Preto no Branco

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Juazeiro promove ação de saúde e cidadania em alusão ao Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua

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Em alusão ao Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, celebrado nesta quarta-feira (19), a Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro (Sesau), por meio do Consultório na Rua, serviço vinculado à Atenção Primária, realizou uma ação de cuidado e promoção à saúde, na Praça da Catedral. A iniciativa teve como público prioritário pessoas em situação de rua e reuniu serviços de aferição de pressão arterial, verificação de glicemia e testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), além de orientações sobre acesso a direitos e serviços públicos.

A ação foi desenvolvida pela equipe multiprofissional do Consultório na Rua, que também levou informações sobre benefícios sociais, acesso à documentação e outros serviços importantes para a população em situação de vulnerabilidade. A proposta cumpriu o objetivo de ampliar o acesso ao cuidado integral, aproximando os serviços públicos das pessoas que enfrentam dificuldades para chegar até a rede convencional de atendimento.

“A data de hoje nos faz repensar e refletir sobre o acesso, sobre os direitos e a inclusão das pessoas em situação de rua. Nessa perspectiva, a equipe multiprofissional do Consultório na Rua se reuniu, trazendo informações inerentes ao acesso a benefícios e outros direitos, pensando na saúde integral deste público em situação de rua. Sabemos que situações como a ausência de renda e a dificuldade de acesso a benefícios impactam diretamente na saúde. Por isso, orientando, de forma prática, sobre como ter acesso a esses benefícios e também à retirada de documentos, indicando endereços e locais onde esses serviços são ofertados”, destacou Sandra Mara Damásio, assistente social do Consultório na Rua.

Para um dos usuários atendidos durante a ação, o atendimento próximo e a possibilidade de realizar diferentes procedimentos em um mesmo espaço facilitam o acesso à saúde. “É importante ter esse atendimento aqui perto, porque muitas vezes a gente não sabe onde procurar ajuda. Hoje pude verificar minha pressão, fazer o teste e também receber orientação. Fui bem atendido e saio daqui sabendo onde procurar os serviços que preciso”, relatou o usuário, que preferiu não se identificar.

O Consultório na Rua é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada para ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde. A política nacional foi instituída em 2011 e, em Juazeiro, a equipe iniciou sua atuação junto a esse público em 2025. Com atuação itinerante, o serviço busca levar o cuidado até os territórios onde essa população está, respeitando suas particularidades e necessidades.

Atualmente, o Consultório na Rua realiza cerca de 120 atendimentos por mês no município, com ações de prevenção, acompanhamento e cuidado integral em saúde, além de facilitar o acesso dos usuários à rede de serviços do SUS.

A equipe é formada por seis profissionais: médico, enfermeiro, assistente social, psicólogo, técnico de enfermagem e redutor de danos. O trabalho é realizado de forma articulada, considerando não apenas as necessidades clínicas, mas também os aspectos sociais e as condições de vulnerabilidade que interferem diretamente na saúde.

A atuação do Consultório na Rua busca promover saúde, prevenir agravos e fortalecer o vínculo dos usuários com a rede de atenção, ampliando as possibilidades de cuidado e garantindo que a saúde pública esteja cada vez mais próxima de quem mais precisa.

Ascom PMJ/Sesau

Zó do Sertão tem candidatura deferida pela Justiça Eleitoral e reforça aliança com Lula e Jerônimo na Bahia

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O candidato a deputado estadual Zó do Sertão (PCdoB) teve o registro de candidatura deferido pela Justiça Eleitoral. A decisão confirma que o candidato está apto a disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) nas eleições deste ano.

Com o registro deferido, Zó segue oficialmente na disputa e intensifica sua agenda de campanha em Juazeiro, no Sertão do São Francisco e em outras regiões da Bahia, levando sua experiência política e suas propostas para o desenvolvimento do interior do estado.

Integrante do time do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, Zó defende uma atuação articulada entre os governos federal e estadual para ampliar investimentos e oportunidades nos municípios baianos, especialmente no interior.

Entre as prioridades defendidas pelo candidato estão o desenvolvimento regional, a geração de oportunidades, a melhoria da Saúde e da Educação e o fortalecimento do Esporte, da Cultura e das políticas públicas voltadas para quem vive e trabalha no Sertão.

Para Zó, o deferimento representa mais uma etapa importante de uma caminhada construída ao lado da população.

