Preto no Branco

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Petrobras reduz preço da gasolina em 4,66% para distribuidoras; litro passará a custar R$ 2,66 a partir desta sexta-feira

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A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (15) a redução de R$ 0,13 no litro da gasolina vendida a distribuidoras de combustíveis. Com a queda do preço, de 4,66%, o litro passará a custar R$ 2,66 a partir desta sexta-feira (16). 

Como a gasolina vendida nas bombas tem adição de 27% de etanol anidro, a parcela do preço da Petrobras no preço do combustível vendido nos postos de gasolina será de R$ 1,94 por litro.

Segundo a Petrobras, caso os demais agentes da cadeia do combustível (distribuidoras e postos) mantenham os valores de suas parcelas, o preço médio ao consumidor final poderá atingir R$ 5,33 por litro, com base na última pesquisa feita pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Destaca-se que o valor efetivamente cobrado ao consumidor final no posto é afetado também por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e da revenda”, diz a empresa em nota.

De acordo com o comunicado, “a redução do preço da Petrobras tem como objetivos principais a manutenção da competitividade dos preços da companhia frente às principais alternativas de suprimento dos seus clientes e a participação de mercado necessária para a otimização dos ativos de refino em equilíbrio com os mercados nacional e internacional”.

Agência Brasil

Univasf e CIEB são parceiros no desenvolvimento de solução para uso do ChatGPT na correção de redações

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A Univasf, através do curso de Engenharia da Computação, e os professores de Língua Portuguesa do CIEB Rui Barbosa se uniram para uma experiência inovadora. O aluno da instituição de ensino superior, André Martins, sob a orientação do professor Jorge Cavalcanti, está desenvolvendo uma plataforma que facilitará o uso do ChatGPT, pelos docentes, para correção de redações e o ensino de produção textual.

O ChatGPT é um protótipo de inteligência artificial que chamou a atenção de todo o mundo por suas respostas específicas e articuladas. A ferramenta tem sido amplamente utilizada, mas o seu uso nas escolas ainda é incipiente.

Univasf e CIEB são parceiros em diversas iniciativas, inclusive na produção de softwares de uso pedagógico. Desde abril outra experiência vem sendo desenvolvida, desta vez com professores de Matemática. Eles estão auxiliando os universitários na criação de aplicativos para o ensino do componente curricular.

Ascom

Juazeiro: Aplicação de vacinas em supermercados da cidade continua neste sábado (17)

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Saúde, estará mais uma vez, com pontos fixos de vacinação em supermercados da cidade para estimular a imunização da população. Neste sábado (17), as equipes da Sesau estarão, das 8h30 até às 12h, nos supermercados Assaí e Atacadão, aplicando doses da Bivalente Covid-19 e da Influenza.“No último sábado (10), também estivemos nos supermercados e conseguimos números muito significativos. Aplicamos 412 doses de imunizantes, 225 de influenza e 157 de bivalente. Queremos vacinar um número ainda maior de pessoas. Lembrando que as vacinas seguem disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS`s) seguindo o cronograma de cada unidade”, disse a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Caroline Moraes.Para tomar a vacina é preciso levar RG, CPF ou cartão SUS e o cartão de vacina.

Ascom/Sesau

Agricultura familiar da Bahia conquista novos mercados e projeta resultados ainda mais expressivos em 2023

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A maior feira de produtos orgânicos e naturais da América Latina, a Naturaltech, começou nesta quarta-feira (14) e a agricultura familiar da Bahia está pronta para conquistar mais espaço nesse evento de grande visibilidade.

Com uma participação consistente nas últimas quatro edições, as cooperativas baianas têm obtido resultados positivos e a expectativa para este ano é ainda maior.

Até o dia 17 de junho, no Parque Anhembi, em São Paulo, o Estande da Agricultura Familiar da Bahia será o palco para 15 cooperativas apresentarem a diversidade e qualidade dos produtos que vêm do caju, cacau, umbu, café, licuri, mandioca, mel, milho, palmito, abacaxi, entre outros. Uma oportunidade para os agricultores familiares mostrarem sua criatividade e inovação, conquistando um público diversificado em busca de alimentos saudáveis e sustentáveis.

A Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc) é presença registrada na Naturaltech desde 2017. Dailson Andrade, gerente de Mercados da Coopercuc, destaca a importância do evento como uma vitrine. “Na última edição, participei do fechamento de dois novos contratos com lojas especializadas em produtos saudáveis, o que resultou em uma demanda de vendas expressiva”.

Outra cooperativa que tem se beneficiado da participação na Naturaltech é a Cooperativa Agropecuária Mista da Regional de Irecê (Copirecê). Para a gerente-geral da Copirecê, Zene Vieira, a presença da cooperativa nos anos anteriores fortaleceu sua atuação nas regiões Sul e Sudeste do país. “A procura pelos produtos da Copirecê por parte de chefs de cozinha, lojas de produtos naturais e supermercados aumentou, significativamente, gerando um crescimento de aproximadamente 17% nas vendas”.

Através da participação na Naturaltech, as cooperativas encontraram novas parcerias e oportunidades de negócios, impulsionando o desenvolvimento sustentável e fortalecendo a economia local. O crescente interesse dos consumidores por alimentos saudáveis e produzidos de forma agroecológica tem impulsionado o mercado de produtos orgânicos e naturais, e a agricultura familiar está pronta para atender a essa demanda.

Com experiências como a da Coopercuc e Copirecê é possível vislumbrar uma expectativa promissora para a participação da agricultura familiar da Bahia na edição 2023 da Naturaltech. A feira tem se estabelecido como um evento de projeção nacional, reunindo produtores, distribuidores, consumidores e especialistas do setor, e oferece uma excelente oportunidade para o agricultor familiar mostrar o potencial de seus produtos.

Abertura de novos mercados -Nesta edição, a expectativa é de que a participação da agricultura familiar da Bahia na Naturaltech seja ainda mais bem-sucedida, é o que espera o representante da Cooperativa dos Apicultores de Ribeira do Pombal (Cooarp), Evandro Peixinho. “Buscamos o escoamento da maior parte da nossa produção para o mercado interno gerando maior valor agregado. O nosso Mel Melira está fantástico fazendo muito sucesso pela beleza, qualidade e preço”.

Com produtos de qualidade, compromisso com a sustentabilidade e o reconhecimento conquistado ao longo dos anos, as cooperativas baianas, apoiadas pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), estão preparadas para expandir seus negócios e fortalecer sua posição no mercado brasileiro de produtos orgânicos e naturais.

As cooperativas participantes da Naturaltech são apoiadas pelos projetos Bahia Produtiva e Pró-Semiárido, executados pela CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Banco Mundial e do Fida, respectivamente.

Secom

Bahia registra 12 assassinatos contra defensores de direitos humanos durante o governo Bolsonaro; 169 no Brasil

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Uma pesquisa desenvolvida pelas organizações ‘Terra de Direitos’ e ‘Justiça Global’ registrou milhares de casos de violência contra defensores dos direitos humanos, no Brasil, ao longo de todo o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entre 2019 e 2022. O estudo “Na Linha de Frente: violência contra defensores e defensoras de direitos humanos no Brasil” apontou 1.171 casos de violência, sendo 169 assassinatos e 579 ameaças. Os dados mostram o acirramento de conflitos territoriais e ambientais no país, com casos registrados em todos os estados brasileiros. Só a Bahia acumulou, no período, 109 violações e 12 assassinatos.

O estudo considerou casos de violência contra defensoras e defensores de direitos humanos que aconteceram como forma de impedir a reivindicação e defesa de direitos. As violências foram categorizadas em oito tipos: ameaça, agressão física, assassinato, atentado, criminalização, deslegitimação, importunação sexual e suicídio. Além disso, o levantamento considerou casos de violência individuais e contra coletivos, como por exemplo ataques contra povos indígenas e quilombolas. Bruno Pereira, Dom Phillips, Dilma Ferreira, Fernando Araújo dos Santos, Paulo Paulino Guajajara são alguns dos 169 defensores de direitos humanos assassinados ao longo dos últimos 4 anos. A maior parte dos assassinatos foi provocada por arma de fogo (63,3%, se somadas as categorias tiro e múltiplos tiros).

