Arquivos anuais: 2021

Caixa assume gestão dos recursos e pagamentos do Dpvat

0
Brasília - Brasileiros aproveitam o sábado para sacar o FGTS inativo durante a segunda etapa do liberação do FGTS nas agências da Caixa Econômica (José Cruz/Agência Brasil)

 

Brasília – Brasileiros aproveitam o sábado para sacar o FGTS inativo durante a segunda etapa do liberação do FGTS nas agências da Caixa Econômica (José Cruz/Agência Brasil)

A partir desta segunda-feira (18), a Caixa passa a ser gestora dos recursos e do pagamento das indenizações do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre, o Dpvat. O presidente da instituição, Pedro Guimarães, e a superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, dão detalhes do processo de migração.

De acordo com o banco, a mudança vai proporcionar eficiência e transparência na gestão dos recursos e maior rapidez na análise e pagamento do seguro a quem realmente precisa.

Criado em 1974, o Dpvat indeniza vitimas de acidentes de trânsito, sejam motoristas, passageiros ou pedestres, brasileiros ou estrangeiros, independentemente da culpa. A indenização é paga em casos de morte, invalidez permanente total ou parcial e para o reembolso de despesas médicas e hospitalares da rede privada por danos físicos causados por acidentes com veículos automotores de via terrestre ou por suas cargas. Estão enquadrados os acidentes de trânsito envolvendo carros, motos, caminhões, caminhonetes, ônibus e tratores (sujeitos ao licenciamento do Detran).

Atendimento

Segundo a Caixa, as solicitações de indenização poderão ser feitas nas agências, já a partir de hoje. Para isso, a pessoa deve apresentar a documentação requerida por lei, conforme a cobertura aplicável. A Caixa informa ainda que, em breve, será lançado um aplicativo do Dpvat, que irá proporcionar ainda mais facilidade na hora de solicitar o seguro. O aplicativo permitirá o upload dos documentos e o acompanhamento da solicitação de indenização.

Agência Brasil

Mercado do Produtor de Juazeiro divulga cotação desta segunda-feira (18)

0

O Mercado do Produtor de Juazeiro, vinculado à Autarquia Municipal de Abastecimento (AMA), divulgou a cotação dos produtos comercializados no entreposto nesta segunda-feira (18).

Os valores apresentados são obtidos através de pesquisa diária no mercado, que funciona de segunda a sexta-feira (das 2h às 22h) e aos sábados (até às 17h).

O consumidor que for ao Ceasa ao longo do dia pode encontrar Banana Prata (cento) por R$17,00 ; Batatinha (saca com 50kg) por R$190,00; Pimentinha (saca com 12Kg) por R$25,00; Caju (caixa com 20kg) por R$ 100,00; Jaca (kg) por R$6,00 .

Veja a cotação completa

 

 

Ascom

 

 

“Estamos navegando em mar sem nenhuma coordenada”, diz Secretário de Saúde sobre chegada das vacinas na Bahia

1

(foto reprodução – internet)

Após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial da CoronaVac e da vacina de Oxford contra a covid-19, começa nesta segunda-feira (18) a distribuição dos lotes para os municípios brasileiros.

A Bahia deve receber 319.520 doses da vacina Coronavac. De acordo com o Secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, o voo com as doses para Salvador, que inicialmente estava previsto para sair de São Paulo às 8:50, foi adiado para às 18h.

“Estamos navegando em mar sem nenhuma coordenada. Recebemos ontem uma planilha de distribuição, às 23h30, confirmando a entrega hoje, exatamente às 8h50. Hoje, às 6h da manhã, a informação foi diferente, dizendo que entregaria às 18h. Há pouco, vi entrevista do ministro dizendo que todos os estados receberiam a vacina até 14h para iniciar a vacina ainda hoje”, relatou Vilas-Boas no programa da rádio A Tarde FM.

Segundo Fábio, caso as vacinas cheguem às 14h, é possível iniciar a logística de distribuição do imunizante aos municípios ainda nesta segunda.

Ele informou ainda que as doses das vacinas ficarão armazenadas na sede do Grupamento Aéreo para facilitar a distribuição do material em todo o estado, de maneira mais rápida. Após a conclusão dos protocolos e processos burocráticos, parte do lote será destinado aos municípios do interior do estado através de via terrestre e aérea.

