Preto no Branco

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Bahia alcança 13 mil casos de coronavírus e supera os 400 óbitos

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Subiu para 13 mil, o número de casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) na Bahia, o que representa 15,50% do total de casos notificados no estado e 413 óbitos em decorrência da doença. De acordo com a Secretaria da Saúde, 151 casos confirmados aguardam validação dos municípios.

Segundo a Sesab, 3.934 pacientes se recuperaram e 8.653 pessoas permanecem monitoradas pela vigilância epidemiológica e com sintomas da Covid-19, o que são chamados de casos ativos. Na Bahia, 1.987 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

Os casos confirmados ocorreram em 240 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (64,21%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 1.000.000 habitantes foram Uruçuca (4.239,97), Ipiaú (3.902,08), Itabuna (3.676,90), Ilhéus (3.123,33) e Salvador (2.794,23).

Óbitos

Ainda conforme a Secretaria da Saúde, os números contabilizam todos os registros de janeiro até as 17 horas deste sábado (23). Ressalta-se que os óbitos não necessariamente ocorreram nas últimas 24h.

400º óbito -mulher, 69 anos, residente em Salvador, portadora de diabetes mellitus, deu entrada no dia 15/05 e veio a óbito dia 21/05, em hospital da rede pública em Salvador;

401º óbito – mulher, 80 anos, residente em Salvador, portadora de diabetes mellitus e hipertensão arterial, internada dia 11/05, veio a óbito dia 21/05, em hospital público em Salvador;

402º óbito – homem, 46 anos, residente em Jequié, portador de diabetes mellitus, hipertensão arterial e obesidade, internado dia 16/05, veio a óbito dia 22/05, em hospital da rede pública em Jequié;

403º óbito, mulher, 53 anos, residente em Salvador, portadora de diabetes mellitus, doença cardiovascular e obesidade, internada dia 15/04, veio a óbito dia15/05, em hospital público em Salvador;

404º óbito – mulher, 45 anos, residente em Lauro de Freitas, portadora de neoplasia e obesidade, admitida dia 20/05, veio a óbito no mesmo dia, em unidade pública em Lauro de Freitas;

405º óbito – mulher, 42 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial e obesidade, internada dia 30/04, veio a óbito dia 19/05, em hospital da rede pública em Salvador;

406º óbito – mulher, 74 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial, foi internada dia 05/05 e veio a óbito dia 20/05, em hospital da rede pública em Salvador;

407º óbito – homem, 52 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial, diabetes mellitus e doença renal crônica, foi internado dia 06/05 e veio a óbito dia 20/05, em hospital da rede pública em Salvador;

408º óbito – mulher, 49 anos, residente em Salvador, comorbidades hipertensão arterial e obesidade, deu entrada dia 11/05 e veio a óbito dia 13/05 em unidade da rede pública, em Salvador;

409º óbito – homem, 89 anos, residente em Ilhéus, comorbidade doença neurológica crônica, deu entrada dia 28/04 e veio a óbito dia 17/05, em unidade da rede pública, em Ilhéus;

410º óbito – homem, 48 anos, residente em Juazeiro, sem comorbidades, deu entrada dia 20/04 e veio a óbito dia 17/05, em unidade da rede da rede pública, em Petrolina;

411º óbito – mulher, 49 anos, residente em Ilhéus, sem comorbidades, deu entrada dia 09/05 e veio a óbito dia 18/05, em unidade da rede pública, em Ilhéus;

412º óbito – homem, 92 anos, residente em Ilhéus, comorbidade doença pulmonar prévia, deu entrada dia 07/05 e veio a óbito dia 17/05, em unidade da rede pública, em Ilhéus;

413º óbito – mulher, 92 anos, residente em Itabuna, comorbidade doença pulmonar prévia, deu entrada dia 01/05 e veio a óbito dia 13/05, em unidade da rede pública, em Salvador.

