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Sessenta e seis bets têm funcionamento liberado; confira lista

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A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda divulgou lista de 66 empresas que estão liberadas a partir desta quarta-feira (1º de janeiro) a explorar o mercado nacional de apostas eletrônicas de quota fixa, as chamadas de bets.

A autorização para as empresas operarem bets no Brasil depende do pagamento de outorga de R$ 30 milhões. Cada portaria de liberação permite o uso de até três marcas por empresa. No total, mais de R$ 2 bilhões foram pagos pelas empresas para obterem as outorgas. O número de empresas autorizadas corresponde a 58% dos pedidos iniciais (113).

De acordo com a lista de empresas da SPA, o mercado regulado de bets terá inicialmente 139 marcas. Todas deverão operar exclusivamente no domínio “.bet.br”. As empresas detentoras das marcas terão de cumprir normas de segurança financeira e práticas de jogo responsável, e respeito à legislação contra a lavagem de dinheiro.

As portarias que concedem autorização foram publicadas na edição de 31 de dezembro do Diário Oficial da União. Catorze empresas receberam de liberações definitivas e 52 empresas tiveram autorizações provisórias pois ainda estão pendentes na apresentação de informações ou documentos como a certificação do sistema de apostas.

Segundo a SPA, empresas em atividade que não tiverem autorização oficial não poderão fazer transações financeiras e serão bloqueadas na internet. “As instituições financeiras e de pagamento passam a ser vedadas de realizar transações, que tenham por finalidade a realização de apostas de quota fixa com pessoas jurídicas que não tenham recebido a autorização. Aquelas empresas não autorizadas, mas que continuam com domínios ativos que ofertam serviço de aposta de quota fixa são consideradas ilegais e serão bloqueadas”, detalha nota da secretaria.

Divulgação da SPA também afirma que a regulamentação “possibilitará corrigir problemas estruturais do setor e mitigar riscos associados à prática de apostas, como o jogo problemático e o superendividamento.” Conforme a nota, para evitar esses problemas haverá “controle rigoroso dos fluxos financeiros.”

Além disso, estão proibidos a concessão de crédito pelas bets aos usuários para apostas e de bônus de entrada, e deverá haver identificação dos apostadores por CPF, com reconhecimento facial.

Em entrevista concedida à Agência Brasil após as empresas entrarem com pedidos para terem autorização para explorarem as bets, o secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Regis Anderson Dudena, o enquadramento das bets só foi possível porque, depois de cinco anos de vácuo, durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, o Brasil passou a ter uma lei que regulamenta o setor (Lei nº 14.790), sancionada em dezembro de 2023.

 

Bahia BA

CIN: governo prevê emitir 150 milhões do novo RG até 2026

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A ministra da Gestão, Esther Dweck, afirmou que o governo pretende impulsionar a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), que unifica os RGs com um número único de CPF. Segundo a titular da pasta, 150 milhões de carteiras devem ser emitidas até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2026.

Para chegar ao número previsto, a pasta realiza uma força-tarefa diretamente com os estados, responsáveis pelas emissões, e contou no último ano com um aporte significativo do Ministério da Justiça, que vinculou 15% dos recursos de repasse do Fundo Nacional de Segurança Pública à implementação da carteira.

O documento passa a ser obrigatório a partir de fevereiro de 2032, e pessoas com 60 anos ou mais terão a opção de não mudar o documento. Ela vai substituir definitivamente o antigo RG (Registro Geral) e tem mudanças entre as duas versões, como a troca da digital do polegar por um QR Code.

 

A Tarde

Novo salário mínimo e regras para bets: saiba o que passa a valer em 2025

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A partir desta quarta-feira (1º), várias mudanças em leis brasileiras passam a valer. Entre as principais, estão o novo valor do salário mínimo, a regulamentação do mercado de bets e novas regras para o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Confira abaixo o que passa a valer a partir de hoje:

Salário mínimo

Nesta quarta-feira passa a valer o novo valor do salário mínimo, que será de R$ 1.518.

O novo valor começa a valer neste dia 1º, impactando os salários recebidos pelos trabalhadores a partir de fevereiro. O reajuste de 7,5% considera a inflação de 2024 e o crescimento da economia brasileira, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB).

O valor ficou R$ 10 abaixo do previsto anteriormente na regra de valorização real do salário mínimo, criada no início do governo Lula 3, que considerava a inflação de 12 meses medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e a variação do PIB de dois anos antes.

