Preto no Branco

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Livro que Bolsonaro não pode mostrar no JN é mesmo assombroso?

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Durante entrevista ao Jornal Nacional. Globo, na semana passada, o candidato à presidência Jair Bolsonaro tentou mostrar um livro, no que foi impedido pelos apresentadores, considerando as regras que proibiam a apresentação de qualquer tipo de material ou documento.

Bolsonaro, valeu-se de uma “fake news” que dizia se tratar de uma obra que seria distribuída pelo MEC junto com o “kit gay” em escolas de todo o Brasil e que descobriu isso por conta do “9º Seminário LGBT Infantil” que teria acontecido no Congresso.

O site Pragmatismo Político publicou matéria de Rodrigo Casarin, Blog Página Cinco, esclarecendo sobre o livro que o candidato não pode mostrar no noticiário.

Diz a matéria:

A Agência Lupa apontou nunca existiu um encontro do tipo. Além disso, a polêmica ao redor do livro é antiga, tanto que o próprio MEC divulgou uma nota em 2016 afirmando que nunca produziu, adquiriu ou distribuiu o título em questão, que jamais constou em seus programas de materiais didáticos. Posição semelhante já havia sido tomada pela pasta em 2013, o que comprova como essa ladainha vem se arrastando por bastante tempo.

Pela inovação que trouxe ao tema, o livro virou até exposição em Paris. Bolsonaro, no entanto, deixa claro nas redes quais são os trechos que mais lhe incomodaram. São aqueles que falam especificamente sobre o ato sexual– quanto tempo dura? Qual posição ficar? O que sentimos? – e uma página lúdica na qual o leitor é incentivado a inserir o dedo no buraco para simular um pênis ereto. Me parece de fato uma maneira válida de se falar sobre sexo para quem não entende do tema – um assunto que muitos pais têm dificuldade em abordar com os filhos -, mas entendo se alguém achar uma solução de mau gosto.

Em todo caso, há uma distância imensa entre achar de mau gosto e constituir uma cruzada contra a obra, ainda mais sustentada pelo falso argumento de que ela estaria sendo adotada pelo governo. Se o título se mantém na esfera privada, que cada pai compre-o ou não para seus rebentos – o que, evidentemente, não invalida a necessidade de discutirmos de maneira séria como o poder público deveria atuar na educação sexual das crianças. Sobre o assunto, o candidato à presidência também falou que gostariam de desconstruir a heteronormatividade. Ora, isso significa ensinar a todos, desde cedo, que qualquer forma de amor é válida e deve ser respeitada, não apenas entre homens e mulheres – que problema há nisso?

Após a entrevista na Globo a Companhia das Letras se posicionou sobre a menção ao título no seu Twitter: “O livro citado na entrevista do JN foi publicado pelo nosso selo jovem. Infelizmente está fora de catálogo, mas nos orgulhamos da publicação”. E a obra não está apenas esgotada, mas supervalorizada em sebos, onde é encontrada por preços que variam de R$ 109 a R$ 230. Pelo visto, Bolsonaro se tornou um grande divulgador e valorizador do trabalho de Zep.

Pragmatismo Político

Palavra de Mulher Web: Targino Gondim, candidato a deputado federal, será o entrevistado desta segunda (3)

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Dando continuidade a série de entrevistas com candidatos, no Palavra de Mulher na Web, a jornalista Sibelle Fonseca recebe nesta segunda-feira (3), o candidato a deputado federal Targino Gondim (PV).

A rodada de entrevistas  tem o objetivo de socializar informação e ajudar os eleitores a conhecerem melhor o perfil e as propostas dos candidatos a deputado estadual e federal. O programa é transmitido ao vivo pelo Facebook, pelo site PNB e também pelo Youtube, de segunda a sexta -feira, com início às 9 horas. É disponibilizado um tempo de 45 minutos para os candidatos que responderão a perguntas sobre temas livres.

Para agendar a participação dos candidatos na série de entrevistas, as assessorias podem entrar em contato com nossa redação, através do e-mail jornalismo@pretonobranco.org ou através do contato (74) 988473422, também Whats App.

Sobre Targino Gondim  ( informações de sua assessoria)

Targino Gondim é sanfoneiro, cantor, compositor, curador e um dos criadores do Festival Internacional da Sanfona. Com 23 anos de carreira, acumula prêmios que incluem o da Música Brasileira 2010 (antigo Prêmio Tim de Música) e o Grammy Latino, dentre outros.

