Preto no Branco

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Juazeiro: Jovem é assassinado no Distrito de Maniçoba

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Um jovem foi assassinado  na sede do Distrito de Maniçoba, em Juazeiro. O crime ocorreu na noite dessa sexta-feira (13) e é o quinto homicídio registrado esse ano.

Segundo informações, dois homens dispararam vários tiros contra a vítima que faleceu no local. O corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML).

O Departamento de Homicídios e Proteção às Pessoas (DHPP) já estão investigando o crime.

Surto de febre amarela faz Sesab recomendar vacinação em 45 municípios da Bahia

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A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) emitiu, através da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, uma nota informativa sobre o risco de ocorrência de febre amarela no estado. Após seis casos de epizootia (transmissão agente patogênico entre animais hospedeiros) em macacos no município de Coribe, no Oeste da Bahia, por prevenção, a Sesab recomendou a imunização de 100% da população de 45 cidades baianas.

O cuidado foi redobrado após a confirmação de um óbito em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, e dos recentes casos suspeitos em Minas Gerais. De acordo com Maria Aparecida de Araújo, diretora de Vigilância Epidemiológica da Sesab, o registro de morte dos primatas é um alerta para a possível circulação do vírus causador da doença em áreas silvestres.

“O estado sempre monitora a ocorrência de epizootias na região Oeste da Bahia. Como o vírus da febre amarela circula no meio silvestre, não podemos controlar. Se um macaco é acometido pelo vírus, ele morre. Quando isso acontece, ficamos em alerta”, explicou a diretora. Ainda segundo ela, o estado também monitora o mosquito vetor da doença, o Haemagogus.

Maria Aparecida acrescenta que, ao saber do surto, o órgão alertou os profissionais municipais das cidades baianas que fazem fronteira com estados como Minas Gerais e Goiás, para ficarem atentos quanto a pessoas com sinais de febre e icterícia, suspeitando daqueles que vierem de locais onde há casos.

Municípios

Conforme a nota emitida, a recomendação é de imunização de 100% da população dos municípios de Angical, Baianópolis, Barra, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Brejolândia, Buritirama, Campo Alegre de Lourdes, Canápolis, Carinhanha, Casa Nova, Catolândia, Cocos, Coribe, Correntina, Cotegipe, Cristópolis, Feira da Mata, Formosa do Rio Preto, Ibotirama, Itaguaçu da Bahia, Iuiú, Jaborandi, Luiz Eduardo Magalhães, Malhada, Mansidão, Morpará, Muquém de São Francisco, Paratinga, Pilão Arcado, Remanso, Riachão das Neves, Santa Maria da Vitória, Santa Rita de Cássia, Santana, São Desidério, São Félix do Coribe, Sento Sé, Serra do Ramalho, Serra Dourada, Sítio do Mato, Sobradinho, Tabocas do Brejo Velho, Wanderley, Xique-Xique.

Na nota também consta que todos os municípios da Bahia estão abastecidos com a vacina contra a febre amarela. Nas demais áreas do estado, não há indicação de cobertura completa de vacinação. Nos outros locais, serão priorizadas apenas crianças a partir de nove meses e pessoas que irão viajar para as áreas consideradas de risco. Não é recomendada a imunização de lactantes.

Febre Amarela

Segundo a Sesab, a Febre Amarela Urbana (FAU) não ocorria no país desde 1942. Ela é uma doença de grande gravidade clínica e alto potencial de disseminação. Os principais vetores dela são os mosquitos Haemagogus e Sabethes, de hábitos silvestres. O ser humano pode contrair a febre após ser picado por um desses vetores infectados. As pessoas infectadas podem servir de reservatório e passar o vírus para o mosquito Aedes Aegypti, considerado o principal vetor nas áreas urbanas.

Em contato com o Blog o Coordenador Regional de Saúde para o Norte da Bahia Pedro Alcântara de Souza informa que todas as providências nescessárias estão sendo adotadas para evitar qualquer relato nos municípios da sua jurisdição.

Correio da Bahia

Justiça reconhece licenciamento ambiental para atividades agrossilvopastoris pelo Governo do Estado

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A Justiça Federal reconheceu o procedimento especial de licenciamento ambiental, instituído pelo Governo do Estado da Bahia através do Decreto nº16.963, de 17 de agosto de 2016, que garantiu procedimento especial de licenciamento ambiental para as atividades de plantio, agricultura, criação de animais de forma extensiva e plantio de florestas.

