Preto no Branco

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Série D: Surpreendia pelo CSA nos acréscimos, Juazeirense perdeu por 1 x 0; próximo jogo será sábado (16), em Arapiraca (AL)

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Em que pese não fazer um jogo de excelência, a Juazeirense teve o controle completo na partida deste domingo (10) no Adauto Moraes, contra o CSA, pela Série D do Campeonato Brasiliero, mas não teve capacidade para transformar a superioridade em gol e perdeu por 1 x 0.

O CSA pouco incomodou durante toda a partida e a Juazeirense sempre esteve mais perto de abrir o placar, mas parava na falta de uma finalização mais eficiente ou na eficiencia da zaga do time alagoano, que claramente trazia um proposta de tentar decidir em uma bola.

Foi o que aconteceu. A Juazeirense mantinha a posse de bola, trocava passes sem muita objetividade na maior parte do tempo e quando tudo parecia se encaminhar para um zero a zero, bom para os dois times na questão de tabela, o time de Alagoas achou sua única oportunidade e não desperdiçou, calando a pequena torcida que compareceu ao Adauto Moraes neste dia das mães. CSA 1 x 0.

O Juiz ainda deu mais um munuto além dos seis que já tinha dado, mas não houve tempo para uma reação do time da casa.

O Presidente da Juazeirense, deputado Roberto Carlos, lamentou a derrota da forma como se deu: “Fomos castigados no apagar das luzes, num descuido de marcação, mas seguimos muito bem na competição, na vice-liderança e vamos seguir apostando na classificação e na busca da primeira colocação no grupo”, destacou, prometendo reforços para qualificar ainda mais a equipe.

Com o resultado adverso a Juazeirense perdeu a liderança, mas se manteve na zona de classificação, a apenas um ponto do líder, o CSA, adversário de hoje.

A Juazeirense volta a jogar no sábado (16), em Arapiraca (AL), contra o ASA.

 

Ascom Juazeirense

Pioneira: Juazeiro lança Maio Amarelo 2026 com foco na preservação da vida e segurança dos motociclistas

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“No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. É com esse tema que a Prefeitura de Juazeiro, por meio da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), vai realizar a campanha Maio Amarelo 2026. A proposta deste ano reforça a importância da empatia, do respeito e da responsabilidade no trânsito, especialmente diante do aumento de acidentes, mortes e pessoas lesionadas na região. No município, a campanha também destaca a preocupação com a mobilidade urbana e a segurança viária, principalmente dos motociclistas, que representam grande parte das vítimas de acidentes graves.

Início

As ações da campanha começam já na próxima segunda-feira (11), com uma blitz educativa na Rua Oscar Ribeiro, às 9h. Durante a mobilização, equipes da AMTT irão distribuir materiais educativos e orientar motoristas, motociclistas e pedestres sobre a necessidade de respeitar as leis de trânsito e adotar atitudes que preservem vidas. Ao longo do mês, também serão realizadas palestras educativas em escolas municipais e espaços públicos, em parceria com a Secretaria de Educação (Seduc) e o Projeto Cine Teatro Busart, além de um drive-thru com crianças da rede municipal de ensino.

Lançamento

A programação contará ainda com o lançamento oficial do Maio Amarelo 2026, marcado para o dia 14 de maio, das 9h às 11h, no auditório da Subseção da OAB/BA, em Juazeiro. O evento terá foco especial nos motociclistas, mototaxistas e motofretistas, reunindo representantes de diversos órgãos parceiros, como Ministério Público da Bahia (MPBA), Polícia Militar da Bahia (PMBA), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Civil, Guarda Civil Municipal, Corpo de Bombeiros, DETRAN-BA, secretarias municipais e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção Juazeiro.

O diretor-presidente da AMTT, Paulo Lima, destaca que Juazeiro realiza uma campanha pioneira na região, voltada para o cuidado e a preservação da vida. “O Maio Amarelo de Juazeiro reforça o compromisso do município com um trânsito mais humano, seguro e consciente. Temos uma atenção especial aos motociclistas, que hoje desempenham papel essencial na mobilidade urbana, seja no transporte de passageiros, cargas, entregas ou deslocamentos diários. Nossa campanha busca conscientizar, educar e aproximar a população de uma cultura de respeito e empatia no trânsito”, afirmou.

