Preto no Branco

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Congresso derruba cinco vetos presidenciais

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O Congresso analisou parte dos vetos presidenciais nesta quarta-feira (12). Um acordo conduzido pelo líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), e acatado pelos partidos, derrubou cinco vetos e manteve outros. Dentre os vetos derrubados, está o que diz respeito à profissão de historiador. Senadores e deputados decidiram a favor da regulamentação da categoria.

Dentre os vetos derrubados também está o que prorroga o prazo para utilização do Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica (Recine). Os deputados e senadores também derrubaram o veto ao projeto que pretendia dispensar a exigência de licitação para contratação de advogados e contadores pela administração pública. Com isso, essa dispensa fica valendo.

O Congresso também derrubou o veto parcial da lei que autoriza a prática de telemedicina. Foram dois vetos. Um desses trechos vetados, e agora derrubado, previa que, após o período da pandemia, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentaria a telemedicina.

Outro trecho da lei também vetado diz respeito à dispensa da apresentação de receita médica em meio físico e validade das receitas médicas apresentadas em suporte digital, com assinatura eletrônica ou digitalizada do profissional que realizou a prescrição.

Por outro lado, foi mantido o veto ao projeto de lei que obrigaria os motoristas autônomos de cargas a fazerem uma avaliação anual de saúde.

O acordo que definiu a derrubada de uns vetos e manutenção de outros também firmou que os vetos presidenciais ao pacote anticrime, sancionado com vetos parciais em dezembro do ano passado, serão apreciados na próxima semana.

PLN
Os parlamentares também aprovaram a proposta do Poder Executivo (PLN 17/20) que abre crédito suplementar de R$ 615,9 milhões para três ministérios.

Desse total, R$ 410 milhões servirão para ações das Forças Armadas no combate a crimes ambientais na Amazônia Legal. Segundo a justificativa do governo, o orçamento será destinado à realização da Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na Amazônia Legal, a Operação Verde Brasil 2, que teve sua vigência foi estendida até 6 de novembro de 2020.

Agência Brasil

Bolsonaro, Maia e Alcolumbre defendem teto e reformas depois de ‘debandada’

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(foto: Sérgio Lima/Poder360)

O presidente Jair Bolsonaro, ao lado dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defendeu a manutenção do teto de gastos públicos e de reformas econômicas depois de reunião no Palácio da Alvorada, nesta 4ª feira (12.ago.2020).

“Nós respeitamos o teto dos gastos. Queremos a responsabilidade fiscal. E o Brasil tem como realmente ser 1 daqueles países que melhor reagirá à questão da crise. Assuntos variados foram tratados, como privatizações, outras reformas como a administrativa”, disse Bolsonaro.

Ele afirmou que haverá 1 esforço conjunto para “destravar a economia“. Participaram da reunião os ministros da Economia, Paulo Guedes; do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho; e da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

Além deles, estavam presentes o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO); o ex-líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO); o novo líder do governo na Casa, Ricardo Barros (Progressistas-PR); e o líder do PP na Câmara, Arthur Lira (AL).

Alcolumbre disse que o Congresso nunca virou as costas para o governo quando este precisou aprovar matérias importantes para o país. O senador definiu o encontro como uma reunião para “nivelar informações”.

“Eu registro que o Parlamento, o Congresso brasileiro nunca faltou ao governo. A gente conseguiu avançar muito nesse 1 ano e meio… e dar as respostas que o governo, nas propostas encaminhadas, esperava do Congresso Nacional”, completou.

Maia refirmou o compromisso de todos os presentes com o teto de gastos públicos e com a boa qualidade dessas despesas. Ele disse, entretanto, que há muito o que fazer, citando a reforma administrativa.

“A reforma administrativa, que eu espero que, assim que o presidente entender importante, a Câmara dos Deputados está pronta para debater, para discutir e para aprovar uma reforma que tem apenas um objetivo.”

O presidente da Câmara dos Deputados já havia deixado 1 recado à equipe econômica do governo nesta 2ª feira (10.ago): vai barrar qualquer tentativa de burlar o teto de gastos.

