Preto no Branco

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Polícia Federal encontra registros de que Flávio Bolsonaro era ‘usuário master’ de jato usado por Vorcaro; citados se defendem

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Senador e candidato à presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro apareceu cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária de uma empresa que também detinha um terço de um jato que tem como um dos donos Daniel Vorcar, banqueiro dono do Banco Master preso no âmbito da Operação Compliance Zero.

A informação foi divulgada pelo jornal O Globo nesta quarta-feira (14) e consta de uma troca de emails do banco Santander com uma secretária do advogado Willer Tomaz, descrita pela Polícia Federal (PF) em um dos relatórios da investigação sobre os desvios do INSS. A viagem teria ocorrido em janeiro de 2025.

Ao jornal, Flávio e Tomaz negam terem tido conta conjunta e dizem que a informação do relatório da PF não é verdadeira.

A conta em questão estava registrada no banco Santander e estava em nome da Alcazar Holdings, administrada por Tomaz. Até maio de 2025, Flávio Bolsonaro era usuário perfil Master da instituição financeira, conforme indicam trocas de e-mails obtidos pela Polícia Federal. A investigação descobriu que a retirada do nome de Flávio aconteceu no dia 22 de maio de 2025.

A empresa Alcazar Holding tem sede na Ilha da Madeira, em Portugal, e tem Willer como o único sócio atualmente, sendo também dona de uma das três cotas do jato Legacy 650 de matrícula PP-NLR adquirido em 2023 pela Fraction 024. Segundo o jornal O Globo, foi a mesma aeronave em que Flávio Bolsonaro voou junto com o advogado em janeiro de 2025 numa viagem de ida e volta de Brasília à Fort Lauderdale, na Flórida. Os outros dois cotistas, naquele momento, eram o dono da Totvs, Laerte Cosentino, e a Prime You, que tinha como um dos sócios Daniel Vorcaro.

As informações constam no iCloud do advogado, acessado pela PF. Os agentes também encontraram uma foto de Flávio Bolsonaro tomando vinho no celular de Willer. Não há informações sobre quando a imagem foi registrada.

Veja o que dizem os citados:

Flávio Bolsonaro

O senador nunca manteve conta tendo como usuário master o Sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas. Toda e qualquer afirmação nesse sentido é falsa.
O próprio e-mail apresentado comprova justamente que a vinculação era indevida, tanto que solicita a desvinculação. Ou seja, o pedido só reforça que qualquer possibilidade de associação existente estava errada e precisava ser corrigida.
Essas insinuações surgem em pleno período eleitoral e exigem responsabilidade. A divulgação de Fake News é crime eleitoral e os responsáveis deverão responder na forma da lei.

Willer Tomaz

O advogado Willer Tomaz repudia as inverdades reiteradas na reportagem. Com o senador Flávio Bolsonaro mantém apenas amizade, sem nenhum vínculo financeiro ou societário.
Os dois nunca dividiram conta bancária. O e-mail enviado ao Santander não demonstra o contrário. Extrair desse documento uma “eventual participação econômica ou societária” é ilação. Os deslocamentos citados foram viagens de lazer com as famílias, que embarcaram como convidadas, sem pagamento ou contrapartida de qualquer natureza.
Converter conjecturas em denúncias, em plena campanha eleitoral, tem o evidente propósito de interferir no pleito. A exposição de dados sigilosos de seu celular e iCloud integra o vazamento criminoso já investigado pela Polícia Federal, e os autores responderão na Justiça.

BNews

Atendimento multiprofissional à mulher vítima de violência é tema de roda de conversa no HU-Univasf

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O Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf/HU Brasil) promoveu, na última sexta-feira, 9 de outubro, uma roda de conversa com o tema “O Atendimento Multiprofissional à mulher vítima de violência”. O evento aconteceu no auditório da Policlínica do HU, reunindo a equipe psicossocial do hospital e diversos atores que integram a rede de proteção e cuidado.

Relevância dos fluxos de atendimento

O principal objetivo da iniciativa foi promover a reflexão e o aprimoramento do fluxo de atendimento às mulheres em situação de violência, fortalecendo a articulação entre o ambiente hospitalar e os demais órgãos que compõem a rede de apoio regional.

