PNB

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Preço da gasolina volta a subir na Bahia após novo reajuste da Acelen; confira

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O preço da gasolina na Bahia foi reajustado na última quinta-feira (30), após anúncio da Refinaria de Mataripe, operada pela Acelen. O aumento é de R$ 0,39 por litro e já passa a valer imediatamente, impactando o valor final cobrado ao consumidor nos postos de combustíveis em todo o estado.

Este é mais um reajuste recente. No início de março, a Acelen já havia anunciado aumento de R$ 0,30 na gasolina e de R$ 0,80 no diesel, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional, que vem registrando forte volatilidade. Desde o início do conflito no Oriente Médio, em 28 de fevereiro de 2026, a gasolina acumula oito aumentos na Bahia, o que tem pressionado o mercado e o bolso dos consumidores.

Em contrapartida, no mesmo período, a Petrobras não anunciou reajustes para o preço da gasolina em suas refinarias.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (30), o Sindicombustíveis Bahia manifestou preocupação com o novo aumento. A entidade destacou que os postos revendedores não têm controle sobre os preços definidos nas etapas anteriores da cadeia.

“É fundamental esclarecer que os postos revendedores atuam como o elo final da cadeia de comercialização de combustíveis, sem ingerência sobre os preços praticados nas etapas anteriores desta comercialização que envolve a refinaria, distribuidoras e impostos”, informou o sindicato.

Redação PNB

Lula anuncia novo Desenrola para a próxima semana com até 20% do FGTS

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (30), em pronunciamento pelo Dia do Trabalhador, que o Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado à população endividada, será lançado na próxima segunda-feira (30). 

A iniciativa deve oferecer descontos significativos de até 90% nas dívidas e permitir o uso de até 20% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos.

Lula destacou que quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets.

“Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando”, disse o presidente em cadeia nacional de Rádio e TV.

O programa é uma reformulação da política anterior de renegociação e tem como objetivo aliviar o orçamento das famílias, especialmente aquelas com dívidas de alto custo, como cartão de crédito e cheque especial. O governo também projeta impacto relevante na economia, inclusive com a liberação de recursos do FGTS para pagamento de dívidas.

Lula também destacou que o fim da escala 6×1 representa um “passo histórico” para o país. A proposta, já enviada ao Congresso, prevê a redução da jornada semanal para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

Na fala, Lula destacou que a medida busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliando o tempo de descanso e convivência familiar, além de alinhar o Brasil a modelos de jornada considerados mais equilibrados em outros países.

“A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores”, disse Lula.

“Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força, e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6×1 no Brasil”, complementou.

O tema tem sido uma das principais apostas do governo na agenda trabalhista e já está em tramitação no Congresso Nacional, com expectativa de avanço nas próximas semanas.

Além dessas duas medidas, Lula também abordou outros temas no discurso, como taxas reduzidas de desemprego e de inflação, ampliação da licença paternidade, mudanças no imposto de renda e auxílio para gás de cozinha. E afirmou que, apesar dos conflitos no Oriente Médio, ações do governo brasileiro têm impedido a população de lidar com efeitos do aumento global do preço do petróleo.

“Quando os combustíveis sobem, o custo do transporte cresce, o preço dos alimentos aumenta e o custo de vida fica mais caro para o povo. Mas o nosso governo agiu rapidamente. Com muito esforço, tiramos os impostos dos combustíveis, tomamos uma série de medidas urgentes para conter o aumento dos preços, garantir o abastecimento e aliviar o peso da guerra sobre as famílias brasileiras”, disse Lula.

Agência Brasil

Com mais 14.008 postos em março, a Bahia contabiliza 28.058 novas vagas no ano

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Em março, a Bahia gerou 14.008 postos com carteira assinada (diferença entre 97.206 admissões e 83.198 desligamentos). Trata-se do terceiro mês seguido com saldo positivo. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

O saldo de março se revelou superior ao de fevereiro (+7.602 postos) e também o maior do ano no estado até agora. No comparativo anual, o resultado também se mostrou maior do que o de março do ano passado (+3.701 postos). A Bahia, assim, passou a contar com 2.260.282 vínculos celetistas ativos, uma variação positiva de 0,62% sobre o quantitativo do mês anterior.

