Redação

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Sesau realiza oficina de planejamento para execução das metas do Plano Municipal de Saúde 2026–2029 em Juazeiro

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A Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro (Sesau) realizou, nesta quarta-feira (11), o segundo momento da Oficina de Planejamento do Plano Municipal de Saúde 2026–2029. O encontro aconteceu no auditório do Colégio Codefas e reuniu a equipe gestora da pasta com o objetivo de fortalecer o processo de organização e execução das ações estratégicas que irão nortear as políticas públicas de saúde no município pelos próximos anos.

A iniciativa integra o conjunto de ações voltadas ao aprimoramento da gestão, promovendo qualificação técnica e alinhamento entre os setores, aspectos fundamentais para a consolidação de um planejamento eficiente e voltado às reais necessidades da população.

A oficina foi mediada por Joselma Alves, diretora e consultora da Avansus, que destacou a importância da construção coletiva do plano e da etapa atual de definição das ações.

“Estamos aqui na segunda oficina para o processo de planejamento do município de Juazeiro. O Plano Municipal de Saúde foi elaborado a várias mãos, com os trabalhadores, com os gestores e com os usuários. Ele já foi concluído e aprovado no Conselho Municipal de Saúde. Hoje estamos na oficina de ‘mão na massa’, em que vamos pegar as metas e transformá-las em ações, programando atividades que garantam resolutividade e ampliem o acesso da população aos serviços de saúde no município”, explicou.

A atividade faz parte do cronograma de planejamento da Sesau e reforça o compromisso da gestão municipal com a qualificação contínua das equipes e com o fortalecimento das políticas públicas de saúde em Juazeiro.

Ascom

Profissional que atuou no Conjunto Penal denuncia “perseguição” por parte de promotora de Juazeiro; Corregedoria do MPBA já apura outras denúncias contra a promotora

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O Portal Preto no Branco recebeu novos relatos contra a conduta da promotora Aline Curvêlo Tavares de Sá, que atuava na 13ª Promotoria de Justiça, em Juazeiro, na região Norte da Bahia. Desta vez, as acusações de perseguição partem de um profissional que atuou na coordenação do Conjunto Penal do município.

“Eu tive um pedido de afastamento feito sem oitiva pela promotora Aline Curvêlo. Eu cheguei ao CPJ no período da intervenção, há aproximadamente dois anos e meio, e fui perseguido pela promotora. Na época, eu saí da minha cidade, deixando a minha família, para um cargo de coordenação na unidade. Nós fizemos um trabalho muito sério, com muitas apreensões e conduções de detentos para a delegacia, e óbvio que isso desagradou as organizações criminosas, gerando denúncias infundadas. Inclusive, uma das denúncias ela ouviu quando passava pelo CPJ, onde um detento dizia que torturei os presos. Depois disso, a promotora pediu meu afastamento sem sequer ouvir os nomes dos supostos presos agredidos e sem sequer me ouvir. Eu só continuei o meu trabalho porque a gestão da unidade da época acreditava e confiava no meu trabalho. Mas isso me prejudicou na carreira, pois ela quis colocar minha conduta em cheque”, declarou o profissional, que preferiu não ser identificado.

Em seu relato, o ex-funcionário do CPJ também apontou outras situações que classifica como “perseguição” por parte da promotora.

“Durante as inspeções que a minha equipe realizava, ela retirava os presos das celas e perguntava se eu os torturava, e todos respondiam que não. Em uma das ocasiões, ela tirou as mulheres da ala feminina e perguntou se eu batia nas mulheres dentro do presídio. Isso me machucou muito, pois sempre fiz tudo dentro da legalidade. Além disso, durante essas inspeções, a gente encontrava os celulares na cela do preso, o detento confessava que o aparelho era dele, a gente aplicava o procedimento administrativo disciplinar, que é o que a lei diz, mas na hora da audiência de justificativa, essa promotora afirmava que aquilo ali não era suficiente. Ela fazia isso só porque quem estava à frente da operação era eu. Então, essas situações foram virando para uma espécie de perseguição”.

O profissional finalizou destacando que todas as acusações feitas contra ele na época do seu exercício em Juazeiro foram arquivadas por falta de provas.

