PNB

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Mega-Sena pode pagar R$ 60 milhões nesta quinta-feira (15)

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As seis dezenas do concurso 2.863 da Mega-Sena serão sorteadas a partir das 20h (horário de Brasília), desta terça-feira (06).O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 60 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.

 

Redação PNB

Funcionários terceirizados da empresa Soll, que presta serviço para a Univasf, em Juazeiro, realizam manifestação por falta de pagamento nesta quinta-feira (15); Reitoria atribui problema a bloqueios orçamentários federais

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Funcionários terceirizados da empresa Soll Serviços de Obras e Locações, responsável pelo contrato de manutenção de bens móveis no campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Juazeiro, no norte da Bahia, seguem realizando manifestações nesta quinta-feira (15) para reivindicar o pagamento dos salários, que, segundo eles, deveriam ter sido pagos desde a última quinta-feira (08). A direção do sindicato que representa a categoria, o Sindilimp, também está na universidade apoiando a mobilização.

“Hoje, a direção do Sindilimp se encontra aqui na Univasf, onde cerca de 40 funcionários estão sem receber seus salários. Já oficializamos e documentamos a situação, mas a empresa não se pronunciou sobre quando fará o pagamento. A Univasf informou que não há previsão de repasse, e os trabalhadores já estão há uma semana sem receber seus proventos, sendo ainda cobrados para continuar trabalhando. Diante disso, o sindicato optou por paralisar os serviços até que o pagamento seja efetuado. Caso o salário seja depositado hoje, eles retornam ao trabalho. Caso contrário, a paralisação continuará até que o valor esteja na conta dos trabalhadores”, informou a direção do Sindilimp.

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Os trabalhadores já haviam paralisado as atividades na última terça-feira (13).

“Os salários estão em aberto desde a última quinta-feira, ocasionando sérios prejuízos aos colaboradores envolvidos na execução do serviço. Ressalta-se que este não é um caso isolado: outros contratos firmados dentro da Univasf também vêm enfrentando atrasos semelhantes, o que afeta diretamente o desempenho das equipes e o cumprimento das obrigações trabalhistas. Solicitamos providências urgentes para a regularização dos pagamentos, garantindo o respeito aos profissionais e a continuidade dos serviços com a devida qualidade”, declararam os funcionários.

A Universidade Federal do Vale do São Francisco se manifestou em nota sobre os atrasos. Confira na íntegra:

Como já amplamente divulgado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e por outras entidades que acompanham de perto o financiamento da educação superior brasileira, as universidades federais vêm enfrentando uma redução significativa em suas dotações orçamentárias na última década.

Mesmo com esforços recentes do Ministério da Educação (MEC), a partir de 2023, essa crise se agravou devido a cortes na transição entre o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, aprovada pelo Congresso Nacional apenas em 20 de março e sancionada pelo presidente da República em 10 de abril do corrente ano. Essas perdas impactaram bastante a capacidade de planejamento e execução orçamentária das universidades.

Na Univasf, desde o ano passado, a Reitoria tem buscado equilibrar receitas e despesas. Para isso, apresentou aos Conselhos Superiores um plano de contingência que visa reduzir em quase 11 milhões de reais as despesas correntes, garantindo o funcionamento mínimo das atividades acadêmicas e administrativas, além de apoiar a permanência dos nossos estudantes.

No entanto, o atraso na aprovação da LOA 2025, aliado ao Decreto nº 12.448, de 30 de abril de 2025, que restringiu a execução orçamentária ao limitar a liberação de recursos a apenas 1/18 avos por mês, vem dificultando a implementação desse plano. Essa situação compromete o pagamento de contratos vigentes, podendo gerar inadimplência, paralisação de serviços essenciais e até demandas judiciais.

