Preto no Branco

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No mês da mulher, Caravana da Saúde é contemplada com atendimentos ginecológicos e obstétricos em Juazeiro

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(foto: divulgação)

Em sua 109º edição, a caravana da saúde retornou nesta quarta-feira, 07, ao Bairro Dom Thomaz, com atendimentos clínicos e especializados voltados à redução das demandas reprimidas na Unidade Básica de Saúde do bairro. A UBS ainda recebeu a primeira edição da Caravana da Saúde da Mulher, que no mês de março irá proporcionar para o público feminino consultas e realizações de exames ginecológicos e obstétricos. Durante o dia foram registrados 193 atendimentos.

No período da manhã, os atendimentos estavam voltados aos diferentes públicos que necessitavam de atendimento nas áreas de ortopedia, endocrinologia, cardiologia, odontologia, atendimento clínico, exames laboratoriais e eletrocardiogramas. Nos dois turnos da caravana aconteceu ainda atualização do recadastramento do Bolsa Família pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade – SEDES, através da Estação Cidadania e a equipe de Educação para o Trânsito da Companhia de Segurança Trânsito e Transportes – CSTT esteve orientando as pessoas para um trânsito seguro.

O aposentado Emilson Aragão Sobreira chegou cedo para fazer um check-up. “É a segunda vez que eu venho para o atendimento pela caravana e sempre sou bem atendido, é muito rápido, você chega, entrega a guia e em pouco tempo já faz a consulta, no meu caso que vou para o cardiologista, o eletrocardiograma é feito e o resultado já sai na hora”, pontuou.

Outro usuário da unidade foi o agricultor Geraldo Afonso Bernardo, que ficou feliz pela rapidez do atendimento. “Fiz os exames que tinham pra fazer e já estou indo pra casa sabendo o resultado, gostei muito, espero que atendimentos assim continuem acontecendo” expressou.

No período da tarde todos os atendimentos foram voltados para a mulher, inicialmente as gestantes que chegavam para a ultra som obstétrica eram acolhidas pela equipe do Projeto Boas Vindas, a equipe formada por enfermeiras e psicóloga tirou dúvidas e orientou as futuras mamães. A professora Aparecida Marques, que está na segunda gestação, participou pela primeira vez da ação. “A reunião trouxe informações que acalmam nossos anseios. Gostei também de conhecer a equipe da maternidade e de saber que podemos conhecer as instalações onde iremos parir”, concluiu.

A vendedora Izabela de Sousa Oliveira foi para consulta ginecológica, onde realizou o exame de colposcopia. “Eu fico muito feliz que ações como esta estejam acontecendo, precisamos de atendimento especializado, é uma área cara e que demora muito, agora com essa caravana da saúde da mulher adianta e muito a nossa vida. Espero que esse programa continue e possa proporcionar para nós mulheres, mais serviços especializados”, disse.

Para a Secretária de Saúde Fabíola Ribeiro, esse é um momento de fortalecimento da caravana da saúde. “Durante todas as quartas-feiras estaremos levando para um bairro ou distrito o atendimento ginecológico e obstétrico porque entendemos que precisamos ampliar nossos serviços e atender as demandas. Aos poucos estamos levando melhorias para a população, o prefeito Paulo Bomfim está comprometido com o processo de ampliação e atenção a saúde para a população de Juazeiro”, concluiu.

Débora Sousa/SESAU

Central da Caatinga inaugura armazém de produtos da agricultura familiar em Juazeiro

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(foto: divulgação)

Queijos de leite de cabra, derivados de frutas da caatinga, umbu, maracujá do mato, licuri, mel de abelha, castanhas, achocolatado, cervejas artesanais, licores e cachaças são alguns dos produtos que podem ser encontrados no Armazém da Central da Caatinga. O novo espaço de comercialização da agricultura familiar, inaugurado nesta terça-feira (6), fica na Praça do Jacaré, no centro do município de Juazeiro, no Território de Identidade Sertão do São Francisco.

