Preto no Branco

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EUA vão classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

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Os Estados Unidos vão classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (28) pelo Departamento de Estado,  um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

De acordo com o comunicado, as facções serão designadas como “terroristas globais especialmente designados” (“Specially Designated Global Terrorists”, ou SDGTs) e como “organizações terroristas estrangeiras” (“Foreign Terrorist Organizations”, ou FTOs).

Marco Rubio afirmou que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da região e os Estados Unidos. “O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e cortar financiamento e recursos de narcoterroristas”.

De acordo com apuração do repórter Guilherme Balza, da GloboNews, o governo brasileiro ainda não foi avisado, mas atuava nos bastidores para tentar impedir que os Estados Unidos adotassem a medida, temendo principalmente uma operação militar dos EUA no Brasil, como já ocorreu em outros países.

O PCC é considerado o maior grupo criminoso das Américas, com atuação em cerca de 30 países e mais de 40 mil membros, fator que pode ter sido decisivo na avaliação norte-americana. Inclusive, o pedido de classificação do PCC e do CV como organizações terroristas havia sido solicitado em maio de 2025, o chefe interino de coordenação do Departamento de Sanções dos Estados Unidos, David Gamble, mas o governo brasileiro negou.

Na legislação brasileira, facções como o PCC e o CV são classificadas como  organizações criminosas e não como terroristas. O terrorismo é definido como a prática de atos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião, visando provocar terror social ou generalizado, de acordo com a a Lei Antiterrorismo, sancionada no Brasil em 2016.

Leia nota dos Estados Unidos na íntegra

Hoje, o Departamento de Estado dos EUA designa o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como Organizações Terroristas Globais Especialmente Designadas (SDGTs) e pretende designá-los como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), com vigência a partir de 5 de junho de 2026.
O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros. Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e para dentro do nosso país.
O governo Trump continuará a usar todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo as drogas ilícitas longe de nossas ruas e interrompendo o fluxo de recursos que financiam narcoterroristas violentos. A ação tomada hoje pelo Departamento de Estado demonstra ainda mais o compromisso inabalável do governo Trump em desmantelar cartéis e organizações criminosas em nossa região e garantir a segurança do povo americano.
As medidas tomadas hoje estão em conformidade com a seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade e com a Ordem Executiva 13224. As designações de Organizações de Transporte Estrangeiro (FTO, na sigla em inglês) entram em vigor após a publicação no Diário Oficial Federal (Federal Register).

BNews

Governo da Bahia firma contrato com Hospital Promatre de Juazeiro para 10 leitos de UTI e mais 15 leitos clínicos

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O Governo da Bahia, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (SESAB), formalizou um contrato com o Hospital Promatre de Juazeiro para prestação de serviços hospitalares dentro da rede estadual. O documento consta no Diário Oficial desta quinta-feira (28).

Com a contratação, Juazeiro e região ganham 10 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e mais 15 leitos clínicos, ampliando a capacidade de atendimento hospitalar na região Norte da Bahia.

A medida atende a uma necessidade antiga da população e da rede pública de saúde, diante da grande demanda por vagas de UTI. Muitos pacientes enfrentam longos períodos de espera por regulação e transferência, situação frequente e que vem gerando sofrimento aos usuários do SUS, familiares e profissionais da saúde. Com os novos leitos, o Estado passa a oferecer um suporte maior para reduzir a fila e agilizar o atendimento aos casos mais graves.

O acordo estabelece metas quantitativas e qualitativas rigorosas, vinculando parte do repasse financeiro ao desempenho da unidade.

Entre as exigências, o hospital deve garantir a ocupação integral dos leitos disponibilizados à Central Estadual de Regulação (CER), além de assegurar o atendimento de pacientes regulados 24 horas por dia, todos os dias da semana.

O desempenho do hospital será avaliado mensalmente, prevê o documento de contratação.

A medida integra as ações da Secretaria Estadual de Saúde para ampliar e fortalecer o atendimento à população por meio do credenciamento de prestadores de serviço.

