Redação

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“A oncologia não pode esperar”, diz familiar de paciente sobre demora em exames na UNACON do Hospital Regional de Juazeiro

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Em contato com o Portal Preto no Branco, a familiar de um paciente alertou sobre uma situação enfrentada por pacientes oncológicos no Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), que abriga a Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON). Em seu relato, a mulher criticou a demora na liberação de exames essenciais para o tratamento do seu esposo, diagnosticado com câncer.

“Meu esposo é paciente oncológico e foi atendido, mas fomos informados de que não há qualquer previsão para a liberação dos exames. Como é que a gente segue assim? O hospital está estranho, muito vazio, sem aquela movimentação de antes. Isso assusta ainda mais. Chegamos a ouvir de profissionais que conseguir atendimento hoje ‘é um milagre’. Imagine o desespero de quem está lutando contra o câncer e escuta isso”, relatou.

 

A mulher reforça a importância da unidade para pacientes de Juazeiro e de toda a região. “A UNACON é a esperança de milhares de pessoas. A gente depende desse atendimento. A oncologia não pode esperar”, afirmou.

 

O PNB procurou a direção do Hospital Regional de Juazeiro para esclarecimentos sobre a situação relatada. Em resposta, o HRJ informou “são improcedentes as referidas alegações sobre problemas no atendimento prestado pela Unacon. O acolhimento ao paciente oncológico segue em pleno e normal funcionamento na unidade. O complexo de saúde ressalta ainda que não existem equipamentos parados e que todos os exames seguem sendo realizados normalmente”.

Redação PNB

DPT de Juazeiro explica demora na liberação de corpo de homem de 51 anos que não possuí documentação civil

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Após a relatos de um morador sobre a situação de uma família da comunidade de Mandacaru, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, sobre dificuldades para liberar o corpo de um parente que morreu no último dia 5, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) se pronunciou sobre o caso.

Segundo a família, o corpo de Walter Pereira da Silva, de 51 anos, que teria morrido de causas naturais, permanecia até esta segunda-feira (13) no Instituto Médico Legal (IML) por falta de documentação civil.

Em resposta ao Portal Preto no Branco, a coordenadora do DPT em Juazeiro, Denise, esclareceu que a situação envolve dificuldades na identificação oficial do corpo.

“As informações na matéria não procedem. A família não tinha os dados do suposto irmão e entrava em contradição quanto a nome e filiação”, afirmou.

De acordo com a coordenadora, o processo de liberação depende da confirmação da identidade por meio de registros oficiais. “O trabalho agora de identificação necessita do retorno do banco de dados nacional. Empreendemos todos os esforços para agilizar os trâmites, mas, por não ter sido localizado qualquer documento do corpo, não podemos liberar sem a correta identificação ou autorização judicial”, explicou.

Ainda segundo Denise, o DPT aguarda o resultado da busca no banco de dados nacional de identificação civil para verificar se há registro do homem em algum estado brasileiro.

“Caso não seja localizado e não seja apresentada nenhuma certidão de nascimento, a liberação terá que ser procedida por via judicial”, acrescentou.

A coordenadora também informou que está à disposição para prestar esclarecimentos sobre o caso e outras demandas relacionadas ao órgão em Juazeiro.

O Portal Preto no Branco segue acompanhando a situação.

Relembre o caso

Sem documentos, família não consegue liberação do corpo de um homem de 51 anos, que morreu de causa natural, em Juazeiro: “Uma angústia muito grande”

Redação PNB 

Estudantes relatam falta de estrutura e proibição de descanso no Colégio Estadual de Tempo Integral Lomanto Júnior, em Juazeiro

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Estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral (CETI) Lomanto Júnior, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para relatar condições que consideram inadequadas para o bem-estar dos alunos. Conforme os relatos,  falta de condições adequadas para descanso dos alunos durante a jornada escolar estendida.