Juazeiro, no Norte do Estado, será ponto de distribuição para os municípios da região e a aeronave que trará as vacinas do Instituto Butatan tem pouso previsto na pista de pouso da empresa Agrovale, ainda sem data e horário definidos.

Villas Boas informou ainda que, devido à ausência de prazo para chegada de um segundo lote, o governo baiano vai usar apenas metade das doses, já que a imunização completa provocada pela Coronavac só acontece após a segunda dose.

Por conta disso, neste primeiro momento apenas apenas 180 mil das 1.791.438 pessoas do grupo considerado prioritário na fase 1 do plano estadual de vacinação devem ser imunizadas. Entre eles estão os profissionais de saúde, idosos, indígenas, e povos e comunidades tradicionais e ribeirinhas.

“Ninguém vai ficar a ver navios. Nós vamos aplicar 180 mil doses e guardar na Sesab as outras 180 mil para aplicação em até três semanas”, explicou o titular da Sesab em entrevista.

A expectativa da Secretaria estadual da Saúde (Sesab) era receber 422 mil doses. Ainda não temos informações oficiais sobre o número de doses que serão destinadas a Juazeiro e cidades da região.

Ontem (17), após a profissional de saúde Mônica Calazans, 54 anos, receber a primeira dose da vacina no Brasil, pelo governo de São Paulo, a prefeita de Juazeiro Suzana Ramos (PSDB) mesmo partido do governador João Dória, se manifestou nas redes sociais, sobre a expectativa da chegada da vacina no município.

“Minha gente, um momento extremamente importante e essencial para salvarmos vidas aconteceu há pouco em São Paulo! A primeira dose de vacina contra covid-19 foi aplicada no Brasil neste domingo (17), após a aprovação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) do uso emergencial da CoronaVac. A primeira pessoa vacinada no país é a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, com perfil de alto risco para complicações da covid-19. Essa manchete positiva reacende a esperança de tempos melhores daqui pra frente. Reafirmo que estamos na expectativa da chegada da vacina aqui em Juazeiro para começarmos a imunizar o público prioritário”, declarou a gestora.

 

Da Redação

Com partida marcada para fevereiro, Juazeirense inicia trabalhos nesta quarta (20)

0

A Sociedade Desportiva Juazeirense vai iniciar nesta quarta-feira (20), as atividades para a temporada 2021. O Cancão disputará Baianão, Copa do Brasil e Série D neste ano.

A Juazeirense estreia no dia 21 de fevereiro contra o Bahia em Salvador.

De acordo com a direção da juazeirense, o início das atividades, marcado para essa segunda (18), foi adiado por conta de logística de chegada de jogadores à Juazeiro. Com expectativa de montar um elenco forte, novos jogadores serão contratados e os nomes devem ser divulgados ainda nesta semana.

A equipe também vai contar com jogadores já conhecidos da torcida como, Waguinho, Patrik, Carlinhos, Maycon, Elcarlos e Matheus Caffé

De acordo com Deputado Roberto Carlos, presidente do time, o Cancão vem forte para esta nova temporada: “Estamos num ano difícil, ainda de pandemia, sem presença da torcida no estádio, mas estamos tentando buscar parceiros para que o time venha forte nas competições deste ano. São competições importantes e vamos chegar bem em todas” disse ele.

Da Redação

Primeiro dia de Enem tem abstenção recorde de 51,5%

0
Entrada dos candidatos para o primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro(UERJ), na zona norte do Rio.
Entrada dos candidatos para o primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro(UERJ), na zona norte do Rio.

 

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 teve abstenção de 51,5% dos candidatos inscritos, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Do total de 5.523.029 inscritos para a versão impressa do Enem, que começou a ser aplicada neste domingo (17), 2.842.332 faltaram às provas.