SEI_GOVBA – 00141268913 – Termo de Adesão de Contrato (1)

Redação PNB

Maior encontro de História da Mídia do Nordeste acontece na UNEB Juazeiro em agosto

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A cidade de Juazeiro (BA) receberá, nos dias 13 e 14 de agosto de 2026, o 9º Encontro de História da Mídia do Nordeste- Alcar Nordeste 2026. O evento será realizado na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), no Departamento de Ciências Humanas (DCH III), reunindo pesquisadores, estudantes e profissionais da comunicação de diversos estados nordestinos.

Promovida pela Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (ALCAR), entidade que fomenta estudos e debates sobre comunicação e memória no Brasil, a edição regional do congresso terá como tema “Comunicação, territórios e disputas narrativas: a mídia local como palco de identidades, resistências e conflitos históricos”.

As inscrições para participação seguem abertas até o dia 31 de julho. Já o prazo para submissão de trabalhos científicos encerra em 03 de julho. Os trabalhos poderão ser enviados para um dos nove Grupos Temáticos (GTs) do encontro, que discutem diferentes áreas da História da Mídia e da Comunicação.

A Alcar Nordeste 2026 reúne pesquisadores(as), estudantes e profissionais de todos os estados da região em um dos principais encontros sobre História da Mídia e Comunicação no Nordeste. O evento é uma oportunidade para apresentar pesquisas, trocar experiências, criar conexões com pesquisadores de diferentes instituições e fortalecer a circulação da produção científica desenvolvida no território nordestino. Além dos debates e apresentações de trabalhos, a Alcar Nordeste também dá visibilidade a estudos e investigações que ajudam a pensar a comunicação, a memória e as disputas narrativas na região.

A programação preliminar contará com conferência de abertura, mesas-redondas, sessões de apresentação de trabalhos e uma reunião voltada aos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, debatendo os desafios da produção de conhecimento na área.

As inscrições possuem valores diferenciados para estudantes de graduação, pós-graduação, docentes, pesquisadores e profissionais, com categorias específicas para sócios da ALCAR, comunidade UNEB e cotistas.

Mais informações sobre inscrições, programação e submissão de trabalhos estão disponíveis no site oficial do evento: alcarnordeste.com.br

Mais informações: alcarnordeste.com.br

Ascom

Do vandalismo à memória: Exposição na Câmara relembra destruição golpista de 8 de janeiro

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Uma exposição instalada no Salão Verde da Câmara Federal, em Brasília (DF), relembra um dos episódios mais violentos contra a democracia brasileira. A mostra reúne objetos históricos danificados por integrantes da extrema direita bolsonarista durante os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Entre as peças expostas estão vasos, esculturas e objetos protocolares que integravam o patrimônio da Câmara dos Deputados e foram destruídos durante a invasão das sedes dos Três Poderes. Algumas dessas obras passaram por processos de restauração, mas ainda preservam marcas da depredação, cicatrizes visíveis da tentativa de ruptura democrática.

A exposição também apresenta dois azulejos do painel “Ventania”, do artista Athos Bulcão, atingidos durante os atos de vandalismo.

Mais do que recuperar objetos históricos, a mostra busca preservar a memória de um dia que marcou o país pela violência política e pelos ataques às instituições democráticas.

Redação PNB

Senhor do Bonfim celebra 141 anos com grande cortejo cultural e emoção nas ruas da cidade

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Senhor do Bonfim acordou nesta quinta-feira (28) com sua história sendo contada pelas ruas da cidade. Em celebração aos 141 anos do município, a Prefeitura de Senhor do Bonfim, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Esportes, realizou o Cortejo Cultural “Senhor do Bonfim: Cada Canto uma História”, levando milhares de bonfinenses às ruas centrais da cidade para acompanhar um verdadeiro espetáculo de memória, cultura e identidade.

Com alegorias, apresentações culturais, fanfarras e homenagens à história local, o desfile reuniu 30 escolas municipais, reunindo aproximadamente 1.500 pessoas entre alunos e servidores da educação, além de sete fanfarras e instituições como Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, Polícia Rodoviária Federal, Guarda Civil Municipal, DMTRANS, SAMU, Desbravadores, Projeto Volley Bonfim, Ages, Associação dos Taxistas, Moto Club Lobo Solitário e Grupo de Montaria Equus Caballus.