“A situação enfrentada por muitos alunos fere princípios básicos de dignidade e bem-estar previstos na legislação educacional brasileira. Nós, estudantes do ensino médio, entramos  na escola às 7h20 e só saímos às 14h50. Os alunos que residem em bairros mais distantes acordam antes das 6h. É uma rotina muito exaustiva, sem que seja disponibilizado um espaço adequado para o nosso descanso físico e mental. Às 11h40, temos que sair das salas de aula para almoçar e só podemos retornar às 13h10. Neste intervalo, nós deveríamos descansar, mas podemos. Muitas vezes as salas de aula são trancadas e as únicas opções existentes são salas de jogos, que são barulhentas e impróprias para repouso, e a biblioteca, que possui puffs, porém, mesmo nesse ambiente, os alunos são proibidos de descansar”, relatam.

Eles também relatam proibições sem justificativas.

“Quando os alunos procuram a biblioteca para descansar, por exemplo, os funcionários relatam que a gestão da escola não permite que estudantes sequer fechem os olhos no local. Os  funcionários chegam a acordar aqueles que tentam repousar, exigindo que permaneçam acordados. Tal prática demonstra falta de sensibilidade e cuidado com a saúde dos alunos”, relata um estudante.

Os relatos apontam ainda para o impacto na saúde dos estudantes. “Tem dias que a gente volta para a sala de aula exaustos, com sono, sem conseguir se concentrar direito. Isso acaba prejudicando até o aprendizado”, diz outro aluno.

Para os estudantes, a situação contraria o que prevê a Lei que trata da política de educação em tempo integral no país e os direitos garantidos pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“De acordo com a Lei nº 14.640/2023, que institui a política de educação em tempo integral, a ampliação da jornada escolar deve estar acompanhada da garantia de condições adequadas ao desenvolvimento integral dos estudantes, incluindo seu bem-estar físico, emocional e social. Além disso, a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) asseguram o direito à dignidade, ao respeito e à proteção integral de crianças e adolescentes. Dessa forma, submeter alunos a uma jornada prolongada sem condições mínimas de descanso, e ainda impedir qualquer forma de repouso, configura uma prática desumana e incompatível com os princípios da educação integral.”, criticam.

Diante das reclamações, os estudantes pedem providências. “Solicitamos, com urgência, a apuração dos fatos e a adoção de medidas que garantam condições mais dignas, humanas e adequadas para os estudantes dessa instituição”, concluem.

Encaminhamos os relatos para o NTE-10 e para a Secretaria de Educação do Estado em busca de esclarecimentos e aguardamos uma resposta.

 

Redação PNB 

Homem é preso acusado de matar mulher com golpes de faca na rodoviária de Petrolina

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Uma mulher identificada pelas iniciais E.E.S. foi assassinada com golpes de faca na manhã deste sábado (11), no terminal rodoviário de Petrolina, no sertão de Pernambuco. Um homem, identificado pelas iniciais I.R.M, foi preso logo após o crime, suspeito de envolvimento no homicídio.

Segundo informações do 5º Batalhão da Polícia Militar (5ºBPM), a prisão do acusado ocorreu durante a Operação Impacto Integrado. Ele foi localizado ainda no terminal rodoviário

Ainda de acordo com as informações, a prisão ocorreu por volta das 10h40, após um trabalho de levantamento feito pelas equipes da Malhas da Lei, com apoio do setor de inteligência e do Núcleo de Inteligência da Secretaria Municipal de Segurança Pública (NI-SEMUSP). A operação contou ainda com a participação do efetivo tático.

O 5ºBPM informou ainda que, com o suspeito, os policiais encontraram uma arma branca, que teria sido utilizada no crime. Após a prisão, o homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.

Até o momento, não há informações sobre a motivação do crime. O caso seguirá sob investigação.

 

Redação PNB 

Lula quer incluir inadimplentes do FIES em pacote contra endividamento

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta sexta-feira (10) que deverá incluir no pacote de medidas do governo federal contra o endividamento os estudantes que estão em atraso com os pagamentos do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES). Lula, no entanto, não detalhou como ocorreria o processo de renegociação dessas dívidas.

