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I Congresso em Ensino de Física do Sertão (Cefis) está com inscrições abertas na Univasf

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Estão abertas as inscrições para o I Congresso em Ensino de Física do Sertão: Edição Vale do São Francisco (Cefis). O evento será realizado na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), de 23 a 25 de setembro, no Complexo Multieventos do Campus Juazeiro, com o objetivo de fomentar a inovação pedagógica no ensino de Física e a produção de conhecimento contextualizado para o semiárido.

As inscrições permanecerão abertas até o último dia do evento, com taxas que variam de R$ 40 a R$ 120, de acordo com a categoria do participante. Já o prazo para submissão de trabalhos encerra-se em 17 de julho. Os interessados devem realizar a inscrição por meio do site do evento. O Cefis é voltado ao público interessado no ensino de Física, especialmente professores da educação básica e do ensino superior das áreas de Ciências e Educação, além de estudantes de graduação e pós-graduação e pesquisadores.

O evento é organizado pelos polos do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF) da Univasf, da Universidade Regional do Cariri (URCA) e do Instituto Federal do Piauí (IFPI), Campus Picos. A programação contará com palestras, oficinas, minicursos e apresentações de trabalhos. Entre os destaques está a palestra de abertura, com o tema “Física e Relações Étnico-Raciais”, que será ministrada pelo professor Nilton de Almeida Araujo, do Colegiado de Ciências Sociais da Univasf e diretor superinetendente da Superintendência de Políticas Afirmativas, Antirracismo e Diversidade (Spaadi). A atividade abordará as interseções entre o ensino de Física e as relações étnico-raciais, propondo caminhos para uma educação científica antirracista.

O congresso busca fortalecer a comunidade de ensino de Física em âmbito nacional, com ênfase nos desafios e nas potencialidades da região semiárida. De acordo com a coordenadora do Cefis e docente do Colegiado de Engenharia Mecânica da Univasf, Mariele Regina Pinheiro Gonçalves, o evento pretende criar redes colaborativas entre programas de pós-graduação e instituições de ensino. “Queremos contribuir para a redução das desigualdades regionais por meio da interiorização da ciência e da democratização do acesso ao conhecimento científico, especialmente na região do semiárido brasileiro”, afirma a docente.

Para acompanhar as atualizações do evento é possível acessar a página do Instagram do cefis.

Ascom/Univasf

Prefeitura de Juazeiro adequa placas de obras em cumprimento à legislação eleitoral

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A Prefeitura de Juazeiro está realizando a adequação das placas de obras em andamento executadas em parceria com os governos Federal e Estadual, em cumprimento à Lei Eleitoral durante o período de vedação de publicidade institucional.

A medida consiste na cobertura temporária de logomarcas, slogans e demais elementos de identidade visual dos entes públicos, conforme determina a legislação. As informações técnicas das obras, como objeto, valor do investimento, prazo de execução e fonte dos recursos, permanecem visíveis para garantir a transparência.

A adequação é uma exigência legal adotada por administrações públicas em todo o país e não interfere na execução das obras, que seguem normalmente, mantendo o compromisso da gestão com a legalidade, a transparência e a continuidade dos investimentos em benefício da população.

Ascom PMJ

“Quando esse produto vai fazer efeito?”: após aplicação de cal nos canais, moradores dizem que infestação de muriçocas persiste em Juazeiro

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Mais de uma semana após a Secretaria de Serviços Públicos (SESP) anunciar o início das ações de combate à infestação de muriçocas em Juazeiro, no norte da Bahia, moradores afirmam que o problema persiste. Apesar de a gestão afirmar ter iniciado, no último dia 26 de junho, a limpeza de canais e a aplicação de Óxido de Cálcio (cal virgem), a população relata que ainda não percebeu qualquer redução na quantidade de mosquitos. Segundo os relatos encaminhados ao Portal Preto no Branco, as muriçocas continuam tomando conta de diversos bairros, causando desconforto e afetando a rotina das famílias.

