Preto no Branco

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Garantia-Safra 2023/2024: Prefeitura de Sento-Sé já está realizando o cadastramento dos agricultores

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A Prefeitura de Sento-Sé, através Secretaria Municipal de Agricultura, Indústria, Comércio e Pesca já está realizando as inscrições de pequenos agricultores para o Garantia Safra 2023/2024. O prazo para inscrições vai até o dia 21 de setembro deste ano.

Para garantir que todos os agricultores tenham acesso ao benefício, as equipes da secretaria, além de realizar o atendimento na sede da instituição, também percorrerão todos os distritos e comunidades localizadas no interior do município (ver o cronograma ao final do texto), o objetivo é superar o número de beneficiados do biênio anterior.

Os pequenos produtores devem procurar a sede da secretaria que está localizada à Av. Raul Alves, s/n, centro (próximo ao lava jato do sombra) de segunda a sexta, das 8h às 13h, e apresentar os seguintes documentos: Cópia do RG, CPF e da Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) ou Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).

“É importante que o agricultor se inscreva, obedeça os critérios, cumprindo todos os prazos. Para isso, estamos mobilizando os funcionários da secretaria para atender essa população e garantir o benefício a todos”, ressaltou o secretário Sandro Jatobá.

Garantia-Safra – Tem como objetivo garantir condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares de municípios sistematicamente sujeitos à perda de safra por razão do fenômeno da estiagem ou excesso hídrico, situados na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE). Têm acesso ao benefício agricultores que possuem renda familiar mensal de, no máximo, 1,5 (um e meio) salário mínimo e que plantam entre 0,6 e 5 hectares de feijão, milho, arroz, mandioca, algodão.

Os Governos federal, estadual e municipal, cada um, entra com uma contrapartida para o Programa.

Ascom/ PMSSE

SSP amplia combate a facções com ações coordenadas e atuação também dentro do sistema prisional

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A Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) deflagrou um conjunto de ações, inclusive dentro do sistema prisional, ampliando o trabalho de inteligência e a repressão qualificada contra facções envolvidas com tráfico de drogas, homicídios e roubos.

Equipes das polícias Militar e Civil montam bloqueios em diversas regiões da capital, impedindo a circulação de drogas e armas, além da movimentação de grupos de criminosos que promovem ataques armados contra rivais, os chamados “bondes”.

Durante o reforço, helicópteros do Grupamento Aéreo (Graer) da PM estão sendo empregados, mapeando possíveis rotas de fuga. Drones também são utilizados pelos policiais militares e civis.

“Continuaremos atuando integrados com outras instituições, buscando reforçar o combate ao crime organizado. A população pode ajudar, com total sigilo, através do telefone 181 ou do site do Disque Denúncia”, destacou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.

Sistema Prisional

Com apoio da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), revistas são realizadas em presídios da capital baiana.

Celulares, chips, armas brancas, drogas, entre outros itens ilícitos são procurados pelos policiais militares e penais.

Balanço 2023

Em 2023, ações preventivas e de inteligência auxiliaram na média diária de 14 armas de fogo apreendidas. Pouco mais de 2.700 armamentos como fuzis, carabinas, rifles, submetralhadoras, espingardas, pistolas e revólveres foram retirados das ruas.

Aproximadamente seis toneladas de entorpecentes acabaram apreendidos e 700 mil pés de maconha erradicados. Dez laboratórios para refino de cocaína e confecção de crack também foram desarticulados na capital e no interior.

 

Secom

Entenda o que é e como funcionará o real digital; atrelado ao papel-moeda, Drex só deve chegar ao público no fim de 2024

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A versão virtual do real deu, nesta segunda-feira (7), mais um passo rumo à implementação. O Banco Central (BC) anunciou que a moeda digital brasileira se chamará Drex.

Com a plataforma em fase de testes desde março e as primeiras operações simuladas previstas para setembro, o real digital pretende ampliar as possibilidades de negócios e estimular a inclusão financeira. Tudo num ambiente seguro e com mínimas chances de fraudes.