Com INPC a 4,84% e PIB de 2023 a 3,2%, o salário mínimo seria de R$ 1.528 em 2025.

O pacote fiscal do Ministério da Fazenda mudou a proposta e limitou o avanço ao arcabouço fiscal, com variação máxima de 2,5%.

Regulamentação das bets

O mercado regulado de apostas de quota fixa, as chamadas bets, passa a vigorar a partir desta quarta-feira (1º).

Com isso, as marcas devem cumprir uma série de regras, dentre as quais se identificar pelo do domínio “.bet.br”.

A modalidade já era legalizada no país desde 2018, mas carecia de regulamentação. Ao longo dos dois primeiros anos de mandato, o governo Lula avançou com as regras, que foram sancionadas em 2023 e ganharam uma Secretaria própria no começo de 2024 para tocar a regulação.

Ao atender a regulação, as bets só poderão realizar suas transações por meios de pagamento autorizados pelo Banco Central (BC). A lei também prevê que, após o pedido, o valor sacado pelo jogador deve ser depositado em duas horas, no máximo.

Para garantir a segurança financeira dos apostadores, o uso de cartão de crédito para apostas passa a ser totalmente proibido. Confira todas as mudanças.

Fim do DPVAT

O DPVAT não será cobrado em 2025.

Nesta terça-feira (31), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que institui o fim do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT), antigo DPVAT.

O DPVAT foi extinto pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas foi reformulado e retomado neste ano pela gestão de Lula.

A retomada do seguro desagradou a oposição que, após um acordo com o governo, conseguiu apoio para que a revogação do DPVAT fosse incluída como um “jabuti” – matéria estranha ao assunto original da proposta – em um dos pacotes de cortes de gastos do governo que foi sancionado nesta terça.

Despesas médicas

Os contribuintes que desejarem deduzir suas despesas médicas do Imposto de Renda (IR) deverão emitir obrigatoriamente o recibo de forma online a partir de 1° de janeiro de 2025, por meio do Receita Saúde.

A ferramenta está disponível desde abril do ano passado, mas seu uso era facultativo. Com a nova regra, os pacientes e os profissionais não precisarão mais guardar os recibos de papel, já que os comprovantes poderão ser consultados no aplicativo.

Podem ser incluídos no Receita Saúde as despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, profissionais autorizados a usarem o Receita Saúde para emitir recibos.

O comprovante deve ser emitido no ato de pagamento da prestação do serviço de saúde.

Novo presidente do BC

Nesta quarta-feira (1º), o economista Gabriel Galípolo assume a presidência do Banco Central (BC). O termo de posse foi assinado na segunda-feira (30).

Galípolo já estava atuando como presidente interino da autoridade monetária, tendo em vista que o então chefe da instituição, Roberto Campos Neto, estava em “recesso compensado”.

Formado em Ciências Econômicas e mestre em Economia Política pela Pontífica Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Gabriel Muricca Galípolo será o mais jovem presidente do BC neste século, aos 42 anos.

Antes da indicação à diretoria do BC, Galípolo integrou o Ministério da Fazenda de Fernando Haddad como secretário-executivo, o número 2 da pasta. Sua proximidade com o Executivo foi alvo de questionamentos por parte do mercado financeiro.

Regras para BPC

Estão em vigor também, a partir desta quarta-feira, as novas regras para o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O benefício é pago, no valor de um salário mínimo por mês, a pessoas com deficiência e idosos com 65 anos ou mais que não têm condições de se sustentar ou serem sustentados pela família.

De acordo com a lei sancionada pelo presidente Lula, o BPC estará condicionado ao cadastramento biométrico e à atualização cadastral a cada dois anos.

Segundo o texto, o cálculo da renda familiar para a concessão do benefício “considerará a soma dos rendimentos auferidos mensalmente pelos membros da família que vivam sob o mesmo teto”.

Desse modo, a renda de cônjuge e “companheiro não coabitante” não entra no cálculo de renda familiar familiar para ter acesso ao benefício.

Além disso, o benefício recebido por uma pessoa da família não entra no cálculo. Dessa maneira, pode haver dois BPCs pagos na mesma residência se houver dois idosos, ou mais alguém com deficiência.

Contribuição do MEI

O Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI) é uma das contribuiçõesque terá um novo valor em paralelo ao reajuste do salário mínimo. Para 2025, o presidente Lula, aprovou o aumento do piso para R$ 1.518.

