zona rural ao anunciar um conjunto de obras estruturantes nos distritos de Maniçoba e Itamotinga.

No último sábado (30), durante a tradicional Festa dos Colonos do NH2, o prefeito autorizou a licitação para a pavimentação de diversas ruas do Distrito de Maniçoba, que vai transformar a infraestrutura urbana e garantir mais qualidade de vida para a população.

“Firmamos um compromisso especial com a comunidade, autorizamos a licitação para pavimentação das ruas do distrito, dentro do Programa Ruas de Futuro. Esse é um dos pedidos dos moradores, e nós estamos atendendo logo no primeiro ano de gestão. Maniçoba merece respeito, cuidado e desenvolvimento”, afirmou o prefeito, ao lado do presidente da CERB, Jayme Viana, do superintendente da Codevasf, Nino Rangel, vereadores, secretários municipais e a comissão organizadora do evento.

“Esperávamos há muito tempo por mais pavimentação. Hoje sentimos que o poder público tem olhado com carinho para o nosso distrito. Estamos confiantes que o prefeito vai fazer ainda muito mais por Maniçoba”, disse o agricultor João Batista.

Ainda no sábado, à noite, o prefeito seguiu para Itamotinga, onde participou das comemorações em homenagem à padroeira da comunidade. O gestor anunciou um pacote de obras e projetos importantes para o distrito. “Em breve, Itamotinga receberá pavimentação e a requalificação da quadra principal. Hoje também lançamos aqui o Programa Feira nos Distritos, que vai movimentar a economia local, e além disso, vamos começar a desenvolver o projeto da orla aqui na comunidade, correr atrás dos recursos e transformar esse sonho em realidade”, afirmou o prefeito, após prestigiar o desfile cívico da Escola Municipal Iracy Nunes.

O prefeito Andrei destacou ainda a importância da Paixão de Cristo de Itamotinga, evento tradicional que movimenta a Semana Santa no interior do município. “Esse espetáculo sacro é um orgulho para Juazeiro. No próximo ano, nossa gestão vai apoiar ainda mais, para atrair turistas e consolidar o evento como referência cultural e econômica da região”, ressaltou.

No domingo (31), Itamotinga recebeu a primeira edição do programa Feira no Distrito, iniciativa da Autarquia Municipal de Abastecimento (AMA), em parceria com Governo do Estado, que vai fortalecer a agricultura familiar, valorizar os pequenos produtores e movimentar a economia local. Com quase 30 barracas padronizadas, a feira reuniu uma grande variedade de produtos: hortifruti fresquinho, carnes, queijos, doces, artesanato e até vestuário, transformando o espaço em um verdadeiro centro de comércio para toda a comunidade. A proposta é que a ação aconteça sempre aos domingos, a partir das 6h da manhã, não só em Itamotinga, mas também em outros distritos.

Fotos: José Pimentel
Ascom/PMJ

Setembro Amarelo: mulher é resgatada pela PM e Bombeiros em Petrolina; caso reforça importância dos cuidados com a saúde mental

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Na manhã desta segunda-feira (01), equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Pernambuco conseguiram evitar que uma mulher atentasse contra a própria vida, em Petrolina, no Sertão do estado. A ação rápida das forças de segurança possibilitou o socorro imediato e o encaminhamento da vítima a uma unidade hospitalar da cidade.

O episódio alerta a necessidade de atenção à saúde mental. Setembro é o período dedicado à campanha Setembro Amarelo, movimento nacional de prevenção ao suicídio que busca conscientizar sobre a importância de oferecer apoio, escuta e acolhimento a quem enfrenta momentos de fragilidade emocional.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo, sendo considerado um problema de saúde pública e a quarta causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que ocorra um suicídio a cada 45 minutos.

No país, o Centro de Valorização da Vida (CVV) é uma das principais redes de apoio emocional. Através do número 188, disponível gratuitamente 24 horas por dia, voluntários oferecem escuta qualificada e sigilosa. Além disso, serviços públicos de saúde, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) também estão disponíveis.

