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Família reclama de demora no tratamento para paciente internada há quatro meses no HRJ: “Minha mãe está definhando”

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A filha de uma paciente de 48 anos, que está internada no Hospital Regional de Juazeiro, no norte da Bahia, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para reclamar da demora na definição do tratamento da mãe. Segundo ela, a paciente está internada há cerca de quatro meses e apresenta um quadro grave de saúde, com perda de peso, dores intensas e vômitos.

De acordo com a filha, a primeira internação da mãe aconteceu em fevereiro deste ano. Desde então, ela permaneceu apenas seis dias em casa e voltou a ser internada. A família afirma que não recebe uma definição sobre o diagnóstico e tratamento da paciente.

“Pediram um exame para a gente fazer particular e nós fizemos. Nesse exame apareceu um tumor e que ele estava irradiando para o fígado. O exame de imagem mostrou que o tumor já tinha crescido de três para cinco centímetros. Depois, no hospital, fizeram uma biópsia, que o resultado chegou agora, e o resultado deu que ela não tem câncer. Ficou o dito pelo não dito, porque um exame diz uma coisa e o outro diz outra, mas ninguém toma uma atitude para tratar a minha mãe”, afirmou a filha.

Ela relata que a mãe permanece internada no hospital e que seu estado de saúde tem se agravado.

“Minha mãe está lá vomitando fezes, com diarreia, febre e não consegue se alimentar. Ela pesava 102 quilos e hoje está com apenas 65. Minha mãe está definhando, morrendo, tomando muita morfina porque não aguenta mais de dor, e eles não fazem nada”, desabafou.

A filha afirma ainda que a família procura diariamente a equipe médica e o serviço social em busca de respostas, mas diz que não há definição sobre o tratamento.

“A gente cobra o cirurgião, procura o assistente social todos os dias e ninguém resolve. Quando ela vomitou fezes, chamaram o médico, e ele só disse que, se ela vomitasse de novo, era para chamar. A médica passa por volta das 7h00, prescreve remédio para o vômito e vai embora. Depois disso, só ficam as enfermeiras. A gente está desesperado, sem saber mais o que fazer”, relatou.

Segundo ela, quem acompanha a paciente diariamente no hospital é a avó dela, de 72 anos. A filha explica que, por estar gestante, não consegue permanecer na unidade em tempo integral.

“A minha avó, que é mãe dela, tem 72 anos e é quem fica acompanhando minha mãe. Eu estou gestante e não posso estar lá o tempo todo. A gente só quer uma resposta e façam alguma coisa por ela. Estamos angustiados vendo ela sofrer tanto sem ninguém fazer nada, não sabemos mais a quem recorrer”, concluiu.

Encaminhamos o caso para o Hospital Regional de Juazeiro e aguardamos um posicionamento.

Redação PNB

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 27 milhões nesta quinta-feira (2)

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A Mega-Sena pode pagar prêmio estimado em R$ 27 milhões para quem acertar as seis dezenas do concurso 3026 que será realizado nesta quinta-feira (2).

O sorteio será a partir das 21h (horário de Brasília) com transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

 

Redação PNB

Corpo de mulher é encontrado próximo a barragem na zona rural de Casa Nova

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O corpo de uma mulher foi encontrado na noite da quarta-feira (1), nas proximidades de uma barragem localizada na comunidade de Alfavaca, zona rural de Casa Nova, no norte da Bahia.

De acordo com as informações iniciais, a vítima, que a identidade ainda não foi divulgada, foi localizada sem vida às margens da barragem. A principal suspeita é de que ela tenha morrido por afogamento, mas a causa da morte ainda será confirmada por exames periciais.

Equipes das polícias competentes e do Instituto Médico Legal (IML) de Juazeiro foram acionadas para realizar a remoção do corpo e os procedimentos necessários no local.

As circunstâncias da morte serão apuradas pelas autoridades competentes.

Redação PNB

“Diocese de Juazeiro e moradia” por Roberto Malvezzi (Gogó)

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06/06/2024 - Juazeiro (BA) - Na foto: Roberto Malvezzi, Assessor da ANBB e da Pastoral da Terra. Foto: Arnaldo Sete/Marco Zero.
1. Adote uma cisterna

Nesse ano de 2026, quando a temática da Campanha da Fraternidade é FRATERNIDADE E MORADIA, é interessante notar o quanto a Diocese de Juazeiro da Bahia já fez e faz na sua luta solidária para melhorar as habitações do povo, às vezes construindo casas, às vezes reformando, às vezes construindo anexos que melhoram a qualidade das habitações.

