Preto no Branco

26679 POSTS 18 COMENTÁRIOS

Diretor do Departamento de Aids, Fábio Mesquita, pede demissão por incompatibilidade com atual governo

0

Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais há três anos, anunciou hoje em sua página no Facebook que está saindo do governo. “Desculpa, gente, não deu mais, pedi hoje para sair deste Governo Ilegítimo e conservador que ataca os direitos conquistados sem dó. Lutarei sem descanso pelo SUS de qualidade que sempre sonhamos e por um mundo mais tolerante com a diversidade. Obrigado por todo apoio nestes 3 anos!”, escreveu ele. Fábio também escreveu uma carta aberta, que publicamos no fim dessa matéria, na qual explica suas razões e diz que segue no Departamento até a publicação de sua exoneração no “Diário Oficial da União”.

Ele assumiu o Departamento em julho de 2013. Formado em medicina pela Universidade Estadual de Londrina, é doutor em saúde pública pela USP (Universidade de São Paulo). Coordenou os Programas Municipais de DST/Aids em Santos, São Vicente (litoral de SP) e São Paulo. Chefiou as unidades de Prevenção e Direitos Humanos do então Programa Nacional de Aids do Ministério da Saúde. Foi fundador e é membro honorário permanente da Associação Internacional de Redução de Danos (em inglês International Harm Reduction).

Antes de ser convidado para assumir a direção do Departamento de Aids, era membro do corpo técnico da Organização Mundial de Saúde (OMS), atuando no escritório do Vietnã, com base em Hanoi.

Carta Aberta de Fábio Mesquita

“Por que deixo o Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde depois de três anos à frente da Pasta

Minha gestão à frente do DDAHV começou em Julho de 2013 quando o então Ministro Alexandre Padilha me convidou para deixar meu trabalho de oito anos no exterior, seis dos quais na Organização Mundial da Saúde para voltar ao Brasil e dirigir a vitoriosa política pública de DST/AIDS e Hepatites Virais do país.
O dilema entre resistir dentro do governo provisório em defesa do SUS ou encerrar um ciclo de gestão arrojada chega ao fim em apenas 13 dias. Os problemas que afetam a política pública de saúde no Brasil não começaram neste governo provisório, mas em poucos dias foram intensificados de maneira alarmante.

Já convivíamos internamente, há certo tempo, com inúmeras imposições político-partidárias, como a inclusão – ainda na gestão do então ministro da Saúde Arthur Chioro – do ex-secretário de saúde Municipal de Maringá, Antônio Nardi, na cota do Partido Progressista, como secretário de Vigilância em Saúde, contrariando a história dessa Secretaria – que, desde a sua criação, sempre foi dirigida por profissionais de Saúde Pública altamente qualificados.

Também na Secretaria de Atenção à Saúde (SAS), o governo da Presidenta Dilma, legitimamente eleita pelo voto popular, tolerou a inserção do psiquiatra Valencius, contrariando toda a história da luta antimanicomial no Brasil, liderada por governos do Partido dos Trabalhadores e aliados, gerando uma manifestação inédita do movimento antimanicomial contra um Governo do PT.
Cortes de gastos na Saúde haviam sido impostos já no governo Dilma em 2015 e 2016, mas nada que chegasse a comprometer os princípios constitucionais, como a vinculação orçamentaria dos recursos da Saúde.

O poema do brasileiro Eduardo Alves da Costa: No Caminho, com Maiakowski, retrata bem esse processo de subtração gradativa de conquistas: “Na primeira noite eles se aproximam, roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E como não dissemos nada, já não podemos dizer mais nada”.

Chegamos exaustos da batalha perdida em defesa da democracia, ao governo provisório de Michel Temer – um governo que se inicia com uma composição de ministros (homens, brancos, héteros e cis, vários deles líderes religiosos fundamentalistas) que em nada representam a diversidade da população brasileira ou a inexorável conexão com o século 21 (como disse o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, ao justificar o seu honroso ministério, composto de 50% de mulheres).
No anúncio de sua política econômica, o governo provisório já antecipou significativos cortes na Saúde e na Educação – e começou a anunciar a futura desvinculação do Orçamento da União.