Redação PNB

Nordeste é a região com maior número de inscritos no Enem 2025

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As 4.811.338 inscrições confirmadas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 são, em sua maior parte, de candidatos do Nordeste. Na região, há 1.737.789 inscrições confirmadas, dos quais 587.935 são de concluintes do ensino médio.O dado consta no Painel Enem 2025, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

A segunda região brasileira com o maior número de inscritos confirmados nesta edição é o Sudeste, com 1.631.563 participantes confirmados, sendo 662.388 concluintes do ensino médio.

Em seguida, aparecem os 561.004 candidatos confirmados do Norte do país, com 193.150 concluintes do ensino médio.

O Sul ocupa a quarta posição em número de candidatos confirmados: 492.876. Do total, 211.433 se formam no ensino médio neste ano.

Por fim, o Centro-Oeste registra 388.106 inscrições confirmadas. Delas, 157.044 são de estudantes que estão no 3º ano do ensino médio.

Estados

Com base no Painel Enem 2025, o estado com o maior número de inscrições é São Paulo, com 751.648, seguido de Minas Gerais (464.994) e da Bahia (428.019).

Somente o município de São Paulo tem 197.626 inscrições confirmadas. Dessas, 81.179 são de concluintes da educação básica.

As três unidades da federação com os menores números de candidatos confirmados são: Amapá, com 33.193; Acre, com 28.962; e Roraima, com 14.162.

Confira o número de inscrições confirmadas por unidade da federação:

Unidade federativa Inscritos no Enem
Acre 28.962
Alagoas 96.488
Amazonas 110.842
Amapá 33.193
Bahia 428.019
Ceará 275.937
Distrito Federal 82.975
Espírito Santo 85.920
Goiás 166.761
Maranhão 211.383
Minas Gerais 464.994
Mato Grosso 80.429
Mato Grosso do Sul 57.941
Pará 289.392
Paraíba 142.050
Pernambuco 272.299
Piauí 120.040
Paraná 195.870
Rio de Janeiro 329.001
Rio Grande do Norte 113.229
Rio Grande do Sul 186.541
Rondônia 46.801
Roraima 14.162
Santa Catarina 110.465
Sergipe 78.344
São Paulo 751.648
Tocantins 37.652
Brasil 4.811.338


Acessibilidade

No Enem 2025, foram aprovadas 116.541 solicitações de atendimento especializado. Pessoas com déficit de atenção constituem o perfil com o maior número de pedidos: 41.732, correspondente a 35,81%.

Em seguida, vêm candidatos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com 26.051 ou 22,35% das solicitações de atendimento especializado. Os inscritos com baixa visão somam 13.430 pessoas (11,52%). Já 9.741 pessoas com deficiência física (8,36%) farão as provas do Enem.

O exame também disponibilizará 164.864 recursos de acessibilidade. Tempo adicional foi o recurso mais requerido (48.546). Em seguida, estão: auxílio para leitura (25.548); correção diferenciada (24.089); e auxílio para transcrição (17.037).

Perfil dos inscritos

Confira aqui o perfil dos inscritos no Enem 2025. A predominância é de mulheres, pessoas pardas e jovens.

Provas

As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro de 2025, em quase todo o país.

As exceções são os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, devido à realização da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, de 10 a 21 de novembro.

Nas três cidades paraenses, os candidatos do Enem farão as provas nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro.

Agência Brasil

Brasil tem queda na desigualdade em educação, emprego e meio ambiente

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O Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades lançou nesta quinta-feira (28), em Brasília, o terceiro Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2025, produzido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Do total de 43 indicadores analisados, 25 registraram avanços nos últimos dados disponíveis, com destaque para dados relacionados ao meio ambiente, trabalho, educação e saúde. 

Embora apenas três indicadores da nova edição do relatório tenham apresentado retrocessos (relacionados à saúde e a condições de moradia), oito indicadores não apresentaram mudanças significativas.  Apesar da melhora em alguns aspectos, as análises divulgadas mostram que as desigualdades de raça/ cor, gênero e entre regiões brasileiras persistem no país.