“Já faz mais de uma semana que disseram que começaram esse serviço, mas, na prática, a situação continua a mesma. Quando anoitece, ninguém escapa dos ataques das muriçocas. A gente esperava que já tivesse algum resultado, mas até agora não vimos diferença nenhuma. Quando esse produto vai fazer efeito?”, questionou uma moradora.

Outro morador afirma que a população segue aguardando medidas mais eficazes por parte do município.

“A gente reconhece que iniciaram o trabalho, mas infelizmente não resolveu. As muriçocas continuam em grande quantidade e as noites seguem sendo um sofrimento. Queremos uma solução definitiva, porque a situação está insuportável e afeta crianças, idosos e todo mundo que mora aqui”, disse.

Encaminhamos os relatos e questionamento para a Secretaria de Serviços Públicos de Juazeiro e aguardamos uma resposta.

Redação PNB

OMS declara fim do surto de hantavírus relacionado a cruzeiro

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Transatlânticos chegam trazendo 20 mil turistas previstos para acompanhar o réveillon de Copacabana, movimenta o Terminal Internacional de Cruzeiros Pier Mauá, na zona portuária (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou encerrado, nesta quinta-feira, 2, o surto de hantavírus associado ao cruzeiro de luxo MV Hondius. Ao todo, foram registrados 13 casos da doença, incluindo três mortes entre passageiros e integrantes da tripulação.

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, nenhum novo caso foi confirmado desde 25 de maio. Além disso, a última pessoa considerada contato de um caso suspeito concluiu o período de quarentena, testou negativo para o vírus e retornou para casa.

Durante o monitoramento, mais de 650 pessoas que tiveram possível contato com os infectados foram acompanhadas por autoridades de saúde em 33 países e territórios.

Apesar do encerramento do surto relacionado ao navio, a OMS reforçou que o hantavírus continua sendo uma ameaça à saúde pública, especialmente na América do Sul e em outras regiões onde a doença é considerada endêmica.

A organização informou que seguirá trabalhando em conjunto com governos e instituições de pesquisa para ampliar o conhecimento sobre o vírus e aprimorar estratégias de prevenção.

Segundo Tedros, um estudo internacional envolvendo 21 países já está em andamento para entender melhor a evolução da doença. A iniciativa busca contribuir para o desenvolvimento de métodos mais eficazes de diagnóstico, tratamentos e futuras vacinas contra o hantavírus.

A Tarde

Prazo de inscrição no PND 2026 termina nesta sexta

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O prazo para que os interessados em se inscrever na Prova Nacional Docente (PND) de 2026 termina às 23h59 desta sexta-feira (3), no horário de Brasília.

A inscrição deve ser feita diretamente no Sistema PND, no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova.

Desde a última semana, o Ministério da Educação (MEC) tem enviado mensagens por WhatsApp e pela conta Gov.br aos professores de todo o Brasil para orientar sobre a inscrição da Prova Nacional Docente (PND). O objetivo é facilitar o acesso dos docentes às informações sobre o processo.

Quem pode se inscrever

Anualmente, podem participar da PND os estudantes concluintes de cursos de licenciaturas de 21 áreas, inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas pelo coordenador do respectivo curso.

Também podem se inscrever os professores já formados que querem ingressar no magistério público por meio de concurso público ou processo seletivo simplificado promovido por estados, Distrito Federal e municípios que aderiram voluntariamente à prova.

Adesão das redes de ensino

Neste ano, 2.031 entes federativos aderiram à Prova Nacional Docente (PND). O número representa a participação das redes de ensino de 96% das capitais e 85% dos estados brasileiros, segundo o MEC.

Em comparação com 2025 – quando 1.508 municípios e 22 estados aderiram à prova também chamada de Enem dos Professores – a adesão ao exame teve um crescimento superior a 30%. Do total de entes que aderiram ao exame, 615 manifestaram interesse em utilizar os resultados da PND em seus processos seletivos no ano de 2026.

