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TJBA lança projeto ‘Direito de Saber’ para estudantes da rede pública

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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) instituiu, por meio do Decreto Judiciário nº 1.081, de 24 de julho de 2026, o Projeto “Direito de Saber – Aprender Direitos. Construir Futuros”. A medida, assinada pelo Presidente do TJBA, Desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, afirma que trata-se de um programa voltado a estudantes da rede pública de ensino e contará com a participação voluntária de magistrados, servidores e especialistas convidados, que atuarão em linguagem compatível com o público infantojuvenil para disseminar conhecimentos sobre direitos fundamentais, deveres cívicos, o funcionamento do Poder Judiciário e os mecanismos de acesso à justiça.

O projeto tem entre seus objetivos específicos a prevenção de conflitos e de violações de direitos no ambiente escolar, o estímulo à cultura democrática e o respeito aos direitos humanos, bem como a aproximação institucional entre o Judiciário baiano e a comunidade escolar.

A coordenação-geral do projeto foi atribuída à Secretaria de Estratégia e Projetos (SEP), órgão responsável por acompanhar a implementação, monitorar os resultados e propor aprimoramentos. Já a execução prática ficará a cargo da Assessoria de Ação Social, que terá a incumbência de promover o credenciamento dos voluntários, articular as atividades com as escolas, prestar apoio técnico e administrativo, e apresentar à Presidência um relatório anual com os resultados alcançados. O credenciamento de magistrados e servidores interessados em atuar como voluntários será feito por meio de edital próprio, que definirá os requisitos de participação, o procedimento de inscrição e os critérios de organização das atividades, sendo expressamente vedada qualquer geração de direitos remuneratórios ou indenizatórios em razão da adesão.

Bahia BA

O Cais da Palavra e a valorização da literatura local

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A segunda edição do Cais da Palavra, realizada durante a Juá Literária 2026, consolidou-se como um dos mais importantes espaços de valorização da produção literária do Vale do São Francisco. Muito mais do que uma programação dentro do festival, o projeto confirmou que a literatura produzida em Juazeiro e na região possui qualidade, diversidade e, sobretudo, público. O sucesso desta edição demonstrou que investir nos escritores locais é investir na memória, na identidade e no futuro cultural da cidade.

Sob a curadoria do sociólogo, historiador e escritor João Gilberto Guimarães, o Cais da Palavra reafirmou sua missão de fortalecer a cadeia produtiva do livro e aproximar autores e leitores, criando um ambiente de valorização da produção intelectual regional e oferecendo aos escritores locais o protagonismo que há muito reivindicavam.

Pela primeira vez, a Juá Literária reservou dois espaços exclusivos para a literatura regional. Na Praça dos Poetas, o Palco Cais da Palavra transformou-se em um dos principais pontos de encontro do festival. Durante os quatro dias de programação foram realizados 30 lançamentos de livros, além de três espetáculos teatrais e dois shows musicais, reforçando o diálogo entre literatura, música e artes cênicas.

O mais significativo, entretanto, foi a extraordinária resposta do público. Durante os quatro dias de programação, o Palco Cais da Palavra permaneceu lotado, reunindo leitores, estudantes, professores, artistas, pesquisadores e visitantes de diversas cidades. Cada lançamento tornou-se uma celebração da literatura regional, com sessões de autógrafos, conversas entre autores e leitores e intensa participação popular. A presença constante do público demonstrou que existe uma demanda real pela produção literária do Vale do São Francisco e que nossos escritores possuem leitores ávidos por conhecer suas obras.
Paralelamente, o Stand Cais da Palavra tornou-se uma verdadeira vitrine da produção editorial da região. Mais de 100 autores e autoras locais ocuparam o espaço para apresentar seus livros, dialogar com os leitores e fortalecer o mercado editorial independente. O resultado foi histórico: as vendas ultrapassaram R$ 10 mil, comprovando que a literatura também movimenta a economia quando recebe incentivo, organização e visibilidade.

