Preto no Branco

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Número de leitos de internação no SUS volta a crescer após 10 anos

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A busca emergencial por maior estrutura na rede de saúde devido a pandemia do novo coronavírus interrompeu, pela primeira vez, uma queda que vinha ocorrendo nos últimos dez anos no total de leitos de internação existentes no SUS.

Dados de um levantamento feito pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) mostram que, entre fevereiro e junho deste ano, foram abertos 22.810 leitos de internação na rede pública. Com isso, o total passou de cerca de 294 mil a 317 mil.

Até então, o Brasil vinha registrando a cada ano uma queda no número desses leitos. Entre janeiro de 2011 e janeiro de 2020, por exemplo, 41 mil deles haviam sido fechados.

A inversão da curva também fica visível ao observar dados dos primeiros seis meses de 2019 e de período semelhante de anos anteriores, que também apontavam queda.

Segundo o CFM, todos os leitos abertos neste ano são de clínica geral, o que indica que podem estar relacionados à epidemia da Covid-19 no país.

O balanço não engloba o total de leitos de UTI, que também tiveram aumento no período. Até agora, ao menos 11.084 foram habilitados e passaram a ser financiados para uso na rede, de acordo com o Ministério da Saúde.

Para Hideraldo Cabeça, 1º secretário do CFM, ao trazer nova carga ao sistema, a Covid-19 também evidenciou parte do deficit de estrutura que existia na rede.

“Já sabíamos dessa deficiência, o que está ligado também a fila de espera por leitos e de procedimentos eletivos. A pandemia veio deixar essa dificuldade existente na saúde de fácil percepção.”

O conselho alerta, porém, para o risco de nova queda no total de leitos em breve.

Isso ocorre porque, além de uma expansão de leitos em unidades fixas da rede, a epidemia estimulou a abertura de hospitais de campanha, tidos como provisórios –não há dados de quanto eles representam do total.

“A nossa preocupação é que muitos desses leitos estão em locais onde não é possível mantê-los, como hospitais em ginásios, campos de futebol e centros de convenções”, diz.

Para Cabeça, é preciso avaliar a possibilidade de absorver os leitos onde a expansão ocorreu dentro ou próxima de infraestrutura existente.

O debate de qual deve ser o destino da nova estrutura criada em meio a pandemia tem ganhado força nos últimos dias, em meio aos primeiros sinais de queda no total de novos casos em algumas regiões.

Para Gulnar Azevedo, professora de epidemiologia da UERJ, ainda é cedo para fechar leitos, mesmo que provisórios, já que há risco de novas infecções.

“Ainda estamos em pandemia, que não acabou. Em alguns lugares, vemos uma atenuação do crescimento, de uma curva que tende a estabilizar, mas ainda não podemos dizer que está sob controle”, diz Azevedo, que também é presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva.

Ela sugere que parte dos leitos em locais onde há os primeiros sinais de queda de novos casos da Covid seja usada para garantir o atendimento de pacientes após a saída da UTI e daqueles com quadros menos graves, mas que não têm condições adequadas de isolamento em casa e também precisam de monitoramento e cuidados intermediários.

Ou, ainda, que haja um plano para que a estrutura seja atrelada ao atendimento de pacientes vindos de cidades do interior –dos 22.810 novos leitos, 9.762 estão em capitais.

Para Cabeça, o ideal é que haja um esforço para que parte dos leitos seja incorporada de acordo com o gargalo de cada região. Ele cita dados que mostram que, nos últimos anos, áreas como obstetrícia e cirurgia geral tiveram maior perda de leitos.

Outra necessidade é preparar a rede para atendimento de demandas que ficaram represadas em meio a epidemia da Covid-19, caso de cirurgias eletivas, por exemplo.

À reportagem, secretários estaduais de saúde confirmam a intenção de manter parte dos leitos abertos, mas apontam o financiamento dessa estrutura como desafio.

“Há uma discussão sobre como construir um legado após a pandemia para o sistema de saúde, mas o financiamento é sempre um problema”, afirma o secretário de saúde do Maranhão e presidente do Conass, conselho que reúne gestores estaduais de saúde, Carlos Lula.

O tema deve ser discutido em reunião com os 27 secretários estaduais de saúde nesta semana.

Dados do levantamento feito pelo CFM mostram SP, Pernambuco e MG como os estados que abriram a maior quantidade de leitos em números absolutos.

Já em proporção à população, o maior aumento foi em Roraima, Sergipe e Amapá.