“Está aumentando o endividamento dos meninos do FIES. E nós vamos ter que colocar eles também na nossa negociação de endividamento. A gente não pode tirar o sonho de um jovem que está devendo o seu curso universitário”, disse Lula, ao inaugurar, em Sorocaba (SP), uma nova unidade do Instituto Federal de São Paulo (IFSP).

“Ele [o estudante] vai pagar a dívida dele sendo um profissional competente, porque se ele for um profissional competente, ele vai melhorar a qualidade produtiva do nosso país”, ressaltou o presidente.

Dados do Ministério da Educação (MEC), de outubro de 2025, mostram que 160 mil estudantes estão com parcelas em atraso no FIES, o que representa R$ 1,8 bilhão em saldo devedor.

Investimento

O presidente voltou a frisar que os recursos destinados à educação devem ser vistos como investimento e não como gasto. Lula reforçou que mantém a convicção de que o desenvolvimento do país está diretamente ligado à ampliação da educação no país.

“Ninguém tirará de mim a convicção de que não existe outra saída para que o Brasil se defina como um país altamente desenvolvido do ponto de vista democrático, do ponto de vista civilizatório, do ponto de vista tecnológico, do ponto de vista econômico, a não ser fazer investimento na educação”.

O presidente comparou os recursos necessários para a manutenção de um estudante e de uma pessoa encarcerada.

“Um prisioneiro, no presídio federal de segurança máxima, custa R$ 40 mil reais por ano. Nas outras cadeias, R$ 35 mil reais por ano. Um estudante, no Instituto Federal, custa 16 mil reais por ano, ou seja, metade do que custa um bandido”, disse.

“A gente investe em bandido quando a gente não investe na educação”, acrescentou.

Emendas parlamentares

Em seu discurso, o presidente sugeriu que cada deputado federal e cada senador se comprometa a utilizar as emendas parlamentares para a criação de uma escola no país. Segundo Lula, se os parlamentares adotassem a ideia, o problema da educação estaria resolvido no Brasil.

“Vamos supor que cada deputado tenha R$ 40 milhões por ano de emenda. Cada deputado e cada senador. Imagina se todos eles assumirem a responsabilidade de financiar a construção de uma escola. São 513 deputados, são 513 escolas. São 81 senadores, são 81 escolas. Resolvemos o problema da educação”, acrescentou.

Trump

No fim do discurso, em tom de brincadeira, Lula disse que se o presidente estadunidense soubesse o que é um pernambucano não faria ameaças contra o Brasil. Lula ressalvou, no entanto, que o país é pacífico e valoriza a paz e o amor.

“Se ele soubesse o que é um nordestino nervoso, ele não brincaria com o Brasil”, disse.

“De qualquer forma, nós não queremos guerra. Nós queremos paz. Nós queremos ter acesso à cultura, passear, estudar, namorar, brincar. Quem quiser guerra, vá para o outro lado do planeta, porque aqui nós somos a terra de paz e do amor”, acrescentou.

IFSP

A nova unidade do instituto federal inaugurada nesta sexta-feira em Sorocaba foi viabilizada pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

Iniciadas em 2024, as instalações têm 4,6 mil metros quadrados de área construída, e oferecerão estrutura completa para o ensino técnico e tecnológico, incluindo blocos de salas de aula, laboratórios do tipo oficina e bloco administrativo.

 

Agência Brasil 

Sem documentos, família não consegue liberação do corpo de um homem de 51 anos, que morreu de causa natural, em Juazeiro: “Uma angústia muito grande”

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Uma família que reside na comunidade de Mandacaru, zona rural de Juazeiro, na região Norte da Bahia, está enfrentando dificuldades para liberar o corpo de um parente que morreu no último domingo (5). Até esta sexta-feira  (10), o corpo de Walter Pereira da Silva, 51 anos, que morreu de causa natural, segue no IML- Instituto Médico Legal por falta de documentação civil.

Um morador da comunidade, que acompanha de perto a situação, relata o drama vivido pela família.

