Redação

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Homem de 51 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma criança de 10 anos é preso em Juazeiro

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Um homem de 51 anos, que não teve a identidade divulgada, foi preso no município de Juazeiro, na região Norte da Bahia, acusado por estupro de vulnerável contra uma criança de 10 anos. Segundo informações da Polícia Civil, havia um mandado de prisão preventiva contra o suspeito, que foi cumprido nessa segunda-feira (26).

O crime ocorreu em setembro deste ano e  conforme as investigações, o suspeito era amigo da família da vítima.

​A Polícia Civil informou ainda que após o cumprimento do mandado, o homem permaneceu à disposição do Poder Judiciário para a adoção das medidas legais cabíveis. A ação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia de Homicídios (DH/Juazeiro), com o apoio do plantão da 17ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (17ª COORPIN/Juazeiro).

Redação PNB com informações da Polícia Civil 

Campanha contra eleitores de Lula incentiva demissões e boicotes; advogado alerta para possíveis consequências jurídicas

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Após o resultado das eleições presidenciais de 2026, mensagens que incentivam um movimento de boicote a eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a circular nas redes sociais e em grupos de mensagens em diferentes regiões do país. As publicações defendem a demissão de trabalhadores identificados como petistas, a recusa em contratar apoiadores do presidente e o boicote a estabelecimentos comerciais e empresas ligados a eleitores do PT.

No Vale do São Francisco, segundo informações recebidas pelo Portal Preto no Branco, mensagens com esse teor estão sendo compartilhadas em grupos de WhatsApp ligados ao agronegócio da região. Uma das imagens encaminhadas traz o título “Campanha não ajude petista” e orienta os participantes a não indicar apoiadores do PT para vagas de trabalho, não fazer negócios com eles, não comprar em estabelecimentos de comerciantes petistas e não oferecer solidariedade.

A publicação também afirma que “seu dinheiro, seu trabalho e sua solidariedade” são formas de posicionamento político.

Em uma mensagem encaminhada junto à imagem, um participante de um dos grupos defende a iniciativa como uma forma de “moralizar o agro”. Ele afirma que a proposta não seria crime nem perseguição, mas uma “questão de valores”.

Outro caso foi registrado em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco. A médica Ivanice Mello, apoiadora de Flávio Bolsonaro, usou as redes sociais para publicar mensagens contra eleitores de Lula e defender que pessoas identificadas com o PT sejam excluídas de relações comerciais e profissionais.

Em uma das publicações, ela escreveu: “Não ajude petista, não empregue petista e não compre de petista. Merecem o presidente que tem!”

Em outro post, a médica afirmou: “É fácil apoiar o socialismo e viver no capitalismo”. Na sequência, declarou que não gastaria mais dinheiro com comerciantes ou prestadores de serviços petistas e sugeriu que essas pessoas recorressem aos auxílios do governo.

As publicações também incluem mensagens que incentivam demissões e a substituição de prestadores de serviços por causa de seu posicionamento político.

“Se tem empregada doméstica que é petista, mande embora. Tem funcionário que é petista, demita. Seu barbeiro é petista, troque de barbeiro. A porcaria do voto dele prejudica o seu negócio, a sua família e toda a sua vida”.

A circulação desse tipo de conteúdo também envolve parlamentares eleitas pelo Partido Liberal (PL). A deputada estadual eleita pelo Paraná Jessica Ramos Moreno, conhecida como “Jessicão”, e a deputada estadual Índia Armelau, eleita para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, compartilharam publicações que incentivam retaliações contra trabalhadores que votaram em Lula.

Em uma das mensagens, Jessicão pede que seguidores “demitam o mal” caso tenham funcionários que votem no PT. Ela também sugere deixar de frequentar estabelecimentos que empreguem eleitores do presidente e romper relações de amizade com apoiadores do petista. A parlamentar justifica o posicionamento afirmando que o voto dessas pessoas prejudicaria os negócios, a família e a vida de quem pensa diferente.