Só em São Paulo, foram criados 5.000 leitos de enfermaria. Também foram abertos outros 4.500 de terapia intensiva, de acordo com a secretaria estadual de saúde.

Destes últimos, apenas 2.500 foram habilitados pelo ministério. Os demais ainda aguardam resposta, diz a pasta, que reforça o pedido por “apoio no custeio da assistência”.

Questionada sobre a possibilidade de manter os novos leitos após a pandemia, a secretaria não respondeu. Diz apenas que “mantém o compromisso de garantir assistência e aprimorar a rede, com base em critérios técnicos e nas necessidades da população.”

Em nota, o Ministério da Saúde informou que, diante da pandemia por Covid-19, habilitou 11.084 leitos de UTI, com investimento de R$ 1,5 bilhão. A pasta não informou o total de leitos de internação clínicos abertos no período.

Sobre os planos de absorção dos novos leitos, o ministério afirma que a manutenção será discutida com gestores estaduais e municipais de saúde após o período de emergência.

Folhapress

FB divulga as datas dos jogos das semifinais do Baianão 2020; Juazeirense enfrentará o Atlético de Alagoinhas

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(foto: arquivo)

Após reunião entre a diretoria da Federação Bahiana de Futebol (FBF) e os semifinalistas do Campeonato Baiano 2020, por meio de videoconferência, foi definida na manhã desta segunda-feira (27) a programação dos jogos da próxima fase da competição. A tabela detalhada já foi disponibilizada pela entidade.

A semifinal será disputada em partidas de ida e volta. A rodada de ida terá Juazeirense x Atlético às 21h30 da próxima quarta-feira (29), no Adauto Moraes, e Jacuipense x Bahia, às 17h30 de quinta (30), no Eliel Martins.

Já a rodada de volta será disputada no domingo (2), em horário uniforme, às 16h. Bahia e Jacuipense se enfrentarão em Pituaçu. No Antônio Carneiro, o duelo será entre Atlético e Juazeirense.

Da Redação

INSS autoriza bancos a renovar prova de vida por procuração

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A partir desta segunda-feira (27), agentes bancários estão autorizados a realizar comprovação de vida, por meio de procurador ou representante legal, de beneficiários do Instituto Nacional do Serviço Social (INSS) com idade igual ou superior a 60 anos, sem o prévio cadastramento na instituição. A dispensa da autenticação pode ser feita quando apresentada procuração, termo de tutela, curatela ou guarda.

A procuração também deverá ser aceita quando for apresentado instrumento de mandato público, nas situações de ausência por viagem, impossibilidade de locomoção ou moléstia contagiosa e durante o período de 120 dias, podendo ser prorrogado por ato do presidente. A portaria, assinada pelo presidente do Instituto, Leonardo Guimarães, está publicada na edição de hoje (27) do Diário Oficial da União.

Documentos
A flexibilização abrange uma série de documentos como certidões de nascimento, casamento ou óbito, documento de identificação, formulários de perfil profissiográfico previdenciário – PPP, documentos apresentados para solicitação de pagamento até o óbito. Também inclui fechamento de vínculo empregatício, alteração de dados cadastrais, cadastramento de pensão alimentícia, desistência de benefício, além de documentos do grupo familiar para fins de pedido de benefícios assistenciais, instrumentos de mandatos para cadastramento de procuração, documentos médicos para comprovação de doença contagiosa ou impossibilidade de locomoção para fins de inclusão de procuração, termo de tutela, de curatela, guarda e o comprovante de andamento do processo judicial de representação civil.

O INSS poderá ainda, a qualquer tempo, solicitar os documentos apresentados, autenticados ou não, caso entenda necessário, especialmente após o fim do atual estado de emergência epidêmico. Nos casos em que a documentação necessária não estiver entre as previstas, provocar dúvida quanto à sua legitimidade ou for indispensável o comparecimento presencial do interessado, os prazos ficarão suspensos enquanto perdurar a interrupção do atendimento presencial.

A dispensa da autenticação, segundo a norma, não vale caso haja algum indício consistente de falsidade. “Nos casos em que houver dúvida quanto à legitimidade de qualquer documentação apresentada, caberá solicitação de exigência que terá o prazo suspenso até o retorno do atendimento presencial”, diz a portaria.

Benefício
Os casos que envolverem recebimento de benefício, a inclusão de procuração em qualquer situação, termo de tutela, de curatela, de guarda e o cadastramento de herdeiro necessário, na condição de administrador provisório, serão realizados pelo INSS.

