Preto no Branco

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Big Techs aprofundam dependência econômica do Brasil, diz pesquisador

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Brasília, DF 01/09/2023 Palestra "Contestando o poder das Big Techs: soberania tecnológica e futuros digitais alternativos" com o jornalista, pesquisador e escritor Evgeny Morozov, na Faculdade de Comunicação da UnB. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

O pesquisador, escritor e jornalista bielorusso Evgery Morozov está em viagem pela América do Sul divulgando sua pesquisa sobre os efeitos nocivos que as grandes empresas de tecnologia, as Big Techs, podem causar às economias que fazem uso dos serviços oferecidos pelas gigantes da tecnologia, como é o caso do Brasil.Além de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, a agenda de Morozov prevê escalas no Chile e na Argentina.

Em palestra na Universidade de Brasília (UnB) com o tema Contestando o poder das Big Techs: soberania tecnológica e futuros digitais alternativos, o pesquisador defendeu que países como o Brasil devem buscar sua autonomia tecnológica, desenvolvendo técnicas e infraestruturas digitais próprias de forma a não depender das Big Techs estrangeiras.

“Em essência, estamos nos tornando mais dependentes, pagando cada vez mais por serviços e infraestruturas que, idealmente, deveriam ser desenvolvidos sob modelo diferente. Deveriam ser desenvolvidos sob o domínio do país que os consomem, da mesma forma que desejamos ter controle das nossas infraestruturas fundamentais, como petróleo e eletricidade”, destacou.

O pesquisador que vive na Itália afirma que a mera regulação das plataformas digitais, apesar de importante, não é suficiente. Para ele, a autonomia econômica de uma nação depende da autonomia tecnológica, ou seja, do domínio sobre as tecnologias digitais de ponta. “Defender a soberania tecnológica é defender a soberania econômica, o primeiro é pré-requisito para o segundo”, afirmou.

Morozov sustenta que somente o Estado pode liderar uma transformação no mundo digital capaz de fazer frente ao poder das Big Techs. “As nações devem investir em setores emergentes e promover novos empreendimentos que desempenhem papeis essenciais em tecnologia, desde microprocessadores para 5G, como Inteligência Artificial (IA)”, observou. Como essa agenda enfrentaria, segundo o pesquisador, fortes oponentes, apenas o Estado seria capaz de liderar um desenvolvimento tecnológico com base nacional.

“Haverá oponentes corporativos. Veremos agências de segurança nacional – como a CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos) – se opondo a mudanças. A única maneira de realizar de fato esse sonho é com o Estado equipado com todo seu poder e burocracia esforçando-se para implantar essa visão, ao mesmo tempo protegendo-se contra ameaças de subversão”, destacou.

O pesquisador citou o caso da China, que tem ampliado o investimento em semicondutores (chips), infraestrutura digital móvel (5G) e IA. “A China tentou se libertar dessa dependência, e os Estados Unidos (EUA) tomaram medidas significativas para evitar”, destacou.

Entre outras medidas, o presidente dos EUA Joe Biden proibiu, no mês passado, novos investimentos estadunidenses em “tecnologias sensíveis” na China, como semicondutores (chips) e IA.

Além disso, Morozov acrescentou que desenvolver infraestruturas digitais e IA alternativas custaria muito dinheiro, o que só poderia ser financiado pelo Estado.  “Tem que dedicar recursos, fundos públicos, para desenvolver infraestruturas digitais com bilhões de dólares em investimentos. Empresas como Google e Amazon investem de US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões por ano em tecnologia”, concluiu.

Tecnologia e Economia

As tecnologias como semicondutores, inteligência artificial e infraestrutura de telecomunicações móveis (como o 5G), têm sido consideradas por especialistas como um elemento gerador de receitas em diversos segmentos produtivos.

Neste sentido, seu desenvolvimento não está relacionado apenas a um setor de tecnologia de ponta, mas a um elemento base da chamada transformação digital, que já atinge agricultura, indústria, finanças e atividades cotidianas.