O Decreto nº 12.448 impõe a liberação mensal de apenas 5,56% dos limites para empenho de janeiro a novembro, reservando 38,84% para dezembro de 2025. Essa medida afeta especialmente instituições que têm restos a pagar de 2024, como é o caso da Univasf.
Diante desse cenário, além das ações de contingenciamento já anunciadas, a Reitoria precisará adotar medidas adicionais de redução de despesas, como suspender deslocamentos que impliquem custos com passagens aéreas, diárias e combustível, até que o orçamento seja plenamente liberado. Além disso, contratos de mão de obra com dedicação exclusiva, como serviços de manutenção, apoio administrativo, motoristas e vigilância, poderão sofrer novas reduções caso o Decreto nº 12.448 não seja alterado imediatamente.

A Reitoria da Univasf tem mantido permanente diálogo com as empresas contratadas para dar as garantias possíveis para a manutenção dos serviços prestados à Instituição e a regularização dos pagamentos dos salários dos nossos colaboradores terceirizados. Da mesma forma, vem dialogando com o MEC, a Andifes e parlamentares para buscar soluções políticas para essa crise.

Pedimos a compreensão de toda a nossa comunidade acadêmica e da sociedade em geral e convocamos todos a se unirem nesta luta pela recomposição imediata do orçamento das universidades federais.

Redação PNB

Caixa paga abono salarial nesta quinta-feira para nascidos em maio e junho

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A Caixa Econômica Federal (CEF) começa a pagar nesta quinta-feira (15), o abono salarial para os trabalhadores com carteira assinada nascidos em maio e junho que ganham até dois salários mínimos. Cerca de 3,8 milhões de pessoas poderão sacar o benefício do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) em 2025 (ano-base 2023). A quantia está disponível no Portal Gov.br.

Ao todo será liberado pouco mais de R$ 4,5 bilhões neste mês de maio. Aprovado no fim do ano passado, o calendário de liberações segue o mês de nascimento do trabalhador. Os pagamentos começaram em 17 de fevereiro e vão até 15 de agosto. O trabalhador pode conferir a situação do benefício no aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

O benefício é destinado aos trabalhadores inscritos no PIS/Pasep há, pelo menos, cinco anos, e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para a apuração, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Trabalhadores da iniciativa privada com conta corrente ou poupança na Caixa receberão o crédito automaticamente no banco, de acordo com o mês de seu nascimento.

O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2023. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 126,50, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, de R$ 1.518.

 

Bahia BA

Revalida: prazo para recurso sobre prova discursiva termina hoje (15)

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O período para os candidatos entrarem com recursos referentes às notas provisórias da prova discursiva da primeira edição de 2025 do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) termina nesta quinta-feira (15).

Os participantes que não concordarem com o resultado provisório devem realizar o procedimento online, diretamente no Sistema Revalida. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) esclarece que não serão aceitos recursos apresentados fora do Sistema Revalida ou fora do prazo.

O Revalida avalia profissionais brasileiros e estrangeiros formados em medicina fora do Brasil que querem exercer a profissão em território nacional. O objetivo do exame é garantir a qualidade do atendimento médico prestado no Brasil.

Recursos

De acordo com o edital da 1ª etapa do Revalida 2025/1, o recurso contra o resultado provisório da prova escrita deverá conter somente questionamentos relacionados às pontuações atribuídas a cada quesito avaliado, conforme a versão definitiva do padrão de resposta.

O participante também não poderá se identificar em quaisquer dos espaços de texto destinados ao recurso contra o resultado provisório da prova escrita discursiva, sob pena de ter o recurso reprovado automaticamente.

O resultado final será divulgado pelo Inep aos participantes na Página do Participante, com login  da conta do portal de serviços digitais do governo federal, o Gov.br, em 3 de junho. A análise feita pela banca corretora do exame trará as justificativas individualizadas de deferimento ou indeferimento.

Edição de 2025

A primeira etapa do Revalida 2025/1 ocorreu no dia 23 de março, com a participação de 93,63% dos 17.778 inscritos no exame.

