Redação

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Prefeitura de Juazeiro prepara cemitérios para receber famílias em homenagem aos entes queridos no Dia de Finados

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Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Serviços Públicos (SESP), intensifica os preparativos para o Dia de Finados, celebrado na próxima segunda-feira (2 de novembro). As equipes trabalham na limpeza e organização dos cemitérios do município para receber as famílias que irão prestar homenagens aos seus entes queridos.

No Cemitério Central, os serviços incluem mutirão de limpeza, capina e varrição. O local também contará com programação religiosa, com missas às 7h e às 17h. No Cemitério João Paulo II, a celebração será realizada às 6h30. Já os cemitérios localizados no interior do município estão limpos e preparados para receber os visitantes.

O secretário de Serviços Públicos, Romário Varjão, destaca que a preparação dos espaços busca oferecer melhores condições para as famílias durante a data. “Estamos mobilizando nossas equipes para garantir que os cemitérios estejam limpos, organizados e em condições adequadas para receber a população. O Dia de Finados é um momento de saudade, reflexão e homenagem, e nosso trabalho é contribuir para que as famílias possam visitar seus entes queridos com tranquilidade e respeito”, afirmou.

O gerente dos cemitérios de Juazeiro, Jadilson José Silva de Oliveira, também ressaltou a importância dos serviços realizados antes da data. “Estamos acompanhando os trabalhos de limpeza e manutenção para deixar os cemitérios preparados para receber as famílias. Nosso objetivo é garantir espaços organizados e bem cuidados, proporcionando melhores condições para quem vai prestar suas homenagens neste Dia de Finados”, afirmou.

A SESP informa que os serviços de limpeza e manutenção seguem durante a semana, com o objetivo de manter os cemitérios organizados e garantir melhores condições de visitação no Dia de Finados.

 

Ascom

Presidente do PL diz que não gostou de carta em que Flávio Bolsonaro se declarou presidente do Brasil

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O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou na manhã desta quinta-feira (29) que não gostou da carta divulgada pelo candidato derrotado à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), onde ele se autodeclarava presidente do Brasil.

“Não gostei”, disse o presidente do PL a jornalistas ao chegar ao condomínio onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar.

Valdemar irá se reunir com Bolsonaro na manhã desta quinta, onde afirmou que deverá tratar de “muitas novidades” e sobre “toda a situação”.

O encontro entre os dois foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

BNews

CDL e Sindilojas de Petrolina repudiam listas de boicote a comércios de Juazeiro e Petrolina; entidades alertam para possível assédio eleitoral

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Em nota conjunta enviada ao Portal Preto no Branco nesta quinta-feira (29), a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Petrolina e o Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) repudiaram a circulação de listas que incentivam o boicote a estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços de Juazeiro, na região Norte da Bahia, e Petrolina, no Sertão de Pernambuco, por motivações político-partidárias. O caso foi divulgado em uma matéria publicada nessa quarta-feira (28) pelo PNB.

A lista começou a circular em grupos de mensagens depois do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25), e classifica estabelecimentos nas categorias “DIREITA” e “ESQUERDA”, além de incentivar consumidores a priorizar negócios identificados como conservadores e deixar de frequentar aqueles associados à esquerda.

Em nota, as entidades afirmam que iniciativas dessa natureza prejudicam a atividade econômica e podem atingir a reputação de empresas e trabalhadores.

Confira a nota na íntegra

NOTA CONJUNTA

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Petrolina e o Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) vêm a público repudiar veementemente a circulação de listas em grupos de mensagens que incentivam o boicote a estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), motivadas por posições político-partidárias.

Reiteramos que vivemos em um Estado Democrático de Direito, onde a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e as diferenças devem ser integralmente respeitados. Iniciativas que visam prejudicar a atividade econômica local e atacar a reputação de empresas e trabalhadores não constroem um ambiente saudável para o desenvolvimento da nossa região.