“A nossa região possui uma dinâmica intensa de circulação de veículos e motocicletas, o que exige ações integradas e coordenadas. Quando falamos em enxergar o outro, estamos falando em salvar vidas todos os dias”, completou Lima.

Ascom/PMJ

Neoenergia Coelba realiza operação integrada de manutenção para reforçar rede elétrica em Juazeiro, Jacobina e Senhor do Bonfim

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Durante esta semana, a Neoenergia Coelba irá realizar uma operação integrada de manutenção e reforço da rede elétrica nas cidades de Juazeiro, Jacobina e Senhor do Bonfim.

No total, mais de 90 profissionais participam da operação nas três cidades para a realização de uma série de manutenções preventivas e ações que promovem mais segurança e confiabilidade à rede elétrica, beneficiando mais de 50 mil pessoas.

A operação contará com equipes especiais e reforço no contingente operacional das cidades. Na segunda-feira (11), mais de 45 profissionais estarão mobilizados em Juazeiro, realizando a ampliação de infraestrutura com construção de novas redes, ações de manutenção nas subestações, serviços de inspeções da rede elétrica e em unidades consumidoras, podas de vegetações próximas aos fios e substituição e instalação de equipamentos.

Além das intervenções técnicas, a equipe das cidades recebe reforço para ações de atendimento a clientes e negociações de débitos. Na quarta-feira (13), a operação será realizada em Senhor do Bonfim e, na sexta-feira (15), em Jacobina.

“Sabemos da importância que Juazeiro, Jacobina e Senhor do Bonfim têm para a Bahia e estamos dedicados a oferecer o melhor serviço à população. A ação integrada nessas três cidades é a junção de todas as ações que são possíveis de serem realizadas pela Neoenergia Coelba com o objetivo de acelerar os resultados esperados e garantir mais segurança e confiabilidade no fornecimento de energia”, destaca Madson Melo, gerente de Operações da Neoenergia Coelba.

 

Ascom

Seguem até o dia 18 de maio as inscrições para o Festival de Música da Rádio Educadora FM

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As inscrições da categoria profissional do 24º Festival de Música Educadora FM foram prorrogadas até o dia 18 de maio e podem ser realizadas por meio do site festivaleducadora.ba.gov.br. A Rádio Educadora FM também anunciou os integrantes da comissão julgadora desta edição, formada pelos músicos baianos Eric Assmar, Aloísio Menezes, Virgínia Rodrigues, Adelmo Casé e Lan Lanh, responsáveis por avaliar as canções inscritas nesta edição do festival.

Com a maior premiação de um festival de músicas inéditas do País, o evento vai distribuir, neste ano, R$ 530 mil em premiações. Podem se inscrever na categoria profissional músicos, intérpretes, autores, compositores, instrumentistas, arranjadores e integrantes de grupos ou bandas, com uma canção. Um dos critérios de seleção é que o participante seja natural de um município baiano ou resida no estado há, no mínimo, dois anos.

Já na categoria estudantil, as inscrições seguem abertas até o dia 8 de junho e devem ser realizadas pelas escolas da rede estadual de ensino, por meio da direção da unidade escolar. Cada escola poderá representar seus estudantes com uma canção.

Ao todo, o festival vai selecionar 55 músicas, que passarão a integrar a programação da Rádio Educadora FM e receberão premiações em dinheiro. Na categoria profissional, serão escolhidas 15 canções instrumentais e 35 músicas com letra. Outras cinco músicas serão vencedoras da categoria estudantil.

Na categoria profissional, os vencedores de melhor música com letra e melhor música instrumental receberão R$ 22 mil cada. Também serão premiadas as categorias: melhor arranjo de música com letra, melhor arranjo de música instrumental, melhor intérprete vocal e melhor intérprete instrumental, com R$ 16 mil para cada vencedor.

O público também participa da escolha por meio do voto popular, elegendo os vencedores de melhor música com letra e melhor música instrumental. Cada um receberá R$ 13 mil. Os demais 42 finalistas da categoria profissional serão premiados com R$ 8 mil cada.