As provas objetiva e discursiva foram aplicadas pelo Inep em 11 capitais: Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

A prova teórica teve 100 questões de múltipla escolha, além das questões discursivas.

As notas provisórias juntamente com o padrão de respostas definitivo foram divulgados pela autarquia na última sexta-feira (9).

Revalida

Desde 2011, o exame que autoriza aos aprovados ter o diploma revalidado no Brasil é aplicado pelo Inep, enquanto a revalidação é de responsabilidade das universidades públicas do Brasil que aderiram ao exame.

Anualmente, as provas são divididas em duas etapas eliminatórias (teórica e prática), aplicadas em momentos distintos.

As provas escritas e prova de habilidades clínicas abordam, de forma interdisciplinar, as cinco grandes áreas da medicina: clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria, e medicina da família e comunidade (saúde coletiva).

Para serem aprovados, os candidatos devem demonstrar conhecimentos, habilidades e competências necessárias ao exercício da medicina.

O participante somente poderá avançar para a segunda etapa, a da prova prática, se for aprovado na prova teórica.

Esta última fase avalia as habilidades clínicas em cenários de prática profissional, como atendimento de atenção primária, ambulatorial, internação hospitalar, pronto-socorro para casos de urgência e emergência, além da medicina comunitária, com base na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Medicina, nas normas e na legislação profissional.

 

Agência Brasil

Afoxé Filhos de Zaze toca em Salvador durante lançamento do livro “Terreiro Onyndancor: O Axé na História Negra de Juazeiro/BA”

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O Afoxé Filhos de Zaze sacudiu o Pelourinho, em Salvador (BA), durante o lançamento  do livro “Terreiro Onyndancor: O Axé na História Negra de Juazeiro/BA”, que aconteceu no último 9 de maio, na sede do Centro de Estudos dos Povos Afro-índio-americanos, Cepaia, órgão da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).  

Além das organizadoras da obra, as professoras Márcia Guena e Ceres Santos, da UNEB, estiveram presentes, e falaram durante o lançamento, o Babalorixá Edson Rosa e a Yakekerê Edna Rosa, do Terreiro Ilê Asé Ayrá Onyndancor, a Vice-Reitora da Uneb, Deise Lago, a Vice-reitora da Univasf, Lucia Marisy de Oliveira e o professora Valdélio Silva (UNEB).  Responsável por toda organização do evento, Lilian Conceição, coordenadora do Cepaia, mediou a atividade que também contou com o apoio da Pró-reitoria de Ações Afirmativas, Proaf, representada por IrêOliveira.

O livro narra a história do terreiro de Candomblé, reconhecido, nos seus 60 anos, como um dos mais antigos em funcionamento na cidade de Juazeiro/BA e a sua publicação foi possível graças ao apoio da Lei Paulo Gustavo.

Concepção da obra

Durante o lançamento, as autoras compartilharam suas experiências, desde a concepção até a finalização da obra, resultado de um trabalho de cinco anos. A discussão abordou ainda as pesquisas desenvolvidas pelo grupo de pesquisa RHECADOS (Hierarquizações Étnico-raciais, Comunicação e Direitos Humanos) – ligado à UNEB e ao CNPQ.

Este projeto foi contemplado pelo Edital de Chamamento Público Lei No. PG19/2023 Apoio a Publicação de Livros “e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar no 195, de 8 de julho de 2022.”

Importância do livro para o povo negro

O livro, procura reconstruir a história da criação do terreiro, a partir de relatos orais de familiares e pessoas próximas à comunidade religiosa e contribui para a preservação da história do povo negro e das religiões de matrízes africanas e indígenas. Estas abordagens são vitais para a construção de uma sociedade sem racismo religioso,  justa, equitativa e diversificada.

A obra reforça a identidade cultural afro-indígena, considerando que as religiões desses povos são parte integrante da identidade racial e cultural de grande parte da população brasileira. A valorização e preservação da história e da memória dessas religiões são formas de resistência contra o racismo religioso. Ao reconhecer e respeitar essas tradições, a sociedade pode combater estereótipos negativos e garantir o direito constitucional à diversidade religiosa.