Esse trabalho é realizado muitas vezes em parceria com organizações da sociedade civil. São várias etapas, em processo com outros estados do Semiárido, com tantas entidades articuladas na Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), até que tenha se transformado em uma política pública e ganhado escala em todo o território do Semiárido Brasileiro.

Essa tabela abaixo é do programa “ADOTE UMA CISTERNA: ATÉ 2004 NENHUMA FAMÍLIA SEM ÁGUA”, nosso trabalho pioneiro nesse campo, iniciativa dessa Diocese, simultaneamente com a Diocese de Ruy Barbosa, quando nos propúnhamos, ainda em 1998, o desafio ousado de que “até 2004 nenhuma família sem água” no território diocesano.

Porém, o que não imaginávamos, é que em 1999, reunida no Recife para a Conferência da Desertificação, a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), inspirada nesse lema, iria propor o Projeto Um Milhão de Cisternas (P1MC) para todo o território do Semiárido Brasileiro, focando nas cisternas de consumo humano, posteriormente ampliado no Projeto Uma Terra e Duas Águas (P1+2), focado nas tecnologias de produção. Hoje, menos de 30 anos depois, a sociedade civil organizada na ASA praticamente já pode celebrar essa conquista. É o “milagre da gota d! água”, mas é também o “milagre da criatividade e da solidariedade organizadas”.

Comecemos os números a partir do que a Diocese de Juazeiro fez com recursos próprios, da solidariedade nacional e internacional e já com uma parte de dinheiro público. Tudo começou com o financiamento da OXFAM para 50 cisternas, no município de Campo Alegre de Lourdes, na região da Malhada.

Resumo dos Dados Cadastrados

Total Geral de Cisternas: 2.349 unidades.
Maior Beneficiado: Remanso (462 cisternas).
Menor Beneficiado: Sobradinho (42 cisternas).

👥 Divisão por Financiadores

Fundo Solidário: 592 cisternas.
CODEVASF / ANA: 1.757 cisternas.
(Dados obtidos nas planilhas enviadas por Salete Pereira)
2. Sociedade de ações educativas, sociais e tecnológicas (SAET)

Posteriormente, já com a fundação da SAET em 2008, o programa se ampliou, ainda com fundos da solidariedade nacional, internacional e do Estado Brasileiro. Esses são os números da SAET:

Resumo dos Dados Apresentados

Total de Cisternas: 5.528 (5.348 para consumo humano + 180 para produção).
Pilão Arcado: 3.728 cisternas de consumo humano.
Na Diocese: 1.800 cisternas no total (1.620 de consumo + 180 de produção).
Financiadores: MISSIO SCHÄRF / ROTARY CLUB / COLABORADORES DA ALEMANHA / ESTADO BRASILEIRO.
Fonte: SAET (Edmundo).
3. Programa de casas e anexos na paróquia da Campo Alegre de Lourdes

PROJETOS (CASAS, BANHEIROS, CISTERNAS, CONSERTO DE CISTERNAS, CAIXAS DE ÁGUA, CESTAS BÁSICAS, MATERIAL ESCOLAR, CAMPANHA DA SEMENTE E GESTANTES)

Essa é uma iniciativa da Paróquia de Campo Alegre de Lourdes. Vamos citar apenas os números de casas, banheiros, cisternas, conserto de cisternas e caixas d’águarealizadas nesses anos, fundos praticamente oriundos de Colaboradores da Alemanha, Rotary Club e Missionsrilfe. Grande parte da execução foi realizada pelo STR de Campo Alegre

Síntese dos Dados

Total de Benefícios: 4.173 atendimentos.
Casas (Construção/Reforma): 1.796 unidades (43,0%).
Cisternas: 1.784 unidades (42,8%).
Caixas de Água (2000L): 246 unidades (5,9%).
Conserto de Cisternas: 176 unidades (4,2%).
Banheiros: 171 unidades (4,1%).


Análise dos Dados

Concentração de Recursos: A maior parte das ações foca em moradia e acesso direto à água de grande escala, somando 85,8% do total (Casas e Cisternas).
Foco em Recursos Hídricos: Três das cinco categorias estão ligadas ao armazenamento e manutenção de água (Cisternas, Caixas de Água e Conserto de Cisternas), totalizando 52,9% dos benefícios concedidos.
Ações de Menor Escala: Intervenções como instalação de caixas d’água menores, reformas de banheiros e reparos estruturais em cisternas representam, juntas, apenas 14,2% das metas atingidas.
4. Obras da articulação no semiárido brasileiro (ASA)

Por fim, as tecnologias construídas pela Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) pelas mãos das entidades parceiras da região: Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), Serviço de Assessoria a Organizações Populares (SASOP), Serviço de Assistência Socioambiental no Campo e Cidade (SAJUC) e Articulação Sindical da Borda do Lago de Sobradinho.