No evento, o deputado Pastor Henrique Vieira (PSol–RJ) comentou as consequências das desigualdades no país, que não devem ser normalizadas. Para ele, os dados do estudo devem resultar em planejamento de ações para reverter as discrepâncias evidenciadas.

“Isso não são números. São pessoas, histórias, memórias, mulheres, trabalhadores e crianças que precisam de um país justo, solidário, fraterno, democrático e soberano.”

Durante a apresentação do documento na Câmara dos Deputados, o representante do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, destacou que as desigualdades brasileiras são estruturais em várias dimensões e, por isso, representam um ‘problema dramático’. Ele entende, ainda, que mesmo nos processos de melhorias verificados, os avanços ainda são bastante lentos. Clemente Ganz Lúcio destacou os objetivos do trabalho.

“O Observatório tenta registrar a performance de indicadores que materializam, de um lado, um diagnóstico perverso de desigualdade estrutural materializada em várias dimensões, que a gente quer permanentemente mostrar para a sociedade. De outro lado, queremos, anualmente, trazer resultados que mostram como estamos conseguindo, gradativamente, superar [essas diferenças]”, disse o coordenador do relatório.

Clima e meio ambiente

O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2025 traz, entre os destaques positivos, a redução das emissões de gás carbônico (CO₂) por pessoa, no Brasil. O país que sediará a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) em novembro emitiu 12,4 toneladas de dióxido de carbono equivalente (ou tCO₂e), em 2022. Houve queda nas emissões no ano seguinte (2023), para 10,8 tCO₂.

O Brasil também registrou queda de 41,3% na área desmatada entre 2022 e 2024.  Apesar disso, o Acre teve acréscimo de 31% da área desmatada; Roraima, de 8%; e Piauí, alta de 5%.

Representando a sociedade civil na cerimônia, em Brasília, a coordenadora de Clima e Cidades do Instituto de Referência Negra Peregum, Gisele Brito, esclareceu que o aumento dessas emissões de efeito estufa (GEE), nos estados dos biomas da Amazônia e do Cerrado, está intimamente ligado ao desmatamento provocado pelo modelo de desenvolvimento econômico centrado no agronegócio.

“O agronegócio é concentrador de renda e de terras, tem bastante relação com conflitos por água, por terra e outros tipos de conflitos. Além da perda de qualidade de vida, da diversidade, interrupção do extrativismo e de formas de vida que se conflituam com essas desigualdades, como de populações quilombolas e de populações indígenas”, declarou a ativista Gisele Brito.

Educação

Os indicadores educacionais do relatório apontam para o aumento do percentual de crianças de 0 a 3 anos que frequentam creches, entre 2022 e 2024, de 30,7% para 34,6%. Porém, a maioria das crianças nessa faixa etária ainda está fora da escola. O Plano Nacional de Educação (PNE) previa que 50% das crianças de 0 a 3 anos estivessem em creches até 2024.

A taxa de escolarização do ensino médio cresceu de 71,3%, em 2022, para 74,0% em 2024. Quando observado o ensino superior, a taxa passou de 20,1% para 22,1% no mesmo período.

Mas o estudo indica que as matrículas no ensino superior ainda são relativamente baixas, porque a maioria dos jovens na idade esperada (18 a 24 anos) não estão matriculados nas universidades.

As mulheres consistentemente superam os homens no acesso no nível superior, sobretudo as mulheres não-negras. Elas são 32,4%, nas cadeiras da graduação, enquanto as mulheres negras são 20,3% das universitárias.

Renda, riqueza e trabalho

No que se refere ao mercado de trabalho e renda no Brasil, o rendimento médio cresceu 2,9% em 2024: alcançou R$ 3.066, o que representa um crescimento real de 2,9% em comparação ao de 2023.

E a taxa de desocupação atingiu 6,6%, uma redução de 1,2 ponto percentual, em relação a 2023. A queda foi mais expressiva entre as mulheres (de 9,5% para 8,1%) e entre a população negra (de 9,1% para 7,6%).