Em 11 dos assassinatos, há referência à sinais de tortura encontrados no corpo da ou do defensor morto. No caso do assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, no Vale do Javari (AM), em junho de 2022, ambos foram emboscados e mortos quando viajavam de barco pela região. Segundo as investigações, eles foram assassinados a tiro, queimados e enterrados. O crime teria sido motivado pelo trabalho desempenhado por Bruno na denúncia de pesca ilegal em território indígena.

Os dados do levantamento destacam que defensores indígenas foram alvos de grande parte das violências sofridas por defensores de direitos humanos: 346 casos, sendo 50 assassinatos e 172 ameaças. O quadriênio foi marcado pela adoção de uma política anti-indígena pelo governo federal e aumento da invasão e exploração dos territórios tradicionais pelo garimpo, desmatamento e agronegócio.

Ameaças

A ameaça é o tipo de violência com maior número de ocorrência nos dados coletados pela pesquisa. O levantamento aponta 579 ocorrências nos quatro anos. Apesar de homens cisgênero serem vítimas de 45,3% dos casos de ameaça registrados, a pesquisa identificou que mulheres cisgênero tendem a sofrer mais esse tipo de violência do que outros tipos.

Nos casos em que foi possível identificar que uma mesma pessoa foi vítima de mais de um episódio de violência durante o período analisado, percebeu-se que a ameaça é o tipo de crime mais recorrente, pois quando não são investigadas, tendem a se repetir e até se agravar. A pesquisa aponta diversos casos emblemáticos em que as ameaças são constantes, acirram os conflitos e, em alguns casos, resultaram em mortes.

Metodologia de pesquisa

O estudo classifica defensoras e defensores de direitos humanos como sujeitos, povos, movimentos populares ou coletivos que atuam em defesa de direitos humanos, mesmo que alguns desses direitos ainda não tenham assumido uma forma jurídica. De acordo com a Nações Unidas, defensores de direitos humanos são “pessoas físicas que atuem isoladamente, pessoa jurídica, grupo, organização ou movimento social que atue ou tenha como finalidade a promoção ou defesa dos direitos humanos”. Atualmente este é o mesmo conceito que dá origem a principal política brasileira de proteção para quem atua na defesa dos direitos humanos.

O levantamento desenvolvido pelas organizações foi feito com base em notícias, na consulta a outros relatórios e a pesquisas internas de casos acompanhados pelas organizações e por redes que integram. Os casos foram organizados e categorizados por dados de informações demográficas do defensor, gênero, raça, o local onde foi registrada a violência, o tipo de violência, contexto da ação, agente violador e denúncias realizadas, entre outras.

Dados Gerais

Foram mapeados 1171 casos de violência contra defensoras e defensores de direitos humanos entre os anos de 2019 e 2022;

O ano de 2019 registrou 355 casos de violência; 2020 registrou 285 casos; 2021 registrou 302 casos; e 2022 registrou 229 casos de violência;

De acordo com as categorias de tipo de violência o estudo identificou os seguintes casos: Ameaças (579 casos); Atentados (197 casos); Assassinato (169 casos); Criminalização pela via institucional (107 casos); Deslegitimação (63 casos); Agressão física (52 casos); Importunação sexual (2 casos); Suicídio (2 casos).

Dados por Regiões

Todos os 27 estados da federação encontram-se representados no levantamento, ou seja, tiveram pelo menos uma ocorrência de violência mapeada no período de 2019 a 2022;

O Estado com maior número de violações registradas contra pessoas defensoras de direitos humanos foi o Pará, onde 143 violações ocorreram, seguido pelo Maranhão com 131 casos.

