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Travessia de barquinhas entre Juazeiro e Petrolina terá reajuste e passagem custará R$ 3,50 a partir da segunda-feira (1)

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Os usuários das barquinhas que realizam a travessia entre Juazeiro, no norte da Bahia, e  Petrolina, em Pernambuco, passarão a pagar R$ 0,50 centavos a mais pelo serviço a partir da próxima segunda-feira (1º). O valor da passagem será reajustado para R$ 3,50.

De acordo com a Associação de Travessia das Barquinhas, a alta dos combustíveis motivou o aumento da tarifa.

A travessia pelas embarcações é uma alternativa utilizada diariamente por trabalhadores, estudantes e moradores que se deslocam entre as duas cidades. Com o aumento, os passageiros deverão desembolsar um valor maior para utilizar o transporte hidroviário.

Os usuários poderão continuar efetuando o pagamento da tarifa com dinheiro em espécie ou pix. A travessia ocorre de segunda a sábado, das 6h às 20h, a cada 15 minutos. Aos domingos, o funcionamento vai das 7h às 19h.

Redação PNB

Previsão do tempo: Inmet aponta temperaturas de até 32°C em Juazeiro neste fim de semana

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Os moradores de Juazeiro, no norte da Bahia, devem enfrentar um fim de semana de calor e céu com muitas nuvens, segundo a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Neste sábado (30), a temperatura mínima prevista é de 18°C e a máxima pode chegar aos 32°C, ambas com tendência de ligeira elevação. A umidade relativa do ar varia entre 30% e 100%. Ao longo do dia, o céu deve permanecer com muitas nuvens nos períodos da manhã, tarde e noite.

Já no domingo (31), os termômetros devem registrar mínima de 20°C, com tendência de elevação, e máxima de 32°C, permanecendo estável. A umidade relativa do ar deve variar entre 40% e 90%. A previsão indica poucas nuvens durante a manhã, mas o céu volta a ficar com muitas nuvens nos períodos da tarde e da noite.

Apesar da presença de nuvens, o Inmet não prevê chuva para Juazeiro durante o fim de semana. O calor deve continuar predominando na região, especialmente durante as horas mais quentes do dia.

Redação PNB

MEIs devem entregar declaração até domingo (31); confira regras

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Acaba neste domingo (31) o prazo para que MEIs (Microempreendedores individuais)entreguem a DASN-SIMEI (Declaração anual do Simples Nacional do Microempreendedor individual).

O atraso na prestação de contas resultará em Maed (Multa por Atraso na Entrega da Declaração), com valores a partir de R$ 50 e de 2% por mês de adiamento, limitada a 20% dos tributos declarados. Caso o pagamento seja feito em até 30 dias, a multa será reduzida em 50%, totalizando R$ 25.

Além disso, o CNPJ pode ser declarado inapto por omissão de declaração.

A Receita Federal salienta que, caso o faturamento extrapole o limite permitido, o MEI deverá procurar um profissional de contabilidade para realizar o desenquadramento do regime.

Por determinação do governo federal, são considerados Microempreendedores Individuais empresários que registram receita bruta anual de até R$ 81 mil.

A declaração pode ser enviada pelo App MEI ou pelo Portal do Empreendedor.

Veja o passo a passo para a Declaração do MEI:

  1. Acesse o Portal do Empreendedor, pertencente à plataforma Gov.br;
  2. Clique opção “Já sou MEI” e depois selecione “Declaração Anual de Faturamento”;
  3. No menu à direita, clique em “Entregar Declaração Anual de Faturamento”;
  4. Informe o CNPJ e clique em “continuar”;
  5. Selecione o ano referente à declaração como 2024;
  6. Informe o valor da receita bruta total do empreendimento, preenchendo o valor referente à prestação de serviços e também para comércio e indústria. Como o MEI só se enquadra em uma das duas categorias, o valor de uma delas será R$ 0,00;
  7. O MEI também deverá informar se houve contratação de empregado durante o período;
  8. Após preencher as informações, revise cuidadosamente os tributos pagos e confirme a declaração clicando em “Transmitir”;
  9. Clique em “Recibo de Entrega” para salvar o comprovante de envio.