Coma gestão da Central da Caatinga, o armazém tem o apoio do Governo da Bahia, por meio do Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). “Quando você compra por R$10 uma geleia de umbu, R$ 8 de cada pote daquele vão para a comunidade rural, na mão do produtor que produziu aquela geleia, vai para a mão da mulher que catou o umbu. Isto é, vai para a mão das pessoas que beneficiou. E os outros 20%, 30%, vão também para as pessoas que trabalham ali para a Central da Caatinga. Ou seja, os recursos vão circular aqui na nossa região. Então, isso aqui é uma estratégia para a agricultura familiar se fortalecer”, afirma o diretor-presidente da CAR, Wilson Dias.

A Central da Caatinga existe formalmente desde 2016, reunindo cooperativas e grupos informais que trabalham com a comercialização e/ou beneficiamento de produtos de origem vegetal e animal, a partir do extrativismo sustentável da caatinga ou da produção apropriada, uma proposta de convivência com o semiárido.

O presidente da Central da Caatinga, Adilson Ribeiro, destaca que o principal objetivo da entidade é facilitar a comercialização de toda produção das cooperativas e grupos, fortalecendo assim a presença da agricultura familiar nos diversos mercados e garantindo renda para as famílias envolvidas.“Produtos de outras regiões também poderão ser encontrados no armazém, o que se efetivará a partir de parcerias, a exemplo da que já foi firmada com a Central do Cerrado, oferecendo oportunidade ao consumidor de ter acesso a produtos da agricultura familiar típicos de outras regiões e com a mesma proposta de sustentabilidade ambiental e social”, ressaltou.

Oportunidade de vendas

A Rede Mulher, que congrega diversos grupos produtivos do Sertão do São Francisco, demonstrou expectativa com o novo espaço. Jaciara Ladislau, que integra a rede, comentou que essa será mais uma oportunidade que os empreendimentos estão tendo e que vai reanimá-los.

O novo espaço será um local fixo e de fácil acesso para a população. Ele representa mais uma porta aberta para garantir o escoamento da produção. O armazém ainda tem a parceria do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), Projeto EcoForte/Fundação Banco do Brasil, Projeto Bem Diverso/Embrapa/PNUD.

Ascom/SDR

Juazeirense vence Atlântico e garante vaga na semifinal do Baianão

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(foto: reprodução/Agência CH)

Em jogo válido pela última rodada da primeira fase do Campeonato Baiano 2018, na noite desta quarta-feira (07), a S.D. Juazeirense venceu o Atlântico por 3 a 1 no estádio de Pituaçu, em Salvador, e garantiu vaga para as semifinais do Campeonato Baiano 2018. O próximo confronto do ‘Cancão de Fogo’ será contra o E.C. Bahia, em jogo no Adauto Moraes, em Juazeiro.

Com gols de Júnior Gaúcho, Jildemar e Raylan, a Juazeirense encerrou a fase com 19 pontos e em 3º lugar na tabela. O Cancão vinha realizando um ótimo desempenho em campo já que permaneceu invicto até a 6ª rodada do Baianão, permanecendo líder isolado da tabela. Em nove rodadas, o time arrancou 6 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, finalizando com 70,4% de aproveitamento.

Destaque para o atacante Salatiel, que finaliza o Campeonato Baiano como maior artilheiro, com seis pontos.

Os próximos confrontos da Juazeirense serão contra o time do Bahia. As partidas serão realizadas nos dias 18 e 25 de março. O primeiro será no Adauto Moraes, em Juazeiro, e o segundo no Pituaçu, em Salvador.

O Vitória e o Bahia de Feira também foram classificados para as semifinais do Baianão.

Da Redação

Divulgada a lista das novas famílias contempladas com o Bolsa Família em Juazeiro

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(foto: divulgação)

A lista das novas famílias contempladas no programa Bolsa Família em Juazeiro foi divulgada pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (SEDES) da cidade, através da coordenação do Bolsa Família. Os novos beneficiados passarão a receber ainda neste mês.

Os contemplados vão receber, através dos Correios, um cartão de saque emitido pela Caixa Econômica Federal. As instruções necessárias para realizar a ativação do benefício será enviada juntamente com o cartão. Após isso, as famílias estarão aptas a receber o Bolsa Família.

Caso a família não possua ou não tenha recebido o cartão através dos correios, o responsável deve dirigir-se à Casa do Bolsa Família localizada na Praça da Misericórdia, no Centro.