Segundo o ministro da Educação, Milton Ribeiro, a abstenção recorde se deve principalmente ao medo da pandemia e a campanhas contrárias à realização do exame. Apesar disso, considera a aplicação vitoriosa. No ano passado, a abstenção no primeiro dia do Enem foi 23%. “Fico satisfeito com o que fizemos no meio de uma pandemia”, diz, “[Quero] qualificar o Enem no meio de uma pandemia como algo vitorioso para não atrasar mais a vida de milhões de estudantes”.  Em 2009, o segundo ano de aplicação do Enem com a maior abstenção, a porcentagem de inscritos que não compareceram foi de 37%.

Foram eliminados do exame 2.967 candidatos por não respeitarem as regras do Enem, entre elas, não cumprirem as medidas de segurança para evitar o contágio pelo novo coronavírus, como usar máscara cobrindo a boca e o nariz durante toda a aplicação. Ao todo, 69 participantes foram afetados por questões logísticas, como emergências médicas, falta de energia elétrica, entre outros. Os dados tanto de presença, quanto das eliminações, segundo o presidente do Inep, são preliminares.

Sintomas

Nesta edição, por conta da pandemia do novo coronavírus, participantes que apresentassem sintomas da covid-19 ou de outras doenças infectocontagiosas não deveriam comparecer ao exame. Esses participantes podem acionar o Inep e solicitar a reaplicação, que será nos dias 23 e 24 de fevereiro. Até o momento, 10.171 participantes pediram reaplicação. Desse total, o Inep aceitou o pedido de 8.180.

Quem apresentou sintomas neste domingo ou no sábado (16), pode solicitar a reaplicação, mediante a apresentação de laudo médico e documentos comprobatórios entre os dias 25 e 29 de janeiro.

O presidente do Inep, Alexandre Lopes, explica que a partir de amanhã (18), os participantes que apresentarem sintomas devem notificar o Inep e, mesmo que tenham feito a prova no primeiro dia, não devem comparecer ao segundo dia de aplicação, que será no próximo domingo (24). Eles terão direito a reaplicação.

Reaplicação  

Estudantes relataram neste domingo que foram impedidos de entrar nos locais de aplicação porque as salas estavam cheias e seria preciso respeitar o distanciamento entre os participantes. Questionado, Lopes diz que a situação está sendo apurada. Esses participantes também terão direito a fazer a prova na data da reaplicação. Segundo o presidente, esse casos foram relatados em 11 locais de prova em Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Londrina (PR), Pelotas (RS), Caxias do Sul (RS) e Canoas (RS).

Também terão direito a reaplicação os 160.548 estudantes que fariam a prova no estado do Amazonas, 2.863 em Rolim de Moura (RO) e 969 em Espigão D’Oeste (RO), por conta dos impactos da pandemia nessas localidades. Ao todo, segundo o ministro da Educação, foram quase 20 ações judiciais em todo o país contrárias à realização do Enem.

O Enem foi aplicado neste domingo (17) na versão impressa. Os estudantes fizeram as provas de linguagens, ciências humanas e de redação. A prova segue no próximo domingo (24), quando serão aplicadas as provas de matemática e ciências da natureza. Este ano, o exame terá também uma versão online, que será aplicada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

Agência Brasil

Empresários e instituições veem gestão Suzana Ramos como oportunidade para novos investimentos em Juazeiro

0

 

O novo tempo de trabalho em Juazeiro é evidente, prova disso é o grande número de empresários e instituições que têm buscado a Agência de Desenvolvimento Econômico Agricultura e Pecuária (ADEAP) para futuras parcerias. A gestão Suzana Ramos chega com a missão de mudar o atual cenário econômico, gerar mais desenvolvimento, emprego e renda para os juazeirenses.

 

De portas abertas para o empresariado, o gestor da ADEAP, Carlos Neiva, comemora o rápido retorno dos investidores. “O compromisso da gestão é cuidar das pessoas e gerar emprego. A nossa missão é essa e nós vamos fazer da maneira mais profissional possível, seguindo a lei, mas gerando todas as facilidades pra que isso aconteça. Estamos muito felizes em perceber o retorno tão rápido da credibilidade dos investidores em Juazeiro. Nós temos essa marca de seriedade”, diz Neiva.