Já as publicações compartilhadas por Índia Armelau incentivam empresários a verificar o posicionamento político de seus funcionários. Uma das mensagens recomenda consultar as redes sociais dos empregados para identificar quem fez o gesto de “L”, associado à campanha de Lula. Os conteúdos também levantam suspeitas sobre o resultado da eleição presidencial.

Ao PNB, o advogado João Macário esclareceu que as medidas tomadas contra trabalhadores em razão de suas convicções políticas podem gerar questionamentos jurídicos, conforme as circunstâncias e as condutas adotadas.

“É importante esclarecer que o assédio eleitoral não termina necessariamente com o encerramento das eleições. Nenhum trabalhador pode ser ameaçado, perseguido, constrangido ou sofrer retaliações em razão de suas convicções políticas. Da mesma forma, essas campanhas que incentivam o boicote a trabalhadores, comerciantes e prestadores de serviços simplesmente por apoiarem determinado partido político merecem atenção. A Constituição Federal assegura a liberdade de pensamento, o pluralismo político e a dignidade da pessoa humana. É preciso compreender que determinadas falas, ameaças e incitações à perseguição ou à discriminação, inclusive nas redes sociais, podem configurar crimes, além de gerar responsabilização civil e pagamento de indenizações. Dependendo da conduta praticada e de suas consequências, pode haver inclusive pena de prisão. A divergência política faz parte da democracia. O que não podemos admitir é que ela seja utilizada como instrumento de intimidação, perseguição e violação de direitos.”

Macário destaca ainda que “os comerciantes e profissionais ofendidos, devem procurar formalmente um advogado ou advogada que levará o caso ao conhecimento da autoridade policial competente”.

Denúncia

O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou que continua recebendo denúncias de assédio eleitoral mesmo com o fim das eleições.

“Podem ser denunciadas tanto as condutas praticadas durante a campanha quanto as que surgiram depois do resultado, como ameaças de demissão, recusa de contratação e outras represálias por causa do voto. O voto é livre e secreto. Ninguém é obrigado a revelar em quem votou, e ninguém pode ser punido pela escolha que fez. Quem sofreu ou presenciou esse tipo de pressão pode denunciar pelo site do MPT, de forma remota e sigilosa. Guardar provas como prints, áudios, mensagens e nomes de testemunhas ajuda na apuração.
​E não se esqueça: quem manda no seu voto é você”.

Redação PNB

Moradores do Rio Jordão relatam negativa de atendimento na UBS Argemiro, em Juazeiro; Sesau afirma que assistência não pode ser negada

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Moradores do bairro Rio Jordão, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para relatar que estão sendo impedidos de buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Argemiro, onde a comunidade era atendida. Segundo um dos moradores, a equipe da unidade estaria informando que, por determinação da gestão, a população do bairro deve procurar outra UBS.

“Venho aqui em nome de todos os moradores do bairro Rio Jordão relatar um problema que está acontecendo aqui no posto do Argemiro, para que algum órgão tome alguma providência. Nós somos de área descoberta, pois não temos agente de saúde. Nós sempre tivemos atendimento na UBS do Argemiro, mas agora, quando vamos lá para nos consultar, a enfermeira e a recepcionista dizem que, por ordem do enfermeiro, não podem mais atender ninguém do bairro Rio Jordão. Cheguei lá com minha criança pela manhã, com febre, e eles negaram o atendimento, pedindo para esperar até as 17h para ser atendido pela UBS do CAIC. Se for caso de morrer, morre, porque tem que esperar até as 17h”, desabafou uma usuária.

Diante da situação, os moradores cobram uma solução da Secretaria Municipal de Saúde e alertam que poderão realizar um protesto caso o problema não seja resolvido.

“Isso está errado. Então, se não resolver, nós, moradores da área descoberta do Rio Jordão, vamos protestar na Secretaria de Saúde ou até na Prefeitura”, afirmou.