Na Bahia, em março, quatro das cinco grandes atividades registraram saldo positivo. O segmento de Serviços (+8.872 vagas) foi o que mais gerou postos. Em seguida vieram Construção (+2.831 vagas), Indústria geral (+2.183 vínculos) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+156 empregos). O setor de Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-33 postos), portanto, foi aquele com supressão líquida de postos.

No mês, o Brasil computou um saldo de 228.208 novas vagas, enquanto o Nordeste registrou uma geração líquida de 25.138 postos – oscilações de +0,47% e +0,30% sobre o estoque do mês anterior, respectivamente. A Bahia (+0,62%), portanto, exibiu um aumento relativo maior que o da região nordestina e que o do país.

Das 27 unidades federativas, houve crescimento do emprego celetista em 24 delas, em março. A Bahia exibiu o sexto maior saldo do país. Em termos relativos, a unidade baiana situou-se na décima posição.

No Nordeste, apenas dois estados não experimentaram alta do emprego formal. Em termos absolutos, a Bahia ocupou a primeira colocação entre as unidades nordestinas. Em termos relativos, por outro lado, o estado baiano situou-se na segunda posição.

Acumulado do Ano

No agregado do ano, de janeiro a março, a Bahia preencheu 28.058 novas vagas, aumento de 1,26% em relação ao total de vínculos do começo do ano.

Segundo o especialista em produção de informações econômicas, sociais e geoambientais da SEI, Luiz Fernando Lobo, “a geração de postos de trabalho com registro em carteira na Bahia continua evidenciando alguma perda de fôlego em 2026, visto que o saldo acumulado de janeiro a março deste ano, com pouco mais de 28 mil novos postos, se mostrou inferior ao resultado para o mesmo conjunto de meses do ano passado, quando 33.014 novos vínculos empregatícios foram estabelecidos”.

De janeiro a março, quatro dos grandes grupamentos registraram resultado positivo. O setor de Serviços (+17.783 vagas) foi o de maior saldo. Em seguida, Construção (+7.632 empregos), Indústria geral (+3.763 vínculos) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+2.021 empregos) também foram responsáveis pelo surgimento de vagas. No caso, apenas Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-3.140 vagas) registrou perda líquida de postos no ano.

O crescimento do emprego também foi observado no Brasil e no Nordeste no ano, com 613.373 e 49.630 novas vagas, respectivamente – altas de 1,27% e 0,60% em relação ao quantitativo do início de 2026. A Bahia (+1,26%), dessa forma, exibiu um crescimento relativo maior do que o do Nordeste, mas ligeiramente menor do que o do país.

No acumulado do ano, 25 unidades federativas contaram com aumento de empregos celetistas. A Bahia exibiu o sétimo maior saldo agregado do país e o maior do Nordeste. Em termos relativos, a Bahia se posicionou na 14ª colocação no país e na segunda posição na região nordestina.

A série histórica do Caged está no painel do Mercado de Trabalho na plataforma do InfoVis Bahia (https://infovis.sei.ba.gov.br/).

Ascom/SEI

Quaest: 30% dos baianos se informam sobre política nas redes sociais; TV ainda lidera

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A televisão ainda é a principal fonte de informação política dos baianos, mas as redes sociais avançam de forma expressiva e já deixaram para trás o rádio, os sites e os blogs. É o que aponta pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (29), que mapeou os canais pelos quais os eleitores do estado acompanham o noticiário político.

Segundo o levantamento, 43% dos entrevistados disseram se informar pela TV. Na sequência aparecem as redes sociais, com 30%, dado que chama atenção de especialistas pelo contexto de desinformação em que o país está inserido. Outros veículos somam 12%, sites e blogs respondem por6%, o rádio aparece com apenas 3% e 4%afirmaram não se informar sobre política. Um por cento não quis responder.

Veja o gráfico do levantamento 

Foto: Divulgação/Quaest

 

Para o cientista político João Villas Boas, o crescimento das redes sociais como fonte de informação reflete uma mudança estrutural no comportamento do eleitor. Segundo ele, plataformas como WhatsApp, TikTok e Instagram deixaram de ser espaços de entretenimento para se tornar ambientes de consumo de conteúdo político.