Acessibilidade e inclusão

No momento da inscrição (até sexta-feira), o candidato que quer ser tratado pelo nome social deve assinalar a opção formulário online. O benefício é destinado à pessoa que se identifica e quer ser reconhecida socialmente em consonância com sua identidade de gênero. É pré-requisito que o participante tenha o nome social cadastrado na Receita Federal.

Conforme o edital, aquele participante que necessitar de atendimento especializado deverá, também no ato da inscrição, informar as condições que motivam o pedido e indicar os recursos de acessibilidade que necessita.

O atendimento especializado é destinado a pessoas com deficiência (PCD), com transtornos do neurodesenvolvimento, como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA); gestantes, lactantes, diabéticos, idosos ou com outras condições específicas.

A solicitação pode ocorrer em situações como: baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência auditiva, deficiência intelectual, dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA), discalculia, diabetes, fibromialgia, transtornos mentais, gestante, lactante e idoso.

Taxa de inscrição

A taxa de inscrição na PND 2026 é de R$ 85 para os candidatos não isentos. Mesmo valor cobrado no ano passado.

A GRU Cobrança gerada após a inscrição deve ser gerada pelo Sistema PND e o pagamento poderá ser realizado em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários até a próxima quarta-feira, dia 8.

Os participantes que solicitaram a isenção da taxa de inscrição da Prova Nacional Docente (PND) podem consultar, no Sistema PND, a resposta do Inep sobre os pedidos.

Os participantes que obtiveram a isenção deferida deverão realizar a inscrição no período estabelecido pelo edital. Já aqueles que tiverem o pedido negado após a análise dos recursos poderão efetuar a inscrição mediante pagamento da taxa correspondente.

Provas

A PND serão aplicadas no dia 20 de setembro em todos os estados e no Distrito Federal, nos municípios listados no Portal do Inep.

A avaliação teórica terá como base o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, desde a edição de 2024, foca nos cursos de formação docente.

A prova, com duração total de cinco horas e 30 minutos, será composta por uma parte de formação geral docente, comum aos cursos de todas as áreas, e uma de componente específico, próprio de cada área de avaliação das licenciaturas.

Em relação a 2025, a ampliação de áreas da PND em 2026 incluiu as licenciaturas em: teatro, dança, ciências naturais e letras – espanhol.

Nesta edição, ao todo, serão 21 áreas da licenciatura avaliadas na PND.

  • 1.      artes visuais;
  • 2.      ciências biológicas (biologia);
  • 3.      ciências naturais (ciências da natureza);
  • 4.      ciências sociais;
  • 5.      computação;
  • 6.      dança;
  • 7.      educação física;
  • 8.      filosofia;
  • 9.      física;
  • 10.  geografia;
  • 11.  história;
  • 12.  letras espanhol;
  • 13.  letras inglês;
  • 14.  letras português;
  • 15.  letras português e espanhol;
  • 16.  letras português e inglês;
  • 17.  matemática;
  • 18.  música;
  • 19.  pedagogia;
  • 20.  química;
  • 21.  teatro.

A divulgação do resultado final da PND pelo Inep ocorrerá em 15 de dezembro.

PND

A Prova Nacional Docente tem entre os objetivos: melhorar a qualidade dos processos seletivos para professores, estimular a realização de concursos públicos e, também, induzir o aumento de professores qualificados nas redes públicas de ensino.

A PND será aplicada anualmente. A iniciativa voltada a licenciados integra o programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações integradas para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica e o incentivo à docência no Brasil.

Saiba mais em [ https://www.gov.br/mec/pt-br/mais-professores  ].

Agência Brasil 

Uso de internet chega a 90,5% dos brasileiros, e diferença cai entre áreas urbanas e rurais, diz IBGE

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O uso de internet atingiu 90,5% da população brasileira com 10 anos ou mais em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, publicada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na prática, 168,7 milhões de pessoas usam a internet no Brasil, com base no acesso feito nos 90 dias anteriores às entrevistas. É uma nova alta do índice, que alcançou 89,2% da população, em 2024, de acordo com o IBGE.