 

Credibilidade

 

Para o comerciante Gilberto Souza, por exemplo, além da credibilidade e do compromisso do atual governo, o apoio da ADEAP será fundamental para retomar os projetos que estavam parados. Dono de posto de combustível, o desejo de expandir os negócios ganhou fôlego com a chegada de Suzana à prefeitura. “Com outra prefeita aqui, é outra visão que ela tem. Agora é a hora. Com a outra gestão eu tentei e não consegui”, disse.

 

A equipe do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) – Instituição do Sistema S, e que tem vínculo com a Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil – e o Sindicato Rural de Juazeiro, também buscaram a secretaria para discutir o rumo da fruticultura irrigada, bem como criar um plano de ação para a agricultura na região e melhorar o relacionamento.

 

Tiara Ribeiro, Engenheira Agrônoma, está há três anos à frente do Centro de Excelência em Fruticultura; uma instituição de ensino, que apesar de ser um produto novo do Sistema S, já tinha em sua base os sindicatos e trabalhos voltados para produtores rurais. Ela destacou a importância de se colocar à disposição – como uma estrutura voltada para o meio agro, e para a fruticultura.

 

“É muito importante pra gente, como Sistema S, ter também vocês como parceiros, como logomarca. A nossa maior luta nesses últimos três anos, junto à prefeitura, pelo local que a gente tá, ali no Distrito industrial, é a questão da iluminação. Somos uma instituição de ensino, e naquele local não tem um poste de iluminação. Eu acho importante, pela secretaria, criar uma comissão, formar um grupo da fruticultura do Vale do São Francisco, para discutir ações pro nosso agronegócio. Ficamos muito felizes com o seu nome justo à pasta, muito felizes com a mudança de governo. A gente quer unir esforços, quer apoio”, explica.

 

Compromisso

 

Em sua fala, Josival Barbosa, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Juazeiro e membro da Associação dos Fruticultores do Perímetro Irrigado de Curaçá (AFRUPEC) falou da importância de uma parceria mais ativa. Durante o bate-papo, Josival e os demais empresários que visitaram a ADEAP ouviram do próprio secretário Carlos Neiva que as parcerias também são prioridades da prefeita Suzana Ramos.

 

“A prefeita tá querendo acertar muito, absolutamente bem intencionada. Nós trabalhamos em uma grande equipe, temos pessoas com uma capacidade muito acima da média. Vamos trabalhar em parceria, retomar o que sempre fizemos”, finaliza Neiva.

 

Ascom

Incêndio em panificadora de Juazeiro é controlado pelo Corpo de Bombeiros

0

(foto redes sociais)

Um incêndio em uma panificadora foi registrado por volta das 23h30 desse domingo (17), no bairro Alto da Aliança, em Juazeiro, no Norte da Bahia.

De acordo com o 9° Grupamento de Bombeiros Militar, as chamas atingiram madeiras que estavam amontoadas. Uma guarnição do GBM foi acionada e conseguiu controlar o incêndio, antes que o fogo atingisse o maquinário movido por gás de cozinha.

(foto 9° GBM)

“Dessa forma, pela ação rápida da guarnição, apenas a madeira que estava amontoada fora consumida pelo fogo, ficando o maquinário da panificadora intacto, devido a ação rápida da guarnição, evitando uma tragédia maior”, declarou o 9° GBM.

 

Da Redação

Covid-19: Petrolina confirma mais um óbito e chega a 165 mortes decorrentes da doença

0

 

O município de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, confirmou mais um óbito decorrente da Covid-19, infecção causada pelo novo coronavirus. A vítima era uma mulher, de 67 anos, com histórico de comorbidades.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a morte ocorreu na última sexta-feira (15), em um hospital público de Petrolina. Com isso, o número de óbitos chegou a 165.

A cidade recebeu ainda nesse domingo (17), 15 testes positivos obtidos através de exames laboratoriais. São sete pessoas do sexo feminino, com idades entre 15 e 41 anos, e oito do sexo masculino, entre quatro e 51 anos.

Com os novos positivados, Petrolina chegou a 13.615 pessoas infectadas. Desse total, 11.056 estão recuperadas, isso representa 81,2% do total de curas desde o começo da pandemia na cidade.