Dentre as cinco regiões brasileiras, o Nordeste e o Norte concentram o maior número de violações contra defensoras e defensores de direitos humanos, tendo 379 e 367 casos respectivamente;

A região Sudeste registrou 198 casos nos 4 anos; Centro-oeste registrou 146 casos; a região Sul registrou 81 casos;

Quase metade (47%) dos casos violência contra defensoras e defensores de direitos humanos foram registrados na Amazônia Legal.

Apesar do número total de violações no Sul ser abaixo das demais regiões, chama a atenção que um percentual alto dos casos mapeados nessa região seja composto de assassinatos (18,5%). É possível que a subnotificação de casos de outras categorias explique a alta taxa de assassinatos no Sul, pois esse tipo de violência mais grave é mais facilmente monitorado e registrado.

Assassinatos

Em média, 3 defensoras e defensores de direitos foram assassinados por mês;

Apesar de 2021 ser o ano com maior número de assassinatos, 2022 foi o ano em que assassinatos apresentaram maior proporção, em relação aos outros tipos de violência representando 19.2% dos casos no ano.

Praticamente 1/3 dos casos de assassinatos de defensores foi registrado entre o segundo semestre de 2021 e o primeiro semestre de 2022.

Maranhão é o estado com maior número de defensoras e defensores assassinados, com 26 casos, seguido do Amazonas e do Pará, com 19 casos, e Rondônia, com 18 casos.

A maior parte dos assassinatos foi provocada por arma de fogo (63,3%, se somadas as categorias tiro e múltiplos tiros).

Em 11 dos assassinatos há referência à sinais de tortura encontrados no corpo da ou do defensor morto.

Ameaças e Atentados

Os casos de Ameaças ocupam a categoria com o maior número de casos nos 4 anos, registrando 579 casos (49,4% dos casos totais); em segundo lugar estão os casos de Atentados, com 197 registros;

Os atentados registraram o maior número de casos em 2019 com 56 casos; a média de atentados no período é de 49,25 casos ao ano e ao todo representam 16.8% dos casos;

A região Nordeste é a região com o maior número total de casos de ameaças, com 380 casos registrados (39%). No entanto a região Sudeste é a região que tem maior frequência proporcional de ameaças, já que de 195 casos de violência, 76 foram ameaças;

Das 5 regiões do país, o Centro Oeste e o Sul têm médias de atentado acima das médias do total das outras violações. Tendo o Centro Oeste 44 casos de atentados de 146 casos totais e a região Sul com 17 atentados de 81 casos;

A maior parte das defensoras e defensores ameaçados entre 2019 a 2022 atua na defesa de direitos ligados à terra, território e meio ambiente;

Um quinto das ameaças (103 casos) atingiram coletividades. São comunidades, povos de uma terra indígena, famílias ou lideranças que foram, enquanto sujeito coletivo, vítimas de violência.

Atentados são a violência mais frequente praticada contra coletividade.

Perfil dos Defensores e Defensoras

140 defensoras e defensores assassinados lutavam pelo direito à terra, ao território e a um meio ambiente ecologicamente equilibrado; esse é o tipo de luta de 78,5% dos defensores e defensoras vítimas de qualquer tipo de violência identificada pelo levantamento;

A média de idade das pessoas assassinadas é 41.87 anos, pouco acima da média de 39.27 para as demais violações.

Gênero

Foram registrados 292 casos de violações contra defensoras mulheres (cis gênero, transexuais e travestis).

Nos casos que envolvem mulheres cis, ameaças são os mais frequentes com 161 casos de 253 registros contra elas;

A população transexual e travesti registrou 40 casos de violência sendo 10 casos de assassinatos;

A cada cinco assassinatos, quatro foram de homens defensores de direitos humanos.

Cor e Raça

O cenário das mortes e violência atinge com maior intensidade defensores e defensoras indígenas e negros.