Agência Brasil

Obra do Hospital de Campanha de Juazeiro é iniciada; unidade deverá funcionar em duas semanas

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(foto: divulgação/PMJ)

As obras do Hospital de Campanha de Juazeiro, no Norte da Bahia, foram iniciadas no último sábado (25). A unidade temporária está sendo montada em espaço anexo à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e contará, inicialmente, com 40 leitos intermediários, podendo, futuramente, ser ampliado para até 60 leitos.

Segundo a Secretaria de Saúde, a unidade tem previsão para funcionar durante três meses e terá investimento do município, com valor total orçado em R$ 2.390.787,24 entre estrutura, equipamentos e custeio. O Hospital de Campanha dará suporte à estrutura de tratamento específico da covid-19 na UPA, que já conta com 8 leitos de UTI e 15 de enfermaria.

A estrutura móvel já foi levantada com a cobertura e ainda nesta segunda-feira (27) serão finalizados o piso e as laterais. Os 15 leitos de observação da UPA e os 40 (ou até 60 leitos) de cuidados intermediários das novas enfermarias do Hospital de Campanha, serão compostos por rede de gases. Caso algum paciente tenha o quadro clínico agravado, a posterior entubação com suporte ventilatório acontecerá com o apoio de mais 02 respiradores mecânicos extras e 02 monitores multiparâmetros.

“Esse é mais um compromisso que estamos cumprindo e realizando com recursos do município no combate à COVID-19. E ainda nesta semana contaremos com mais 10 leitos de UTI no Hospital Regional, dentro dessa importante parceria que temos com o Governo do Estado”, destacou Paulo Bomfim, em visita a obra, ressaltando ainda que a ampliação de leitos visa reduzir a taxa de ocupação no município e tem como meta ficar abaixo de 60% até meados de agosto.

O Ministério da Saúde e a ANVISA, visando evitar o caos de superlotação dos leitos hospitalares nos Estados e municípios, divulgaram notas técnicas no sentido de recomendar que unidades provisórias fossem instaladas e mantidas durante o período da pandemia de acordo o aparecimento da necessidade de cada lugar.

“O intuito do nosso município é proporcionar que pacientes que necessitem de cuidados intermediários sejam hospitalizados o quanto antes e que a assistência precoce possa vir a diminuir os casos de óbitos”, explica a secretária da Saúde Fabíola Ribeiro.

A gestora da SESAU Juazeiro ressalta ainda que, aliado ao esforço de estruturar toda a rede de atendimento, o prefeito Paulo Bomfim vem mantendo o compromisso de diminuir os efeitos danosos da pandemia do novo coronavírus adotando diversas medidas estratégicas, a exemplo da criação de ala específica para pacientes gestantes suspeitas ou confirmadas da COVID-19 no Hospital Materno Infantil.

Da Redação

Governo Bolsonaro se baseia em ‘economia que mata’, dizem bispos em carta

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Uma carta com duras críticas ao governo de Jair Bolsonaro foi assinada por 152 bispos, arcebispos e bispos eméritos do Brasil. Ela deveria ter sido publicado na última quarta-feira (22), mas foi suspensa para ser analisada pelo conselho permanente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Há um temor entre signatários do documento de que o setor conservador do órgão impeça a divulgação. O texto, chamado de “Carta ao Povo de Deus”, afirma que o Brasil atravessa um dos momentos mais difíceis de sua história, vivendo uma “tempestade perfeita”. Ela combinaria uma crise sem precedentes na saúde e um “avassalador colapso na economia” com a tensão sofre “fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República [Jair Bolsonaro] e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança”.

“Analisando o cenário político, sem paixões, percebemos claramente a incapacidade e inabilidade do Governo Federal em enfrentar essas crises”, diz o documento. “Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela COVID-19, tratando-o como fruto do acaso ou do castigo divino”, segue a carta. Ela se refere também ao “caos socioeconômico que se avizinha, com o desemprego e a carestia que são projetados para os próximos meses, e os conchavos políticos que visam à manutenção do poder a qualquer preço”.

“Esse discurso não se baseia nos princípios éticos e morais, tampouco suporta ser confrontado com a Tradição e a Doutrina Social da Igreja, no seguimento àquele que veio `para que todos tenham vida e a tenham em abundância”, segue a carta. Os religiosos fazem críticas também às reformas trabalhista e previdenciária. Segundo eles, ambas, “tidas como para melhorarem a vida dos mais pobres, mostraram-se como armadilhas que precarizaram ainda mais a vida do povo”. Eles reconhecem que o país precisa de reformas, “mas não como as que foram feitas, cujos resultados pioraram a vida dos pobres, desprotegeram vulneráveis, liberaram o uso de agrotóxicos antes proibidos, afrouxaram o controle de desmatamentos e, por isso, não favoreceram o bem comum e a paz social. É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo, que privilegia o monopólio de pequenos grupos poderosos em detrimento da grande maioria da população”.