Secom

Ex-ministro da saúde, Teich, recusa voltar ao Ministério da Saúde e diz ” Ser mais técnico não significa apenas uma condução médica”

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“Quando assumi o MS, o objetivo era trazer um modelo de gestão mais técnica, que aumentasse a eficiência do Sistema e melhorasse o nível de saúde da sociedade. Ser mais técnico não significa apenas uma condução médica mais técnica. Isso seria tratar o problema de forma simplista, escreveu o ex-ministro da saúde e oncologista, Nelson Teich, por meio de um tweet divulgado na manhã deste sábado (23).

A manifestação foi em recusa ao convite para se tornar conselheiro do Ministério da Saúde, feita por seu substituto, o general Eduardo Pazuello.

Na publicação, ele também agradeceu o convite feito por Pazuello, mas avaliou que seria incoerente aceitar.

“Agradeço ao Ministro Interino Eduardo Pazuello pelo convite para ser Conselheiro do Ministério da Saúde, mas disse que não seria coerente ter deixado o cargo de Ministro da Saúde na semana passada e aceitar a posição de Conselheiro na semana seguinte”.

Na avaliação de Teich uma condução técnica correta seria baseada em informações amplas e precisas.

“Uma condução técnica do Sistema de Saúde significa uma gestão onde estratégia, planejamento, metas e ações são baseadas em informações amplas e precisas, acompanhadas continuadamente através de indicadores”.

Da Redação

UNEB e Hemoba lançam campanha de doação de sangue com hora marcada

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A UNEB, em parceria com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba), lança campanha de doação de sangue “Conectados pela Vida” para a comunidade interna e externa da universidade.

A iniciativa, idealizada pelo Departamento de Ciências da Vida (DCV) do Campus I da instituição, em Salvador, tem como objetivo abastecer o estoque de bolsas de sangue para atender a demanda transfusional do estado.

Para evitar risco de aglomeração nas unidades da Hemoba por conta da pandemia de coronavírus, o órgão adotou o serviço de agendamento com hora marcada para a coleta de sangue.

Os interessados em doar devem solicitar agendamento no site da HEMOBA ou por e-mail horamarcada@hemoba.gov.br. A doação também pode agendada por telefone (71) 3116-5643 para unidades de Salvador, já para agendamento nas unidades do interior deve-se consultar lista no site.

A participação da UNEB na iniciativa conta com o apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE), do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau do Estado da Bahia (Sintest), da Seção Sindical dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia  (Aduneb) e Centro Acadêmico de Medicina da Bahia (Cameb).

Ascom Une

Organizações evangélicas repudiam Bolsonaro e manifestam apoio à ciência

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Uma carta assinada por 34 organizações e movimentos evangélicos pede afastamento de Jair Bolsonaro (sem partido) da presidência, defende o isolamento social para conter a pandemia do novo coronavírus, apoia a ciência e pede que igrejas fiquem com as portas fechadas.

O presidente foi eleito com amplo apoio de fiéis e líderes do segmento religioso. Mas parte dos evangélicos afirma que Bolsonaro tem se comportado de forma antiética e “dado provas de que não está à altura do cargo”.

O documento intitulado “O governante sem discernimento aumenta as opressões – Um clamor de fé pelo Brasil” afirma que o governo federal “atenta contra a vida humana ao invés de praticar a justiça e compaixão pelos pobres”, se referindo a uma passagem bíblica.

As organizações também declaram apoio às universidades e aos centros de pesquisa, aos pesquisadores e cientistas, e dizem repudiar os pronunciamentos de Bolsonaro contrários às recomendações de especialistas da saúde.

“Reconhecemos a ciência como dom de Deus para cuidar da vida humana e toda a sua criação. A fé e a ciência são aliadas, caminham juntas e exaltam o poder divino”, diz o texto. “Nossa gratidão e solidariedade para com os profissionais de saúde que têm experimentado grande desgaste físico e emocional.”

As entidades também manifestam solidariedade e luto pelos 20 mil mortos por Covid-19 no país e pedem que igrejas não promovam cultos públicos, com aglomeração, mas sim usem suas estruturas para ajudar no enfrentamento da pandemia.

Na periferia da capital paulista, algumas igrejas evangélicas mantêm cultos presenciais, como a Plenitude do Trono de Deus, em Guaianases (zona leste), a igreja Paz e Vida, em Cidade Ademar (zona sul), além de várias unidades da Deus é Amor e a Adap (Assembléia de Deus Ministério Apostólico), em Poá, na Grande São Paulo.