Em nota ao Portal Preto no Branco, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que a situação já chegou ao conhecimento da gestão e que o caso foi discutido com a equipe da UBS Argemiro.

Confira a nota na íntegra

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informa que a situação relatada sobre o atendimento aos moradores do Rio Jordão já chegou ao conhecimento da gestão e foi dialogada com a equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Argemiro.

A Sesau reforça que o Rio Jordão é, atualmente, uma área sem cobertura de Agente Comunitário de Saúde, mas sua população sempre foi atendida pela UBS Argemiro. Com a implantação do Corujão da Saúde, a comunidade também foi vinculada ao território de atendimento da UBS CAIC, com o objetivo de ampliar as possibilidades de acesso aos serviços.

A gestão reitera que essa medida não impede o atendimento dos moradores do Rio Jordão pela UBS Argemiro e que não admite a negativa de assistência à comunidade. Diante do novo relato, a Sesau retomará o diálogo com a equipe para reforçar as orientações.

A Secretaria destaca, ainda, que está prevista uma reorganização dos territórios de cobertura das unidades de saúde. Quando concluída, qualquer alteração será devidamente comunicada à população.

Redação PNB

Educação financeira ajuda aposentados e pensionistas a proteger a renda e planejar novos sonhos

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A aposentadoria marca uma nova etapa da vida, mas não significa o fim dos planos. Viajar, empreender, realizar projetos pessoais ou simplesmente viver com mais tranquilidade são objetivos que também dependem de organização financeira. Para ajudar aposentados e pensionistas a cuidar melhor do próprio dinheiro, o Instituto de Previdência de Juazeiro (IPJ) desenvolve um Programa de Educação Financeira com oficinas mensais e atendimento individualizado aos beneficiários.

Uma das atividades que aconteceu na última sexta (23) abordou o uso do cartão de crédito, com a oficina “Cartão de crédito: quem está no controle? Você ou ele?”, conduzida pela economista Caliane Borges. Em um encontro marcado pela troca de experiências e por orientações práticas, os participantes conversaram sobre como utilizar o crédito de forma consciente, reduzir o uso do cartão, evitar armadilhas financeiras e buscar caminhos para sair do endividamento.

A proposta é transformar informação em escolhas mais seguras no dia a dia. Compreender os próprios gastos, organizar as contas e planejar o orçamento são medidas que podem ajudar a preservar a renda e ampliar a autonomia financeira. O cuidado também envolve reconhecer que a vida continua cheia de possibilidades após a aposentadoria e que os projetos pessoais merecem espaço no planejamento.

Para a professora aposentada Maria Lúcia de Andrade, participar da oficina representou a oportunidade de rever hábitos e pensar em novas formas de organizar a própria vida. “Estou levando um aprendizado muito grande e vou tentar planejar minha vida de outra forma”, relatou. Ela também destacou a importância de continuar recebendo atenção e orientação nessa fase: “Mesmo a gente não estando mais atuando em sala de aula, a gente tem uma vida, vive o nosso dia a dia, a nossa rotina, e que também precisa ser planejada e organizada”.

A economista Caliane Borges destaca que as orientações buscam ajudar os participantes a assumir o controle das próprias decisões financeiras. “Falamos sobre dicas práticas de como reduzir o uso do cartão, usar o crédito da melhor forma, ganhar poder de pagamento e, principalmente, como sair do endividamento”, explicou. Para ela, a participação e a interação dos beneficiários são fundamentais para que os conhecimentos compartilhados possam ser levados para a rotina de cada um.

As oficinas integram as ações do Núcleo de Apoio Previdenciário (NAP) do IPJ, que promove encontros mensais sobre diferentes temas relacionados às finanças. Além das atividades coletivas, aposentados e pensionistas podem buscar atendimento individualizado com a economista para organizar as contas, estruturar o orçamento, planejar objetivos e receber orientação para iniciar um negócio ou empreender.