Fonte: https://asabrasil.org.br/asa-em-numeros/  acesso 20./05/2026

Síntese Quantitativa Geral

Total de Tecnologias/Obras da ASA: 20.515 intervenções distribuídas nos 10 municípios listados.
Predomínio do P1MC: O programa de cisternas de consumo doméstico representa a ampla maioria do investimento, somando 15.879 unidades (77,4% do total).
Presença do P1+2: O programa voltado à produção soma 4.636 unidades (22,6% do total).
5. OUTRAS POLÍTICAS PÚBLICAS

É preciso salientar a importância de outras políticas públicas, que vieram diretamente via Estado, seja dos governos da Bahia ou do governo Federal, nessa dimensão de melhoria das habitações em nosso território.

O MINHA CASA, MINHA VIDA construiu muitas habitações dignas em todo nosso território, particularmente na cidade de Juazeiro. Hoje temos imensos residenciais em lugares onde só tínhamos casas precárias e empobrecidas. Há problemas nos residenciais, mas nunca se pode ignorar o avanço social na política de habitação.

O programa LUZ PARA TODOS fez chegar energia elétrica em muitos lugares do interior. Com ela vieram a telefonia, a internet, a iluminação das casas, os eletrodomésticos fundamentais em tudo que depende da energia para existir. É bom lembrar que a ausência de energia elétrica remete essa população a viver nas condições do século XIX. É útil lembrar também que ainda temos muitas comunidades e lares sem energia elétrica e casas dignas em nossa região. Então, temos muitos avanços, mas temos muito ainda a ajudar construir.

Houve também óbvia melhoria na qualidade de nossas estradas e na vida de nossas cidades, embora os desafios urbanos sejam imensos, principalmente em cidades de grande porte como Juazeiro, com seu desafio grave desafio de saneamento básico.

A prova empírica desses avanços é que já não temos migrações intensas em tempos de estiagem prolongada, não temos mais bolsões de fome e sede, não temos mais necessidade das Frentes de Emergência, não ouvimos mais falar em saques nas cidades, a mortalidade infantil desabou de 140 por mil na seca de 1979 a 1983 para 16 por mil em estatísticas mais recentes. Esse nível praticamente atinge o padrão de sanidade estabelecido pela ONU no que se refere à mortalidade infantil.

Um indicativo mais científico é o Índice de Desenvolvimento Humano medido pelo IBGE (IDH), baseado nos indicadores de escolaridade, longevidade e renda.

É gratificante registrar que nós participamos desse processo, com nossos limites, mas com todas as nossas forças. O IDH é medido pela combinação de três índices: longevidade, educação e renda. Por isso “tanta sede resolvida, tanta fome superada, o pão da vida repartido, e a palavra celebrada, venha a nós teu Santo Reino, e o pão de cada dia, faça-se tua vontade, na justiça e na alegria” (Hino dos 50 anos da Diocese de Juazeiro-BA).

Juazeiro, 1de julho de 2026.

 

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

Senado aprova venda de spray de pimenta para defesa de mulheres

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O Senado aprovou nesta terça-feira (30) o projeto de lei 727/2026 que autoriza a comercialização, a aquisição e a posse de aerossol de extratos vegetais para defesa pessoal de mulheres. O texto, aprovado em votação simbólica, segue para sanção presidencial.A proposta estabelece regras para a comercialização e o uso do dispositivo, além de prever penalidades administrativas para quem utilizá-lo fora das hipóteses previstas em lei.

Pelo texto, mulheres com mais de 18 anos poderão adquirir o aerossol. Entre 16 e 18 anos, a compra dependerá de autorização expressa dos responsáveis legais.

Os estabelecimentos comerciais deverão manter, por cinco anos, registro simplificado com a identificação da compradora.

O projeto determina que o aerossol seja de uso individual e intransferível e proíbe a utilização de substâncias com efeito letal ou toxicidade permanente. As especificações técnicas e de segurança serão definidas em regulamento do Poder Executivo.