Tudo começou em Juazeiro-Ba, onde ainda menino, inspirado no maior ícone da sanfona, Luiz Gonzaga, deu os primeiros acordes no instrumento, tocando “A Vida do Viajante”, “Numa Sala de Rebôco” e “Eu Só Quero Um Xodó”, do Mestre Dominguinhos, com quem dividiu palco em várias ocasiões.

O primeiro de muitos sucessos autorais foi “Pra se Aninhar”, culminando com “Esperando na Janela”, em parceria com Manuca Almeida e Raimundinho do Acordeon, que ganhou a interpretação de muitos artistas, incluindo Gilberto Gil e abriu portas para que a música do sertão do São Francisco fosse conhecida no mundo inteiro.

Daí para o cinema foi um pulo e o representante do forró autentico nordestino ganhou a tela dos cinemas no longa “Eu, Tu, Eles”. Em Portugal, em novembro de 2007, gravou especial para o canal – Música Brasil, exibido para toda Europa.

Em 2016, Targino recebeu uma carta do Vaticano, em nome do papa Francisco, elogiando pelo CD “Canções Divinas”, que traz clássicos ligados à fé católica rearranjadas para ritmos nordestinos.

Seu envolvimento com causas sociais importantes, ao longa da carreira, demonstra a sua preocupação com as minorias e os menos favorecidos, levando-o a colocar seu nome e seu sucesso a favor de movimentos como o MORHAN, Forró do Beco e Forró do Abrigo, manifestações que apoiam causas de combate a Hanseníase, o Câncer e de apoio aos idosos, dentre outros.

O Candidato

Candidato a deputado federal pelo Partido Verde, o cantor e compositor Targino Gondim, bem antes do convite para assumir uma candidatura a deputado federal, já manifestava suas ideias e convicções nas estradas e caminhos por onde andava, defendendo temas importantes em suas composições, ou de parceiros, onde permeia temas como a natureza, os biomas, a fauna, a flora, os sertanejos, os vaqueiros, os agricultores, Juazeiro e o nordeste como um todo.

Da Redação

A identidade complexa e a vida secreta de Frida Kahlo

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“Eu pinto autorretratos porque fico sozinha com muita frequência, porque sou a pessoa que conheço melhor“, disse a artista mexicana Frida Kahlo. O status cultuado e icônico de Frida se deve muito a seus autorretratos, em que capturou e interpretou sua própria identidade visual.

O tema levanta uma questão em uma nova exposição: a imagem pessoal e única de Kahlo era tão central para seu mito e persona como parte de sua obra? E o que seus objetos e estilo pessoal dizem sobre sua vida e sua arte?

Durante 50 anos, roupas e outros itens pessoais de Frida ficaram trancados na Casa Azul, onde a artista morava com o marido muralista Diego Rivera, em Coyoacán, perto da Cidade do México. Após a morte da mulher, em 1954, Rivera trancou 6 mil fotos, 300 itens pessoais e 12 mil documentos no banheiro da casa.

Quando os artigos foram finalmente revelados, os historiadores levaram quatro anos para organizá-los e catalogá-los. Agora, pela primeira vez, essas peças deixaram a Casa Azul para serem exibidas no Museu Victoria & Albert, em Londres.
Na exposição Frida Kahlo: Making Her Self Up, vestidos e outros itens pessoais são apresentados ao lado de suas pinturas, mostrando a conexão íntima entre eles. Ela é retratada como um tipo de artista performática, cuja identidade é uma extensão de sua arte. Os vestidos coloridos e adornos com flores estão lá, junto das próteses pintadas a mão e dos corpetes que ajudavam a sustentar sua coluna e mascarar suas deficiências físicas.

A descoberta dos objetos também permitiu uma compreensão maior sobre seu acidente. Itens como remédios e aparelhos ortopédicos lançam luz sobre sua história, além dos corpetes e coletes – incluindo alguns que ela pintou com símbolos religiosos e comunistas, assim como imagens que fazem referência a seus abortos espontâneos.

Estilo adaptado

Circe Henestrosa, cocuradora da exposição, disse à BBC que a construção da identidade de Kahlo “em torno de suas políticas, sua etnia e deficiência” é a tese central da mostra.