“Lá em Mandacaru tem uma família que veio do Ceará há muitos anos para trabalhar na agricultura. São quatro irmãos já adultos e nenhum deles tem documento, nem certidão de nascimento. Um deles morreu no domingo e até hoje o corpo está na delegacia. Não liberam de jeito nenhum porque não tem documento. A família diz que é irmão, mas não tem como comprovar”, contou.

O morador também destacou que os familiares tentaram buscar soluções, mas sem sucesso.

“Eles já tentaram tirar documento, já ligaram para a cidade onde nasceram no Ceará, mas não existe registro nenhum. Parece que a mãe nunca foi ao cartório fazer o registro deles. A família já foi até na assistência social aqui, mas não resolveram nada até agora”, disse.

O morador conta ainda que os pais dos irmãos já faleceram, mas há uma irmã que possui a certidão de nascimento dos genitores.

“Eles não sabem nem se ainda podem fazer esse registro por causa da idade, ainda mais porque não nasceram aqui”, explicou o morador.

Enquanto isso, o tempo passa e o sofrimento aumenta.

“Até para liberar como indigente, que é o que a família já aceita para poder enterrar, disseram que tem que esperar uns 30 dias. A família só quer enterrar o irmão e acabar com essa angústia”, desabafou.

Registro civil

O caso chama atenção para a importância do registro civil. A certidão de nascimento é o primeiro documento de um cidadão e garante o acesso a direitos básicos, como saúde, educação, programas sociais e até procedimentos legais, como a liberação de um corpo.

De acordo com a lei, mesmo em casos como esse, o registro pode ser feito de forma tardia. No Brasil, é possível realizar o chamado registro civil fora do prazo, inclusive na fase adulta. Para isso, geralmente é necessário apresentar testemunhas, documentos de familiares e passar por um processo junto ao cartório e, em algumas situações, à Justiça, para comprovar a identidade e o vínculo familiar.

Registre-se 

Em Juazeiro, a prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Diversidade, Igualdade Racial e Combate à Fome (Sedes), em parceria com o Cartório de Registro Civil, está realizando neste mês a campanha Registre-se!, que garante atendimento gratuito para emissão de documentação civil.

A iniciativa integra uma mobilização nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltada à ampliação do acesso à documentação civil, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Durante a campanha, estão sendo emitidas gratuitamente certidões de nascimento, casamento e óbito, ampliando o acesso da população a direitos básicos e à cidadania.

Na próxima semana, a campanha continua no Cartório de Registro Civil de Juazeiro, localizado na Rua do Paraíso, 222, bairro Santo Antônio.

A orientação é que os interessados levem qualquer documento que possuam, mesmo danificado, como RG ou CPF, para facilitar o atendimento.

 

Redação PNB 

HRJ afirma que salários de médicos foram regularizados e diz que serviços seguem normais após denúncias de profissionais

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Após denúncias de médicos do Hospital Regional de Juazeiro (HRJ) sobre atrasos salariais e impactos nos atendimentos, a unidade divulgou uma nota de esclarecimento nesta sexta-feira (10). No comunicado, o hospital informou que “o pagamento dos salários dos médicos já foi regularizado” e afirmou ainda que os serviços de saúde seguem funcionando normalmente, apesar dos relatos de suspensão e restrição em diversos atendimentos nos últimos dias.

Veja nota na íntegra:

Nota de esclarecimento

Juazeiro-BA, 10 de Abril de 2026

O Hospital Regional de Juazeiro informa que o pagamento dos salários dos médicos já foi regularizado. A unidade esclarece ainda que os serviços de saúde seguem funcionando normalmente.

Atenciosamente,

Assessoria de comunicação

Hospital Regional de Juazeiro

Carta aberta dos professores 

Salários atrasados, serviços suspensos: Sem respostas, médicos do Hospital Regional de Juazeiro afirmam “Outros serviços serão paralisados”

 

Redação PNB 

Operações no Norte da Bahia resultam em prisões, erradicação de plantio de maconha e apreensões em presídio

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Durante a Operação Premium Mandatum, forças de segurança cumpriram mandados judiciais, ações se combate ao tráfico de drogas e intervenções dentro do sistema prisional nos municípios de Juazeiro, Petrolina e Curaçá. A ação foi deflagrada nessa quinta-feira (09).