Desse modo, o valor do recolhimento mensal dos Microempreendedores Individuais (MEI) ficará na faixa de R$ 75,90 a R$ 81,90 em 2025, segundo o Sebrae. Ao longo de 2024, o valor do DAS-MEI ficou entre R$ 71,60 e R$ 76,60.

No DAS está incluso o valor da contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que representa 5% do salário mínimo para MEI, mais R$ 1 para quem exerce atividades sujeitas ao pagamento de ICMS e R$ 5 para quem exerce atividades sujeitas ao ISSQN.

O tamanho da cobrança varia para cada atividade exercida.

Taxação para multinacionais

Passa a valer hoje a taxação em pelo menos 15% o lucro de empresas multinacionais instaladas no Brasil.

A cobrança ocorrerá por meio de um adicional na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) que garantirá a tributação mínima efetiva de 15%, dentro do acordo global para evitar a erosão tributária estabelecido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Social (OCDE).

Pelo texto chancelado, o adicional irá incidir, se for constatada sua necessidade após cálculos específicos, sobre o lucro de empresas no Brasil de multinacionais cuja receita anual consolidada seja superior a 750 milhões de euros — cerca de R$ 4,78 bilhões — em pelo menos dois dos quatro anos fiscais consecutivos anteriores à apuração.

O Ministério da Fazenda estima que aproximadamente 290 multinacionais atuantes no Brasil sejam afetadas pela nova regra.

CNN Brasil

Hobbies podem aliviar o estresse e melhorar a qualidade de vida em 2025

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O trabalho muitas vezes acaba sugando as nossas energias. E mesmo cercados por facilidades como a possibilidade de trabalhar ou pedir um delivery do celular, coisas que supostamente nos trariam mais tempo livre, não temos tempo pra nada. Algumas pessoas, no entanto, começaram a reorganizar o dia a dia e mudar essa perspectiva. Para isso usam os hobbies, que ajudam a desestressar e aproveitar melhor a rotina, dizem.

Um hobby é uma atividade sem pressão por performance ou planejamento, algo que promove regeneração. “É algo que a pessoa faz porque gosta, não por obrigação, nem por ser produtivo. É pelo prazer e satisfação pessoal”, explica Rodrigo Huguet, psiquiatra da Rede Mater Dei de Saúde.

“Uma vida focada apenas em trabalho leva ao estresse e ansiedade.”

Marco Aurélio Maywald, 27, encontrou esse propósito na fotografia. O fascínio surgiu ao visitar uma exposição de fotos em preto e branco no Sesc anos atrás. Embora interessado, ele não tinha condições de comprar uma câmera digital e ficou anos apenas desejando.

Há cerca de cinco meses, encontrou uma câmera analógica acessível em uma feira de antiguidades e começou a fotografar. O processo inclui buscar filme, tirar fotos, esperar o filme acabar, revelar e aguardar dias pelo resultado, sem a certeza de como as fotos ficaram -o que exige atenção e paciência.

Fotografar contrasta com sua rotina como advogado, em que lida com investigações de corrupção e programas de integridade, marcados pela urgência e pelo uso intensivo de telas. “No meu trabalho, tudo é urgente, tudo é pra ontem. Fotografar me permite pausar a realidade naquele instante.”

A fotografia despertou em Marco Aurélio o interesse por outras formas de expressão, como pintura e teatro. “Descobri um lado artístico em mim que eu não conhecia.”

Engana-se quem pensa que um hobby precisa ser útil. O importante é reservar um tempo para si, sem a obrigação constante de produzir algo. Dá até pra ser medíocre.

A psicóloga Débora Genezini, coordenadora dos ambulatórios da Oncologia D’Or em São Paulo, diz que as atividades feitas por prazer contrastam com valores atuais, em que uma rotina cheia de afazeres virou sinônimo de competência e sucesso. “Todo excesso, seja para mais ou para menos, é insalubre.”

Essa percepção pode causar ansiedade, insônia e desequilíbrio. Áurea Amaral, 50, sentiu isso na rotina atribulada do mercado corporativo, onde lidava com pressão por vendas e metas. “É mentalmente exaustivo.”

Dois anos atrás, ela teve uma experiência positiva ao fazer uma leitura de tarot e resolveu comprar um baralho para aprender. Hoje, lê as cartas para si mesmo e pessoas próximas. “Para mulher é sempre mais pesado, porque não é só o trabalho, é toda a carga que a gente carrega. A gente precisa usar uma válvula de escape”, diz.