Ocupação de leitos

A taxa de ocupação geral dos leitos de UTI da rede é de 56,60%. Dos 53 leitos disponíveis, 30 estão ocupados, sendo 19 pacientes de Petrolina e 11 de outras cidades da região. Todas as informações sobre a pandemia na cidade estão disponíveis no site: petrolina.pe.gov.br/coronavirus.

 

 

Da Redação

Analfabetismo resiste no Brasil e no mundo do século 21

0

 

 

Este domingo (8) marca a passagem do Dia Internacional da Alfabetização, data instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), no século passado (em 1966), para incentivar o pleno letramento da população internacional. Apesar da melhoria do acesso às escolas, nos últimos 53 anos em diversos países, ainda existem em todo planeta 750 milhões de jovens e adultos que não sabem ler nem escrever.

Se todas essas pessoas morassem em um único país, a população só seria inferior a da China e da Índia, que têm cada uma mais de 1 bilhão de habitantes. A nação hipotética do analfabetismo tem mais do que o dobro de toda a população dos Estados Unidos. Nesse contingente, duas de cada três pessoas que não sabem ler são mulheres.

Ainda segundo a Unesco, o problema do analfabetismo perdurará por muito tempo. No ano passado, 260 milhões de crianças e adolescentes não estavam matriculados nas escolas.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, havia 11,3 milhões de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais de idade. Se todos residissem na mesma cidade, este lugar só seria menos populoso que São Paulo – a capital paulista tem população estimada de 12,2 milhões.

A taxa do chamado “analfabetismo absoluto” no Brasil é de 6,8%. Como ocorre com os dados internacionais, o analfabetismo não atinge a todos da mesma forma. “Na análise por cor ou raça, em 2018, 3,9% das pessoas de 15 anos ou mais – de cor branca – eram analfabetas, percentual que se eleva para 9,1% entre pessoas de cor preta ou parda. No grupo etário 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo das pessoas de cor branca alcança 10,3% e, entre as pessoas pretas ou pardas, amplia-se para 27,5%”, descreve nota do IBGE.

Netos e avós

Segundo os pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil, o volume de analfabetos é bastante alto e não diminui por falta de investimentos na Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Para um gestor público, prefeito, governador, interessa muito mais investir em educação básica, não na Educação de Jovens e Adultos, porque é uma parcela muito pequena”, critica Maria do Rosário Longo Mortatti, professora titular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e também presidente emérita da Associação Brasileira de Alfabetização. Segundo ela, o investimento no EJA é “secundarizado”.

Por trás desse comportamento, há antigo raciocínio entre gestores públicos de que a “dinâmica demográfica”, com a renovação das gerações, extinguiria o analfabetismo absoluto no passar dos anos, conforme lembra Maria Clara Di Pierro, professora de Educação da Universidade de São Paulo (USP), especializada em políticas públicas de jovens e adultos.

“Esse raciocino não é novo. O ex-ministro [da educação] já falecido Paulo Renato usava muito esse argumento, dizendo ‘vamos concentrar os nossos esforços nas novas gerações. A sucessão geracional se encarregará de eliminar o analfabetismo’. Alguns pesquisadores e jornalistas compartilham essa visão, mas ela é duplamente equivocada”, aponta.

“De um lado, porque a gente continua produzindo analfabetismo, não se trata apenas de um resíduo do passado e os idosos estão vivendo mais. De outro lado, nós temos o analfabetismo funcional mediado pelo sistema educativo. Então, essa esperança ‘vamos deixar os velhinhos morrerem para acabar com o problema’ é uma ilusão, e não faz frente ao que temos de enfrentar”, complementa Di Pierro.

A mesma visão tem a professora Francisca Izabel Pereira Maciel, diretora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela ressalta que o poder público “não pode descuidar do analfabetismo absoluto” e que “é direito das pessoas aprender a ler e escrever”.

Ainda que o analfabetismo absoluto atinja predominantemente os mais idosos, a professora Francisca Izabel salienta que em muitas famílias são os avós que cuidam dos netos enquanto os pais trabalham. A falta de escolaridade entre os mais velhos dificulta o acompanhamento escolar e pode desestimular o interesse pelos estudos entre os mais novos.