Lembramos, ainda, que atitudes dessa natureza ultrapassam os limites do debate democrático e podem configurar práticas ilícitas, incluindo o assédio eleitoral. Os responsáveis por criar, alimentar ou disseminar tais listas estão sujeitos às punições e sanções previstas na legislação.
O comércio e o setor de serviços são os pilares da economia do Vale do São Francisco, gerando emprego, renda e desenvolvimento para toda a população, independentemente de convicções ideológicas. A CDL e o Sindilojas permanecem firmes na defesa da legalidade, da livre iniciativa e do respeito mútuo.
Petrolina – PE, 29 de outubro de 2026.

(Assinatura)
Deusemar dos Santos
Presidente CDL Petrolina
(Assinatura)
Joaquim de Castro Filho
Presidente Sindilojas

O Portal Preto no Branco também procurou o Sindlojas e a Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Juazeiro. Em resposta, a (Aciaj) informou que “não tem posicionamento a declarar sobre o assunto em questão”.

Entenda o caso

Como publicado anteriormente pelo PNB, a lista reúne estabelecimentos de diferentes segmentos, como restaurantes, lanchonetes, mercados, lojas de roupas, empresas de serviços e profissionais autônomos das duas cidades. A mensagem que acompanha o material convoca os consumidores a comprar de estabelecimentos classificados como conservadores e boicotar empresas associadas à esquerda.

O Portal Preto no Branco optou por não divulgar a relação nem reproduzir os nomes dos estabelecimentos citados, para evitar ampliar a exposição dos comerciantes e possíveis prejuízos decorrentes da circulação do material.

Imagem ilustrativa IA

Redação PNB

Moradores do Mandacaru I e comunidades vizinhas, em Juazeiro, relatam falta de água há mais de 24 horas; SAAE atribui problema à queda de energia

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Moradores do Projeto Mandacaru I, das vilas circunvizinhas e de outras comunidades da zona rural de Juazeiro, na região Norte da Bahia, relatam que estão há mais de 24 horas sem abastecimento de água. Segundo os relatos enviados ao Portal Preto no Branco, as interrupções são frequentes e têm causado dificuldades para realizar atividades básicas do dia a dia.

“Estamos com um problema grave no Projeto Mandacaru, nas vilas e nos projetos também. Estamos sem água há mais de 24 horas. Durante o mês, é falta direto, constante”, relatou um morador.

Ainda de acordo com os relatos, a situação tem provocado preocupação entre os moradores, que enfrentam dificuldades para tomar banho e preparar alimentos.

“O povo está agoniado para tomar banho, para fazer comida. Estão indo pegar água dentro dos canais, que provavelmente recebem veneno ou algum produto usado nas roças”, acrescentou

Em resposta enviada ao PNB, o Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE) de Juazeiro informou, por meio de comunicado, que a equipe de manutenção aguarda o restabelecimento total da energia elétrica na região de Mandacaru I para religar o sistema de abastecimento de Barrinha do Cambão.

Segundo o órgão, a energia elétrica havia sido restabelecida no final da tarde do dia anterior, mas uma das fases voltou a cair durante a noite, impossibilitando o funcionamento das bombas.

O SAAE informou ainda que a Neoenergia Coelba já foi notificada e que a equipe aguarda o reparo da rede elétrica para que o abastecimento seja normalizado.

De acordo com o comunicado, as comunidades afetadas são: Vila Juca Viana, Mandacaru I, Porto de Pedra, Ilha Grande, Barrinha do Cambão, Lagoa da Areia e Ponta D’Água.

Até o momento, o comunicado não informa uma previsão para a conclusão do reparo elétrico e a normalização do fornecimento de água nas localidades atingidas.

Redação PNB 

Sesau atualiza calendário de pesagem do Bolsa Família em Juazeiro para novembro

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A Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro (Sesau) divulgou o novo calendário de pesagem dos beneficiários do Programa Bolsa Família, referente ao acompanhamento das condicionalidades de saúde do segundo semestre de 2026. Os atendimentos acontecerão de 3 a 30 de novembro, em diferentes localidades do município, das 8h30 às 11h. No dia 19, no auditório do Samu, haverá também atendimento das 17h às 20h.