Na política de direitos humanos, esse governo acabou com o Ministério de Direitos Humanos – colocando-o submetido ao Ministério da Justiça, sob comando do ex-secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Alexandre Moraes, um notório repressor dos movimentos sociais, que há pouco tempo dirigia as operações truculentas da Polícia Militar paulista, responsável por boa parte do genocídio da juventude negra e, seguramente, a que mais viola os direitos humanos no Brasil.

Esse mesmo governo também extinguiu o Ministério da Cultura, desprezando a atividade cultural do país, menosprezando sua historia e desvalendo seu povo, voltando atrás pouco depois, graças à resistência dos movimentos populares de cultura, de artistas e intelectuais, por todo Brasil.

Com relação à política pública sobre drogas, o governo interino transferiu a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) para o Ministério do Desenvolvimento Social, sob a coordenação do ministro Osmar Terra, que propõe a hegemonia das Comunidades Terapêuticas – diga-se de passagem, já imposta secundariamente pela senadora do PT, Gleise Hoffman, durante o primeiro governo de Dilma Rousseff .

Essa proposição do Ministro Osmar Terra de política pública sobre drogas no Brasil dá todo poder ao setor privado, ressaltando que não há nenhuma evidência de que essas instituições funcionem, porque, em sua maioria, são de caráter religioso e não são do ponto de vista técnico-científico, nem comunidades, nem terapêuticas.

Voltemos então ao Ministério da Saúde, que é o meu lugar de fala. Para ele, o presidente interino convidou um engenheiro e deputado federal do Partido Popular, Ricardo Barros, para ocupar o posto de ministro da Saúde. Essa negociação político-partidária – que rifa o Ministério da Saúde – já havia de fato ocorrido também no governo Dilma, mas Marcelo Castro que teve um curto mandato, era um parlamentar médico e um ser humano extremamente decente. Para começar, foi um dos únicos aliados da base governista que não traiu Dilma Roussef durante as votações do impeachment. Além disso, deu suporte a todas as ações do DDAHV, prestigiando e celebrando suas conquistas e tendo uma postura ética com os funcionários, mesmo quando em eventual discordância técnica.

Ricardo Barros, por sua vez, já chegou anunciando que ia diminuir o SUS e incentivar o aumento de planos de saúde; se propôs a cortar os médicos cubanos do programa Mais Médicos; e passou a dar voz aos setores mais reacionários de minha categoria profissional.

Recentemente, em sua primeira missão internacional na Assembleia Mundial de Saúde da Organização Mundial da Saúde, na Suíça, seus assessores argumentaram que precisava viajar com uma delegação menor – provável justificativa para a ausência da diretoria do DDAHV na delegação, apesar de estarem sendo votadas as estratégias quinquenais de DST, AIDS e hepatites virais – mas sua esposa, inexplicavelmente, compôs a delegação oficial.

E mais, em onze dias após a sua posse – no dia 24 de maio de 2016 –, houve a nomeação apenas da Secretaria Executiva: o coração político e de gestão do dinheiro do Ministério.

Apesar das gravíssimas epidemias de zika, dengue, chikungunha e H1N1 não houve, até o momento (agora 13 dias após a posse), nomeação de nenhum outro secretário, nem mesmo para a Secretaria de Vigilância em Saúde, responsável pelo controle dessas epidemias.

O único nomeado até agora, foi o ex-secretário de Vigilância em Saúde, Antônio Nardi, promovido a secretário-executivo, que é a mesma coisa que ser um vice-Ministro. Desde então ele tornou-se responsável pelo manejo da maior fatia do orçamento do Ministério da Saúde.