Outro dado que merece destaque foi o impacto direto na economia da cultura. Entre escritores, artistas, músicos, atores, produtores, técnicos, mediadores e equipe de apoio, o Cais da Palavra remunerou 54 profissionais, demonstrando que investir em literatura também significa gerar emprego, renda e fortalecer a economia criativa do município.
Mais do que números, o Cais da Palavra promoveu encontros. Aproximou leitores de seus autores, revelou novos talentos, fortaleceu editoras independentes, incentivou a circulação de livros e criou um ambiente onde a palavra escrita voltou a ocupar o centro das atenções. Crianças, jovens, adultos e idosos tiveram contato com uma produção literária diversa, marcada pela poesia, pelo romance, pela pesquisa histórica, pela dramaturgia e pelas múltiplas vozes que constroem a identidade cultural do Vale do São Francisco.

Os resultados alcançados demonstram que o Cais da Palavra deixou de ser apenas uma programação da Juá Literária para transformar-se em uma referência na promoção da literatura do interior da Bahia. O público compareceu, os livros circularam, os autores venderam suas obras, novos leitores foram conquistados e dezenas de profissionais tiveram seu trabalho reconhecido e remunerado. O projeto provou que existe um público interessado em conhecer e consumir a produção literária local e reafirmou que a literatura é um importante instrumento de formação, cidadania e desenvolvimento cultural.

Ao final desta segunda edição permanece uma certeza: quando a literatura local recebe espaço, investimento e respeito, toda a cultura cresce. O Cais da Palavra já se consolida como um patrimônio da Juá Literária e como uma iniciativa estratégica para fortalecer os escritores do Vale do São Francisco, formar leitores e preservar a memória cultural da nossa região.

A Equipe Cais da Palavra registra seu agradecimento à sensibilidade da gestão municipal e da organização da Juá Literária, que compreenderam a importância de reservar um espaço de destaque para a produção literária local. Em especial, agradecemos ao prefeito Andrei Gonçalves, à secretária de Educação Maeve Melo, ao curador da Juá Literária, Maviael Melo, e ao professor Moésio Belfort, cujo compromisso foi decisivo para que o Cais da Palavra se consolidasse como um dos grandes destaques da Juá Literária 2026.

Que esta experiência inspire as próximas edições e fortaleça cada vez mais as políticas públicas voltadas ao livro, à leitura e à literatura. Afinal, uma cidade que valoriza seus escritores preserva sua memória, fortalece sua identidade e investe, de forma permanente, em seu próprio futuro.

Por Equipe Cais da Palavra

Festival Juá Literária encerra edição histórica e reafirma Juazeiro como a capital da literatura no interior do Nordeste

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A segunda edição do Juá Literária, chegou ao final na noite deste sábado (25), com um balanço positivo e os shows marcantes de Renato Braz, Jéssica Caitano e Osvaldo Montenegro, no palco principal do evento. Uma programação gratuita que atraiu milhares de pessoas à Orla Nova de Juazeiro-BA, depois de um dia inteiro de contações de histórias, lançamentos de livros, mesas, oficinas, teatro e apresentações musicais.

Entre as atrações da manhã e tarde, o público marcou presença na feira de livros, nos espaços Flijuá, Cais da Palavra, Tenda da Palavra, Carreta Literária, Busarte, Kombi de Zé Livrório, Praça dos Poetas e o Planetário. Nomes conhecidos da cena musical e literária nacional, a exemplo de Adriana Calcanhoto, Jocasta Rabelo, Lirinha e Bule Bule, se revezaram em atividades com representantes do cenário local das letras e músicas, como Moésio Belfort, João Gilberto Guimarães e Pok Ribeiro. Tudo na mesma sintonia com o tema do evento “Palavras que navegam pelo tempo”. E por falar em navegação, a coordenação do festival estendeu o serviço da barquinha até as 00h, trazendo e levando os visitantes que vinham e voltavam de Pernambuco e Bahia. A proposta Embarcações de Poesias completou o cenário, transformando o Rio São Francisco num palco para encontros literários e musicais.