Assim como a declaração convencional de Imposto de Renda, a DASN-SIMEI também pode ser retificada, no caso de erros nas informações.

CNN Brasil

“Me senti humilhada”: mães criticam atendimento de neuropediatra da rede municipal de Juazeiro; SESAU se manifesta

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Taynara Rodrigues, uma mãe atípica de duas crianças entrou em contato com o Portal Preto no Branco para relatar problemas no atendimento com uma neuropediatra na Policlínica Municipal de Juazeiro, no norte da Bahia. Segundo o relato, ela passou horas aguardando atendimento para os filhos e diz ter se sentido humilhada durante a consulta realizada na unidade de saúde.

“Levei meus dois filhos pra policlínica e cheguei lá às 7h da manhã. Fiquei até 12h e alguns minutos esperando a doutora chegar. Meus filhos ficaram agoniados, chorando e sem paciência por esperar tanto tempo. O pessoal da policlínica ligava pra ela e ela dizia que estava chegando. Quando finalmente chegou, meus filhos foram os primeiros a serem atendidos”, contou.

Taynara afirma que esperava um atendimento mais acolhedor por se tratar de uma especialista em neuropediatria, mas diz ter saído frustrada da consulta.

“Ela entrou na sala já transtornada. Meus filhos estavam agoniados e ela não teve paciência para conversar com eles e nem dar uma atenção maior, como uma neuropediatra deveria fazer”, desabafou.

A mãe relata ainda que a médica apenas analisou os relatórios apresentados, emitiu o laudo e encerrou rapidamente o atendimento.

“Ela simplesmente olhou o relatório, deu o laudo, abriu a porta, mandou a gente sair, e fechou. Eu saí decepcionada e constrangida, porque esperei tanto para conseguir essa consulta e pensei que ela fosse diferente, que fosse conversar com meus filhos e dar atenção pra eles. Pelo contrário, me senti humilhada”, disse.

A mãe se queixou ainda da falta de informações claras, conforme prevê o direito do paciente: “Ela nem explicou o que meus filhos tinham. Só fui ver o laudo quando cheguei em casa. O laudo estava feito de qualquer jeito, sem nem ter data. Pensei que era uma consulta, mas foi apenas a entrega de um laudo”, declarou.

Taynara relatou que registrou uma denúncia na ouvidoria do município e cobrou providências do poder público municipal: “Espero que depois disso a prefeitura tome providências e tome atitudes sobre essa médica”, apelou.

Outras queixas

“Lá no CAPS só se vê mães reclamando desta médica. Muitas dizem que ela só atende as pessoas com dignidade no particular”, afirmou.

Outras mães, através dos meios digitais do PNB, também relataram experiências semelhantes envolvendo o atendimento da neuropediatra na rede municipal.

“A neuropediatra que atende na policlínica realiza atendimentos péssimos, chega a traumatizar os pais que entram angustiados em busca de um atendimento adequado. Consultas de pouquíssimos minutos pra avaliar algo delicado, colocações inapropriadas para uma profissional da saúde, sendo capacitista até”, relatou uma mãe.

“Ela receita medicamentos e na consulta seguinte já modifica dosagem e medicamento alegando um erro sendo que ela mesma receitou, minimiza as queixas e questões levadas pelos pais dos pacientes, dificultando um diagnóstico adequado, sem contar na arrogância e falta de humanidade quando atende”, afirmou outra.

Em outro relato, uma mãe contou que precisou recorrer a uma consulta particular para conseguir um diagnóstico preciso para o filho.

“Consultei meu filho com ela na policlínica e ela já foi passando medicação, sem fazer uma avaliação. Pra poder dar o diagnóstico correto, tive que pagar uma consulta com uma neuropediatra particular e meu filho foi diagnosticado como autista e TDAH”, disse.