Já não era tarefa fácil suportar os desmandos de Nardi durante este último ano de minha gestão – pelo constante assédio moral dirigido aos trabalhadores do SUS; pela arrogância de, mesmo sem formação adequada, ou sensibilidade necessária, portar-se como se fora um profundo conhecedor de um campo tão vasto quanto a Vigilância em Saúde; e pela deselegância, no trabalho; de seu constante uso de gritos e xingamentos, por vezes destinados a funcionários de menor posição. Conduta evidentemente inadequada particularmente a alguém que ocupa cargo tão relevante no serviço público, e que está à frente de um setor que prima, entre outras coisas, pela promoção dos Direitos Humanos. Há hoje incontáveis exemplos de suas frases memoráveis circulando pelos corredores do Ministério da Saúde. Em uma das reuniões do Colegiado de Diretores da SVS, contrariado com um dos Diretores que buscou apoio do Gabinete do Ministro para solucionar um problema que ele se negou a resolver, bateu na mesa e com uma palavra de baixo calão, se disse o dono da SVS para espanto de todos.

Essas posturas inadequadas, no entanto, são detalhes, diante de seu mais recente arroubo de truculência. Enquanto o ministro estava em Genebra, Nardi, atuando interinamente, despachou um documento PROIBINDO a participação do diretor ou de qualquer outro funcionário, consultor ou colaborador do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde no Encontro de Alto Nível das Nações Unidas em HIV/AIDS, que será realizado entre os dias 8 e 10 de junho, em Nova York. Trata-se de um importante encontro sobre AIDS, e sobre o que fazer para garantir o controle da epidemia de AIDS até 2030, meta dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, do qual o Brasil é signatário.

Em 31 anos de existência formal da resposta brasileira à epidemia de AIDS, essa será a primeira ausência dos técnicos que trabalham com o tema em um fórum tão crucial, se esta sandice prosperar.

Os ataques de Antônio Nardi à política brasileira de DST, de AIDS e de Hepatites Virais foram incontáveis ao longo desse último ano, no entanto, até o presente momento, eram sempre superados através da intercessão da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde ou do próprio gabinete do Ministro. Por esse motivo, muitas dessas tentativas de ataque e retrocessos passaram quase que imperceptíveis aos que estão de fora do Ministério da Saúde, mas foram motivos para muito desgaste, stress e desânimo por parte da equipe à frente do Departamento.

Portanto, diante desse governo provisório lamentável e conservador – e diante desse ministro da Saúde e de seu secretário executivo – e especialmente diante dos mais recentes ataques à independência e autonomia técnica que sempre gozei ante meu trabalho com os quatro Ministros que trabalhei anteriormente, infelizmente me dou conta de que resistir de dentro do DDAHV, neste governo provisório, não será mais possível.

Certamente, continuarei a defender o SUS que ajudei a construir (ainda como parte do Movimento da Reforma Sanitária) nos anos 1980, com tantos companheiros e companheiras de luta e, com certeza, jamais deixarei de combater as infecções sexualmente transmissíveis, a AIDS e as hepatites virais; e a lutar pela vida das pessoas que dependem dessas políticas públicas.

Enquanto estiver vivo, dedicarei a minha vida para a promoção dos Direitos Humanos de homens e mulheres transexuais, bissexuais, gays e lésbicas, pessoas que usam drogas, profissionais do sexo, jovens, negros, indígenas, mulheres e às pessoas vivendo com HIV e aos portadores de hepatites virais e IST’s, consistentemente com a minha história. Estes são os irmãos de jornada aos quais tive orgulho de escolher para serem meus companheiros, amigos e cúmplices nessa estrada, e que são a expressão maior dos motivos que me levam a dedicar minha vida pessoal e profissional a essa causa.

Seguirei lutando a partir de outro endereço. Não importa qual, mas não mais como diretor do Departamento que tive a honra de dirigir durante quase três anos.
Peço exoneração amanhã, dia 27 de maio de 2016, torcendo para que essa política do Estado Brasileiro seja preservada por quem quer que assuma esta diretoria, e enquanto durar esse governo provisório. Sigo no Departamento até a publicação de minha exoneração no Diário Oficial da União, e sigo na luta pelo SUS com o qual sonhamos, onde quer que eu esteja.