Dos casos possíveis de identificar a cor e raça, defensoras e defensores indígenas são as maiores vítimas de violência, com 346 casos (58% dos casos em que foi possível identificar cor e raça), sendo 50 assassinatos. 2022 foi o ano de maior letalidade para esta população, com 17 assassinatos;

As pessoas negras (pretas e pardas) também são alvo prioritário, registrando 153 casos sendo 30 assassinatos (34% dos casos em que raça e cor foram identificados);

Defensoras e defensores brancos foram vítimas em 16% dos casos de violência em que foi possível identificar cor e raça das vítimas, e em 10% dos casos de assassinato;

As políticas de proteção para defensoras e defensores de direitos humanos não levam em conta as especificidades de raça e gênero.

Violadores:

Os agentes privados são os principais responsáveis por ataques à vida de defensoras e defensores, pelas ameaças e pelos atentados. Registrando 343 ocorrências de 450 ocorrências desse tipo em que foi possível identificar o agente violador;

Na maioria dos assassinatos foram fazendeiros, garimpeiros, seguranças privados ou outros atores pertencentes à tipologia de agentes privados que praticaram o crime.

Os agentes públicos estiveram envolvidos em 279 ocorrências como violadores;

Os agentes públicos estão mais frequentemente associados a violações de criminalização (100 casos) e deslegitimação (37 casos).

Os Agentes públicos estiveram envolvidos em 26 casos de assassinatos e em 46 casos de Ameaças; nos assassinatos com a presença de agente público trata-se da polícia. Em alguns desses a polícia é citada como corresponsável ao lado de fazendeiros e jagunços.

BNews

Redução horário do Museu Regional: “A gestão pública de Juazeiro não percebe nossa história, cultura e identidade como valor”, avalia Presidente Comitê de Turismo 

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Procurado pelo PNB para se manifestar sobre a redução do horário de funcionamento do Museu Regional do São Francisco para visitação do público, após a Prefeitura de Juazeiro cortar funcionários que atuavam no ponto turístico, Jomar Bem-vindo, Presidente Comitê de Turismo e Membro Titular Conselho Municipal de Cultura, lamentou a decisão  e considerou que isso “reflete como a gestão pública de Juazeiro não percebe nossa história, cultura e identidade como valor”.

“Entendo que o museu como referência registro de nossa memória e identidade, principalmente em município que não tem Casa de Arquivo público Municipal, não tem setor que cuide nosso patrimônio, não temos nossa história contada com rigor científico, este passa ser o principal equipamento de registro desta história local. A ausência de funcionários para atendimento aos visitantes, e moradores, reflete como a gestão pública não percebe nossa história, cultura e identidade como valor. Se verificarmos outros equipamentos tais como: árvore centenária que deu origem ao nome da cidade (sítio histórico) pergunto, como se encontra? Abandonada, caída e pedindo socorro; o obelisco em pleno centro, como se encontra? Sujo, mal cuidado, nosso patrimônio edificado, acautelado sem setor que verse sobre patrimônio material e imaterial, a cada ano perdemos esta memória que diga nossas manifestações culturais… O museu dentre estes casarios merecem estar em pleno funcionamento conforme normativas de funcionalidade. Tudo isto reflete em total desconhecimento, por sua vez desvalorização do real espaço de valor de nossa cultura.

Jomar Bem-Vindo garantiu que irá levar a situação para ser discutida em assembleia.

“Enquanto conselheiro levarei está demanda assembleia para verificar atual situação e motivos desta desconformidade funcional, afinal o setor cultural participa arrecadando tributos para gestão municipal, separar percentual desta arrecadação destinada para manter nossa memória, para próximas gerações é pré requisito para gestão fomentar o desenvolvimento regional, mas para isto deve reconhecer o estado real de valor de nossa história, cultura e identidade”, finalizou Jomar.

Com o corte de pessoal, o ponto turístico só recebe visitantes de terça à sexta, pela tarde.

“Muitos turistas chegam na cidade no sábado ou no período da manhã, querem visitar o museu e o ponto turístico está fechado. Antes funcionava no sábado, mas com essa leva de demissões que ocorreu nos últimos meses, tem ônibus de turistas chegando no sábado e voltando sem ter acesso ao museu. É lamentável! Juazeiro anda pra trás, na contramão do desenvolvimento em todos os sentidos”, comentou um juazeirense que entrou em contato com nossa redação.