Organização do livro

O livro “Onydancor: O Axé na História Negra de Juazeiro/BA” possui 244 páginas,  lançado pela Editora Oxente, de Paulo Afonso. O livro será vendido por R$ 40,00 e pode ser adquirido no site do projeto (www.onyndancorterreiro.com.br), que entrará no ar no dia 05 de dezembro. O texto é iniciado com uma apresentação, seguido pela introdução e mais por dez capítulos assim organizados:

Capítulo 1, “O Quidé e seus terreiros”, levantamento de alguns aspectos sobre a história da formação do bairro do Quidé e o surgimento dos primeiros terreiros do bairro de Juazeiro/BA..

Capítulo 2, “A fundação do Terreiro Onyndancor”, as memórias dos mais velhos e das mais velhas, que contam como tudo começou.

Capítulo 3, “Mãe Flora”, faz uma homenagem à matriarca, que principiou tudo ao lado de seu marido, Manuel Rosa e trata da iniciação da matriarca no Axé e de seu papel na preservação da ancestralidade.

Capítulo 4, “Pai Ezinho: o guardião da Casa de Xangô” Nessa parte do livro, o  Babalorixá Edson Rosa, de 61 anos, atual líder religiosos do Anydancor, relata fatos sobre a sucessão do terreiro após a morte de seu pai,  Manuel Rosa, e sua iniciação no Candomblé.

Capítulo 5, “Mãe Edna: a Yakekerê” é dedicado à Yakekerê do terreiro, Mãe Edna, que, lado a lado com o Babalorixá, preserva o Axé da casa.

Capítulo 6, “As irmãs e os irmãos Rosa e suas memórias”, a família consanguínea relatam as suas memórias e  visões sobre o terreiro.

Capítulo 7, “As filhas e os filhos da casa e suas visões”. A maior festa do terreiro, dedicada ao Caboclo Zeca da Varginha, tem um capítulo especial.

Capítulo 8: “A festa do Caboclo Boiadeiro”, no qual há um registro de imagens de vários anos da festa.  

Capítulo 9, “Ocupação negra no Vale do São Francisco”, traz uma breve história, desde o século XVI, da ocupação da região, passando pela luta dos povos indígenas contra a violência colonial e pela chegada dos africanos na região.

Capítulo 10, “Os caminhos do Onyndancor” é dedicado ao futuro, tentando responder para onde caminha o terreiro.

Contatos:

74 – 98835-4404 – Márcia Guena – Coordenadora do projeto

71 9 9989-7243 – Céres Santos – Coordenadora de pesquisa do projeto

 

Ascom

“A Província do São Francisco e o Sanfranciscano“ por João Gilberto Guimarães

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Pouca gente sabe — ou lembra — que já tentaram criar um estado chamado São Francisco. Isso mesmo: um estado brasileiro com esse nome forte e simbólico, centrado na região que hoje conhecemos por Juazeiro, Petrolina e outras cidades banhadas pelo Velho Chico.

A história começa lá atrás, em 1850, quando João Maurício Wanderley, o Barão de Cotegipe, propôs a criação de um novo estado brasileiro. A ideia era clara: tirar a região do esquecimento, da miséria e da negligência da política imperial. Na época, a região já havia sido deslocada de Pernambuco após a Confederação do Equador, (pense numa confusão) passando por Minas Gerais e, depois, sendo finalmente anexada à Bahia. O sentimento era de abandono. E como resposta, nascia o desejo de autonomia — e de reconhecimento.