Em sua fala durante o evento o prefeito Laércio Júnior destacou a importância da celebração e os avanços da cidade. “O desfile cívico representa muito para nossa história. Quero parabenizar cada bonfinense, porque é o trabalho do nosso povo que faz Bonfim crescer e se desenvolver. Temos avançado na saúde, infraestrutura, social e em todas as áreas e ainda vem muito mais por aí. Aproveito este dia para reafirmar meu compromisso de continuar trabalhando pela nossa cidade”, afirmou.

Aprovação popular

A aposentada Amélia Ribeiro, que acompanhou o cortejo com a família, celebrou o momento. “É sempre uma alegria ver os desfiles que resgatam memórias e mostram a riqueza cultural da nossa terra”, disse. A estudante Joana Oliveira falou sobre a emoção de desfilar. “A gente ensaia, prepara a roupa e entra na avenida contando a história da nossa cidade enche a gente de orgulho”, destacou.

Resgate das Memórias

A secretária municipal de Educação e Esportes, Eline Sobreira, ressaltou o trabalho coletivo na realização do evento. “O tema deste ano trouxe o resgate das memórias e do orgulho de ser bonfinense, através de cada bairro. Foi um evento construído pela educação junto com todas as secretarias para valorizar nossa história e cultura”, afirmou.

O evento foi encerrado com o tradicional parabéns para você e bolo de aniversário. Às 20h a programação comemorativa segue com a Grande Puxada, comandada por Bell Marques, saindo do Portal da Cidade.

Ascom PMSB

NordTech acontece em Juazeiro, no próximo sábado (30); evento conecta inovação, negócios e desenvolvimento regional

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Juazeiro vive um novo tempo de desenvolvimento e inovação. Neste sábado (30), o município será palco de um encontro inédito que promete conectar tradição empresarial, tecnologia e novas oportunidades de negócios. Em um único espaço. Promovido pela Vallis Hub, com apoio da Agência de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda de Juazeiro, o NordTech acontece na NordHaus, das 18h às 22h, reunindo empresários, startups, investidores e lideranças estratégicas de toda a região.Os interessados em participar podem se inscrever por meio do perfil oficial do evento nas redes sociais, @thenordtech, onde está disponível o link para aquisição dos ingressos. Em sua primeira edição, o NordTech chega com a proposta de integrar o calendário de negócios de Juazeiro, aproximando empresários tradicionais do universo da transformação digital e fortalecendo o ecossistema de inovação no interior nordestino.

Com o conceito “Inovação que nasce do território”, o evento busca mostrar que o Vale do São Francisco tem potencial para se consolidar como referência em inovação aplicada ao setor produtivo, conectando empresas tradicionais, indústrias, startups e lideranças regionais em uma experiência imersiva de conteúdo, networking e geração de negócios.

Para o diretor-presidente da ADEER, Tércio Tolentino, o evento representa um novo momento para a economia local. “Juazeiro vive um tempo de crescimento, de abertura para novas ideias e de fortalecimento do ambiente de negócios. O NordTech traduz exatamente esse movimento que estamos construindo: uma cidade conectada ao futuro, capaz de atrair inovação, gerar oportunidades e mostrar que o desenvolvimento também nasce no interior. É um encontro que valoriza nossa força econômica e projeta Juazeiro como referência regional em inovação e empreendedorismo”, destacou.

Já Leanderson Coelho, um dos fundadores da Vallis Hub, diz que organizar um evento dessa dimensão é um passo importante para consolidar uma nova cultura empresarial em Juazeiro e região. “A ideia do nordtech surge exatamente para provar que o empreendedor desde o mais tradicional ao mais atualizado, consegue inovar em qualquer setor. É um grande desafio estar à frente de um projeto como esse, mas é gratificante quando vemos resultados permanentes do nosso trabalho”, explicou.

A programação contará com palestras e cases empresariais voltados para inovação, sucessão empresarial, construção civil, agronegócio, indústria, educação e tecnologia. Entre os nomes confirmados estão Pedro Coelho, Gabriel Quirino, Léo Coelho, Ceissa Costa, David Loiola, Cecília Castro e Matheus Tolentino. O encontro também abrirá espaço para apresentação de startups com soluções voltadas ao agronegócio, gestão empresarial, inteligência operacional e transformação digital, como IARIS TECH, NXPAY, BAI-EX, 3D BIONANO, Go Connect Agro e Cyberagro.

