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INSS inicia pagamento de benefícios de junho nesta quarta; veja calendário

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Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

Os aposentados, pensionistas e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os pagamentos referentes ao mês de junho a partir desta quarta-feira (24).

O calendário é definido conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número que aparece após o traço).

Recebem primeiro os segurados que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima do piso nacional terá o pagamento liberado na sequência.

Veja as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo:

  • Final 1: 24/6
  • Final 2: 25/6
  • Final 3: 26/6
  • Final 4: 29/6
  • Final 5: 30/6
  • Final 6: 1º/7
  • Final 7: 2/7
  • Final 8: 3/7
  • Final 9: 5/7
  • Final 0: 7/7

Quem recebe acima de um salário mínimo

  • Finais 1 e 6: 1º/7
  • Finais 2 e 7: 2/7
  • Finais 3 e 8: 3/7
  • Finais 4 e 9: 6/7
  • Finais 5 e 0: 7/7

Como conferir o dígito verificador

O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.

Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1.

Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante.

Como consultar o benefício

Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo “Meu INSS” ou no site meu.inss.gov.br.

Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br.

G1

Indústria de alimentos lidera empregos no setor industrial, diz IBGE

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Sacos de arroz à venda em mercado. Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A indústria de alimentos manteve, em 2024, a posição de principal empregadora do setor industrial brasileiro, reunindo cerca de 2,1 milhões de trabalhadores, segundo dados da Pesquisa Anual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No total, conforme o órgão, à época do levantamento, 8,7 milhões de pessoas trabalhavam na indústria de mais de 358 mil empresas distribuídas pelo país.

A pesquisa mostra ainda que a maior parte do emprego industrial está concentrada nas indústrias de transformação, responsáveis por 97,1% do total de vagas.

Além do setor alimentício, outras atividades com forte presença no mercado de trabalho incluem a confecção de roupas e acessórios, a produção de metais e a fabricação de veículos automotores.

Receita e renda

Em 2024, as empresas do ramo registraram receita bruta de R$ 8,8 trilhões, com destaque para a venda de produtos e serviços industriais, responsável pela maior parte do faturamento.

A receita líquida de vendas alcançou R$ 6,8 trilhões, enquanto o valor gerado pela transformação industrial somou R$ 2,6 trilhões.

Os dados apresentados também revelam forte concentração empresarial. As empresas com 500 ou mais funcionários concentraram quase 70% de toda receita, o que evidencia que essas corporações exercem grande peso na estrutura industrial do país.

Quando o assunto são os salários, os rendimentos pagos na indústria chegaram a R$ 481,1 bilhões, com predominância do setor de transformação. Em média, o salário variou conforme a atividade, com maior destaque para a extração de petróleo e gás natural, que apresentou os maiores valores médios de remuneração.

No recorte por região, o sudeste segue como o principal polo industrial do Brasil, concentrando mais da metade de valor gerado pelo setor. São Paulo lidera entre os estados, seguido de Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Outras regiões também apresentam destaque em segmentos específicos, como o polo industrial de Manaus, no Amazonas, e a agroindústria, no centro-oeste do país.

A Tarde

Anvisa e Receita Federal apreendem mais de 25 mil cigarros eletrônicos

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Uma operação conjunta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Receita Federal retirou de circulação mais de 25 mil cigarros eletrônicos. Esses dispositivos têm a venda e a comercialização proibidas no Brasil, conforme a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 855/2024.

A ação, batizada de Operação Rede de Fumaça, também resultou na apreensão de 107 mil maços de cigarros contrabandeados.

Segundo informações da Anvisa, o objetivo da operação é combater a comercialização ilegal de produtos de tabaco e reduzir os riscos à saúde da população.

“A iniciação ao uso de produtos de tabaco convencionais, a partir do uso de cigarros eletrônicos, tem sido objeto de diversos estudos, principalmente em relação a crianças e adolescentes”, diz a Anvisa.

Ainda de acordo com o órgão, estudos mostram que usuários de cigarros eletrônicos têm mais chances de consumirem cigarros convencionais do que pessoas que nunca tiveram contato com esses dispositivos.

A Tarde

Polícia Civil alerta que porte e uso de espadas seguem proibidos na Bahia

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A Polícia Civil da Bahia reforçou, nesta terça-feira (23), que o porte, a posse, o transporte, o armazenamento e o uso de espadas continuam proibidos no estado. Segundo a corporação, as condutas envolvendo o artefato são enquadradas no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento e podem resultar em pena de três a seis anos de reclusão.

O alerta foi divulgado mesmo após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público da Bahia. De acordo com a Polícia Civil, as medidas previstas no acordo ainda não foram integralmente implementadas, incluindo a criação de um espaço específico para a prática, conhecido como “Espadódromo”, e a regulamentação para aquisição, armazenamento e transporte de espadas produzidas por empresas certificadas.

Enquanto essas etapas não forem concluídas, a corporação afirma que qualquer conduta relacionada ao artefato permanece proibida. Em caso de flagrante, os envolvidos serão encaminhados à delegacia para adoção das medidas legais e ficarão à disposição da Justiça.