“As redes sociais hoje são um espaço em que as pessoas e naturalmente os eleitores passam a maior parte do seu dia praticamente conectados. Deixou de ser não somente uma fonte de diversão e entretenimento, mas passou a ser também um local de consumo de conteúdo inclusive político. Hoje as pessoas optam muitas vezes por se informar sobre determinada biografia ou determinado projeto de algum político, parlamentar ou até mesmo candidato através das redes sociais dele”, afirmou.

Impacto nas campanhas

O especialista aponta que essa migração do eleitor para o ambiente digital transformou também a forma de fazer campanha. Partidos e candidatos passaram a investir em estruturas profissionais de produção de conteúdo, com equipes dedicadas a cada plataforma e estratégias segmentadas por público.

“Isso implicou também em uma mudança na forma de fazer política, de fazer campanha. A gente tem percebido inclusive uma profissionalização muito grande dentro das campanhas políticas, de modo em que há um setor praticamente específico e designado com a função de criar conteúdos para redes sociais”, disse Villas Boas.

Alerta para as fake news

O cientista político alertou ainda para os riscos desse cenário em tempos de fake news. Sem mecanismos robustos de verificação, o fluxo contínuo de informações nas plataformas digitais mistura fato, opinião e entretenimento, terreno fértil para a desinformação.

“Hoje, o celular é a principal porta de entrada da informação. Plataformas como TikTok, Instagram e WhatsApp deixaram de ser apenas espaços de entretenimento e passaram a funcionar como ambientes onde as pessoas se informam e formam opinião. Isso altera a lógica da política, porque o conteúdo circula em um fluxo contínuo, misturando informação, opinião e entretenimento, mediado por algoritmos e sem um elevado controle de veracidade, o que denota a preocupação com as fake news”, alertou.

A Quaest entrevistou 1.200 pessoas entre os dias 23 e 27 de abril de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BA-03657/2026.

Bahia BA

Congresso derruba veto de Lula e mantém PL da Dosimetria

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Plenário da Câmara dos Deputados

O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei (PL) da Dosimetria, que reduz a pena dos condenados por tentativa de golpe de Estado ligados ao 8 de janeiro de 2023. O projeto de lei segue para promulgação. 

No Senado, foram 49 votos favoráveis à derrubada do veto e 24 contrários Eram necessários 41 senadores para derrubar o veto presidencial.

Na Câmara dos Deputados, 318 parlamentares votaram para beneficiar os golpistas, enquanto 144 deputados votaram contra e cinco se abstiveram. Eram necessários 257 votos para derrubar o veto.

Antes da votação, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), fatiou a votação, excluindo os trechos que beneficiariam criminosos comuns ao reduzir o tempo para progressão de pena, mudança prevista no texto aprovado em dezembro de 2025.

O PL 2.162 de 2023 foi incluído como pauta única na sessão de hoje, entrando na frente de mais de 50 vetos, parciais ou totais, que aguardam na fila para análise do Parlamento.

O líder do governo na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), pediu questão de ordem contra a votação do PL por entender que outros vetos teriam preferência, mas o apelo foi rejeitado por Alcolumbre.

“Nós estamos votando o tema da democracia e, portanto, o futuro de novas aventuras golpistas se derrubar este veto, uma vez que está defendendo um grupo determinado, que é o de Jair Bolsonaro, e os generais golpistas que tentaram implantar golpe no país”, disse a liderança governista.

Uczai lembrou ainda do plano de assassinatos contra o presidente eleito e o vice previsto na trama golpista.

“Não é esquerda ou direita. É se nós queremos democracia ou golpe ou ditadura, autoritarismo no Brasil. Liberdade, democracia, sim, ditadura nunca mais.”

A derrubada do veto foi defendida pelo senador Espiridião Amim (PP-SC), relator do PL, que justificou que o julgamento da trama golpista não teria sido justo.

“Eu quero, em primeiro lugar, dizer a todos os congressistas que estão aqui que este é um dia que pode permitir que se galgue ou se supere o primeiro degrau para a justiça e para a harmonia política no Brasil”, disse o parlamentar.

Razão do veto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o chamado PL da Dosimetria por entender que a proposta é inconstitucional e viola o interesse público ao reduzir penas de crimes contra a democracia.