“O deferimento do nosso registro confirma que estamos prontos para seguir nessa caminhada. Vamos continuar nas ruas, ouvindo as pessoas e apresentando nossas propostas. Ao lado de Lula e Jerônimo, queremos trabalhar para que Juazeiro, o Sertão e o interior da Bahia tenham cada vez mais voz, investimentos e oportunidades”, afirmou Zó.

A campanha segue com uma intensa agenda de caminhadas, encontros, reuniões com lideranças e diálogo direto com a população. A estratégia é ampliar a presença de Zó em diferentes municípios e fortalecer uma candidatura que nasce em Juazeiro, tem raízes no Sertão e busca representar o interior na Assembleia Legislativa.

“Conheço o Sertão, conheço nossa gente e sei dos desafios que ainda precisamos enfrentar. É com essa experiência e com muita disposição para trabalhar que vamos seguir em frente”, completou Zó.

Segue em anexo a decisão

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Ascom

Você sabe o que é carência em matéria previdenciária? Dr. Hélder Moreira explica

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A carência é um conceito muito utilizado no Direito Previdenciário, especialmente para a concessão dos benefícios garantidos pelo INSS, mas também pode aparecer em algumas regras aplicáveis aos servidores públicos.

Nos termos do art. 24 da Lei Federal nº 8.213/1991, “carência é o número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus” a um determinado benefício.

Ou seja, toda vez que alguém disser que existe carência para a concessão de um benefício, estará dizendo que existe um tempo mínimo de contribuição a ser comprovado pelo interessado.

No entanto, existem situações em que a carência é dispensada pela própria legislação, pois o legislador entende que o risco social protegido por uma prestação previdenciária não é compatível com a exigência de um prazo.

O exemplo mais comum de benefício que dispensa a carência é a pensão por morte, que é devida aos dependentes em caso de falecimento do segurado, ainda que o óbito ocorra no primeiro dia de filiação previdenciária.

Para outros benefícios, o prazo de carência pode variar de 12 (doze) meses, para a concessão de auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e aposentadoria por incapacidade permanente para o trabalho, a 180 (cento e oitenta) meses de contribuição, para a concessão das demais aposentadorias.

No passado, porém, o INSS entendia que também poderia ser exigido o cumprimento de um prazo de carência para a concessão do salário-maternidade a determinadas categorias. Todavia, ao julgar as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) nºs 2.110 e 2.111, o Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que a exigência de prazo de carência diferenciado entre as categorias de segurados da previdência social seria inconstitucional, pois violaria a isonomia e criaria uma espécie legal de presunção de má-fé.

Isso porque, caso a gestante fosse contratada por uma empresa e, consequentemente, estivesse filiada ao INSS na condição de empregada, dela não seria exigida carência para a concessão do benefício. Entretanto, caso outra mulher passasse a desempenhar atividade remunerada na condição de autônoma, teria que comprovar dez meses de contribuição para ter direito ao mesmo benefício.

Mas esse cenário ficou no passado, pois, desde que foi publicada a decisão da Suprema Corte, o INSS não exige mais carência para conceder o salário-maternidade nessas condições. Por isso, desde que a mãe comprove que estava filiada à previdência social na data do nascimento do seu filho, terá direito ao recebimento do benefício.
Esse novo entendimento ainda não é conhecido por todos os segurados do INSS, o que pode estar prejudicando muitas mulheres e impedindo a concessão de benefícios que lhes são assegurados pela legislação.

Hélder Moreira é advogado desde 2006, com pós-graduação e MBA na área de regimes próprios de previdência social

Após lançamento do edital do Festival de Teatro Wellington Monteclaro, diretor teatral faz sugestões e pede sensibilidade à gestão municipal

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O anúncio da retomada do Festival de Teatro Wellington Monteclaro, em Juazeiro, deveria ser motivo de comemoração para quem vive e acredita no teatro. Depois de anos sem acontecer, a retomada do festival representa uma oportunidade importante para recolocar as artes cênicas no centro da agenda cultural do município e promover o intercâmbio entre artistas de diferentes regiões do país.

É justamente por acreditar na importância dessa retomada que faço algumas sugestões à gestão municipal. O objetivo não é desqualificar a iniciativa, mas contribuir para que ela cumpra aquilo que deveria ser sua principal missão: fortalecer o teatro e os grupos teatrais.

O edital prevê a seleção de dez espetáculos — quatro de Juazeiro, três de outras cidades da Bahia e três de outros estados brasileiros. Entretanto, dos R$ 45 mil destinados à premiação, somente os três primeiros colocados receberão recursos financeiros: R$ 20 mil para o primeiro lugar, R$ 15 mil para o segundo e R$ 10 mil para o terceiro. Os demais receberão apenas a oportunidade de participar da programação e concorrer aos troféus.