A Sedes alerta que o beneficiário que já tem o cartão em mãos porém que esqueceu a senha, deve ligar para o número 0800 726 0207 e no mesmo dia comparecer à casa lotérica ou correspondentes bancários para efetuar o recadastramento e em seguida sacar o benefício.

O Saque do benefício é efetuado conforme o calendário de pagamento.

O Bolsa Família é voltado para famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza. O valor repassado depende do tamanho da família, da idade dos seus membros e da sua renda e é feito de acordo com o número do NIS do contemplado.

Lista de contemplados;

Da Redação

Cresce o nº de mulheres vítimas de homicídio no Brasil; dados de feminicídio são subnotificados

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Doze mulheres são assassinadas todos os dias, em média, no Brasil. É o que mostra um levantamento feito pelo G1 considerando os dados oficiais dos estados relativos a 2017. São 4.473 homicídios dolosos, sendo 946 feminicídios, ou seja, casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero.

Trata-se de um aumento de 6,5% em relação a 2016, quando foram registrados 4.201 homicídios (sendo 812 feminicídios). Isso sem contar o fato de alguns estados ainda não terem fechado os dados do ano passado, o que pode aumentar ainda mais a estatística.

Para Samira Bueno e Juliana Martins, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o levantamento mostra que não há o que comemorar no Dia Internacional da Mulher, nesta quinta (8). “Uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil, taxa de 4,3 mortes para cada grupo de 100 mil pessoas do sexo feminino. Se considerarmos o último relatório da Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocuparia a 7ª posição entre as nações mais violentas para as mulheres de um total de 83 países.”

O delegado Janderson Lube, titular da Delegacia Especializada em Homicídios contra a Mulher do Espírito Santo, diz que tem ocorrido mais casos de homicídios de mulheres, de uma maneira geral, por envolvimento com o tráfico de drogas. “As mulheres acabam se envolvendo no mundo das drogas e são vitimadas por tais circunstâncias.”

O levantamento revela que:

O Brasil teve 4.473 homicídios dolosos de mulheres em 2017 (um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior);
Do total, 946 são feminicídios (dado considerado subnotificado);
Em 2015, 11 estados não registraram dados de feminicídios; em 2017, três ainda não tinham casos contabilizados;
Rio Grande do Norte é o que tem o maior índice de homicídios contra mulheres: 8,4 a cada 100 mil mulheres;
Mato Grosso é o estado com a maior taxa de feminicídio: 4,6 a cada 100 mil.

Os dados expõem não apenas uma preocupante escalada na violência contra as mulheres. Eles mostram também uma patente subnotificação nos casos de feminicídio – o que os próprios estados admitem. Três anos após a sanção da Lei do Feminicídio, três estados ainda não contabilizam os números. E outros possuem apenas dados parciais.

Desde 9 de março de 2015, a legislação prevê penalidades mais graves para homicídios que se encaixam na definição de feminicídio – ou seja, que envolvam “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”. Os casos mais comuns desses assassinatos ocorrem por motivos como a separação.

Os dados levantados pelo G1 mostram uma lenta evolução dos registros de feminicídios no país. Em 2015, ano em que a lei foi sancionada, 16 estados registraram 492 casos. As outras unidades da federação não forneceram registros. Um ano depois, em 2016, 20 estados tiveram 812 crimes. Já em 2017, 24 estados tiveram 946 feminicídios.

Ausência de dados

Alguns estados admitem que não fazem monitoramento estatístico do feminicídio por conta de “dificuldades técnicas” e “falta de transparência”.

Na Bahia, a Ouvidoria diz que não há estatísticas de feminicídio referentes a 2015 e 2016. Já o Pernambuco não tem os dados de feminicídio de 2015. A Ouvidoria informa que, como a lei entrou em vigor em março de 2015, os dados começaram a ser consolidados apenas em 2016

Ciclo de violência
Segundo delegados e promotores ouvidos pelo G1, o crime de feminicídio costuma ser o fim de um longo ciclo de violência sofrido pela mulher.

De acordo com Janderson Lube, a maior parte dos casos é marcada por uma progressão de violência doméstica. “A mulher é vítima de agressões inicialmente e, depois, essas agressões viram um homicídio propriamente dito”, afirma.