Na mesma linha, nesta 3ª feira (11.ago), o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que descumprir teto de gastos pode levar ao impeachment de Bolsonaro.

“Não haverá nenhum apoio do Ministério da Economia a furar o teto. Se tiver ministro fura-teto, eu vou brigar com o fura-teto”, declarou ele.

O possível descumprimento do teto de gastos passou a ser assunto em Brasília por causa do impacto da pandemia sobre a economia. O orçamento público deve ser ainda mais comprimido em 2021.

Paulo Guedes afirmou que 2020 teve despesas extras por causa da pandemia, mas que o mercado compreende caso haja compromisso com o controle dos gastos na sequência. “Esse ano é extraordinário [por causa da pandemia]“.

“Os conselheiros do presidente que estão aconselhando a furar o teto estão levando para uma zona sombria”, afirmou Paulo Guedes. “Para uma zona de impeachment, para uma zona de irresponsabilidade fiscal“, completou. Ele disse, porém, que Jair Bolsonaro apoia o mecanismo de controle de despesas.

As declarações foram feitas depois de uma reunião com Rodrigo Maia e Arthur Lira na 3ª feira (11.ago). Ele chamou o encontro de “operação segura-teto”.

A turbulência sobre a manutenção do teto dos gastos vem em meio à saída de 2 secretários do Ministério da Economia. A justificativa foi a de demora em efetivar a agenda liberal de Guedes. O cuidado fiscal, representado pelo teto, também é uma das bandeiras da equipe econômica.

Deixaram a equipe de Guedes os assessores especiais Salim Mattar e Paulo Uebel. Mattar era responsável pela área de Desestatização e Privatização. Uebel, pela Desburocratização, Gestão e Governo Digital.

Poder 360

Covid-19: Brasil tem 104 mil mortes e 3,16 milhões de casos acumulados

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O Brasil chegou a 104.201 mortes em função da pandemia do novo coronavírus. Os dados foram divulgados na entrevista coletiva de apresentação do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde ontem (12). Terça o painel trazia 103.026. Ainda há 3.454 óbitos em investigação.

Já os casos acumulados somaram 3.164.785. Há 715.107 casos em acompanhamento. Ontem, o sistema do Ministério da Saúde marcava 3.109.630 pessoas infectadas desde o início da pandemia.

Até o momento, 2.309.477 pessoas se recuperaram da doença.

Os estados com mais mortes por covid-19 são: São Paulo (25.869), Rio de Janeiro (14.295), Ceará (8.052) e Pará (5.909). As Unidades da Federação com menos óbitos são: Tocantins (482), Roraima (555), Mato Grosso do Sul (558), Acre (569) e Amapá (606).

O Brasil ocupa o 2º lugar no ranking de mortes e de casos, atrás apenas dos Estados Unidos, que teve 4.941.796 pessoas infectadas e 161.356 óbitos até o momento. Quando considerada a população, o Brasil ficou em 8º na incidência (casos por 1 milhão de habitantes) e em 9º na mortalidade (falecimentos pela covid-19 por 1 milhão de habitantes). O país subiu nos dois quesitos nas últimas semanas, quando estava na 10ª posição nas duas listas.

Já quando considerados os casos de países na última semana epidemiológica (referência utilizada por autoridades de saúde para medir a evolução o fenômeno), com dados até o dia 8 de agosto, o Brasil (304.535 casos) ficou atrás dos Estados Unidos (379.759) e da Índia (392.623).

A curva de casos novos da 32ª semana epidemiológica (SE) oscilou 3% para baixo em comparação com a semana anterior. Na comparação das médias diárias, na 32ª SE o índice foi de 43.505, enquanto na SE 31ª ele estava em 44.766.

A curva das mortes por covid-19 oscilou no mesmo patamar (3% para baixo), totalizando 6.914 novos registros. Na análise das médias diárias de óbitos, foram 988 na 32ª semana epidemiológica contra 1.016 na anterior.

Na avaliação do secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, o Brasil encontra-se em uma estabilização das duas curvas. “Temos considerado um intervalo de confiança de até 5%. Quando há este patamar afirmamos que há uma estabilização. O número de casos está dentro do limite de confiança, mas para baixo”, explicou.