“A exposição busca dar um contexto pessoal, cultural e político à história de Frida. Ela sobreviveu a um acidente terrível, quase fatal, aos 18 anos, o que a deixou acamada e imobilizada. Muito mais foi entendido sobre o acidente após a descoberta dos objetos na Casa Azul, e a mostra lança luz sobre essa história por meio de seus remédios e aparelhos ortopédicos.”

Com a descoberta dos objetos pessoais da artista, novos insights foram revelados sobre como seu estilo pessoal era em parte guiado por suas deficiências. “Roupas se tornaram parte de sua armadura, para desviar, omitir e disfarçar suas lesões“, diz Henestrosa.

“Frida passou por múltiplas cirurgias, tanto no México quanto nos Estados Unidos, e teve que usar corpetes ortopédicos feitos de couro e plástico. Os corpetes eram necessários por razões médicas, mas ela também os decorou de forma elaborada. O estilo indígena que ela adotou permitia esconder esses itens sob longas saias e blusas com cortes geométricos.”

“Acho que o estilo poderoso de Kahlo integra tanto seu mito quanto suas pinturas. É a construção de sua identidade por meio de sua etnia, sua deficiência, suas crenças políticas e sua arte“, diz Henestrosa.

Segundo ela, quando a artista passou a usar os vestidos de Tehuana, ela queria reforçar a identidade mexicana – o traje é proveniente de uma sociedade matriarcal no sudeste do México, chamada Istmo de Tehuantepec.

“Frida entendeu o poder da vestimenta desde muito cedo“, explica a curadora.

“Após ter pólio aos 6 anos, ela ficou com uma perna atrofiada e mais curta, o que a levou a escolher saias longas. E começou a usar três a quatro meias na parte mais fina da panturrilha, além de sapatos com um salto interno para mascarar a assimetria.”

Isso mostra como ela construiu uma relação entre seu corpo e vestuário desde cedo. Ao usar os autorretratos e vestidos tradicionais mexicanos para se estilizar, Frida lidou com sua vida, suas visões políticas, suas batalhas de saúde, seu acidente e seu casamento turbulento.

De acordo com o designer Tom Scutt, a ideia de desvendar tesouros escondidos é central para a exposição.

“Há um espírito único de tempo e espaço nessa exposição. A atitude de destrancar um quarto na Casa Azul para descobrir todos os pertences de Frida ecoa na noção de chegar a uma mostra como visitante e descobrir os pertences por si mesmo. Por causa disso, a exposição tem uma carga mágica indiscutível“.

Dualidade, reflexão e repetição

A mostra explora a infância de Kahlo – inclui um álbum de fotos de arquitetura de igrejas feitas por seu pai, o alemão Guillermo Kahlo. Conta ainda com pinturas e fotos dela ao lado do marido e do círculo de amigos famosos, incluindo Leon Trotsky.

Seu senso de orgulho da cultura mexicana após a Revolução do México (1910-20) também está presente nos itens que ficaram guardados – o interesse pela arte, artesanato e tradições do povo indígena era uma paixão.

As décadas de 1920 e 1930 foram marcadas pelo que ficou conhecido como “Renascença Mexicana“. Nessa época, o país atraiu artistas, escritores, fotógrafos e cineastas do mundo inteiro. Fotos tiradas por Edward Weston e Tina Modotti, em 1920, também estão expostas na mostra. E há um mural de votos religiosos da coleção de Frida e Rivera. As pequenas pinturas oferecidas a santos eram uma influência para o casal de artistas.

Entre as roupas expostas, estão os tradicionais huipil (blusas bordadas em quadrados), rebozos (xales mexicanos), saias longas e joias, incluindo peças de jade colombianas e ornamentos modernos de prata.

Há também um resplandor, faixa tradicionalmente usada na cabeça pelas mulheres de Itsmo.

Os visitantes podem conferir ainda o batom vermelho da Revlon original da artista e o kajal que ela usava para definir sua famosa “monocelha”.

“A vida de Frida era cheia de dualidade e ideias complexas e opostas, a noção de olhar para si no espelho para pintar um autorretrato se tornou central [para a exposição]“, diz o designer Scutt.