A ideia, segundo o BC, é que o Drex seja usado no atacado para serviços financeiros, funcionando como um Pix – sistema de transferências instantâneas em funcionamento desde 2020 – para grandes quantias e com diferentes finalidades. O consumidor terá de converter reais em Drex para enviar dinheiro e fazer o contrário para receber dinheiro.

Confira como vai funcionar a nova moeda digital oficial do país:

O que é o Drex?

Também chamado de real digital, o Drex funcionará como uma versão eletrônica do papel-moeda, que utiliza a tecnologia blockchain, a mesma das criptomoedas. Classificada na categoria Central Bank Digital Currency (CBDC, Moeda Digital de Banco Central, na sigla em inglês), a ferramenta terá o valor garantido pela autoridade monetária. Cada R$ 1 equivalerá a 1 Drex.

Considerado à prova de hackers, o blockchain é definido como uma espécie de banco de dados ou de livro-razão com dados inseridos e transmitidos com segurança, rapidez e transparência. Sem um órgão central de controle, essa tecnologia funciona como uma espécie de corrente de blocos criptografados, com cada elo fechado depois de determinado tempo. Nenhuma informação pode ser retirada ou mudada porque todos os blocos estão conectados entre si por senhas criptografadas.

Qual a diferença em relação às demais criptomoedas?

As criptomoedas obedecem à lei da demanda e da oferta, com o valor flutuando diariamente, como uma ação de uma empresa. Sem garantia de bancos centrais e de governos, a cotação das criptomoedas oscila bastante, podendo provocar perdas expressivas de valor de um dia para outro.

Atrelado às moedas oficiais, o CBDC oscila conforme a taxa diária de câmbio, determinada pelos fundamentos e pelas políticas econômicas de cada país. A taxa de câmbio, no entanto, só representa diferença para operações entre países diferentes. Para transações internas, o Drex valerá o mesmo que o papel-moeda.

Outra diferença em relação às criptomoedas está no sistema de produção. Enquanto moedas virtuais como BitcoinEthereum e outras podem ser “mineradas” num computador que resolve algoritmos e consome muita energia, o Drex será produzido pelo Banco Central, com paridade em relação ao real.

Qual a diferença do Drex para o Pix?

Embora possa ser considerado primo do Pix, por permitir pagamentos instantâneos entre instituições financeiras diferentes, o Drex funcionará de maneira distinta. No Pix, a transferência ocorre em reais e obedece a limites de segurança impostos pelo BC e pelas instituições financeiras. No Drex, a transferência utilizará a tecnologia blockchain, a mesma das criptomoedas. Isso permitirá transações com valores maiores.

Que serviços poderão ser executados com o Drex?

Serviços financeiros em geral, como transferências, pagamentos e até compra de títulos públicos. Os consórcios habilitados pelo Banco Central poderão desenvolver mais possibilidades, como o pagamento instantâneo de parcelas da casa própria, de veículos e até de benefícios sociais, conforme anunciado pelo consórcio formado pela Caixa Econômica Federal, a Microsoft do Brasil e a bandeira de cartões de crédito Elo.

O Drex permitirá o uso de contratos inteligentes. No caso da venda de um veículo, não haveria a discussão se caberia ao comprador depositar antes de pegar o bem ou se o vendedor teria de transferir os documentos antes de receber o dinheiro. Todo o processo passará a ser feito instantaneamente, por meio de um contrato automatizado, reduzindo o custo com burocracias, intermediários e acelerando as operações.

Como se dará o acesso ao Drex?

Prevista para chegar ao consumidor no fim de 2024 ou início de 2025, o Drex só funcionará como uma moeda de atacado, trocada entre instituições financeiras. O cliente fará operações com a moeda digital, mas não terá acesso direto a ela, operando por meio de carteiras virtuais.

O processo ocorrerá da seguinte forma. Primeiramente, o cliente (pessoa física ou empresa) deverá depositar em reais a quantia desejada numa carteira virtual, que converterá a moeda física em Drex, na taxa de R$ 1 para 1 Drex. Essas carteiras serão operadas por bancos, fintechs, cooperativas, corretoras e demais instituições financeiras, sob a supervisão do BC. Novos tipos de empresas com carteira virtual poderão ser criados, conforme a evolução da tecnologia.