Quem utilizar o dispositivo de forma indevida poderá receber advertência, multa de um a dez salários mínimos, apreensão do produto e proibição de nova aquisição por até cinco anos, sem prejuízo das sanções penais e civis cabíveis. Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro.

A proposta também cria o Programa Nacional de Capacitação em Defesa Pessoal e Uso de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo para Mulheres. A implementação ocorrerá de forma gradual, também conforme regulamentação do Poder Executivo.

Agência Brasil

 

Governo da Bahia realiza o maior investimento do país em ações de combate à fome

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Há pouco mais de três anos, a Bahia decidiu enfrentar a fome por um caminho diferente. Em vez de concentrar esforços apenas na distribuição de alimentos, o Estado passou a integrar políticas de segurança alimentar, assistência social, agricultura familiar, acesso à água, alimentação escolar, pesquisa científica e fortalecimento dos municípios em uma estratégia permanente de combate à fome. O resultado desse modelo aparece agora no balanço do Bahia Sem Fome (BSF), programa do Governo da Bahia que reúne ações de diversas secretarias e órgãos estaduais: são 505 cozinhas comunitárias em funcionamento, mais de 19,3 milhões de refeições servidas, 370 mil famílias alcançadas pela distribuição de alimentos e iniciativas presentes em todos os 27 Territórios de Identidade do estado.

A experiência baiana ajudou a inspirar a criação do Plano Brasil Sem Fome, política nacional lançada pelo governo federal para enfrentar a insegurança alimentar, segundo o governador Jerônimo Rodrigues. “Quando estruturamos o Bahia Sem Fome, mostramos que era possível transformar o combate à fome em uma política de Estado, envolvendo diversas áreas do governo e a sociedade civil. Essa experiência inspirou o presidente Lula a criar o Brasil Sem Fome. Combater a fome é garantir comida na mesa, mas também é cuidar da produção, da água, da renda, da educação, da saúde e da dignidade das pessoas.”

A principal vitrine dessa política pública é a Rede de Equipamentos Integrados para o Combate à Fome. Atualmente, o estado conta com 505 cozinhas comunitárias fortalecidas pelo programa, das quais 333 funcionam em parceria com Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e outras 172 são executadas em conjunto com prefeituras municipais. A rede atende cerca de 101 mil pessoas e vem fornecendo 19.364.800 refeições, resultado de um investimento de R$ 145 milhões.

Mas o Bahia Sem Fome foi estruturado para ir além do atendimento imediato às famílias em situação de insegurança alimentar. Ao longo desses três anos, o programa passou a articular iniciativas voltadas à produção de alimentos, acesso à água, fortalecimento da agricultura familiar, alimentação escolar, pesquisa científica e integração das políticas públicas de segurança alimentar, conforme explica o coordenador-geral de Ações Estratégicas de Combate à Fome do Governo da Bahia, Tiago Costa. Segundo o gestor, o BSF é o maior programa estadual de combate à fome do país.

“O Bahia Sem Fome é o maior programa estadual de combate à fome e que teve maior investimento (R$ 5 bilhões), alcançando mais pessoas fora do alcance das políticas públicas. Entendemos que combater a fome vai muito além da entrega de alimentos. É construir uma rede permanente de assistência alimentar, proteção social e produção de alimentos, apoiando cozinhas comunitárias, fortalecendo a agricultura familiar, ampliando o acesso à água, promovendo ciência, integrando os sistemas públicos e fortalecendo os municípios. Essa é uma política pública estruturante, que atua tanto na emergência quanto em ações estruturantes, atacando na raiz as causas da insegurança alimentar fruto da pobreza estrutural e das desigualdades sociais.”

Ascom

Feriado da Independência da Bahia altera funcionamento do TRE-BA nos dias 2 e 3 de julho

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Nesta quinta e sexta-feira (2 e 3 de julho), o expediente estará suspenso nas secretarias, cartórios eleitorais e demais unidades de atendimento presencial ao público do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) na capital e no interior do estado. A medida ocorre em razão do feriado da Independência do Brasil na Bahia e do ponto facultativo, respectivamente. As atividades serão retomadas na segunda-feira (6/7).

A suspensão do atendimento está prevista na Portaria nº 396/2025, que institui o calendário de feriados e pontos facultativos da Justiça Eleitoral baiana para o ano de 2026.

Serviços digitais

Durante o período de suspensão do atendimento presencial, eleitoras e eleitores poderão acessar diversos serviços por meio do Autoatendimento Eleitoral. A plataforma permite, entre outras funcionalidades, emitir certidões, consultar a situação eleitoral e quitar débitos eleitorais.