Estudos mostram que ter algum hobby é uma forma de equilibrar a saúde mental diante de uma intensa vida profissional. Um artigo publicado no Internacional Journal of Environmental Research and Public Health mostrou que pessoas que trabalham longas horas semanais e têm hobbies tem mais benefícios na saúde mental em relação aquelas que não têm.

Pesquisa publicada na Nature Medicine, que compilou os resultados de cinco estudos que acompanharam cerca de 93 mil pessoas com 65 anos ou mais, mostrou que pessoas daquela faixa etária com hobbies tinham menos sintomas de depressão e maior satisfação com a vida.

José Carlos Guerra, 37, vê na dança uma fonte de energia. Já tinha gosto pela prática e, em agosto, começou aulas de jazzfunk. Ele considera a prática uma maneira de sair da zona de conforto e aprender algo novo. “Eu me reenergizo.”

Trabalhando com dados em uma empresa de sistemas de ensino, percebeu que se concentrar apenas no trabalho torna sua qualidade de vida vulnerável. “Quando o trabalho vai bem, você é o super-homem. Quando o trabalho não vai muito bem, você acaba sendo muito derrubado”, diz.

Andreza Faria, 29, encontra leveza ao colorir livros após plantões hospitalares. Embora sempre tenha gostado de ter hobbies, eles eram voltados para telas, como videogames. “Mas o hobby fora da tela era uma coisa que tava me faltando”, conta.

Em 2023, começou a colorir com lápis e, em agosto desse ano, influenciada pelo TikTok, passou a usar marcadores. “Em geral, eu chego muito cansada. Praticamente todo dia trabalho 12 horas. Então é o momento de relaxar a cabeça, esquecer tudo o que você passa no dia.” Ela passou a gravar vídeos colorindo e começou a monetizar com as visualizações que recebe.

Esse tipo de atividade também reconecta as pessoas com a criança interior, diz a psicóloga Genezini. “A vida acelerada e tecnológica nos afasta da nossa essência primária da criança. Reconectar-se com ela é saudável, libertador e necessário.”

COMO ENCONTRAR UM HOBBY

1. Não precisa ter habilidade prévia – Busque algo que tire um sorriso do rosto e traga bem-estar. Pode ser um exercício físico, cozinhar, dançar, teatro, circo, pintura ou leitura.

2. Experimente algo fora da sua zona de conforto – Por exemplo, alguém que teve uma experiência ruim ao cozinhar pode tentar novamente, com leveza, seguindo receitas simples ou fazendo um curso. “É gostoso aprender algo novo sem o estresse e julgamento por errar”, diz Huguet.

3. Considere aspectos financeiros e de tempo – Encontre algo que caiba no bolso em termos financeiros e que se encaixe na rotina diária. Se gosta de colorir, não precisa começar com as canetas mais caras do mercado.

Brasil assume presidência do Brics em meio à expansão do bloco

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O Brasil assume pela quarta vez, a partir desta quarta-feira, 1º, a presidência rotativa do Brics em meio a expansão do bloco que, em 2025, vai contar com ao menos nove novos membros. Reforma da governança global e desenvolvimento sustentável com inclusão social são algumas das agendas que o Brasil buscará promover.

Com o lema Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável, o governo brasileiro tem, entre os desafios, o de articular a participação dos novos membros e dar continuidade à construção do sistema de pagamento com moedas locais no comércio entre os países, substituindo o dólar.

Neste início de 2025, ao menos nove países ingressam no grupo como membros. Cuba, Bolívia, Indonésia, Bielorrússia, Cazaquistão, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão foram confirmados pela Rússia como novos membros, informou a agência estatal russa Tass. A Rússia ocupou a presidência do Brics em 2024.

O professor de direito internacional Paulo Borba Casella, do Grupo de Estudos sobre o Brics (Gebrics) da Universidade de São Paulo (USP), ressaltou à Agência Brasil que um dos desafios para a presidência do bloco é o de criar uma dinâmica para o Brics expandido.

“Há mais de uma centena de grupos de trabalho em áreas das mais diversas. Será preciso ver como o Brasil consegue ajudar a fazer funcionar o Brics na sua nova configuração, com dez estados e com mais uma dúzia de estados associados. Que maneira isso vai operar? Ainda ninguém viu e ninguém sabe”, ponderou.