Durante o evento, foram discutidos os desafios e as lacunas no atendimento prestado pelo hospital — que frequentemente recebe pacientes vítimas de traumas físicos, agressões por armas brancas ou de fogo, necessitando de acolhimento especializado e de um período de internação condizente com o quadro clínico. Para garantir a segurança e a eficácia dos fluxos de encaminhamento, a roda de conversa buscou aproximar o HU-Univasf de outros equipamentos de suporte essenciais da região de Petrolina e Juazeiro, tais como: CEAM (Centro Especializado de Atendimento à Mulher) em Petrolina; CIAM (Centro Integrado de Assistência à Mulher) em Juazeiro; DEAMs (Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher) de Petrolina e Juazeiro; CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), as patrulhas da Maria da Penha de ambos os municípios e a Secretaria da Mulher do Estado de Pernambuco.

“A ação reforça o papel fundamental do HU-Univasf não apenas na assistência clínico-hospitalar de urgência e emergência, mas também na garantia de um fluxo seguro, humanizado e articulado. O intuito é assegurar que a mulher em situação de vulnerabilidade conheça seus direitos e saiba que conta com uma rede integrada de equipamentos públicos preparados para protegê-la e apoiá-la em todo o processo de recuperação”, destacou a chefe da Unidade Multiprofissional do HU-Univasf, Rebeca Lacerda.

Ascom

AMA lamenta morte por afogamento do jovem que trabalhava como carrinheiro no Mercado do Produtor de Juazeiro

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Autarquia Municipal de Abastecimento (AMA), lamenta profundamente o falecimento do jovem Daniel, ocorrido no último dia 12 de outubro na Ilha do Fogo, localizada entre as cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, a principal suspeita é que Daniel tenha sido vítima de afogamento.

Daniel trabalhava como carrinheiro no Mercado do Produtor de Juazeiro, colaborando com o transporte dos produtos comercializados no entreposto. Ele deixa um filho.

Neste momento de dor, a AMA e toda a equipe do Mercado do Produtor de Juazeiro expressam suas sinceras condolências e solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de trabalho.

Ascom/ PMJ

Após declarar voto a favor do fim da escala 6×1, Flávio Bolsonaro revela a aliados que vai defender revisão de projeto, revela Folha de São Paulo

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De acordo com informação divulgada na coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, mesmo tendo declarado voto a favor da proposta que põe fim à escala 6×1, o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), disse a aliados que, caso seja eleito, vai rever pontos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tramita no Senado Federal.

Segundo a coluna, aliados do senador e empresários relataram que tiveram a garantia de que caso Flávio seja eleito, diversos pontos de uma outra PEC, que deverá ser proposta pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de campanha do presidenciável, passarão a ser discutidos pelo Congresso Nacional.

O projeto é tido como alternativa à PEC que extingue a escala de trabalho 6×1, permitindo que empregador e empregado escolham entre o regime tradicional da CLT ou um modelo baseado estritamente nas horas efetivamente trabalhadas.

Ainda de acordo com a coluna Painel, a ideia de Flávio Bolsonaro não é derrubar a PEC do fim da 6×1, mas aprovar pontos que abram brecha para a negociação entre a empresa e o trabalhador.

A proposta de Marinho não tem teto fixo mínimo de 40 horas, sem propor um limite inferior obrigatório de 40 horas semanais nem impõe o formato fixo de 5 dias de trabalho por 2 de folga (escala 5×2). Já a remuneração e direitos proporcionais, como férias, 13º salário e FGTS, tornam-se proporcionais às horas que o trabalhador de fato prestar.

Recuo 

Flávio recuou nesta semana da posição que mantinha antes, que versava contra o fim da escala 6×1. Parlamentares e correligionários dele pontuaram que a campanha do adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), iria colocá-lo como vilão do trabalhador em um momento delicado do segundo turno. Diante da avaliação, Flávio declarou na última terça-feira (13) que votaria a favor da redução da jornada de trabalho.

