Preto no Branco

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Dólar fecha em R$ 4,24 e bate recorde, mesmo com intervenções do BC

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Em mais um dia de turbulências no mercado financeiro, com intervenções do Banco Central (BC), a moeda norte-americana voltou a repetir o recorde na cotação. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (26) vendido a R$ 4,239, com alta de R$ 0,025 (0,59%). Essa é a maior cotação de fechamento desde a criação do real em valores nominais, sem considerar a inflação.

O mercado de câmbio teve um dia tenso. Durante o dia, o dólar encostou em R$ 4,28, o que levou o BC a fazer dois leilões de venda direta de dólares das reservas internacionais. A autoridade monetária não divulgou o quanto foi vendido, apenas que cada leilão envolvia a venda de pelo menos US$ 1 bilhão.

Com o resultado de hoje, o dólar acumula alta de 5,75% em novembro. Nas últimas semanas, o dólar tem subido em meio a tensões políticas no Brasil e a continuidade das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Ibovespa
No mercado de ações, o dia foi marcado por perdas. O índice Ibovespa, da B3, fechou esta terça-feira (26) aos 107.169 pontos, com queda de 1,16%. O indicador caiu pelo segundo dia consecutivo.

Agência Brasil

Secretaria da Saúde de Juazeiro anuncia mudança de endereço para pacientes do TFD, em Salvador

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A Secretaria de Saúde de Juazeiro/Sesau informa que a partir da próxima segunda-feira, 02 de dezembro, a casa de Tratamento Fora de Domicílio/TFD, que atualmente funciona na Rua Salete, nº 03, no bairro dos Barris, vai atender em novo endereço na capital baiana. O setor vai funcionar na Rua Alagoinhas, n º 236, bairro Rio Vermelho, em Salvador.

Os pacientes que frequentam a casa no antigo endereço serão realocados temporariamente para outra casa de apoio, que fica na Rua Engenheiro José Anasoh, nº 26, no bairro de Campinas de Brotas, a partir desta quarta-feira, 27. A Sesau lembra ainda que só irá permanecer em Salvador esta semana, os pacientes que não puderem interromper o tratamento, os demais serão encaminhados de volta a Juazeiro.

O serviço do TFD em Juazeiro direciona os pacientes que precisam de tratamento (exames, consultas e cirurgias de alta complexidade) para a capital baiana. O objetivo da mudança de endereço é oferecer mais estrutura e conforto aos pacientes, visto que o espaço é mais arejado, amplo e possui mais cômodos para receber melhor os usuários e seus acompanhantes, que buscam apoio no setor. Para mais informações o paciente pode entrar em contato pelo telefone da secretaria no (74) 3612-6550.

Priscila Guedes/Sesau

“O AI-5 é incompatível com a democracia”, afirma Toffoli após fala de Guedes

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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), reagiram nesta terça-feira (26) à declaração do ministro Paulo Guedes (Economia) sobre a possível edição de um novo AI-5 no país em caso de radicalização de protestos de rua.

O Ato Institucional número 5 foi editado em 1968, no período mais duro da ditadura militar (1964-1985), resultando no fechamento do Congresso Nacional e renovando poderes conferidos ao presidente para cassar mandatos e suspender direitos políticos.

“O AI-5 é incompatível com a democracia. Não se constrói o futuro com experiências fracassadas do passado”, afirmou Toffoli, em Maceió (AL). Maia disse que o uso recorrente dessas ameaças por integrantes da gestão de Jair Bolsonaro gera insegurança sobre o intuito do governo.

“Tem que tomar cuidado, porque se está usando um argumento que não faz sentido do ponto de vista do discurso, e como não faz sentido, acaba gerando insegurança em todos nós sobre qual é o intuito por trás da utilização de forma recorrente dessa palavra.”

Já Bolsonaro não quis comentar a declaração, ressaltou que o papel do auxiliar presidencial no governo é cuidar da política econômica e tergiversou, ao dizer que preferia falar sobre o seu novo partido, o Aliança pelo Brasil. Caso o partido seja criado, o número da legenda na urna eletrônica deve ser o 38.

“Eu falo de AI-38. Quer falar de AI-38? Eu falo agora contigo. Quer o AI-38? Eu falo agora. Esse é meu número. Outra pergunta aí”, disse o presidente.