A decisão da juíza federal Rosana Noya Kaufmann derruba uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) – que questionava a modalidade de Licenciamento Ambiental especial, instituído pelo Governo do Estado da Bahia.

“A sentença judicial esclarece a questão e traz segurança jurídica para a população. O decreto estadual garante agilidade sem nenhum prejuízo ao meio ambiente”, afirmou Eugênio Spengler, secretário de meio ambiente da Bahia.

Na decisão a Justiça reconheceu o procedimento de licenciamento ambiental do Estado da Bahia, pioneira no país. De acordo com a magistrada, “a superveniência do Decreto estadual nº nº16.963/2016, alterando o Decreto nº 14.024/2012, do Estado da Bahia, modificou o quadro fático-jurídico […] esse novo decreto acima transcrito restabelece a relevância jurídica da proteção e redução de danos ao meio ambiente”.

A autorização por procedimento especial de licenciamento, somente será possível quando o proprietário ou empresa de área de agricultura ou pecuária extensiva atender os requisitos relacionados: 1. comprovação da regularidade das áreas de preservação permanente e reserva legal; 2. cadastramento no Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais, (CEFIR); 3. a comprovação de concessão de autorização de supressão de vegetação nativa, quando couber; 4. a comprovação da concessão de outorga de direito de uso dos recursos hídricos, quando couber; 5. declaração de correta utilização de agrotóxicos e destinação adequada das respectivas embalagens e demais resíduos agrossilvopastoris; 6. declaração de práticas de conservação do solo, água e biota; 7. declaração de não introdução de espécies geneticamente modificadas previamente identificadas pelo CTNBio como classe de Risco 4, potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente;

A Bahia possui mais de 750 mil propriedades rurais, pelo menos 500 mil tem uma atividade em desenvolvimento. “O reconhecimento da Justiça Federal garante a continuidade das atividades econômicas, e por outro lado, o Estado através da Sema e Inema garantem a qualidade e segurança ambiental através das ações de monitoramento”, acrescentou Spengler.

Fonte: Ascom/ Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema)

Especial: “Nossos filhos não são aberrações”, diz mãe militante da causa LGBTT

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Magnólia Marins
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Tatiana e Itaberli Lozano

Tatiana Lozano Pereira , uma mãe de 32 anos, gerente de supermercado em Cravinhos, no interior de São Paulo, matou o próprio filho, Itaberli Lozano Rosa, de 17 anos a facadas. Ela confessou o crime.

Para assassinar o filho Tatiana contou com a ajuda do companheiro, o padrasto de Itaberli, que levou o corpo até um canavial e depois colocou fogo no local. À Polícia Civil, Tatiana Lozano Pereira afirmou que o filho tinha envolvimento com drogas e teria ameaçado a ela e ao padrasto, Alex Pereira, bem como ao filho de quatro anos do casal.

Mas esta versão é negada por familiares que sustentam que o crime bárbaro foi motivado pela homofobia. Eles afirmam que a mãe não aceitava a orientação sexual do filho. “A família desconfiava, alguns sabiam mesmo, mas ela nunca aceitou. Ele tinha emprego, era muito educado, nunca brigou com ninguém. Só tinha problemas com a mãe, que não aceitava que ele era homossexual”, disse à polícia um tio do garoto.

Tatiana e o companheiro estão presos e foram indiciados por homicídio doloso, quando há intenção de matar, duplamente qualificado, por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima, além de ocultação de cadáver. Se condenados, estão sujeitos a uma pena que pode chegar a 33 anos de prisão.

Itaberli, morava com a avó paterna e foi morto em 29 de dezembro durante uma visita que fez à mãe. O corpo dele foi encontrado pela polícia no último sábado (7), dois dias antes da avô do adolescente registrar um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento. Segundo a Polícia Civil, ela confessou o crime na quarta-feira (11). Esta história trágica chocou o país e foi assunto na imprensa e redes sociais.

Magnólia Marins

O Portal Preto No Branco ouviu uma mãe que diz “ter o privilégio de ter um filho gay”. Ela mora em Petrolina (PE) e luta contra a homofobia “Sou Magnólia Marins e tenho muito orgulho de ter um filho gay. Para mim é uma benção, um privilégio de Deus ter me escolhido para ser essa mãe. E é isso que tento passar para todas as mães com as quais converso. Não é um defeito nosso. Nossos filhos não são aberrações. Eles são frutos de muito amor, carinho e respeito. Este fato que ganhou repercussão internacional é incabível e deve servir para acordarmos e enfrentarmos a crueldade que a sociedade e as famílias praticam, todos os dias, com os homossexuais” , declarou Magnólia.