É nesse ponto que acredito que precisamos parar e refletir.

Fazer teatro é caro. Um espetáculo não nasce apenas da vontade de um diretor ou da disposição dos atores. Existe ensaio, figurino, cenário, iluminação, sonoplastia, transporte, produção, divulgação, alimentação e uma série de outros custos. Quando falamos de grupos que precisam viajar, a conta fica ainda maior.

O próprio edital estabelece que a Prefeitura não será responsável por transporte, alimentação ou hospedagem dos grupos participantes. Também determina que cada grupo arque com o transporte de seus cenários, equipamentos e integrantes.

Portanto, para um grupo de outro estado, participar do Festival Nacional de Teatro Wellington Monteclaro significa fazer um investimento considerável sem qualquer garantia de retorno financeiro. O grupo pode deslocar atores, técnicos e produção, pagar transporte, hospedagem e alimentação e, ao final, voltar para casa sem receber qualquer recurso.

E isso também vale para os grupos de Juazeiro.

Uma competição nacional precisa considerar realidades diferentes

Quando o festival retoma suas atividades com uma proposta de abrangência nacional, a concorrência naturalmente se torna muito mais forte. E precisamos ter sensibilidade para compreender as diferenças estruturais existentes entre os grupos.

Como um espetáculo produzido em Juazeiro, muitas vezes com recursos extremamente limitados, irá competir nas mesmas condições com uma produção de Salvador ou de grandes centros brasileiros?

Não estou dizendo que um grupo de Juazeiro não tenha qualidade. Muito pelo contrário. Temos artistas talentosos, diretores, atores e técnicos capazes de produzir trabalhos de excelência. O que precisamos reconhecer é que talento e estrutura são coisas diferentes.

Um grupo pode ter um excelente espetáculo e, ainda assim, não possuir recursos para investir na produção, no cenário, no figurino, na iluminação ou na circulação na mesma proporção que companhias de centros onde existe uma cadeia profissional de teatro muito mais consolidada.

Por isso, um festival realizado com recursos públicos deveria funcionar também como instrumento de equilíbrio e incentivo, e não apenas como uma competição.

Por que não dividir os recursos entre os dez grupos?

Minha sugestão à gestão municipal é simples: que os recursos destinados ao festival possam contemplar os dez espetáculos selecionados, garantindo a cada grupo um subsídio pela participação.

Os R$ 45 mil previstos no edital poderiam, por exemplo, ser distribuídos entre os dez grupos selecionados, garantindo um valor mínimo para que cada companhia pudesse custear parte de sua participação.

Os prêmios principais poderiam permanecer como reconhecimento artístico, por meio dos troféus de Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Ator e Melhor Atriz.

Assim, o festival continuaria premiando os destaques, mas também apoiaria todos aqueles que aceitaram o desafio de colocar seus espetáculos no palco.

Não se trata de acabar com a competição. Trata-se de compreender que, antes de competir, esses grupos estão contribuindo para a realização do próprio festival.

Os dez espetáculos selecionados são justamente aqueles que irão compor a programação, movimentar o Centro de Cultura João Gilberto, trazer público, artistas e produção para a cidade e ajudar a construir a retomada do evento.

A retomada deveria deixar um legado

O teatro de Juazeiro precisa de incentivo. Depois de anos sem a realização do Festival Wellington Monteclaro, sua retomada poderia representar muito mais do que simplesmente uma semana de apresentações.

Precisamos aproveitar esse momento para reanimar o setor teatral da cidade.

O edital estabelece entre seus próprios objetivos “fortalecer a criação, produção artística e a integração entre os grupos teatrais”, além de “reconhecer e premiar trajetórias e espetáculos” e apoiar grupos artísticos e coletivos na manutenção de seus espetáculos.

É justamente por isso que acredito que a distribuição dos recursos entre os participantes estaria mais alinhada com a finalidade anunciada pelo próprio festival.

Se queremos fortalecer o teatro, precisamos fazer com que o recurso público chegue aos grupos.

Se queremos um festival nacional, precisamos criar condições para que grupos de diferentes lugares possam participar sem assumir um risco financeiro tão grande.

E, se queremos que Juazeiro volte a ter um teatro forte, precisamos fazer com que os artistas daqui tenham condições de continuar produzindo.