Em muitas vezes, o crime é precedido por denúncias feitas pela vítima ou mesmo de medidas protetivas contra os antigos companheiros. Em outras situações, porém, o medo, a vergonha ou mesmo o amor impedem a mulher de denunciar seu agressor.

G1 (matéria editada)

Senado aprova três medidas que ampliam os direitos das mulheres

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Descumprimento da Lei Maria da Penha

O Senado aprovou, nesta quarta-feira, 7, projeto que torna crime o descumprimento das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. O texto estabelece pena de detenção de três meses a dois anos para quem desobedecer decisão judicial. A matéria segue para sanção presidencial.

Este tipo de medida é adotado para proteger mulheres vítimas de algum tipo de violência doméstica ou familiar. As medidas podem ser o afastamento do agressor do lar ou local de convivência, a fixação de limite mínimo de distância em relação à vítima e a suspensão ou restrição ao direito de o agressor portar armas.

Pelo entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o descumprimento das medidas protetivas não configura o crime de desobediência previsto no Código Penal. De acordo com a jurisprudência do STJ, a Lei Maria da Penha já prevê a decretação da prisão preventiva como forma de garantir a execução da ordem judicial.

Em acórdão da Quinta Turma, o colegiado esclareceu que “o crime de desobediência é subsidiário, configurando-se apenas quando, desrespeitada ordem judicial, não existir sanção específica ou não houver ressalva expressa no sentido da aplicação cumulativa do artigo 330 do Código Penal”.

No entendimento dos senadores, o entendimento impediria a prisão em flagrante do agressor que contrariasse decisão judicial para se manter distante da vítima. A relatora da matéria, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), considerou que o projeto visa garantir uma maior segurança às mulheres.

Vingança Pornográfica

 

Relatado por outra senadora, Gleisi Hoffmann (PT-PR), o projeto que torna crime a divulgação de cenas da intimidade sexual e a chamada vingança pornográfica foi aprovado de modo simbólico pela unanimidade dos presentes na sessão, assim como o que trata do descumprimento de medidas protetivas. O objetivo da proposta é reconhecer que a violação da intimidade da mulher consiste em uma das formas de violência doméstica e familiar.

Segundo a matéria, estão sujeitas à reclusão de dois a quatro anos as pessoas que oferecerem, trocarem, distribuírem ou exibirem, por qualquer meio audiovisual, conteúdos com cena de nudez ou ato sexual de caráter íntimo sem a autorização dos participantes. “A principal vítima da ‘vingança pornográfica’ é a mulher, e os responsáveis por esse tipo de conduta, na maioria das vezes, são os ex-cônjuges, ex-parceiros e até ex-namorados das vítimas”, disse Gleisi, ao relatar o projeto.

O projeto também estipula penas para o registro não autorizado da intimidade sexual das mulheres. De acordo com Gleisi, a violência “absurda e covarde” cometida por ex-companheiros gera consequências para as mulheres como a perda de emprego e das relações sociais. A matéria é originária da Câmara, mas, como foi alterada durante a tramitação no Senado, segue novamente para análise dos deputados.

Investigações de crimes misóginos pela PF

Outro projeto de lei aprovado hoje pelos senadores inclui nas atribuições da Polícia Federal a investigação de crimes praticados por meio da internet que disseminem conteúdo misógino, ou seja, que propagam o ódio contra a mulher.

Proposta pela deputada Luizianne Lins (PT-CE), a matéria segue agora para sanção presidencial. Ela inclui na legislação de crimes interestaduais ou internacionais a prerrogativa da PF para apurar infrações relacionadas ao tema. Ao propor o projeto, Luizianne argumentou que as polícias estaduais não têm condições materiais para coibir e investigar crimes cometidos na internet.

A aprovação dos projetos escolhidos pela bancada feminina foi possível após um acordo entre os parlamentares para que houvesse celeridade na tramitação. De manhã, os senadores promoveram uma sessão solene pelo Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado nesta quinta-feira (8). A homenagem à mulher, que ocorre todos os anos, entregou dessa vez o diploma às 26 deputadas presentes à Assembleia Nacional Constituinte de 1987 e 1988.

Com informações do Estadão e da Agência Brasil

Câmera aprova projetos de lei da banca feminina

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Em uma sessão presidida por deputadas mulheres, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (7), uma série de projetos de lei da bancada feminina, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado amanhã (8).