Após a tokenização (conversão de ativo real em ativo digital), o cliente poderá transferir a moeda digital, por meio da tecnologia blockchain. Caberá ao receptor converter os Drex em reais e fazer a retirada.

A tokenização pode ser definida como a representação digital de um bem ou de um produto financeiro, que facilita as negociações em ambientes virtuais. Por meio de uma série de códigos com requisitos, regras e processos de identificação, os ativos (ou frações deles) podem ser comprados e vendidos em ambientes virtuais.

Testes

Em março, o BC escolheu a plataforma Hyperledger Besu para fazer os testes com ativos de diversos tipos e naturezas. Essa plataforma tem baixos custos de licença e de royalties de tecnologia porque opera com código aberto (open source).

Em junho, o BC escolheu 16 consórcios para participar do projeto piloto. Eles construirão os sistemas a serem acoplados ao Hyperledger Besu e desenvolverão os produtos financeiros e as soluções tecnológicas. A lista completa de entidades selecionadas pelo Comitê Executivo de Gestão está no site do BC.

Previstos para começarem em setembro, os testes com os consórcios ocorrerão com operações simuladas e testarão a segurança e a agilidade entre o real digital e os depósitos tokenizados das instituições financeiras. A testagem será feita em etapas até pelo menos fevereiro do próximo ano, quando ocorrerem operações simuladas com títulos do Tesouro Nacional.

Ativos

Os ativos a serem testados no projeto piloto serão os seguintes:

•    depósitos de contas de reservas bancárias;

•    depósitos de contas de liquidação;

•    depósitos da conta única do Tesouro Nacional;

•    depósitos bancários à vista;

•    contas de pagamento de instituições de pagamento;

•    títulos públicos federais.

Agência Brasil

Transforma Petrolina conhece projeto ‘Banho Solidário’ em Feira de Santana-BA

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A população em situação de rua enfrenta muitas dificuldades e fica exposta a insegurança alimentar, indisponibilidade de água potável, privação de sono e agravos a situações de vulnerabilidade.

Para fortalecer as ações existentes no município, a equipe do programa   Transforma Petrolina participou, no fim de semana, de uma visita técnica, em Feira de Santana,  na Bahia, para conhecer o projeto “Banho Solidário” e os impactos positivos da iniciativa.

O projeto é idealizado pela Igreja Batista Alvorada, através do pastor Hermes Junior, e funciona há quase dois anos na cidade baiana.  A iniciativa  promove a inclusão social das pessoas em situação de rua, proporcionando-lhes condições dignas de higiene pessoal e incentivando a sua reinserção na sociedade. As ações acontecem a  cada 15 dias, através de um banheiro móvel  gratuito e de dezenas de voluntários engajados em promover acolhimento e cuidados.

Além do banho quentinho para homens, mulheres e crianças em situação de rua, o projeto distribui roupas limpas, kits de higiene, agasalho, alimento e oferece, também,  acompanhamento personalizado para aquelas pessoas que desejam  sair das ruas  ou voltar para o seio familiar.

Durante a visita técnica,  a coordenadora do projeto explicou os acertos da iniciativa social, os impactos sociais que o banho solidário oferece,  a promoção da  conscientização  coletiva e   a responsabilidade social da ação. “Essa iniciativa tem como  objetivo fazer com que essas pessoas tenham um novo projeto de vida. Não consiste apenas no banho, nós levamos agasalhos, cobertores e alegria também. Juntamente com isso, se eles precisam de uma passagem, se precisam ir para um centro de recuperação, nós fazemos isso”, afirma a coordenadora do projeto Banho Solidário, Giana Carla Reis.

Para a assessora técnica do Transforma Petrolina, Kátia Carvalho, o projeto promove dignidade e dá oportunidade. “Um banho pode ser algo simples para muita gente, mas, para essas pessoas em situação de rua pode ser o momento crucial para a mudança de vida”, destaca.