Anexo, por favor encontrem o relatório de minha gestão à frente do Departamento, com todos os indicadores de progresso técnico e de economia de recursos públicos.
Por fim, agradeço a todos aos funcionários e agregados do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais por seu trabalho incansável e militante; aos trabalhadores e trabalhadoras da SVS e do Ministério da Saúde que dedicam suas vidas à construção do SUS; a todos (as) os (as) pesquisadores (as) e profissionais de saúde que trabalham no tema no Brasil, com destaque à Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), à Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e à Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT).

Agradeço à sociedade civil organizada, incluindo todas as entidades de pessoas vivendo com HIV, pessoas vivendo com Hepatites Virais, jovens, mulheres, negros, indígenas, populações trans, de gays, lésbicas e bissexuais, pessoas que usam drogas, profissionais do sexo e de varias outras organizações que contribuíram de maneira destacada para o aprimoramento da luta por diretos humanos, pela diversidade e por um SUS de qualidade, inovador e baseado em evidências científicas.

Agradeço ainda à parceria sempre presente dos (as) colegas do Itamaraty, de agências da ONU como a OMS, UNAIDS, UNICEF, UNFPA, UNESCO, UNODC, PNUD, ONU Mulheres, Banco Mundial dentre outras, bem como às agências bilaterias como o CDC dos Estados Unidos da América. Agradeço ainda a todos (as) os (as) coordenadores (as) municipais e estaduais de DST, Hepatites Virais e HIV/AIDS de todo o país por seu compromisso com as causas comuns e alinhamento com o DDAHV.
Parafraseando Darci Ribeiro “eu sinto de não ter sido vitorioso em todas as minhas causas, mas os fracassos são minhas vitórias e eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”.”

Fábio Mesquita
Médico – Doutor em Saúde Pública
Militante do SUS

Redação da Agência de Notícias da Aids

16º Programa Abertura Cultural apresenta muitas informações sobre música, produções, projetos e forró pé de serra.

0

abertura quandrado com artistas

O mês de Junho está chegando e com ele aquele gostinho de festa junina. O Abertura Cultural entra no seu 16º programa e no seu último mês com atrações importantes. Na noite desta quinta-feira dia 02 de Junho teremos três convidados: O gestor cultural/músico instrumentista Celso de Carvalho, o gestor cultural Alan Alves – Representante Territorial Sertão do São Francisco; e o cantor/sanfoneiro Wanderley do Nordeste, que com sua sanfona vai fazer a abertura do nosso São João mostrando para o público presente o autêntico forró nordestino.

O Projeto Abertura Cultural, foi contemplado no Edital – Agitação Cultural – Dinamização em Espaços culturais da Bahia 2015 e vem realizando programas de auditório desde fevereiro com o objetivo de entrevistar os artistas e profissionais ligados à cultura do Território Sertão do São Francisco, o programa acontece todas as quintas feiras no Centro de Cultura João Gilberto ao vivo e transmitido via online (Youtube – Abertura Cultural)
Entrada gratuita.

REALIZAÇÃO: ATELIÊ MOREIRA

APOIO FINANCEIRO:
FUNCEB, FUNDO DE CULTURA, SECRETARIA DA FAZENDA, SECRETARIA DE CULTURA, GOVERNO DO ESTADO, “BAHIA, TERRA – MÃE DO BRASIL

Provedor de ideias

Terça Cultural convida a população para mais uma noite de apresentações

0

Números de dança e bandas autorais se apresentam na terceira noite do projeto

A população de Juazeiro está convidada a prestigiar e a vibrar com seus artistas favoritos que estão participando do projeto “Terça Cultural”, todas as terças, no espaço do Arco da Ponte, a partir das 19 horas. Nesta terça-feira, 31, é a terceira noite de apresentações do projeto, que vai contar com números de dança e mais bandas autorais, além de cinema e de artistas convidados para a abertura.