Ao todo, treze países foram convidados para participar do Brics. Espera-se ainda que Nigéria, Turquia, Argélia e Indonésia confirmem a participação. A inclusão de novos membros foi definida em outubro de 2024, na 16ª cúpula do Brics, em Kazan, na Rússia, quando foi criada a nova categoria de parceiros do bloco.

A assessoria do Itamaraty, por sua vez, não confirmou em qual categoria os nove países devem ingressar no grupo – se como parceiros ou como membros efetivos. Diferentemente dos membros efetivos, os parceiros podem participar das reuniões e dos encontros, mas não têm poder de voto ou veto, uma vez que as decisões do Brics são tomadas por consenso.

Em 2024, o bloco já havia recebido cinco novos membros efetivos, chegando a dez países. Até então formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o Brics incluiu no ano passado Irã, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia e Arábia Saudita. A Arábia Saudita, apesar de não ter assinado a adesão ao grupo, tem participado de todos os encontros.

Importância Brics

A coordenadora do grupo de pesquisa sobre Brics da PUC do Rio de Janeiro, professora Maria Elena Rodríguez, lembrou que da última vez que o Brasil foi presidente do bloco, o governo não deu muita importância ao Brics, o que deve mudar neste ano.

“A cúpula anterior sob a presidência brasileira foi no governo Bolsonaro e foi totalmente acanhada e sem importância. Agora, o Brics está muito mais consolidado. O Brasil tem que estar muito preparado e apresentar avanços concretos, como na questão das negociações em moedas locais. É preciso ter uma agenda que ajude a elevar um pouco o Brasil e o continente latino-americano dentro do Brics”, destacou.

Trump e Brics

A iniciativa de substituir o dólar por moedas locais levou o presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, a ameaçar as nações que abandonarem a moeda estadunidense por meio de aumento da taxação dos produtos desses países.

Para o professor da USP, Paulo Borba Casella, Trump não tem condições de impor tarifas a todos os países do Brics sem prejudicar a economia dos EUA. “Ele joga para o eleitorado interno para tentar mostrar uma posição, mas é uma bobagem porque o sistema internacional não funciona só com ameaças”, comentou.

Devido ao comportamento de Trump, Casella avalia que fóruns como o Brics ganham importância. “Pode ser a vocação dos Brics se contrapor a um discurso bastante mesquinho e grosseiro do ponto de vista de relações internacionais, como o estilo Trump”, acrescentou.

O Brics tem sido usado como plataforma alternativa de diálogo e integração de países insatisfeitos com a ordem internacional liderada pelos EUA e dominada pelo dólar. Com dez membros plenos, o Brics representa mais de 40% da população global e 37% do PIB mundial por poder de compra, superando o peso econômico do G7, que une os países mais industrializados do mundo.

Entre as principais demandas do grupo, está a defesa de uma reforma na governança global, com ampliação da representação dos países da Ásia, África e América Latina em órgãos como o Conselho de Segurança da ONU, a Organização Mundial do Comércio (CMO) e instituições financeiras como Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

 

A Tarde

Datafolha: 71% dos brasileiros apoiam expansão de programas sociais

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Pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira (30) indica que sete em cada dez brasileiros aprovam a expansão de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

Por outro lado, um a cada dez brasileiros acha que essa classe de benefícios deveria ser reduzida.

Veja o resultado:

Programas como o Bolsa Família deveriam ser ampliados, diminuídos ou extintos?

  • Ampliados: 71% dos entrevistados
  • Diminuídos: 16% dos entrevistados
  • Extinto: 10% dos entrevistados
  • Não opinaram: 3% dos entrevistados

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em idade superior a 16 anos residentes de 113 municípios de todas as regiões do país. As entrevistas foram feitas entre 12 e 13 de dezembro. O resultado possui uma margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e tem nível de confiança de 95%.

O Bolsa Família, principal programa de transferência do governo, atende 20,7 milhões de famílias em 5.570 cidades. O número total de pessoas contempladas pelo benefício é de 54,3 milhões.

O valor mínimo pago é de R$ 600, com adicionais de R$ 150 a cada criança até seis anos e R$ 50 para gestantes, crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos.

O Datafolha também perguntou aos entrevistados se recebem o Bolsa Família e, adicionalmente, se consideram que a renda familiar é suficiente para suprir o custo de vida.

Você ou alguém da sua casa recebe o Bolsa Família?