Ascom

Fenagri deve movimentar mais de R$ 250 milhões em negócios em Petrolina

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Após quatro anos de intervalo na realização da maior feira de fruticultura irrigada da América Latina, a expectativa para a Fenagri, que chega neste ano a sua 28ª edição, é grande em Petrolina. Nessa quarta-feira (09), terá início a Feira, que vai até o sábado (12), no auditório da Univasf e no Pátio de Eventos Ana das Carrancas, e deve movimentar a economia local em mais de R$ 250 milhões. Além disso, cerca de 60 mil visitantes são esperados durante os dias de evento.

A Fenagri tem o objetivo de promover o fortalecimento, bem como a ampliação do agronegócio regional em diversos ramos, incluindo a fruticultura. Desse modo, o intuito da feira é contribuir para a consolidação das atividades ligadas a irrigação e desenvolver os mercados interno e externo, visando, de modo especial, dar destaque para os investimentos no Vale do São Francisco. O evento também busca oferecer um espaço virtual e físico para expositores apresentarem seus produtos e serviços conectados com as melhores práticas socioambientais, em contexto no qual o semiárido nordestino se apresenta como solução moderna para o agronegócio brasileiro.

“A Fenagri terá um importante papel no desenvolvimento do agronegócio, em especial da fruticultura irrigada, onde, com a implantação do Projeto Pontal, a atração de novos investidores e abertura de novos mercados farão com que a feira seja o principal vetor de sinergia entre o produtor, exportador e importador”, pontuou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Giovanni Costa.

O coordenador da Fenagri 2023, Thiago Brito, ressalta ainda que a Feira vai continuar sendo a maior da América Latina no ramo de fruticultura irrigada. “Estamos com grandes expectativas com a Fenagri 2023 e a intenção do Prefeito Simão Durando é apresentar o que há de melhor em Petrolina. Serão quatro dias bem intensos e proveitosos com um leque de opções entre seminários, rodada de negócios, minicursos, visitas técnicas e uma mostra de produtos e serviços”, explicou Thiago Brito.

Ascom

APLB Sindicato em Juazeiro lança nesta terça-feira (08) o projeto ‘Musicalizando e Cantando com a APLB’  

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A APLB Sindicato em Juazeiro lança, nesta terça-feira (08) o projeto ‘Musicalizando e Cantando com a APLB’ no auditório da sede da entidade a partir das 19h. O projeto tem como objetivo oferecer aos trabalhadores em educação ativos e também aos aposentados associados a participação no Corpo Coral e no Curso de Violão.

O diretor da APLB Sindicato em Juazeiro, Gilmar Nery ressalta que “a ideia é promover a integração dos associados e familiares pensando em disponibilizar momentos de convivência no universo da música com aprendizagem e integração sócio musical. Quem comanda tudo é o professor Paulo César Oliveira que é músico profissional experiente e com vasta atuação no cenário artístico cultural de Juazeiro. Esperamos a presença de todos neste dia de lançamento”.

“Os dois cursos oferecerão ensinamentos técnicos musicais com conhecimentos básicos sobre música, dinâmicas, metodologias e isso tudo com instrumentos disponibilizados pela APLB em um ambiente tranquilo onde todos poderão adentrar o mundo de ritmos, da cultura popular brasileira ou regional com liberdade de escolha do repertório”, explica o professor responsável pelas aulas, Paulo César Oliveira.

Essa é, com certeza, uma grande oportunidade para que os trabalhadores em educação de Juazeiro possam ter contato não só com o aprendizado musical, mas passar horas de lazer descobrindo a veia artística que pode estar adormecida em cada um. A direção da APLB Sindicato fica feliz em poder oferecer algo de tamanha qualidade aos seus associados.

Lembrando que as aulas de Violão Popular serão realizadas nos dias de terça e quinta-feira das 19h às 20h e das 20:15 às 21:30. Já a de Canto Coral acontecem às quartas-feiras das 19h às 20:30.