“[O PL] daria o condão de aumentar a incidência de crimes contra a ordem democrática e indicaria retrocesso no processo histórico de redemocratização que originou a Nova República”, justificou o Palácio do Planalto.

Entenda

O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas”.

Tais mudanças devem beneficiar condenados pelo 8 de janeiro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Agência Brasil

Audiência pública discute enfrentamento à violência contra a mulher em Juazeiro

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Com o objetivo de fortalecer e ampliar as políticas públicas de proteção às mulheres, a Câmara Municipal de Juazeiro realizou, nesta quarta-feira (29), uma audiência pública para debater o enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio. O encontro aconteceu no Teatro Luiz Galvão, no Colégio Estadual Rui Barbosa.

A audiência reuniu representantes do poder público municipal e estadual, instituições do sistema de justiça, órgãos de segurança, rede de proteção social, movimentos de mulheres, organizações da sociedade civil e a população em geral. O objetivo foi promover um diálogo amplo e construir estratégias conjuntas de combate à violência de gênero.

Representando a gestão municipal, o vice-prefeito Tiano Felix destacou que Juazeiro já é referência em ações de enfrentamento à violência doméstica, mas ressaltou a necessidade de avançar em medidas mais efetivas. “É um compromisso nosso dialogar para melhorar as políticas públicas de defesa das mulheres. Criamos uma secretaria específica para mulheres e juventude e implantamos o programa ‘Tolerância Zero à Violência contra a Mulher’. No entanto, também é fundamental trabalhar com os homens em um processo de reeducação, revisando padrões culturais machistas e promovendo relações baseadas no respeito e na igualdade de gênero”, afirmou.

A secretária da Mulher e Juventude, Érica Daiane, reforçou a importância da atuação integrada entre diferentes setores.“É necessário ampliar o trabalho intersetorial para identificar os casos ainda na origem. Muitas situações são subnotificadas e podem ser percebidas por profissionais da saúde, educação e assistência social, que devem encaminhar essas ocorrências antes que a violência se agrave”, explicou.

A realização da audiência foi proposta pelo vereador Ailton Batista, que apontou o aumento significativo no número de casos como uma das principais motivações. Ele também relatou uma experiência pessoal com perdas familiares causadas pelo feminicídio. “A violência destrói famílias. Perdi três primas vítimas de feminicídio. Além disso, observamos um crescimento expressivo nas denúncias. Em 2024, foram registrados 1.421 boletins de ocorrência na DEAM. Em 2025, esse número subiu para 2.430 casos”, destacou.

Dados do DataSenado indicam que, em 2025, cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar. Na Bahia, segundo a Secretaria de Segurança Pública, foram registrados 102 feminicídios no ano passado, sendo que uma em cada quatro mortes violentas de mulheres foi classificada como feminicídio.

Em Juazeiro, apesar do aumento das denúncias, houve uma leve redução nos casos de feminicídio: cinco registros no ano de 2024 contra quatro em 2025. Desde outubro, o município não contabiliza novos casos. De acordo com a presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, Maria Quitéria, esse avanço está relacionado ao fortalecimento da rede de apoio.

“A luta em defesa das mulheres é de todos. Contamos com uma rede de enfrentamento que oferece atendimento humanizado, com assistência psicológica, jurídica e de segurança. Esse suporte encoraja as vítimas a denunciarem seus agressores, que também precisam passar por processos de reeducação”, afirmou.

A audiência também destacou a importância da educação como ferramenta de prevenção. Alunos da Escola Municipal Professora Edualdina Damásio, da comunidade de Campos dos Cavalos, no Salitre, acompanharam o debate.

Para a estudante Bruna Alves, do 9º ano, a experiência foi enriquecedora. “É gratificante participar desse momento. Aprendemos como agir ao presenciar situações de violência contra a mulher”, disse.

O encontro reforçou a necessidade de ampliar ações preventivas, fortalecer a rede de proteção e promover uma conscientização coletiva para garantir mais segurança e dignidade às mulheres de Juazeiro.

Ascom/PMJ

Tolerância zero à violência contra a mulher em Juazeiro: homem é preso suspeito de ameaçar companheira

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Na noite desta quarta-feira (29), a central 153 da Guarda Civil Municipal de Juazeiro (GCM) recebeu uma denúncia de que um homem estaria ameaçando sua companheira no bairro Nossa Senhora da Penha.