Seguidores e fãs dos artistas inscritos no projeto Terça Cultural também podem escolher o seu artista, grupo e banda local ou autoral para apresentação na Virada Cultural que acontecerá em Julho, dentro das festividades do aniversário do município, um dos objetivos do projeto. A escolha do público é através do facebook, na fanpage: Secretaria de Cultura e Juventude de Juazeiro BA – SECJU.

O projeto Terça Cultural é uma realização da Prefeitura Municipal de Juazeiro, através da Secretaria de Cultura e Juventude, com o apoio de diversos órgãos municipais.

PROGRAMAÇÃO

Dia 31/05
CINEMA: filme “Volúpia”;
DANÇA: Grupo Menear; Grupo Ned;
MÚSICA: (abertura)Grupo DyBonér e Banda Quatro Por Dois; Grupo Rads; Banda Roundabout; Banda Surreais.

Judiciário determina pagamento de AUXÍLIO TRANSPORTE para todos os associados da ASPRA.

0

WhatsApp-Image-20160516-702x336

Os policiais militares terão direito ao auxílio transporte. A decisão judicial do Tribunal de Justiça (TJ), desta quinta-feira (12/05), é em resposta a ação proposta pela Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e Seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) que batalha por garantir o direito aos PMs e BMs. A batalha da Entidade começou em outubro de 2015, quando foi proferida primeira sentença favorável à categoria.

“No entanto, o Estado apresentou diversos recursos, um deles questionando quais militares associados seriam beneficiados pela decisão. Os PMs e BMs que fossem associados antes da propositura do mandado de segurança ou todos os filiados que se amoldassem ao título executivo, independentemente da data de filiação”, afirmou a advogada Marcele Maron.

E, nesta quinta-feira (12/05), a Justiça determinou que o Governo do Estado efetue o pagamento do benefício para TODOS os associados da Aspra, conforme o estabelecido pela súmula 629 do STF, dispondo que “A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados independe da autorização destes”.
Segundo explica o deputado estadual soldado Prisco, INFELIZMENTE, somente os associados da Aspra serão beneficiados, a priori, pela decisão. No entanto, o parlamentar buscará meios para que a medida possa atingir os demais PMs e BMs.

“Só podemos defender na Justiça os direitos dos associados porque temos um impedimento legal para fazer em defesa dos demais. A lei nos proíbe de pedir na Justiça em defesa de todos os PMs e BMs”, explicou o coordenador administrativo da Aspra, soldado A. Santos.
No entanto, o parlamentar soldado Prisco reiterou o compromisso de batalha para estender o benefício aos demais militares. “Eu, enquanto deputado estadual, buscarei o cumprimento do acordo que pôs fim o movimento reivindicatório de 2014, prevendo insalubridade, periculosidade e auxílio transporte aos PMs”, afirmou.

O acórdão pode ser encontrado na íntegra no site do Tribunal de Justiça da Bahia:
http://esaj.tjba.jus.br/cpo/sg/show.do?processo.codigo=P003045PT12KW

A 3º edição do “Diálogos com a Psicologia” acontece nessa segunda (30)

0

13256019_978107512297050_7418161422994188289_n

O evento Diálogos com a Psicologia está na sua 3º edição e, nesse mês, traz uma discussão sobre o Autismo.

O Autismo ou Transtornos do Espectro Autista, é uma “condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o nascimento. Esses distúrbios se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. ”

“O autismo é uma condição permanente, a criança nasce com autismo e torna-se um adulto com autismo. Assim como qualquer ser humano, cada pessoa com autismo é única e todas podem aprender.”

Gleice Cordeiro (Psicóloga e docente na Univasf); Maria Theodora Mendes (Psicóloga, psicomotrista e docente na Univasf); Raíza Figueiredo (Psicóloga do CAPSI – Petrolina); e uma profissional fonoaudióloga (a confirmar) serão as convidadas para conduzir essa discussão.