Várias das cidades ribeirinhas desejam o título de capital deste novo estado, Juazeiro entre elas, mas projeto queria tornar a vila de Urubu (hoje Paratinga) a capital do novo estado, que se chamaria União. E fazia sentido, o rio São Francisco, com toda sua força e extensão, sempre teve esse papel unificador. O Velho Chico costurou culturas, histórias e economias ao longo de suas margens. E ainda que o projeto não tenha avançado, o espírito dele parece ter sobrevivido — pelo menos no coração e na vivência de quem vive por aqui.

É nesse contexto que nasce a nossa inquietação, o desejo de entender e identificar esse morador de dois lugares que chamarei de Sanfranciscano. Não como uma nacionalidade oficial, mas como um sentimento de pertencimento. O Sanfranciscano é aquele que mora em Juazeiro ou Petrolina (ou nos dois, como muita gente que dorme de um lado e trabalha no outro). É quem entende que as duas cidades não existem isoladas — elas se retroalimentam, se provocam, se ajudam, se espelham.

Juazeiro veio primeiro, é verdade. Petrolina nasceu da travessia, da oportunidade. Mas hoje, é impossível que uma mais viva sem a outra. E não é só questão de geografia ou economia — é cultura, é cotidiano. Um mora em Juazeiro, mas vai ao shopping ou ao médico em Petrolina. Outra mora em Petrolina, mas só corta o cabelo ou estuda do lado baiano. As festas, os amores, os sotaques, quase tudo se mistura.

E quem duvida da existência desse Sanfranciscano — desse ser que carrega as duas margens no mesmo corpo — pode fazer um teste simples: acorde cedo e vá até a ponte. Veja o fluxo de carros, de motos, de gente a pé, indo e vindo como se não houvesse fronteira. Observe as barquinhas cortando o rio em silêncio, levando estudantes, trabalhadores, comerciantes, turistas. Esse movimento diário é a prova viva de que aqui não se trata de duas cidades separadas.

Política à parte, Juazeiro e Petrolina se atravessam cada vez mais. E talvez, se aquele antigo projeto de Estado do São Francisco tivesse ido adiante, hoje a gente não teria tanta dificuldade em explicar essa identidade dupla — ou melhor, essa identidade única que é ser Sanfranciscano.

No fim das contas, pode até faltar o selo oficial de província ou de unidade federativa, mas o pertencimento já está dado. E o rio, sempre ele, continua correndo no meio, unindo em vez de dividir.

 


Por João Gilberto Guimarães
Sobrinho, juazeirense, produtor cultural, cientista social formado pela Universidade Federal do Vale do São Francisco, entusiasta do resgate da memória histórica de Juazeiro e pesquisador das Políticas Públicas de Cultura.

Edinho Queirós e Dorgival Dantas lançam versão em xote do clássico “Casinha Branca” no dia 16 de maio

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Um dos clássicos mais sensíveis da música popular brasileira, “Casinha Branca”, retorna ao cenário musical em uma nova versão cheia de identidade e emoção. Interpretada agora por Edinho Queirós em parceria com o consagrado Dorgival Dantas, a música ganha uma roupagem inédita no ritmo de xote, com lançamento marcado para o próximo 16 de maio.

“Casinha Branca” é daquelas canções que atravessam gerações. Escrita por Gilson e eternizada por ele mesmo, também foi imortalizada nas vozes de Roberto Carlos e Maria Bethânia, que ajudaram a transformar a simplicidade de sua mensagem — o sonho de uma vida tranquila, longe do caos, em uma verdade universal.

Na nova versão, o lirismo da composição original permanece intacto, mas é envolvido pelo calor e pela cadência do xote — ritmo tradicional do Nordeste que carrega uma carga afetiva e cultural muito forte. A interpretação de Edinho, combinada à emoção característica da voz de Dorgival Dantas, cria uma atmosfera acolhedora, nostálgica e ao mesmo tempo renovada.

A colaboração entre os dois artistas nasceu do respeito mútuo e da vontade de homenagear a canção com autenticidade. A parceria une duas potências da música brasileira, resultando em uma releitura que emociona tanto pelo conteúdo quanto pela forma.