No entanto, tais avanços “não foram suficientes para alterar significativamente a estrutura desigual da renda no país”, concluiu o estudo. Em 2024, os 1% mais ricos do país tinham um rendimento médio 30,5 vezes superior aos 50% mais pobres, um pouco menor que em 2023 (32,9 vezes).

Outro destaque do documento é a redução da proporção de pobres em 23,4%, em 2024, conforme critérios do programa federal Bolsa Família, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

No campo da segurança pública, a taxa de homicídio registrado de jovens entre 15 e 29 anos (por 100 mil habitantes) apresentou queda entre 2021 e 2023 (de 49,7% para 45,8%).

Saúde

A mortalidade materna apresentou uma redução expressiva de 113 óbitos maternos a cada 100 mil nascidos vivos, em 2021, para 52 óbitos maternos a cada 100 mil nascidos vivos, em 2023.

O destaque negativo, no entanto, foi percebido nas regiões Norte e Nordeste, que registraram resultados piores, quando comparados à média nacional. Em 2023, o Norte teve 71 mortes maternas por 100 mil nascidos vivos. E o Nordeste, teve 59/100 mil nascidos vivos, em 2023.

Transformação

Clemente Ganz Lúcio, integrante do Pacto Nacional pelo Combate às desigualdades, afirmou que o terceiro Relatório do Observatório Brasileiro da Desigualdades aponta possibilidades de transformação em duas frentes: a econômica – como investimentos na geração de empregos de qualidade e no incremento da industrialização; e a vertente das políticas públicas criadas, sustentadas e direcionadas pelo Estado brasileiro.

“Queremos que esse resultado [do relatório] seja usado, alimente, fomente debates que nos qualifiquem a ter, cada vez, mais um crescimento econômico pró-superação das desigualdades e, de outro lado, políticas públicas que sejam capazes de sustentar e acelerar esse processo de transformação.”

Piora nos resultados

Ao apresentar o estudo, a diretora técnica do Dieese, Adriana Marcolino, explicou que o Brasil ainda apresenta desigualdades persistentes, principalmente entre gêneros, regiões e cor/raça.

“A desigualdade é tão grande entre negros e não negros, entre homens e mulheres, entre territórios do Norte-Nordeste e do Sul-Sudeste, que mesmo [em indicadores] que cresceram acima da média, as desigualdades ainda são bastante relevantes”, constatou a técnica .

Entre os indicadores que apresentaram retrocessos, divulgados no documento, está o da violência contra as mulheres, baseada em gênero, que continua a ser grave e crescente. Em 2020, o número de vítimas de feminicídio foi de 1.350. E em 2024, cresceu para 1.492, o que representou 142 casos de feminicídio a mais, na comparação 2020-2024. O número vai na contramão da queda geral das mortes violentas intencionais (que inclui homicídios, latrocínios, etc.).

A taxa total de óbitos por causas evitáveis aumentou no Brasil entre 2021 e 2023, de 30,6% para 39,2%. Em 2023, a taxa de mortes evitáveis foi maior entre negros: 51,8% para homens e 37,8% para mulheres, em comparação a 39,4% e 26,5% entre não negros.

A violência é até mais letal entre os jovens negros (até 24 anos), que foi quase o dobro da mortalidade de não negros (7,2% em comparação a 3,8%). Homens negros concentram óbitos até os 44 anos, muitas vezes por homicídios, acidentes e ausência de cuidados preventivos. Mulheres não negras morrem mais tardiamente. A conclusão do relatório é a de que elas têm melhores condições de vida e mais acesso a políticas públicas.

De acordo com o estudo, no Brasil, em 2023, 7,7% das crianças indígenas estavam com peso baixo ou muito baixo para a idade. No ano anterior, 2022, 6,7% das crianças indígenas sofriam de desnutrição.

Entre 2023 e 2025, o número de pessoas que moravam em áreas de risco aumentou em 7,5% e chegou a 4,3 milhões de pessoas em todo o território nacional.

A coordenadora do Instituto de Referência Negra Peregum, Gisele Brito, voltou a cobrar justiça climática, cidades antirracistas e o combate ao racismo ambiental.