Cenas de estupro e estupro coletivo

O primeiro projeto aprovado estabeleceu o crime de divulgação de cenas de estupro e aumentou a pena para estupro coletivo. O texto, de origem do Senado, foi alterado para punir com reclusão de um a cinco anos aquele que oferecer, vender ou divulgar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outro tipo de registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável.

O crime de estupro, atualmente punido com prisão de seis a dez anos, teve a pena aumentada de um a dois terços nos casos de estupro coletivo – cometido por duas ou mais pessoas. A nova redação também estabelece a pena para os crimes de estupro “corretivo”, quando há a intenção de controlar o comportamento social ou sexual da vítima.

O PL também prevê aumento de pena de metade a dois terços se o crime resultar em gravidez. No caso de o criminoso transmitir doença sexualmente transmissível que sabe ser portador, ou se a vítima for idosa ou pessoa com deficiência, a pena será ampliada de um terço a dois terços.

Importunação Sexual

O projeto inclui ainda o crime de importunação sexual, prática de ato libidinoso na presença de alguém sem concordância dessa pessoa. Atualmente, o Código Penal prevê como “ato libidinoso” e enquadra como contravenção penal, punindo apenas com multa, pessoas que se masturbam ou ejaculam em transportes públicos, por exemplo. A matéria retorna ao Senado para apreciação antes de ser sancionada.

Para a deputada Maria do Rosário (PT-RS), o projeto enfrenta o constrangimento que as mulheres vivem, seja no transporte coletivo, seja em qualquer ambiente público.

“Embora qualquer pessoa possa ser sujeito ativo dessa prática, esse tipo de constrangimento covarde geralmente é cometido por homens, tendo como vítimas as mulheres”, afirmou. “Toda forma de assédio deve ser combatida e esta sessão será histórica neste sentido”, completou a deputada.

Perda do poder familiar

Mais tarde, o plenário aprovou o Projeto de Lei (PL) 7.874/17, que estabelece a perda do poder familiar (do pai ou da mãe) em caso de feminicídio, de lesões gravíssimas e abuso sexual contra filhos.

O texto sobre o feminicídio estabelece que perderá o poder familiar aquele que praticar, contra o outro titular desse mesmo poder, crimes como homicídio, feminicídio ou lesão corporal grave ou seguida de morte, nos casos de crime doloso e que envolverem violência doméstica familiar ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher. O PL também prevê a perda do poder familiar àquele que cometer estupro ou outro crime contra a dignidade sexual.

Para a relatora do texto, deputada professora Dorinha Rezende (DEM-TO), muitas vezes a lei tem se mostrado insuficiente para impedir a manutenção do poder familiar por aqueles que cometem “atos bastante lesivos, repugnantes ou mesmo atrocidades contra criança ou adolescente sobre os quais exercia tal poder”.

O PL prevê que a condenação criminal do pai ou da mãe não implicará a destituição do poder familiar, exceto na hipótese de condenação por crime doloso, cometido contra o outro titular do mesmo poder familiar, o próprio filho ou a filha.

Comitê de Defesa da Mulher

O plenário também aprovou a criação do Comitê de Defesa da Mulher contra Assédio Moral ou Sexual, no âmbito da Câmara dos Deputados.

De acordo com a resolução aprovada, o comitê terá a função de analisar e encaminhar às instâncias competentes denúncias de assédio moral ou sexual feitas por servidoras efetivas, comissionadas, terceirizadas, estagiárias, deputadas e outras mulheres visitantes da Casa. Para o encaminhamento, a denúncia deverá ter fundamento. A matéria foi promulgada em seguida.

Segundo a deputada Laura Carneiro (MDB-RJ), a resolução é uma forma de inibir o assédio sofrido no ambiente de trabalho.

“É uma proposta de institucionalização da política de prevenção e repressão de assédio moral ou sexual, práticas essas inaceitáveis por violarem direitos fundamentais das mulheres, tais como a dignidade da pessoa humana, a isonomia, a proteção à intimidade, a valorização social do trabalho, entre outros”, afirmou.