Também há igrejas que adotaram os cultos online e outras que fecharam o espaço para aglomerações, mas o deixam aberto para quem procura.

As igrejas obtiveram em decreto presidencial, contestado na Justiça, o status de atividade essencial na pandemia, o que permite que continuem recebendo público.
A carta cobra que prefeituras e governos estaduais garantam o isolamento social.

“Não há nenhuma razoabilidade em se opor a crise na saúde à crise econômica. É falsa tal divisão. Não se pode minimizar uma situação de pandemia em favor de lucros”, afirma o texto.

O grupo propõe ainda que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proceda o julgamento das Ações de Investigação Judicial que pedem a cassação da chapa de Bolsonaro e do seu vice, Hamilton Mourão, em razão da disseminação de fake news durante a campanha eleitoral.

“Convidamos irmãs e irmãos a se juntar nesse clamor de fé e ação pelo Brasil”, pede a carta.

Entre os que assinam estão a Aliança de Batistas do Brasil, Cristãos Contra o Fascimo, Comunidade Cristã da Lapa, Congrega, Cristãos pela Justiça, Evangélicos pela Justiça, Evangélicos Trabalhistas (ligados ao PDT), Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, Instituto Guarani, Liberta, Missão Aliança, Nossa Igreja Brasileira, Movimento Negro Evangélico e Núcleo de Evangélicas e Evangélicos do PT.

Os evangélicos, no entanto, tendem a avaliar de forma mais positiva o presidente Bolsonaro e a relativizar a pandemia do coronavírus, de acordo com pesquisa Datafolha feita no início de abril.

O índice de ótimo ou bom atribuído à condução da crise pelo presidente passa de 33% na população em geral para 41% quando considerados apenas os evangélicos. Os entrevistados desse ramo cristão também são menos favoráveis à hipótese de renúncia do presidente –o índice cai de 37% na população em geral para 30% nesse recorte.

Enquanto na população em geral 37% consideram que a população deve sair para trabalhar, em vez de permanecer em isolamento, entre evangélicos esse número sobe para 44%.

Bolsonaro em seu governo costuma fazer gestos ao segmento religioso, como comparecer a eventos, e já falou em nomear para o Supremo Tribunal Federal um ministro “terrivelmente evangélico”. O presidente se declara católico, mas sua mulher, Michelle, é evangélica.

Nilza Valéria, integrante da coordenação nacional da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, uma das signatárias da carta, critica o novo protocolo do Ministério da Justiça sobre o uso da cloroquina, divulgado nesta quarta-feira (20). “Não é o presidente que determina o medicamente que deve ser usado.”

Caio Marçal, membro da coordenação nacional da Rede Fale, que também assina a carta, afirma que existe um falso dilema de que a religião se oporia à ciência. “O saber é divino. Quando se trabalha contra a ciência, se desmerece a ação criativa dada por Deus aos seres humanos pra que possam desenvolver métodos de proteção das vidas.”

Para os dois, a religião assume papel fundamental em um momento de pandemia. “Com a fé, eu consigo ter consolo, esperança. E as igrejas sempre foram agências de socorro em momentos de tragédias sociais, doando cestas básicas, apoiando as famílias”, diz Nilza.

Caio lembra que as igrejas têm forte presença nas periferias. “Elas poderiam facilitar a inserção de famílias pobres no acesso às possibilidades de receber auxílio em meio a pandemia. Contudo, a desinformação e a disseminação de fake news, inclusive promovidas por Jair Bolsonaro, têm colocado a vida de nossos irmãos e irmãs em risco”, afirma.

Folhapress

“A arte de cultivar a morte: Pandemia e Agronegócio em Casa Nova”, por Anielson Ribeiro e Lucas Oliveira

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“Até quando julgareis injustamente, sustentando a causa dos ímpios? Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado. Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios”. Salmos 82:2-4

Casa Nova é bastante conhecida por suas belíssimas dunas às margens do Rio São Francisco – um oásis encantado para o turismo. Mas, na verdade, Casa Nova é fundamentalmente um deserto. Parece uma descrição estranha para um município com quase 72 mil habitantes. Mas isso não diz respeito ao seu clima semiárido, se o povo padece sob a penúria abafada entre o “verde” do agronegócio e a desculpa da estiagem. O que evoca essa aridez é menos sua constituição geográfica do que a gestão do desaparecimento e da violência aplicada à sua população.