Os principais usos da internet incluem fazer chamadas de voz ou vídeo (95,3%), trocar mensagens de texto, voz ou imagens(90,2%), assistir a vídeos (89,3%), usar redes sociais (84,9%) e ouvir músicas, rádio ou podcasts (83,7%).

Entre os usuários de internet no Brasil, 98,7% se conectam pelo celular. Na sequência, estão a televisão (57,8%), o computador (33,4%) e o tablet (9,2%).

Áreas urbanas continuam com maior uso de internet, mas a diferença para áreas rurais diminuiu nos últimos anos: a distância caiu de 37,5 pontos percentuais, em 2016, para 8,5 pontos percentuais, em 2025.

Entre os estudantes, 92,4% usaram a internet, sendo 97,2% da rede privada de ensino e 89,9% da rede pública. A diferença é maior entre alunos do ensino fundamental e diminui entre estudantes dos ensinos médio e superior.

Segundo o levantamento,17,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais não usaram a internet em 2025. Os principais motivos foram não saber usar a rede (44,9%) e a falta de necessidade (27,8%).

A pesquisa apontou ainda que 89,8% das pessoas com 10 anos ou mais tinham celular em 2025. Entre os que não tinham o aparelho, os principais motivos foram não saber usar (31,1%), não ver necessidade (21,1%) e o preço alto (14,9%).

Cresce uso de internet entre idosos

Embora ainda seja o grupo com menor proporção de usuários de internet, a população com 60 anos ou mais registrou o maior crescimento no uso da rede, segundo o IBGE.

O uso de internet nesta faixa etária cresceu de 70,1%, em 2024, para 74,5%, em 2025. Na comparação com 2019, a alta é ainda maior, chegando a 29,6 pontos percentuais.

O crescimento do uso de internet entre idosos pode ter sido causado “pela evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade”, avalia o IBGE.

Idosos também foram o grupo com a maior alta no uso de celular, passando de 78,3%, em 2024, para 80,3%, em 2025. O crescimento em relação a 2019 foi de 13,6 pontos percentuais.

Preocupação com privacidade de crianças

A faixa etária de 10 a 13 anos foi a única a registrar queda no uso de internet, passando de 84,9%, em 2024, para 84,4%, em 2025.

Entre os que não usaram a internet no período avaliado, os principais motivos foram a falta de necessidade (33,8%), a preocupação com privacidade ou segurança (30,3%). 

Crianças de 10 a 13 anos também usaram menos o celular em 2025, passando de 56,7% para 55,2%. A preocupação com privacidade e segurança foi o principal motivo para elas não usarem o aparelho.

A PNAD Contínua com dados de 2025 também apontou que:

  • 93,9% dos domicílios tinham televisão, o que representou uma estabilidade e interrompeu uma sequência de quedas desde 2016, no início da série histórica;
  • entre os domicílios com TV, 85,8% recebiam sinal digital ou analógico, 44,4% pagavam serviço de streaming de vídeo e 23,5% tinham serviço de TV por assinatura;
  • 38,7% dos domicílios tinham computador, interrompendo a sequência de quedas desde 2016, no início da série histórica;
  • 11,6% dos domicílios tinham tablet;
  • 97,4% dos domicílios tinham celular e 5,9% dos domicílios contavam com telefone fixo;
  • 46,9% dos domicílios tinham rádio;
  • entre os domicílios com internet, 20,2% tinham algum tipo de dispositivo inteligente.

Vacina contra VSR em idosos reduz internações em 75%

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O estudo que analisou dados de mais de 2,5 milhões de pessoas concluiu que a vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) em idosos esteve associada a uma redução de 75,6% das hospitalizações pela doença. 

Além disso, os pacientes vacinados que precisaram ser internados após a infecção apresentaram 63,1% menos problemas cardiovasculares graves, como infarto e AVC. O risco de piora de diversas comorbidades também foi menor, como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes e doença renal.

O estudo comparou as informações de saúde de cerca de 520 mil pessoas vacinadas com o imunizante Arexvy com outras 2 milhões não vacinadas, nos Estados Unidos, entre agosto de 2023 e maio de 2024, após ponderações estatísticas.