A nova versão de “Casinha Branca” estará disponível em todas as plataformas digitais a partir do dia 16 de maio. Uma homenagem à simplicidade, ao lar e aos afetos — agora em ritmo de xote, para tocar corações e embalar memórias.

Ascom

Papa Leão XIV diz que fará “todos os esforços” pela paz mundial

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O papa Leão XIV falou nesta quarta-feira (14) que faria “todos os esforços” pela paz e ofereceu o Vaticano como mediador em conflitos globais.

Eleito na semana passada como sucessor do falecido papa Francisco, o primeiro líder da Igreja Católica global nascido nos EUA fez repetidos apelos pela paz nos primeiros dias do papado.

O pontífice pediu o fim da violência ao se dirigir a membros das Igrejas Católicas Orientais, algumas das quais estão sediadas em países assolados por conflitos como Ucrânia, Síria, Líbano e Iraque, e frequentemente enfrentam perseguição por serem minorias religiosas.

“A Santa Sé está sempre pronta para ajudar a reunir os inimigos, cara a cara, para que conversem entre si, para que os povos em todos os lugares possam mais uma vez encontrar esperança e recuperar a dignidade que merecem, a dignidade da paz”, disse Leão XIV.

“A guerra nunca é inevitável. As armas podem e devem ser silenciadas, pois não resolvem os problemas, apenas os agravam. Aqueles que fazem a história são os pacificadores, não aqueles que semeiam o sofrimento”, acrescentou.

O pontífice alertou contra o surgimento de narrativas simplistas que dividem o mundo entre o bem e o mal.

No último domingo (11), o papa pediu uma “paz autêntica e duradoura” na Ucrânia, um cessar-fogo em Gaza, a libertação de todos os reféns israelenses mantidos pelo grupo radical Hamas e saudou a trégua frágil entre a Índia e o Paquistão.

Leão XIV conversou com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na segunda-feira (12), em sua primeira conversa conhecida com um líder estrangeiro.

Ele se ofereceu para facilitar as negociações de paz enquanto os líderes mundiais comparecem à a missa de posse, segundo o líder ucraniano.

Zelensky espera estar presente no evento de 18 de maio na Praça de São Pedro e está pronto para realizar reuniões paralelas, falou o chefe de gabinete, Andriy Yermak, à Reuters na terça-feira (13).

CNN Brasil

Moradores de Juazeiro reclamam do descarte irregular de lixo, da falta de limpeza pública e cobram providências do poder público: “Precisamos com urgência”

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Preocupados com os riscos e transtornos causados pelo descarte irregular de lixo e pela falta de limpeza pública, moradores de diversos bairros de Juazeiro, no Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para solicitar providências do poder público.

Uma moradora do bairro Jardim Vitória relatou à nossa redação que tanto as ruas quanto os terrenos baldios estão tomados pelo mato e pelo lixo.

“Precisamos com urgência de limpeza nas ruas e nos terrenos também. A prefeitura precisa notificar os donos para que mantenham os terrenos limpos ou murados, pois isso traz muitos transtornos para os moradores”, afirmou.

 

No bairro Country Club, um morador também descreve um cenário de abandono.

“As ruas do Country Club estão imundas, o mato tomou conta. Está pior que uma roça. Um perigo. O mato está tão alto que dá para esconder gente”, disse o morador.

Ele também relatou a falta de iluminação na Rua Eliseu Santos.

“A escuridão tomou conta das ruas. Um horror. Os moradores temem pelo perigo. Entra prefeito, sai prefeito, e nenhum cumpre com a obrigação. O IPTU é cobrado, a taxa de iluminação, e a taxa de lixo. Em contrapartida cabe ao município em zelar pelo bairro, mas não aparece. Só maquiam a rua principal. Desde o governo passado é assim”, concluiu ele.

Encaminhamos as reclamações para a Gestão Municipal de Juazeiro e aguardamos uma resposta.

 

Redação PNB