Gerido pela Fundação Museu Regional do São Francisco, o museu conta com uma parceria com a Prefeitura de Juazeiro, através de contrato de convênio, onde o município cedia servidores para a instituição.

Eram os funcionários da Empresa Epic que atuavam no museu e, com o encerramento do contrato da Prefeitura de Juazeiro com a empresa terceirizada, eles foram dispensados desfalcando a equipe de manutenção e atendimento ao público.

Nós procuramos a direção do MRSF que confirmou a informação e disse que “o funcionamento do Museu que era das 8:00 às 18:00h de terça a sábado,foi reduzido por conta do afastamento de alguns funcionários da Épic”.

Leitores do PNB criticaram a gestão municipal

“Um mês festivo que recebe bastante turistas, mas a cidade não se prepara para recepcionar bem os turistas. Poucas opções que a cidade tem e não funciona nos finais de semana”, comentou a internauta Franciseloneide.

Pelas redes sociais do PNB, outros internautas se manifestaram: “Aí depois a prefeitura diz que Juazeiro é a ‘bambambam’ no turismo e há quem caia” (djotajamesson).

“Tem que funcionar de domingo a domingo. Manhã, tarde e noite”(caatingasertão).

“Nada em Juazeiro é normal” pereirarose).

“Juazeiro cada dia que passa retrocede anos”(LuísMarcos).

Desabafo

“Como juazeirense fiquei constrangido ao presenciar uma cena em um dia de sábado, quando um grupo de turistas deu de cara com as portas do museu fechadas. Presencie a expressão de decepção deles e ouvi um comentário que me deixou envergonhado. Uma senhora comentou como o grupo: ‘como pode um museu que guarda a história da cidade não abrir aos finais de semana? Nunca vi isso em nenhum outro lugar’. Que vergonha eu sentir!”

O que diz a Prefeitura de Juazeiro

Nós procuramos  a Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte). O órgão esclareceu que o “Museu Regional do São Francisco é uma entidade privada. O município cede funcionários através de contrato de convênio com a instituição. Com o encerramento do contrato com a empresa terceirizada, apenas Auxiliar de Serviços Gerais (ASG) que era cedido precisou ser desligado. Porém o município já está resolvendo essa situação. Vale ressaltar que o Museu está funcionando no período da tarde”.

Nós também entramos em contato com a direção do Museu Regional do São Francisco em busca de esclarecimentos, mas até o momento não obtivemos respostas.

 

Redação PNB

Mulher morre ao bater motocicleta que pilotava em um animal na BR 235, em Juazeiro; Semaurb lamenta

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Uma comerciante identificada como “Maria” morreu na madrugada desta quinta-feira (15) ao bater a motocicleta que pilotava com um cavalo que estava solto na BR 235, próximo ao bairro Itaberaba, em Juazeiro, no Norte da Bahia.

Procurada pelo PNB, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano expressou “profundo pesar pela morte da senhora e informa que tem redobrado os esforços para recolher animais de grande porte, inclusive com a realização de operações em horários extraordinários. É fundamental que os proprietários de animais se conscientizem sobre a responsabilidade e cuidado adequado, mantendo-os em locais apropriados e não soltos nas ruas. Somente neste mês de maio, a SEMAURB já retirou 11 cavalos das vias públicas de Juazeiro”.

Acidente

Segundo as informações preliminares, a vítima pilotava uma motocicleta quando acabou colidindo com um cavalo que estava solto na BR. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

Ainda de acordo com as informações, a mulher residia no bairro Jardim Primavera, e no momento do acidente estava a caminho do Mercado do Produtor de Juazeiro, onde trabalhava comercializando frutas.

As circunstâncias do acidente devem ser investigadas.