O documento afirma ainda que o “sistema do atual governo” não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, “mas a defesa intransigente dos interesses de uma economia que mata, centrada no mercado e no lucro a qualquer preço”. Para eles, o ministro da Economia, Paulo Guedes, “desdenha dos pequenos empresários” e o governo promove “uma brutal descontinuidade da destinação de recursos para as políticas públicas no campo da alimentação, educação, moradia e geração de renda”. ​A carta diz ainda que “o desprezo pela educação, cultura, saúde e pela diplomacia” estarrece, sendo visível nas demonstrações de “raiva” pela educação pública e no “apelo a ideias obscurantistas”.

Cita também o que julga ser o uso da religião para “manipular sentimentos e crenças”, provocando tensões entre igrejas.”Ressalte-se o quanto é perniciosa toda associação entre religião e poder no Estado laico, especialmente a associação entre grupos religiosos fundamentalistas e a manutenção do poder autoritário”, segue o documento.

O texto é assinado, entre outros, pelo arcebispo emérito de São Paulo, dom Claudio Hummes, pelo bispo emérito de Blumenau, dom Angélico Sandalo Bernardino, pelo bispo de São Gabriel da Cachoeira (AM), dom Edson Taschetto Damian, pelo arcebispo de Belém (PA), dom Alberto Taveira Corrêa, pelo bispo prelado emérito do Xingu (PA), dom Erwin Krautler, pelo bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Giovani Mol, e pelo arcebispo de Manaus (AM) e ex-secretário-geral da CNBB dom Leonardi Ulrich. Os religiosos pedem a abertura de “um amplo diálogo nacional que envolva humanistas, os comprometidos com a democracia, movimentos sociais, homens e mulheres de boa vontade, para que seja restabelecido o respeito à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito”.
Eles afirmam ainda que “todos, pessoas e instituições, seremos julgados pelas ações ou omissões neste momento tão grave e desafiador”.

Leia, abaixo, a íntegra da “Carta ao Povo de Deus”:

“Somos bispos da Igreja Católica, de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Escrevemos esta Carta ao Povo de Deus, interpelados pela gravidade do momento em que vivemos, sensíveis ao Evangelho e à Doutrina Social da Igreja, como um serviço a todos os que desejam ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo.

Evangelizar é a missão própria da Igreja, herdada de Jesus. Ela tem consciência de que “evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Alegria do Evangelho, 176). Temos clareza de que “a proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. A nossa reposta de amor não deveria ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos necessitados […], uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência. A proposta é o Reino de Deus […] (Lc 4,43 e Mt 6,33)” (Alegria do Evangelho, 180). Nasce daí a compreensão de que o Reino de Deus é dom, compromisso e meta.

É neste horizonte que nos posicionamos frente à realidade atual do Brasil. Não temos interesses político-partidários, econômicos, ideológicos ou de qualquer outra natureza. Nosso único interesse é o Reino de Deus, presente em nossa história, na medida em que avançamos na construção de uma sociedade estruturalmente justa, fraterna e solidária, como uma civilização do amor.

O Brasil atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história, comparado a uma “tempestade perfeita” que, dolorosamente, precisa ser atravessada. A causa dessa tempestade é a combinação de uma crise de saúde sem precedentes, com um avassalador colapso da economia e com a tensão que se abate sobre os fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança.

Este cenário de perigosos impasses, que colocam nosso País à prova, exige de suas instituições, líderes e organizações civis muito mais diálogo do que discursos ideológicos fechados. Somos convocados a apresentar propostas e pactos objetivos, com vistas à superação dos grandes desafios, em favor da vida, principalmente dos segmentos mais vulneráveis e excluídos, nesta sociedade estruturalmente desigual, injusta e violenta. Essa realidade não comporta indiferença.