Ascom PMJ

Em defesa do Velho Chico, Juazeiro se une à campanha Vire Carranca 2026 com programação educativa e cultural no dia 3 de junho

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Na próxima quarta-feira, 3 de junho, data em que se celebra o Dia Nacional em Defesa do Rio São Francisco, Juazeiro será uma das quatro cidades da bacia a sediar, simultaneamente, a 13ª edição da Campanha Vire Carranca, promovida pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF). Com o tema “Velho Chico: Um rio, muitas mãos”, a mobilização chega à cidade com o apoio da Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), reforçando o compromisso coletivo com a preservação de um rio que sustenta vidas, histórias e identidades.

A programação reunirá atividades educativas, apresentações culturais, oficinas, ações interativas voltadas para crianças e jovens, além de momentos de integração com representantes de comitês afluentes, especialistas, gestores públicos e sociedade civil.

A campanha, realizada pelo CBHSF desde 2014, tem como proposta despertar a consciência coletiva sobre a urgência da revitalização do Rio São Francisco. Mais do que um símbolo, a carranca tornou-se um chamado à resistência e ao cuidado com o rio. Figura emblemática da cultura ribeirinha, com feições fortes e muitas vezes assustadoras, ela foi criada originalmente para proteger embarcações e barqueiros contra maus espíritos e energias negativas. Agora, ressurge como símbolo de luta e esperança, em mais um grito coletivo em defesa das águas, da vida e do futuro do Velho Chico.

De acordo com o prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, a mobilização vem ao encontro dos projetos de preservação ambiental desenvolvidos pela gestão municipal, como o Juazeiro Limpa, programa municipal contínuo de zeladoria, saneamento e conscientização ambiental.   “Juazeiro tem sua identidade profundamente ligada ao Rio São Francisco. Receber o Vire Carranca é dar as mãos e firmar um compromisso com a preservação desse patrimônio vivo, que sustenta nossa economia, nossa cultura e a história de cada juazeirense. Defender o Velho Chico é defender o futuro da nossa cidade e das próximas gerações, e isso está totalmente alinhado aos nossos esforços por uma cidade mais limpa e com consciência ambiental”, destacou o prefeito.

Para o secretário de Meio Ambiente, Cláudio Fernandes, o evento é também um convite à reflexão coletiva sobre o papel de cada cidadão na preservação da bacia. “O Velho Chico pede cuidado permanente. Virar carranca é assumir uma postura de defesa, vigilância e pertencimento. Juazeiro tem essa responsabilidade histórica de olhar para o rio não apenas como recurso, mas como organismo vivo, que precisa de atenção, recuperação e respeito”, afirmou.

Neste ano, além de Juazeiro, a campanha será realizada em Paracatu (MG), Érico Cardoso (BA) e Canindé de São Francisco (SE), representando diferentes regiões da bacia e reforçando a importância da atuação integrada entre territórios que dependem diretamente das águas do São Francisco e de seus afluentes.

Programação

Manhã | 8h às 11h30 | Angari

 Peixamento no Rio São Francisco

Ação prática de educação ambiental com participação da SEMA, Codevasf e escolas municipais

Tarde | 14h às 16h | Teatro João Gilberto

Ciclo acadêmico e palestra temática

Mesa-redonda sobre sustentabilidade, mudanças climáticas e gestão dos recursos hídricos

Participação de Embrapa, IF Sertão-PE, Univasf, UPE e Uneb

Tarde e Noite | 16h30 à 0h | Orla II

Cortejo de barcos no Rio São Francisco com participação da Marinha do Brasil, Bombeiros Civis e a Comunidade do Angari

Atrações culturais e musicais: Peu Bandeira, Boi Carranca, Nilton Freitas, Luana Blu, Maviael Mello, e atrações surpresas.

Ascom PMJ

SEC lança campanha “Você se reconhece?” para fortalecer autodeclaração consciente nas escolas estaduais

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A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), por meio da Superintendência de Políticas para a Educação Básica, realiza, nesta quarta-feira (27), o lançamento oficial da campanha “Você se reconhece? – autodeclaração consciente nas escolas estaduais da Bahia”. O evento acontece no Colégio Estadual Quilombola de Tempo Integral de Matinha, em Feira de Santana, reunindo representantes institucionais, movimentos sociais, gestores, estudantes e comunidade escolar para discutir identidade, pertencimento e políticas públicas na Educação.