Foto ilustrativa

Redação PNB

 

Bancada de oposição, em Juazeiro, propõe audiência pública para tratar dos problemas do transporte escolar

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Vereadores da bancada de oposição na Câmara Municipal de Juazeiro, buscaram o Ministério Público e estão propondo a realização de uma audiência pública no legislativo para discutir a situação dos transportes escolares no interior do município.

“Estamos solidários com o pessoal do interior, que vem sofrendo graves problemas com o transporte escolar de seus filhos, já é um problema que virou crônico na atual gestão, temos denúncias que não param desde que foi iniciada essa gestão, em 2021, o que me levou, em março a entrar com um pedido de CPI na Câmara Municipal”, declarou o Vereador Dr. Salvador, lamentando que o pedido na época não tenha tido êxito, por falta de assinaturas suficientes no legislativo”, lamentou.

Diante da situação, considerada “caótica”, os vereadores Dr. Salvador, Mitu do Sindicato e Alex Tanuri, estão propondo uma audiência pública, na Câmara Municipal, para tratar do tema.

Dr. Salvador ressaltou que denúncias vindas do interior estão chegando todos os dias e que “Essa semana a situação piorou. Recebi ontem duas denúncias do Distrito de Itamotinga, que vem sofrendo com esse problema de transporte escolar, com alunos indo para as aulas, dia sim, dia não. Em Carnaíba há denúncias que desde o dia 3 não tem transporte escolar, por falta de transporte, um dia por falta de combustível, outro dia por falta de pagamento”, denunciou.

O vereador Alex Tanuri destacou ainda, que é preciso ouvir os responsáveis por esse tipo de serviço, essencial, para saber o porquê de tantos problemas: “É preciso ouvirmos os responsáveis por esse serviço, que se convoque o atual secretário de Educação, Wank Medrado; a ex-secretária de Educação, Normeide e o atual secretário de finanças, para que essas pessoas, que são diretamente responsáveis nesta gestão pelos transportes da educação, possam esclarecer o que vem acontecendo”, cobrou.

Ascom 

“Manobra”: Secretário de Meio Ambiente de Juazeiro decide por não realizar audiência pública para discutir redução de área de APP do São Francisco

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Aconteceu na tarde de ontem (14), a reunião ordinária convocada pelo presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente para apresentação do Projeto de Lei de autoria do Executivo, que visa  estabelecer no Perímetro Urbano do município uma delimitação da Área de Preservação Permanente – APP, e que deverá ser encaminhado para votação no legislativo municipal nestes dias.

Segundo informações do Coletivo Enxame, presente na reunião, a proposta de membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente, reforçada por representantes da sociedade civil de realização de uma audiência pública para discutir o tema mais amplamente não foi aprovada, por uma “manobra política protagonizada por membros da Semaurb”.

“Após um intenso debate e por falta de consenso, foi proposta votação. Mesmo tendo quórum, o secretário municipal de Meio Ambiente e presidente do Conselho, Islédio Bandeira, pediu pra que esperasse fazer contato com a representante da Adeap e do Saae, que já haviam se ausentado da reunião. Após ligações, cochichos e uma hora de espera, a reunião foi retomada e a proposta votada da seguinte forma: Conselheiros representantes da Adab, Univasf, OAB e Irpaa foram a favor da realização da audiência enquanto representantes do Saae, Adeap, Sesau e Codevasf foram contra. Devido ao empate, o presidente tem direito ao voto de minerva e Leo Bandeira disse não à realização do debate público com a sociedade”, narrou o Enxame.

O Coletivo informou ainda que “o ponto central da discussão é que, ao tempo em que o PL fala de proteger as margens – que em muitos trechos já não possui 100 metros preservados – prevê também construções e empreendimentos nessa área, os quais podem ser licenciados pela gestão municipal. A população tem avaliado que se trata de interesses econômicos a partir da especulação imobiliária. Ou seja, em vez de reparar o erro histórico de construir condomínios e privatizar as margens dos rios, Juazeiro quer regulamentar esse crime ambiental em lei”.

Redação PNB