Agência Brasil

Cidadania: Voluntários realizam ação de limpeza e preservação da Ilha do Fogo

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Dezenas de voluntários se reuniram na manhã deste sábado (2) para uma ação de limpeza e ocupação artística da Ilha do Fogo, ponto turístico que liga as cidades de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, e Juazeiro, no Norte da Bahia. A ilha vem sofrendo ao longo dos anos com o excesso de lixo, falta de infraestrutura e a indefinição sobre a posse e responsabilidade do balneário.

“A Ilha do Fogo é um lugar simbólico, por representar a união dos dois estados, Juazeiro, Bahia, Petrolina, Pernambuco, então é fruto de uma ação que pensa em ocupar esse espaço, tira o estigma de um lugar descuidado, que o poder público não cuida. Essa ação é pensada por voluntários que estão com esse lugar”, explica Tiago Cordeiro, um dos organizadores da ação.

Reportagem do jornalista Emerson Rocha, G1 Petrolina, destaca que o  trabalho de limpeza da Ilha teve a presença de pessoas de várias idades, tudo feito de forma coletiva. Grávida, a estudante Érika Lima era uma das participantes. Preservar a ilha, segundo a futura mamãe, é garantir um futuro melhor para o filho Saulo.

A Ilha do Fogo é um dos principais pontos turísticos do Vale do São Francisco e une as cidades de Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia.

“A Ilha do Fogo é patrimônio cultura das cidades de Petrolina e Juazeiro, infelizmente abandonada pelos poderes públicos, mas o que eu espero é que o Saulo encontre futuramente um ambiente limpo, agradável. Afinal, a gente só conhece esse planeta, a gente só tem ele”.

A turma do caiaque e da canoagem também participou da limpeza. “É uma função social de todo mundo, todo petrolinense e juazeirense, é uma função de todos nós manter isso aqui limpo”, afirma João Castro, instrutor de canoagem.

Os voluntários também deram uma cara nova aos muros da Ilha, com gravites. Em alguns deles a frase que é um dos lemas dos frequentadores do local: A Ilha do Fogo é do Povo. “A arte ela vem para revitalizar nesse momento e ressignificar o lugar”, destaca a artista Pollyana Mattana.

Quem cuida da Ilha?

A ilha do Fogo atrai moradores e turistas que visitam a região. Entre 2012 e 2015 a Ilha foi administrada pelo 72 Batalhão de Infantaria Motorizado (72 BIMTz) do Exército. Deste então, a população não sabe a quem recorrer, pois há uma longa indefinição quanto à posse e às responsabilidades sobre o balneário.

A Ilha do Fogo, assim como todas em território nacional, é propriedade da União, mas a Prefeitura de Petrolina, disse em nota, “que detém a posse provisória da Ilha do Fogo, cedida pela Superintendência do Patrimônio da União (SPU)”.

Ainda segundo a nota, um estudo coordenado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi reconhecido que, pelo uso histórico, as Ilhas do Fogo e Rodeadouro são pertencentes ao Estado da Bahia. Porém, isso ainda não foi regulamentado definitivamente. “O estudo foi enviado ao Ministério Público de Pernambuco para ser encaminhado aos governadores dos estados e para aprovação das assembleias legislativas de Pernambuco e Bahia”, diz o texto.

Também por nota, a prefeitura de Juazeiro alega “que o município não “recebeu” a Ilha do Fogo de maneira oficial, ou seja, não há nenhuma documentação passando a responsabilidade para o município”.

Ainda segundo a nota, “mesmo sem a responsabilidade oficial passada ao município, o SAAE realizou vários serviços de limpeza na ilha, os quais passarão a ser realizados pelas equipes de agentes de limpeza da Secretaria de Serviços Públicos (SESP). Em tempo, o SAAE realiza a coleta de lixo aos domingos na localidade”.

Em nota, a Secretaria do Patrimônio da União, por meio Superintendência do Patrimônio da União de Pernambuco disse “que o imóvel conhecido como Ilha do Fogo pertencente ao patrimônio da União, está registrado no cartório de registro de imóveis do município de Petrolina”. Ainda segundo a nota, “em 2015, após a desocupação pelo Exército Brasileiro, o imóvel foi cedido provisoriamente ao município de Petrolina, a fim de que fosse guardado e preservado de invasões e depredações até a decisão final do procedimento administrativo que trata da cessão de uso definitiva”.

