Preto no Branco

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Brasil está entre os quatro líderes globais em homicídios de ativistas

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Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo mostra que o Brasil está entre os quatro mais perigosos do mundo para defensores dos direitos humanos. Segundo a Anistia Internacional, o país está entre os que mais matam ativistas, ao lado da Colômbia, Filipinas e México.

De acordo com a Comissão Interamericana, três a cada quatro assassinatos de defensores de direitos humanos no mundo aconteceram na América Latina em 2016, concentrados no Brasil e na Colômbia. Naquele ano, 66 defensores foram assassinados por aqui. Em 2015, foram 56.

“Há um aumento evidente da violência contra quem luta por direitos no país, apesar da subnotificação desses casos”, avalia a advogada Layza Queiróz Santos, que integra o comitê.

Folhapress

Sobradinho: “Papo, Mulher e Música”, reuniu mulheres e suas histórias de luta e superação

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“Papo, Mulher e Música”, um momento de reflexão e troca de experiências reuniu mulheres de Sobradinho e convidadas que integram o movimento feministas da região.

A arquibancada das quadras poliesportivas ficaram lotadas por um público que prestigiou o evento, em homenagem as mulheres promovido pela Prefeitura de Sobradinho e que propôs uma roda de conversas, onde as mulheres compartilharam suas histórias de vida e socializaram informações importantes sobre a Lei Maria da Penha, Violência Doméstica e igualdade de gêneros.

Mulheres de idades, profissões, religiões e classes sociais diferentes, dividiram a mesma “dor e delícia de ser mulher”, contando suas histórias de vida e o processo de superação.

Entre as convidadas da roda de conversa, mediada pela jornalista Sibelle Fonseca, assessora de comunicação da gestão municipal, estavam Célia Regina Carvalho, ativista do Movimento de Mulheres e assessora de políticas de públicas da Prefeitura de Juazeiro; Rosineide Motta, Delegada da Mulher; Neide poetisa, pedreira, carpinteira, marceneira e poetisa, vítima de violência doméstica; Luana Rodrigues, Diretora de Diversidade do Município da Secretaria de Assistência, Mulher e Diversidade de Juazeiro, Secretária Geral da Unegro e membra da Direção Estadual da União Brasileira das Mulheres; Emanuela Fonseca, Assistente Social; Isabel Coelho, vereadora em Sobradinho; Socorro Oliveira, empresária; Elizinda de Sena, representando os movimentos sociais do município; Rosália Bitencourt, costureira; Dona Severina Maria dos Santos, aposentada, do grupo da Terceira Idade de Sobradinho; Mariazinha de Souza, agente comunitária de saúde; Aimy Sandriny de Macedo, advogada da Assistência Social; Lucia Helena de Miranda, Assistente Social; Maria Aparecida Luna, professora da rede municipal; Maria de Lurdes da Conceição, cantora e compositora e Verônica Maria de Carvalho, poetisa de Sobradinho.

A Secretária de Saúde do município, Maysa Sanjuan, abriu o evento dando as boas-vindas as mulheres e destacando o papel da mulher como “ser plural e singular” e sua função na vida em sociedade.

A cantora Ana Costa descontraiu a noite, fazendo um pocket-show e mostrando a representação feminina também na música.

“Sobradinho está de parabéns pela realização deste evento que de forma leve e descontraída, promoveu um encontro de histórias de mulheres com vivências diferentes e de diferentes gerações, mas que compartilham os mesmos desafios cotidianos. Saímos daqui mais fortalecidas e convictas do nosso papel na família e na sociedade”, destacou  Luana Rodrigues.

” Precisamos de mais momentos assim para conscientizar as mulheres e também aos homens sobre princípios como respeito, igualdade e cultura da paz. Precisamos unir forças contra a violência doméstica e denunciar, para superarmos esta chaga da sociedade”, disse a Delegada Rosineide Mota.