No caso dos falecimentos, ele argumentou que a equipe do Ministério vê uma tendência de queda, embora ainda em platô. O Brasil está na casa da média de cerca de mil mortes desde o fim de junho.

Pelo mapa da situação da epidemia no país, doze estados estão estabilizados, nove apresentam redução e oito mostram aumento de casos da covid-19.

O incremento, antes concentrado no Sul e no Centro-Oeste, voltou a ficar mais distribuído, incluindo estados do Norte, região que sofreu mais no início da pandemia.

Já quando consideradas as mortes, houve elevação de números em oito estados e diminuição em 12, com outros sete em situação de estabilização. Também neste caso, o foco deixou de ser o Sul o Centro-Oeste (com exceção do Mato Grosso do Sul), com aumento de mortes em estados do Norte e Nordeste.

A epidemia praticamente já atinge todo o país, com casos registrados em 5.485 municípios, o equivalente a 98,5%. Já as mortes foram notificadas em 3.785 cidades, o correspondente a 68%. Também vem sendo reforçada a interiorização da epidemia, com 60% dos casos novos no interior e 40% em regiões metropolitanas. Já no quesito novos óbitos, os percentuais estão quase igualados (51% em regiões metropolitanas contra 49% no interior).

As hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) totalizou 548.353 desde o início da pandemia. Destas, 278.714 (50,8%) por covid-19. Ainda há 85.435 (15.6%) cujas causas estão em investigação.

Quanto ao perfil das internações por SRAG, 51,1% tinham acima de 60 anos, 57% eram homens e 43% eram mulheres. No recorte por cor e raça, 32,3% eram pardos, 31,1% brancos, 4,7% pretos, 1% amarelo, 0,3% indígenas e 30,6% não informaram.

Já nas mortes por SRAG, 72,5% eram idosos, 58% eram homens e 42% mulheres. Na distribuição por cor e raça, os índices aumentam para pardos (35,8%), pretos (5,2%) e não declarados (28,9%), oscilam para amarelos (1,1%) e indígenas (0,4%) e diminuem para brancos (28,7%).

Testes
Até o momento, foram distribuídas 5.397.908 reações para testes laboratoriais (RT-PCR). Desses, foram analisados 1,8 milhão de exames laboratoriais na rede pública e 2 milhões em laboratórios privados, totalizando 3,8 milhões de testes realizados.

Agência Brasil

“Está largado às traças”: leitor chama atenção para precariedade do parque Lagoa do Calu, em Juazeiro

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Equipamentos quebrados, postes com fiação exposta, iluminação precária. Esta é a atual situação do parque Lagoa do Calu, no bairro Alto da Maravilha, em Juazeiro, no Norte da Bahia. O espaço, que seria mais uma opção de lazer para famílias e também para praticantes de atividades esportivas, vem, já há alguns anos, sofrendo com a degradação.

Ricardo Segundo, integrante do Juazeiro Handebol Clube, equipe desportiva que há 1 ano realiza treinamentos na quadra do parque – mas que, em virtude da pandemia, suspendeu as atividades -, contou ao PNB que desde o ano passado o grupo reivindica, junto aos moradores, uma obra de restauração completa da Lagoa do Calu.

“Moradores de lá já procuraram a prefeitura, nosso treinador também já gravou um material [mostrando a situação precária do espaço e cobrando uma reforma], mas nunca tivemos uma resposta da prefeitura. O parque Lagoa de Calu desde sua inauguração nunca foi revitalizado e podemos dizer que está largado às traças”, disse o jovem.

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(fotos: reprodução/Whatsapp)

O esportista contou que são vários os problemas estruturais do parque. Os poucos equipamentos que restam, destinados ao uso das crianças, estão defasados; os bancos estão praticamente destruídos; as grandes e o chão da quadra estão degradados e a iluminação também está precária. Os postes também apresentam problemas, e até risco de acidentes.

“As pessoas que trabalham ou que moram por ali nos relataram que o parque está perigoso. As crianças sempre se machucam por lá. Os postes estão dando choque, e um deles já caiu lá. A iluminação também está horrível. Nosso movimento de reivindicação surge com a proposta de reestruturação dos equipamentos esportivos do parque. A quadra poliesportiva está em uma situação de abandono”, disse Ricardo.