O evento acontecerá nesta segunda (30), no Auditório da Biblioteca da Univasf – Campus Centro – Petrolina às 19h.

*Entrega de Certificado

Veto de Dilma Roussef à lei que anistia bombeiros e policiais militares cai em sessão no Congresso

0

aspra-bahia

Sessão do Congresso, nesta terça-feira (24/05), decide, por 286 votos a favor e oito contra, pela derrubada do veto da presidenta afastada Dilma Roussef à lei que anistia bombeiros e policiais militares que participaram de movimentos reivindicatórios em todo território nacional.

Com a derrubada, todos os policiais militares que foram demitidos e os que ainda respondem por ter participado do movimento reivindicatório de 2012 não poderão mais ser responsabilizados por buscarem a efetivação de direitos laborais. O deputado estadual soldado Prisco (PPS) acompanhou a votação, em Brasília.

“É a prova de que caminhamos para a conquista de direitos igualitários entre os cidadãos, sejam eles policiais ou qualquer outra classe de trabalhadores. Até mesmo os parlamentares do Partido dos Trabalhadores votaram pela queda do veto da presidenta”, comemorou o parlamentar.

O Projeto de Lei 17/2015 concede anistia aos policiais e bombeiros militares dos Estados do Amazonas, da Bahia, do Pará, do Acre, do Mato Grosso do Sul e do Paraná punidos por participarem de movimentos reivindicatórios. Com origem na Câmara dos Deputados, o PL é de autoria dos deputados Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) e Cabo Daciolo (RJ), e teve como relator no senado o parlamentar Jader Barbalho (PMDB-PA).
Por meio de duas emendas de Plenário, do deputado subtenente Gonzaga (PDT-MG), ao PL foi incluído a anistia dos crimes enquadrados segundo a Lei de Segurança Nacional (7.170/83). A anistia valerá para os crimes previstos no Código Penal Militar entre o período de 13 de janeiro de 2010, data de publicação de outra lei de anistia (12.191/10), e a data de publicação da futura lei.

Também acompanharam a aprovação, ao lado do deputado soldado Prisco, o deputado estadual do Amazonas, soldado Platiny, e o presidente da Associação dos Praças do Amazonas, soldado Gerson. O deputado estadual soldado Prisco (PSDB/Ba) agradeceu publicamente aos deputados federais cabo Sabino, Cabo Daciolo e o subtenente Gonzaga, além de toda equipe da Anaspra, que assim como o parlamentar baiano, batalharam pela aprovação.

Com informações da Assessoria de Comunicação.

Polícia diz que laudo não aponta sinais de violência; demora da jovem em fazer exame foi determinante

0
Polícia diz que laudo não aponta sinais de violência; demora da jovem em fazer exame foi determinante Tomaz Silva / Agência Brasil/Agência Brasil
Alessandro Thiers (à esquerda) foi afastado, e Cristina Bento (à direita) assumiu as investigações Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil / Agência Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulga, nesta segunda-feira, o resultado do laudo sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos ocorrido em uma comunidade na zona oeste da cidade. O Bom Dia Rio, da Rede Globo, adiantou que não foram encontrados sinais de violência e que a demora da jovem em acionar a polícia e se submeter a exames foi “determinante” para o resultado.

O vídeo que expõe a adolescente divulgado nas redes sociais também passou por perícia. O chefe de Polícia Civil do Estado fluminense, Fernando Veloso, disse ao Fantástico, no domingo, que a averiguação apresenta respostas que podem “contrariar o senso comum”.

— Não há vestígios de sangue nenhum que se possa perceber pelas imagens que foram registradas. Eles (os peritos) já estão antecipando, alinhando algumas conclusões quanto ao emprego de violência, quanto à coleta de espermatozoides, quanto às práticas sexuais que possam ter sido praticadas com ela ou não. Então, o laudo vai trazer algumas respostas que, de certa forma, vão contrariar o senso comum que vem sendo formado por pessoas que sequer assistiram ao vídeo — afirmou Veloso.