Os vários depoimentos revelaram a força e a capacidade de superação da mulher e isso ficou muito claro quando Dona Rosália revelou: “Criei meus filhos sozinha, na máquina de costura, e hoje todos são formados e me dão muito orgulho. Não foi fácil, mas eu consegui com muita dignidade e todas podem conseguir também e vencer”, concluiu

Ascom PMS

#MariellePresente: Entidades sociais do São Francisco realizam ato de protesto ao assassinato da ativista carioca

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Aconteceu ontem (17) no centro de Petrolina um ato de protesto ao assassinato da Vereadora Marielle Franco, executada na última quarta-feira (14) no Rio de Janeiro.

O ato, organizado por entidades ligadas ao movimento de mulheres da região e pela Associação Sertão LGBT do Vale, reuniu dezenas de mulheres indignadas com a covardia e brutalidade que calou a voz da ativista que lutava pelas causas sociais e Direitos Humanos.

“Vamos lá, mulhereda, pra rua. Rompendo a velha estrutura, pois queremos libertação. Marielle foi assassinada por defender um projeto, porque defendia o povo, porque defendia os direitos lgbt’s, porque defendia a luta da população negra e negros, por isso ela foi assassinada. Por isso também que seu legado, que sua luta, estão hoje aqui na rua, esta aqui em nós, em cada um de nós. Seu legado vive e ela vive nos nossos sonhos, ela vive na nossa luta,” declarou Jessica Albuquerque, do Levante Popular da Juventude.

Foram muitas as falas que relembraram a luta da ativista e que pediram justiça para a execução política que chocou o mundo. Foram muitas também as declarações de que a voz de Marielle continuará viva em cada ativista, em cada militante que defende as minorias e as causas sociais.

“É a continuidade da luta, de Juazeiro e Petrolina. Petrolina está no sexto lugar de cidades que mais matam mulheres. Vamos lutar pelo fim da violência contra as mulheres, pelo fim de qualquer violência,” desabafou Nathália Neres.

Da Redação  Fotos: Nilton Almeida/ Sertão LGBT do Vale

Bahia joga mal, passa sufoco e empata sem gols com a Juazeirense

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Um um jogo recheado de erros e bastante equilibrado, Bahia e Juazeirense ficaram no 0 a 0, na noite deste sábado (21), no Adauto Moraes, em Juazeiro. O Esquadrão mostrou certa superioridade durante a primeira etapa, mas não conseguiu transformar a “pressão” em gol. Já no segundo tempo, o Cancão de Fogo voltou melhor e ameaçou o time da capital em algumas situações, porém, não foi o suficiente para balançar as redes.

O próximo jogo do Tricolor será na terça-feira (20), às 21h45, contra o Altos-PI, na Arena Fonte Nova, pela Copa do Nordeste Copa do Nordeste. Pelo Baianão, o Esquadrão volta a enfrentar a Juazeirense no Domingo (25), às 16h, também na Arena, válido pelo jogo de volta da semifinal da competição.

O JOGO

Logo aos 6 minutos, o Bahia quase abre o placar em Juazeiro. Léo chegou pela esquerda, tocou para dentro da área, mas Kayke não aproveita o lance. Na sobra, Vinícius dominou na perna direita e solta uma bomba! Júnior Gaúcho, quase em cima da linha, afastou o perigo.

Aos 22, Kayke invadiu a pequena área, tentou a cavadinha, mas Tigre fez bela defesa.

Em seguida, foi à vez do Cancão de Fogo assustar. Salatiel pegou sobra de bola na grande área, bateu rasteiro e obrigou Douglas fazer grande defesa.

Aos 37, Eron ajeitou na entrada da grande área, bateu de chapa, mas o arqueiro Tricolor fez grande defesa.

O primeiro lance de perdido da segunda etapa aconteceu só aos 17 minutos. Edigar Junio dominou na entrada da área, cruzou perfeitamente para Kayke e atacante o mandou para os fundos das redes, porém, o bandeirinha já havia marcado impedimento.