“Minha conduta é ilibada. Todos os processos foram arquivados por falta de materialidade de crime perante inquéritos da Polícia Civil e o próprio juiz”, concluiu.

Denúncia ex-assessora

A promotora Aline Curvêlo Tavares de Sá já havia sido denunciada por assédio moral e abuso de poder hierárquico contra uma profissional que atuou como assessora da 13ª Promotoria de Justiça de Juazeiro e pediu exoneração do cargo. O caso que foi inicialmente denunciado à Corregedoria do Ministério Público do Estado da Bahia, está sendo investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

Procurado pelo PNB, nesta quarta-feira (11), o Ministério Público do Estado da Bahia informou “que foi protocolada notícia de fato junto à Corregedoria-Geral pela ex-servidora no último dia 13. O procedimento tramita em sigilo e a Corregedoria já está adotando as medidas necessárias à adequada apuração dos fatos narrados”.

Relatos da ex-assessora

Em contato com o PNB, a bacharel em Direito, de 40 anos, contou que pediu desligamento do cargo no último dia 13 de janeiro, após “reiteradas condutas de assédio moral, intimidação, controle excessivo, ameaça funcional, abuso de poder, ingerência em sua vida pessoal”.

A suposta vítima assessorava a promotora desde o ano de 2019, quando atuou nas comarcas de Senhor do Bonfim e de Juazeiro. À nossa reportagem ela contou que a promotora extrapolava o limite profissional e chegava a pedir favores pessoais e submetê-la a situações humilhantes e constrangedoras.

A profissional relatou ainda que, de forma frequente, também era vítima de racismo recreativo.

“Por ser uma mulher preta, constantemente fui vítima de racismo recreativo, quando a referida promotora fazia piadas me chamando de ‘neguinha”, usando expressões como ‘quem mandou nascer preta’, que eu não poderia votar na ‘direita por ser uma mulher preta’, falas inadmissíveis para uma representante do Ministério Público, órgão que deve fiscalizar e cumprir a lei”, relatou.

A ex-assessora também denunciou sobrecarga de trabalho, acúmulo de funções e direitos trabalhistas violados.

“Além da carga já elevada decorrente da titularidade, fui obrigada a assumir demandas de outras promotorias e a acompanhar júris de forma contínua, acumulando funções de maneira excessiva e desproporcional. Eu fazia as peças, assinava, pois tinha a assinatura eletrônica da mesma, protocolava e a promotora só ia para as audiências. Nos júris, além da preparação integral, era exigida a elaboração de relatórios extensos e minuciosos, incluindo, inclusive, a redação prévia das perguntas que deveriam ser formuladas em plenário e orientações sobre o que deveria ser dito em determinadas audiências, o que evidencia que todo o trabalho técnico era realizado por mim, cabendo à chefia apenas a assinatura formal, sem efetiva correção, embora houvesse constante cobrança como se houvesse revisão técnica. Direitos básicos foram, na prática, condicionados ou negados. Fui informada de que somente poderia gozar férias se todas as promotorias estivessem “zeradas”, inclusive promotorias com mais de cem processos, e que o recesso apenas seria autorizado na mesma condição, o que se mostrava materialmente inviável diante do volume de trabalho imposto.

Ela acusa ainda que sua vida pessoal foi afetada, já que a chefia exigia disponibilidade em tempo integral.

“Somado a isso, fui submetida à exigência de disponibilidade absoluta, com a obrigação de atender ligações e mensagens da chefia a qualquer hora e em qualquer dia, sob o argumento de que tal disponibilidade seria discricionária da chefia em razão do recebimento de RTI, suprimindo completamente qualquer limite entre vida pessoal e profissional. Também houve grave ingerência na minha vida familiar, com exigência de matrícula do meu filho de apenas dois anos de idade em escola de tempo integral, sob ameaça de desligamento, bem como imposições para acompanhar júris e realizar substituições, permanecendo, por vezes, semanas longe de casa, sem o pagamento de diárias ou compensações legais. Além disso, enfrentei humilhações públicas, desqualificação profissional e cobranças excessivas em ambientes institucionais, inclusive diante de estagiários, o que contribuiu para um ambiente de trabalho hostil e degradante”.