Magnólia Marins é Presidenta da primeira associação legalizada de Petrolina: ADPE – Associação da Diversidade de Petrolina ” Sou mãe de um deles e sou militante na causa LGBT. No dia do fato, eu fiquei muito chocada com a notícia. Porque uma mãe que gera um filho durante nove meses, o alimenta com o seu sangue e, por algum motivo, seja por preconceito, seja por falta de amor, seja porque ela está em outro relacionamento, coloca ele a cima do amor pelo seu filho e comete um ato tão cruel quanto esse? De torturar seu filho, matá-lo de forma tão cruel ? Isso é triste, mas é a nossa realidade”, indagou Magnólia.

Magnólia Marins é uma mãe que abraçou a luta contra a homofobia e a transfobia. ” Venho nessa militância desde 2008 e já temos colocando na cidade de Petrolina algumas ações. Desfilamos no 21 de setembro com a associação sertão, onde a sociedade foi despertada a perceber que a comunidade LGBT merece respeito e visibilidade. Trazer os pais e as mães para nossa luta é complicado. Nós vemos aqui em Petrolina e Juazeiro vários casos como esse. Recebo relato todos os dias de homossexuais que falam de suas relações com a família. Muitos que querem se suicidar, sair de casa e pedem um apoio. O nosso trabalho é conscientiza-los sobre a necessidade de se integrarem a sociedade, de se auto-identificarem como homossexuais e conversarem com suas famílias”, relata a mãe.

Magnólia é quase sozinha nesta luta e, ainda assim tenta também sensibilizar as famílias que não aceitam a orientação sexual dos filhos “Eu vou conversar com as famílias quando nos dão essa abertura, mas a intolerância e o preconceito são muito grandes. Eu digo sempre que o preconceito parte da necessidade que muitos têm de dar satisfação ao vizinho, a sociedade. Até nos culpamos por ter um filho gay, lésbica, trans, travesti. O mais importante é o amor e a gente tem que lutar contra o preconceito. Nós é que temos que “sair do armário” realmente e mostrar que temos orgulho dos nossos filhos, que estamos aqui para defendê-los. E esta luta deve ser constante, 24 horas para apoiá-los, para que eles sejam felizes”, conclamou Magnólia.

Mariana Fonseca

Nesta reportagem especial, nós ouvimos também a psicóloga Marina Fonseca, mestranda na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que a pedido da nossa produção, fez uma leitura do caso em questão e nos disse que é impossível apontar uma causa que justifique o crime cometido por uma mãe que assassina o filho, alegando não suportar sua homossexualidade.

“Não existe uma resposta pronta para esse ato. São diversas causas. Não se pode resumir esse ato a uma única causa. Nem julgar o perfil da mãe, de forma isolada e sem contextualizar o seu comportamento com a realidade social. A mulher é cobrada para ser a melhor mãe e corresponder ao padrão social. O filho é cobrado para ser o filho ideal, exercer a sua masculinidade e também corresponder ao padrão social. Afirmar que a mãe tem alguma psicopatologia é analisar a questão de forma superficial e muito rasa. Tudo está inserido em um determinado contexto social que, seguramente, parte também da cultura machista, patriarcal e homofóbica.
E qual a reflexão que a sociedade deve fazer a partir deste caso? A psicóloga responde: É reflexo de uma cultura punitiva, de uma normalidade que é centralizada na figura masculina. Esta mãe foi cobrada para ser “ideal” e ter um filho também cobrado para ser “ideal”. A sociedade deve refletir  sobre a sua implicação nessa violência. O quanto ela produz e reproduz esta violência, cotidianamente. E, claro, pensar sob uma perspectiva de respeito e tolerância às diferenças.
Da Redação Por Sibelle Fonseca

Geddel, Cunha e outros investigados agiam para beneficiar empresas, diz MPF

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A operação que a Polícia Federal deflagrou hoje (13), no Distrito Federal, Bahia, Paraná e São Paulo para investigar um suposto esquema de fraudes na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013, teve origem na obtenção de informações extraídas de um aparelho celular apreendido em 2015, do ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Ao pedir à Justiça Federal autorização para a PF cumprir sete mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais das quatro unidades da federação, o Ministério Público Federal (MPF) citou Cunha e o ex-ministro Geddel Vieira Lima como suspeitos de possíveis crimes de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, praticados entre 2011 e 2013. Para o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, Geddel “valeu-se de seu cargo na Caixa para, de forma orquestrada, beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecer informações privilegiadas para outros membros da quadrilha composta, ainda, por Eduardo Cunha” e outros.