Ascom/APLB  

Cúpula da Amazônia começa nesta terça-feira (8)

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Começa nesta terça-feira (8) a Cúpula da Amazônia, evento que reunirá chefes de Estado de países amazônicos para discutir iniciativas para o desenvolvimento sustentável na região. Além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a cidade de Belém receberá os presidentes da Bolívia, Colômbia, Guiana, do Peru e da Venezuela. Equador e Suriname, por questões internas dos dois países, enviarão representantes.

Um dos objetivos da Cúpula da Amazônia, que terminará na quarta-feira (9), é fortalecer a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), organização internacional sediada em Brasília.

A cúpula tem início após a realização dos Diálogos Amazônicos, evento que reuniu representantes de entidades, movimentos sociais, academia, centros de pesquisa e agências governamentais do Brasil e demais países amazônicos com o objetivo de formular sugestões para a reconstrução de políticas públicas sustentáveis para a região. O resultado desses debates será apresentado na forma de propostas aos chefes de Estado durante a cúpula.

A ideia é que os países acolham algumas das propostas recebidas no encontro. Mas cada um tem autonomia para acolher as sugestões que entender melhor para si. No caso do Brasil, o governo já anunciou que criará condições para a sociedade civil acompanhar o andamento das políticas públicas que forem adotadas.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, disse à Agência Brasil que há, por parte do governo brasileiro, interesse político em criar mecanismos que, com transparência, permitam o acompanhamento, por parte da sociedade civil organizada, da implementação das propostas, bem como para eventuais atualizações que se façam necessárias.

“O acompanhamento do conjunto de propostas do Diálogos Amazônicos, no âmbito do Brasil, será feito pela Secretaria-Geral da Presidência da República, mas tem também vários instrumentos. Por exemplo, o PPA [Plano Plurianual] que está sendo construído. Tem propostas daqui que podem ser incorporadas ao PPA”, afirmou o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, durante os eventos dos Diálogos Amazônicos.

Agência Brasil

Juazeiro, Macondo e a celebração do atraso com o fim da Zona Azul, Por Raphael Leal

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Muita gente compara Juazeiro a Macondo, cidade imaginária do clássico da literatura mundial, Cem Anos de Solidão,do nosso camarada Gabriel Garcia Marquez.

Aqui, somos quase 250 mil pessoas, mas com um pensamento paroquial, provinciano, como muita gente gosta de dizer. Também temos realismos fantásticos, coisas que parecem só acontecer aqui. E conhecendo a história e personagens, e lendo o livro do Gabo, não há como não fazer paralelos. Coisas surreais acontecem nesta urbe.

Mas vou me ater aos últimos acontecimentos.

Em toda cidade maiorzinha, até onde andei, existe uma coisa chamada estacionamento rotativo, ou zona azul, como ficou conhecida esta modalidade em todo o mundo. Em Juazeiro, foi implantado, tardiamente, em 2016, fruto de uma demanda de décadas dos comerciantes.

Após anos, a atual gestão criou um processo atabalhoado, suspendeu a empresa e o serviço e rompeu o contrato. Atualmente, retornamos ao passado, com uma saga que tínhamos vencido, a busca de vagas para estacionamento no apertado centro comercial de Juazeiro. Voltamos ao passado.

Eu, particularmente, acho que a empresa gestora do zona azul não prestava um bom serviço. Desde os poucos funcionários na emissão dos comprovantes à o que é repassado ao município. Mas não acho que deveria ser o fim da zona azul. Refizesse o contrato, impusesse condições. Mas acabar com o serviço?

E os fatos extraordinários não param por aí. Assim como Macondo, aqui também tem políticos que celebram este tipo de coisa atrasada. A prefeita comemorou em um vídeo de pouco mais de 10 segundos, se arvorando de fazer esta grande obra do atraso: “Suspendi a zona azul”. A assessoria de comunicação produziu uma matéria afirmando que a “População aprova a suspensão do Zona Azul em Juazeiro”, com dois personagens representando a “população de Juazeiro”, zero pesquisa. Além disso, há um desarranjo institucional. O diretor do órgão de trânsito parece compreender da necessidade de um serviço como este. Mas um funcionário, eu acho, que é suplente de vereador, e que comemorou com um carro-de-som a notícia do atraso (não é algo surreal?), questiona: “a quem interessa o serviço do zona azul em Juazeiro?”. Ora, cara- pálida, a Juazeiro, ao desenvolvimento, às adequações e o desejo de uma modernidade desta cidade. E a briga interna e exposta nas redes sociais e meios de comunicação continua.