A programação é voltada aos beneficiários que ainda não realizaram o acompanhamento neste semestre. A pesagem integra as condicionalidades de saúde do programa e permite atualizar as informações e monitorar a saúde das famílias atendidas. Durante o atendimento, são atualizados os dados de mulheres de todas as idades e de crianças do sexo masculino com até 7 anos e 3 meses.

Confira o calendário de novembro:

* 3, 4 e 5: UBS Novo Encontro;
* 6: UBS Santo Antônio;
* 9, 10 e 11: UBS Caic;
* 12 e 13: UBS João XXIII e UBS São Geraldo;
* 16, 17 e 18: Escola Municipal Professora Carmen Costa, no Alto da Aliança;
* 19: auditório do Samu, das 8h30 às 11h e das 17h às 20h;
* 23 e 24: Associação do Argemiro;
* 25: Associação do Argemiro, com atendimento para os moradores de Rio Jordão e Nova Esperança;
* 26: Associação do Argemiro, com atendimento para os moradores de Piranga I e II;
* 27: Associação da Codevasf;
* 30: quadra de esportes do bairro Dr. Humberto I.

Documentação necessária

Para realizar a pesagem, os beneficiários devem apresentar RG, Número de Identificação Social (NIS), cartão de vacinação e Cartão do SUS de todos os membros da família.

A Sesau reforça a importância do comparecimento dentro do prazo, evitando pendências no acompanhamento exigido pelo programa. A orientação é conferir a data e o local de atendimento e levar toda a documentação necessária para agilizar o procedimento.

 

Ascom

Prefeitura de Juazeiro contrata banca para concurso público com provas previstas para 2027

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A Prefeitura de Juazeiro, na região Norte da Bahia, contratou o Instituto AOCP para organizar um novo concurso público municipal, com provas previstas para 2027. A seleção será destinada ao preenchimento de cargos efetivos e à formação de cadastro de reserva em diferentes áreas da administração municipal.

O contrato prevê a prestação de serviços técnicos para o planejamento, a organização e a realização do concurso no âmbito da Administração Direta do município. A seleção atenderá às necessidades das secretarias municipais de Educação, Saúde e Administração, além da Procuradoria do Município.

Entre as funções previstas estão auditor do Sistema Único de Saúde (SUS), agente comunitário de saúde e fiscais de postura, meio ambiente e obras.

A relação definitiva de cargos, o número de vagas e os requisitos para participação ainda serão detalhados nos editais. A Prefeitura também não divulgou as datas de inscrição nem o cronograma completo da seleção.

O Instituto AOCP será responsável pela estruturação e execução técnica do certame, observadas as exigências legais e as condições estabelecidas no processo administrativo. A instituição é especializada na organização e realização de concursos públicos e processos seletivos para órgãos das esferas municipal, estadual e federal.

A contratação da banca organizadora representa uma etapa para a realização do concurso, que deverá ampliar as possibilidades de ingresso no serviço público municipal.

O extrato do Contrato nº 518/2026 foi publicado no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira (28), Dia do Servidor Público. A contratação foi formalizada por meio da Dispensa de Licitação nº 055/2026, vinculada ao Processo Administrativo nº 285/2026.

Redação PNB com informações da PMJ

“Sem estrutura”: Estudantes criticam cancelamento de aulas por previsão de chuva e problemas estruturais na UniBRAS Juazeiro

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Estudantes da UniBRAS Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para denunciar problemas na estrutura da instituição e reclamar de cancelamentos de aulas. Segundo os relatos, as atividades acadêmicas presenciais vêem sendo canceladas devido a probabilidade de chuva no município.

“É revoltante ver uma instituição de ensino sem estrutura adequada para suportar uma chuva. Estamos falando de uma faculdade onde vários alunos investem seu dinheiro e tempo para construir um futuro, mas nos deparamos com cadeiras quebradas, buracos no teto e diversos problemas estruturais. A gestão sempre diz que está trabalhando para melhorar, mas, na prática, não vemos mudanças”, desabafou uma estudante.

A aluna afirma que os cancelamentos comprometem a rotina dos estudantes, que precisam conciliar os estudos com outras responsabilidades.