É dever de quem se coloca na defesa da vida posicionar-se, claramente, em relação a esse cenário. As escolhas políticas que nos trouxeram até aqui e a narrativa que propõe a complacência frente aos desmandos do Governo Federal, não justificam a inércia e a omissão no combate às mazelas que se abateram sobre o povo brasileiro. Mazelas que se abatem também sobre a Casa Comum, ameaçada constantemente pela ação inescrupulosa de madeireiros, garimpeiros, mineradores, latifundiários e outros defensores de um desenvolvimento que despreza os direitos humanos e os da mãe terra. “Não podemos pretender ser saudáveis num mundo que está doente. As feridas causadas à nossa mãe terra sangram também a nós” (Papa Francisco, Carta ao Presidente da Colômbia por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, 05/06/2020).

Todos, pessoas e instituições, seremos julgados pelas ações ou omissões neste momento tão grave e desafiador. Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela COVID-19, tratando-o como fruto do acaso ou do castigo divino, o caos socioeconômico que se avizinha, com o desemprego e a carestia que são projetados para os próximos meses, e os conchavos políticos que visam à manutenção do poder a qualquer preço. Esse discurso não se baseia nos princípios éticos e morais, tampouco suporta ser confrontado com a Tradição e a Doutrina Social da Igreja, no seguimento Àquele que veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Analisando o cenário político, sem paixões, percebemos claramente a incapacidade e inabilidade do Governo Federal em enfrentar essas crises. As reformas trabalhista e previdenciária, tidas como para melhorarem a vida dos mais pobres, mostraram-se como armadilhas que precarizaram ainda mais a vida do povo. É verdade que o Brasil necessita de medidas e reformas sérias, mas não como as que foram feitas, cujos resultados pioraram a vida dos pobres, desprotegeram vulneráveis, liberaram o uso de agrotóxicos antes proibidos, afrouxaram o controle de desmatamentos e, por isso, não favoreceram o bem comum e a paz social. É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo, que privilegia o monopólio de pequenos grupos poderosos em detrimento da grande maioria da população.

O sistema do atual governo não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, mas a defesa intransigente dos interesses de uma “economia que mata” (Alegria do Evangelho, 53), centrada no mercado e no lucro a qualquer preço. Convivemos, assim, com a incapacidade e a incompetência do Governo Federal, para coordenar suas ações, agravadas pelo fato de ele se colocar contra a ciência, contra estados e municípios, contra poderes da República; por se aproximar do totalitarismo e utilizar de expedientes condenáveis, como o apoio e o estímulo a atos contra a democracia, a flexibilização das leis de trânsito e do uso de armas de fogo pela população, e das leis do trânsito e o recurso à prática de suspeitas ações de comunicação, como as notícias falsas, que mobilizam uma massa de seguidores radicais.

O desprezo pela educação, cultura, saúde e pela diplomacia também nos estarrece. Esse desprezo é visível nas demonstrações de raiva pela educação pública; no apelo a ideias obscurantistas; na escolha da educação como inimiga; nos sucessivos e grosseiros erros na escolha dos ministros da educação e do meio ambiente e do secretário da cultura; no desconhecimento e depreciação de processos pedagógicos e de importantes pensadores do Brasil; na repugnância pela consciência crítica e pela liberdade de pensamento e de imprensa; na desqualificação das relações diplomáticas com vários países; na indiferença pelo fato de o Brasil ocupar um dos primeiros lugares em número de infectados e mortos pela pandemia sem, sequer, ter um ministro titular no Ministério da Saúde; na desnecessária tensão com os outros entes da República na coordenação do enfrentamento da pandemia; na falta de sensibilidade para com os familiares dos mortos pelo novo coronavírus e pelos profissionais da saúde, que estão adoecendo nos esforços para salvar vidas.

No plano econômico, o ministro da economia desdenha dos pequenos empresários, responsáveis pela maioria dos empregos no País, privilegiando apenas grandes grupos econômicos, concentradores de renda e os grupos financeiros que nada produzem. A recessão que nos assombra pode fazer o número de desempregados ultrapassar 20 milhões de brasileiros. Há uma brutal descontinuidade da destinação de recursos para as políticas públicas no campo da alimentação, educação, moradia e geração de renda.

Fechando os olhos aos apelos de entidades nacionais e internacionais, o Governo Federal demonstra omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres e vulneráveis da sociedade, quais sejam: as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, as populações das periferias urbanas, dos cortiços e o povo que vive nas ruas, aos milhares, em todo o Brasil. Estes são os mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus e, lamentavelmente, não vislumbram medida efetiva que os levem a ter esperança de superar as crises sanitária e econômica que lhes são impostas de forma cruel. O Presidente da República, há poucos dias, no Plano Emergencial para Enfrentamento à COVID-19, aprovado no legislativo federal, sob o argumento de não haver previsão orçamentária, dentre outros pontos, vetou o acesso a água potável, material de higiene, oferta de leitos hospitalares e de terapia intensiva, ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea, nos territórios indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais (Cf. Presidência da CNBB, Carta Aberta ao Congresso Nacional, 13/07/2020).