Também são representados o ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Ferreira Cleto; o ex-vice-presidente de Gestão de Ativos Marcos Roberto Vasconcelos, exonerado do cargo a pedido em setembro de 2016; o servidor da Caixa, José Henrique Marques da Cruz, que chegou a ocupar a vice-presidência de Varejo e Atendimento do banco, além do fundador da Marfrig Alimentos, Marcos Antonio Molina, e do doleiro Lúcio Bolonha Funaro.

Segundo o MPF, o ex-deputado Eduardo Cunha manipulava a liberação de créditos na Caixa com o envolvimento de Cleto e, possivelmente, do então vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel Vieira, mencionado em diversas mensagens eletrônicas como beneficiários de valores desviados por meio do esquema.

Geddel ocupou a vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa entre março de 2011 e dezembro de 2013. Entre 2007 e 2010, período do segundo governo Lula, Geddel chefiou o Ministério da Integração Nacional. Em maio de 2016, voltou ao Palácio do Planalto como ministro-chefe da secretaria de governo do presidente Michel Temer, deixando o cargo em novembro do mesmo ano, alvo de suspeitas de ter atuado para beneficiar uma construtora na Bahia.

De acordo com o MPF, foi o ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto quem, ao prestar depoimentos à Procuradoria-Geral da República, acusou Eduardo Cunha de ter recebido propina de empresas em troca da liberação de verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS ). A gestão do fundo estava sob a responsabilidade da vice-presidência de Gestão de Ativos, então ocupada por Marcos Roberto Vasconcelos, que foi exonerado do cargo a pedido, em setembro de 2016.

Para o procurador Cordeiro Lopes, os indícios de irregularidades já reunidos apontam que os investigados operaram para fraudar a liberação de créditos da Caixa empregando técnicas semelhantes às usadas para desviar recursos da Petrobras e já reveladas pela Operação Lava Jato. Entre outras acusações, o procurador sustenta que Cunha obtinha empréstimos fraudulentos para empresas participantes do esquema junto à diretoria comandada por Geddel.

Dentre as empresas citadas como beneficiárias do esquema estão o grupo J&F, a BR Vias (pertencente ao Grupo Constantino e alvo da Operação Lava Jato), a Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários, Digibrás, Inepar, Grupo Bertin, entre outras.

“A BR Vias beneficiava-se de sistemática ilícita para obtenção de recursos junto à CEF, contando com a participação ativa do então vice-presidente de Pessoa Jurídica, Geddel Vieira Lima, bem como do ex-deputado federal Eduardo Cunha e de Fábio Cleto e Lúcio Bolonha”, afirma o procurador. Em uma mensagem extraída do telefone apreendido de Cunha, Geddel informa o ex-presidente da Câmara de que há problemas na liberação de créditos para a Oeste Sul.

“Outras mensagens dão testemunho de que, assim como a BR Vias, outras empresas vinculadas à família Constantino negociavam a obtenção de recursos na vice-presidência de Pessoas Jurídicas da CEF”, relata Cordeiro Lopes, mencionando o grupo Marfrig e Seara como beneficiários do esquema.

Diante dos argumentos e elementos apresentados pelo MPF, o juiz federal Allisney de Souza Oliveira autorizou a PF a fazer buscas e apreender documentos em endereços residenciais e comerciais ligados aos investigados e na própria Caixa. Também a pedido do MPF, o magistrado suspendeu o sigilo de todo o processo, inicialmente enviado ao STF, devido ao foro privilegiado de que Geddel e Cunha dispunham no início das investigações e, posteriormente, remetidos para o Tribunal Regional Federal do Distrito Federal.

Procurada, a assessoria do PMDB informou que Geddel ainda não se pronunciou sobre as suspeitas. A reportagem ainda não conseguiu contato com o ex-ministro, com os advogados de Eduardo Cunha e com os demais alvos dos mandados de busca e apreensão.

A Caixa informou que o banco está em contato permanente com as autoridades, prestando irrestrita colaboração com as investigações, procedimento que continuará sendo adotado pela instituição.