A profissional relatou ainda que teve sua saúde mental afetada e foi diagnosticada com Burnout, que é a Síndrome do Esgotamento Profissional: “Os abusos e pressão psicológica me incapacitaram a trabalhar naquele ambiente e passei a ter ansiedade generalizada, choro frequente, desgaste físico e mental pela sobrecarga de trabalho, exaustão extrema, desânimo, sentimentos de ineficácia, resultando em vários sintomas físicos,” contou a profissional.
Em um comunicado dirigido aos colegas, a ex-assessora informou seu desligamento afirmando que “os abusos reiterados tornaram insustentável a sua permanência no ambiente de trabalho”.

Ela também denunciou que casos de abusos morais têm sido frequentes e que não há suporte de proteção para as vítimas.

“Tenho plena consciência de que, infelizmente, abusos morais têm se tornado frequentes no âmbito do Ministério Público e que, muitas vezes, não há canais efetivos de proteção para quem os sofre. Ainda assim, não posso naturalizar práticas que violam a dignidade, o respeito e os limites humanos. Apesar de todas as dificuldades, sempre atuei com responsabilidade, zelo e compromisso técnico, assegurando o andamento das demandas e o funcionamento do setor. Saio com a consciência tranquila e desejando a todos boa sorte, serenidade e sucesso em suas trajetórias profissionais”.

Ela ressaltou que possui provas de todas as acusações, em vídeos, áudios e prints de conversas: “Minha denúncia é no sentido de pedir justiça, pois estas atitudes não devem ser normalizadas. Não é uma vingança pessoal, mas uma forma de coibir que outros continuem passando por situações como as que eu passei e que adoecem os profissionais. O MPBA deve adotar providências, já que é um órgão cumpridor da lei e Assédio Moral é CRIME”, finalizou.

 

Redação PNB

Sesau inicia formação para médicos da Atenção Primária com foco em saúde mental de crianças e adolescentes em Juazeiro

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A Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro (Sesau) iniciou, nesta quarta-feira (11), um processo formativo voltado aos médicos da Atenção Primária à Saúde, com foco no cuidado em saúde mental de crianças e adolescentes. A atividade foi realizada na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e integra o início de um projeto de matriciamento entre as equipes de Saúde Mental e da Atenção Básica do município.

A formação reuniu médicos da rede municipal e foi conduzida por profissionais do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), que apresentaram estratégias de acolhimento, avaliação e manejo de casos de sofrimento psíquico na população infantojuvenil. O encontro desta quarta-feira (11) marcou a primeira etapa da capacitação, que terá continuidade nesta quinta-feira (12), com a participação de um segundo grupo de médicos da Atenção Primária.

A iniciativa tem como objetivo fortalecer a capacidade de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), permitindo que médicos da atenção básica possam identificar, avaliar e acompanhar casos de sofrimento psíquico em crianças e adolescentes, garantindo maior resolutividade e ampliando o acesso dessa população aos cuidados em saúde mental dentro da própria rede municipal.

De acordo com a diretora de Saúde Mental da Sesau, Karoline Barros, a formação faz parte de uma estratégia para integrar ainda mais os serviços da rede municipal de saúde. “Esse é o início de um processo de matriciamento, ou seja, uma metodologia de trabalho no SUS onde equipes especializadas, como o Caps, oferecem suporte técnico-pedagógico às equipes de referência, nesse caso, a Atenção Básica. Assim, a ideia é aproximar as equipes da Saúde Mental da Atenção Primária, com o objetivo de qualificar os profissionais da atenção básica para que eles consigam avaliar e acompanhar crianças e adolescentes em sofrimento psíquico dentro das próprias unidades, garantindo mais acesso e resolutividade no cuidado”, destacou.

Como parte do cronograma do projeto, na próxima semana serão realizadas novas formações voltadas aos enfermeiros da Atenção Básica. As atividades serão conduzidas por profissionais do Caps Infantojuvenil, que irão compartilhar orientações e promover um processo formativo semelhante ao realizado com os médicos.

