Arquivos anuais: 2021

Deputado Zó acompanha obras no CETEP em Juazeiro

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Na tarde desta quarta-feira, 3, o deputado estadual Zó esteve no Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP), antiga escola Agrotecnica, acompanhando as obras de reforma e construção de equipamentos esportivos, orçada em quase R$7 milhões. Acompanharam o parlamentar o gestor do Núcleo Regional de Educação (NTE10), Régis Menezes, e o presidente Regional da APLB, Gilmar Neri.

Em processo bastante avançado, a obra terá a construção de piscina, construção e reforma de quadra poliesportiva, construída de campo de grama sintético, vestiários, arquibancadas, iluminação, além de salas novas e estrutura de drenagem de águas pluviais.

“Vendo isto tudo acontecer, só temos a agradecer ao governador Rui Costa e ao secretário Jerônimo Rodrigues por contribuir com o desenvolvimento da educação, seja na questão pedagógica, ou numa melhor infraestrutura. Estamos aqui acompanhando e vendo que o trabalho da empresa está sendo bem feito, cumprindo o cronograma de execução. E levarei isto ao governador, mostrando que, em breve, alunos e professores terão um ambiente ainda melhor para o ensino e a aprendizagem”, declarou o deputado Zó.

Investimentos em Educação

Somente em Juazeiro, através de solicitação do deputado Zó, o Governo da Bahia está investindo cerca de R$100 milhões na infraestrutura da educação, com reformas de escolas e construção de Centros Educacional-Esportivos. “É um novo momento. Estamos vivenciando a ampliação da educação em tempo integral no ensino médio. E para um bom desempenho é preciso que estes equipamentos estejam prontos. O deputado Zó foi fundamental para que Juazeiro, e toda a região, tivesse esse benefício”, finalizou o gestor do NTE10, Régis Menezes.

Ascom

Ciro Gomes suspende pré-candidatura após PDT votar a favor da PEC dos Precatórios

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Ciro Gomes resolveu suspender a sua pré-candidatura à Presidência da República após a bancada do seu partido, o PDT, ter votado a favor pela PEC dos Precatórios, aprovada em primeiro turno pela Câmara. A decisão de Ciro foi publicada em suas redes sociais, na manhã desta quinta-feira (4).

“A mim só me resta um caminho: deixar a minha pré-candidatura em suspenso até que a bancada do meu partido reavalie sua posição.
Temos um instrumento definitivo nas mãos, que é a votação em segundo turno, para reverter a decisão e voltarmos ao rumo certo”, escreveu.

Ele disse ainda que se surpreendeu com a decisão do partido. “Há momentos em que a vida nos traz surpresas fortemente negativas e nos coloca graves desafios. É o que sinto, neste momento, ao deparar-me com a decisão de parte substantiva da bancada do PDT de apoiar a famigerada PEC dos Precatórios”, disse.

Ciro disse ainda que o PDT não pode compactuar com “a farsa e os erros bolsonaristas”. “Justiça social e defesa dos mais pobres não podem ser confundidas com corrupção, clientelismo grosseiro, erros administrativos graves, desvios de verbas, calotes, quebra de contratos e com abalos ao arcabouço constitucional”, concluiu.

Votação da PEC
Por 312 votos a favor e 144 contra, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quinta-feira (4), em primeiro turno, o texto-base do relator Hugo Motta (Republicanos-PB), da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 23/21. Conhecida como PEC dos Precatórios, ela limita o valor de despesas anuais com precatórios, corrige seus valores exclusivamente pela Taxa Selic e muda a forma de calcular o teto de gastos.

Para concluir a votação da matéria, os deputados precisam analisar e votar os destaques apresentados pelos partidos, que podem ainda mudar trechos da proposta. A sessão poderá ocorrer ainda hoje.

De acordo com o texto-base aprovado, os precatórios para o pagamento de dívidas da União relativas ao antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), atual Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), deverão ser pagos em três anos, sendo 40% no primeiro ano, 30% no segundo e 30% no terceiro ano.

Precatórios são dívidas do governo com sentença judicial definitiva, podendo ser em relação a questões tributárias, salariais ou qualquer outra causa em que o poder público seja o derrotado.