“Já temos poucos dias de aula durante a semana e, quando chega o dia de estudar, acabamos ficando sem aula. Isso prejudica nosso aprendizado e o planejamento de quem trabalha e se esforça para manter a faculdade”, reclamou.

A estudante também cobra providências da instituição.

“E o mais revoltante é que, para cobrar a mensalidade, a instituição não falha. Se atrasarmos um único dia, os juros já aumentam. Mas e o nosso direito de ter aulas e uma estrutura adequada? Nós pagamos por esse serviço e esperamos, no mínimo, que a faculdade cumpra com suas responsabilidades. Estamos falando do nosso futuro, do nosso dinheiro e da nossa educação. Não dá para continuar ouvindo promessas de melhorias sem ver resultados concretos”, afirmou.

Também em contato com o PNB, estudantes do curso de Enfermagem afirmam que estão há quase três semanas sem aulas e demonstram preocupação com os prejuízos à formação, especialmente pela importância das atividades práticas.

“Pagamos caro pelo curso e, mesmo assim, estamos há quase três semanas sem aulas. Para um curso como Enfermagem, em que as aulas práticas e a continuidade da formação são fundamentais, isso é extremamente preocupante. A situação fica ainda mais revoltante quando vemos que, mesmo com as mensalidades sendo cobradas normalmente, não estamos recebendo a estrutura e o ensino que esperamos e pelos quais estamos pagando”, relatou uma estudante.

Segundo a denúncia, as aulas foram canceladas nessa terça-feira (27) sob a justificativa de “alta probabilidade de chuva”.

“Porém, a previsão apontava cerca de 50% de possibilidade de chuva e, na prática, não houve uma chuva forte na cidade que justificasse o cancelamento. Isso levanta uma questão: por que toda vez que existe ameaça de chuva as aulas são canceladas? A faculdade não possui estrutura adequada para funcionar em dias de chuva?”, questionou.

Os estudantes destacam ainda que os problemas não se limitam ao curso de Enfermagem e que apesar das reclamações, nenhuma providência foi adotada.

“O problema não parece ser apenas com o nosso curso, mas nós, alunos de Enfermagem, estamos sentindo diretamente as consequências. Já existem relatos e publicações anteriores sobre problemas na estrutura da UNIBRAS, e a situação continua gerando indignação entre os estudantes”, acrescenta outra estante.

Os alunos também cobram explicações sobre a reposição das aulas e a realização das atividades práticas.

“Estamos preocupados com o prejuízo acadêmico que essas interrupções podem causar. Afinal, quem vai repor essas aulas? Como ficarão as práticas? E como garantir que nossa formação não seja prejudicada?”, pergunta a aluna.

Os estudantes finalizam pedindo que a instituição se pronuncie publicamente sobre as reclamações.

“Não estamos pedindo nenhum privilégio. Estamos pedindo o mínimo: aulas, estrutura adequada e respeito aos alunos que pagam mensalmente pelo curso. Gostaríamos que essa situação fosse divulgada e que a UNIBRAS se manifestasse publicamente sobre o que está acontecendo”, concluiu uma das estudantes.

O Portal Preto no Branco encaminhou os relatos para que a direção da UniBRAS Juazeiro e aguarda uma resposta.

Redação PNB

Após fugir do Brasil, Flávio fala em fraude na eleição e se autoproclama ‘presidente’

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Depois de fugir do Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou uma carta nesta quarta-feira (28) em que disse, sem provas, que houve fraude nas eleições e se declarou “o verdadeiro presidente eleito”. Ele divulgou o texto através do empresário Paulo Figueiredo, que mora nos Estados Unidos, país onde ele chegou hoje.

Veja a íntegra da carta

“Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.

Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão.

Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.

A resposta do regime ao meu questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime. Sendo impedido de origem e completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da arbitrariedade e ilegalidade em andamento.

Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.

Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment. Eis o roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política.

Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança. Agradeço, mais uma vez, ao Presidente Trump e ao governo americano por nos acolherem e nos darem a segurança jurídica que não temos mais no Brasil.

Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.

Não sou o primeiro a ter que lutar pelo próprio país longe dele. Rui Barbosa foi para o exílio por enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e a liberdade. Charles de Gaulle liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o seu país. José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York. Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o país por enfrentar a ditadura chavista, e María Corina Machado, mesmo perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática. Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa.

Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação.

Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam.

À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal.

Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr.

E a você, que votou em mim e sonha com a mudança: não estamos derrotados e não estamos sozinhos. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela 2liberdade no Brasil. Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil. Peço a cada um que permaneça firme e jamais desista.

Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar. Que Deus abençoe o Brasil.”

Uol

Gerência Regional do Trabalho alerta para assédio eleitoral após circulação de campanha contra trabalhadores petistas no Vale do São Francisco

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A Gerência Regional do Trabalho em Juazeiro, na região Norte da Bahia, alertou para a continuidade de práticas de assédio eleitoral após o fim das eleições. A manifestação foi feita pela gerente regional, Edésia Barros, após o Portal Preto no Branco divulgar a circulação de mensagens que incentivam o boicote a trabalhadores eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em grupos de WhatsApp ligados ao agronegócio do Vale do São Francisco.

“O Ministério do Trabalho reforça que a liberdade de pensamento e de convicção política é um direito fundamental, assegurado pela Constituição Federal. Mas, infelizmente, o que temos visto é que as práticas de assédio eleitoral não se encerraram com o fim das eleições”, declarou Edésia ao PNB.

A gerente ressaltou que empregadores não podem utilizar sua posição de poder para impor preferências políticas ou punir trabalhadores por suas escolhas.

“Qualquer forma de ameaça, perseguição, constrangimento ou retaliação contra trabalhadores em razão de suas escolhas políticas pode resultar em responsabilização dos empregadores, inclusive com aplicação das sanções legalmente cabíveis”, afirmou.

Edésia também orientou que trabalhadores que estejam vivenciando ou tenham conhecimento de situações dessa natureza procurem os órgãos competentes e formalizem denúncias.

“Orientamos que trabalhadores que estejam vivenciando ou tenham conhecimento dessas situações procurem os órgãos competentes e formalizem suas denúncias, reunindo, sempre que possível, mensagens, áudios e outros elementos que possam contribuir para a apuração dos fatos”, acrescentou.

Como denunciar casos de assédio eleitoral?

Trabalhadores que sofreram ou presenciaram situações de ameaça, constrangimento, perseguição ou retaliação por motivos políticos podem formalizar denúncias junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

O procedimento pode ser feito pela internet, por meio do portal oficial do órgão, no endereço https://assedioeleitoral.trabalho.gov.br/

Ao registrar a denúncia, é importante apresentar o máximo de informações disponíveis sobre o caso e, sempre que possível, anexar provas, como capturas de tela de mensagens, áudios, vídeos, links, datas e informações sobre as pessoas ou empresas envolvidas. Testemunhas também podem contribuir para a apuração.

A denúncia pode ser feita por trabalhadores diretamente atingidos ou por pessoas que tenham conhecimento dos fatos. É possível solicitar sigilo dos dados pessoais.

Mensagens incentivam boicote a eleitores de Lula

Conforme informações recebidas pelo Portal Preto no Branco, mensagens com incentivo ao boicote de eleitores de Lula estão sendo compartilhadas em grupos de WhatsApp ligados ao agronegócio da região.

Uma das imagens encaminhadas traz o título “Campanha não ajude petista” e orienta os participantes a não indicar apoiadores do PT para vagas de trabalho, não fazer negócios com eles, não comprar em estabelecimentos comerciais de pessoas identificadas como petistas e não oferecer solidariedade.

A publicação também afirma que “seu dinheiro, seu trabalho e sua solidariedade” seriam formas de posicionamento político.

Em uma mensagem compartilhada junto à imagem, um participante de um dos grupos defende a iniciativa como uma maneira de “moralizar o agro”. Ele afirma que a proposta não seria crime nem perseguição, mas uma “questão de valores”.

Redação PNB