Já no mês de abril, o foco das formações será a saúde mental de adultos, especialmente pessoas que fazem uso de substâncias psicoativas ou que apresentam sofrimento mental grave e persistente. As atividades contarão com a participação das equipes do Caps II, Caps AD e do Serviço Especializado em Saúde Mental (Sesme), seguindo o mesmo formato de capacitação para médicos, enfermeiros e também para agentes comunitários de saúde.

Após essa etapa inicial de formações, o projeto de matriciamento será desenvolvido diretamente nas Unidades Básicas de Saúde, com acompanhamento das equipes especializadas. As ações serão realizadas de acordo com as necessidades identificadas em cada território, com construção conjunta de um calendário de atividades entre a Saúde Mental e a Atenção Primária.

Ascom

Ruas do Futuro: obras de pavimentação começam no Parque Centenário e moradores celebram nova realidade

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A manhã desta terça-feira (10) foi marcada por um cenário diferente no bairro Parque Centenário. O som das máquinas e o movimento das equipes da Prefeitura de Juazeiro anunciaram o início das obras de pavimentação na comunidade, transformando o ambiente que por muitos anos foi marcado por poeira na seca e lama durante o período de chuvas. Para os moradores, ver as ruas sendo preparadas representa a chegada de uma nova realidade para o bairro.

As máquinas começaram a preparar as vias, realizando a movimentação de terra e os primeiros ajustes necessários para a implantação do pavimento. Nas portas das casas, moradores acompanharam de perto cada etapa do início da obra, observando com expectativa o progresso chegar a um lugar que há décadas aguardava por melhorias na infraestrutura.

Um dos moradores do bairro, Joaquim Ferreira Mendes destacou a importância da intervenção e relembrou as dificuldades enfrentadas pela comunidade ao longo dos anos. “Bom, primeiramente eu acho que essa questão do alagamento é muito séria. Quando chove aqui, o bairro vira praticamente uma represa de Sobradinho. Enche de água, invade as casas, vira lama, é uma série de dificuldades para quem mora aqui. A gente está esperando por essa obra praticamente desde quando o bairro começou. Muitas pessoas vieram aqui, fizeram promessas, mas nada acontecia. Hoje, ver as máquinas trabalhando e as obras começando de verdade traz uma esperança muito grande para todos nós que moramos aqui”, relatou.

De acordo com o engenheiro da Secretaria de Obras Estruturantes (Soest), Técio Martins, responsável técnico pela obra, o projeto prevê a implantação de um tipo moderno de pavimentação, que garante maior resistência e durabilidade. “Estamos aqui hoje no Parque Centenário para iniciar uma obra de pavimentação. Essa pavimentação vai ser executada em concreto usinado. É uma pavimentação que se assemelha ao intertravado, porém será moldada no próprio local. As equipes já começaram a movimentação de material e toda a estrutura necessária para moldar esse pavimento aqui nas ruas do bairro. Serão executadas sete ruas, com cerca de dois mil metros de pavimento, trazendo mais conforto e qualidade de vida para a população do Parque Centenário”, explicou.

O secretário de Obras Estruturantes, Vagner Souza, destacou que a intervenção integra um conjunto de ações voltadas para a melhoria da infraestrutura urbana do município. Segundo ele, a obra faz parte do ProJuá – Programa Juazeiro Avança, que reúne diversas iniciativas para modernizar a cidade, além de integrar também o Programa Ruas do Futuro, considerado o maior programa de pavimentação já realizado em Juazeiro. A iniciativa contempla ruas da sede e também da zona rural, levando mais mobilidade, dignidade e qualidade de vida para a população.

Ascom

Prefeitura de Juazeiro informa interdição temporária de uma das vias da Avenida Raul Alves para reforço na estrutura da galeria de água pluvial

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (AMTT), informa a interdição temporária de uma das vias da Avenida Raul Alves, no bairro Santo Antônio. A medida foi necessária para reforçar a estrutura da galeria de água pluvial, localizada nas proximidades do Hospital da Mulher, que apresentou problemas após as fortes chuvas que atingiram a cidade. Essas galerias subterrâneas são essenciais para captar, armazenar e direcionar a água das chuvas.

De acordo com a Defesa Civil, somente nos primeiros cinco dias do mês de março foram registrados 50 mm de chuva na área urbana e 100 mm na área rural de Juazeiro.