“A Superintendência vinha aguardando a definição do projeto de utilização da ilha por parte do município de Petrolina, quando foi informada sobre a existência de estudos propondo a alteração dos limites interestaduais, e que a ilha estaria localizada no município de Juazeiro na Bahia. A Superintendência aguarda resposta à consulta feita ao IBGE sobre a existência de tais estudos sobre a alteração dos limites interestaduais”.

Também por nota, o IBGE informou “que recebeu um ofício da Superintendência do Patrimônio da União em Pernambuco sobre os limites entre a Bahia e Pernambuco. O ofício foi direcionado para diretoria específica, na sede do IBGE, no Rio de Janeiro, mas ainda não teve resposta”.

Na nota, o Instituto informou ainda “que não é do IBGE a responsabilidade por definição ou alteração de limites. No caso entre Bahia e Pernambuco, cabe avaliação por meio dos estados, normalmente, envolvendo os órgãos responsáveis pela divisão territorial”.

G1

Sucesso absoluto: Grandes atrações musicais e um público gigantesco marcaram a noite de abertura da 19º Edição do Forró do Vaqueiro em Sobradinho

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“Um megaevento”, essa foi a definição de quem compareceu à noite de abertura do Forró do Vaqueiro de Sobradinho, promovido pela gestão municipal, nesta sexta-feira (1).

A 19ª edição da festa foi marcada pela organização, segurança, espetáculo de luzes, cores e grandes shows no Pátio de Eventos Vaqueiro Bryan, que se transformou num mar de gente animada e ávida para acompanhar os shows da primeira noite de festa.

Simone Mendes, Tarcísio do Acordeom , Kennedy e Mirela e Lenno e os artistas locais como, Nizinho e Banda, Chico Sena e os Caboclos e Laura Moral, abriram a festa já consagrada como umas das maiores da região Norte da Bahia.

“Essa celebração não é apenas uma festa, é um elo com as nossas raízes, uma conexão profunda com a tradição e a paixão que define a nossa região. Para mim, foi um experiência incrível ter o privilegio de assistir estas grandes atrações. Este evento realmente transcende as expectativas, é uma celebração da nossa cultura, do nosso povo, e do nosso amor pela música e pela tradição do forró,” declarou a estudante universitária Debora do Nascimento Castro.

“A primeira vez que participo desta festa e estou impressionado com a estrutura e organização. Já tinha ouvido falar que era uma grande festa, mas só vendo de perto e aproveitar, é que se tem noção da grandiosidade do evento. Não perco mais. O prefeito e toda sua equipe estão de parabéns,” declarou o jornalista Raphael Leal.

Nenhuma ocorrência grave foi registrada, graças ao esquema de segurança montado pela  96º CIPM de Sobradinho, Guarda municipal, guarda patrimonial privada e Corpo de Bombeiros Civis Anjos da Salvação. Viaturas da SAMU, ambulâncias, e equipes especializadas em primeiros socorros da Secretaria de Saúde deram todo suporte de assistência a quem precisou de algum atendimento.

O Secretário de Turismo, Cultura e Esporte, Patrick de Lima Carvalho, fez uma avaliação positiva da primeira noite de festa.

“O Prefeito Cleyvinho Sampaio demonstrou mais uma vez seu comprometimento com a promoção da cultura e das tradições locais. Sua visão estratégica e apoio incondicional ao Forró do Vaqueiro refletem sua dedicação à preservação e ao fortalecimento do patrimônio cultural da nossa comunidade” elogiou o secretário.

Entusiasta da festa e participante ativo, o gestor municipal não escondeu a felicidade em receber as milhares de pessoas e declarou: “É com muita alegria que venho agradecer primeiramente a Deus por nos conceder a oportunidade de realizar este grande evento. Agradeço a cada secretário e colaborador que esteve dedicado na organização desta festividade. Tivemos uma primeira noite que ficará na história.Todas as atrações estão de parabéns, pois entregaram ao público o seu melhor. Pra mim é motivo imensa satisfação ver o sorriso e a alegria estampada no rosto do nosso povo. Vem comigo, porque neste sábado e domingo tem mais.”