O festival não pode ser apenas uma vitrine para quem vencer. Precisa ser uma ponte para que todos os grupos possam continuar existindo.

Minha sugestão, portanto, é um pedido de sensibilidade à gestão municipal: olhem para os dez grupos selecionados não apenas como concorrentes, mas como parceiros na retomada do Festival Wellington Monteclaro.

Que essa retomada seja lembrada não apenas pelos vencedores, mas por ter sido o momento em que Juazeiro decidiu novamente olhar para o teatro, fortalecer seus artistas e reconstruir um espaço importante para as artes cênicas.

Porque, neste momento, mais do que troféus, o teatro precisa de incentivo para continuar de pé.

Por Elder Ferrari – diretor teatral

Inscrições para o Festival Cine Proa, em Petrolina, seguem até 22 de agosto; evento reúne o cinema documental do Nordeste

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O Sertão do São Francisco se prepara para sediar a segunda edição do festival audiovisual Cine Proa. Totalmente dedicado ao cinema documental, o evento será realizado em Petrolina (PE), entre os dias 02 e 07 de novembro de 2026, reunindo uma programação totalmente gratuita e acessível.

O cronograma do festival segue com inscrições abertas no site oficial até o dia 22 de agosto. A fase de curadoria ocorrerá entre 23 de agosto e 04 de outubro para selecionar até 18 obras, com anúncio dos escolhidos em 07 de outubro e divulgação da programação a partir do dia 20.

As obras selecionadas para a programação oficial receberão um Prêmio de Exibição no valor bruto de R$ 500 por filme, conforme as condições estabelecidas no regulamento.

Os filmes serão distribuídos em três mostras competitivas: Cine Proa Carranca para obras produzidas no Sertão Pernambucano; o Cine Proa Nego D’Água, para produções dos demais municípios de Pernambuco; e o Cine Proa Serpente de Fogo, aberta a obras de realizadores dos outros estados da Região Nordeste, excetuadas aquelas enquadradas nas mostras anteriores.

Podem ser inscritos filmes do gênero documentário com duração de até 25 minutos. As obras devem ter sido finalizadas a partir de 1º de janeiro de 2024. As inscrições estão abertas para pessoas físicas, pessoas jurídicas (com ou sem fins lucrativos) e coletivos, desde que indiquem um representante responsável.

O objetivo da competição é fortalecer a produção audiovisual independente e impulsionar a circulação de documentários nordestinos por meio de exibições, debates e ações formativas. Nesta edição, a realização é assinada pela Pirrite Produções Artísticas, com produção da Abajur Soluções Artísticas, e conta com o incentivo do Funcultura Audiovisual 2024/2025, por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

As exibições dos documentários selecionados para o II Cine Proa vão movimentar a periferia e a zona rural de Petrolina, incluindo uma programação especial no distrito de Rajada. A iniciativa reforça a proposta do projeto de descentralizar o acesso ao cinema documental no município, como destaca a realizadora Camila Rodrigues: “Levar as exibições para a periferia e para a zona rural é uma forma de ampliar o acesso ao cinema e fazer com que o Cine Proa chegue a públicos que muitas vezes têm pouco contato com esse tipo de programação. A ideia é justamente fazer o festival circular pelo município e criar esses encontros entre os filmes, os realizadores e diferentes comunidades de Petrolina.”

Para acompanhar as novidades sobre o processo de seleção das obras e conferir a programação completa das exibições, o público pode acessar o site oficial do cineproa.com.br ou seguir o perfil no Instagram @Cineproa.

 

Ascom

Livro sobre a história do teatro no Vale do São Francisco será lançado nesta quinta-feira (20), em Petrolina

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As histórias do teatro que se construiu às margens do Rio São Francisco ganham um novo lugar de registro e reflexão com o livro “MEMÓRIASdoVALE[en]CENA [0] – Motins Teatrais de Juazeiro-BA e Petrolina-PE (1852–2025)”, que será lançado nesta quinta-feira (20), às 18h, no Sesc Petrolina.

A publicação será apresentada durante a programação da Aldeia do Velho Chico, em roda de conversa conduzida pelo organizador Thom Galiano e o orientador da obra, Reginaldo Carvalho. Realizado pela Trup Errante, por meio do selo MEMÓRIASdoVALE[en]CENA, o livro coletivo reúne pesquisas, ensaios, documentos, fotografias, entrevistas, memórias orais, matérias jornalísticas e outros materiais relacionados à trajetória das artes cênicas no território ribeirinho.