Votação

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), espera que a votação em primeiro turno da PEC que põe fim à jornada de trabalho 6×1 deve ser feita nesta quarta-feira (14). Segundo o regimento da Casa Legislativa, depois do primeiro turno, a proposta precisa ser debatida em outras três sessões de discussão. Só então pode ser votada em segundo turno. Por esse rito, a votação da PEC do fim da 6×1 ainda poderia ser concluída em outubro.

Redação PNB/ foto: Intercept Brasil

Meio ambiente e clima: Confira o que consta nos planos de governo de Flávio Bolsonaro e Lula

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Diante da urgência de uma crise climática, os temas relativos ao meio ambiente se impõem nas agendas dos candidatos ao segundo turno das eleições. Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam soluções diferentes – apesar da convergência em alguns pontos – para mitigar problemas relacionados à conservação ambiental às mudanças climáticas.

Enquanto o programa do candidato Lula trata o enfrentamento às mudanças climáticas como uma emergência que pauta a maior parte das ações e planejamentos para o próximo governo, o candidato Flávio Bolsonaro traz o tema uma única vez no plano de governo com o uso do termo eventos climáticos extremos.

Nas demais ações, o candidato do PL trata o meio ambiente como um ativo estratégico capaz de gerar oportunidades econômicas pela transformação da conservação em desenvolvimento e renda.

Flávio trata de mercado regulado de carbono, bioeconomia, pagamento de serviços ambientais como fontes econômicas sem considerar a ação das mudanças climáticas e medidas de adaptação necessárias para que essas ações tenham sustentabilidade.

Lula traz o tema mudanças climáticas como um dos eixos orientadores das ações e propostas, estruturadas a partir de um planejamento já efetivado que prevê ações tanto de mitigação, quanto de adaptação nos aspectos social, econômico e ambiental.

O termo aparece 38 vezes no plano de governo do petista e é tratado como uma emergência que torna prioritária tanto as ações internas – como obras de infraestrutura resilientes, geração de renda para quem protege florestas e mananciais e ampliação de ferramentas financeiras para financiar as despesas causadas pela emergência – quanto ações externas, com políticas de enfrentamento ao aquecimento global, combate ao desmatamento e valorização do conhecimento, tradições e diversidade dos povos.

Propostas de governo

Para o enfrentamento da crise ambiental no próximo mandato, Lula propõe a implementação de políticas climáticas que incluem a estruturação de projetos regionais, a ampliação da eficiência dos investimentos públicos e dos instrumentos de financiamento.

Entre as ações de mitigação estão a revitalização das bacias hidrográficas e a ampliação das infraestruturas de segurança hídrica. Também estão previstos mais investimentos em políticas de prevenção e redução de riscos de desastres e a inclusão da Caatinga como ativo estratégico para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa e combate à desertificação.

Lula sugere a adaptação das cidades com obras de contenção de encostas e drenagem urbana sustentável, por meio de fomento à infraestrutura verde e proteção de mananciais. Também é citado o apoio da União para o desenvolvimento de inovações na gestão dos resíduos sólidos.

Com um plano mais enxuto, Flávio Bolsonaro propõe a ampliação de infraestrutura hídrica com sistemas de prevenção a eventos climáticos extremos, barragens de usos múltiplos, reservatórios de controle de cheias, canais e obras de drenagem. Também prevê o fortalecimento do monitoramento, alerta e resposta da Defesa Civil.

Desmatamento e conservação dos biomas

Lula reafirma a meta de desmatamento zero até 2030. O plano do candidato prevê a implementação dos planos de controle e prevenção do desmatamento e do manejo integrado do fogo, associados à valorização dos parques nacionais com programas de turismo sustentável, desenvolvimento regional e educação ambiental, além do incentivo a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

O candidato propõe ainda o aprimoramento da política de pagamento por serviços ambientais como uma estratégia complementar à restauração florestal, além do fortalecimento do Código Florestal e da Lei da Mata Atlântica.