Unidades de Atendimento ao Cidadão (SAC)

Os postos da Justiça Eleitoral instalados nas unidades do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) seguem cronograma próprio de funcionamento, estabelecido pela Secretaria da Administração do Estado da Bahia (SAEB). Informações sobre locais e horários de atendimento podem ser consultadas no portal do TRE-BA, na seção “Serviços, horários e locais”.

Ascom TRE-BA

Janja repudia declaração sobre voto feminino e influenciador bolsonarista reafirma: “Mulher vota mal pra c#r@lho”

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Sem citar nomes, a primeira-dama Janja rebateu, nesta terça-feira (30), declaração dada pelo influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo de que as mulheres “estatisticamente votam mal”.

Janja repudiou a fala de Figueiredo durante discurso que fez na 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que reúne em Brasília representantes do poder público e da sociedade civil para debater diretrizes da Agenda 2030.

“E aqui eu faço uma pausa para lamentar que alguém vá à imprensa dizer que nós, mulheres, não sabemos votar. Aqui eu deixo meu repúdio a essa pessoa porque nós, sim, nós somos maioria da população e sabemos muito bem conduzir uma nação ao seu pleno desenvolvimento, andando lado a lado com os companheiros homens para que esse Brasil finalmente chegue ao seu lugar”, declarou a primeira-dama.

A declaração repudiada por Janja foi feita por Paulo Figueiredo em um vídeo divulgado na última segunda (29), em que o influenciador fez diversas críticas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Figueiredo, que é investigado por coação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não apresentou dados, pesquisas ou estudos que pudessem embasar sua afirmação sobre o comportamento eleitoral das mulheres.

“Mulher vota estatisticamente muito mal, principalmente mulheres solteiras. Mulheres casadas em geral tendem a acompanhar o voto do marido. Mulheres solteiras não, isso que eu tô dizendo, pode arrancar os pentelhos das calcinhas, pode fazer o que você quiser”, disse Figueiredo.

O influenciador, que mora nos Estados Unidos e atua em conjunto com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, também foi rebatido pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que disse que ele “defeca pela boca”. A senadora também pediu que Figueiredo seja proibido de se comunicar publicamente por meio das redes sociais e de outros canais de comunicação.

“Esse traidor da pátria, foragido da justiça brasileira, covarde, parvo, néscio, limítrofe, lerdo, acéfalo, não amado, medroso, inseguro, complexado por não conseguir ser ninguém além de um neto de ditador, resolve, lá dos EUA, defecar pela boca. Independente de quem seja a mulher atacada, se mexeu com uma, mexeu com TODAS”, afirmou Soraya.

Em resposta a Soraya e outras críticas que recebeu, Paulo Figueiredo disse na rede X que reiterava suas afirmações e completou: “mulher não apenas vota mal, mulher vota mal pra caralho!”.

Bahia Notícias 

Fim da escala 6×1: Alcolumbre se reúne nesta quarta com centrais sindicais e governistas para tratar do tema]

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O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), se reúne nesta quarta-feira (1º), com parlamentares do governo e centrais sindicais para discutir a proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1.

O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados no final do mês de maio e espera por tramitação oficial no Senado Federal, que ainda não começou, antes de ser votado no plenário da casa.

Assim que o texto chegou à casa, Alcolumbre justificou que o Senado não pode ser obrigado a “carimbar” a proposta, sem ter um tempo adequado e razoável para análise.

“Não é razoável que a Câmara passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, para os trabalhadores e para os empreendedores, e o Senado seja obrigado a carimbar o texto aprovado na Câmara. Essa é a minha posição”, disse.

A reunião deve acontecer na residência oficial do presidente do Senado, horas antes da sessão de debates sobre o assunto, agendada para acontecer no plenário da casa. Alcolumbre deve, inclusive, comparecer à sessão.

Na sessão, o governo vai estar representado pelos ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, e o Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego.

Entre os governistas que participarão da reunião fechada, estão a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), o senador Paulo Paim (PT-RS), responsável pela organização do debate, a deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) e o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG).

De acordo com fontes ouvidas pelo g1, a expectativa dos parlamentares é que Alcolumbre ouça o posicionamento das centrais sindicais e do governo sobre o assunto, assim como vem fazendo com empresários.

O que diz o texto

A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais.

O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas:

  • as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC;
  • as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas.

O fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida.

O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada.

O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente.

Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação.

A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.

Regra não é universal

Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente.

Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda.

Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.

G1