Essa não é a primeira reclamação envolvendo o parque. Desde 2016, o PNB já publicou diversas reivindicações de moradores, que pedem uma revitalização total da Lagoa do Calu, que sofre sérios problemas ambientais também. Em 2017, o PNB noticiou, por exemplo, que dezenas de pneus foram retirados de dentro da lagoa, após serem irregularmente descartados, possivelmente por proprietários de borracharias que ficam na rodovia às margens do parque.

O PNB entrou em contato com a Secretaria de Serviços Públicos (SESP) de Juazeiro, que em nota, se manifestou sobre a denúncia.

Veja na íntegra:

Prefeitura de Juazeiro informa que possui uma equipe de limpeza no Parque Lagoa de Calu, localizado no bairro Alto da Maravilha, realizando diariamente a varrição e a retirada da vegetação aquática. Periodicamente é realizado também o mutirão de limpeza com capinação, roçagem, pintura de meio fio e poda de árvores.

Já na área de iluminação pública, a Secretaria de Serviços Públicos instalou lâmpadas de LED de 150 whatts na Lagoa de Calu e constantemente realiza manutenção nas torres, recebendo a substituição de lâmpadas, reatores, bases e relês. A SESP informa ainda que nesta quarta-feira (12), a equipe de manutenção está realizando a pintura das torres de iluminação.

Da Redação 

Governo não adotou medidas para promover educação inclusiva na pandemia, diz relatório

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Um relatório produzido por deputados que integram a Comissão Externa da Câmara que acompanha trabalhos do Ministério da Educação (MEC) afirma que o governo federal não adotou “nenhuma medida” para promover educação inclusiva na pandemia.

“Até julho de 2020, nenhuma medida havia sido tomada pelo governo federal no sentido de promover a educação do campo, de povos indígenas, quilombolas ou a educação inclusive durante a vigência das políticas de isolamento social”, diz trecho do relatório.

O G1 procurou a assessoria do ministério e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.

Os parlamentares apontam que as modalidades especializadas de educação, que englobam a educação inclusiva e a educação de povos indígenas, quilombolas e do campo, encontraram “múltiplos desafios para sua implementação”, como a exigência de tecnologia assistiva para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e os problemas de infraestrutura e transporte escolar.

O relatório descreve a situação como “preocupante” e critica as trocas de ministros no MEC. O relatório diz que a pasta tem baixa execução orçamentária para a Educação Profissional e Tecnológica (17% do orçamento até o último dia 16 de julho).

Na área das pesquisas e desenvolvimento de projetos, o relatório aponta que a execução das atividades de fomento a pesquisas e inovação foi de 2,28%.

“Houve um apagão do MEC durante a pandemia e o órgão não coordenou nenhuma política emergencial. Para se ter uma ideia, o MEC não sabe nem quantos alunos na educação básica estão tendo aulas remotas”, afirmou a deputada Tabata Amaral (PDT-SP).

O documento foi produzido por uma coalizão de parlamentares que compõem a comissão de acompanhamento do MEC. Os dados foram levantados por oito deputados federais que coordenam a comissão: João Campos (PSB-PE), Felipe Rigoni (PSB-ES), Tabata Amaral (PDT-SP), Professor Israel Batista (PV-DF), Luísa Canziani (PTB-PR), Eduardo Bismarck (PDT-CE), Tiago Mitraud (Novo-MG) e Aliel Machado (PSB-PR).

Segundo o coordenador da comissão, João Campos (PSB-PE), o relatório com todas as informações levantadas pelo grupo de parlamentares foi entregue ao MEC.

G1

Feminicídios têm diminuição de 27% no mês de julho na Bahia, diz Secretaria de Segurança Pública

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(foto: divulgação/SSP-BA)

No mês de julho, a polícia registrou uma diminuição de 27% dos feminicídios na Bahia. Em números absolutos, a polícia contabilizou três casos a menos do que no mesmo período do ano passado. Outros crimes relacionados à Lei Maria da Penha também apresentaram reduções.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), foram registradas oito mortes no sétimo mês deste ano, enquanto no mesmo período de 2019 aconteceram 11 casos. Os crimes de ameaça, estupro e difamação também fecharam com quedas de 32% (de 1.592 para 1.075), 64% (de 31 para 11) e 44% (de 89 para 49), respectivamente.