Também está no programa do PT a participação do Brasil na implementação do mapa do caminho para eliminação global do desmatamento, articulando instrumentos nacionais com compromissos internacionais

Flávio Bolsonaro propõe zerar apenas o desmatamento ilegal até 2029, por meio do combate às queimadas ilegais, fortalecimento da prevenção, do monitoramento, da fiscalização e do combate aos crimes ambientais.

O candidato sugere a transformação da Floresta Amazônica preservada em riqueza com biotecnologia, fármacos, cosméticos e novos materiais a partir da biodiversidade, o manejo sustentável e a agregação de valor ao que a Amazônia produz, em vez de derrubá-la.

De acordo com o programa de Flavio, preservar a Amazônia exige combater o crime e dar à sua população um caminho real de desenvolvimento.

O candidato defende ainda a “eliminação de superposições” entre órgãos que trabalham com o tema, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O programa, entretanto, não cita quais seriam essas superposições.

No programa do PL está prevista ainda a consolidação do Cadastro Ambiental Rural e a ampliação do pagamento por serviços ambientais para conservação e restauração, como reconhecimento do produtor que preserva a vegetação nativa e recupera áreas degradadas.

Proteção dos povos e comunidades tradicionais

Lula propõe o avanço na destinação de terras públicas para unidades de conservação, territórios indígenas e quilombolas ou assentamentos, e o reforço da regularização fundiária.

O programa destaca a consolidação da agenda nacional de proteção social para povos e comunidades tradicionais. Entre as medidas, está a integração do Sistema Único de Assistência Social à agenda de enfrentamento das mudanças climáticas e dos desastres, para amplificar a capacidade de o Estado proteger famílias atingidas por eventos extremos.

O projeto de governo do PT inclui ainda novas rodadas de seleção para projetos de urbanização em favelas e comunidades urbanas como garantia de inclusão nos programas de desenvolvimento urbano sustentável.

Flávio Bolsonaro propõe a autonomia aos povos indígenas e quilombolas para decidir sobre atividades produtivas em suas terras, com respeito ao desenvolvimento sustentável e às regras ambientais. Também prevê a indenização de eventuais restrições ao usufruto e mecanismos de compensação para quem ocupa e produz no território.

Histórico de políticas

Ao longo dos governos do PT, o enfrentamento às mudanças climáticas e ao declínio da biodiversidade foram temas transversais às ações governamentais, com o desenvolvimento do Plano Clima, que inclui oito planos de mitigação, 16 planos de adaptação e 5 estratégias transversais para ação climática. Foram desenvolvidos programas como o AdaptaCidades e Periferia Viva para adaptação das áreas urbanas às mudanças climáticas.

Ações de mitigação também foram intensificadas como a criação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo e dos Planos de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia e no Cerrado.

Chegaram a ser criadas 231 novas unidades de conservação, tanto públicas municipais, estaduais e federais, quanto Reservas Particulares do Patrimônio Natural. Também foram desenvolvidas novas fontes de financiamento climático como o Fundo Tropical Florestas para Sempre (TFFF) e fortalecidas ferramentas já existentes, como o Fundo Nacional do Meio Ambiente e o Fundo Amazônia.

O desmatamento foi reduzido a números abaixo das médias históricas. Foram demarcadas 21 terras indígenas e destinados R$ 19,7 bilhões aos órgãos de fiscalização ambiental

Lula, no entanto, sofreu críticas por apoiar a pesquisa exploratória na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, que faz parte da área do litoral brasileiro conhecida como Margem Equatorial. Segundo ambientalistas, a área é considerada vital para a proteção do clima e da biodiversidade.

Apesar de o candidato do PT destravar demarcações de terra indígena represadas no governo anterior, entidades que representam os povos indígenas questionaram a celeridade na conclusão dos processos pendentes no Ministério da Justiça.

Durante o governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, que governou o país entre 2019 e 2022, foram destinados aos órgãos de fiscalização ambiental R$ 7,4 bilhões. A destinação de recursos de fundos ambientais a novos projetos foi congelada. Nenhuma terra indígena foi demarcada em quatro anos.