Em animados grupos de alunos da rede pública municipal, as crianças eram vistas por toda parte; seja comprando livros, interagindo com os artistas e escritores ou brincando com a educação cósmica e desenhando os horizontes futuros da literatura de Juazeiro. Neste último dia da segunda edição do Juá Literária, também ficou uma sensação de que este evento será lembrado como o maior encontro de literatura, educação, cultura e economia criativa do interior do Nordeste e um dos principais do Brasil. Um sucesso histórico de incentivo à leitura e fortalecimento da identidade cultural de Juazeiro.

Segundo a secretária municipal de Educação, Maeve Melo, o balanço do evento é extremamente positivo. “Tivemos uma excelente resposta quanto ao público, atrações e temas debatidos. Alcançamos a marca das 100 mil pessoas durante todo o evento e contabilizamos a venda de livros na ordem de 6 milhões de reais. Somente na feira de livros tivemos a grata participação de 25 mil estudantes, alunos da rede pública municipal, na sua grande maioria”, ressaltou.

O prefeito Andrei Gonçalves também comemorou os resultados do festival e afirmou que o Juá Literária já integra o calendário cultural e educacional de Juazeiro. “Encerramos esta edição com a certeza de que fizemos história. O Juá Literária superou todas as expectativas, reuniu cerca de 100 mil pessoas, movimentou a economia, fortaleceu o turismo, valorizou os nossos escritores e aproximou milhares de crianças e jovens do universo da leitura. Estamos consolidando Juazeiro como uma cidade leitora, que investe na educação, na cultura e na formação de cidadãos. O sucesso desta edição nos motiva a trabalhar ainda mais para que, no próximo ano, o festival seja ainda maior e continue projetando o nome de Juazeiro para todo o Brasil”, destacou o prefeito.

O Festival Juá Literária é uma realização da Prefeitura Municipal de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação, dentro do Programa Juá Literária, com apoio da Editora IMEPH, Andelivros, Governo do Estado da Bahia e Fundação Pedro Calmon, e produção da Carranca Produções e Melodia Produções.

Ascom PMJ

Usuárias relatam retirada de horários da linha Circular, que atende o Residencial Juazeiro I e cobram retorno dos intinerários

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Usuárias da linha Circular, que atende o Residencial Juazeiro I, em Juazeiro, no norte da Bahia, entraram em contato com a redação do PNB para relatar transtornos após a interrupção inesperada nos ônibus operados pela empresa Atlântico Transportes. Segundo os passageiros, os ônibus que saíam às 6h30 e às 6h50 deixaram de circular, restando apenas o horário das 07h10.

“Estamos quase sendo demitidos por estarmos chegando atrasados ao trabalho, e a culpa não é nossa. A empresa tirou os ônibus das 06h30 e das 06h50, deixando apenas o de 07h10. Para vocês terem ideia, só chegamos à última parada antes do terminal depois das 08h20. Isso é um transtorno para nós, pais e mães de família que precisamos trabalhar e cumprir horário. Precisamos de ajuda”, relatou.

Outra usuária também questiona a ausência do ônibus das 06h50, que faz o trajeto pelo Alto do Cruzeiro.

“O ônibus das 06h50, que vem direto pelo Alto do Cruzeiro, em alguns dias simplesmente não aparece, causando transtorno para todos que entram no trabalho às 8h, principalmente quem trabalha em Petrolina. Depois dele, só tem outro às 07h10, que passa pelo Tabuleiro e chega ao Centro quase às 08h30. Queremos saber o que aconteceu e quando essa linha vai voltar ao horário normal”, cobrou.

As usuárias pedem esclarecimentos sobre a alteração na operação da linha e a retomada dos horários.

“É um absurdo a empresa fazer o que quer sem se importar com os usuários. Precisamos que esses ônibus voltem a circular nesses horários. Não podemos ser prejudicados dessa forma. Queremos saber o motivo dessa mudança e por que ela não foi comunicada aos usuários”, disse a passageira.

Encaminhamos o caso à Atlântico Transportes e à Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte de Juazeiro, responsável pela fiscalização do transporte público no município, e aguardamos um posicionamento.

Redação PNB

Famílias ocupam casas em construção do Residencial Nova Vida III, em Petrolina, e cobram acesso à moradia

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Famílias ocupam, na manhã desta segunda-feira (27), imóveis do Residencial Nova Vida III, localizado no bairro João de Deus, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. As casas fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida e ainda estão em fase de construção.