Durante os nove meses analisados, o grupo das pessoas vacinadas registrou não somente menos internações pela doença, como também 79,1% menos hospitalizações com gravidade e 66,8% menos mortes.

Os resultados foram apresentados pela farmacêutica GSK, produtora na vacina, na edição deste ano da Conferência da Respiratory Syncytial Virus Foundation.

De acordo com a GSK, os dados “de mundo real” confirmam a eficiência do imunizante, já demonstrada nos ensaios clínicos.

O VSR é conhecido principalmente como o principal causador da bronquiolite em bebês, mas também é um vírus que infecta muitos idosos com gravidade, explica o cardiologista José Carlos Zanon, membro do Departamento de Cardiogeriatria da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

“Com o envelhecimento, o nosso sistema imunológico passa por um processo de imunosenescência, e passa a ter uma resposta reduzida a diferentes tipos de infecções, o que predispõe a casos mais graves. Inclusive, a mortalidade percentual entre os idosos pelo VSR é maior do que entre as crianças”, explicou Zanon.

Dados da plataforma Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostram que no primeiro semestre deste ano o VSR respondeu por 38,1% dos casos e 11,5% das mortes por síndrome respiratória aguda grave com diagnóstico confirmado para alguma infecção viral. Os idosos são o segundo grupo mais afetado, atrás das crianças de até 2 anos de idade.

Os casos têm crescido nesta época do ano, conforme a sazonalidade da doença. Considerando apenas o mês de junho, os casos graves causados por VSR passam de 50% daqueles comprovadamente provocados por algum vírus respiratório.

De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, a ampliação do diagnóstico possibilitou ao sistema de saúde reconhecer a importância do VSR como agente causador de doença respiratória grave também entre os idosos.

“Muitos estudos mostram até mais tempo de hospitalização do que pelo vírus influenza, da gripe, maior risco de morte associado, especialmente em indivíduos que têm condições crônicas cardiovasculares e pulmonares”, acrescenta.

O cardiologista José Carlos Zanon explica que além de afetar as vias respiratória, o VSR causa uma “cascata inflamatória” em todo o organismo e por isso pode descompensar outras doenças que o paciente já tenha, como diabetes, ou mesmo provocar problemas cardíacos e derrames.

No Brasil, a vacinação contra o VSR só é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para as gestantes, com o objetivo de proteger os bebês recém-nascidos.

Porém, dois imunizantes foram aprovados para uso em adultos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e estão disponíveis na rede privada.

A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda que a vacina seja tomada por todos os idosos acima de 70 anos, e pelas pessoas entre 60 e 70 anos que tenham algum fator de risco.

O imunizante também é recomendado para todos os adultos imunocomprometidos.

Agência Brasil

Aprovada MP que destina parte da arrecadação com as bets para financiar atividades da Polícia Federal

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Em votação simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou, em sessão realizada nesta quarta-feira (1º), medida provisória 1348/2026, que destina até 3% da arrecadação sobre apostas de quota fixa, as chamadas bets, ao Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Funapol). A medida segue agora para o Senado.

A MP 1.348/2026 amplia as fontes de receita do Funapol ao redirecionar ao fundo uma fatia de recursos antes destinada à saúde, à assistência social e à Previdência Social. A proposta também permite que o fundo seja usado para ressarcir gastos de saúde de servidores, quando comprovados.

O texto aprovado no plenário da Câmara prevê um período de transição para a destinação do novo percentual ao fundo: 1% do montante em 2026, 2% em 2027 e 3% a partir de 2028. Os percentuais são aplicados após o pagamento dos prêmios e o desconto do Imposto de Renda.

O percentual destinado às casas de apostas fica mantido em 85% do montante arrecadado. Esses recursos devem ser destinados à cobertura de despesas de custeio e manutenção do agente operador da loteria de apostas de quota fixa e demais jogos de apostas.