Também houve relatos de falas consideradas inadequadas durante os atendimentos.

“Ela soltou que meu filho tinha crises para ‘chamar a atenção’, que era só cena. Isso numa consulta de 5 minutos. Ainda soltou que se tivesse alguma coisa era um TDAH ‘fraquinho’, declarou outra mãe.

Uma quarta mãe também afirmou ter se sentido mal atendida pela profissional e criticou a duração da consulta.

“Fez a consulta do meu filho em 5 minutos, sequer olhou para nós, falou umas coisas absurdas e dispensou”, relatou.

Encaminhamos os relatos para a Secretaria de Saúde de Juazeiro.

Em nota, o órgão informou que “será instaurado um processo administrativo para apurar, com a devida responsabilidade e transparência, as informações apresentadas. A gestão municipal reforça que tratará a situação com integral seriedade, comprometimento e respeito aos princípios que regem a administração pública, adotando todas as medidas necessárias após a devida análise dos fatos. A Sesau permanece à disposição para prestar os esclarecimentos, reafirmando seu compromisso com a ética, a legalidade e a qualidade dos serviços de saúde ofertados à população.

 

Redação PNB

“Não dá mais para aceitar essa humilhação”: trabalhador denuncia negativas do INSS em Juazeiro e convoca manifestação

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Um trabalhador de Juazeiro, no norte da Bahia, entrou em contato com a redação do PNB, para reclamar das dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência e segurados que buscam benefícios junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo ele, mesmo apresentando diversos laudos médicos que comprovam incapacidade para o trabalho, o benefício foi negado pelo órgão.

Ele contou que sofreu um acidente e passou a conviver com dores constantes, inchaço e limitações físicas.

“O meu laudo, desde quando sofri meu acidente, é assinado pelo doutor Roberto, que é um dos melhores ortopedistas do Brasil. Tenho um laudo também do Hospital Traumas, em Petrolina, onde fiz minha cirurgia. Sem contar também com os laudos dos ortopedistas do  Hospital Regional. Meu braço incha, dói, meus punhos foram quebrados. Sinto muita dor e no laudo consta que não tem cura. Como é que esses laudos são negados pelo INSS? Isso chega a ser um absurdo, chega a ser ridículo”, disse.

O trabalhador criticou os critérios utilizados nas perícias médicas e relatou que muitos segurados entram nas agências inseguros e saem frustrados após terem os pedidos negados.

“O INSS parece um campo de concentração. Você entra lá e não sabe se vai ser aprovado. Você entra nervoso, sendo que aquilo é um direito seu, porque você contribui. A porta é batida na sua cara e isso é uma grande decepção. Se um médico lhe dá um laudo atestando sua deficiência, sua incapacidade de trabalho, parece que aquilo não serve para nada. Então vamos fazer previdência privada, porque a pública não funciona”, afirmou.

O trabalhador também citou o caso de um amigo que, segundo ele, nasceu com deficiência em um dos pés e teve a situação agravada após um acidente de moto.

“O meu amigo já nasceu com uma deficiência. O peito do pé dele é virado para o chão e a sola para cima. Ele já tinha dificuldade para andar. Depois sofreu um acidente de moto, quebrou a perna boa, colocou parafusos e ficou com as duas pernas comprometidas. Mesmo assim, o INSS negou a aposentadoria e o benefício que ele tem direito”, contou.

Diante da situação, o homem afirmou que está mobilizando pessoas para realizar uma manifestação em frente à agência do INSS de Juazeiro, localizada na Avenida Adolfo Viana.

“Estou fazendo movimentações para chamar as pessoas com deficiências físicas, mães e pais de crianças PCDs, neurodivergentes e pessoas que tiveram benefícios cortados ou negados pelo INSS. A gente precisa fazer essa manifestação para ver se o povo acorda. Espero conseguir mobilizar muita gente. Ou nós vamos ser atendidos, ou vamos ser ouvidos pela imprensa. Não dá mais para aceitar essa humilhação”, concluiu.