Na categoria estudantil, cinco estudantes serão premiados. Os valores variam de R$ 10 mil para o primeiro lugar a R$ 2 mil para o quinto colocado. As escolas vencedoras também receberão premiações nos mesmos valores dos estudantes, totalizando R$ 30 mil concedidos pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC).

A cerimônia de premiação será transmitida pela TVE e pela Rádio Educadora FM, em novembro, e contará com show de um artista homenageado. Nas últimas edições, o festival homenageou nomes como Tom Zé, Elza Soares, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Nelson Rufino, Novos Baianos e Simone.

Ascom

Encceja 2026: inscrição pode ser feita até dia 15 de maio

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As inscrições gratuitas para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 estão abertas até a próxima sexta-feira (15). Os estudantes pode se inscrever no Sistema Encceja.No momento da inscrição, o candidato deve selecionar o estado e município onde deseja fazer a prova e escolher a instituição certificadora.

O exame é uma oportunidade para jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade apropriada e que buscam a certificação do ensino fundamental ou ensino médio.

Acessibilidade e inclusão

Até 15 de maio, o tratamento por nome social pode ser solicitado exclusivamente por participantes travestis, transexuais e transgêneros, que querem ser reconhecidos socialmente conforme a identidade de gênero.

O prazo vale também para o participante que necessitar de atendimento especializado deverá marcar a opção no ato da inscrição. As solicitações podem ser feitas para os casos com cegueira, deficiência auditiva, deficiência física, Transtorno do Espectro Autista (TEA), gestantes, lactantes, idosos e com outras condições específicas previstas no edital do exame.

Quem pode fazer

A participação no exame nacional é voluntária, gratuita e destinada a qualquer um que tenha a idade mínima exigida na data de realização da prova: 15 anos completos para o ensino fundamental e 18 anos completos para o ensino médio.

A emancipação legal não altera a idade mínima para a inscrição do participante no Encceja Nacional 2026.

As provas

O Encceja avalia competências, habilidades e saberes adquiridos no processo escolar ou extraescolar.

As provas serão aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no dia 23 de agosto, em dois turnos, em todos os estados e no Distrito Federal.

O exame é composto por quatro provas objetivas e uma redação tanto para o ensino fundamental quanto para o ensino médio.

As avaliações são organizadas por áreas do conhecimento. No ensino fundamental, os participantes são avaliados em ciências naturais, matemática, língua portuguesa (incluindo redação), língua estrangeira moderna, artes, educação física, história e geografia.

Já no ensino médio, as áreas incluem linguagens e códigos acompanhadas de redação, matemática, ciências da natureza e ciências humanas.

Cada prova objetiva conta com 30 questões de múltipla escolha, totalizando 120 itens, além da produção de texto.

Encceja

Realizado pelo Inep desde 2002, o exame garante a certificação de níveis do ensino da educação básica e, com isso, possibilita a retomada da trajetória escolar.

O exame também estabelece uma referência nacional para a autoavaliação de jovens e adultos tendo assim uma relevância multidimensional para a educação brasileira.

O Encceja ainda serve de baliza para a implementação de procedimentos e políticas para a melhoria da qualidade da oferta da educação de jovens e adultos.

Agência Brasil

Após mais de 30 anos de espera, Prefeitura de Juazeiro entrega ampliação e requalificação da Escola Dom Avelar  

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação, entregou nessa sexta-feira (08), a reforma e ampliação da Escola Municipal Dom Avelar Brandão Vilela, uma obra aguardada há mais de três décadas pela comunidade do João Paulo II.

Considerando a importância desta unidade para o bairro, a escola agora passa a atender o dobro de estudantes, ampliando sua capacidade de 419 para 841 alunos, do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental II. Para isso, recebeu uma ampla intervenção em sua estrutura física, tornando os ambientes mais modernos, funcionais, seguros e acolhedores para estudantes, professores, servidores e toda a comunidade escolar.

Entre os espaços requalificados, estão 16 salas de aula ampliadas, além de melhorias na biblioteca, laboratório, sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE), sala de acolhimento, sala dos professores, secretaria, direção, vice-direção, coordenação, cozinha, refeitório, banheiros, espaços acessíveis, quadra esportiva, vestiários e demais ambientes de apoio pedagógico, administrativo e operacional.