“Eu me garanto em ‘meter’ em uma mulher”, diz um dos acusados da tentativa de latrocínio contra uma PM em Juazeiro (BA)

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Está marcada para o dia 9 de fevereiro, no Fórum de Conselheiro Luiz Viana, em Juazeiro (BA) audiência referente ao caso dos dois jovens acusados de assaltar a Policial Militar Sub Tenente Carla Sena, no dia 5 de outubro do ano passado.

José Edson Cardeal Magalhães Carvalho Junior, de 20 anos e Manoel Felipe dos Santos Conceição Junior, de 18 anos, que estão presos no conjunto penitenciário de Juazeiro, respondem por tentativa de latrocínio.

De acordo com os registros policiais, eles atiraram na policial para roubar o veículo no momento em que ela saia de uma agência bancária, próxima ao Hospital Pró Matre da cidade. O crime ocorreu no dia 5 de outubro do ano passado.

A Sub Tenente Carla Sena foi atingida com um tiro na região do braço e passou por uma cirurgia. Numa ação de defesa, a policial atingiu um dos acusados na perna, que teve ferimentos leves.

Os dois jovens pertencem a famílias de classe média em Senhor do Bonfim. Junior Cardeal é filho de um capitão da PM que atua na cidade e veio morar em Juazeiro para estudar agronomia em uma instituição estadual. Manuel Felipe é estudante do ensino médio, filho de uma comerciante de Bonfim e, segundo informações tem um histórico de duas passagens pela polícia por tentativa de homicídio, quando era adolescente.

O Portal Preto No Branco teve acesso ao depoimento de Edson Cardeal e a transcrição de conversas entre os dois acusados, pelo aplicativo Whatsapp, onde eles combinam o assalto. Segundo as transcrições, o crime começou a ser planejado a partir do dia 30 de setembro e a intenção era roubar um veículo para ser vendido por oito mil reais, como contou Cardeal à policia.

Nas conversas transcritas, Manuel Felipe diz “metia fácil em um velho ou uma velha” e mais adiante que “metia de faca mesmo, nem que fosse em um taxista”.

Cardeal Junior contou à polícia que foi convidado por Manuel Felipe para praticar o assalto e que conseguiu comprar a arma usada na tentativa de latrocínio em Senhor do Bonfim de um homem conhecido por “Lulu”.

Ele ainda contou que a ideia do parceiro no crime era assaltar uma mulher, pois encontrariam mais facilidade. Na transcrição, Manoel Felipe diz: “Eu me garanto em meter em uma mulher”.

Não previam, o universitário e seu parceiro, que a mulher “escolhida” por eles era uma policial militar e, coincidentemente, colega de farda do pai de um dos acusados do crime.

Confira trechos da transcrição:

Doença da urina preta tem semelhanças com casos antigos do AM, Europa e EUA

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Os pesquisadores que investigam os casos da doença que deixa a urina preta aguardam os resultados das amostras de urina, fezes e soro dos pacientes afetados. Por enquanto, eles têm como suspeita uma intoxicação pelo consumo de peixe ou uma infecção por paraechovírus (vírus de RNA, assim como o zika).

As duas hipóteses já tiveram casos semelhantes relatados. No Brasil, em 2008, um surto com 27 pessoas afetadas pela doença de Haff foi associada ao consumo dos peixes pacu-manteiga, tambaqui e pirapitinga no Amazonas.

De acordo com a literatura médica, a doença de Haff foi identificada no verão de 1924 e é caracterizada por uma grave rigidez muscular, frequentemente acompanhada por urina escura – mesmos sintomas da doença registradas neste ano no Brasil.

Entre 1934 e 1984, casos similares da doença foram descritos na Suécia e na União Soviética. Nos EUA, os primeiros casos foram registrados em 1984.

 Em 2001, mais casos foram relatados nos Estados Unidos, no estado da Carolina do Norte. Em 2010, a China também teve alguns registros. Todos causados pela ingestão de peixes de diferentes espécies.

O infectologista Antônio Bandeira, coordenador do comitê de arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) que acompanhou alguns dos casos da “doença da urina preta” em Salvador, confirmou que os casos são levados em consideração. Segundo ele, a maioria dos pacientes atuais tinha ingerido algum tipo de peixe.