Outro caso

Na segunda-feira (26), outro morador de Juazeiro, reclamou do atendimento recebido durante uma perícia médica realizada no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do município. Segundo ele, o pedido relacionado ao auxílio por incapacidade temporária previdenciária para mobilidade reduzida foi negado, apesar dos diversos laudos e exames médicos apresentados.

“Sou PCD e tenho, inclusive, o símbolo PCD registrado no meu RG/CIN. Tenho gonartrose irreversível nos dois joelhos, além de sérios problemas no calcanhar e no tornozelo. Fui para a perícia munido de atestados médicos, receitas, RX dos joelhos, RX do pé e ultrassom. O médico sequer olhou os documentos”, afirmou.

Segundo ele, o atendimento durou pouco mais de quatro minutos e, durante a consulta, o perito questionou apenas se ele estava trabalhando.

“Ele perguntou se eu estava trabalhando e eu respondi que sim. Aí ele falou, de pronto, que a perícia era para quem não estava trabalhando e passava ali para não ficar sem receber. Meu joelho estava inchado, meu tornozelo inchado, eu com dores, levando o documentos de vários especialistas, e nada adiantou. Em quatro minutos ele disse que estou apto”, disse.

O trabalhador explicou que atua em funções que exigem esforço físico constante.

“Minha função requer subir em torres de telecomunicações, subir em poste, percorrer trecho em terreno irregular, subir escada e carregar peso. Há tempos não aguento realizar minhas funções de maneira devida por conta da minha condição de saúde”, contou.

Ele também afirmou possuir um rompimento de tendão, mas disse que o médico alegou não identificar problemas que justificassem o benefício.

“Estou com um rompimento no tendão e o médico disse que não viu nada errado e que estou apto para as funções”, relatou.

Indignado com o resultado da perícia, o morador afirmou que pretende recorrer judicialmente da decisão.

“Tenho todos os laudos, dois anos de tratamento documentado, e só o dele tem razão? Meu advogado vai acionar judicialmente e solicitar uma perícia independente”, concluiu.

 

Redação PNB

Motorista registra veículos estacionados irregularmente no centro de Juazeiro, cobra fiscalização e reacende o debate sobre o retorno do Zona Azul

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Um motorista que circula em Juazeiro, no norte da Bahia, entrou em contato com a redação do PNB para reclamar da falta de fiscalização no trânsito e da dificuldade para encontrar vagas de estacionamento na região central da cidade. Segundo ele, no município, diversos automóveis são estacionados de forma irregular.

“Já dei umas três, quatro voltas no centro procurando vaga pra ir no banco. Quando achei a vaga, a moto tá no meio empatando o estacionamento de um carro inteiro. Já não tem vaga em Juazeiro, e quando a gente acha uma vaga pra estacionar, tem uma moto ocupando a vaga do carro. Como é que faz?”, questionou.

Segundo ele, situações como essa estariam acontecendo em diversos pontos da cidade.

“Não é só aqui na orla não, é Juazeiro todinho desse jeito. É moto estacionada na vaga de carro, carro estacionado na vaga de moto. Cadê a Secretaria de Trânsito pra resolver isso? Na orla dois vi um carro estacionado em frente a uma placa de proibido estacionar”, disse.

A situação vivida pelo condutor chama atenção para a necessidade de disciplinar o trânsito da cidade e também do retorno do Zona Azul. A volta do sistema divide opiniões, mas recorrentemente, leitores procuram o PNB para questionar a demora da gestão municipal na definição da retomada ou não do estacionamento rotativo.

“Cadê a Zona Azul que prometeram que retornaria em Juazeiro? Fizeram audiência pública pra nada? Debateram o assunto e depois empurraram pra debaixo do tapete”, disse.