Até a religião é utilizada para manipular sentimentos e crenças, provocar divisões, difundir o ódio, criar tensões entre igrejas e seus líderes. Ressalte-se o quanto é perniciosa toda associação entre religião e poder no Estado laico, especialmente a associação entre grupos religiosos fundamentalistas e a manutenção do poder autoritário. Como não ficarmos indignados diante do uso do nome de Deus e de sua Santa Palavra, misturados a falas e posturas preconceituosas, que incitam ao ódio, ao invés de pregar o amor, para legitimar práticas que não condizem com o Reino de Deus e sua justiça?

O momento é de unidade no respeito à pluralidade! Por isso, propomos um amplo diálogo nacional que envolva humanistas, os comprometidos com a democracia, movimentos sociais, homens e mulheres de boa vontade, para que seja restabelecido o respeito à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito, com ética na política, com transparência das informações e dos gastos públicos, com uma economia que vise ao bem comum, com justiça socioambiental, com “terra, teto e trabalho”, com alegria e proteção da família, com educação e saúde integrais e de qualidade para todos. Estamos comprometidos com o recente “Pacto pela vida e pelo Brasil”, da CNBB e entidades da sociedade civil brasileira, e em sintonia com o Papa Francisco, que convoca a humanidade para pensar um novo “Pacto Educativo Global” e a nova “Economia de Francisco e Clara”, bem como, unimo-nos aos movimentos eclesiais e populares que buscam novas e urgentes alternativas para o Brasil.

Neste tempo da pandemia que nos obriga ao distanciamento social e nos ensina um “novo normal”, estamos redescobrindo nossas casas e famílias como nossa Igreja doméstica, um espaço do encontro com Deus e com os irmãos e irmãs. É sobretudo nesse ambiente que deve brilhar a luz do Evangelho que nos faz compreender que este tempo não é para a indiferença, para egoísmos, para divisões nem para o esquecimento (cf. Papa Francisco, Mensagem Urbi et Orbi, 12/4/20).

Despertemo-nos, portanto, do sono que nos imobiliza e nos faz meros espectadores da realidade de milhares de mortes e da violência que nos assolam. Com o apóstolo São Paulo, alertamos que “a noite vai avançada e o dia se aproxima; rejeitemos as obras das trevas e vistamos a armadura da luz” (Rm 13,12).

O Senhor vos abençoe e vos guarde. Ele vos mostre a sua face e se compadeça de vós.
O Senhor volte para vós o seu olhar e vos dê a sua paz! (Nm 6,24-26).”

Folhapress

Para otimizar atendimento, Petrolina amplia locais de aplicação da vacina BCG

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(foto: divulgação/PMP)

A Prefeitura de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, ampliou os locais de aplicação da vacina BCG, que é obrigatória para os recém-nascidos e protege contra a tuberculose. A intenção é otimizar o atendimento a esse público.

A partir de agora, além das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Bernardino Campos Coelho, na Vila Eduardo, e Ricardo Soares, na Cohab Massangano, a Dr. Gaudêncio, no bairro Jardim Amazonas, também passará a ofertar o serviço.

O cronograma funciona da seguinte forma: na UBS Ricardo Soares a vacina é administrada às sextas-feiras, durante todo o expediente da unidade; na Bernardino Campos Coelho o serviço continua sendo ofertado às quartas-feiras, também durante todo o dia; e no Jardim Amazonas acontece às segundas-feiras.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a intenção é otimizar e melhorar o atendimento para que não haja desperdício de doses, além de proporcionar um ambiente com menos aglomeração de pessoas, garantindo mais agilidade no atendimento aos recém-nascidos. As crianças que nascem no Dom Malan continuam recebendo essa vacina dentro da maternidade.

Da Redação

Entidades de Saúde Mental emitem carta aberta apontando retrocessos na rede de Atenção Psicossocial de Juazeiro

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(foto: arquivo)

O Núcleo de Mobilização Antimanicomial do Sertão (Numans), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), e entidades representativas que discutem a questão da saúde mental, emitiram uma carta aberta apontando o que eles consideram como “retrocessos na rede de Atenção Psicossocial de Juazeiro”, no Norte da Bahia.