Segundo a empresa CLC Construtora, responsável pela execução do serviço, a via deverá ser liberada ainda hoje. A empresa informou ainda que será necessária uma intervenção temporária em outro ponto da Avenida Raul Alves para manutenção de outra galeria localizada próximo a AABB.

Agentes de trânsito estão no local realizando a organização do tráfego. A AMTT reforça a importância de atenção e cuidado redobrados por parte dos motoristas que transitam pela via.

Ascom

“Já estamos há uma semana sem aula”, relatam estudantes do Colégio Estadual Pedro Raymundo Moreira Rego, em Juazeiro; Secretaria de Educação esclarece

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Estudantes do Colégio Estadual Pedro Raymundo Moreira Rego, localizado no bairro Alto da Aliança, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para relatar que estão há cerca de uma semana sem aulas. Segundo os relatos, a justificativa apresentada diariamente é a suposta falta de energia elétrica na unidade escolar.

“Já faz uma semana que nós, alunos, estamos sem aulas. Todo dia dizem que não tem energia. A gente não entende como uma escola pode passar tanto tempo assim sem eletricidade. Que tipo de lugar passa uma semana sem energia? Só se não pagaram as contas, porque é impossível uma instituição de ensino ficar tanto tempo sem luz”, criticou um aluno.

Eles também dizem que a interrupção das aulas tem causado prejuízos no aprendizado.

“Enquanto outras escolas estão tendo aula normalmente, nós estamos acumulando dias sem estudar. Isso prejudica diretamente nosso aprendizado”, afirmou.

Os estudantes cobram uma solução para o problema e pedem providências urgentes. “Queremos que o problema seja verificado o quanto antes e que as aulas voltem imediatamente. Não é justo continuarmos sendo prejudicados dessa forma”, reclamaram.

Encaminhamos os relatos dos estudantes para a Secretaria de Educação do Estado e para o NTE-10 em busca de esclarecimentos. Em nota, a SEC esclareceu que “as chuvas que atingiram a região de Juazeiro danificaram a subestação de energia do Colégio Estadual Pedro Raymundo Moreira Rego, localizado no bairro Santa Aliança. Equipes da SEC já estiveram no local e acionaram a empresa responsável pela manutenção da unidade escolar para realizar as intervenções necessárias. A direção do colégio, em diálogo com professores, estudantes e as famílias, está elaborando o calendário de reposição de aulas”.

Redação PNB

Após reivindicações, Secretaria de Educação de Juazeiro diz que número de auxiliares de AEE na Escola Edualdina Damásio atende demanda de alunos

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Após mães e responsáveis por alunos da Escola Edualdina Damásio, localizada na comunidade de Campo dos Cavalos, Junco, zona rural de Juazeiro, relatarem a falta de auxiliar de AEE (Atendimento Educacional Especializado) na instituição de ensino, u Secretaria de Educação se manifestou.

Em nota enviada ao Portal Preto no Branco, a Seduc afirmou que “a Escola Municipal Professora Edualdina Damásio, no Junco, possui cerca de 13 alunos com deficiência. Destes, 8 são alunos autistas que necessitam de auxiliar de AEE (Atendimento Educacional Especializado). Atualmente, a escola possui 2 professoras e 5 auxiliares de AEE, número de profissionais definido a partir de uma análise da equipe especializada da Seduc, considerando que esses colaboradores conseguem apoiar todos os estudantes com deficiência da unidade. Reiteramos que, segundo as normativas da Educação Inclusiva, o profissional auxiliar de AEE pode acompanhar até dois estudantes no mesmo turno e na mesma sala de aula, levando em consideração o nível de suporte e as necessidades específicas de cada aluno, conforme avaliação pedagógica realizada pela escola e pela rede de ensino”.

Reclamação

“Sou mãe de uma criança com autismo que estuda na escola Edualdina Damásio. Meu filho precisa de uma auxiliar e até hoje a SEDUC não chamou o profissional. Sabemos que não é por falta de pessoas, porque o processo seletivo foi feito. A gestora da unidade escolar não solicita, mesmo sabendo que as crianças precisam do auxiliar. Será que não chamam esperando os queridos cumprirem interstício e voltarem para a escola? Além do meu filho, existem mais crianças autistas precisando e até agora nada. Quando vamos na SEDUC a resposta é que “a gestora não solicitou”. E a SEDUC vai deixar por isso mesmo? Meu filho e os demais precisam desse suporte”, criticou uma mãe de criança atípica.