FICHA TÉCNICA

Juazeirense x Bahia – Semifinal do Campeonato Baiano de 2018 (Jogo de ida)
Data e horário: Sábado, 17/03, às 18h30
Local: Adauto Moraes – Juazeiro
Árbitro: Emerson Ricardo de Almeida Andrade
Auxiliares: Elicarlos Franco de Oliveira e Paulo de Tarso Bregalda Gussen
Cartões amarelos: Capone, Deca (JUA); Vinívius, Grégore, Léo (BAH)

Escalação Juazeirense:
Tigre; Capone, Alyson (Emílio), Eron e Deca; Vaguinho e Junior Gaúcho; Jussimar, Bruno e Rayllan; Salatiel. Técnico: Luiz Antônio Zaluar

Escalação Bahia:
Douglas; Nino, Lucas Fonseca, Tiago e Léo; Grégore; Vinícius, Zé Rafael, Marco Antônio (Elton), e Edigar Junio; Kayke. Técnico: Guto Ferreira.

BN

Após reivindicação da UPB, governo dobra valor do transporte escolar

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Após a queixa feita pelo presidente da UPB, Eures Ribeiro, o governador Rui Costa enviou o secretário da Educação, Walter Pinheiro, ao Encontro de Prefeitos, na manhã deste sábado (17) para anunciar o acréscimo de 100% no valor repassado aos municípios para o custeio do Programa Estadual do Transporte Escolar (PETE/BA). Na Bahia, cerca de 400 municípios têm o serviço pactuado com o governo estadual.

A notícia foi comemorada pelos prefeitos. “Queremos agradecer ao governador e ao secretário Pinheiro. Os municípios praticamente pagavam para transportar os alunos da rede estadual de ensino, porque o valor era muito pequeno. Com essa correção, com certeza, vai dar para a gente fazer com tranquilidade”, destacou o presidente da UPB, Eures Ribeiro, que há três meses negocia com o governo a ampliação do repasse.

De acordo com Pinheiro, “o governador pediu que fizéssemos as contas e visse a possibilidade de aportar um recurso a mais para ajudar os municípios. Portanto, do valor que nós pagamos em 2017, em 2018 será com 100% de acréscimo”, afirmou.

Na mensagem direcionada aos prefeitos, o secretário listou ainda uma série ações direcionadas à educação nos municípios, a exemplo da mudança pedagógica que ofertará em todos os municípios do estado “cursos de educação profissional, cursos de curta duração e que tenham sintonia territorial com a realidade dos alunos”.

Além disso, Walter Pinheiro relatou o desafio do governo em ampliar a rede de internet oferecida nas escolas do interior e revelou que Rui Costa acaba de autorizar a abertura de negociação com operadoras de celular para ampliar a cobertura de telefonia nos municípios, chegando a 100% da cobertura.

Ascom UPB

SEDUC realiza Seminário de Educação Infantil em Juazeiro

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A Secretaria de Educação e Juventude – SEDUC realiza na próxima segunda-feira (19), o Seminário de Educação Infantil, às 19h, no espaço Multieventos da Univasf, em Juazeiro.

Com o tema, ‘Critérios de Qualidade: o Direito de Aprender e se Desenvolver’, o evento vai reunir gestores, coordenadores pedagógicos e professores para discutir sobre a primeira infância, a partir da reflexão do conceito de criança, da ideia de infância como processo social, histórico e cultural.

De acordo com a assessora de Educação Infantil da SEDUC, Miranery Amorim o evento vai abordar entre outros assuntos, o documento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que norteará o trabalho em todos os contextos educacionais, voltados para a etapa da Educação Infantil. “O Seminário busca promover o fortalecimento da educação para melhoria do atendimento da educação infantil, além de proporcionar uma forma reflexiva para os gestores, coordenadores e professores que atuam no município, e que devem cumprir metas propostas nos Planos Municipais de Educação e Nacional”, explicou Miranery.

Nos últimos 9 anos, a Gestão Municipal, construiu 22 novas creches (EMEIs), na sede e no interior do município, atendendo crianças de 0 a 5 anos, e triplicando o número de vagas para a Educação Infantil, na Rede Municipal de Ensino. Em 2017 o Governo inaugurou duas EMEIs, a Aprígio Duarte (Residencial Itaberaba) e a Beatriz Mota (Bairro São Geraldo), além de reestruturar o Projeto Musicalização, com a entrega de bandinhas rítmicas, que fortalece o trabalho com a música na Educação Infantil, beneficiando 8.388 alunos.