Um dia antes, em Washington, nos EUA, Guedes afirmou que “que não é possível se assustar com a ideia de alguém pedir o AI-5 diante de uma possível radicalização dos protestos de rua no Brasil”.

Frases antidemocráticas têm sido pauta quase constante no governo Bolsonaro. O próprio presidente afirmou, em entrevista ao jornalista José Luiz Dantena, em março deste ano, que “não houve ditadura no Brasil”. E que, como qualquer casamento, o regime teve alguns “probleminhas”.

A declaração de Guedes fazia referência à convulsão social e institucional em países da América Latina e a uma possível radicalização também no Brasil, motivada principalmente por declaração do ex-presidente Lula, que, após ser solto, pediu “a presença do povo nas ruas”.

“Sejam responsáveis, pratiquem a democracia. Ou democracia é só quando o seu lado ganha? Quando o outro lado ganha, com dez meses você já chama todo mundo para quebrar a rua? Que responsabilidade é essa? Não se assustem então se alguém pedir o AI-5. Já não aconteceu uma vez? Ou foi diferente? Levando o povo para a rua para quebrar tudo. Isso é estúpido, é burro, não está à altura da nossa tradição democrática”, declarou Guedes.

O ministro afirmou que declarações sobre a edição de um novo AI-5 no Brasil, como a feita por um dos filhos de Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), são uma reação ao que chamou de convocações feitas pela esquerda.

“Chamar o povo para rua é de uma irresponsabilidade. Chamar o povo para rua para dizer que tem o poder, para tomar. Tomar como? Aí o filho do presidente fala em AI-5, aí todo mundo assusta, fala o que que é? […] Aí bate mais no outro. É isso o jogo? É isso o que a gente quer? Eu acho uma insanidade chamar o povo para a rua para fazer bagunça. Acho uma insanidade”, disse Guedes.

Também nesta terça-feira, a ex-senadora e ex-candidata à Presidência Marina Silva disse em rede social que a fala de Guedes é “assustadora, irresponsável e muito grave”.

No mês passado, declarações do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em tom de ameaça sobre a edição de “um novo AI-5” no país provocaram forte reação contrária de líderes do Congresso, governadores, dirigentes partidários de diferentes linhas ideológicas, ministro do Supremo e presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

As falas do filho de Jair Bolsonaro foram interpretadas por vários grupos como sinal de pretensões autoritárias e motivou uma tentativa do presidente da República de atenuar as interpretações e negar plano antidemocrático.

Mesmo após ser alvo de críticas, Eduardo, que é líder do PSL na Câmara, chegou a insistir mais duas vezes na exaltação à ditadura militar, nas redes sociais. Mais tarde, pediu desculpas e negou a possibilidade de um “novo AI-5”.

APOLOGIA À DITADURA MILITAR
Não há uma lei que tipifique como crime especificamente a apologia à ditadura militar. Mas, segundo a subprocuradora-geral da República Luiza Frischeisen, declarações em defesa do regime militar podem ser enquadradas como crime com base na Lei de Segurança Nacional (lei 7.170/83), na Lei dos Crimes de Responsabilidade (lei 1.079/50) e no artigo 287 do Código Penal.

A Lei de Segurança Nacional, em seu artigo 22, qualifica como crime “fazer, em público, propaganda de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política ou social”, com pena de 1 a 4 anos de detenção. Já o artigo 23 da mesma lei afirma que é crime “incitar à subversão da ordem política ou social, à animosidade entre as Forças Armadas ou entre estas e as classes sociais ou as instituições civis”, com pena de 1 a 4 anos de reclusão.

Tramita na Câmara um projeto de lei que criminaliza a apologia à ditadura militar. Apresentado em 2015 por Wadson Ribeiro (PC do B-MG), aguarda parecer do relator na Comissão de Cultura da Casa.

Deputados, como Eduardo Bolsonaro, e senadores têm imunidade parlamentar. Eles não podem ser processados por opiniões, palavras e votos dados no exercício do mandato e só podem ser presos em flagrante de crime.

Agência Brasil

Secretaria de Saúde de Sobradinho finaliza a Campanha do Novembro Azul de 2019, com a Feira Azul

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Através da Feira Azul, a Secretaria de Saúde de Sobradinho encerrou a Campanha do Novembro Azul que contou com uma serie de ações realizadas ao longo do mês e que foram especialmente voltadas para a promoção da saúde do homem e para a prevenção do câncer de próstata.