A jovem entrou no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes ameaçados de Morte (PPCAM), executado pela Secretaria de Direitos Humanos do Rio de Janeiro, e abandonou a casa onde morava por motivos de segurança. Ela relatou que sofre ameaças de morte e que se sente em “cárcere privado”.

No domingo, a delegada de Proteção à Criança e Adolescente Vítima, Cristina Bento, assumiu a coordenação das investigações. O titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, Alessandro Thiers, foi afastado depois de críticas da adolescente à condução do caso.

A então advogada da vítima, Eloísa Samy Santiago, havia pedido o afastamento de Thiers da investigação. No domingo, a defensora informou que a família da vítima a dispensou do caso.

— Em razão do elevado desgaste que o delegado (Thiers) está tendo, iremos avaliar se houve falta de habilidade no trato com a vítima, ou não, até para tentar preservar o delegado e garantir a imparcialidade da investigação — destacou o chefe de Polícia Civil ao Fantástico.

A adolescente contou que o delegado a questionou se ela tinha o costume de praticar sexo em grupo e que interrompeu o depoimento na delegacia porque se sentiu intimidade. Segundo ela, três homens a interrogaram em uma sala de vidro, que a deixava exposta às pessoas que passavam pelo local.

— Ele (o delegado) disse: “me conta aí”. Não perguntou se eu estava bem, se eu tinha proteção. Ele perguntou se eu tinha o costume de fazer isso, se eu gostava de fazer isso. O próprio delegado me culpou — desabafou a jovem.

Um minuto da sua atenção por Clériston Andrade

0

Já tentou maquinar o mal contra alguém, planejar alguma coisa para machucar e destruir a reputação alheia?

Se não, excelente! Você tem um bom caráter.

É difícil para quem é movido por bons sentimentos até pensar em algo assim.
Infelizmente, existem aqueles que têm tal capacidade perversa. Ódio, rancor, inveja são apenas manifestações de algo anterior, os frutos de uma árvore doente.

A boca fala, os dedos digitam, as mãos manipulam a partir daquilo que o coração está cheio.

Anos eleitorais, infelizmente, são propícios a que tais males ecoem. É a ideia do vale tudo, da sede do poder pelo poder, da ira travestida de discurso.

Esta semana, uma amiga preciosa foi vítima disso. Deus sabe como isso me afetou. Não me acostumo com o pensamento de que isso faça parte do jogo.
Não faz. Não deve fazer. Somos humanos, não coisas, gente, não animais selvagens.

Respeito é uma atitude civilizatória. Sua negação, a anulação da própria humanidade.

Os fins nunca justificarão os meios se os teus interesses forem bons. E, se os teus interesses forem bons, você nunca será derrotado, mesmo que a vitória aparente não seja conquistada.

Clériston José da Silva Andrade
Secretário Municipal de Educação e Esportes
Juazeiro-Bahia45

75ª CIPM cumpre TAC e realiza mais uma operação em conjunto com SEMAOP de Juazeiro

0

paredao policiaPoliciais Militares da 75ª Companhia Independente de Polícia Militar – “Base Sertão” – em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Ordem Pública de Juazeiro, deram continuidade a operação contra poluição sonora, no dia 29 de maio em Juazeiro – BA.

Cumprindo o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que visa coibir a poluição sonora, policias militares da 75ª CIPM em conjunto com fiscais da Secretaria de Meio Ambiente e Ordem Pública de Juazeiro (SEMAOP), realizaram operação em diversos locais para averiguar a documentação de estabelecimentos comerciais (Bares e Casas de Shows) e foram autuados 02 estabelecimentos que iriam efetuar eventos de forma irregular.

A 75ª CIPM informa que em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente e Ordem Pública de Juazeiro, segue intensificando as abordagens a estes estabelecimentos no intuito de interditar os que estão funcionando de forma ilegal.

Assessoria de Comunicação Social da 75ª CIPM