Estudantes grávidas

O plenário também aprovou o Projeto de Lei 2350/15, que aumenta o período do regime de exercícios domiciliares a que têm direito as estudantes grávidas. A partir do oitavo mês de gestação e até seis meses após o nascimento da criança, a estudante de qualquer nível ou modalidade de ensino, grávida, em fase puerpéria (até 45 dias após o parto) ou lactante fica assistida pelo regime de exercícios domiciliares.

Em casos excepcionais, comprovados mediante laudo médico, o período de repouso poderá ser aumentado, antes e depois do parto, sendo a estudante incluída no regime de exercícios domiciliares.

As instituições de ensino também deverão ter suas instalações físicas adaptadas, além de promover medidas para acolher adolescentes grávidas, em estado de puerpério ou lactantes.

Para a deputada Soraya Santos (MDB-RJ), autora do texto aprovado, a medida vai impactar a vida de adolescentes que abandonam as escolas por estarem gestantes. “Nós queríamos dar liberdade às escolas, mas que elas envidassem todos os esforços para reter a mulher adolescente grávida na escola. Então não é um projeto que gera despesa, ao contrário, ele acolhe as meninas que abandonam a escola”, assegurou.

O texto assegura às mulheres nessas condições que tenham acompanhamento pedagógico próprio, com cronograma e plano de trabalho para o período do afastamento. Além disso estabelece a utilização de instrumentos pedagógicos disponibilizados pela instituição de ensino para a realização de tarefas e esclarecimento de dúvidas.

O PL mantém a continuidade do recebimento de bolsa de estudo às mulheres beneficiárias. A realização de provas deve seguir o calendário escolar, sempre que compatível com o estado de saúde das estudantes e as possibilidades do estabelecimento de ensino. A matéria segue para o Senado.

Agencia Brasil

Juíza determina arquivamento de denúncia de caixa 2 na campanha de ACM Neto

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A juíza eleitoral Patrícia Cerqueira Kertzman Szporer decidiu arquivar a denúncia protocolada de suposto crime de caixa 2 na campanha do prefeito ACM Neto (DEM) no ano de 2012

O despacho assinado no último dia 5 foi publicado no Diário Oficial do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia nesta quarta-feira (7).

Os ex-executivos da Odebrecht, André Vital Pessoa de Melo e Benedicto Barbosa da Silva Júnior, apontaram, em suas delações premiadas realizadas no âmbito da Lava Jato, que o prefeito ACM Neto (DEM) recebeu repasses a pretexto de contribuição eleitoral “não contabilizada” nas eleições municipais de 2012.

André Vital Pessoa de Melo afirmou que a empreiteira doou R$ 1, 8 milhão, através de caixa 2, à campanha do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). O valor total doado foi de R$ 2, 2 milhões – o pagamento de R$ 400 mil foi realizado “via bônus eleitoral”.

Ele contou aos investigadores que foi procurado por Neto no primeiro trimestre daquele ano e teve um encontro no seu escritório político situado na Avenida Ademar de Barros, onde o demista formalizou o pedido de ajuda à corrida eleitoral. Lá, Neto também o apresentou a Lucas Cardoso, pessoa responsável pelo recebimento dos pagamentos à campanha.

Segundo o delator, o valor de caixa 2 foi entregue a Lucas Cardoso no escritório da Odebrecht em Salvador em quatro parcelas – uma de R$ 600 mil, duas de R$ 500 mil e a última de R$ 200 mil. O registro das transações foi passado aos investigadores.

Bocão News

Sorteio da Mega-Sena pode pagar R$ 40 milhões nesta quarta-feira

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(foto: reprodução/internet)

Acontece nesta quarta-feira (07) mais um sorteio da Mega-Sena, que de acordo com a Caixa Econômica Federal deve pagar R$ 40 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio vai ser realizado na cidade de Palmeira dos Índios (AL), às 20h (horário de Brasília).

No último sorteio, que aconteceu no sábado (24), foram sorteadas as dezenas 23 – 41 – 46 – 52 – 54 – 59. Ninguém acertou as dezenas, e o prêmio acumulou.

Não é tão fácil ser um dos milionários contemplados com a Mega Sena. A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Por exemplo, quem opta pela aposta simples com seis dezenas, tem a chance de 1 em 50.063.860. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, segundo a Caixa Econômica Federal.

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) pelo valor mínimo de R$ 3,50, em qualquer lotérica do país.

Da Redação