Houve um crescimento do desmatamento com a extinção dos programas de ação e controle do desmatamento. O Serviço Florestal Brasileiro e a gestão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) foram delegados ao Ministério da Agricultura e a maior parte dos conselhos ambientais foi extinta.

O Brasil registrou os maiores níveis de emissões de gases do efeito estufa. Na Amazônia, o desmatamento alcançou 45.612 km2 e cerca de 20 mil garimpeiros passaram a atuar na Terra Indígena Yanomami.

A política ambiental de Jair Bolsonaro também ficou marcada por uma fala do então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em uma reunião no Palácio do Planalto, em 2020, durante a pandemia de covid-19. Na ocasião, Salles recomendou ao governo a simplificação de normas regulatórias.

“Então é hora de juntar as forças de todos os ministérios aqui e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas”, disse Salles.

A intenção dele era flexibilizar leis ambientais em todos os pontos em que não fosse necessária a apreciação do Congresso Nacional, aproveitando o foco da imprensa na pandemia.

Agência Brasil

De petista a bolsonarista? Ex-prefeito de Juazeiro, Isaac Carvalho, aparece com identificação de Flávio Bolsonaro em encontro político em Salvador

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O ex-prefeito de Juazeiro, Isaac Carvalho, publicou nas redes sociais registros de um encontro em Salvador com o prefeito da capital baiana, Bruno Reis, e o ex-prefeito de Salvador e candidato derrotado ao Governo da Bahia, ACM Neto.

Isaac, que governou Juazeiro por dois mandatos e construiu sua trajetória política no campo da esquerda, com passagens pelo PT e pelo PCdoB, aparece usando uma identificação com a marca de Flávio Bolsonaro (PL).

“Rumo a um futuro de mais oportunidades e conquistas. O Brasil vai mudar”, diz a legenda que acompanha a foto de Isaac junto a bolsonaristas.

Embora ainda não tenha se posicionado oficialmente sobre um eventual apoio ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, os registros publicados por Isaac sinalizam uma aproximação política que desperta atenção, sobretudo pelo contraste com sua trajetória partidária.

Até o momento, Isaac Carvalho não formalizou publicamente seu posicionamento. As imagens, no entanto, já apontam seu alinhamento com o projeto político de Flávio Bolsonaro.

Redação PNB

Gestão Anisio Viana fortalece acesso à água com instalação de mais de 300 cisternas em Casa Nova

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A Prefeitura de Casa Nova, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, já contabiliza 283 cisternas instaladas no município durante a gestão Anisio Viana, e amplia esse número com a chegada de outras 36 unidades, viabilizadas por meio de uma parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), totalizando 319 cisternas entre as duas iniciativas.

Das 36 novas cisternas, 18 já estão na Estação Experimental, com previsão de instalação para os próximos 10 a 15 dias, e as outras 18 ainda vão chegar. Os equipamentos são destinados à captação e ao armazenamento de água da chuva ou de caminhão pipa.

As 36 famílias beneficiadas foram selecionadas conforme os critérios definidos pela Funasa, que consideram as condições de abastecimento, a residência permanente no interior e a adequação do imóvel para receber o equipamento. Entre os critérios de prioridade estão famílias chefiadas por mulheres, domicílios com pessoas com deficiência e famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).

Entre as localidades informadas para receber as cisternas estão Entroncamento, Lagoa do Alegre, Malvão, Alecrim, Lago do Angico, Lagoa do Angico, Almas e região da Tiririca.

Cadastro

A secretaria informa que um novo período de cadastro para famílias interessadas em receber cisternas será aberto. A data ainda será definida e divulgada posteriormente pelos canais oficiais da Prefeitura, a iniciativa busca ampliar o alcance do programa e levar mais segurança hídrica a outras comunidades de Casa Nova.

Ascom PMCN

Outubro Rosa: Homens costumam descobrir câncer de mama em estágio mais avançado

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Os homens também são afetados pelo câncer de mama e normalmente o descobrem em estágios mais avançados. O alerta é da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) e faz parte da conscientização sobre a doença neste Outubro Rosa.Um levantamento da sociedade com dados dos Registros Hospitalares de Câncer (RHC), do Instituto Nacional de Câncer (Inca), identificou mais de 163 mil registros de câncer de mama entre 2020 e 2023, dos quais 2.126 foram em homens.