Correio Bahia

Juazeiro está há mais de um mês sem confirmar novos óbitos decorrentes da Covid-19; 72% dos juazeirenses acima de 18 anos já receberam as duas doses das vacinas

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(Imagem ilustrativa/Juazeiro-BA)

O município de Juazeiro, no Norte da Bahia, está há mais de um mês sem confirmar novos óbitos decorrentes da Covid-19. A última morte foi registrada no dia 1° de outubro. Desde o início da pandemia, 380 pessoas morrem vítimas do novo coronavirus em Juazeiro.

Porém, apesar da queda no número de óbitos, é preciso ficar atento ao aumento da taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Até essa quarta-feira (03), todos os 20 leitos disponíveis no Hospital Promatre e Regional,  em Juazeiro, estavam ocupados. Na rede hospitalar, o percentual de ocupação dos leitos de UTI para Juazeiro na rede PEBA (hospitais de Pernambuco e Bahia) era de 49%, com 64 leitos disponíveis.

A Secretaria de Saúde do município chamou a atenção para o desenvolvimento de casos graves da doença em pacientes que não tomaram nenhuma dose das vacinas contra a Covid-19. De acordo com a direção geral do Hospital de Campanha que faz atendimento exclusivo de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus, os pacientes graves, que precisaram de transferência para Unidade de Terapia Intensiva na rede hospitalar no mês de outubro, não tinham recebido nenhuma dose da vacina.

“Na última semana do mês de outubro, pelo menos 3 pacientes precisaram de transferência para UTI´s. Essa era uma realidade que a gente não via no Hospital de Campanha desde o mês de junho”, explicou o diretor geral do Hospital de Campanha, Régio Cunha.

Até o momento, a Sesau já vacinou 155.670 pessoas em primeira dose, 110.078 em segunda dose e 5.295 em dose única. Ao todo, 72% dos juazeirenses acima de 18 anos já receberam as duas doses ou a dose única da vacina contra a Covid-19.

Ainda de acordo com a SESAU, 96% da população acima de 18 anos já recebeu a primeira dose da vacina. A população estimada com essa faixa etária no município é de mais de 150 mil pessoas.

Além disso, mais de 8 mil adolescentes de 12 a 17 anos já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. O quantitativo equivale a 35% da população estimada para esta faixa etária.

Em relação a terceira dose, quase 5.300 pessoas já receberam o reforço, que é destinado para idosos acima de 60 anos, residentes em Juazeiro e que tenham 6 meses em relação à última dose, profissionais de saúde ativos e lotados em Juazeiro com 6 meses em relação à última dose e imunossuprimidos que tenham 28 dias em relação à última dose.

Hoje (04), o município está realizando apenas a vacinação em primeira dose de pessoas com 18 anos e mais, e a aplicação da segunda doses dos imunizantes Pfizer e AstraZeneca. Juazeiro aguarda o recebimento de novas remessas de vacinas para dar continuidade à imunização de adolescentes, segunda dose da vacina Coronavac e dose de reforço.

 

 

Da Redação PNB com informações da PMJ

 

Inep libera cartão de confirmação do Enem 2021

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Foi liberado hoje (4), o cartão de confirmação de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio 2021. O documento já está disponível na página do participante. A aplicação da prova digital e impressa será nos dias 21 e 28 de novembro.

Estão disponíveis no cartão informações como número de inscrição, data, local, horário das provas e opção por atendimento especializado. O documento não é obrigatório, mas o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) recomenda que os estudantes levem o cartão nos dias de aplicação do exame.

De acordo com o Inep, 3,1 milhões de inscritos devem fazer o Enem 2021. 3 milhões vão realizar provas impressas e 68,8 mil farão a modalidade digital. Os itens das duas versões de avaliação serão idênticos.

Da Redação PNB

Ninguém acerta a Mega-Sena e prêmio acumula em R$ 75 milhões

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Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.425 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite dessa quarta-feira (3) no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

De acordo com a estimativa da Caixa, o prêmio acumulado para o próximo sorteio, no sábado (6), é de R$ 75 milhões. As dezenas sorteadas foram: 10 –  31 – 38 – 46 – 49 – 54.