Prefeitura decretou retomada da Zona Azul

No dia 14 de outubro, a Prefeitura de Juazeiro publicou um decreto regulamentando o retorno do sistema de estacionamento rotativo “Zona Azul” no município. A medida regulamenta as Leis Municipais nº 2.234/2011 e nº 3.037/2021, que autorizam a implantação do serviço na cidade. Passado sete meses desde a publicação, nenhuma ação foi implementada.

De acordo com a gestão municipal, o objetivo do sistema é melhorar o fluxo de veículos, garantir maior rotatividade nas vagas e contribuir para a organização do trânsito urbano. O decreto também informou que foi realizado um mapeamento das vias por uma empresa especializada, com definição do número de vagas, suporte tecnológico, equipes técnicas e estudo de viabilidade financeira.

Segundo o decreto, o sistema deverá funcionar de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 13h. As tarifas previstas são de R$ 1,25 para 30 minutos, R$ 2,50 para uma hora e R$ 5,00 para até duas horas. Para motocicletas, os valores correspondem à metade da tarifa cobrada para carros. Idosos e pessoas com deficiência cadastrados na Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) terão isenção.

Entre as vias incluídas no sistema estão as ruas Aprígio Duarte, Rui Barbosa, 15 de Julho, Américo Alves e Juvêncio Alves, além das avenidas Lauro de Freitas, Carmela Dutra, Adolfo Viana e Duque de Caxias. As praças Barão do Rio Branco, Cordeiro de Miranda e José Inácio da Silva também estão prevista no sistema.

Redação PNB

Lula cobra respeito e rejeita interferência dos EUA

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou respeito à soberania brasileira e criticou as manifestações de autoridades dos Estados Unidos, ao comentar a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelo governo daquele país.

Segundo Lula, organizações como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) são, de fato, terroristas, mas não para os EUA, e sim para as comunidades brasileiras.

Nesse sentido, não há, segundo o presidente brasileiro, qualquer justificativa para uma eventual intervenção estrangeira. A declaração foi feita nesta sexta-feira (29) em Sergipe, onde o presidente visitou a  Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE) no município de Laranjeiras.

Lula se disse “muito triste” com a classificação feita pelo secretário Marco Rubio, dos EUA.

“Comando Vermelho e PCC são terroristas, mas para as comunidades brasileiras. Para a sociedade brasileira e para o povo da periferia, porque incomodam famílias, bairros e cidades. São terroristas e vamos combatê-los aqui dentro. [Para isso,] aprovamos uma lei antifacção e a lei de combate ao crime organizado”, argumentou Lula.

O presidente ressaltou que a facções brasileiras não têm o perfil de terroristas que os EUA costumam procurar, e citou Osama Bin Ladem como exemplo. Lula ainda apontou que boa parte do tráfico de armas no Brasil tem origem nos Estados Unidos.

Na sequência, cobrou respeito das autoridades estadunidenses. “Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta. Isso aqui [o Brasil] não é um país qualquer. É um país muito grande”, afirmou.

Preocupação e respeito

Lula levantou suspeitas de que o interesse estadunidense estaria, na verdade, relacionado à cobiça pelas riquezas minerais do Brasil.

“Tenho preocupação porque nós temos muitos minerais críticos, terras raras, minérios. Ainda temos muito ouro e diamante, além da maior floresta tropical do mundo e água doce. Daqui a pouco vão dizer que a Amazônia é deles. Não é”, enfatizou o presidente.

Lula lembrou que, na conversa que teve com Donald Trump, disse que os dois precisam passar respeito à comunidade internacional e a sociedade, valorizando a democracia, o multilateralismo e defendendo a integridade territorial das nações

“Eu trato um país pequeno com o mesmo respeito que eu trato a China, a Rússia e os EUA. Eu não falo grosso com a Bolívia e fino com os EUA. Eu falo educadamente com os dois porque eu quero respeito. Preciso ter respeito para respeitar. Então não brinquem com a soberania desse país, nem com nossa democracia”, disse.