“As pessoas não desaparecem quando são removidas de uma área de risco. Na maioria das vezes, por falta de política pública e acesso desigual aos investimentos públicos, elas vão para outra área de risco, produzindo outra mudança de uso da terra, o que ainda é bastante negligenciado nas nossas políticas públicas.”

Embora tenha havido crescimento, ainda que lento, na renda média dos ocupados em 2024, a diferença de rendimentos entre homens e mulheres se manteve. As trabalhadoras recebem, aproximadamente, 73% do rendimento médio masculino.

Sobre a maternidade precoce, o percentual de nascidos vivos de mães com até 19 anos no Brasil registrou queda entre 2022 e 2023. No entanto, foi verificada a desigualdade racial na maternidade nesta faixa etária. Em 2023, entre as jovens mães negras, o percentual de nascidos vivos foi de 13,8%, contra 7,9% para mães não negras.

Outros resultados

A necessidade de justiça tributária defendida pelo governo federal, com aumento da tributação dos mais ricos e isenção de imposto de renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês, aparece justificada no Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2025.

Os dados demonstram que a progressão do Imposto de Renda ocorre até a faixa de renda de 15 a 20 salários mínimos. Para as pessoas que ganham acima desse valor, a tributação da renda é regressiva, ou seja, a população com maiores rendimentos paga menos imposto de renda. Em evidência no estudo, os contribuintes com mais de 320 salários mínimos tiveram redução na alíquota média do imposto de renda, de 5,43% para 4,87%.

A mortalidade infantil cresceu de 2021 para 2022, mas mostrou estabilidade no ano de 2023. As regiões Norte e Nordeste registraram números acima da média nacional. Os estados de Roraima (23,9%), Amapá (20,9%), Sergipe (18,5%) e Amazonas (17,1%) tiveram as maiores taxas em 2023.

Quando o estudo trata de acesso à creche, as crianças não negras, tanto meninos quanto meninas, têm maiores oportunidades do que crianças negras, com uma diferença de aproximadamente 4,4 % para as meninas e 3,6 pontos percentuais para os meninos, na educação infantil. A disparidade racial é visível em quase todas as regiões do país, exceto no Nordeste e no Centro-Oeste, onde as crianças negras participam em maior proporção.

Soma-se aos dados o indicador de alfabetismo funcional (Inaf) da população entre 15 e 64 anos manteve-se estagnado, entre 2018 e 2024, ficando em 29,4%.Os homens apresentaram taxa maior que as mulheres em todas as regiões do país.

O relatório chega também à conclusão de que os povos indígenas estão invisibilizados e são alvo de violências. Além disso, a falta de dados desagregados por etnia dificultam diagnósticos e políticas adequadas, mesmo em estados com grandes populações indígenas e altos índices de mortalidade evitável.

“Há ameaças ambientais graves, como a contaminação por mercúrio do garimpo, que afeta especialmente gestantes e crianças. Em 2023, ocorreram 208 assassinatos de indígenas”, relata a publicação.

Entre os estados que despontam com os maiores números de assassinatos de indígenas estão: Roraima (47), Mato Grosso do Sul (43), Amazonas (36). A maior parte das vítimas indígenas são homens adultos e jovens.

Pacto Nacional

Compõem o Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades:

  • Associação Brasileira de Municípios (ABM),
  • Ação da Cidadania,
  • Ação Educativa,
  • Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec),
  • Coalizão Negra por Direitos,
  • Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP),
  • Fundação Tide Setubal,
  • Instituto Cidades Sustentáveis,
  • Instituto Ethos,
  • Instituto de Referência Negra Peregum,
  • Oxfam Brasil
  • Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco).

 

Agência Brasil

Presidente Lula será candidato à reeleição em 2026

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Falando sobre a corrida eleitoral de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (29), que será candidato à reeleição em 2026. O presidente disse que não tem dúvidas de que será candidato, caso esteja bem de saúde, e, se concorrer, será “para ganhar as eleições”.