A campanha da SMS começou ainda na primeira semana do mês e culminou no evento desta terça-feira (26).

Com uma participação expressiva do público que compareceu ao evento, a Feira Azul se transformou em mais uma ação de sucesso da gestão do Prefeito Luiz Vicente Berti.

“A gestão vem tanto investindo na atenção primária em saúde, quanto no atendimento em especialidades e a urologia é mais uma área médica com a qual contamos durante a campanha do Novembro Azul. Esse ano nós fizemos questão de trazer novamente o médico urologista para atender os pacientes que previamente haviam sido atendidos pelos clínicos das UBS e que diante da necessidade foram encaminhados para o atendimento com este especialista” destacou a Secretária de Saúde, Maysa Sanjuan.

Corte de cabelo, auricoloterapia, ventosaterapia, aferição de pressão arterial e de glicemia, além da realização de testes rápidos foram alguns dos serviços oferecidos durante a feira.

Mas o foco do evento foi mesmo à presença do médico urologista Luís Henrique Nunes, que realizou o atendimento de 80 pacientes. O profissional parabenizou a ação da SMS e também destacou a importância dos homens terem em mão os resultados dos exames de PSA que haviam sidos realizados pela SMS, através das Unidades Básicas.

“O câncer de próstata é uma doença muitas vezes assintomática, por isso é importantíssimo à realização dos exames de PSA e de toque, pois eles são os melhores instrumentos para a descoberta precoce do câncer. Então ver que os pacientes têm em mão os exames dá a possibilidade de um atendimento mais completo” finalizou o urologista, Luís Henrique Nunes.

Ascom PMS

Quase metade do país acredita que Judiciário interfere nos demais poderes

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Quase metade da população brasileira acredita que o Poder Judiciário interfere e desempenha funções que não são próprias de juízes e desembargadores, principalmente entre advogados e defensores públicos. Neste grupo, mais de 70% acreditam que há interferência no Legislativo e no Executivo.

No entanto, a atuação do Judiciário ainda é melhor entre os três poderes. Os dados foram divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Associação de Magistrados do Brasil (AMB), e os resultados serão apresentados nesta terça-feira (26) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

A maioria, 51% entre cidadãos comuns e 66% entre advogados e defensores, avalia que é negativa a atuação de magistrados em assuntos sob responsabilidade do Congresso ou do Executivo.

“O ponto positivo é que [a pesquisa] retratou uma situação que estamos vivendo, ninguém está surpreso nesse ponto, e é um ponto de partida para a discussão dos papéis de cada Poder”, disse o professor Marco Aurélio Bellizze, da FGV, que é também ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ajudou a coordenar a pesquisa.

Ainda segundo ele, “a pesquisa é uma espécie de foto do momento, em que se discute qual é o papel do Judiciário, se há ativismo demais, se o Judiciário está invadindo demais ou se os outros Poderes estão retraídos”.

Agência Brasil

Casa Nova: Vereador Zé Carlos Borges em defesa dos assentados

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Ciente do ataque da Polícia Federal, Polícia Militar e milicianos aos assentamentos Irany I e II e Abril Vermelho e Dorothy, localizados no município de Casa Nova e Juazeiro, o vereador José Carlos Borges (PT) deslocou-se para a área e manteve-se durante todo o dia desta segunda-feira (26/11), ao lado dos trabalhadores e familiares.

“Nunca tinha visto isso” – diz indignado Zé Carlos Borges – “Crianças chorando, mulheres, agora sem um teto e sem as mínimas condições de sobrevivência, trabalhadores feridos e um imenso amontoado de tijolos, telhas, madeira, com restos de plantações, que um dia eles chamaram de lar e homens fardados uns, outros não, todos de armas em punho, rindo, festejando o desabrigo e a certeza que esses trabalhadores irão morrer de fome, como disse um deles”.

Ao mesmo tempo que acionou todos os meios possíveis, comunicando ao partido, informando ao Governo do Estado, através do Secretário Josias Gomes, Zé Carlos Borges faz um apelo à sociedade de Casa Nova e Juazeiro: “São famílias, que produziam as hortaliças e frutas que compramos no mercado e agora não tem o que comer, não tem um teto, não tem para onde ir. Precisam de comida, de água, de um abrigo, uma coberta, um lençol, um colchão. Por favor, não assistam calados a esse crime! Ajudem! – Apela.