Diante de um quadro de pandemia global, o governo do município se mostra incapaz de articular um plano de contenção e de isolamento social que priorize as demandas populares por seguridade social (saúde, previdência e assistência social), principalmente àquelas direcionadas aos setores economicamente mais vulneráveis, cerca de 30% da população casanovense, ou seja, 13 mil pessoas em condições de vulnerabilidade social. E esse número tende a se elevar conforme a situação pandêmica do coronavírus avança. Principalmente porque as medidas restritivas afetam de forma mais dura os pequenos comerciantes e os trabalhadores informais, que sem um plano amplo de assistência ficarão desamparados. Já não basta à população ter que lidar com o boicote genocida do governo Bolsonaro ao isolamento social, ainda precisa enfrentar a lentidão na entrega dos R$ 600 para quem tem pressa e precisão. Além disso, o ministro Paulo Guedes pretende reduzir criminosamente o valor do auxílio emergencial para R$ 200. Enquanto a escolha for entre morrer de fome ou morrer de Covid-19, não existirá quarentena real. É preciso haver isolamento social com direitos sociais garantidos.

Enquanto isso, o agronegócio, principal atividade da economia no município, mantém os trabalhadores rurais, que representam 60% da força de trabalho (16 mil pessoas), aglomerados em ônibus superlotados, sem o fornecimento de EPIs adequados e no mesmo regime de produção durante uma crise sanitária que ameaça suas vidas. Vale ressaltar que as empresas agrícolas não se caracterizam como serviço essencial, visto que sua mercadoria tem destino na exportação, ou seja, não faz parte da refeição diária do brasileiro. Mas o funcionamento segue mesmo após os governos estaduais e federal anunciarem um incentivo fiscal de 6,2 bilhões de reais em isenção do ICMS.

Valor que poderia ser revertido na compra de milhares de novos respiradores por cada estado, além de viabilizar a ampliação de novos leitos de UTI e inauguração de hospitais de campanha. Seria uma ajuda mais do que bem-vinda, já que, segundo a própria prefeitura, o Hospital de Casa Nova não dispõe de UTI. Para enfrentar o vírus, conta-se com apenas 7 leitos de unidades semi-intensivas e um total de 4 respiradores. Ou seja, um hospital com a estrutura de um posto de saúde.

É certo que houve um decreto do prefeito Wilker Torres (PSB), publicado no dia 24 de março de 2020, que definia algumas normas relativas à capacidade das lotações, distanciamento em filas de ponto, em mesas de refeição etc. Mas o misto de enfraquecimento dos sindicatos pós-reforma trabalhista e a ausência de fiscalização municipal permitiu que as mesmas práticas que poderiam ser punidas com “a suspensão de licença de funcionamento” continuassem a ocorrer normalmente. Não por um acaso, foi sob essas condições de trabalho que se manifestou o primeiro caso confirmado de Covid-19 na cidade. Um jovem trabalhador rural de 33 anos residente no distrito de Santana do Sobrado.

Mesmo depois dessa confirmação, a empresa continua funcionando com total indiferença aos riscos, negando inclusive acesso à Vigilância Sanitária para o cumprimento da tarefa de testagem nos demais trabalhadores que entraram em contato com o paciente. Adiante a esse cenário, novos casos se confirmaram no município, sendo 1 caso na sede e mais 5 em Santana, totalizando 7 casos. Dentre estes, 4 pacientes são trabalhadores rurais de empresas diferentes, comprovando a vulnerabilidade em que os trabalhadores se encontram. E, mesmo diante do cenário que põe em risco a vida de centenas de trabalhadores, o poder público municipal mantém o decreto que permite a normalidade no funcionamento das grandes empresas, mostrando que o lucro vale mais que a vida e reforçando a mesma necropolítica do governo Bolsonaro.