O petista disse ainda que possui planos caso não seja candidato a reeleição ano que vem. “Não faltam nomes dentro e fora do PT”, disse o presidente, em entrevista com a Rádio Itatiaia, de Minas Gerais.

“Tenho plano B, C, D, ou seja, o que não falta é candidato. Não posso citar [nomes] porque senão você vai dizer que o Lula está lançando alguém. Mas tem vários nomes dentro do PT e fora do PT. O que não vai faltar é nomes. Agora, o que precisamos ter certeza é que é uma eleição difícil e que é uma eleição que nós não podemos perder”, declarou o chefe do Executivo.

Falando de possíveis adversários, Lula admitiu que o antecessor, Jair Bolsonaro, terá influência ne eleição. “O Bolsonaro tem uma força na extrema direita muito forte […] É o Tarcísio. Ele vai fazer o que o Bolsonaro quiser. Até porque sem o Bolsonaro, ele não é nada, ele sabe disso”, disse.

O petista criticou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). “Mas eu acho que as pessoas devem se candidatar. Eu acho que é importante. O Zema, se ele tiver a performance que ele teve no Roda Vida, vai ser um desastre para ele”, disse. “O Tarcísio quer ser candidato, o Caiado, o Zema, o Ratinho quer ser. Que seja todo mundo. Ainda vai aparecer mais candidato. Quanto mais aparecer, melhor”, complementou Lula.

Bahia BA

Bahia é o quarto estado com mais locais vulneráveis à exploração sexual de menores em rodovias federais

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A Bahia registrou 964 locais vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes (ESCA) em suas rodovias federais durante o biênio de 2023-2024. Conforme o levantamento “Mapear”, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o território baiano é o quarto com mais áreas suscetíveis entre todos os estados do Brasil, ficando de Minas Gerais (3.581), Piauí (2.496) e Santa Catarina (1.333).

De acordo com o estudo, dos locais da Bahia, 4,3% possuem um risco “crítico” de exploração sexual de menores de idade e 15,8% (152) têm um risco alto. Os 80% (771) restantes são divididos entre áreas de risco médio e baixo.

A PRF também detalhou os locais que são mais suscetíveis à exploração sexual nas rodovias federais. O primeiro lugar, disparado, foram postos de gasolina, representando 44,19% dos locais vulneráveis, sendo, numericamente, 426 áreas. Em seguida, aparece os pontos de alimentações (163) e bares (155). Pontos de prostituição aparecem no levantamento com 5 regiões com riscos.

A rodovia federal com mais localidades vulneráveis foi a BR-116, que tem início no sudoeste baiano e encerra seu trajeto do estado na região do semiárido baiano. Atrás dele, aparecem as BRs 101 e 020, as quais somaram, respectivamente, 164 e 142 regiões com risco de exploração sexual.

Em relação aos municípios, Barreiras foi a cidade baiana com mais pontos de vulnerabilidade de exploração sexual infanto-juvenil, com 91 locais com riscos. Correntina (60), Vitória da Conquista (44), Feira de Santana (43) e São Desidério (35) também ocupam as primeiras posições do ranking.

No Brasil, por inteiro, foram registrados 17.687 pontos de vulnerabilidade de exploração sexual de menores de idade durante o biênio 2023-2024. Conforme a PRF, o dado representa um aumento de 83,2% comparado com a edição anterior, que fez o levantamento no período entre 2021 e 2022.

A Bahia também registrou um crescimento expressivo em relação ao estudo realizado no biênio anterior. O estado somou um crescimento de quase 98% sobre a última edição do Mapear, quando foram localizados 487 áreas de risco de exploração sexual infanto-juvenil.

METODOLOGIA DO ESTUDO
O estudo da PRF não mapeia pontos de exploração sexual efetiva, mas sim locais vulneráveis que reúnem características que podem facilitar a ocorrência do crime, com um caráter predominantemente preventivo. A vulnerabilidade é definida como a condição de fragilidade de um local.