A Polícia Civil também destacou que, nesses casos, a legislação não prevê concessão de fiança pela autoridade policial.

Bahia Notícias

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 6

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A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (24) a parcela de junho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 6.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 677,66. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 19,34 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,08 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Pagamento unificado

Os beneficiários de 207 cidades de oito estados receberam o pagamento no último dia 17, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Paraíba (31), Paraná (10), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (1), Roraima (6) e Sergipe (5).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,26 milhões de famílias estão na regra de proteção em junho, com benefício médio de R$ 369,27. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até um ano, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Neste mês, 140 mil novas famílias aumentaram a renda e ingressaram na regra de proteção.

Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Agência Brasil

CNJ aprova regulamentação da atividade de crianças e adolescentes em plataformas digitais

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (23) uma resolução com regras para atividades de crianças e adolescentes em plataformas digitais, como Instagram, Facebook e TikTok.

Entre outros pontos, o texto prevê a necessidade da concessão de alvarás judiciais para atividades artísticas e participação em conteúdos publicados em perfil próprio, de responsáveis ou de terceiros.
A proposta estabelece ainda que os alvarás terão prazo máximo de vigência de 12 meses, para crianças, e de 18 meses, para adolescentes. Os termos fixados poderão ser alterados a qualquer tempo, caso o juiz considere necessário. A regulamentação entra em vigor na data em que for publicada no Diário da Justiça Eletrônico.

Essa regulamentação é uma consequência da entrada em vigor, em março, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital, que reforçou a necessidade de alvarás para a atuação dos chamados “influenciadores mirins” no ambiente digital.

O ECA Digital criou um marco jurídico para a proteção de jovens no ambiente digital, com medidas voltadas à segurança online, proteção de dados, prevenção de riscos e responsabilização de plataformas por conteúdos ilícitos e práticas abusivas.

Proibições

Conforme a regulamentação proposta pelo conselheiro Fábio Esteves, é proibida a participação de crianças e adolescentes:

  • conteúdos erotizados ou de natureza sexual;
  • conteúdos que exponham a criança ou o adolescente a situações violadoras, vexatórias ou degradantes;
  • conteúdos violadores de seus direitos fundamentais;
  • publicidade dirigida ao público infantil caracterizada como abusiva;
  • conteúdos que promovam ou estimulem apostas, jogos de azar, loterias ou atividades equivalentes;
  • conteúdos que promovam discursos de ódio, discriminação ou outas formas de violência contra grupos vulneráveis;
  • conteúdos que exponham a criança ou o adolescente às piores formas de trabalho infantil.

O pedido de alvará judicial deverá ser formulado perante o juízo competente em relação a cada criança ou adolescente. A requisição poderá ser formulada pelo responsável legal da criança ou do adolescente ou por quem demonstre legítimo interesse.

E deverá ser acompanhado da identificação dos responsáveis legais da criança ou do adolescente e da comprovação de sua ciência, sem prejuízo da avaliação judicial acerca da manifestação de consentimento.

A criança ou o adolescente participará do processo em condições compatíveis com sua idade, seu grau de desenvolvimento e sua capacidade de compreensão.

Identificado conflito de interesses entre a criança ou o adolescente e seus responsáveis legais ou qualquer dos requerentes, o juízo adotará as providências necessárias à garantia de representação adequada de seus interesses.

O Ministério Público participará obrigatoriamente em todos os processos de pedidos de alvará. A medida traz também a criação de um banco nacional de alvarás concedidos, que terá entre os objetivos permitir que órgãos de fiscalização, como o MP, tenham acesso às informações sobre a atuação desses jovens nas redes.

Informações no pedido de alvará

Os pedidos de autorização deverão conter:

  • a descrição da atividade artística pretendida, instruída com roteiros de gravações assinados por ao menos um profissional responsável pela adequação do conteúdo à idade da criança ou adolescente que irá executá-los;
  • informações detalhadas sobre monetização, impulsionamento, publicidade, parcerias comerciais, permutas ou outras formas de exploração econômica da atividade, acompanhadas dos respectivos instrumentos contratuais;
  • estimativa da frequência das atividadese da exposição pretendida da criança ou do adolescente;
  • informações sobre a existência de contratos, agências, anunciantes, fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação ou outros terceiros envolvidos na atividade, acompanhadas dos respectivos instrumentos contratuais;
  • informações sobre a situação educacional, as condições de saúde, a rotina da criança ou do adolescente.

Para conceder o alvará, o juiz deverá levar em consideração:

  • a compatibilidade da atividade com a faixa etária e com o desenvolvimento físico, psíquico, moral, social e educacional da criança ou do adolescente;
  • eventuais indícios de pressão, coerção, exploração econômica indevida ou instrumentalização da criança ou do adolescente por responsáveis legais ou terceiros;
  • a existência de fatores de vulnerabilidade individual, familiar ou social que possam demandar proteções adicionais.

Proteção de rendimentos dos menores

O texto lista, entre as possíveis providências, a criação de uma reserva patrimonial em conta ou de uma aplicação em nome da criança ou do adolescente.