Por Emanuelle Lustosa/SEDUC

Usar as redes sociais no trabalho. Pode? Por Fernando Elias José

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Internet no computador, no celular, no notebook, no tablet… Cada vez mais pessoas estão conectadas durante 24 horas, não importa o lugar onde estejam. E as redes sociais têm ocupado bastante espaço em nosso tempo de navegação: segundo a comScore, empresa norte-americana de análise da internet, o Brasil é o 5º país que mais acessa as redes no mundo. De acordo com o Facebook, 13 milhões de brasileiros já usam a rede, um crescimento de 119% nos últimos seis meses. Mas será que tanta interação pode atrapalhar os estudos e a carreira?

É inegável o uso cada vez mais significativo das mídias sociais para o compartilhamento de informações e para a obtenção de valiosos dados na esfera profissional. Além disso, fazer parte das redes pode ser um fator determinante na contratação ou até na demissão de um funcionário. Contudo, o uso exagerado, principalmente na escola, no cursinho e no ambiente de trabalho, pode atrapalhar a produtividade.

Quando um paciente relata que tem dificuldade em se desligar da rede, inclusive no trabalho, avaliamos juntos se há uma conexão psicológica com o fato. Hoje em dia já consideramos a compulsão pela internet como uma patologia, mas existem alguns critérios que são examinados antes do diagnóstico. O psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, referência na área e coautor do livro “Dependência de Internet – Manual e guia de avaliação e tratamento”, coordena o programa Dependentes de Internet, do Hospital das Clínicas (SP). Ele trabalha com a estimativa de que 10% dos usuários acabam se tornando dependentes. No site do programa, é possível fazer um teste para detectar quem sofre do problema.

Como na maior parte das vezes, o bom senso deve prevalecer – passar mais de 30 minutos do expediente interagindo nas redes sociais prejudica a produtividade, principalmente no que diz respeito ao cumprimento do horário de trabalho e aos prazos estabelecidos para a entrega de tarefas. E, se você está à procura de um emprego, saiba que muitas empresas pesquisam o nome do candidato nas redes sociais para observar de que forma ele se comunica, quais as suas opiniões e interesses, e verificar se há compatibilidade com o perfil da empresa. Última dica: interagir mais virtualmente do que pessoalmente não é saudável. O contato interpessoal será sempre necessário, independente do uso da internet. Por isso, procure alimentar a sua relação com os colegas de trabalho e faça disso uma atividade quase que obrigatória em seu dia a dia.

Fernando Elias é mestre em psicologia pela PUCRS e há mais de 20 anos dedica-se a pesquisa em Ciências Cognitivas direcionada à preparação emocional de candidatos para provas, vestibulares e concursos.

Daniel Romão/Assessor de imprensa

Assassinatos de presos levam medo a detentos da Lava Jato

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A a última segunda-feira (12), o preso Marcelo Munhoz enrolou um lençol como uma corda e envolveu o pescoço de Jean Rodrigues Ferreira, de 22 anos. Sufocou o colega até ele cair morto. O caso ocorreu na cela 403 da quarta galeria do Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR).

A causa do crime foi a insatisfação dos detentos com a presença naquele pavilhão de alguém apontado como estuprador de crianças. No dia seguinte, houve outro crime na mesma penitenciária. João Pedro Valero, de 53 anos, foi atacado com uma navalha pelos colegas da quarta galeria. O motivo foi um comentário impertinente de Valero sobre as mulheres que dançam funk. Havia ali quem é casado com uma funkeira. Valero morreu após o ataque. Os dois crimes ocorreram a cerca de cem metros do prédio onde ficam os presos da Lava Jato, no mesmo complexo penal, levando preocupação a seus advogados e parentes.

Estão no momento no presídio o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB), o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ), o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-senador Gim Argello (PTB-DF). Caso seja preso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá engrossar a lista de detentos famosos do local.

Os presos da Lava Jato tiveram conhecimento sobre as mortes e estão apreensivos, segundo pessoas que têm contato com eles. O Depen (Departamento Penitenciário) do Paraná garante que não há riscos para os condenados pelo juiz federal Sergio Moro. “Não há contato entre presos de galerias distintas”, diz nota do departamento.