Segundo a Polícia Militar da Bahia, em Juazeiro e Petrolina, a Operação no cumprimento de seis mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão. As investigações apontam para a atuação de uma organização criminosa estruturada, envolvida com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com ramificações inclusive no estado do Rio de Janeiro.

Ainda conforme as coisas, durante as diligências, foram apreendidos R$ 14.781 em espécie, seis aparelhos celulares e uma balança de precisão. Também em Juazeiro, uma operação realizada no Conjunto Penal identificou a entrada de materiais ilícitos dentro das celas. Foram apreendidos 8 gramas de maconha, 7 gramas de substância análoga à cocaína, além de seis chips de celular, quatro cartões de memória, um smartwatch, um carregador e uma bateria de celular.

A Polícia Militar acrescentou ainda que no município de Curaçá, no povoado de São Bento, uma ação de patrulhamento rural levou à erradicação e incineração de cerca de 1.600 pés de maconha. No local, também foram encontrados aproximadamente 4,5 quilos da droga pronta para comercialização, além de três litros de sementes e uma balança de precisão.

As ações fazem parte de estratégias integradas das forças de segurança no enfrentamento ao tráfico de drogas e às organizações criminosas que atuam na região.

 

Redação PNB 

Leitora faz desabafo e critica falta de biblioteca pública de qualidade em Juazeiro

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A situação da biblioteca pública de Juazeiro, na região Norte da Bahia, voltou a ser alvo de críticas. Em relato enviado ao Portal Preto no Branco, a leitora Eliane Simone Schwantes Barreto fez um desabafo e cobrou mais atenção do poder público ao acesso à leitura no município.

Gaúcha e morando pela segunda vez na cidade, Eliane destaca que o problema é antigo e, segundo ela, nunca foi solucionado.

“Venho por meio desta fazer um desabafo: a falta triste é imperdoável de uma biblioteca pública de qualidade para a população. Ontem comemoramos o Dia Nacional da Biblioteca, contudo, Juazeiro não tem nada a comemorar. Quando morei aqui pela primeira vez, no início dos anos 2000, já me deparei com essa situação lamentável: simplesmente não havia uma biblioteca. Passados 25 anos, a cidade cresceu, se desenvolveu, tem universidade, instituto federal, inúmeros ótimos colégios e faculdades, mas a população que não faz parte dessas instituições não tem acesso a livros de forma gratuita”, afirmou.

A leitora também compara a realidade local com a de outras cidades onde, segundo ela, há investimentos mais consistentes em equipamentos culturais.

“Vim de uma cidade pequena da região metropolitana de Porto Alegre, onde a realidade é muito diferente. Lá existe biblioteca pública de qualidade e atuante. Promove saraus literários, empréstimos, feira do livro, horas do conto, biblioteca itinerante, espaço para bebês, para crianças maiores, sala de estudo, leitura, internet… é um espaço vivo e acessível para todos”, relatou.

Eliane ainda critica iniciativas culturais promovidas pelo município, questionando a efetividade das ações voltadas ao incentivo à leitura.

“De nada vale o poder público promover ‘Juá Literária’ com livros a preços de livrarias, dar voucher aos estudantes e oferecer apenas opções limitadas de compra. Isso não resolve o problema. A literatura no Brasil já é inacessível, com livros com valores exorbitantes. Além disso, o dever do Estado não é cumprido de forma eficiente. Cultura não é um direito de todos garantido pela Constituição de 1988?”, questionou.

Por fim, ela faz um apelo por mudanças na realidade do município.

“Tudo isso me entristece e preocupa muito. O que poderíamos fazer para mudar essa situação? É um desabafo de uma leitora voraz que se sente desamparada. Precisamos começar pela melhoria imediata da biblioteca pública de Juazeiro”, concluiu.

Estamos enca os relatos para a Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte de Juazeiro em busca de esclarecimentos.

 

Redação PNB