A quina registrou 75 apostas ganhadoras. Cada uma vai pagar R$57.727,72. A quadra teve 5.048  apostas vencedoras. Cada apostador receberá R$ 1.225,26.

As apostas para o concurso 2.426 podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo país ou pela internet. O volante, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Agência Brasil

Câmara aprova em primeiro turno texto-base de PEC que viabiliza Auxílio Brasil de R$ 400 em ano eleitoral

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Plenário da Câmara dos Deputados

Numa vitória apertada do governo, a Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quinta-feira (3), em primeiro turno, o texto-base da PEC (proposta de emenda à Constituição) dos Precatórios, que permite a expansão de gastos públicos e viabiliza a ampliação do Auxílio Brasil prometido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em ano eleitoral.

O placar foi de 312 votos a favor da proposta, 144 contrários e 57 deputados não votaram. Eram necessários 308 votos para que a PEC recebesse o aval da Casa.

O plenário ainda precisa analisar os destaques, que são tentativas de mudança em pontos do texto. Segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira (pp-AL), deve haver uma reunião na manhã desta quinta para decidir sobre o tema, mas o mais provável é que a votação dos destaques e do segundo turno fique para terça (9).

A proposta também passará por votação em segundo turno na Câmara. Depois, o texto seguirá para o Senado, onde precisa do apoio de 49 dos 81 senadores em dois turnos.

Para aprovar a proposta que dribla o teto de gastos (regra que limita as despesas públicas), o governo teve de ceder à pressão de partidos políticos, modificar o texto, e chegou a ameaçar retaliar as emendas de deputados que votassem contra o plano do Palácio do Planalto.

Aliado do governo, Lira flexibilizou algumas regras e editou um ato para permitir que deputados que estão em viagem autorizada pela Câmara pudessem votar remotamente. Isso beneficiou o plano patrocinado por Bolsonaro.

A oposição se dividiu na votação. O PDT trocou de lado e passou a apoiar a PEC nesta quinta.

Bolsonaro determinou, em outubro, o aumento do Auxílio Brasil para R$ 400, deflagrando uma crise entre as alas política e econômica do governo.

A solução para atender à demanda do presidente foi driblar o teto de gastos, propondo alteração no cálculo da regra fiscal na PEC dos Precatórios.

Essa PEC, que já estava na Câmara, prevê um limite para pagamento de precatórios (dívidas da União reconhecidas pela Justiça), o que libera mais espaço no Orçamento.

As duas mudanças previstas na PEC —envolvendo o teto de gastos e os precatórios— têm potencial de abrir uma folga superior a R$ 90 bilhões no próximo ano, garantindo recursos para o Auxílio Brasil e um auxílio para caminhoneiros e compensar o aumento de despesas vinculadas à alta da inflação.

O aumento de gastos na área social é uma aposta de Bolsonaro e aliados para tentar fortalecer o presidente na disputa à reeleição de 2022.

Um dos pontos de divergência tratava da garantia do pagamento de dívidas de repasses do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério). Há cerca de R$ 15,6 bilhões em precatórios desse tema para Bahia, Pernambuco, Ceará e Amazonas.

Diante da resistência, inclusive em partidos de centro e da base do governo, Lira e o relator da proposta, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), costuraram um acordo contestado por parlamentares contrários à PEC.

Motta apresentou uma nova versão do projeto às vésperas da votação no plenário. A mudança prevê que os precatórios ligados à área da educação sejam parcelados em três anos.

Com isso, as dívidas da União vinculadas ao Fundef seriam pagas da seguinte forma: 40% no primeiro ano, 30% no segundo ano e outros 30% no ano seguinte.

O parcelamento foi visto por integrantes da bancada de educação como um avanço na negociação, pois antes não havia uma perspectiva de quando os recursos seriam pagos.

A quitação desses débitos, segundo o texto, fica dentro do teto de gastos. A equipe econômica apoiou a modificação na versão da PEC.

No entanto, a estratégia costurada por Lira foi chamada de manobra pela oposição e deputados contrários à proposta, como o partido Novo.