Encerrando a lista de ocorrências, os flagrantes de importunação saíram de 4 para 1 (-75%), os de injúria de 593 para 380 (-35%), os de lesão corporal de 832 para 642 (-22%) e os de tentativa de feminicídio de 18 para 13 (-27%), conforme informou o órgão.

Da Redação

Reitores dizem que corte previsto para educação brasileira em 2021 pode inviabilizar atividades em universidades federais

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Brasília - Incluída no rodízio de abastecimento do DF, a Universidade de Brasília (UnB) está tomando medidas para reduzir o consumo de água, a instituição chegou a adiar o início das aulas no principal campus da instituição em função do racionamento (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Em meio à readequação imposta pela pandemia, universidades e institutos federais de ensino deverão enfrentar em 2021 um obstáculo extra para a retomada das aulas presenciais: um orçamento ainda mais enxuto. A notícia da previsão de corte de R$ 1,43 bilhão nas verbas para as federais chega dentro de um quadro em que houve mais gastos com a expansão de vagas sem que os recursos aumentassem na mesma proporção.

A retomada do ensino presencial durante a pandemia de Covid-19 agrava ainda mais a situação: reitores preveem gastos mais altos com a compra de equipamentos de proteção, reforços nas equipes de limpeza e adaptações nas salas de aula e nos sistemas de ventilação.

Nessa última segunda (10) o Ministério da Educação disse que, dos R$ 4,2 bilhões que podem sair do orçamento do ano que vem, R$ 1 bilhão deixará as mãos das universidades e R$ 434,3 mil, dos institutos federais. O número de matriculados nessas instituições totaliza 1,2 milhão de estudantes.

O MEC ainda não detalhou quais serão outras áreas (educação básica, por exemplo) e programas atingidos pelos outros R$ 2,75 bilhões restantes do total de R$ 4,2 bilhões que deixariam o orçamento.

As reduções ocorrerão nas despesas discricionárias – aquelas que não são obrigatórias e podem, por lei, serem remanejadas. São despesas como água, luz, contratação de terceirizados (limpeza e segurança, por exemplo), obras e reformas, compras de equipamentos, realização de pesquisas e até a assistência estudantil. Os cortes não afetam as despesas obrigatórias, como salários de funcionários e aposentadorias, que fazem do orçamento dessas instituições.

“Estamos há três anos com o orçamento nominalmente congelado. As despesas têm ajustes anuais. Além disso, o corte ocorre em um ano que deveria ter aumento de recursos. As aulas vão voltar com álcool em gel, sabão, papel, equipamentos de proteção. Será preciso mexer na estrutura da universidade para garantir o distanciamento. Haverá gastos no pós-pandemia”, afirma Edward Madureira Brasil, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que representa 68 universidades federais.

“Todas as gorduras que tínhamos para eliminar – vigilância, diárias, estágios, visitas técnicas – nós tivemos que reduzir nesses últimos anos. Não tem a menor chance de conseguirmos tocar as instituições. É uma situação grave, gravíssima”, afirma Jadir Jose Pela, presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), que representa 653 campi universitários pelo Brasil.

Em nota (veja íntegra mais abaixo) sobre a previsão do corte de R$ 4,2 bilhões, o MEC diz que “a Administração Pública terá que lidar com uma redução no orçamento para 2021, o que exigirá um esforço adicional na otimização dos recursos públicos”.

Declara também que “liberou recursos adicionais para as universidades voltados à projetos de redução de despesas como, por exemplo, painéis fotovoltaicos, vigilância eletrônica, conclusão de obras para redução de aluguéis, ações de inovação, combate à pandemia da Covid-19, conectividade à internet, entre outras”.

Sem proteção para a volta às aulas
Segundo o MEC, a crise econômica causada pela pandemia provocou a redução na arrecadação e, consequentemente, no orçamento.