De acordo com as estimativas do Inca, são esperados 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Desse total, 78.610 correspondem ao câncer de mama, o equivalente a cerca de 10% de todos os novos casos estimados no país a cada ano.

Entre as mulheres, o câncer de mama é o tipo mais incidente, representando 30% dos casos novos estimados, sem considerar os tumores de pele não melanoma. Já entre os registros de câncer de mama analisados pela SBRT no RHC entre 2020 e 2023, 1,30% ocorreram em homens.

A metástase é proporcionalmente mais frequente entre homens. O levantamento também avaliou o estadiamento do câncer de mama, classificação que indica a extensão da doença no momento do diagnóstico e vai do estádio 0 ao IV.

Segundo o Inca, o estádio de um tumor reflete não apenas a taxa de crescimento e a extensão da doença, mas também o tipo de tumor e sua relação com o hospedeiro. O estádio é mais frequentemente chamado de estágio.

Entre os homens com estadiamento registrado, 16,82% estavam no estágio 0; 3,41% no I; 17,48% no II; 32,34% no III; e 29,95% no IV.

Entre as mulheres, 12,78% estavam no estágio 0; 5,45% no I; 20,20% no II; 35,15% no III; e 26,42% no IV.

Os estágios III e IV, que correspondem a quadros mais avançados, concentraram 62,29% dos casos entre os homens e 61,57% entre as mulheres.

A diferença aparece principalmente no estágio IV, quando o câncer já apresenta metástase, registrado em 29,95% dos casos em homens e em 26,42% dos diagnosticados em mulheres. No estágio I, por sua vez, a proporção foi de 3,41% entre os homens e 5,45% entre as mulheres.

A maior proporção de casos no estágio IV entre os homens chama a atenção para o diagnóstico da doença nesse público. Denise Ferreira, rádio-oncologista e diretora de comunicação da Sociedade Brasileira de Radioterapia, avalia que isso ocorre principalmente pelo desconhecimento de que homens também podem desenvolver câncer de mama.

O câncer de mama masculino representa menos de 1% dos casos da doença. Isso ocorre porque os homens têm menos tecido mamário e menor exposição ao estrogênio, hormônio relacionado ao desenvolvimento de muitos tumores de mama.

Fatores como mutações genéticas hereditárias, obesidade, histórico familiar e alterações hormonais podem aumentar o risco, diz a rádio-oncologista.

Segundo Denise, no câncer de mama, tanto em homens quanto em mulheres, a cirurgia costuma ser o principal tratamento quando a doença está localizada. Dependendo das características do tumor, pode ser associada à terapia hormonal, quimioterapia e radioterapia.

“A radioterapia tem um papel importante, especialmente após a cirurgia, para reduzir o risco de retorno da doença na região tratada. Sua indicação depende do estágio do câncer e das características de cada paciente. Atualmente, técnicas modernas permitem tratamentos precisos, com maior proteção dos tecidos saudáveis”, afirma a médica.

Segundo ela, mais do que um índice único de letalidade, é importante avaliar a sobrevida dos pacientes, que depende principalmente do estágio em que a doença é diagnosticada, das características do tumor e da resposta ao tratamento.

“De maneira geral, os dados mostram que a sobrevida relativa dos homens com câncer de mama em cinco anos é superior a 80%, considerando todos os estágios da doença, podendo ultrapassar 95% quando o câncer é identificado ainda restrito à mama”, diz Denise.

De acordo com a médica, embora o diagnóstico nos homens frequentemente ocorra em estágios mais avançados, existem boas possibilidades de tratamento. Reconhecer os sinais de alerta e procurar atendimento médico precocemente são passos fundamentais para melhorar os resultados, conclui.

Mulheres

Levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), com dados dos Registros Hospitalares de Câncer (RHC), analisou quase 118 mil mulheres diagnosticadas entre 2020 e 2023.