ASCOM – IPJ

Moradores relatam falta de energia há mais de 13 horas no Jardim Flórida e quedas frequentes no Tabuleiro, em Juazeiro

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Moradores dos bairros Jardim Flórida e Tabuleiro, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para relatar problemas no fornecimento de energia elétrica. Conforme um os relatos, em uma das comunidades, a suspensão do fornecimento já dura mais de 13 horas,

“Sou morador da Rua 09, no bairro Jardim Flórida. Estamos sem energia elétrica desde a meia-noite, e essa situação é um absurdo! Por isso gostaria de chamar a atenção da Coelba para que a empresa tome providências e restabeleça a energia o mais rápido possível. É uma situação muito desgastante para todos os moradores”, relatou um morador.

Já no bairro Tabuleiro, moradores das ruas 10 e 11 dizem que as interrupções acontecem constantemente.

“Quase todo dia está faltando energia na Rua 11 e na Rua 10 do bairro Tabuleiro. Ninguém merece dormir no calor, já basta muriçoca. Sou mãe atípica e minha filha fica dando crises, e sem energia as coisas ficam piores. Além disso, quem trabalha e precisa acordar cedo, está sem conseguir não dormi direito porque não tem energia”, desabafou.

Segundo ela, o problema voltou a ocorrer neste domingo (25) e o fornecimento só foi restabelecido nesta segunda-feira.

“Faltou energia ontem, veio chegar agora, e direto está assim. A Coelba não toma providências de mudar o gerador. Sem contar que até fraca fica a energia nas casas. Tem dias por conta do gerador que não presta”, afirmou.

O PNB buscou um posicionamento da concessionária sobre as reclamações e aguarda uma resposta.

Redação PNB

Procurador denuncia uso de gás por policiais militares em Juazeiro durante comemoração do resultado das eleições

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O Procuradoria Federal na Seccional Vale do São Francisco, Arlei Bruno Viana, denunciou ao Portal Preto no Branco uma ocorrência registrada na noite deste domingo (25), na Avenida Adolfo Viana, centro do município de Juazeiro, na região Norte da Bahia. Segundo ele, policiais que passavam pelo local teriam lançado um gás que provocou mal-estar nas pessoas que participavam das comemorações do resultado das eleições.

“No meio da comemoração da bela festa da Democracia uma situação inadmissível aconteceu. Um cordão de policiais passou e jogou um gás que provocou mau estar desde as pessoas que estavam na esquina até mais ou menos uns 100 metros rua a dentro.”, relatou Arlei.

De acordo com o procurador, a substância provocou tosse, vômitos e irritação nas pessoas que estavam no local.

“Não há razão para um policial passar e jogar um gás que provocou vômito, tosse, irritação, entre outros. Tinham crianças, pessoas idosas, mulheres. Uma situação totalmente absurda”, afirmou.

Arlei também contou que não conseguiu identificar os policiais envolvidos nem registrar a situação devido aos efeitos provocados pela substância.

“Eu não consegui sequer olhar para identificar quem era o policial, que certamente eu iria adotar alguma providência. Começamos a tossir e vomitar. Infelizmente, também não consegui filmar ou tirar foto. Eles cessaram qualquer poder de reação”, declarou.

O procurador fez ainda uma crítica ao que considera uma ameaça de avanço do fascismo.

“Tenho uma visão de vida progressista e sei que a cadela do fascismo está sempre prestes a parir algum projeto de fascista. Não há razão para um policial passar e jogar um gás que provocou vômito, tosse, irritação, entre outros”, finalizou.

O PNB está encaminhando a denúncia para o CPRN em busca de um posicionamento.

Imagem ilustrativa IA

Redação PNB

Queda de energia afeta abastecimento de água em comunidades de Juazeiro, informa SAAE

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Uma queda de energia registrada na manhã desta segunda-feira (26) afetou a captação e a distribuição de água na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Barrinha do Cambão, em Juazeiro, na região Norte da Bahia. De acordo com um comunicado divulgado pelo Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE), as localidades afetadas são Juca Viana, Porto de Pedra, Mandacaru I, Ilha Grande, Barrinha do Cambão, Lagoa da Areia e Ponta D’Água.