A mobilização continua.

O que ocorreu

Na madrugada dessa segunda-feira (25), aproximadamente 700 famílias Sem Terra do acampamento Abril Vermelho, acampamento Dorothy I e II e acampamento Irany, nos municípios de Casa Nova e Juazeiro, estão sendo despejadas violentamente por homens da Polícia Federal, Militar e milícias armadas da região.

“Chegaram atirando, tem um companheiro baleado na cabeça! ” Afirmaram as famílias.

“Há muita violência contra as famílias, muita agressividade, muito spray, muita bomba de fumaça”

As áreas acampadas fazem parte do perímetro irrigado Nilo Coelho, Casa Nova, e o projeto Salitre e Juazeiro.

O ataque contra as crianças, mulheres e trabalhadores dos assentamentos foram capitaneados pela Polícia Federal do Moro, com a participação do Comando de Operações Táticas (COT), Coordenação de Aviação Operacional (CAOP), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Militar, entre outros, identificados por dirigentes sindicais como integrantes de milícias contratadas por proprietários de terra locais.

Ascom por Manuel Leão

Tramita na Assembleia Legislativa da Bahia o Projeto de Lei, de autoria do deputado Roberto Carlos, que visa incluir a disciplina “Educação, Moral e Ética”

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Está em tramitação, na Assembleia Legislativa da Bahia, o Projeto de Lei de autoria do deputado Roberto Carlos (PDT), vice-líder do Governo, que visa incluir a disciplina “Educação, Moral e Ética” no currículo escolar dos ensinos fundamental e médio, das escolas da rede pública e privada do Estado.

A intenção, segundo o parlamentar, é garantir conhecimentos aos alunos para a construção de ideologias éticas, morais e sociais, possibilitando uma melhor convivência social, através do respeito. “A inclusão dessa disciplina, na grade curricular, possibilitará aos jovens uma melhor formação moral, solidificando a formação do caráter, contribuindo para a formação de um cidadão melhor”, disse o deputado Roberto Carlos.

Ascom

Câmara e Senado fecham acordo, e discussão sobre prisão em 2ª instância fica para 2020

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Com apoio da maioria dos líderes partidários, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), firmaram nesta terça-feira (26) um acordo para levar adiante a proposta de tramitação mais demorada para retomar a prisão logo após condenação em segunda instância. Uma eventual decisão, assim, fica para 2020.

Em uma uma reunião com a presença do ministro da Justiça, Sergio Moro, ficou acordado que o projeto de lei, proposta que tramita mais rapidamente, será engavetado no Senado, que criará uma comissão especial para acompanhar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que tramita na Câmara.
A discussão no Congresso ganhou força após a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia 8 de novembro.

A libertação ocorreu depois de decisão do Supremo Tribunal Federal, que entendeu que condenados em segunda instância não podem começar a cumprir suas penas antes que se esgotem todos os recursos em tribunais superiores, mudando a jurisprudência aplicada desde 2016 na corte.

Enquanto um projeto de lei é aprovado por maioria simples, uma PEC precisa de três quintos das duas Casas -308 deputados e 49 senadores- e é votada em dois turnos, tanto na Câmara como no Senado.
Deputados e senadores dos partidos Podemos, Novo e PSL protestaram durante a reunião. No entanto, estas legendas não têm força suficiente para obstruir votações. Na Câmara, o Novo está coletando assinaturas para aprovar a urgência na apreciação de um projeto semelhante àquele de que o Senado está abrindo mão.

A ala lavajatista do Congresso defendeu que o projeto de lei do Senado e a PEC da Câmara poderiam tramitar simultaneamente e acusaram uma manobra protelatória. Irritados, deixaram a reunião na residência oficial da presidência do Senado antes do fim. “Não vamos nos calar se a tendência for uma maneira protelatória em relação a dar uma resposta para a sociedade”, disse o líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP). “O que há é um acordão. A maioria [dos líderes] está propondo um trâmite mais demorado, a lentidão como caminho para empurrar para o ano que vem”, afirmou o líder do Podemos no Senado, Alvaro Dias (PR).