A pesquisa atribui um nível de vulnerabilidade a cada ponto com base em respostas objetivas a um questionário preenchido por Policiais Rodoviários Federais em um aplicativo eletrônico. Para garantir a precisão, as equipes visitam cada local mais de uma vez, em horários e dias diferentes, pois um mesmo lugar pode apresentar cenários diversos, como um ponto de parada para caminhoneiros durante o dia versus à noite.

O projeto Mapear da PRF atualmente ocorre em parceria com a ONG Childhood Brasil. A organização possui escritórios na Suécia, Estados Unidos e Alemanha, tendo apoiado mais de 500 projetos em 16 países. Segundo a descrição do projeto, a Childhood Brasil trabalha pela proteção da infância contra o abuso e a exploração sexual.

Bahia Notícias 

Projeto quer proibir condenados por crimes contra crianças de ter cargo público na Bahia

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Tramita na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) um projeto de lei que proíbe o exercício de cargos públicos, no âmbito estadual, por pessoas condenadas por crimes cometidos contra crianças e adolescentes. A proposta foi divulgada no Diário Oficial da ALBA nesta quinta-feira (28).

O autor do PL nº 25.929/2025 é Fabricio Dias Nunes da Silva, o deputado Pancadinha (Solidariedade). Ele é vice-líder do bloco parlamentar PL/Solidariedade. O projeto foi encaminhado para análise das comissões.

Segundo o texto do projeto, a pessoa condenada por crime praticado contra criança ou adolescente, com sentença penal transitada em julgado, não poderá exercer função pública na Bahia quando as atribuições envolverem, de forma direta ou indireta, contato com esse público.

A vedação se aplica a cargos de comissão ou de confiança, concurso público, contratos temporários e qualquer forma de vínculo com a administração pública estadual. A penalização tem a mesma duração da pena imposta.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2024), o Brasil registrou 83.988 casos de estupro em 2023, dos quais 76% foram contra crianças e adolescentes. A cada hora, sete novos casos são registrados no país. Na Bahia, o Disque 100 registrou 13.740 denúncias de violência contra o público infantojuvenil em 2024, e, em 2025 (até maio), já foram 568 denúncias de estupro de vulnerável, colocando o estado entre os cinco com maior volume de casos.

O projeto tem amparo legal no artigo 227 da Constituição Federal, que estabelece o dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente o acesso aos direitos fundamentais. Também encontra sua base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, Lei nº 8.069/1990).

Em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), os ministros reconhecem que a criação de instrumentos estaduais de prevenção e controle é legítima, não viola o pacto federativo, e atende aos princípios da proporcionalidade, razoabilidade e proteção de direitos fundamentais.

“É razoável e proporcional impedir que pessoas que cometeram crimes contra crianças e adolescentes assumam funções públicas em contextos que envolvam esse mesmo público. A proposta não cria nova pena, mas atua como barreira administrativa protetiva”, diz o texto da proposta.

Bahia BA

Prouni: divulgado resultado da lista de espera para o 2º semestre

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Brasília - 27/06/2023 - O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo, integrais e parciais (50% do valor da mensalidade do curso), em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. As inscrições podem ser feitas pelo celular ou pelo computador. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta sexta-feira (29), o resultado da lista de espera do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni), referente ao segundo semestre de 2025. Os candidatos podem conferir a lista pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na aba do Prouni.

A lista de espera do Prouni é voltada aos inscritos que não foram selecionados nas chamadas regulares do programa ou que foram reprovados por não formação de turma na instituição de ensino superior escolhida.

A classificação observa a modalidade de concorrência escolhida na inscrição, o curso, turno, local de oferta e instituição de ensino superior.

Próximas etapas

O estudante que estiver na lista de espera deverá comprovar as informações prestadas no momento da inscrição no ProUni, a partir desta sexta-feira (29) até 5 de setembro. A entrega dos documentos do estudante pré-selecionado pode ser feita presencialmente, na faculdade privada, ou por meio eletrônico, diretamente na página da internet da entidade. A instituição deverá emitir documento de comprovação de entrega da documentação ao recebê-la do candidato pré-selecionado.