Por outro lado, segundo as universidades, a Covid-19 trará aumento nos gastos do ensino superior quando as aulas presenciais forem retomadas.

Para Eduardo Raupp, pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as consequências para a reabertura serão “desastrosas”.

“Os gastos com assistência estudantil aumentaram” já com o ensino remoto, diz Raupp. Segundo ele, na volta às aulas presenciais, ainda haverá as despesas com equipamentos de proteção individual (EPIs) e com os cuidados sanitários.

“Há estimativas de que os gastos para a retomada, só em limpeza, podem ser de 30% a 50% maiores. Estamos arcando sozinhos com os custos e, agora, ainda somos surpreendidos com a redução para 2021”, afirma Raupp.

“Um retorno presencial sem vacina fica praticamente impossível, porque não teremos como investir em protocolos seguros para o retorno”, avalia Eduardo Raupp, pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças da UFRJ.

Na Universidade de Brasília (UnB), a preocupação com os cortes também é maior por causa da volta às aulas. “A instituição busca viabilizar a aquisição de insumos, como álcool gel e equipamentos de proteção individual, além de garantir a inclusão digital efetiva dos estudantes em situação de vulnerabilidade econômica”, afirma, em nota.

“Quando houver a retomada de atividades presenciais, os desafios serão ainda maiores. A instituição terá de adequar sua infraestrutura, para assegurar ventilação e distanciamento social”, diz.

‘Insustentável’
De acordo com Raupp, o pró-reitor da UFRJ, todos os programas (assistência estudantil, bolsas de iniciação científica, atividades de extensão e de monitoria) e atividades essenciais (limpeza, manutenção, segurança e investimentos em infraestrutura) poderão ser afetados.

“A universidade terá de suspender serviços e encerrar atividades. A UFRJ teria uma redução de R$ 70 milhões, em termos nominais, sem a correção da inflação. Nosso orçamento que, antes, só cobria 10 meses por ano, não chegará nem à metade”, afirma. “Teremos de fazer cortes drásticos, justamente quando a sociedade mais precisa dos nossos serviços.”

O reitor da Universidade Federal da Bahia, João Carlos Salles, informa que o corte previsto na instituição será de R$ 30 milhões, equivalente a 18,32% do orçamento de 2020. “É um corte inaceitável e insustentável para as universidades”, diz.

Congresso pode alterar
Por enquanto isso esse é um número previsto – faz parte do Ploa (Projeto de Lei Orçamentária Anual), elaborado pelo Ministério da Economia. É um plano de como o governo planeja gastar o dinheiro no ano seguinte: estabelece, por exemplo, qual a quantia direcionada a cada área da educação. Depois, essa proposta precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Como o projeto ainda não foi votado pelo Legislativo, pode ser que sofra alterações. Entidades representativas das universidades e institutos federais de ensino, como Andifes e Conif, afirmam que vão tentar reverter o corte no Congresso, durante a tramitação do orçamento.

Marcelo Carneiro Leão, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), prevê que será uma “batalha” no Congresso.

“Temos de mobilizar a bancada de deputados federais de Pernambuco”, diz. “Caso seja aprovado, esse corte vai representar menos R$ 16 milhões ou R$ 17 milhões para a universidade. Isso significa que as atividades ficariam inviabilizadas”, completa.

A pró-reitoria da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) também informou que tentará evitar os cortes. “A administração geral da universidade atuará junto à bancada capixaba para tentar reverter isso”, afirma o órgão.

O que diz o MEC
Questionado especificamente sobre o corte nas universidades e institutos federais de ensino, o MEC não enviou resposta até a publicação desta reportagem.

Sobre o corte no orçamento geral da pasta, o ministério enviou a seguinte resposta:

“O Ministério da Educação informa que, conforme Referencial Monetário recebido pelo Ministério da Economia, a redução de orçamento para suas despesas discricionárias foi de 18,2% frente à Lei Orçamentária Anual 2020 sem emendas. Esse percentual representa aproximadamente R$ 4,2 bilhões de redução.