A gestora da Escola Dom Avelar, Yândria Mattos, relembrou o cenário crítico encontrado no início da gestão, com problemas estruturais que impactavam a rotina escolar, e destacou que as intervenções representam um investimento duradouro para os estudantes e para a comunidade. “Hoje estamos vivendo um momento de grande conquista. A escola enfrentava uma obra paralisada, muro comprometido e uma série de dificuldades que colocavam em risco a continuidade das aulas dos nossos estudantes. Muitos pais também estudaram nesta escola, e vê-los emocionados ao acompanhar essa transformação é algo que toca profundamente o nosso coração. Hoje, o sentimento que define este momento é de gratidão, emoção e a certeza de que estamos construindo um legado para as futuras gerações.”

Para a secretária de Educação, Maéve Melo, a infraestrutura escolar é um elemento que potencializa os resultados educacionais, criando condições favoráveis para o desenvolvimento integral da comunidade escolar, objetivo do programa Minha Escola Bonita. “Acreditamos que o trabalho pedagógico é essencial, mas também compreendemos que uma escola com boa estrutura, organizada e acolhedora contribui diretamente para o processo de ensino-aprendizagem. Quando o ambiente escolar é bonito, bem cuidado e preparado para receber sua comunidade, professores se sentem mais motivados para ensinar, estudantes mais estimulados para aprender e, assim, conseguimos construir um espaço cada vez mais favorável ao desenvolvimento, ao acolhimento e ao ensino de todos.”

Durante o momento solene, o prefeito Andrei Gonçalves evidenciou as melhorias estruturais já executadas no bairro João Paulo II, demonstrando a presença concreta da gestão no território, e reafirmou que a educação é uma prioridade para o desenvolvimento do município. “Hoje, Juazeiro vive um dos maiores investimentos da sua história na educação, por meio do programa PROJUA. Estamos construindo mais de 15 novas escolas e creches em todo o município. Neste momento, mais de 10 unidades escolares passam pelo mesmo processo de requalificação realizado aqui no Dom Avelar. Neste bairro, diversas unidades já foram contempladas com reformas, pinturas, manutenções, ampliações e construção de novos equipamentos. Escolas como Mazzarello Cavalcanti, Nélia de Souza, Haydée Fonseca e as EMEIs Amélia Duarte e Maria Helena, entre outras unidades, seguem recebendo investimentos importantes. Também avançamos na construção e requalificação de quadras escolares, como as das Escolas Maria José e Irmã Redenta. Essas ações são a prova concreta de uma gestão que entende que investir em educação é investir no futuro de Juazeiro.”

Ainda durante a solenidade, o prefeito Andrei aproveitou a ocasião para lançar o programa Patrulha Escolar, realizado em parceria com a Secretaria de Segurança Cidadã, que tem como objetivo reforçar a segurança nas escolas da rede municipal e em seu entorno, garantindo mais proteção à comunidade escolar. Além disso, realizou a entrega de mais de 800 kits escolares aos estudantes da Escola Dom Avelar.

Ascom/PMJ

Roberto Carlos celebra Dia das Mães com café da manhã especial no Camelódromo de Juazeiro

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A celebração tradicional no espaço reuniu dezenas de mães em mais um momento de acolhimento, carinho e valorização promovido ao lado dos trabalhadores do camelódromo.
O deputado estadual Roberto Carlos, vice-líder do Governo do Estado, participou, neste sábado, da 26ª edição da homenagem ao Dia das Mães realizada no Camelódromo de Juazeiro. O café da manhã, promovido pela Associação Amigos de Fé e Solidariedade, reuniu dezenas de mães que atuam diariamente no espaço comercial.
Em clima de emoção e confraternização, o encontro reforçou a valorização das mulheres trabalhadoras e a relação de proximidade construída ao longo dos anos com os comerciantes e permissionários do camelódromo.
“Participar dessa homenagem há 26 anos é motivo de muita alegria e gratidão. É sempre especial compartilhar esse momento com mães guerreiras, mulheres de fé e dedicação, que ajudam a movimentar Juazeiro todos os dias com trabalho e dignidade”, afirmou o deputado Roberto Carlos.
A manhã foi marcada por homenagens, reencontros e demonstrações de carinho às mães presentes.
Ascom

Sempre Aos Domingos: : “As mães não são iguais”,  por Sibelle Fonseca

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Dizem, com uma facilidade desconcertante, que toda mãe é igual. Uma frase pronta, dessas que cabem em qualquer conversa rasa, mas que não resistem a um minuto de verdade. Não, não somos todas iguais. Nunca fomos.