Críticos do acordo argumentaram que a mudança no texto da PEC só poderia ser feita se houvesse alguma emenda (sugestão apresentada por parlamentares) com o mesmo teor. “Não tem emenda a ser aglutinada”, disse a deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

Vice-líder da minoria, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) afirmou que o ato do relator foi ilegal. “Não existe essa emenda anterior. Se a PEC for aprovada pelo Congresso, vamos recorrer ao Supremo [Tribunal Federal]”.

Lira negou irregularidade na alteração feita de última hora na PEC. A mesma estratégia já foi usada em demais votações apertadas na Câmara.

O governo sofreu um revés na semana passada, quando teve que adiar por três dias a votação da proposta. Sem acordo e por falta de votos, o Palácio do Planalto precisou de mais tempo para negociar a aprovação da PEC.

“Irresponsabilidade fiscal é vocês ficarem preocupados com a reeleição do presidente Bolsonaro, e não com o bem estar do mais humilde brasileiro”, disse o deputado Luiz Lima (PSL-RJ), ex-aliado de Bolsonaro.

Motta rejeitou as críticas. “Estamos fazendo um trabalho que procura ser justo com quem mais precisa, que precisa ser fiscalmente responsável, e ele está sendo, porque estamos tendo aqui a manutenção do teto de gastos”, afirmou o relator.

Apesar de trabalhar com um “plano B” de prorrogar o auxílio emergencial, o plano principal do governo é concluir a aprovação da PEC. O gasto com precatórios passou de R$ 54 bilhões neste ano para R$ 89 bilhões no ano que vem.

O ministro Paulo Guedes (Economia) classificou o comportamento da despesa como um meteoro. O cálculo do limite para pagamento de sentenças judiciais dentro do teto usa como base o montante pago em sentenças judiciais em 2016 (ano de criação do teto) e o corrige pela inflação.

No caso da flexibilização do teto, a contabilidade do limite das despesas é retroativa a 2016. Isso autoriza uma ampliação do valor máximo a ser usado pelo governo.

Entenda os principais pontos da PEC dos Precatórios

Precatório
O que é: dívidas da União já reconhecidas pela Justiça e sem possibilidade de recurso
Como é hoje: precatórios inscritos no Orçamento são pagos
Como fica: é criado um valor máximo a ser quitado no ano; os precatórios que ficarem fora desse limite serão pagos em outros anos

Teto de gastos
O que é: regra que cria um limite de despesas públicas
Como é hoje: cálculo foi previsto em 2016, ano de criação do teto; método prevê correção pela inflação de julho do ano anterior a junho do ano corrente
Como fica: cálculo muda e passa a considerar inflação de janeiro a dezembro do mesmo ano; na prática, isso amplia o teto

Refis a municípios
O que diz a PEC: possibilidade de municípios parcelarem dívidas com a União caso aprovem reformas da Previdência locais

Folhapress

Órgão sanitário dos EUA aprova vacina contra Covid para crianças de 5 a 11 anos

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O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), órgão sanitário dos Estados Unidos, afirmou, passou a recomendar, na noite desta terça-feira (2), a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19. O anúncio foi feito por Rochelle Walensky, diretora do órgão. As informações são da CNN.

A diretora disse que estava endossando uma recomendação para vacinar crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19. O fato abre caminho para a vacinação imediata do grupo de idade mais jovem nos EUA, destaca reportagem da CNN.

“O CDC agora expande as recomendações de vacinas para cerca de 28 milhões de crianças nesta faixa etária nos Estados Unidos e permite que os responsáveis comecem a vaciná-las o mais rápido possível”, disse a agência em um comunicado.

“Sabemos que milhões de pais estão ansiosos para vacinar seus filhos e, com essa decisão, agora recomendamos que cerca de 28 milhões de crianças recebam a vacina”, disse Walensky.

Ainda conforme a reportagem, os conselheiros independentes de vacinas do CDC votaram a favor (14 a 0) de aprovar vacinas da Pfizer para as crianças mais novas.

Bahia Notícias

Presidente da Febraban defende autonomia do Banco Central

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O presidente da Febraban, Isaac Sidney, defendeu hoje (3) a autonomia do Banco Central, enquanto regulador bancário, na condução da política monetária, e convocou as instituições financeiras no desafio de ajudar a autoridade monetária a combater a inflação. 