A exposição ao vírus e o temor da contaminação elevam a tensão psicológica dentro do ambiente de trabalho. Para silenciar esse sofrimento, os patrões usam suas armas de constrangimento e de chantagens empresariais, ameaçando seus empregos e aludindo sempre à substituição pelo exército de reserva dos trabalhadores desempregados. É uma verdadeira gestão do medo. O Município não consegue sequer impor sua própria autonomia administrativa, ainda que o STF tenha declarado que governadores e prefeitos podem protocolar que modelo de contenção será usado, estabelecer quais serviços são essenciais etc. Mas esse recuo perante o agronegócio é uma das formas que o empresariado agrícola tem de cobrar o financiamento de campanha, ao mesmo tempo, da situação e da oposição casanovense. Afinal, não há como perder apostando nos dois concorrentes. Deste modo, os donos das grandes empresas possuem total controle sobre o aparato político-jurídico do município, impõem através disso o poder do desaparecimento e silenciam o grito de todo e qualquer oprimido. Assim é que uma cidade se transforma em deserto: quando nenhuma voz importa, nenhum corpo importa, nenhuma vida importa, a gente também começa a não se importar. É a técnica de cultivar a morte.

A cada dia que passa fica mais evidente que a luta emancipatória da classe trabalhadora contra seu inimigo, o capitalismo, é uma luta pela vida contra a barbárie. Mas a revanche dos invisíveis virá, e sob seus passos esse deserto florescerá.

 Anielson Ribeiro, professor e militante do Coletivo Nova Aurora e Lucas Oliveira, professor e militante do PCB.

Bolsonaro admite que recebeu informações privilegiadas sobre investigação contra seus filhos

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“O tempo todo vivendo sob tensão, possibilidade de busca e apreensão na casa de filho meu, onde provas seriam plantadas. Levantei isso porque, graças a Deus, tenho amigo policiais civis e policiais militares no Rio de Janeiro [informando] o que tava sendo armado pra cima de mim”, confessou Bolsonaro.

Com esta declaração, Jair Bolsonaro admitiu que foi informado, com antecedência, por policiais do Rio de Janeiro sobre operações que ocorreriam na casa de seus filhos. A declaração foi dada na noite desta sexta-feira (22) após a enorme repercussão do vídeo de sua reunião ministerial, divulgado pela Justiça.

Sobre o ex-ministro Sergio Moro, o presidente disse que mandou que seu ex-aliado não permitisse que ele fosse chantageado. “Moro, eu não quero que me blinde, mas você tem a missão de não deixar eu ser chantageado. Nunca tive sucesso pra nada. É obrigação dele me defender. Não é me defender de corrupção, de dinheiro encontrado no exterior. É defender o presidente pra que ele possa trabalhar, pra que possa ter paz”, acrescentou.

Da Redação

Prefeitura de Juazeiro implanta barreira sanitária no distrito de Itamotinga

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A Prefeitura de Juazeiro através da Secretaria de Saúde implantou nesta sexta-feira (22), mais uma barreira sanitária fixa para testagem de temperatura com termômetro infravermelho. A mais nova barreira foi colocada na zona rural, no distrito de Itamotinga. A ação tem como finalidade medir a temperatura corporal das pessoas que transitem pelo distrito e também pela BA 210.

Foram abordadas 227 pessoas e nenhuma apresentou temperatura corporal igual ou superior a 37,6º. Para o autônomo, José Lino de Souza Furtado que se deslocou de Petrolina em direção a Curaçá, a iniciativa é positiva. “Estamos indo para Curaçá e nunca fomos testados em nossa cidade para ver nossa temperatura. Vocês em Juazeiro estão de parabéns por esta iniciativa, em especial aqui neste ponto que liga para outras cidades”, expressou.

A Polícia Rodoviária Estadual também esteve presente na ação. O Cabo Moreira fala da parceria das forças de segurança com a saúde no combate à pandemia ocasionada pelo novo coronavírus. “Estamos atuantes e também vigilantes para que tudo isso passe logo. Somos parceiros da Secretaria de Saúde, da Prefeitura de Juazeiro, e aqui é mais uma barreira montada visando justamente o combate a COVID 19, medindo a temperatura e dentro da sua necessidade sendo executado”, concluiu.