Aí vem as indagações:Quem vai investir num centro de uma cidade onde não terá estacionamento para os clientes? Entenderam o porquê de muito investidor atravessar a ponte? Entre “denúncias” do suplente de vereador contra a gestão municipal não se sabe o futuro da cidade. Pagamos ao flanelinha, mais caro, mas não pagamos o zona azul? O que se tem de proposta nova?

Mesmo com o Caos administrativo pouco visto na história política desta cidade, creio que muita gente da gestão quer que o sistema de estacionamento rotativo retorne, melhor, com mais funcionários, mais transparência. Ganharia o meu apoio, nesta ação. Mas é difícil que isso aconteça, pois o apego às promessas de campanha é mantido. Veja, o fim do Zona Azul era promessa de campanha, assim como a da taxa de lixo, do hospital que seria construído no João Paulo II, Juá Card de 150 reais, construção de maternidade com não sei quantos leitos e UTIs Neonatal e blá-blá-blá. Propostas surreais, mas que funcionaram diante de um pleito eleitoral.

Bem, eu sei que vivemos numa Macondo, quer dizer, Juazeiro onde as ruas são escuras, tomadas de lixo, e vivemos de uma pracinha aqui, uma pavimentação ali(nem vou falar das qualidades destes serviços), uma pintura de posto de saúde acolá.

Mas é isso, em terra de João Gilberto, onde vivemos ainda sobre a aura da “cidade cultural”, com poucas ações culturais, estas minhas observações não seriam nada demais. Contudo, como sou inquieto e não falar sobre isso poderia me causar um problema de saúde, é o que tive a dizer. E tenho mais…deixa para outra hora.

Raphael Leal é jornalista.

Agosto Lilás: Campanha quer mobilizar sociedade contra misoginia

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Diante do aumento de casos de feminicídio no país, o Ministério das Mulheres lançou nesta segunda-feira (7) campanha de enfrentamento à misoginia, que é o ódio ou aversão às mulheres.Chamada “Brasil sem violência contra a mulher. Brasil com respeito”, a campanha prevê a veiculação de peças digitais e impressas com o objetivo de mobilizar a sociedade. De acordo com o ministério, as peças serão divulgadas, em parceria, pelas agências e concessionárias do Ministério dos Transportes, pelos Correios e secretarias estaduais da mulher.

“A campanha mostra que a misoginia é a raiz de todas as formas de violência contra as mulheres e também das desigualdades de gênero. Com números tão graves de feminicídio e violência sexual no país, atingindo uma quantidade tão significativa de meninas, esperamos que, cada vez mais, todas as pessoas – e não apenas mulheres – saibam identificar e agir contra as diversas situações de misoginia presentes em nossa sociedade, seja buscando ou oferecendo apoio, seja denunciando”, diz a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, em nota divulgada pela pasta.

Dados da Rede Observatórios da Segurança apontam que a cada quatro horas uma mulher é vítima de violência no Brasil. Em 2022, foram mais de 2.400 casos registrados, sendo quase 500 feminicídios, ou seja, a cada dia ao menos uma mulher morreu apenas por ser mulher.

A campanha faz parte da programação do Agosto Lilás, dedicado ao combate das diferentes formas de violência contra as mulheres, como física, psicológica, moral, patrimonial, sexual e política.

Para denunciar violência contra a mulher, basta acionar o Ligue 180 pelo telefone ou WhatsApp. O serviço é gratuito, funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados, e pode ser acionado de qualquer lugar do Brasil. O Ligue 180 pode ser adicionado no WhatsApp a partir do envio de uma mensagem para o número (61) 9610-0180.

Agência Brasil