De acordo com informações, a ocupação teve início na madrugada da última sexta-feira (24) e ganhou força ao longo do fim de semana, com a chegada de mais pessoas ao local.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram diversas famílias entrando na área da obra e ocupando os imóveis ainda inacabados.

Os manifestantes afirmam que decidiram ocupar o residencial como forma de protesto diante das dificuldades enfrentadas para conseguir uma moradia por meio do programa habitacional Novo Lar, sistema utilizado pela Prefeitura de Petrolina para realizar o cadastramento e a seleção de candidatos às unidades habitacionais vinculadas ao programa federal Minha Casa, Minha Vida. Segundo as informações, os manifestantes buscam chamar a atenção do poder público para a situação de famílias que aguardam acesso à habitação.

Entramos em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Sustentabilidade de Petrolina (SEDURBHS), responsável pelas políticas habitacionais e desenvolvimento urbano do município, em busca de um posicionamento e aguardamos uma resposta.

Redação PNB

Máquina da Travessia Urbana danifica rede de água e interrompe abastecimento em bairros de Juazeiro; confira locais afetados

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O abastecimento de água foi interrompido em diversos bairros de Juazeiro, no norte da Bahia, na manhã desta segunda-feira (27), após uma rede de distribuição ser danificada por uma máquina que presta serviço à empresa responsável pela obra da Travessia Urbana.

De acordo com o Serviço de Água e Saneamento Ambiental, o rompimento ocorreu nas proximidades da Coelba e afetou o fornecimento de água nos bairros Santo Antônio, Maringá, Jardim Vitória, parte do Piranga, Country Club e Alto da Maravilha.

Ainda segundo o SAAE, equipes de manutenção foram encaminhadas ao local e já trabalham para realizar os reparos necessários. A previsão é que o abastecimento seja retomado de forma gradual, o mais rápido possível, informou a autarquia.

Redação PNB

Homem é esfaqueado no bairro João Paulo II, em Juazeiro; vítima buscou ajuda em posto de combustíveis

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Um homem ferido por golpes de faca na noite deste domingo (26), no bairro João Paulo II, em Juazeiro, no norte da Bahia, foi até um posto de combustíveis em busca de socorro. Segundo informações preliminares, ao chegar ao local, ela caiu e recebeu auxílio de pessoas que estavam nas proximidades.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e as forças de segurança foram acionados para atender a ocorrência. Ainda não há informações oficiais sobre o estado de saúde da vítima.

A identidade do homem também não foi divulgada. Até o momento, não há informações sobre as circunstâncias e autoria do ataque.

O Portal Preto no Branco segue em busca de mais informações sobre o caso.

Redação PNB

Governo Lula lança programa para financiar motos de entregadores e mototaxistas

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Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

O Governo Federal lançou nesta segunda-feira (27) o programa Move Brasil Entregadores e Motoapp, uma iniciativa que oferece condições facilitadas de financiamento para a compra de motocicletas e bicicletas, elétricas ou não, destinadas a entregadores por aplicativo, mototaxistas e motofretista.

Com taxas de juros inferiores à metade das normalmente praticadas no mercado, a linha de crédito será operada pela Caixa Econômica Federal, com juros subsidiados pelo governo por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

Podem solicitar o financiamento profissionais que tenham pelo menos seis meses de cadastro em uma plataforma de transporte ou entregas e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas.

Também podem participar motofretistas, mototaxistas e ciclistas contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), desde que tenham, no mínimo, seis meses de carteira assinada na mesma empresa.

Requisitos

Para participar do programa, é necessário possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria “A”, no caso do financiamento de motocicletas.

Ao realizar o cadastro utilizando a conta gov.br, o profissional autoriza a verificação das informações necessárias para comprovar se atende aos critérios estabelecidos pelo programa.

Após o cadastro, o resultado da análise dos requisitos será informado em até cinco dias úteis. No entanto, a aprovação para participar do programa não garante a contratação do financiamento, que continuará sujeita à análise de crédito da instituição financeira.

Cada beneficiário poderá financiar apenas uma motocicleta ou uma bicicleta por meio do programa.