“É essa dualidade, reflexão, repetição que tentamos expandir pela exibição, oferecendo aos visitantes uma ideia de dualidade.”

Essencialmente moderno

O arquiteto Matt Thornley, da empresa de arquitetura Gibson Thornley, que organizou a exposição com Scutt, afirma que a complexidade de Frida é central.

“A imagem externa de Frida é tão poderosa“, diz ele. “Os retratos fotográficos estão explodindo em cor e vida, assim como suas pinturas. A exibição explora isso, mas também sua fragilidade física e sua força interna. São essas complexidades que fazem dela uma figura tão duradoura e interessante.”

Assim como a própria artista, o design da exibição é “essencialmente moderno“, acrescenta Thornley.

“Age como um pano de fundo para os objetos e pinturas que descrevem eventos chave em sua vida. A exibição explora as raízes de Frida e sua posição dentro de um contexto maior de arte, cultura e política no México dos anos 1920 e 1930.”

A individualidade de Frida, sua energia e modernidade fizeram dela um ícone incomparável. Mas será que ela continuará a influenciar futuras gerações? A cocuradora Circe Henestrosa acredita que sim.

“Frida Kahlo é o próprio modelo da artista boêmia: única, rebelde e contraditória, uma figura cult que continua sendo apropriada por feministas, artistas, estilistas e a cultura popular. Como uma mulher, uma artista, um ícone, Kahlo conquistou uma aclamação quase universal rara. Em uma sociedade muitas vezes obcecada com a destruição das paredes do mundo interno, Kahlo é a própria personificação do ethos contemporâneo. Suas escolhas de roupa refletiam uma habilidade intuitiva de usar uma imagem visual ousada em uma época em que homens dominavam o mundo da arte e foi por meio da arte e da vestimenta que ela demonstrou suas crenças políticas, ao mesmo tempo em que lidou com suas deficiências.”

E uma coisa é certa: as paixões feministas e “contraculturais” de Kahlo combinam perfeitamente com os tempos de hoje. Como diz Henestrosa:

“Ao longo de sua vida, Kahlo foi vista algumas vezes como ‘exótica’, tratada com paternalismo ou excluída, mas hoje – sua identidade interseccional, complexa e autoconstruída é melhor compreendida e é inspiradora. Essa é a mensagem que queremos passar nessa exposição. Ela era uma artista mexicana com deficiência, buscando um lugar para uma mulher artista em um ambiente dominado por homens, na Cidade do México.”

“Nós, mulheres, não estamos lutando pela mesma coisa hoje? Quão mais relevante e atual ela pode ser?”, finaliza.

Fonte: Pragmatismo Político

Prefeitura de Sobradinho apoia realização do 1º Cicloturismo na Terra da Barragem

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Com apoio da Prefeitura de Sobradinho, através da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte, está acontecendo neste domingo (2) o 1º cicloturismo na Terra da Barragem.

Os ciclistas cumprem uma rota de 45 quilômetros pelos principais pontos turísticos da cidade, como Juacema, Eólica, Barragem, Porto Chico Periquito, Barrinha, entre outros.

O evento conta com aproximadamente 250 participantes de diversas cidades, Filadélfia, Uauá, Senhor do Bonfim, Pilar, Juazeiro, Petrolina, Casa Nova e Sento Sé.

A programação teve início com café da manhã e no encerramento haverá show de voz e violão, quando será  servido um almoço para os participantes.

O evento é uma realização do grupo “Amigos do Pedal”. Um dos coordenadores, Leylson Wagner, agradeceu o  apoio da gestão municipal.

“ Estamos muitos felizes com a realização deste evento, que deve ser tornar uma tradição, fazendo parte do calendário esportivo da região. Agradecemos o importante apoio da prefeitura, que de forma aberta abraçou a causa deste evento e vem ajudando muito para que nosso Cicloturismo seja um verdadeiro sucesso”, disse Léo.

Ascom PMS

Morre, em Petrolina, vítima de um infarto o empresário Francisco Moreira

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Morreu na madrugada deste domingo, vítima de um infarto fulminante, o empresário e ex-presidente da CDL de Petrolina. Ele era proprietário da Laborfilms e um dos pioneiros no ramo de fotografia.

De acordo com informações de familiares, Moreira morreu enquanto dançava com a esposa em uma festa que acontecia em Petrolina.