A campanha tem como objetivo sensibilizar estudantes da rede estadual sobre a importância da autodeclaração étnico-racial e de gênero no Sistema Integrado de Gestão da Educação (SIGEduc), fortalecendo políticas de equidade, diversidade e garantia de direitos. A iniciativa também busca qualificar os dados educacionais da rede estadual, promovendo o reconhecimento das diferentes identidades presentes nas escolas baianas.

A diretora de Educação dos Povos e Comunidades Tradicionais da SEC, Poliana Reis, destacou que a campanha representa um compromisso da rede estadual com a valorização da diversidade e cidadania. “É mais uma ação com o intuito de implementarmos uma educação decolonial e antirracista, que leve em consideração os povos, as comunidades tradicionais e toda a diversidade do Estado da Bahia”, afirmou.

A programação da manhã contou com mesa institucional de abertura, apresentações culturais e o painel “Você se reconhece? Identidade, pertencimento e políticas públicas na Educação”, com a participação de especialistas e pesquisadores da área. Entre os convidados estiveram o professor Tiago Rodrigues Santos e a pesquisadora Dai Costa Ndanbulakossi, que debateram os desafios e a importância da construção de uma educação antirracista e inclusiva. O evento também recebeu estudantes dos colégios estaduais de tempo integral Governador Luís Viana Filho e Itan Guimarães, ambos em Feira de Santana, além dos estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral do Campo Jenivaldo Cardoso, localizado em Antonio Cardoso.

Para a estudante Adriele Valentinni Ferreira Cabral, 17 anos, 3ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual de Tempo Integral Luís Viana Filho,  participar do lançamento foi um momento de aprendizado e representatividade. “A campanha faz a gente entender que a autodeclaração vai além da aparência e dos traços físicos, porque também envolve cultura, ancestralidade e identidade. É uma oportunidade para os estudantes se reconhecerem, valorizarem quem são e não se limitarem aos rótulos impostos pela sociedade”, disse.

Já o estudante Tairone da Paz Nascimento, 18 anos, 1ª série do curso técnico em Agroecologia do Colégio Estadual Quilombola de Tempo Integral de Matinha, ressaltou o impacto da campanha no ambiente escolar. “É importante que todos possam se identificar da forma como realmente se reconhecem. Isso traz respeito e fortalece a convivência dentro da escola.”

Ao longo da tarde, gestores, técnicos de matrícula e coordenadores participam da oficina “Você se reconhece?: autodeclaração, cadastro e qualificação dos dados no SIGEduc”, que vai orientar sobre os procedimentos de registro e a importância da produção de dados confiáveis para subsidiar políticas públicas educacionais. A campanha será desenvolvida ao longo de 2026 nos 27 Núcleos Territoriais de Educação (NTE) e nas unidades escolares da rede estadual.


Ascom SEC

“Ironia histórica e poderosa: Erica Hilton, a MULHER que mostrou o que é representar trabalhadoras de verdade”, por Sibelle Fonseca

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Há momentos em que a política deixa de ser apenas disputa e passa a ser reparação histórica. A aprovação, em dois turnos, pela Câmara dos Deputados, da proposta que põe fim à escala 6×1 é um desses marcos e carrega consigo um simbolismo que o Brasil não pode ignorar.

Não foi qualquer parlamentar que conduziu essa pauta. Foi uma mulher trans. Uma mulher que, há pouco tempo, foi alvo de ataques, questionamentos e tentativas de deslegitimação ao assumir espaços de poder. Uma mulher cuja existência política, para muitos, ainda incomoda. E foi justamente ela quem deu voz a milhões de trabalhadores, sobretudo mulheres que vivem uma rotina de exaustão silenciosa.

Durante muito tempo, disseram que ela não deveria estar ali. Tentaram transformar sua identidade em ataque político. Ridicularizaram sua presença, questionaram sua legitimidade, fizeram da transfobia uma arma cotidiana dentro e fora do Parlamento. E agora, justamente uma mulher trans, entrega ao país uma das propostas mais humanas e transformadoras para a classe trabalhadora brasileira.