O CNJ propõe também mecanismos de controle e prestação de informações sobre a destinação dos rendimentos, além de restrições à utilização desses valores, quando forem identificados riscos de exploração econômica indevida ou de comprometimento do patrimônio.

G1

INSS estabelece novas regras e passa a exigir biometria em benefícios sociais; veja quem está isento

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Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou uma nova portaria que amplia a exigência de cadastro biométrico para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas).

As novas regras constam na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (22).

O cadastro biométrico da Carteira de Identidade consiste na coleta das impressões digitais dos dedos das duas mãos e da fotografia do rosto do cidadão, que são armazenadas em uma base de dados do governo federal.

O objetivo é confirmar a identidade do beneficiário e impedir que terceiros recebam valores de forma indevida.

Como vai funcionar a exigência

Quem solicitar benefícios ao INSS deverá comprovar registro biométrico em bases oficiais do governo, como:

  • Carteira de Identidade Nacional (CIN);
  • Título de eleitor;
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A exigência já vinha sendo aplicada de forma parcial. Desde setembro de 2024, ela é obrigatória para pedidos do BPC/Loas. O governo também já utiliza o cadastro biométrico em outras frentes, como no empréstimo consignado de aposentados e pensionistas.

Agora, a regra passa a ser ampliada para a maioria dos novos pedidos feitos ao INSS a partir de novembro de 2025.

Anvisa aprova novo medicamento oral para câncer de mama

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou esta semana o registro do medicamento Inluriyo® (tosilato de inlunestranto), indicado para adultos com câncer de mama localmente avançado, que não pode ser removido por cirurgia ou que já se espalhou para outras partes do corpo e que foi previamente tratado com terapia endócrina.

Em nota, a agência detalhou que esse tipo de tumor apresenta as seguintes características: é positivo para receptor de estrogênio (ER+), negativo para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-) e tem mutação no receptor de estrogênio 1 (ESR1m).

“O medicamento, desenvolvido pela Eli Lilly do Brasil Ltda., é oral e indicado como monoterapia.”

De acordo com a Anvisa, o câncer de mama figura como a neoplasia maligna de maior incidência entre mulheres.

No Brasil, dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, no período entre 2023 e 2025, foram registrados 73.610 casos da doença. O número representa 30,1% do total de cânceres em mulheres.

Agência Brasil

PEC da escala 6×1 completa um mês de aprovação na Câmara e segue travada no Senado

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EDILSON RODRIGUES/AGENCIA SENADO

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 completa, nesta semana, um mês de aprovação em dois turnos pela Câmara dos Deputados, ocorrida em 27 de maio de 2026. No entanto, a matéria segue sem andamento no Senado Federal, dependendo do aval dos senadores para que possa ser promulgada.

Membros da base aliada do governo no Congresso Nacional acompanham a tramitação com crescente preocupação. O foco está no prazo limite de 17 de julho de 2026, data em que se inicia o recesso legislativo, após o qual as atividades parlamentares serão interrompidas em decorrência das eleições.

Caso a proposta não seja votada até julho, o presidente Lula da Silva (PT) perderá a oportunidade de capitalizar politicamente com a pressão eleitoral sobre o tema, além de não poder incluir a medida já promulgada como uma conquista na plataforma de sua campanha.

Próximos passos 

Como a única movimentação oficial registrada no Senado foi o agendamento de uma sessão de debate temático no plenário para o dia 1º de julho de 2026, às 10h, a bancada do PT no Senado solicitou que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União), receba representantes das centrais sindicais.

A expectativa do governo é que Alcolumbre encaminhe a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde um relator deverá ser designado. Contudo, o colegiado não possui sessões agendadas para esta semana, sugerindo que o texto continuará paralisado temporariamente.

Após passar pela CCJ, o projeto poderá seguir para o plenário, mas parlamentares e assessores demonstram incerteza quanto ao cronograma final. Entre as possibilidades avaliadas estão a realização de uma nova rodada de debates na semana de 6 de julho ou mesmo a criação de uma comissão especial.

Entre Bastidores 

Nos bastidores de Brasília, as dificuldades de tramitação são acentuadas pela falta de diálogo direto entre o presidente Lula e Davi Alcolumbre. A relação entre o Palácio do Planalto e a presidência do Senado segue ruim após a recente rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na última quarta-feira (17), o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT), celebrou a marcação do debate temático e declarou-se confiante na aprovação da PEC antes do início do recesso parlamentar. Randolfe também sinalizou que um encontro de conciliação entre Lula e Alcolumbre estaria próximo de ocorrer, embora ainda sem data confirmada.

Entretanto, o cenário político sofreu um novo abalo no dia seguinte às declarações de Randolfe, devido a uma operação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT). Na mesma data, Alcolumbre cancelou a sessão conjunta do Congresso destinada à análise de vetos presidenciais. No sábado (20), o senador e ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), admitiu que os canais de interlocução entre Lula e Alcolumbre continuam “travados”, mas manifestou otimismo de que o impasse será superado.

Enquanto as articulações políticas patinam em Brasília, o presidente Lula cumpre agenda nesta segunda-feira (22) no Rio de Janeiro e, na terça-feira (23), terá compromissos na região da Serra das Araras. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Bahia Notícias