A superintendente de Vigilância em Saúde, Tatiane Malta, ressalta o trabalho através da Vigilância Epidemiológica do município para preparação das equipes e montagem de barreiras em pontos estratégicos da cidade. “Estamos atuantes muito antes de surgirem notificações de casos suspeitos na cidade. O prefeito Paulo Bomfim é um gestor atento e que preza pela saúde e bem estar da população, e as medidas adotadas são com orientações de profissionais da saúde. Nessas barreiras testamos a temperatura corporal das pessoas, caso alguém apresente um quadro febril, sendo de Juazeiro será direcionado a uma Unidade Básica de Saúde, não sendo morador será direcionado para a UPA para notificação e demais providências”, explicou.

A primeira barreira sanitária foi implantada no dia 14 de abril na BR 407 em Juazeiro. A partir disso foram implantadas ainda no Mercado do Produtor, ponto das barquinhas, área bancária, terminal de transbordo municipal, e agora no distrito de Itamotinga. Desde a primeira abordagem até a presente data, nenhum dos testados teve temperatura elevada detectada.

Débora Sousa/SESAU

América do Sul se tornou o novo epicentro da Covid-19 e Brasil tem o pior quadro, diz OMS

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O diretor do Programa de Emergências em Saúde da OMS, Michael Ryan, declarou nesta sexta-feira (22) que a América do Sul se tornou o novo epicentro da pandemia de Covid-19. Entre os países do continente, a situação do Brasil é a mais preocupante, segundo a organização.

“De certa forma, a América do Sul se tornou um novo epicentro para a doença. Vimos muitos países sul-americanos com aumento do número de casos, e claramente há preocupação em muitos desses países, mas certamente o mais afetado é o Brasil neste momento”, declarou Ryan.

O diretor da Organização Mundial da Saúde fez ainda ressalvas à adoção da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 no país. “Nós notamos que o governo do Brasil aprovou a hidroxicloroquina para uso mais amplo, mas ressaltamos que nossas revisões clínicas sistemáticas atuais realizadas pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a evidência clínica atual não apoiam o uso generalizado de hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19 – não até que ensaios [clínicos] sejam concluídos e nós tenhamos resultados claros”, afirmou Michael Ryan.

Covid-19: Prefeitura faz mutirão de testes rápidos em mais de 300 servidores da Segurança Pública de Petrolina

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Na linha de frente das ações de enfrentamento à covid-19 estão os profissionais que atuam na Segurança Pública Municipal. Em Petrolina, são mais de 300 servidores que se expõem ao risco todos os dias para garantir a segurança da população e, neste momento, também são essenciais no enfrentamento ao inimigo invisível, o novo coronavírus. Eles atuam de diferentes formas, como em fiscalizações, patrulhas e segurança de patrimônios públicos, por exemplo. Atenta à necessidade de cuidar dos servidores, nesta sexta-feira (22) a administração municipal realizou testes rápidos para diagnóstico da doença nesses profissionais.

A testagem foi feita pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde na sede da Secretaria Executiva de Segurança Pública, nos profissionais da Guarda Civil Municipal, Disciplinamento Urbano, Grupamento de Agentes de Segurança Patrimonial (GASP) e da Defesa Civil.

Resultados:

O balanço com os resultados será divulgado junto ao boletim diário de atualização de casos da covid-19. A ação faz parte de uma série de medidas de a atual gestão municipal está tomando para preservar a saúde dos servidores da linha de frente. Os profissionais que atuam na segurança pública, por exemplo, receberam Equipamentos de Proteção Individual, como máscaras e álcool em gel, além de todas as condições para que as desinfecções dos ambientes e automóveis sejam feitas regularmente, como orienta a Organização Mundial de Saúde.

A realização de testes em profissionais de segurança pública também atende à recomendação do Ministério da Saúde de fazer o exame nestes servidores, mesmo que assintomáticos, por estarem na linha de frente como serviço essencial.

Ascom PMP