Confira a programação:

Sábado (02) Robson Fernandes, Mislane Silva, Lucas Barros, Walyson Souza, Calcinha Preta, Iguinho e Lulinha e Tayrone

No domingo (03/09), a partir das 7 da manhã, acontece o Café da Manhã no estacionamento da Vila Santana, em seguida o desfile e a Missa do Vaqueiro, além do Grande Almoço e o Forró da Espora que será realizado às 13 horas na sede do CRAS, antigo CEBEC.
Domingo (03)

Domingo a noite contará com as seguintes atrações: (03/09) –– Júnior Cunha, André Mendes, Jones Mesquita, Tiaguinho Carvalho, Limão com Mel, Taty Girl e Gatinha Manhosa>

Ascom PMS

Grileiro atira contra trabalhadores/as rurais e deixa três pessoas feridas em Campo Alegre de Lourdes (BA)

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No início da manhã deste sábado (2), moradores/as das comunidades tradicionais do território de Angico dos Dias, em Campo Alegre de Lourdes (BA), sofreram um atentado a tiros na área de fundo de pasto. Três pessoas foram baleadas e estão sob cuidados médicos no hospital.

De acordo com relatos das comunidades, os tiros foram disparados pelo José Dias Soares Neto, conhecido como Zé do Salvo, envolvido em tentativas de grilagem no território. As vítimas são três homens, dois do território de Angico dos Dias e um agente da Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Diocese de Juazeiro.

Os/as trabalhadores/as relatam ainda que dois policiais – um deles da polícia civil de Campo Alegre de Lourdes – presenciaram o atentado às comunidades hoje (2) pela manhã, dando cobertura ao atirador e também disparando contra os posseiros/as.

Desde o dia 25 de agosto, as famílias camponesas das comunidades de Angico dos Dias têm denunciado uma invasão na área de fundo de pasto, na divisa com os municípios de Caracol e Guaribas (PI), a cerca de 700 metros da PI-470 e próxima ao Parque Nacional Serra das Confusões. Funcionários, que dizem estar a serviço da empresa Terra Quente Agropecuária – de propriedade do português Carlos Manuel Subtil Duarte -, desmataram a vegetação nativa, transportaram maquinário e materiais para o local, fizeram perfurações no solo, colocaram postes de energia e iniciaram uma construção.

Texto: Comunicação CPT Juazeiro/BA

Avanços e Desafios da Lei Maria da Penha pautaram evento de encerramento das ações alusivas ao Agosto Lilá em Sento-Sé

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A Igreja Cristã Evangélica sediou nesta sexta-feira (01) o evento de encerramento das ações alusivas à Campanha Agosto Lilás desenvolvidas pela Prefeitura de Sento-Sé, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social no município. Como o tema “Avanços e Desafios da Lei Maria da Penha” o evento reuniu representantes da Polícia Militar, Guarda Civil Municipal (GCM), do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), sociedade civil organizada e população em geral.

“Foi um momento muito importante, contamos com a presença de mulheres de vários setores que combatem a violência contra a mulher diariamente, da comunidade, de várias autoridades. Todo dia é dia de luta, dia de conscientizar a população sobre o que é a violência e a rede de enfrentamento que a gestão pública disponibiliza. A Prefeitura de Sento-Sé segue com esse trabalho, com ações no sentido de combater a violência contra as mulheres, especialmente a violência doméstica”, enfatizou o secretário municipal de Assistência Social de Sento-Sé, Jailson Rodrigues.

A Tenente da Polícia Militar PM e comandante da Operação Maria da Penha de Juazeiro, Tatiane Carvalho, foi uma das palestrantes no evento e destacou a importância de falar sobre os avanços e desafios da Lei Maria da Penha. “No mês de Agosto intensificamos as nossas ações, garantindo a proteção à mulher, o combate ao enfrentamento da violência contra a mulher. É um trabalho importante, uma vez que a agressão a uma mulher, agride a família inteira. Então, dessa forma a gente está lutando para a existência da paz nos lares e consequentemente uma sociedade que viva tranquila, viva em paz”, destacou a Tenente.