Redação PNB

Projua na Educação: Entre história, memória e canções, Tenda das Palavras transforma conhecimento em encontro no Festival Juá Literária

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A Tenda das Palavras foi palco, nesta quinta-feira (23), de importantes encontros que promoveram reflexões sobre temas fundamentais para a sociedade por meio da literatura, da comunicação e da arte. Da memória política à potência da música produzida por mulheres, a programação reuniu estudantes, escritores, jornalistas, artistas e o público em geral para conversas marcadas pela troca de experiências e pelo fortalecimento da cultura.

Durante a manhã, a mesa Política e Literatura discutiu a relação entre política, jornalismo, literatura e memória. Mediado pelo professor de Jornalismo da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Emanuel Andrade, o encontro reuniu os jornalistas e escritores Bob Fernandes e Emiliano José, professor, escritor e membro da Academia de Letras da Bahia.

Ao longo da conversa, os convidados destacaram a importância da preservação da memória histórica para a compreensão do presente e para a construção de uma sociedade mais democrática. A reflexão partiu da provocação de que “o hoje não pode matar o ontem”, reforçando que passado e presente caminham juntos e que revisitar a história é um exercício essencial para compreender os desafios contemporâneos.

Também foram abordados temas como o cenário político atual, as transformações sociais vivenciadas pelo país e questões contemporâneas analisadas sob a perspectiva da história e do jornalismo. Os participantes refletiram sobre como compreender o passado é essencial para interpretar os acontecimentos do presente, destacando o papel da informação, da memória e da produção literária na formação de uma sociedade mais crítica, consciente e democrática.

Ao defender o papel social do jornalismo na preservação da memória e na interpretação da realidade, o jornalista e escritor Emiliano José afirmou: “Não é possível, nem recomendável separar o passado do presente, e é indispensável ao jornalismo, sobretudo, o conhecimento do passado para você mergulhar no presente e descortinar o futuro, se não você não será jornalista, apenas um repetidor, um ventríloquo”, afirmou.

À tarde, a programação ganhou novos acordes com a mesa Mulheres das Palavras em Canções, reunindo as cantoras Juliana Linhares, Josyara e Flaira Ferro. Em uma conversa permeada por música, sensibilidade e identidade, as artistas compartilharam experiências sobre o processo criativo, a construção de suas carreiras e o diálogo entre arte e pertencimento.

Durante o encontro, elas responderam a perguntas do público sobre a influência dos algoritmos na música, os desafios da produção artística contemporânea e a forma como suas composições traduzem vivências pessoais e coletivas. Também refletiram sobre o vínculo construído entre palco e plateia e a capacidade transformadora da arte.

A psicóloga Bárbara Cazé, de Petrolina, compartilhou um relato pessoal sobre sua relação com a música. “Eu tinha uma professora na graduação que ela falava, “todo ser humano tem uma via de acesso” e eu entendi que a minha via de acesso é a música e por isso que essa era uma mesa que eu queria vir porque as músicas de vocês me acessaram e me acessam sempre. A música tem esse lugar de identificação, de amor, de desamor, de desgosto, de alegria. A literatura para mim é a música, a palavra cantada chega pra mim mais do que a palavra escrita”, explicou.

Ao refletirem sobre os desafios impostos pelas plataformas digitais e pelos algoritmos, as artistas destacaram a importância da coletividade e da arte como formas de resistência. Como ressaltaram durante a conversa: “Aprender a andar junto é uma forma de desvio desses algoritmos”.

A conversa evidenciou o poder da arte como instrumento de transformação, acolhimento e identificação. Como foi ressaltado ao longo do encontro, todos, em algum momento da vida, já foram salvos por uma música, uma poesia ou um artista, reforçando que esses encontros constroem novas formas de conexão entre as pessoas.

Ao reunir pensamento crítico, literatura, comunicação e música em um mesmo espaço, a Tenda das Palavras se destacou como um ambiente rico e pulsante no Festival Juá Literária, promovendo diálogos que valorizam a memória, fortalecem a identidade cultural e aproximam diferentes gerações por meio da palavra e da arte.

Ascom PMJ