“Não há alternativa ao BC, senão reagir ao processo inflacionário que tem, além de fatores externos, [a influência de] fatores internos que a potencializam”, disse na apresentação da plataforma para ajudar as pessoas a melhor planejar suas finanças.

De acordo com Sidney, os efeitos da inflação são mais perceptíveis nas “classes menos favorecidas”.

“Temos de reconhecer que o BC sozinho não conseguirá vencer essa batalha. Há outros atores que influenciam os andamentos da economia”, alertou referindo-se aos recentes questionamentos em relação ao arcabouço fiscal. “[A questão dos] Precatórios e o Auxílio Brasil causaram sensação de que a política fiscal foi quebrada, mas confio que Guedes [ministro Paulo Guedes, da Economia] e equipe vão manter compromissos da política fiscal”.

Ele lembrou que o Risco Brasil cresceu cerca de 60% esse ano e que a Bolsa de Valores já tem o “pior desempenho na comparação com países avançados e emergentes”.

“Precisamos ser capazes para não deixar os agentes econômicos consolidarem o risco percebido de que a âncora fiscal pode ter sido abandonada”, argumentou ao lembrar que o país ainda sofre “efeitos severos da pandemia”, disse.

“A mensagem que deixamos é de que o espaço que precisa ser aberto para o Auxílio Brasil e para os precatórios não pode representar o fim do arcabouço fiscal. É preciso definir quais são os valores para o auxílio e para os precatórios, de forma a não serem excedidos. E precisamos reduzir o déficit primário de 2021”, concluiu.

Agência Brasil

Caged revisa dados e número de vagas criadas recua para 75,9 mil

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A revisão de dados de demissões fez o saldo de criação de empregos formais no Brasil cair pela metade em 2020. Pelas novas estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram abertas 75.883 vagas no ano passado, queda de 46,8% em relação ao dado anterior de 142.690 vagas.

O indicador mede a diferença entre contratações e dispensas com carteira assinada. Inicialmente, o Caged apontava que haviam ocorrido 15.166.221 admissões e 15.023.531 desligamentos no ano passado. Com as revisões, o número de contratações subiu 1,8%, para 15.361.234. As demissões aumentaram 2,2%, para 15.437.117.

Responsável pelo Caged desde a recriação da pasta, em julho, o Ministério do Trabalho e Previdência atribuiu a redução do saldo ao envio de declarações fora do prazo, em meio ao início da pandemia de covid-19 e a adaptação para o novo modelo de declaração eletrônica.

Novo eSocial

Até 2019, as contratações e as demissões eram informadas manualmente. Em janeiro de 2020, o processo passou a ser realizado de forma eletrônica, por meio da Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).

Em março de 2020, pouco depois do início da pandemia de covid-19, o Ministério da Economia, na época responsável pelo eSocial e do Caged, suspendeu a divulgação das estatísticas por dois meses . Na ocasião, a pasta alegou que, durante o processo de adaptação ao novo sistema, diversas declarações de demissões foram preenchidas de forma errada e que o processo de retificação foi comprometido pela pandemia.

Até aquele momento, apenas os dados do Caged de dezembro de 2019 haviam sido divulgados. Os números só voltaram a ser apresentados no fim de maio de 2020, com os dados de janeiro a abril do mesmo ano e uma nova metodologia que passou a incluir trabalhadores temporários e bolsistas, impossibilitando a comparação com o Caged de anos anteriores.

Justificativa

Em nota, o Ministério do Trabalho e Previdência, informou que, mesmo com a revisão dos dados, 2020 continuou a registrar criação de empregos formais. “Ressaltamos que, mesmo com a mencionada revisão, o saldo do Caged de 2020 se mantém positivo, em que pese o pior momento da pandemia da covid-19”, destacou a pasta. Segundo o ministério, o prazo para ajustes dos dados do ano passado acaba no fim de 2021.

“A entrada de dados fora do prazo acontece quando as empresas declaram as informações de admissão e demissão após a competência em que a movimentação se realizou. A possibilidade de realizar esse tipo de declaração já existia no antigo Caged, havendo uma ocorrência um pouco maior neste momento devido ao processo de transição para a declaração via eSocial, que ocorreu para um número significativo de empresas ao longo de 2021”, acrescentou o Ministério do Trabalho e Previdência.

Agência Brasil