Durante muito tempo, tentaram nos caber em um molde único: a maternidade romantizada, quase sagrada, quase intocável. Aquela que exige silêncio diante do cansaço, que transforma renúncia em virtude absoluta e que, muitas vezes, cobra mais do que devolve. A mãe perfeita, paciente, incansável — e, sobretudo, padronizada. Mas a vida, essa que pulsa fora dos discursos prontos, não funciona assim.

Eu não fui, e nem sou, essa mãe típica, mãe de manual.

Fui mãe por prazer. Fui mãe brincando. Fui mãe de cantiga de roda, de sentar no chão, de montar quebra-cabeça, de gargalhar alto, sem pedir licença ao mundo. Fui mãe de presença leve e firme, de afeto sem protocolo, de risada solta no meio do caos cotidiano. E continuo sendo.

“Sibelle é uma figura. Ela é música. Muita comida e cerveja gelada. Feijoada
Gente reunida. Um voz forte, entregue, emoção. Acompanhada de um bom violão
Em Lá Maior ela é afinada, rasgada. Empolgada. Sibelle é da chiada. Não precisa de muita coisa pra ela fazer farra com a vida. É simples e arrojada. Sou filha de Sibelle e me reconhecer nela é me reencontrar com a vida mais alegre, leve e cheia de gaitada”, descreve Mariana sobre a mãe que é dela.

Ser mãe, para mim, nunca foi essa coisa de cumprir um roteiro. Foi, e é, viver sendo a mulher que sou. Com minhas limitações, inconsistências e desejos. Ainda bem que não abdiquei de mim e assim livrei meus filhos do peso da cobrança. Eu fiz tudo o que podia e até mais que isso, por eles. Eu fiz tudo que desejei e sonhei, por mim. Inteira como mãe e como mulher.

E talvez seja exatamente por isso que meus filhos são quem são. Carla, Pingo, Mariana e Ananda não são cópias de um ideal. São seres maravilhosos, autênticos, autorais. Têm voz, têm identidade, têm esse traço bonito de quem não foi moldado para caber, mas para existir.

E eu também sou assim: autoral.

Sou autoral no feijão que faço, no texto que escrevo, no microfone que ocupo. Sou autoral no trabalho jornalístico de cada dia, mas também nas tarefas mais simples, como lavar um banheiro. Porque autenticidade não é performance, é essência. É aquilo que a gente não negocia.

Por isso, não aceito rótulos. Não aceito a ideia de que existe uma forma correta de maternar. Não aceito que nos reduzam a um padrão confortável para quem observa de fora. Maternidade não é linha de produção. É território íntimo, diverso, imperfeito e, justamente por isso, profundamente humano.

Que bom que não somos todas iguais. Porque é nessa diferença que mora a beleza de sermos, cada uma.

Em tempo, compartilho os versos que ganhei de Ananda neste Dia das Mães. Ela fala sobre ela, ela fala sobre mim. Ela fala sobre essa inteireza de ser. Ela fala de singularidades. Ela arremata: As mães não são iguais.