 “Está reportada na literatura uma síndrome semelhante a essa [da Bahia], mas que decorre de uma toxina ingerida por peixes. Isso em várias partes do mundo. Até hoje não se sabe bem como os peixes acabam contaminados por isso. Aqui no Brasil, por exemplo, teve um surto desse tipo em Manaus”, lembrou.

Hipótese de vírus

“Tem uma doença chamada “mialgia epidêmica”, que causa exatamente isso: dores musculares fortes e as enzimas musculares aumentam bastante”, disse Bandeira, lembrando a outra hipótese.

A “mialgia epidêmica”, ou doença de Bornholm, é causada pelo enterovírus Coxsackie B ou outros vírus. Bandeira disse que, no início do surgimento dos casos na Bahia, era a hipótese mais aceita pelos pesquisadores. “Nós começamos acreditando nessa hipótese, mas ponderamos. Um percentual expressivo dos pacientes que têm essa síndrome – cerca de 30% a 40%- tem outros quadros, como dores abdominais, às vezes diarreia”, disse.

Nos casos da Bahia, não foram registrados outros sintomas além de dor muscular extrema, urina preta e insuficiência renal.

Parceiro de Bandeira, o infectologista Gúbio Soares é pesquisador da Universidade Federal da Bahia. Ele recebeu 11 amostras de pacientes afetados e disse que encontrou vírus em algumas delas. Um laudo deverá ficar pronto até o início da próxima semana.

“Nós já chegamos a uma fase que identificamos a presença do material genético de uma família de vírus, nós achamos que é Picornavirus, mas ainda estamos na parte de sequenciamento para ver se conseguimos fechar o caso”, disse. “Nós suspeitamos que seja um vírus chamado paraechovirus”.

De acordo com Soares, esse vírus já causou um pequeno surto na Dinamarca, em 2014, na França, em 2008 e 2014, e também no Japão em 2008, 2010 e 2014. Ele disse que ainda precisa confirmar se os casos antigos apresentaram o sintoma da urina preta.

 G1.com

UFBA terá cotas de 30% para negros na pós-graduação e vaga para trans

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Os cursos de pós-graduação stricto sensu da Universidade Federal da Bahia (doutorado e mestrados acadêmicos e profissionais) adotarão o sistema de cotas a partir do período 2017.2.

Segundo informações divulgadas pela instituição na quinta-feira (12), serão reservadas, no mínimo, 30% das vagas ofertadas para candidatos negros (pretos e pardos) e uma vaga a mais em relação ao total ofertado nos cursos para candidatos enquadrados em cada uma das categorias de quilombolas, indígenas, pessoas com deficiência e trans (transgêneros, transexuais e travestis).

Em nota, a UFBA informou que o sistema de reserva de vagas foi aprovado pelo Conselho Acadêmico de Ensino (CAE), e já começará a valer para as seleções do segundo semestre de 2017. Conforme a universidade, a medida tem o objetivo de aumentar a participação dos grupos contemplados na comunidade acadêmica.

O sistema de cotas para os cursos de graduação da UFBA entrou em vigor no ano de 2014, quando foi publicado o primeiro edital de ingresso com a política de ação afirmativa. São reservadas 50% das vagas oferecidas para oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo, e que se autodeclaram pretos, pardos e indígenas.

Feira de Santana: Criança de dez anos é raptada ao sair de escola e estuprada por dois homens

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Foto ilustrativa

Uma menina de dez anos foi estuprada por dois homens em um terreno baldio, em Feira de Santana. Segundo a Polícia Militar (PM), a vítima foi abordada pelos suspeitos, que estavam armados, quando voltava da escola, na quinta-feira (12).

Ainda de acordo com a PM, os homens obrigaram a vítima a entrar em um carro e levaram a menina até o terreno abandonado, onde aconteceu o estupro. Em depoimento à polícia, o pai da vítima contou que a avó costumava buscar a garota na escola, mas que ela voltou sozinha na quinta porque a aula acabou mais cedo devido ao encerramento do período letivo.

A vítima foi encaminhada para o Hospital da Criança, onde passou por exames, foi medicada e liberada. Ela e a família vão passar por um acompanhamento psicológico nos próximos meses. Na manhã desta sexta-feira (13), moradores fizeram uma manifestação na Av. Ayrton Senna. Eles pediram por justiça e mais segurança na cidade.

A polícia chegou a fazer rondas pela região, mas até a manhã desta sexta-feira, ninguém foi preso. O caso será acompanhado pela delegacia de Feira de Santana.

Com informações do G1 BA