Para a Cacique da Aldeia Indígena Atikum, Maria de Fátima da Silva, mais conhecida como Maria Ponga, o evento foi muito importante para conscientização de toda população. “Com esse trabalho de conscientização as mulheres ficam sabendo das formas que existem para se proteger da violência doméstica. Foi um evento muito importante, gostei e precisa ser feito mais vezes para conscientizar as pessoas do que está acontecendo no nosso país, pois o feminicídio é uma realidade que com estatísticas assustadoras que precisamos combater”, avaliou a Cacique. O evento contou ainda com representantes de toda a Rede de Proteção à Mulher do município, com palestra ministrada pelas técnicas do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), abordando um pouco sobre a Campanha agosto lilás e seu objetivo; e de representantes da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar apresentando o trabalho da Patrulha Maria da Penha e da Ronda Maria da Penha, respectivamente.

Ascom/PMSSE

Seagri, SDR e Consórcio Nordeste vistoriam obras do abatedouro e centro de comercialização de animais em Casa Nova

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Comitiva comandada pelo secretário da Agricultura da Bahia, Wallison Tum, visitou, nesta quinta-feira, dia 31/8, as obras do frigorífico e da unidade de comercialização de animais de pequeno porte no município de Casa Nova, no extremo-norte da Bahia. Os equipamentos, que estão sendo construídos com recursos do Governo do Estado, vão beneficiar a cadeia produtiva da pecuária local. A iniciativa é parte do projeto Pró-Semiárido, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR).

Somente de caprinos e ovinos, o município de Casa Nova conta com mais de 1 milhão de cabeças, que são comercializadas em feiras livres e abatidos, na maioria das vezes, fora dos padrões sanitários. O centro de comercialização de animais tem um valor de R$ 221.117,00 e o matadouro de R$ 618.382,31.

“Considerando o rebanho de outras cidades do Vale do São Francisco, como Uauá, Curaçá, Juazeiro e Remanso, por exemplo, devemos ter mais de 2 milhões de cabeças de caprinos, ovinos e suínos e, até hoje, esses os criadores não contam com um local apropriado para vender, comprar, abater e estocar a produção, mas essa realidade está próxima de ser superada”, destacou o secretário Tum durante a vistoria às obras.

Acompanhado do secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, do secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, do prefeito Wilker Torres, e de integrantes da cooperativa de produtores que fará a gestão do espaço, o secretário Tum destacou que cerca de 1100 famílias devem ser beneficiadas diretamente com o centro de comercialização e o abatedouro, que trará melhores condições de trabalho para criadores de toda a região.

Secom

Entenda como o governo irá reforçar o caixa em R$ 168 bilhões em 2024

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Dinheiro, Real Moeda brasileira

Enviado ao Congresso na última quinta-feira (31), o projeto do Orçamento de 2024 materializou o desafio proposto pelo novo arcabouço fiscal. O governo precisará reforçar o caixa em R$ 168 bilhões para encerrar o próximo ano com superávit primário de R$ 2,84 bilhões, conforme estabelecido na meta fiscal. Isso partindo de um déficit que, segundo a previsão oficial mais recente, deverá fechar 2023 em R$ 145,4 bilhões para este ano.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reconheceu que a meta é ambiciosa. “Nós não estamos negando o desafio. Não estamos negando a dificuldade. O que nós estamos afirmando é o nosso compromisso da área econômica em obter o melhor resultado possível, obviamente, que levando em consideração a opinião do Congresso Nacional, que é quem dá a última palavra sobre esse tema”, declarou Haddad em entrevista coletiva ao lado da ministra do Planejamento, Simone Tebet, para explicar o projeto de lei do Orçamento de 2024.

Os R$ 168 bilhões extras haviam sido anunciados pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, na última quarta-feira (30). Ela esclareceu que o montante se refere às receitas brutas. Ao descontar as transferências obrigatórias para estados e municípios, a receita líquida cai para R$ 124 bilhões.

O governo pretende tirar esse dinheiro de medidas que revertam desonerações concedidas nos últimos anos e tributando a camada mais rica da população e setores não regulamentados, como as apostas esportivas. O esforço é necessário para dar conta do aumento de gastos de R$ 129 bilhões no próximo ano, dos quais boa parte se deve ao restabelecimento dos pisos constitucionais com saúde e educação e com a recomposição de políticas públicas que deixaram de ser executadas nos últimos anos.