O SAAE informou que a Neoenergia Coelba já foi acionada para restabelecer o fornecimento de energia elétrica. A retomada do abastecimento de água ocorrerá de forma gradual após a normalização do serviço de energia.

Redação PNB

35 mil votos foram registrados após as 17h; vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no Brasil foi de 4,4 milhões

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Levantamento do g1 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que 35.521 votos foram registrados após as 17 horas de domingo (25), no horário de Brasília, no segundo turno da eleição presidencial. Lula (PT) foi reeleito com uma virada inédita ao obter 51,79% dos votos e derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL), que ficou com 48,21%.

A vantagem de Lula foi de 4,4 milhões de votos: teve 64,2 milhões, contra 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro. Veja os dados da apuração.

Houve votação até mais tarde porque o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou o prazo até as 19h. A decisão foi proferida pouco depois das 17 horas. Como a maioria das urnas já tinha sido fechada, o ministro esclareceu que a medida valeria apenas para locais em que as seções eleitorais ainda estavam abertas.

As duas campanhas haviam solicitado ao TSE mais tempo para os eleitores votarem. A de Lula relatou problemas no transporte público, como falta de ônibus, redução de frotas e cobrança indevida de passagens. A de Flávio Bolsonaro pediu a extensão em cinco estados atingidos por fortes chuvas: Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. A campanha de Lula recorreu também ao STF, de onde partiu a decisão mandando estender o horário de votação em todo o país.

Após a confirmação do resultado da eleição, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, confirmou a vitória de Lula e afirmou ter “toda a segurança no processo eleitoral”.

O candidato Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota, questionou a decisão de Zanin e disse que vai pedir a anulação da eleição.

Para dimensionar a votação após as 17 horas, o levantamento do g1 analisou os logs de urna, que registram os eventos que cada equipamento grava automaticamente durante a votação. É como um “diário de bordo” da urna, no qual é possível saber o momento em que ela foi ligada, os horários dos votos e quando a votação terminou. Nesses arquivos não é possível saber para quem os votos foram dados.

Das 35.521 confirmações de votos registradas após as 17h no país, 30.866 estão em seções cujos dados foram conferidos com os boletins de urna e cuja transmissão aparece como “Totalizado”.
O que mostram os arquivos das urnas
O levantamento reúne informações de 497.897 seções eleitorais. Os dados foram extraídos dos chamados logs, arquivos que registram os eventos ocorridos durante o funcionamento das urnas e seus horários.

Existem três conjuntos diferentes de arquivos: os boletins de urna (BUs), os Registros Digitais do Voto (RDVs) e os logs. O BU apresenta o resultado da seção; o RDV armazena os votos sem identificar os eleitores; e o log registra o funcionamento da urna.

As confirmações de voto para presidente após as 17h somam um total de 35.521 e se dividem em:

30.866 em seções com transmissão identificada como “Totalizado”;
4.655 em seções pendentes de validação, ainda em análise;

Falta de ônibus e chuvas motivaram pedidos das campanhas

A campanha de Lula apresentou pedidos ao TSE e ao STF para estender a votação em municípios afetados por problemas no transporte público.

Segundo a petição, eleitores que dependiam de ônibus e outros meios de transporte coletivo enfrentaram dificuldades para chegar aos locais de votação. Os relatos incluíam redução da frota, longas esperas e cobrança indevida de passagens.

Em São Paulo, a campanha de Lula disse que cerca de 60% dos ônibus estavam em circulação na capital, apesar de determinação judicial para disponibilização de toda a frota (100%). Também foram relatados problemas de transporte em Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará e Rio de Janeiro.

A campanha de Flávio, por sua vez, pediu ao TSE a prorrogação da votação por duas horas em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. O pedido citava fortes chuvas, enchentes e falta de energia em locais de votação.