Ao chegar ao local, a equipe da GCM identificou a vítima, que relatou estar sendo ameaçada pelo companheiro, além de ter sido impedida de entrar na residência. Questionado pelos agentes, o suspeito identificado pelas iniciais V.R., afirmou que o desentendimento teria sido motivado por ciúmes, alegando que a companheira demorava a chegar do trabalho e mantinha amizades que, segundo ele, a influenciavam negativamente.

Diante da situação, o homem foi conduzido à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), onde permanece à disposição da Justiça para a adoção das medidas legais cabíveis.

A ocorrência reforça o compromisso da gestão municipal no enfrentamento à violência doméstica e familiar, destacando a importância da denúncia e da atuação rápida das forças de segurança na proteção às vítimas.

Ascom/PMJ

“A legalização do dar “grau” como estratégia de visibilidade política e caça aos votos” por Amy Ferreira

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Desde que a Federação do Grau da Bahia, foi oficializada em dezembro de 2025, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), legisladores de vários municípios brasileiros têm apoiado a regulamentação e aprovado a prática do chamado dar “grau”, considerada a mais nova modalidade esportiva, em que motociclistas empinam a moto e se equilibram com apenas uma das rodas no chão enquanto aceleram em velocidade.

Não é raro observar, no cotidiano de diversas cidades, jovens executando de forma perigosa essas acrobacias em plena via pública. A ação, para muitos considerada uma aventura, se transforma em imprudência e tem contribuído para o alto índice de acidentes com motociclistas no Brasil.

Dados recentes de 2024 e 2025 mostram um cenário alarmante. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Motos respondem por 40% das mortes no trânsito e 60% das internações hospitalares, sobrecarregando o SUS, provocados por acidentes envolvendo motocicletas, diante da imprudência, incluindo manobras perigosas comuns feitas durante o “grau”, que tem se tornado fator preponderante no aumento das estatísticas incluindo até de casos fatais.

Geralmente, se assiste a essas práticas de risco à luz do dia, durante trajetos rotineiros, seja em ruas, avenidas, ladeiras de subúrbios e centros das grandes cidades. Há lugares em que jovens promovem até competições entre com grupos na aventura da alta velocidade. E pior: próximo a pedestres, ciclistas e carros, aumentando os riscos fatais. A legalização do “grau” reconhecida como lei, no âmbito político, pode ser interpretada como mais um capítulo da velha estratégia de “pão e circo”. Uma tática de entretenimento que busca manter a população distraída e satisfeita, evitando que cobre mudanças sociais e políticas mais sérias, ao tempo que desvia a atenção de problemas reais do país. Nesse contexto, segmentos da política passam a incorporar temas, linguagens e estéticas comportamentais da periferia em suas redes sociais.

O fato é que alguns “representantes do povo”, buscam adotar discursos que geram engajamento, utilizando-os como estratégia de marketing e autopromoção, para conquistar simpatia e votos, em vez de abraçar causas sociais mais emergentes no campo da saúde, educação e segurança pública.

O Artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), enquadra a prática do Grau como uma infração gravíssima, que também pode ser criminalizada pelo Artigo 308 do CTB, se gerar risco à segurança de outras pessoas. O ato de incentivar e divulgar a prática pode incorrer em infrações previstas nos Artigos 286 e 287 do Código Penal.

Decretos que buscam regularizar a prática do “grau” podem, além de legitimar uma atividade antes associada à ilegalidade ao oferecer riscos de acidentes recorrentes entre seus praticantes, gerar uma influência negativa, ainda mais em um cenário em que os números de acidentes seguem disparados no país. Dados do Atlas da Violência 2025, destacam que as regiões Norte e Nordeste concentram as maiores taxas de mortes em acidentes com motocicletas.

Os relatórios de trânsito no estado da Bahia não especificam o número de condutores que se acidentaram empinando motos, pois as estatísticas agrupam todos os acidentes envolvendo motocicletas. A Bahia encerrou o ano de 2024 com o pior índice de mortes no trânsito dos últimos 25 anos. Segundo levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), foram 2.993 vítimas fatais em Acidentes de Transportes Terrestres (ATT), o que representa uma média de oito óbitos por dia.