“Quando eu cheguei no mundo ela já tinha 31. Nos 28 percorridos, nessa minha caminhada eu consegui perceber e tenho uma admiração danada. Essa mulher rasga o mundo nos dentes enquanto canta, cuida e dá risada. Achei babado esse jeito de ser mulher e venho mais ou menos tentando copiar … Não sei se tá saindo muito bom, mas tá valendo a pena tentar. Às vezes o juízo dela aperta, e é preciso regular. Enche a casa de gente, esvazia do peito o rancor, alfazema, vermelho, cerveja gelada, fala até com as paredes, pra não se apertar com as palavras. De sufoco não morre, não come corda de ninguém, não leva desaforo pra casa, nem fica sem querer bem. Já perdoou jacaré, mas no muro nunca ficou, desafiou coroné porque não seguia a lei, discutiu com doutor, polícia e advogado,
não gosta muito de pastor, mas tem alguns aliados. Foi amiga de bispo, padre, juiz, os que correm pelo certo e que faz o que se diz. Manoelito já dizia: se tiver que escolher entre dois lados da guia, escolha o que não levanta o nariz”.

Sibelle Fonseca é juazeirense, radialista, militante do jornalismo, pedagoga, feminista, humanista, mãe de Carla, Pingo, Mariana, Ananda e humana de Diana e de mais 5, cantora nas horas mais prazerosas, defensora dos direitos humanos e dos animais, uma amante da vida e das gentes.

 

 

“Nossa irmandade transforma o luto em solidariedade, conforto, acolhimento”, explica Lúcia Souza, do grupo “Mães de Anjos”, em Juazeiro

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Acolhimento, conforto e força na dor mais extrema que uma mãe pode sentir. De mãe para mãe. Elas que devolveram seus filhos quando foram surpreendidas pela “indesejada das gentes”, sem aviso, contrariando a roda do tempo. Inominável dor. Dilacerante dor. Impensável dor a de ter que enterrar aquele a quem deu a luz.
Vilomah, um termo do sânscrito que significa “contra a ordem natural” utilizado para descrever um pai ou mãe que perdeu um filho, pretende nomear a experiência do luto, ajudando a validar uma dor que nas mulheres é ainda mais intensa. Elas não podem vestir o manto do sofrimento por muito tempo e nem também refazer-se do luto em menos tempo. São julgadas até na dor.
“Mães de Anjos
Em Juazeiro, norte da Bahia, o grupo Mães de Anjos” nasceu do sentimento de compartilhar o luto, de entender o luto, de viver o luto e de superá-lo, sem pressões, julgamentos, respeitando o tempo de cada uma. A luta solitária é transformada em luta coletiva. E, neste berço amoroso, elas vão se fortalecendo.
O grupo nasceu em 2016, através de um grupo de Whats App, que atualmente conta com 50 participantes.
“O grupo foi criado em maio de 2016 por Mara Cristina e Jamile. Elas tinham devolvido seus anjos e faziam parte de um outro grupo de mães que tinham filhos com câncer. Resolveram criar o grupo para se ajudarem mutuamente. Hoje, nossa irmandade transforma o luto em solidariedade, oferecendo conforto e compartilhando experiências entre mulheres que passaram pela mesma situação Nós, mães de anjos, nos ajudamos a transformar a dor da perda em auxílio mútuo e conforto. Também compreendemos e respeitados o tempo de cada uma, mas presentes e atentas a dor de cada uma”, disse Lúcia Souza, uma das fundadoras do grupo.
Atualmente o grupo possui um registro legal como Associação Anjos do Vale do São Francisco, que também desenvolve ações sociais, distribuindo alimentos para pessoas em situação de rua, em porta de hospitais.
“Trabalhamos em prol da caridade. Servimos lanches para pessoas vulneráveis que são  servidos mensalmente em homenagem aos Anjos aniversariantes do mês. Também realizamos ações como Dia da mulher, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças e no Natal. Nessas ações distribuímos lanches e lembrancinhas adquiridas com recursos próprios e ajuda de amigos”, explicou.
Em nome do grupo, Lúcia tenta sensibilizar o poder público, empresários e profissionais voluntários locais para que adotem a iniciativa. As Mães de Anjos pretendem expandir suas ações e, para isso, precisam de apoio.
“Agora estamos na luta por uma sede para ter acompanhamento jurídico e psicológico para as mães e pais. Precisamos de ajuda do município pra ter um espaço. Lembrando que precisamos de recursos financeiros, mas também de profissionais, como psicólogos, psiquiatras, terapeutas, advogados, que possam prestar assistência voluntária. Esse é o grande sonho de todas”, concluiu.
Redação PNB