A medida também autoriza o governo federal a aportar até R$ 200 milhões ao Funapol em 2026, além de prever outras fontes de receita, como repasses relacionados ao combate ao crime organizado feitos por entes federativos ou organismos internacionais, e doações de pessoas físicas e jurídicas, nacionais ou estrangeiras.

Para financiar seus gastos globais, o Funapol contará ainda com:

  • transferências voluntárias de entes federativos ou de organismos internacionais vinculadas a programas de enfrentamento ao crime organizado;
  • doações de pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras; e
  • outras receitas legalmente previstas.

Quanto à receita vinda das bets, antes da MP o fundo recebia 0,5% da parcela dividida com vários órgãos (12% da arrecadação bruta menos impostos e prêmios). Quando da tramitação do projeto que originou a Lei Complementar 224/25, o governo pediu para aumentar a tributação das bets de 12% para 15% a partir de 2028, mas com aumento gradativo em 2026 (13%) e em 2027 (14%).

Metade desse valor adicional seria destinado à saúde para programas de apoio a pessoas viciadas em jogos. Agora, com a MP, todo esse adicional irá para o Funapol, principalmente para cobrir gastos com saúde dos servidores das polícias federais.

Bahia Notícias

Fies do 2° semestre: inscrições começam em 14 de julho

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Fundo de Financiamento Estudantil,Fies

As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2026 acontecem de 14 a 17 de julho. A informação consta no edital do programa publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (1).

O Fies é um programa de financiamento para estudantes em instituições de ensino superior privadas. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), cerca de 67,3 mil vagas serão ofertadas na edição.

Os interessados devem se inscrever até as 23h59 de 177 de julho por meio do Portal Acesso Único (acessounico.mec.gov.br/fies).

Veja o calendário do Fies do 1º semestre:

  • Inscrições: 14 17 de julho.
  • Resultados (pré-selecionados): 30 de julho.
  • Complementação das inscrições dos pré-selecionados: de 31 de julho a 4 de agosto.
  • Convocação da lista de espera: de 7 de agosto até 14 de setembro.

Como funciona o Fies?

Por meio do Fies, é possível usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pleitear um financiamento das mensalidades de uma instituição de ensino privada.

Atenção: Diferentemente do Prouni, o programa não oferece bolsas de estudos, e sim um “empréstimo”. Depois de concluir a graduação, o candidato deverá quitar a dívida, em parcelas proporcionais à sua renda.

No ato de inscrição, o candidato deve informar:

  • e-mail válido para contato
  • perfil: etnia/cor, se é ou não quilombola, se é ou não pessoa com deficiência, se concluiu ou não o ensino superior;
  • até três opções de curso/turno/local de oferta/IES entre as disponíveis para inscrição, por ordem de prioridade;
  • dados de composição e renda dos membros do grupo familiar.

Quem pode se inscrever?

Pode se inscrever o candidato que:

  • participou de alguma edição do Enem a partir de 2010;
  • alcançou pontuação média nas quatro provas (Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Linguagens e Matemática) igual ou superior a 450, e nota superior a zero na redação;
  • tem renda familiar mensal bruta per capita até 3 salários mínimos.

E o Fies Social?

Fies Social é uma modalidade do programa anunciada em 2024 pelo governo com condições especiais de financiamento para alunos de baixa renda estudarem em faculdades particulares.

Nessa modalidade, os alunos mais pobres poderão chegar aos 100% de financiamento.

50% das vagas do programa são reservadas para o Fies Social. Podem pleitear o financiamento por essa modalidade estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscritos no CadÚnico.

Quem é prioridade?

Além da nota do Enem, o sistema do Fies também considera a seguinte ordem de prioridade ao selecionar os alunos aprovados:

  • Candidatos que não tenham concluído o ensino superior e que nunca tenham se vinculado ao Fies.
  • Candidatos que não tenham concluído o ensino superior, mas já tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil (com todas as dívidas pagas).
  • Candidatos que já tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados pelo Fies.
  • Candidatos que já tenham concluído o ensino superior, por meio do Fies, com as dívidas pagas.

Quem ainda tiver débitos no programa não poderá se inscrever.

G1