Moreira deixa os filhos Michel, Daniel, Rafhael, Raquel, Francisco Moreira e Tiago Luis, a esposa,  Valdete Maria Gomes Moreira, e netos.

O corpo do empresário está sendo velado no Velatório Central de Petrolina, localizado na Avenida das Nações a partir das 10 horas e o sepultamento será no cemitério Campo da Paz, no final da tarde de hoje (2).

O PNB lamenta a morte do empresário e se solidariza com sua família.

O CDL de Petrolina emitiu nota de pesar

“A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Petrolina, em nome de seu presidente Manoel Vilmar, diretores e colaboradores manifestam profundo pesar pelo falecimento na noite do último sábado(01), do amigo e ex-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas(CDL) Petrolina, Francisco Moreira Teixeira.

Francisco Moreira nasceu em Paulistana-PI, era comerciante, proprietário da antiga Laborfilms, ex-Presidente da CDL Petrolina(nos períodos de 2007 a 2010), e ex vice-presidente da Federação das Câmaras Dirigentes Lojistas (FCDL) de Pernambuco. Em sua gestão foi presidente atuante e defensor das causas do movimento lojista e do fortalecimento das instituições do seguimento empresarial e interiorização das atividades federativa. Moreira completaria 76 anos no próximo dia 26 de setembro.

Nos solidarizamos com familiares, em nome de sua esposa, Valdete Maria Gomes Moreira e seus filhos: Michel, Daniel, Rafhael, Raquel, Francisco Moreira e Tiago Luis. De acordo com a família, Moreira veio a óbito decorrente de um infarto. O corpo será velado no Velório Central de Petrolina, localizado na Avenida das Nações a partir das 10 horas e o sepultamento será no cemitério Campo da Paz, no final da tarde”.