Lula reiterou que o Brasil tem feito muito para o combate às organizações criminosas, e que a aprovação da PEC da Segurança Pública reforçará esse combate.

Colaboração

Segundo o presidente, caso os EUA realmente queiram colaborar serão muito bem-vindos, mas que esse combate precisa ser feito também em território estadunidense.

“Entreguei um documento para o Trump [dizendo que] o Brasil está disposto a trabalhar para combater o crime organizado. Vamos começar pelo seu estado de Delaware, onde há lavagem de dinheiro de brasileiros”, disse.

“Vamos começar por entregar o [Carlos] Ramagem, que está condenado a 16 anos e está escondido por lá. Vamos começar entregando o maior contrabandista de combustível desse país, que é o Ricardo Magro. Entreguei para o Trump o nome e a foto da casa dele. Quer combater o crime organizado? Entreguem os nossos [criminosos] que estão lá nos EUA”, complementou.

 

Agência Brasil

Risco cardíaco dobra para pacientes com doença de Chagas após cirurgia

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Portadores de doença de Chagas que apresentam arritmias graves têm mais risco de mortalidade do que outros grupos com doenças do coração. A informação é uma das conclusões de estudo conduzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP.

O estudo, que revisou dados de atendimento a pacientes com doença de Chagas que precisaram passar por cirurgias cardíacas no Hospital das Clínicas, em São Paulo, encontrou um padrão preocupante: o risco de morte após as cirurgias é muito maior, cerca de 2,4 vezes, para esse público do que para portadores de outras doenças cardíacas em pós-operatório. Entre esse grupo a mortalidade geral, após a cirurgia, é de 36%.

“O estudo reflete que é necessário melhorar o cuidado em saúde do paciente com doença de Chagas de uma forma geral, considerando que a grande maioria dessa população é atendida no Sistema Único de Saúde (SUS)”, destaca Rodrigo Melo Kulchetscki, um dos autores do estudo e doutorando em cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP.

A equipe destacou que o acompanhamento rigoroso da insuficiência cardíaca e de outras comorbidades após a alta hospitalar tem grande importância.

Isso indica, para os pesquisadores, que há necessidade de se pensar em procedimentos específicos de acompanhamento para esse grupo. O que aumenta esse risco, porém, não são as próprias arritmias. Ele até pode acontecer, mas sua incidência não é maior do que aquela que aparece para outras doenças cardíacas.

O aumento ocorre pelo que os pesquisadores destacaram como fatores não cardíacos, e tem relação com a complexidade da cirurgia.

A doença de Chagas é uma condição crônica causada por infecção pelo protozoário Trypanosoma cruzi, principalmente pelo contato com fluídos ou fezes do inseto barbeiro, que se alimenta do sangue de mamíferos, inclusive humanos, e é o reservatório natural do parasita. A infecção sobrecarrega órgãos internos, principalmente o coração e os intestinos, e pode causar lesões neles.

Com as lesões, o coração tem risco de funcionar mal, as arritmias graves, que podem ser fatais. A condição pode ser revertida com cirurgias que “queimam” as lesões. Esse processo é a chamada ablação por cateter e também é um procedimento usado para outras doenças cardíacas que levam a lesões no órgão.

Segundo o estudo, as operações para os pacientes com Chagas exigem normalmente o acesso à camada externa do coração, que é mais difícil. Isso se dá em quase 80% dos casos. Numa comparação, portadores de cardiopatia isquêmica, outra doença relevante, precisam desse tipo de intervenção em 15% dos casos. Como a intervenção é mais difícil, aumentam consideravelmente os riscos de complicações durante a operação e de instabilidade clínica, e por isso a mortalidade aumenta.

Os detalhes do estudo, que acompanhou 378 procedimentos cirúrgicos em 288 pacientes, ocorridos no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) entre 2011 e 2020, foram publicados na revista The Lancet Regional Health – Americas.