PROBLEMAS
Com cerca de 700 presos, o CMP não tem problemas sérios de superlotação, uma vez que a capacidade é para 659 detentos. Mas há presos em situação irregular.

Ferreira, o morto por sufocamento, estava preso no interior paranaense, em São João do Ivaí, e veio para o CMP porque sua condenação previa medida de segurança, uma modalidade de reclusão para pessoas com problemas mentais que necessitam de tratamento psiquiátricos.

Ele não deveria estar em contato com presos comuns. No CMP, deveria estar na galeria 1 ou 2, onde ficam presos na sua situação.

Antes das mortes nessa semana, o último assassinato no complexo havia ocorrido em maio de 2017. Um homem de 19 anos foi morto dentro da sua cela, por um preso com quem ele dividia o local.

Recentemente, os agentes penitenciários do local passaram a adotar novas medidas de segurança.

Um procedimento novo é prender os presos pelos tornozelos com uma algema chamada de marca passo, quando os escoltam para uma sala de fisioterapia e atendimento com dentista que fica dentro do complexo, distante poucos metros da galeria em que vivem.

Segundo a Folha apurou, Cabral e Cunha foram alguns desses presos que protestaram contra as algemas.

As mortes do início da semana também repercutiram entre agentes penitenciários, que relataram em grupos de aplicativos de mensagens que estaria aumentando a insegurança dentro do Complexo Médico Penal.

OUTRO LADO
O Depen (Departamento Penitenciário) do governo do Paraná disse, em nota, que “a motivação das mortes está sendo apurada por inquéritos policiais, junto à Polícia Civil, assim como, procedimentos administrativos junto à corregedoria. Não há contato entre presos de galerias distintas”.

Folhapress

Articulação semiárido brasileiro enfrenta dificuldades com redução de recursos para captação de água de chuva

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O coordenador nacional da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Naidison Quintella, afirmou hoje que o Programa Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e outras Tecnologias Sociais (Programa Cisternas), financiado pelo governo federal desde 2003, teve seu orçamento reduzido em cerca de R$ 475 milhões nos últimos anos.

Segundo ele, a iniciativa, que  tinha um aporte de aproximadamente R$ 500 milhões em 2015 e dispõe, atualmente, de um orçamento de apenas R$ 24 milhões. “E, no ritmo em que estamos caminhando, a redução no orçamento do Programa Cisternas deve ir para o zero,”, declarou Quintella.

O Programa Cisternas no ano passado ficou em segundo lugar na 10ª edição do Prêmio Internacional de Política para o Futuro (Future Policy Award, em inglês, promovido pela organização alemã World Future Council, em parceria com a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos das Secas),

A ASA é uma rede formada por mais de três mil organizações civis de distintas naturezas – sindicatos rurais, associações de agricultores, cooperativas, ONGs, Oscips, etc. – que defende um projeto de convivência com o semiárido. E o Consea é um órgão que assessora a Presidência da República e é parte do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), tendo dois terços de representantes oriundos da sociedade civil e um terço de representantes governamentais.

“Observando que o semiárido foi redimensionado – no final do ano passado, ele aumentou -, temos 1 milhão a mais de famílias na região. Antes, falávamos de 340 mil famílias [sem água para consumo próprio]. Agora são 550 mil famílias sem água para beber. Não estamos falando nem de água para o cultivo,” pontuou Quintella.

A ASA atua em dez estados (Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão) na luta pelos direitos da população local e pela  convivência com a estiagem.

O coordenador nacional da ASA chamou a atenção ainda para o fato que grande parte da terra dos pequenos agricultores da região não tem tamanho suficiente para o plantio e processos extrativistas. “A terra é mais simbólica do que real. E não dá para ter uma perspectiva de justiça e segurança alimentar”, declarou.

Quintella ressaltou ainda que a dimensão dos terrenos é, inclusive, considerada inadequada para receber tecnologias de captação de água. Para ele, os interesses da indústria frequentemente desbancam os das comunidades, no veio da mercantilização de recursos hídricos. ”

Ascom Asa Bahia