  • Não: 78% dos entrevistados
  • Sim: 22% dos entrevistados

Sua renda familiar é:

  • Não é suficiente, às vezes falta: 42% dos entrevistados
  • É muito pouco, traz muitas dificuldades: 25% dos entrevistados
  • É exatamente o que precisa para viver: 28% dos entrevistados
  • É mais do que suficiente: 4% dos entrevistados

 

G1

Câmara dos Deputados deixa para 2025 projeto que proíbe fogos com estampido

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A Câmara dos Deputados deixou para 2025 um projeto que pode proibir, em todo o Brasil, a fabricação e a comercialização de fogos de artifício com estampido, de autoria do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP). A informação é da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

De acordo com a publicação, o projeto foi aprovado de forma terminativa na Comissão de Constituição e Justiça do Senado em outubro e é um pedido antigo de defensores dos direitos dos autistas, dos idosos e dos animais.

Entretanto, desde que chegou à Câmara, em 27 de novembro, não houve movimentação no texto. Assim, caberá ao novo presidente da Câmara, cujo favorito ao cargo é Hugo Motta (Republicanos-PB), colocar o projeto em pauta.

Segundo lideranças da Casa, o projeto deve ser distribuído para as comissões e tramitar sem urgência. Para valer para o Réveillon de 2025 para 2026, o texto terá de ser aprovado até junho. O projeto dá seis meses para que as empresas de fogos de artifício se adaptem às novas regras.

“Nesse sentido, o Projeto de Lei ora proposto, visando a evitar a continuidade de tamanho mal infligido à saúde de crianças, idosos, pessoas portadoras de deficiência e animais, proíbe condutas relacionadas à fabricação e à utilização de tais objetos”, justifica Randolfe em seu projeto.

 

 

Bahia BA

Economia: ano fecha com alta do PIB, emprego recorde e juros altos

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O ano de 2024 se aproxima do fim com resultados que mostram indicadores positivos no campo econômico, mas ao mesmo tempo, números que trazem certo grau de preocupação para a economia brasileira. Nesta segunda-feira (30), último dia útil do ano para bancos e bolsa de valores, a Agência Brasil fez um compilado de alguns dados que já foram divulgados.

Alguns indicadores, como o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país), são referentes ao terceiro trimestre de 2024. Outros, como os relativos ao emprego, alcançam período mais recente, como novembro.

Emprego

A taxa de desocupação, mais conhecida como desemprego, fechou o trimestre encerrado em novembro em 6,1%. Esse é o menor índice da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Isso representa 6,8 milhões de pessoas em busca de emprego no país. Já o número de pessoas ocupadas atingiu o recorde de 103,9 milhões.

No mesmo trimestre de 2023, a taxa de desocupação era de 7,5%. Em dezembro de 2023 o índice fechou em 7,8%.

Esse comportamento do mercado de trabalho possibilitou também que o número de pessoas com carteira assinada atingisse o ponto mais alto da série, 39,1 milhões entre agosto e novembro de 2024.

Ainda de acordo com o IBGE, a taxa de informalidade foi 38,7% da população ocupada – ou 40,3 milhões de trabalhadores informais. No mesmo período do ano passado, a marca era de 39,2 % (ou 39,4 milhões). Informais são empregados sem carteira assinada ou pessoas que trabalham por conta própria, mas que não são cobertos pela previdência social.

A pesquisa traz ainda dados sobre a renda do trabalhador. Em novembro, o rendimento médio ficou em R$ 3.285, crescimento de 3,4% ante o mesmo período de 2023. A massa de rendimento – somatório do que é recebido pelo conjunto de trabalhadores – foi recorde, R$ 332,7 bilhões, com alta de 7,2% em um ano.

Outro dado muito acompanhado por economistas para avaliar o mercado de trabalho é o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e que leva em consideração apenas o emprego formal, ou seja, com carteira assinada.

De janeiro a novembro, o Brasil apresentava um saldo positivo de 2,2 milhões de empregos formais. No mesmo período de 2023, o saldo era de 1,9 milhão.

PIB

O conjunto de indicadores econômicos direcionam o comportamento da economia brasileira, que é medida pelo PIB, calculado pelo IBGE.

O dado mais recente é o do terceiro trimestre: a economia cresceu 0,9% na passagem do segundo para o terceiro trimestre, empurrada pela indústria e pelo setor de serviços, na 13ª expansão consecutiva. A agropecuária foi o único setor que registrou queda.