O deputado Alex Manente (Cidadania-SP), autor da PEC alvo do acordo, disse que a Câmara deve aprovar seu texto até o primeiro semestre do ano que vem. No Senado, segundo ele, a expectativa é até o final do primeiro semestre, mesmo com o Carnaval em fevereiro e o calendário eleitoral, que costuma desmobilizar o Congresso logo após o fim do prazo de filiações, em abril. “Não podemos dar uma resposta que possa ser questionada e modificada rapidamente. Não precisamos resolver em um mês, temos que resolver definitivamente”, disse Manente, para quem um projeto de lei seria alvo de questionamentos no STF.

Todos os parlamentares que se manifestaram após a reunião disseram que Moro não se declarou a favor do projeto ou da PEC, mas da aprovação da reversão da decisão do STF. Inicialmente, o Senado votaria a PEC apresentada pelo senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), que alterava o artigo 93 da Constituição.

A proposta defendia a validade da prisão em segunda instância, mas, no caso de haver recurso para os tribunais superiores, o juiz poderia atribuir ao recurso o chamado efeito suspensivo, para que o réu não fosse obrigatoriamente preso depois de condenado em segundo grau.

No entanto, com o aval de Alcolumbre, senadores costuraram com Moro um projeto de lei alterando dois artigos (283 e 637) e criando um novo (617-A) no Código de Processo Penal, sem necessidade de mudança constitucional. O texto foi apresentado à Comissão de Constituição e Justiça como um substitutivo da senadora Juíza Selma (Podemos-MT) ao projeto que havia sido apresentado pelo senador Lasier Martins (Podemos-RS).

O texto estava previsto para ser votado na CCJ do Senado nesta quarta-feira (27).
Enquanto isso, a Câmara está trabalhando em uma outra PEC. O texto do deputado Alex Manente foi aprovado na CCJ e ainda passará por uma comissão especial antes de seguir para o plenário e, então, ainda tramitar no Senado.

A PEC inicialmente mudava o inciso 57 do artigo 5º da Constituição, que diz que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória -no entendimento de hoje, até que acabem todas as possibilidades de recurso e que a sentença se torne definitiva.

Pelo texto da PEC original de Manente, ninguém seria considerado culpado até a confirmação de sentença penal condenatória em grau de recurso -ou seja, a prisão já valeria após condenação em segunda instância.

Há divergências, no entanto, sobre se esse inciso do artigo 5º seria uma cláusula pétrea da Constituição, o que impediria qualquer modificação, mesmo por emenda. Diante de eventual guerra jurídica envolvendo esse ponto, a solução encontrada por Manente na semana passada foi sugerir uma nova PEC, com alterações nos artigos 102 e 105 da Constituição, itens que dispõem, respectivamente, sobre o STF e o STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Folhapress

Maia critica fala de Guedes sobre AI-5 e relaciona baixo crescimento do país a clima de “insegurança”

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante sessão do Congresso Nacional para promulgação da emenda constitucional (103/2019) da reforma da Previdência

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não reagiu bem à fala do ministro da Economia Paulo Guedes, que afirmou nesta terça-feira (26) em Washington (EUA), que “alguém” poderia pedir a volta do AI-5 caso manifestações populares fugissem do controle. Maia criticou a banalização do termo AI-5 e disse que declarações como esta, podem gerar efeitos negativos para a economia do Brasil

“Não dá mais para se usar a palavra AI-5 como se fosse ‘bom dia, boa tarde, oi, cara’”, disse o presidente durante discurso no seminário “Política, Democracia e Justiça”.

Para Maia, falar sobre a volta da medida imposta durante a Ditadura Militar pode derrubar a “confiança do setor privado” e restringir os investimentos no país.

“Por isso, muitas vezes a gente vê o Brasil projetando crescer 2%, 3% e cresce 1%, como esse ano. Porque, em vez de a gente gerar segurança jurídica institucional, nós mesmos geramos insegurança que tira o interesse e a confiança do setor privado de investir no nosso país”, completou.

Em conversa com jornalistas nesta manhã, o ministro Paulo Guedes disse que “alguém” poderia pedir a volta do AI-5 caso militantes decidissem ir para as ruas promover “quebradeira”. Logo depois, o líder da pasta da Economia recuou e disse que a implantação do Ato Institucional que culminou em mais perseguições e no fechamento do Congresso Nacional durante o regime militar, seria algo “incocebível” para os dias de hoje.

BNews