Analfabetismo funcional

As estatísticas do IBGE consideram as pessoas com 15 anos ou mais que foram declaradas como analfabetas em pesquisa periódica de amostra domiciliar. Os números, no entanto, podem ser ainda mais graves se for medida a “capacidade de compreender e utilizar a informação escrita e refletir sobre ela” – como faz o estudo Indicador de Alfabetismo Funcional, elaborado pelo Instituto Paulo Montenegro e pela Ação Educativa.

Testes cognitivos aplicados no ano passado em 2.002 pessoas residentes em áreas urbanas e rurais de todo o país verificou que 29% das pessoas podem ser consideradas analfabetas funcionais e que não superam o nível rudimentar de proficiência. Apenas 12% da população é considera “proficiente”.

Roberto Catelli Jr., coordenador Adjunto da Ação Educativa, explica que o analfabeto funcional é considerado a pessoa “capaz de identificar palavras, números, assinar o nome e ler frase. Mas não consegue realizar tarefa se precisar ler um pouco mais que isso – um parágrafo de um texto da vida cotidiana”, como recorte de jornal, um cartaz ou até mesmo uma receita de bolo.

A proporção de analfabetos funcionais no Brasil totaliza 38 milhões de pessoas. O volume dessa população é maior que quase todos os estados brasileiros, só perde para o total de residentes no Estado de São Paulo (41,2 milhões).

Política de alfabetização

Os problemas de alfabetização também são assinalados pelo Ministério da Educação (MEC) que está iniciando a implantação da Política Nacional de Alfabetização (PNA). O caderno de apresentação da PNA consolida uma série de indicadores educacionais, entre eles os resultados da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), feita em 2016, que contabiliza que “54,73% de mais de 2 milhões de alunos concluintes do 3º ano do ensino fundamental apresentaram desempenho insuficiente no exame de proficiência em leitura”. Na mesma pesquisa, um terço dos alunos apresentavam níveis “insuficientes” em escrita.

Outros dados compilados pelo MEC são os resultados do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes, mais conhecido pela sigla Pisa , que em inglês significa Programme for International Student Assessment. Conforme a avaliação, o Brasil ficou em 59º lugar em leitura num ranking de 70 países.

“Os resultados obtidos pelo Brasil nas avaliações internacionais e os próprios indicadores nacionais revelam um grave problema no ensino e na aprendizagem de leitura, de escrita e de matemática. É uma realidade que precisa ser mudada. Por isso a Política Nacional de Alfabetização pretende oferecer às redes e aos alunos brasileiros, por meio de programas e ações, a valiosa contribuição das ciências cognitivas, especialmente da ciência cognitiva da leitura. Uma política de alfabetização eficaz terá reflexos positivos não apenas na educação básica, mas em todo o sistema educacional do país”, aponta o ministro Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub em nota de apresentação da PNA.

Desigualdade social

Conforme os especialistas ouvidos pela Agência Brasil, o analfabetismo resiliente no Brasil, absoluto ou funcional, reflete a exclusão do passado, faz sombra ao presente e mina possibilidades do futuro. “A discussão sobre analfabetismo se inicia no século 19 com o Brasil independente querendo se tornar nação como uma questão inicialmente sobre quem tinha direito. Era uma questão de voto. Quem podia votar”, ressalta Maria do Rosário Longo Mortatti, professora da Unesp.

“Existe uma desigualdade social que se espelha na própria desigualdade educacional. As oportunidades não são iguais para todos. Existe uma desvalorização da educação para pessoas de baixa renda”, lamenta Roberto Catelli Jr., da Ação Educativa, ao pensar sobre as dificuldades atuais do país acabar com o analfabetismo.

“Chegar à idade adulta na condição de analfabeto numa sociedade letrada predominantemente urbana, grafocêntrica [centrada na escrita] é uma situação que ocorre por processo de exclusão social que são múltiplos, que não são estritamente educacionais”, opina a professora Maria Clara Di Pierro, da USP, prevendo a perpetuação do quadro social.

“Não é um problema estritamente educativo. É um sintoma cultural de um processo mais amplo de exclusão. Reverter isso para os grupos mais vulneráveis requer mais políticas intersetoriais”, aconselha.

Agência Brasil