Na nota, as entidades consideram que os efeitos psicossociais da pandemia da covid-19 têm sido destacados no mundo, de forma que não há argumento que justifique desmontes de qualquer serviço dessas redes. A nota ressalta que, além das pessoas que já eram usuárias dos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), novas demandas têm aparecido e requerem, na mesma medida, a garantia da oferta de cuidado em Saúde Mental e Atenção Psicossocial.

Portanto, para as entidades, “os fluxos de acolhimento e acompanhamento nos diversos serviços que compõem a RAPS, incluindo Unidades de Saúde da Família/USF, Unidade de Pronto Atendimento/UPA, SAMU e CAPS, precisam ser construídos a partir dessas especificidades”. Diante disso, o Numans e os demais órgãos elencaram alguns pontos, que, segundo o texto, revelam um descuido, merecendo reconsiderações da gestão municipal. São eles:

– Mudança abrupta da sede do CAPS ad 3 para local inadequado, impossibilitando inclusive a manutenção do acolhimento noturno aos(às) usuários(as);
– Fechamento da UPA para o atendimento de urgência/emergência em Saúde Mental, tida como grande conquista da gestão de saúde municipal, com apoio da Residência Multiprofissional de Saúde Mental da Univasf, no ano de 2019;
– Retomada de fluxo intenso de internações na Clínica Psiquiátrica Nossa Senhora de Fátima (conhecida como “Sanatório”), historicamente reconhecida como um lugar que violenta os Direitos Humanos, o que se percebe como um problema que demanda debate e definição no âmbito da Rede Interestadual de Saúde Pernambuco-Bahia (Rede PEBA);
– Fechamento do atendimento em nível ambulatorial em Saúde Mental na Policlínica e retorno desse dispositivo ao CAPS 2, o que pode ser compreendido como um claro retrocesso na rede.

As entidades defendem “modos de cuidado em Saúde Mental que se guiem pelo objetivo de ampliar o acesso das pessoas ao cuidado em saúde mental, de caráter antimanicomial, em respeito ao direito constitucional à saúde e em sintonia com os Direitos Humanos” [veja o link para ler na íntegra abaixo].

Além do Numans, a nota é assinada pela Associação Braços Dados (Associação de Usuários e Familiares da Rede de Saúde Mental de Juazeiro-BA), Residência Multiprofissional de Saúde Mental/Univasf, Observatório de Políticas e Cuidado em Saúde/Univasf, Projeto de Extensão Saúde Mental em Foco/Univasf, Liga Interdisciplinar de Saúde Mental/Univasf, Liga Acadêmica Interdisciplinar de Saúde Coletiva/Univasf e o Diretório Acadêmico de Enfermagem da Univasf.

O PNB procurou a Secretaria de Saúde de Juazeiro, porém até a publicação dessa matéria, o órgão não se manifestou.

Clique aqui e leia a nota do Numans e das demais entidades na íntegra

Da Redação

Covid-19 no Norte da Bahia: Senhor do Bonfim, Uauá e Remanso confirmam novas mortes pela doença

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A pandemia da covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus, segue avançando nos municípios da região Norte da Bahia, conforme os boletins epidemiológicos divulgados pelas Secretarias Municipais de Saúde e monitorados pelo PNB. No total, 407 cidades do Estado já tiveram casos registrados da doença.

Campo Formoso segue no topo da lista, com mais de 500 casos confirmados, seguido de Irecê, que ultrapassou a marca de 400 casos confirmados. Neste final de semana, Senhor do Bonfim, Uauá Remanso registraram novas mortes pela doença.

[a matéria considera os últimos boletins divulgados até às 10h desta segunda-feira (27)]

Campo Formoso

Em boletim divulgado na noite de sábado (25), a Secretaria de Saúde de Campo Formoso informou que subiu para 560 o número de casos confirmados de covid-19 (com 16 novos casos registrados nesse boletim), sendo que 387 pacientes já estão curados  [a cura clínica é registrada quando o paciente, após 14 dias de isolamento, não apresenta mais sinal ou sintoma da doença]. 11 casos suspeitos estão em investigação.

A cidade registra 6 óbitos pela covid-19. O primeiro caso em Campo Formoso foi confirmado em 6 de abril.

Irecê

De acordo com o boletim do sábado, o município possui 401 resultados positivos de covid-19 (nesse boletim, mais 23 casos foram divulgados), sendo que 333 se encontram recuperados. 87 casos suspeitos estão em investigação.

Irecê já registra 6 óbitos. O primeiro caso foi registrado no dia 13 de abril.