Da Redação

Governo Temer termina marcado pelo pior ciclo de crescimento em cem anos

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O governo do presidente Michel Temer termina marcado por um inédito ciclo de baixo crescimento. Mantido o ritmo atual, é possível afirmar que o Brasil vive neste momento o seu pior desempenho econômico em uma década desde, pelo menos, o início do século passado. Cálculos de Fernando Montero, economista-chefe da corretora Tullett Prebon, mostram que a expansão média anual do PIB (Produto Interno Bruto), entre 2011 e 2020, deverá ser inferior a 1%, levando à estagnação da renda per capita. Se esse resultado se concretizar, será uma nova década perdida, termo que entrou para a história em referência aos anos 1980.
Naquele período, marcado pelo descontrole inflacionário e fiscal, o PIB brasileiro cresceu a uma média de 1,6% ao ano, um pouco acima do resultado previsto para a década atual, enquanto a renda por habitante encolheu 0,4% anualmente. As contas de Montero se baseiam em dados oficiais do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) até 2017 e em projeções computadas pelo relatório Focus, do Banco Central, para este e os próximos dois anos. O economista passou a incluir, em alguns de seus relatórios, o desempenho do PIB em uma média anual móvel de oito anos em 2015, quando ficava claro que os dois mandatos de Dilma Rousseff (PT) poderiam se tornar o período de mais baixo crescimento da história republicana.
Dilma acabou sendo afastada em 2016, mas, desde então, a fotografia captada pela série de Montero pouco se alterou. “Passados três anos, contas nacionais revisadas, um novo governo, reorientação da política econômica e promessas frustradas de retomadas, temos quase o mesmo gráfico”, diz o economista. Quando a projeção é feita para a década, o quadro se torna pior, porque o ano de 2010 —quando o país cresceu robustos 7,5%— sai da conta.
Estamos vivendo um fato inédito na história brasileira, uma catástrofe econômica”, diz David Kupfer, professor de economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). O pífio desempenho atual é resultado da combinação entre a profunda recessão ocorrida entre 2014 e 2016 e a incapacidade de o país engatar uma recuperação mais vigorosa desde então. Em 2017, o PIB cresceu apenas 1%. Para 2018, os economistas esperam expansão de 1,47%. Há uma expectativa de aceleração nos próximos dois anos, mas com crescimento anual ainda baixo, próximo a 2,5%.
Para que o período entre 2011 e 2020 tenha desempenho ligeiramente superior ao da década de 1980, a expansão média nos próximos dois anos precisará ser muito mais vigorosa, na casa de 6%. Hoje, isso parece quase impossível.
O PIB do segundo trimestre, divulgado na sexta-feira (31), revelou uma economia estagnada, em consequência da paralisação dos caminhoneiros, em maio deste ano, que agravou um quadro já lento de recuperação. Agora, a tendência é que os economistas reduzam ainda mais suas projeções. Embora uma expansão de 6% pareça improvável, Montero diz acreditar que o país pode crescer mais do que os 2,5% previstos para os próximos anos, caso o presidente eleito em outubro indique que manterá o compromisso com reformas para melhorar o quadro fiscal. Segundo ele, isso levaria a uma recuperação da confiança na política econômica, abrindo espaço para a retomada da redução dos juros e outras medidas de estímulo monetário, como diminuição dos depósitos compulsórios.
“Com o atual cenário de inflação baixa e juros ainda altos, há espaço para tentar estimular a demanda por meio da política monetária”, diz Montero. Na opinião do economista, a sinalização de compromisso com o controle dos gastos públicos e o estímulo monetário podem levar a um ciclo de consumo e investimentos privados mais robustos e sustentáveis. Kupfer, da UFRJ, discorda que a ênfase no curto prazo deva ser o controle de gastos públicos. Para ele, a única forma de dar vigor à recuperação seria, ao contrário, o aumento de investimentos do governo em infraestrutura.
“A política de austeridade dos últimos anos se mostrou incapaz de estimular a economia. Apesar disso, criou-se um falso dilema no país de que todo o gasto público é ruim”, diz. As opiniões diferentes refletem uma divisão existente entre os economistas brasileiros. De um lado, há os que dizem acreditar que o problema do governo atual, de Temer, foi ter falhado na aprovação de mais medidas para sinalizar compromisso com a redução do déficit público. De outro, há os que acham que a austeridade excessiva contribuiu para a lenta recuperação e que o investimento privado só vai reagir se o governo entrar em cena antes. Embora os diagnósticos sobre as causas da recessão também não sejam idênticos, há um grau maior de convergência sobre o que teria sido um dos principais erros do governo Dilma: a manutenção de uma política de gastos elevados após 2010, quando os efeitos da crise financeira global de 2008 sobre o Brasil já haviam se dissipado. Muitos especialistas dizem que o aumento do gasto, somado a uma postura de tolerância com a inflação, teria contribuído para a alta de preços, o que forçou o Banco Central a subir juros quando a economia já desacelerava.
Fernando Veloso, economista do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), afirma que outras decisões tomadas na tentativa de injetar ânimo na economia —como desonerações e subsídios a setores e grupos empresariais específicos— acentuaram distorções. Para ele, o excesso de intervencionismo criou insegurança jurídica e favoreceu empresas que não eram, necessariamente, eficientes. O resultado foi que o investimento não reagiu como o esperado pelo governo. Com a crise, o desemprego disparou, derrubando o consumo. “Quiseram reinventar a roda e saiu um triângulo”, diz Montero, da Tullett Prebon. Em 2015, no primeiro ano do seu segundo mandato, Dilma mudou a direção da política econômica, buscando maior austeridade.
Após o impeachment de 2016, a gestão Temer acelerou a busca por medidas que visavam ao controle fiscal. O ímpeto reformista do governo, porém, murchou, principalmente após o vazamento da gravação feita pelo empresário Joesley Batista da conversa entre ele e o presidente. A reforma da Previdência, principal projeto de Temer, por exemplo, teve a tramitação paralisada. Desde então, o cenário de incerteza —agravado pela indefinição eleitoral e pela paralisação dos caminhoneiros— reduz as expectativas em relação à economia. Para especialistas, sem um retorno da confiança e dos investimentos, será difícil levar o país ao crescimento.
“A falta de investimentos tem acentuado ainda mais nosso atraso tecnológico. E isso agrava o mal crônico da nossa baixa produtividade”, diz Leonardo Mello de Carvalho, pesquisador do Ipea. Veloso, da FGV, ressalta que a baixa eficiência da economia brasileira impede uma expansão vigorosa há décadas. “A produtividade do trabalho tem crescido a uma média anual de 0,5% no Brasil desde a década de 1980. É um resultado muito ruim”, diz. Para ele, a melhora do quadro depende de medidas para reduzir os altos subsídios que ainda prevalecem, aumentar a qualidade da educação, diminuir a burocracia e descomplicar o ambiente de negócios. “Sem passos nessa direção, será difícil voltarmos a crescer”, afirma.
BN

União dos Caminhoneiros diz que fará paralisação depois do feriado

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Em nota divulgada pela UDC (União dos Caminhoneiros do Brasil), caminhoneiros da entidade afirmam que farão uma mobilização em todo o país após o feriado de 7 de Setembro e por tempo indeterminado.