Os exemplares podem ser adquiridos gratuitamente e também serão distribuídos para bibliotecas locais e nacionais após o lançamento.

Com incentivo do Funcultura Geral 2022/2023, essa publicação é a primeira de três volumes – feita em parceria entre a Trup Errante e a Nova Terra Editora – e reúne trabalhos de Adriano Alves, Adriel Marques, Gabriel Careta, Gabrielly Bezerra Peixoto, João Gilberto Guimarães Sobrinho, José Lírio Costa, Leidson Ferraz, Marcos Velasch, Mayane Santos, Monique Paulino, Núbia Kalumbi, Reginaldo Carvalho e Thom Galiano. A pesquisa percorre mais de 170 anos de registros e parte de uma constatação: a produção teatral do Vale do São Francisco possui uma trajetória extensa, mas ainda pouco registrada e sistematizada.

Entre os marcos encontrados está uma referência à presença de uma carta sobre uma montagem teatral em 1852. Em Juazeiro, a pesquisa também identifica a existência do Teatro de Santana, inaugurado em 1874, quatro anos antes de a cidade ser emancipada, além de registros de grupos teatrais ligados às filarmônicas da região e à atuação de nomes como Constantino Nascimento e Trajano Bandeira.

Para o pesquisador, ator e orientador do livro, Reginaldo Carvalho, além de ser uma cronologia, o “MEMÓRIASdoVALE[en]CENA [0] – Motins Teatrais de Juazeiro-BA e Petrolina-PE (1852–2025)” busca compreender como a cena se constituiu entre as duas cidades e contribui para ampliar o pensamento sobre a produção teatral realizada fora dos grandes centros. “Esse trabalho é importante porque colabora com a construção de uma bibliografia crítica sobre a cena do Semiárido Brasileiro. Articular a contribuição dos/as memorialistas, com a análise e disponibilização de documentos de acervos locais, relatos de artistas ribeirinhos/as e reflexões acadêmicas sobre o tema, resulta num sensível e denso trabalho de pesquisa, colaborando decisivamente para o pensamento do teatro no Brasil”, explica.

Ao longo do processo, a equipe encontrou histórias preservadas em fotografias, recortes de jornais, documentos, acervos pessoais e, principalmente, nos depoimentos de artistas e pessoas que acompanharam as transformações no teatro local. A pesquisa também evidencia o papel dos acervos na preservação da memória cultural. Entre as fontes consultadas está o Acervo Maria Franca Pires, vinculado à Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Juazeiro, que reúne documentos históricos e materiais relacionados à cidade. “O acervo foi fundamental para localizar registros que ajudam a reconstruir aspectos da trajetória das artes e da vida cultural juazeirense”, afirma Reginaldo.

O novo livro é apresentado como um “caderno zero”, espécie de marco inicial de uma investigação que não pretende encerrar a memória da cena local, mas abrir caminhos para novos documentos, histórias e pesquisas. Na obra, cada “caderno” está devidamente numerado entre colchetes. Ao longo do texto, cada QR Code abre diálogo com outras memórias, onde o leitor encontrará ensaios, documentos, imagens, listas, filmes, desdobramentos, outros volumes e um audiolivro. A investigação segue abrindo afluentes e com possibilidade de acréscimos em um documento online chamado “Erratas”, onde o público também pode colaborar com novas informações sobre essa histórias através do e-mail memoriasdovaleencena@gmail.com.

A publicação integra um projeto de continuidade do selo MEMÓRIASdoVALE[en]CENA, criado em 2022 pela Trup Errante e voltado à história teatral da região. Grupo de Petrolina, a Trup completa duas décadas de trajetória este ano, atuando com foco nas artes cênicas, mas também no audiovisual, na literatura e na memória. Neste ano  comemorativo, a equipe tem se proposto a registar parte do seu acervo, assim como a produção de outros grupos teatrais do Vale do São Francisco, com o objetivo de contribuir com a preservação dessas histórias e transformações. A primeira edição do livro será distribuída gratuitamente em diferentes frentes, incluindo bibliotecas locais e nacionais. Para quem não puder participar do lançamento, informações sobre a aquisição de exemplares podem ser obtidas por meio dos canais no Instagram do projeto (@teatrovale) e da Trup Errante (@truperrante).