Os pesquisadores destacaram ainda que o estudo tem limites relacionados à própria estrutura do hospital: não foi possível realizar um número de acompanhamentos capaz de garantir fidelidade estatística em associações modestas, ou seja, não “enxerga”  situações específicas para esses pacientes; alguns exames, como o mapeamento eletroanatômico, não foram realizados em todos os pacientes, por restrições orçamentárias; não houve  acompanhamento da rotina de medicamentos dos pacientes ao longo da pesquisa, que durou cerca de oito anos para cada paciente. O protocolo de acompanhamento após as cirurgias também variou entre os casos, por fatores além do clínico.

“A retenção no período pós-alta foi alta em todos os grupos; no entanto, a duração do acompanhamento variou, o que reduz a precisão em momentos posteriores e pode subestimar a detecção de eventos tardios, principalmente entre pacientes de regiões remotas que enfrentam barreiras socioeconômicas e logísticas para o cuidado a longo prazo”, pondera o estudo, em tradução livre.

Doença de Chagas ainda atinge milhões

Atualmente, a estimativa é de que 7 milhões de pessoas tenham a doença de Chagas e de que outras 100 milhões residam em áreas de risco. Há de 30 a 40 mil novos casos por ano e menos de 10% dos infectados foram diagnosticados, normalmente aqueles que têm as versões mais agressivas do mal, presente em 21 países da América Latina e, de forma pontual, na América do Norte, Europa, Japão e Austrália.

Agência Brasil

STF decide que shopping centers são responsáveis por garantir espaço para amamentação de filhos de funcionárias de lojas

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O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que os shopping centers são responsáveis por garantir espaço apropriado para amamentação e acolhimento dos filhos das empregadas das lojas instaladas no local. O entendimento foi firmado na sessão desta quarta-feira (27), durante o julgamento de embargos de divergência no Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1562586. Os estabelecimentos terão até um ano para se adaptar à decisão.

O caso teve origem em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para obrigar a empresa responsável pelo Shopping Cidade Jardim, em Natal (RN), a construir e manter espaço destinado ao acolhimento de filhos de trabalhadoras durante o período de amamentação. O pedido foi rejeitado em primeira instância e pelo Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região, sob o entendimento de que a obrigação prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) caberia apenas aos lojistas, empregadores diretos das funcionárias. O Tribunal Superior do Trabalho (TST), porém, reformou a decisão e atribuiu a responsabilidade ao shopping center.

O caso chegou ao STF, e o relator, ministro Flávio Dino, em decisão monocrática, negou provimento ao recurso. Em seguida, sua decisão foi mantida pela Primeira Turma da Corte. Nos embargos, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, o estabelecimento apontava divergência entre decisões da Primeira e da Segunda Turma sobre o tema.

O julgamento, iniciado no ambiente virtual, foi levado ao Plenário por pedido de destaque do ministro Dino. Na sessão desta quarta, o Plenário, por unanimidade, negou provimento ao recurso da empresa potiguar e adotou a tese proposta pelo ministro Gilmar Mendes.

O Plenário considerou que a interpretação do parágrafo primeiro do artigo 389 da CLT deve observar os princípios constitucionais de proteção à maternidade, à infância e ao mercado de trabalho da mulher. O dispositivo determina que estabelecimentos com pelo menos 30 mulheres empregadas com mais de 16 anos de idade devem manter local apropriado para que possam deixar os filhos sob vigilância e assistência durante o período de amamentação. O entendimento também levou em conta que os shopping centers administram os espaços comuns e têm poder sobre a organização física dos empreendimentos.

A tese de julgamento fixada foi a seguinte: “Em decorrência das normas constitucionais que determinam a proteção do mercado de trabalho da mulher (art. 7º, inc. XX) e a proteção da maternidade e da infância (art. 227), a expressão ‘estabelecimento’ constante do § 1º do art. 389 da Consolidação das Leis do Trabalho deve ser interpretada de modo a abarcar o shopping center em relação às empregadas dos lojistas que integram o centro comercial”.

Bahia Notícias