Outra mãe ainda acrescentou: “A ausência desse profissional está prejudicando o atendimento adequado aos alunos que necessitam de acompanhamento especializado, comprometendo o direito à educação inclusiva. Solicito que a Secretaria de Educação de Juazeiro e a Ouvidoria do Município de Juazeiro verifiquem a situação e tomem as providências necessárias com urgência”, concluiu.

Redação PNB

Funcionário terceirizado da empresa Soll tem surto no campus Juazeiro da Univasf após atraso salarial

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Um funcionário terceirizado passou mal na manhã desta quarta-feira (11) no campus Juazeiro da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). O episódio ocorreu dentro da instituição e mobilizou equipes da Polícia Militar e atendimento de ambulância.

Segundo relatos de estudantes e trabalhadores ouvidos no local pelo Portal Preto no Branco, o funcionário apresentou um surto emocional durante o expediente devido ao atraso salarial. Ele atua há cerca de 18 anos no campus e desempenha funções de apoio operacional ligadas ao controle de chaves e abertura de salas de aula, além do acionamento de equipamentos como ar-condicionado nos blocos acadêmicos.

Testemunhas relatam que, durante o episódio, o trabalhador ficou visivelmente abalado e chegou a quebrar um violão de sete cordas que, segundo colegas, possuía grande valor afetivo e financeiro para ele. Após a situação, equipes de emergência foram acionadas para prestar atendimento.

O funcionário é vinculado à empresa Soll, responsável pela prestação de serviços terceirizados considerados essenciais no campus, como limpeza, manutenção e apoio logístico. De acordo com trabalhadores da empresa, os salários estariam atrasados desde a última quinta-feira.

Funcionários terceirizados relatam que o atraso de pagamentos não seria um caso isolado. Segundo eles, episódios semelhantes já teriam ocorrido anteriormente e, em algumas ocasiões, os pagamentos só teriam sido regularizados após paralisações das atividades.

Trabalhadores também afirmam que a falta de previsibilidade nos depósitos acaba gerando impactos financeiros diretos. Muitos relatam que precisam arcar com juros em contas e cartões de crédito devido à ausência de uma data definida para o pagamento dos salários.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde do trabalhador atendido. A reportagem busca posicionamento da empresa Soll e da administração da Univasf sobre a situação relatada pelos funcionários e sobre o episódio ocorrido no campus Juazeiro.

O PNB também está em contato com o Sindlimp em busca de informações.

Redação PNB

Integrante de grupo criminoso investigado por homicídio é preso após sair do trabalho em Juazeiro

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Um homem de 26 anos, investigado por participação em um homicídio registrado em Juazeiro, na região Norte da Bahia, foi preso na tarde da última segunda-feira (09), no Distrito Industrial do município. A prisão aconteceu logo após o suspeito sair do local onde trabalhava.

De acordo com a Polícia Civil da Bahia, o homem é apontado como integrante de um grupo criminoso que atua na região. A captura foi resultado de uma investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios de Juazeiro.

As apurações indicam que ele teria participado do planejamento do assassinato de Wesley Kauã Ferreira dos Santos, ocorrido no dia 10 de março de 2025, no bairro Alto da Aliança. Segundo os investigadores, o suspeito teria sido responsável por definir a forma como a ação criminosa seria executada.

O mandado de prisão foi cumprido por equipes da Delegacia de Homicídios e do Núcleo de Inteligência da 17ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Juazeiro).
Ainda conforme a polícia, outras três pessoas já foram presas por envolvimento no mesmo homicídio, entre elas um dos líderes do grupo criminoso.

Ainda conforme as informações, os investigados também são suspeitos de participação em outras mortes registradas em Juazeiro entre os anos de 2024 e 2025.
Após a prisão, o homem foi conduzido para a unidade policial, onde permanece custodiado à disposição da Justiça.

Redação PNB