Entre aquelas de até 39 anos, 14,4% foram diagnosticadas nos estágios 0 ou I (que correspondem, respectivamente, à doença in situ e ao câncer invasivo na fase mais inicial), enquanto 85,6% receberam o diagnóstico nos estágios II, III ou IV.

Para mulheres sem fatores conhecidos que aumentem significativamente a probabilidade de desenvolver câncer de mama, sociedades médicas brasileiras recomendam o rastreamento por mamografia a partir dos 40 anos.

Já aquelas com risco aumentado, como mulheres com determinadas alterações genéticas hereditárias ou histórico familiar relevante, podem ter indicação de acompanhamento individualizado e de início mais precoce dos exames, conforme avaliação médica.

De acordo com Juliano Rodrigues Cunha, cirurgião oncológico, mastologista e diretor de Comunicação da SBCO, o levantamento chama a atenção para a diferença observada entre as faixas etárias.

Ele ressalta que, entre as mulheres com câncer de mama até os 39 anos diagnosticadas no período analisado, apenas uma parcela pequena estava nos estágios 0 ou I. Cunha afirma que isso não significa que todos os demais casos sejam cânceres avançados, porque estágio II também pode incluir a doença ainda considerada inicial.

“A diferença em relação às mulheres de maior idade reforça a importância de investigar alterações persistentes nas mamas, inclusive antes da idade recomendada para o início do rastreamento da população de risco habitual”, explica Cunha.

Agência Brasil

Petrolina celebra arrecadação de cerca de R$ 1,5 milhão durante Abrace um Denguinho e Bora Brincar

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O Parque Municipal Josepha Coelho ficou lotado nesta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida e celebrado o Dia das Crianças, durante a 2ª edição do Abrace um Denguinho e do Bora Brincar Petrolina.

A programação gratuita, realizada pelo cantor João Gomes e pela Prefeitura Municipal, através de várias secretarias e do Transforma Petrolina, reuniu milhares de crianças com atividades recreativas, distribuição de pipoca e apresentações musicais. A programação também mobilizou o público em apoio ao Hospital Dom Tomás, referência no tratamento de câncer na região.

Através da mobilização de João Gomes, idealizador do Projeto Abrace um Denguinho, foram arrecadados durante o show beneficente cerca de R$ 1,5 milhão que serão destinados à unidade oncológica de alta complexidade. O cantor ligou para vários amigos durante o show, como Léo Foguete, Ronaldinho Gaúcho, Victor Fernandes, Tarcísio do Acordeon que contribuíram com as doações. Um dos momentos marcantes da noite foi a participação da cantora baiana Ivete Sangalo, que subiu ao palco e também contribuiu com a iniciativa solidária.

A programação contou ainda com a participação das influenciadoras Mc Loma e da esposa de João Gomes, Ary Mirelle, que também subiram ao palco e fizeram suas contribuições em apoio ao hospital.

Durante o evento beneficente, o público também se engajou nas doações de alimentos para o Transforma Petrolina. Nesta edição, a campanha arrecadou itens como sardinha, óleo de cozinha e leite em pó. Todos os donativos serão direcionados para as ações de segurança alimentar  do programa de voluntariado.

De acordo com Tais Silva, que trouxe  o filho para aproveitar toda a programação do Bora Brincar Petrolina, é muito bonito  ver diversão e solidariedade ocupando o mesmo espaço.

“Como mãe,  eu me sinto muito feliz em fazer parte desse dia com meu filho. Encontramos a equipe do Hospital Dom Tomás recebendo as doações espontâneas e fomos fazer a nossa parte. É importante ensinar nossos filhos desde cedo”, destaca.

Para a coordenadora voluntária do Transforma Petrolina, Alinne Durando, os serviços do Bora Brincar somaram forças para tornar o dia ainda mais especial.

“Petrolina é uma cidade solidária. E cada pessoa pode,  sempre, abraçar  um Denguinho. Seja doando recursos para o hospital ou doando alimentos, roupas,  conhecimento para ações de impacto social em qualquer época do ano . Há sempre um jeito de ajudar quem precisa”, comemora.

Ascom/PMP