Detalhamento

A maior parte das receitas virá da restauração do voto de desempate do governo no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Aprovada no Senado na última quarta-feira, a proposta permitirá ao governo arrecadar R$ 54,7 bilhões, segundo as estimativas do Orçamento de 2024. Em segundo lugar, estão R$ 42,1 bilhões de transações tributárias, renegociações especiais de dívidas de contribuintes com a Receita e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, introduzida no projeto do Carf.

Em terceiro lugar, está a regulamentação de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que proibiu que empresas abatam incentivos estaduais para gastos de custeio do pagamento do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Segundo o Orçamento, o governo pretende arrecadar R$ 35,3 bilhões com a medida, embora no início do ano se tenha falado em potencial de arrecadação de R$ 90 bilhões a R$ 130 bilhões por ano. Em quarto, vêm R$ 20 bilhões com a tributação dos super-ricos, dos quais R$ 13,3 bilhões para a antecipação de Imposto de Renda sobre fundos exclusivos e R$ 7 bilhões com a taxação de investimentos em offshores.

Em quinto está o projeto de lei que pretende extinguir os juros sobre capital próprio, modalidade de distribuição de parte dos lucros das empresas aos acionistas. Enviada na última quinta-feira ao Congresso, a proposta poderá elevar a arrecadação em mais R$ 10 bilhões.

O governo também quer reforçar o caixa com R$ 2,8 bilhões com o combate à sonegação no comércio eletrônico e com R$ 700 milhões da regulamentação e da taxação de apostas esportivas. Inicialmente prevista para render até R$ 15 bilhões, a medida renderá menos de R$ 1 bilhão após o projeto do Orçamento revisar os cálculos.

Faltam R$ 2,1 bilhões para cumprir a meta de pequeno superávit primário. Esse dinheiro pode ser obtido por outras medidas de aumento da tributação, como a reoneração do diesel, ou de combate à sonegação. Também é possível reduzir a necessidade de receitas por meio da revisão de gastos, como o aperfeiçoamento do cadastro do Bolsa Família e o pente-fino em curso no Tribunal de Contas da União (TCU) em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Congresso

Essas medidas representam um desafio para o governo. Isso porque o Congresso, até agora, aprovou apenas o projeto do Carf e das transações tributárias. Ao apresentar o Orçamento, Haddad reconheceu que o aumento de arrecadação cria dificuldades para o parlamento. “Não são medidas fáceis para o Congresso deliberar. Que mérito para o Congresso! Confio na equipe econômica, não nego o desafio, mas penso que se nós nos comprometermos com resultados consistentes, vamos obter melhores resultados econômicos”, comentou.

Durante a entrevista coletiva na última quinta-feira, a ministra Simone Tebet também reconheceu as dificuldades em zerar o déficit primário, resultado negativo nas contas do governo sem os juros da dívida pública. Ela, no entanto, comentou que as projeções da Receita Federal sempre são conservadoras e que o desempenho da arrecadação pode superar as estimativas mínimas.

Cartas na manga

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse que a equipe econômica tem uma “carta na manga” de até R$ 71 bilhões que poderá compensar eventuais frustrações de receita. “É comum se ouvir, ‘ah, não vai ser a meta?’ Com mais R$ 70 bilhões, tudo o mais constante, tem esse adicional que precisa ser relembrado sempre”, declarou Ceron na noite de quinta-feira ao detalhar o Orçamento de 2024.

Dos R$ 71 bilhões, R$ 22 bilhões devem-se ao empoçamento de recursos, quando os ministérios não conseguem gastar verbas empenhadas (autorizadas) por dificuldades de execução. O problema ocorre principalmente com investimentos e emendas parlamentares impositivas, que dependem de contratos e de licitações.

Há mais R$ 20 bilhões não contabilizados no Orçamento de uma lei já sancionada que altera a definição de preços de transferência, preços de importações e exportações dentro de um mesmo grupo empresarial que tradicionalmente trazem brechas para a diminuição de lucros e o pagamento de menos tributos. Existem ainda R$ 29 bilhões da margem de tolerância do novo arcabouço fiscal, que permite um superávit ou déficit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

O secretário mencionou outras possíveis fontes de receita não incluídas no Orçamento. Ceron citou a alienação de recebíveis da dívida ativa, que permitiria ao governo “alugar” a terceiros direitos a receber de dívidas de contribuintes com a PGFN e antecipar o recebimento dos recursos, e a antecipação de parte dos recebíveis da PPSA, estatal que vende a parte da União do petróleo extraído da camada pré-sal.