No prazo de 30 de agosto a 12 de setembro, as instituições de ensino participantes deverão anunciar se o candidato teve o registro reprovado ou aprovado. Neste último caso, deverá ser a emissão do termo de concessão de bolsa.

Vagas e cursos

Para o segundo semestre de 2025, o ProUni ofereceu mais de 211 mil bolsas. Desse total, cerca de 118 mil eram integrais e 93 mil, parciais, que custeiam metade da mensalidade. As bolsas são destinadas a mais de 370 cursos de 887 instituições privadas de ensino superior.

O curso superior de administração teve a maior oferta de oportunidades de bolsas (13.774), sendo 9.275 bolsas integrais e 4.499 parciais. Em seguida, aparecem os cursos de direito, com 13.152 bolsas; pedagogia (11.339 bolsas); e educação física (8.939 bolsas).

Para o curso de medicina, foram ofertadas 1.159 bolsas, sendo 988 integrais e 171 parciais.

Sobre o ProUni

Em 2025, o Prouni comemora 20 anos e contabiliza mais de 3,5 milhões de estudantes beneficiados desde a primeira edição, em 2005. O programa oferece bolsas de estudo parciais (50%) e integrais a estudantes de baixa renda que tenham concluído o ensino médio, preferencialmente, em instituições públicas ou em colégios privados na condição de bolsista. As regras desta edição estão disponíveis no edital.

Além disso, segundo o Censo da Educação Superior de 2023, ao se analisar os efeitos do Prouni na taxa de conclusão de curso superior, verificou-se que 58% dos participantes concluíram a graduação.

 

Agência Brasil

Pix: novas regras vão facilitar devolução de valores em casos de golpe

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Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia. É prático, rápido e seguro.

O Banco Central (BC) publicou nesta quinta-feira (28) uma resolução que altera as regras do Pix para melhorar o chamado Mecanismo Especial de Devolução (MED). A mudança, anunciada em abril, facilita a devolução de recursos para vítimas de fraudes, golpes ou coerção.

A partir de 1º de outubro, o MED passa a ser feito de forma 100% digital, sem a necessidade de interação com o atendimento da instituição financeira. Todos os bancos participantes vão disponibilizar a funcionalidade no próprio ambiente Pix de seus aplicativos. Dessa forma, a transação poderá ser facilmente contestada, sem a necessidade de entrar em contato com a instituição financeira por meio das centrais de atendimento.

De acordo com o BC, o autoatendimento do MED dará mais agilidade e velocidade ao processo de contestação de transações fraudulentas, “o que aumenta a chance de ainda haver recursos na conta do fraudador para viabilizar a devolução para a vítima”.

Contas

Outra mudança no MED, a partir da resolução publicada hoje, é que será possível fazer a devolução do dinheiro a partir de outras contas, e não apenas daquela utilizada na fraude.Até o momento, a devolução dos recursos pode ser feita apenas a partir da conta originalmente utilizada na fraude. O problema é que os fraudadores, em geral, retiram rapidamente os recursos da conta que recebeu o dinheiro e os transferem para outras. Dessa forma, quando o cliente faz a reclamação e pede a devolução, o mais comum é que a conta já esteja esvaziada.

Com os aprimoramentos, o MED vai identificar possíveis caminhos dos recursos. Essas informações serão compartilhadas com os participantes envolvidos nas transações e permitirão a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação, de acordo com o BC. Essa mudança estará disponível a partir de 23 de novembro, de forma facultativa, e se torna obrigatória em fevereiro do ano que vem.

“O BC espera que, com essa medida, aumente a identificação de contas usadas para fraudes e a devolução de recursos, desincentivando fraudes. O compartilhamento dessas informações impedirá ainda o uso dessas contas para novas fraudes”, esclarece o banco, em nota.

Sobre o MED

Existente desde 2021, o Mecanismo Especial de Devolução só pode ser usado em caso comprovado de fraudes ou de erros operacionais da instituição financeira. A ferramenta não pode ser usada para desacordos comerciais, casos entre terceiros de boa-fé e envio de Pix para a pessoa errada por erro do próprio usuário pagador (como erro de digitação de uma chave).

Agência Brasil