Serviço:

Lançamento do livro MEMÓRIASdoVALE[en]CENA [0] – Motins Teatrais de Juazeiro-BA e Petrolina-PE (1852–2025)
Data: Quinta-feira (20 de agosto)
Horário: 18h
Local: Sala Multiuso do Sesc Petrolina

 

Ascom 

Deputado Zó lamenta falecimento do amigo e ex-vereador Florêncio Galdino

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O deputado estadual Zó do Sertão recebeu com profundo pesar e consternação a notícia do falecimento do seu amigo e ex-vereador, Florêncio Galdino, ocorrido no dia 18 de agosto, em Juazeiro.

Zó e Florêncio Galdino exerceram mandatos de vereador juntos, quando ficaram marcados pelo enfrentamento a antigas lideranças políticas, a exemplo da articulação dos chamados “Neófitos” venceu a eleição para a presidência da Câmara Municipal de Juazeiro, no período de 2007-2008.

Segundo o parlamentar, Florêncio deixa um legado marcado pelo trabalho dedicado, pelo compromisso com o povo e pelas valiosas contribuições ao desenvolvimento da nossa cidade e de toda a região do Vale do São Francisco. Sua trajetória no legislativo municipal é exemplo de serviço público prestado com vocação e amor a Juazeiro.

“Neste momento de imensa dor, presto minhas sinceras condolências e me solidarizo com os familiares, amigos e admiradores. Que Deus conforte o coração de todos e todas”, declarou o deputado estadual Zó do Sertão.”

Ascom Zó do Sertão

Seguem abertas até 8 de setembro as inscrições do concurso público para a Polícia Civil da Bahia; confira edital

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Seguem abertas até o dia 8 de setembro as inscrições do concurso público para a Polícia Civil do estado da Bahia, que prevê o preenchimento de 750 vagas distribuídas entre os cargos de delegado, escrivão e investigador.

Serão ofertadas 100 vagas para delegado, 150 para escrivão e 500 para investigador. As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do site do Instituto AOCP, banca organizadora do certame.

Os salários variam de acordo com o cargo. Para delegado, a remuneração pode chegar a R$ 16,4 mil. Já os cargos de investigador e escrivão oferecem vencimentos que podem alcançar R$ 6,4 mil. Em todos os casos, a jornada de trabalho será de 40 horas semanais.

Para participar da seleção, é necessário possuir ensino superior completo. Os candidatos ao cargo de delegado devem ser bacharéis em Direito. Já para investigador e escrivão, será aceito diploma de graduação em qualquer área de formação.

As taxas de inscrição foram fixadas em R$ 220 para o cargo de delegado e R$ 190 para os cargos de investigador e escrivão.

A seleção dos candidatos será realizada em três fases. A primeira consiste em provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório. Os aprovados seguirão para a prova discursiva, também eliminatória e classificatória. A última etapa será a avaliação de títulos, que terá apenas caráter classificatório.

De acordo com o edital, o concurso terá validade de dois anos, contados a partir da homologação do resultado final. Esse prazo poderá ser prorrogado uma única vez, por igual período, conforme a necessidade da administração pública.

Confira o edital:

Edital Policia Civil

Redação PNB

“Petrolina cresceu, mas o custo de vida também cresceu”, afirma Victor Flores

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Petrolina se consolidou como uma das cidades que mais crescem no interior do Nordeste, impulsionada pela agricultura irrigada e pelo desenvolvimento econômico. Para o candidato a deputado estadual Victor Flores (Avante), no entanto, esse crescimento precisa chegar de forma mais concreta à vida da população.

“Petrolina cresceu, mas o custo de vida também cresceu”, afirma Victor.

Segundo o candidato, o desenvolvimento de uma cidade deve ser medido não apenas pelos números da economia, mas também pelas oportunidades criadas para quem vive e trabalha no município. Victor defende uma política que amplie o acesso ao crédito para pequenos empreendedores, reduza a burocracia e fortaleça a geração de emprego e renda.

Victor critica um modelo político que, segundo ele, concentra oportunidades nas mãos de poucos e impede que o crescimento da cidade seja percebido pela maioria da população.

Ao comentar dados públicos da Justiça Eleitoral, Victor chama atenção para a diferença entre a evolução patrimonial de grupos tradicionais da política e a realidade enfrentada por grande parte da população. “Como uma família que dedica toda a sua vida à política consegue uma evolução surreal, enquanto tantas outras vivem endividadas?”.

“Não sou contra uma família prosperar. Sou contra a oportunidade ter sobrenome, porque crescimento de verdade precisa ser sentido por todos.”

Ascom/Victor Flores