Agência Brasil

Economia criativa vai gerar 1 milhão de empregos até 2030

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Rio de Janeiro - Feira de capacitação em artesanato Rio Artes Manuais, no Centro de Convenções SulAmérica, no bairro do Estácio, oferece oficinais de novas técnicas artesanais (Fernando Frazão/Agência Brasil)

 

Um milhão de novos empregos serão gerados pela economia criativa até 2030, elevando, em consequência, a atual participação de 3,11% do setor no Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços fabricados no país.É o que indica levantamento feito pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI), núcleo de inteligência e análise de dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A economia criativa emprega hoje 7,4 milhões de trabalhadores no Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o 4º trimestre de 2022. O volume pode subir para 8,4 milhões em 2030.

“Isso está associado a uma necessidade de sobrevivência e inovação na sociedade como um todo. Não só na indústria”, afirmou nesta sexta-feira (1º) à Agência Brasil o gerente-executivo do Observatório, Márcio Guerra. “A gente estima que as profissões que estão relacionadas à economia criativa vão ter um crescimento significativo”, disse.

De acordo com Guerra, o conceito de economia criativa começa a se ampliar um pouco mais, uma vez que é preciso olhar também a necessidade de inovação e criatividade em produção de conteúdos digitais. “Essa cultura digital deve impulsionar essa demanda de forma significativa, nos próximos anos.”

As profissões da economia criativa estão espalhadas por diversos setores, como empreendedorismo, indústria, serviços e setor tecnológico. O gerente analisou que o aumento dos empregos e do dinamismo da economia criativa serão puxados, sobretudo, pela dimensão tecnológica, pela questão do desenvolvimento de produtos digitais.

“Esse eixo deve crescer significativamente, ao lado ainda da economia criativa tradicional, que era circunscrita mais ao empreendedorismo e à produção cultural. Hoje, a produção cultural tem um componente digital muito forte”.

Empregos

Guerra explicou que o aumento do número de empregos projetado para a economia criativa ocorrerá tanto no mercado formal, com carteira assinada, como no informal. “Isso pode ser percebido quando você olha a média salarial. São funções dentro do mercado formal de trabalho que já são valorizadas hoje e tendem a ganhar mais relevância nos próximos anos.”

O levantamento do observatório mostra que os profissionais da economia criativa possuem, em média, 1,8 ano de estudo a mais que os demais e recebem salários 50% maiores do que os profissionais de outras áreas. O salário médio do profissional da economia criativa é R$ 4.018, enquanto dos demais setores fica em torno de R$ 2.691.

Os salários mais altos são encontrados na parte de produção cultural e de criatividade relacionada à tecnologia, incluindo produção de aplicativos, desenvolvimento de softwares (programas de computador), design, desenvolvedores de games (jogos). “Essas profissões ganham mais relevância aos empregos tradicionais. Isso vai fazer com que os salários aumentem anda mais em relação à média da economia brasileira.”

Dentre os estabelecimentos da economia criativa no Brasil, 111,2 mil estão concentrados em micro e pequenas empresas, atrelados à questão do próprio empreendedorismo, sendo 86.917 microempresas e 24.381 pequenas empresas. As médias e grandes empresas juntas representam menos de 6 mil estabelecimentos.

Há uma concentração elevada de empresas de economia criativa no Sudeste (56.222) e no Sul (31.643) do país. Guerra argumentou que dada à dinâmica que tem acontecido na economia como um todo, vê-se um movimento interessante também nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde o número de estabelecimentos do setor, atualmente, alcança 2.939, 16.880 e 9.438, respectivamente.