Zanin determinou a extensão até as 19h em todo o país e, posteriormente, esclareceu que a medida se aplicava às urnas que ainda estavam abertas no momento da decisão. A totalização dos votos foi interrompida por causa da decisão e retomada só após as 19h.

Apuração e totalização dos votos são etapas diferentes. A apuração é feita individualmente em cada urna. Encerrada a votação, cada equipamento contabiliza os votos registrados naquela seção eleitoral e gera o respectivo Boletim de Urna (BU). A totalização é a etapa seguinte, quando as apurações das urnas de todo o país e do exterior são reunidas e somadas. São geradas então as totalizações, que são os resultados da eleição.

No primeiro pronunciamento de Flávio após a confirmação da vitória de Lula pelo TSE, o candidato derrotado criticou a decisão de Zanin, disse que não reconhecia o resultado e afirmou que recorreria à Justiça para tentar anular as eleições.

“É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, afirmou o senador.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, confirmou o resultado das eleições presidenciais e informou que telefonou para os dois candidatos ao final da apuração.

Nunes Marques também explicou que as urnas já encerradas não poderiam ser reabertas e que o tribunal bloqueou o recebimento dos boletins de urna durante a interrupção.

“Como a decisão foi proferida após as 17h, milhares de urnas no Brasil já estavam encerradas e a sua programação impede a reabertura. Tivemos que promover o bloqueio do recebimento dos Boletins de Urna a fim de assegurar absoluta segurança que as informações nele constantes não fossem de conhecimento nem do próprio TSE”, afirmou.

Segundo o ministro, a equipe técnica conseguiu contornar as dificuldades e retomar a apuração. No pronunciamento, ele reconheceu a vitória de Lula e declarou ter segurança no processo eleitoral.

G1

TSE desmente Flávio e diz que não retirou fiscais do PL de sala-cofre

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Instantes após a derrota nas Eleições de 2026, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que fiscais do Partido Liberal teriam sido retirados da sala-cofre do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Já nas primeiras horas desta segunda-feira (26), a Justiça Eleitoral garantiu que “a afirmação é falsa”.

Flávio Bolsonaro foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, que ocorreu neste domingo (25), por mais de 4,3 milhões de votos.

Em comunicado publicado no site oficial da Justiça Eleitoral, o órgão afirmou que “a sala-cofre do TSE não é um espaço aberto à visitação. Todas as demais unidades e áreas do Tribunal, como a Sala de Totalização, podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros, que acompanham, de lá, desde o início, a totalização e a divulgação dos resultados do pleito”.

Ainda segundo a nota, dois fiscais do PL estiveram no TSE para acompanhar o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do prédio, e a totalização e divulgação dos resultados, na Sala de Totalização. Eles também teriam visitado a Sala dos Partidos Políticos, no 5º andar.

“Há registro de presença nos locais visitados, além de filmagem na Sala de Totalização, que comprovam o acesso livre dos fiscais às unidades do TSE”, afirmou a Justiça Eleitoral.

As alegações de Flávio Bolsonaro

Após o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, garantir a autenticidade das eleições e confirmar a vitória de Lula, Flávio Bolsonaro alegou que fiscais do seu partido foram retirados do Tribunal Superior Eleitoral.

Flávio ainda disse que não reconhecia o resultado das urnas e chamou o episódio de sacanagem.

“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram; vamos pedir anulação dessas eleições”, disse o candidato, citando possível interferência de Cristiano Zanin, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições, isso nunca tinha acontecido na história do Brasil. Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades e diferentes estados”, disse Flávio.

Segundo ele, a campanha já acionou o setor jurídico. “A gente não está aqui para brincadeira. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo, pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal”, completou.

Lula foi reeleito neste domingo (25) em 2º turno ao superar Flávio. Lula obteve 51,79% dos votos. O filho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi o primeiro candidato na história a ganhar o primeiro turno e sofrer uma virada no segundo.

CNN Brasil