Em relação ao terceiro trimestre de 2023, o PIB apresentou alta de 4%. No acumulado de quatro trimestres, o crescimento da economia do país soma 3,1%.

O desempenho brasileiro foi destaque entre o G20 (grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo mais as uniões Europeia e Africana), mas trouxe preocupações em relação aos níveis de investimento.

O resultado do PIB fechado de 2024 será conhecido em março de 2025.

Inflação

Outro indicador econômico que afeta diretamente o bolso do brasileiro é a inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), chamado também de inflação oficial, acumula nos 12 meses até novembro 4,87%, ficando acima da meta do governo, 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos.

É também o maior acumulado desde setembro de 2023. De janeiro a novembro, o IPCA sobe 4,29%.

O IPCA-15, que é uma prévia do índice oficial, fechou 2024 em 4,71%.

O IBGE divulgou também que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) somou até novembro 4,84%. O INPC apura a variação do custo de vida para as famílias com renda de até cinco salários mínimos. Já o IPCA, até 40 salários mínimos.

O INPC de 12 meses acumulado até novembro serve como indexador para calcular o valor do salário mínimo, o que deve levar o valor para R$ 1.518.

Outro índice de inflação bastante acompanhado por economistas e inquilinos é o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). Apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador é comumente chamado de “inflação do aluguel”, pois costuma corrigir anualmente os contratos de moradia.

O IGP-M encerrou 2024 em 6,54%, cenário bem diferente de 2023, quando houve deflação, ou seja, ficou negativo em 3,18%.

Juros

O Brasil adota o regime de meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), composto pelos ministros da Fazenda, do Planejamento e presidente do Banco Central (BC). A perseguição da meta é conduzida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

A alta do IPCA em 2024 e a perspectiva para os anos seguintes fizeram com que o Copom subisse a taxa básica de juros, a Selic, que termina o ano em 12,25% ao ano. Altas do dólar e do preço dos alimentos influenciaram a decisão do comitê.

A Selic é um instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Taxa alta faz com que empréstimos fiquem mais caros – seja para pessoa física ou empresas – e é sinônimo de freio na atividade econômica, o que tem potencial de conter aumento de preços, mas, por outro lado, desestimula investimentos e a criação de emprego e renda.

Em janeiro, a Selic estava em 11,25%. Houve trajetória de queda até encostar nos 10,50% em maio. Mas o instrumento monetário sofreu uma inflexão e voltou a subir em setembro, apontando trajetória de elevação.

Dólar

O ano de 2024 marca também a desvalorização do real ante o dólar. Em 2023, a moeda estrangeira fechou cotada a R$ 4,85. Ao longo dos 12 meses que se encerram nesta segunda-feira, o dólar foi ganhando força e se aproxima de uma valorização de 27%, terminando o ano negociado a R$ 6,18.

Entre os efeitos mais diretos da alta da moeda norte-americana, há pressão inflacionária, pois produtos importados – sejam finais ou matérias-primas – ficam mais caros no Brasil. Por outro lado, exportadores aumentam ganhos, já que as receitas obtidas em dólar nas vendas para outros países passam a valer mais após a conversão para o real.

Para tentar conter a alta da moeda estrangeira, o BC fez leilões de dólar, como forma de saciar o apetite de agentes do mercado financeiro e diminuir a pressão sobre o real.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou que o Brasil adota o câmbio flutuante, ou seja, não há intervenção para manter a moeda em um valor fixo, mas reconheceu a necessidade de atuações pontuais do BC em momentos de muita volatilidade.

O comportamento da moeda norte-americana é atribuído a uma série de fatores dentro do país – como a preocupação com o nível de gastos do governo – e fora – como o resultado das eleições americanas e o patamar de juros nos Estados Unidos.

Agência Brasil

Mega da Virada: prêmio recorde de R$ 635 milhões será dividido por oito apostas

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A Caixa Econômica Federal realizou, na noite desta terça-feira (31), o sorteio dos números da Mega da Virada.

O prêmio deste ano, um recorde, alcançou R$ 635 milhões, e será dividido entre oito apostas vencedoras.

As apostas premiadas são de Brasília (DF) – duas apostas, Nova Lima (MG), Curitiba (PR) – duas apostas, Pinhais (PR), Osasco (SP) e Tupã (SP). Todas acertaram as seis dezenas sorteadas.

Confira os números sorteados:
50, 17, 29, 57, 01, 19.

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