É importante ressaltar que houve um simples ajuste de despesa, no qual os recursos que estavam sob o controle do Ministério da Saúde (R$ 278,8 milhões), para Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), foi alocado no MEC. Tendo em vista a peculiaridade dessa transferência e a finalidade específica do gasto (que estava comportado no orçamento do Ministério da Saúde), não se contabiliza nos números acima essa realocação.

A redução do orçamento é apresentada no Projeto de Lei Orçamentária Anual 2021, a ser encaminhado ao Congresso Nacional pela Presidência da República ainda este ano.

A redução para as universidades federais será a mesma aplicada para o MEC nas suas fontes do tesouro, ou seja, 18,2%. Isso representa aproximadamente R$ 1 bilhão. Ressalta-se que as fontes próprias das universidades dependem do potencial arrecadador e da estimativa apresentada por cada universidade em separado. Dessa forma, não houve corte para as receitas próprias por parte do MEC.

Em razão da crise econômica em consequência da pandemia do novo coronavírus, a Administração Pública terá que lidar com uma redução no orçamento para 2021, o que exigirá um esforço adicional na otimização dos recursos públicos e na priorização das despesas.

Objetivando minimizar o impacto da redução do orçamento para 2021, além da liberação de 100% dos recursos alocados diretamente nas universidades federais na LOA de 2020, o MEC liberou recursos adicionais para as universidades voltados à projetos de redução de despesas como, por exemplo, painéis fotovoltaicos, vigilância eletrônica, conclusão de obras para redução de aluguéis, ações de inovação, combate à pandemia da Covid-19, conectividade à internet, entre outras, que totalizaram aproximadamente R$ 450 milhões.”

G1

Receita Federal deflagra operação de combate a venda de mercadorias falsificadas em Petrolina

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(foto: divulgação/Receita Federal)

Uma operação de fiscalização em transportadoras e lojas da cidade de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, está sendo realizada pela Receita Federal, com apoio do 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM). A ação começou hoje (11) e segue até a sexta-feira (14). As informações são do G1.

A Receita informou que os estabelecimentos já vinham sendo monitorados por suspeita de venda de mercadorias importadas sem o pagamento dos tributos devidos, sendo que alguns dos produtos apresentam indícios de falsificação, o que configura crime de contrabando. Ainda segundo o G1, nessa primeira fase da operação, as mercadorias suspeitas serão retidas para perícia e posteriormente feito o levantamento quantitativo.

De acordo com a publicação, a Receita estima que, até o momento, foram apreendidos R$ 300 mil em mercadorias. A operação evita a circulação, em território nacional, de produtos potencialmente nocivos à saúde, inibindo a prática de crimes que geram desemprego, sonegação de impostos e concorrência desleal à indústria e ao comércio regularmente instalado.

Os proprietários das mercadorias terão a oportunidade de apresentarem documentação que possa comprovar a regular importação dos bens, conforme previsto em Lei. Caso contrário, será aplicada pena de perdimento a todas as mercadorias, e os proprietários sofrerão representação fiscal para fins penais, tendo que responder junto à Justiça Federal pelo crime de descaminho, com pena que pode ir de um a quatro anos de reclusão, informou a publicação. As mercadorias serão, posteriormente, leiloadas, e o valor arrecadado irá para os cofres da União.

*com informações do G1

Da Redação

Confira os preços dos diversos tipos de banana no Mercado do Produtor nesta quarta-feira (12)

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Quem pretende fazer as compras nesta quarta-feira (12) no Mercado do Produtor de Juazeiro, no Norte da Bahia, vai encontrar o cento da banana d’água por R$ 15,00; a banana maçã sai por R$ 38,00; já o cento da banana Pacovan está custando R$22,00; a banana prata está sendo vendida em média por R$15,00 o cento e o quilo da banana da Terra custa R$ 4,25.

Os preços são resultado de uma pesquisa diária feita no comércio atacadista do entreposto município.O Mercado do Produtor de Juazeiro funciona de segunda a sexta das 2h da manhã ás 22h da noite e no sábado das 2h ás 17 horas.

A direção da Autarquia Municipal de Abastecimento (AMA) recomenda que todos aqueles que frequentam o Mercado do Produtor de Juazeiro estejam utilizando máscara.

Confira a cotação completa

Da Redação