Sobradinho

O último boletim deste domingo apontam que a cidade registra 310 casos confirmados da covid-19 (nenhum novo caso nesse último boletim). Ainda segundo a Secretaria de Saúde, Sobradinho possui 254 pacientes recuperados. 1 caso suspeito está em investigação.

A cidade já confirmou 11 mortes pela doença. O primeiro caso foi registrado em Sobradinho no dia 13 de maio.

Senhor do Bonfim

O município de Senhor do Bonfim, segundo o último boletim divulgado na noite de ontem, possui 263 casos confirmados (com quatro novos nesse último boletim), sendo que 217 pacientes já estão com cura clínica declarada.

Senhor do Bonfim registrou na sexta-feira, o  óbito pela doença. O primeiro caso confirmado da covid-19 foi registrado no dia 11 de maio na cidade.

Casa Nova

Dados de ontem apontam que Casa Nova possui 232 casos confirmados (três novos casos nesse último boletim). O número de recuperados subiu para 164.

Casa Nova registra óbitos pela covid-19. O primeiro caso foi registrado no dia 16 de abril.

Uauá

No último boletim divulgado neste domingo, a secretaria informou a confirmação de 213 casos de covid-19 (quatro novos casos nesse último boletim). 109 já são considerados curados e 14 casos suspeitos estão em investigação.

Uauá registrou, entre a sexta-feira (24) e este domingo, mais 3 óbitos, subindo assim para 7 o total na cidadeOs primeiros casos na cidade foram confirmados no dia 18 de maio.

Jaguarari

Na edição do boletim da sexta-feira, Jaguarari apresenta 173 confirmações da doença (com sete novos casos nesse boletim). A cidade registra 121 pacientes recuperados.

Jaguarari registra óbitos pela covid-19. O primeiro registro da doença na cidade foi no dia 28 de abril.

Curaçá

Segundo a Secretaria de Saúde de Curaçá, no último boletim divulgado na noite de ontem, o município registra 146 casos confirmados da covid-19 (com uma nova confirmação nesse último boletim). A cidade contabiliza ainda 111 recuperados e 67 casos suspeitos estão sendo investigados.

Curaçá tem 1 óbito pela covid-19. O primeiro caso foi anunciado no dia 16 de abril.

Sento Sé

No boletim do sábado, a Secretaria de Saúde de Sento Sé anunciou que a cidade notifica 119 casos confirmados da doença (12 casos novos neste boletim). 56 pacientes estão recuperados. Nenhum caso suspeito está em investigação.

Sento Sé registra 3 óbitos. Os primeiros casos na cidade foram confirmados no dia 1º de junho.

Remanso

O boletim de ontem aponta que Remanso registra 65 casos confirmados (quatro novos casos nessa atualização). Ainda segundo a secretaria, 53 pacientes já estão curados clinicamente e 3 casos suspeitos estão em investigação

A cidade registrou na sexta-feira, mais 2 mortes pela doença, totalizando 4. O primeiro caso no dia 4 de maio.

Bahia

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.780 casos de covid-19 (taxa de crescimento de +1,2%), 42 óbitos (+1,3%) e 2.470 curados (+1,9%). Dos 148.179 casos confirmados desde o início da pandemia, 131.209 já são considerados curados, 13.788 encontram-se ativos e 3.182 tiveram óbito confirmado de covid-19.

Os casos confirmados ocorreram em 407 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (35,59%). O boletim epidemiológico contabiliza ainda 299.913 casos descartados e 79.550 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas deste domingo (26).

Da Redação

Homem é preso acusado de manter companheira em cárcere privado em Petrolina

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(foto: divulgação)

Um homem de 29 anos foi preso acusado de manter sua companheira, de 34 anos, em cárcere privado, neste domingo (26) no bairro João de Deus, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A Guarda Civil Municipal acionou a Patrulha da Mulher após a vítima ligar relatando o crime.

A equipe foi até o local informado, onde a própria vítima abriu o portão de sua casa. Ela informou que o acusado havia puxado seu cabelo, obrigou-a a manter relações sexuais, e a ameaçou com uma faca caso ela fosse embora ou chamasse a polícia.

Com a permissão da vítima, a Patrulha entrou na residência e encontrou o agressor na cama dormindo com a faca ao seu lado. Ao ser procedida a abordagem, constatou-se que o imputado estava embriagado ou drogado, pois também foi encontrada uma pedra de crack ao lado do mesmo.

Diante da situação, a droga e a faca foram apreendidas e os envolvidos conduzidos e apresentados na Delegacia de Polícia para medidas cabíveis.

Da Redação