Por que, afinal, tantos políticos têm adotado essa pauta e esse discurso? Seria porque o tema tem viralizado e rende visibilidade fácil, entre jovens que podem somar o percentual de votos para as próximas eleições? É válido questionar se esses mesmos vereadores que possuem um dos melhores planos de saúde e se dizem representantes do povo “que vai lá e faz”, estão realmente preocupados com o bem-estar da população.

Diante desse quadro, é legítimo perguntar: o município que venha a decretar a legalização do “Grau” tem estrutura de saúde pública suficiente para atender, de forma adequada e completa, todas as vítimas de acidentes com motocicletas? Há suporte suficiente para oferecer exames, curativos, cirurgias e consulta pelo SUS? Esse tipo de demanda acaba sobrecarregando o sistema de saúde do município, uma vez que já opera próximo de sua capacidade máxima.

Antes de qualquer discussão sobre lazer, é preciso reconhecer que os jovens na faixa etária de 16 anos, precisam de educação de qualidade, oportunidades reais de trabalho, políticas de inclusão, segurança e acesso digno à saúde. Transformar pautas sociais em instrumentos de autopromoção eleitoral, reduzindo jovens a números e estatísticas, desumaniza e aprofunda desigualdades.
Antes de a população defender ideias de políticos que fazem a linha tiktokers se faz urgente pensar se não está apenas sendo usada como massa de manobra. Os problemas reais e urgentes que poderiam ser resolvidos com menor custo, sem dúvidas, beneficiariam os jovens para um futuro melhor com políticas públicas decentes. Enquanto isso, o jovem cidadão segue engavetado, sem luz no fim do túnel.

Foto: Geraldo Araújo
Por Amy Ferreira, estudante de Jornalismo em Multimeios pela Universidade do Estado da Bahia /Uneb

Prefeitura de Juazeiro promove formação para fortalecer gestão escolar da rede municipal

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação, realizou nesta segunda-feira (27) e terça-feira (28) um encontro formativo para gestores escolares da sede e do interior, na Superintendência de Gestão, com o objetivo de fortalecer a atuação dos gestores municipais.

Entre as temáticas abordadas estavam o uso qualificado dos indicadores, promovendo uma gestão baseada em dados; o planejamento estratégico e financeiro; a implementação de ações de Busca Ativa Escolar; e o uso responsável das tecnologias, à luz do ECA Digital. Tudo isso visando à melhoria dos resultados educacionais e à proteção integral dos estudantes.

“Estamos tratando dos indicadores educacionais, que permitem ao gestor identificar a realidade da sua escola, como índices de evasão, desempenho dos estudantes, resultados do SABE e do SAEB. Com esses dados, é possível compreender melhor a situação da unidade e definir caminhos para sua melhoria. A partir disso, também trabalhamos o planejamento estratégico: entender em que cenário a escola se encontra, onde deseja chegar e quais ações serão necessárias para alcançar esses objetivos. Outro ponto importante é a Busca Ativa Escolar, que localiza estudantes que estejam fora da escola, entende sua situação e promove o retorno às aulas”, explicou a superintendente de Gestão, Carla Rejane.

Além disso, outro ponto de destaque foram as orientações acerca do ECA Digital, compreendendo a Lei nº 15.211/2025, que trata dos direitos e deveres de crianças e adolescentes no ambiente digital. Por meio deste bate-papo, foi possível orientar os gestores sobre o uso seguro, ético e responsável das tecnologias, bem como o papel da escola na proteção integral dos estudantes também no ambiente virtual.

A gestora da Escola Municipal Mariano Rodrigues de Souza, Sueni Santos, destacou o apoio institucional ofertado pela Secretaria e ressaltou a relevância das formações para o alinhamento e fortalecimento do trabalho das equipes gestoras. “A formação tem grande importância por oferecer o suporte necessário que a Secretaria disponibiliza às equipes gestoras. Ao abordar temas essenciais, esses momentos de discussão se tornam fundamentais para toda a equipe, pois fortalecem o trabalho coletivo, promovem a troca de experiências entre os colegas e contribuem para a melhoria contínua da educação.”

Ascom/PMJ