Há uma ironia histórica poderosa nisso.

Enquanto muitos parlamentares usam seus mandatos para alimentar guerras morais, Erika Hilton escolheu olhar para a vida real. A vida da mulher que acorda às 4h00 da manhã para pegar dois ônibus lotados. A vida da caixa de supermercado que passa horas em pé, sorrindo por obrigação enquanto o corpo implora descanso. A vida da balconista que chega em casa quase meia-noite e ainda precisa lavar roupa, preparar a comida do dia seguinte e verificar o dever da escola dos filhos.

A escala 6×1 nunca foi apenas uma jornada de trabalho. Ela sempre foi um projeto de exaustão humana. Somente quem a cumpre sabe disso, vive isso.

É a mãe que vê o filho acordado apenas um dia na semana e nunca pode ir às festinhas da escola. É a trabalhadora doméstica que limpa a casa dos outros sem ter tempo de cuidar da própria. É a técnica de enfermagem que emenda cansaço com culpa porque não consegue acompanhar a infância dos filhos. É a atendente de farmácia que vive dopada de analgésico para suportar dores nas pernas. É a operadora de caixa que almoça em quinze minutos e aprende a normalizar crises de ansiedade porque “todo mundo trabalha assim”.

Não. Não deveria ser assim. Nunca deveria ter sido assim.

O Brasil romantizou demais o sofrimento do trabalhador. Transformou esgotamento em mérito. Fez parecer bonito viver sem descanso, sem lazer, sem tempo, sem saúde mental, sem convivência familiar. E quem mais pagou essa conta foram as mulheres, porque a nossa jornada nunca termina quando o expediente acaba.

Trabalhamos fora e continuamos trabalhando dentro de casa. Cuidamos dos filhos, dos idosos, da comida, da limpeza, da saúde e da vida emocional da família inteira. Dormimos exaustas e ainda acordamos culpadas por não termos conseguido dar conta de tudo.

Quantas mulheres vivem sem tempo para si? Quantas adoecem em silêncio? Quantas sequer conseguem parar para existir além do trabalho e das responsabilidades?

Ao enfrentar essa realidade, a proposta não fala apenas de carga horária. Fala de dignidade. Fala de devolver às pessoas algo básico: o direito ao próprio tempo.

Por isso essa proposta é tão simbólica.

Erika Hilton, uma mulher de verdade, alguém que conhece na pele a violência da exclusão,  enxergou a brutalidade dessa rotina naturalizada. Foi ela, que sabe o que significa sobreviver em um país desigual, quem decidiu enfrentar um modelo que adoece milhões de pessoas silenciosamente.

Isso é representatividade de verdade.

Não é ocupar cadeira para fazer discurso vazio e elitista. É transformar mandato em ferramenta concreta de mudança social. É usar o poder para melhorar a vida de quem nunca foi prioridade.

Os mesmos setores que atacaram Erika Hilton por ela existir, agora terão de conviver com o fato de que foi ela quem colocou dignidade no centro do debate trabalhista brasileiro.

E isso tem um peso político gigantesco.

Porque desmonta a mentira de que diversidade é “pauta identitária sem impacto real”. Não. Impacto real é devolver tempo de vida para mães exaustas. Impacto real é permitir que trabalhadoras e trabalhadores possam descansar sem culpa. Impacto real é garantir que alguém tenha direito de existir para além do trabalho.

A história é atenta. Registra essas contradições com precisão.

Enquanto muitos gritavam ódio, uma mulher trans estava trabalhando para mudar a vida do povo.

Foi ela quem conseguiu enxergar, e transformar em ação política, a dor cotidiana de milhões de mulheres, e também de homens, da classe trabalhadora brasileira. Ela representa. Ela representou!

Num país onde tantas vezes se tenta desumanizar, excluir e silenciar, a resposta veio em forma de lei, de coragem e de transformação social.

A política, quando cumpre seu papel, não apenas legisla. Ela muda vidas.

E, desta vez, mudou pelas mãos de quem muitos insistiram em subestimar, em ridicularizar.

Erica Hilton, a MULHER!

Por Sibelle Fonseca