A UDC  acusa o governo de não ter cumprido o prometido em relação ao preço do diesel, que na última sexta-feira (31) teve reajuste de 13%.

A lei que estabeleceu a nova política de frete prevê revisão dos pisos mínimos caso o combustível tenha oscilação superior a 10%, para acomodar o aumento de custos dos caminhoneiros.

A entidade reclama da falta de fiscalização nas estradas pela ANTT. A UDC pede mais fiscais e postos de fiscalização que obriguem às transportadoras a cumprirem a tabela mínima do frete.

“Pedimos imediatamente as seguintes providências afim de que a população brasileira não sofra os danos de uma nova paralisação”, afirma a nota.

Os caminhoneiros da UDC também reclamam da atuação da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e pedem a dissolução da diretoria da entidade.

A possibilidade de uma manifestação perto das eleições, no entanto, já era ventilada dias após a paralisação de onze dias em maio, como forma de pressão política.

De acordo com caminhoneiros ouvidos pela reportagem, se a ANTT não se posicionar até o dia 7 ou  8 de setembro, é grande o risco de haver novas paralisações.

Nesta sexta-feira (31), a Abcam, entidade que reúne os motoristas autônomos, afirmou que pretende se reunir com o governo para discutir o tema e que “fará o possível para evitar nova paralisação” da categoria.

Durante esta sexta, circularam em aplicativos de trocas de mensagens áudios, cuja autenticidade não foi comprovada, convocando para paralisação a partir da madrugada de segunda (3).

A Abcam confirma ter detectado focos de insatisfação por aplicativos de trocas de mensagem, mas diz ainda não ver mobilização suficiente para nova paralisação.

Na primeira paralisação, que teve liderança dispersa, as redes sociais foram importante instrumento de mobilização.

“A associação, que sempre acreditou no diálogo, fará o possível para evitar uma nova paralisação”, disse a Abcam, em nota divulgada nesta sexta-feira.

Em vídeo, uma das lideranças de maio, o caminhoneiro autônomo Wallace Landim, conhecido como Chorão, convoca a categoria para ir a Brasília cobrar a ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) reajuste na tabela do frete.

“A ANTT tem a obrigação de soltar um novo piso, que está na lei”, continua, marcando a manifestação para o dia 12 de setembro e ameaçando com paralisação caso o pleito não seja atendido.

De acordo com a Petrobras, o aumento médio no país será de 13%. Considerando que o combustível representa 55% do preço final, o repasse às bombas deve girar em torno de 7%, caso não haja aumento de impostos e margens.

Será a primeira alta expressiva no preço final desde o início do programa de subvenção, resultado da alta do dólar e das cotações internacionais.

O aumento desta sexta ocorre sem que o preço de bomba tenha caído os R$ 0,46 por litro prometidos pelo governo –R$ 0,30 de subsidio mais R$ 0,16 de cortes de impostos.

Entre a primeira semana de greve, em maio, e a semana passada, a queda foi de R$ 0,41 por litro, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

O secretário executivo do MME (Ministério de Minas e Energia), Márcio Félix, negou nesta sexta, porém, possibilidade de aumento do subsídio para cobrir os efeitos da alta do dólar.

“Não há espaço no orçamento da União para colocar mais do que os R$ 9,5 bilhões que foram colocados no programa de subvenção”, disse ele, em entrevista após leilão de contratos de petróleo do pré-sal.

“Estamos vivendo um momento delicado no mundo, não só no Brasil. O câmbio está muito apreciado e o preço do petróleo também subiu”, argumentou Felix. “O que foi prometido pelo governo, o governo cumpriu.”