Moda

No campo do empreendedorismo, a categoria moda reúne o maior número de estabelecimentos (45.874), seguida por publicidade e serviços empresariais (20.871), serviços de tecnologia da informação (11.712), desenvolvimento de software e jogos digitais (9.771) e atividades artesanais (8.398). “A concentração em micro e pequenas empresas, geralmente, é puxada por artesanato e moda. É onde você tem mais gente trabalhando, na ótica da economia criativa.”

Guerra destacou, por outro lado, que não é difícil se encontrar hoje, nas grandes capitais, artesanatos realizadas com tecnologia 3D, por exemplo. “Você começa a ter tecnologias transformando essas profissões que tinham caráter manual e que, agora, têm tendência a serem mais tecnológicas”. Também o uso de softwares começa a se disseminar entre as pequenas empresas, visando a criação de novas peças.

O levantamento aponta que o uso de Inteligência Artificial (IA), aliada à automação, por exemplo, pode servir para acelerar processos criativos. De acordo com o Índice de Desenvolvimento do Potencial da Economia Criativa, as cidades brasileiras com maior potencial de emprego na indústria criativa são Florianópolis, Vitória, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Na indústria criativa, a sondagem aponta que os setores que devem liderar a criação de empregos são publicidade e serviços empresariais, desenvolvimento de softwares e serviços de tecnologia da informação (TI), arquitetura, cinema, rádio e TV e design.

Política nacional

Desde o ano passado, está tramitando no Congresso Nacional o Projeto de Lei 2.732/2022 que cria a Política Nacional de Desenvolvimento da Economia Criativa. O projeto prevê, entre outras medidas, parceria entre empresas e universidades para qualificação profissional; desenvolvimento de infraestrutura para as dinâmicas econômicas dos setores criativos; promoção e fortalecimento de ecossistemas de inovação em territórios criativos para o desenvolvimento local e regional.

Márcio Guerra avaliou, entretanto, que diante das prioridades atuais do governo federal, a discussão sobre esse projeto deverá ficar para segundo plano, embora o tema seja de importância para o fortalecimento da economia. “Mas vai chegar”, afirmou. O projeto coloca em evidência o setor da economia criativa, regula melhor essa atividade, torna mais clara a questão de parcerias entre universidades e empresas, aborda investimento em infraestrutura, com fundos mais destinados ao setor, bem como políticas públicas.

Agência Brasil

Petrolinense participa da Turnê Mundial de Beach Tênnis, em Portugal

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Nascido em Maceió, Alagoas, e criado em Petrolina, Pernambuco. O sangue é alagoano, mas o coração é pernambucano. Caio Graco, de 18 anos, se vê assim, quando o assunto é sua terra natal.Esse jovem super simpático, do mundo dos esportes, já levantou importantes troféus no  tênis de quadra. Começou aos 10 anos de idade a competir e se tornou o número dois do Brasil na categoria sub -14. Em 2021, resolveu migrar das quadras para as areias.Naquele momento, o beach tennis parecia só uma atividade de lazer com os amigos: “começou como uma diversão, depois peguei gosto e não consigo ficar fora das competições. Aí fui treinando cada vez mais, cada vez mais e chegou num certo nível que eu estava treinando muito, todos os dias muito sério a parte física, parte de quadra, preparação sempre muito intensa.”Caio conta que só este ano decidiu iniciar a carreira profissional no BT. Nove meses depois, vai participar, junto com o espanhol Antomi Ramos, o número 6 do mundo, de dois BT50 e um BT10, na Ilha de Açores, em Portugal. A disputa, que faz parte da turnê Mundial e é promovida pela Federação Internacional de Tennis, vai ser do dia 2 ao dia 7 de setembro. Além da premiação em dinheiro, que varia entre $4.000 e $9.000 no BT50, quem vencer a disputa ainda conquista 50 pontos no ranking.Caio tem muitas chances de conquistar o primeiro título dele, afinal, mesmo com pouco tempo jogando profissionalmente, já ocupa a posição 313º no ranking mundial.  “Tenho muita esperança de fazer um bom torneio e ter bons resultados, venho me dedicando muito aos treinos e querendo evoluir cada vez mais. Apesar de uma pequena lesão que tive semana passada, consegui me recuperar a tempo para essa sequência de torneios.” Com tanta dedicação e talento, quem duvida que a mala de Caio volte mais pesada pra casa?!

Ascom