Pelos próximos 30 dias, o preço médio do diesel vendido pela Petrobras sobe para a R$ 2,2964 por litro, apenas R$ 0,0752 abaixo do recorde atingido no dia 23 de maio, ainda no início dos protestos dos caminhoneiros

O reajuste autorizado pela ANP no preço de venda nas refinarias varia por região: será maior na região Centro-Oeste (14,4%) e menor na Sudeste (10,5%).

Além do repasse da alta do dólar, o novo valor considera ressarcimento às empresas pelo período em que o desconto não foi suficiente para cobrir a diferença entre o preço tabelado pelo governo e as cotações internacionais.

Desde o dia 23, o desconto de R$ 0,30 vinha sendo insuficiente -na quinta, a diferença superou R$ 0,50 por litro. Nesta sexta, com a adoção dos novos preços, volta a R$ 0,30 por litro.

MARGENS

O reajuste foi definido com base em nova fórmula elaborada pela ANP, que considera os custos para trazer o produto ao país, conceito conhecido como paridade de importação. Embora tenha absorvido sugestões do mercado, a fórmula foi alvo de críticas das empresas do setor.

Em evento no Rio nesta sexta, o gerente executivo de Marketing e Comercialização da Petrobras, Guilherme França, disse que o preço novo aperta as margens de lucro, mas não inviabiliza importações.

“A gente entende que ela [a paridade de importações] está um pouco pior, um pouco mais restritiva do que a que vigorou [nas primeiras fases do programa]. Mas, no imite, em alguns pontos, a gente acha que ainda dá para fazer a importação”, disse ele.

A expectativa do mercado é que as importações por empresas privadas, que inundaram o mercado na virada do ano mas se retraíram após o início do programa de subvenção, permaneçam tímidas.

“A fórmula como está é terrível e compromete investimentos”, afirmou no evento Ricardo Musa, vice-presidente de Transporte, Distribuição e Trading da Raízen, que opera com a marca Shell.

Agência Brasil

Dona de casa que estava desaparecida por mais de 24 horas é liberada pelos criminosos

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A dona de casa Ariane Bianca Ferrari, 38 anos, que estava desaparecida desde o início da tarde de ontem (30), chegou em sua residência por volta das 18 horas de hoje.

Segundo familiares que falaram ao PNB, ela foi deixada próximo ao hospital em Petrolina, pegou um mototáxi até sua casa e assim que chegou foi para a delegacia de polícia prestar depoimento.

Familiares também informaram que Bianca está machucada, em decorrência de uma queda, e em estado de choque. Ela ainda não deu detalhes do rapto, mas adiantou que foi levada por alguns homens que estavam em um carro para onde a dona de casa foi arrastada. Ela também contou que teve os olhos vendados, durante o tempo em que ficou com os criminosos e que eles a agrediram com xingamentos.

Entenda o caso

Biana desapareceu após sair de sua residência na rua do Japão, bairro Maria Goreti, em Juazeiro, por volta das 14 horas de ontem (30) para pagar uma conta no centro bancário da cidade. Ela levava uma quantia de dinheiro para pagamento do IPTU.

Durante a noite, ainda de acordo com familiares, foram feitas duas ligações estranhas para a casa de Ariane, mas nenhuma comunicação foi estabelecida. ” Foi uma ligação confusa. Havia muito barulho”, contou o familiar.

Hoje pela manhã, uma pessoa amiga que estava na casa de Ariane, atendeu a uma ligação dizendo que ela seria solta hoje a tarde. A voz seria a da dona de casa, como informou o familiar.

Não foi feito nenhum pedido de resgate.

A Polícia está investigando o caso.

Da Redação

Sobradinho: Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social e SENAC promovem cursos para beneficiários do CadUnico

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A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, Sala do Empreendedor, em parceria com o SENAC – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial abriu inscrições para cursos gratuitos destinados as pessoas cadastradas no CadUnico ou nos programas sociais.

Estão sendo ofertados os seguintes cursos:

– Salgados Comerciais

– Preparo de massas

– Mini bolos e bem casados

– Doces finos

– Pintura em tecido

-Auto-Maquiagem

As inscrições podem ser feitas no CEBEC até o dia 04 de setembro das 08 às 17 horas e as vagas são limitadas. É necessário a apresentação das cópias do RG, CPF, comprovante de residência e número do NIS. Ao final do curso serão entregues certificados aos participantes.

Ascom PMS