PNB

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Emissões de gases de efeito estufa no Brasil caem 16,7% em 2024

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O Brasil registrou uma redução significativa de 16,7% nas suas emissões brutas de gases de efeito estufa em 2024, totalizando 2,145 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente. Os dados, divulgados pelo Observatório do Clima com base no sistema SEEG, revelam a segunda maior queda da série histórica iniciada em 1990.

Quando considerada a emissão líquida, que subtrai o carbono absorvido por florestas e áreas protegidas, o recuo foi ainda mais expressivo, atingindo 22%, com um total de 1,489 bilhão de toneladas.

O principal motor dessa queda foi o combate ao desmatamento na Amazônia e no Cerrado, resultando em uma retração de 32,5% nas emissões por mudança de uso da terra. Quase todos os biomas brasileiros apresentaram melhora, com exceção do Pampa, que registrou alta de 6%.

Entretanto, o relatório faz um alerta crítico sobre o peso dos incêndios florestais de 2024. As emissões geradas pelo fogo atingiram o recorde histórico de 241 milhões de toneladas.

“Caso fossem contabilizados no inventário oficial – o que hoje não ocorre – eles poderiam dobrar as emissões líquidas associadas à mudança de uso da terra”, destaca o documento, evidenciando que as metas climáticas ainda correm sérios riscos.

Enquanto o setor de uso da terra recuou, outros segmentos da economia mostraram estabilidade ou crescimento, dificultando uma queda ainda mais acentuada.

A agropecuária teve uma redução marginal de 0,7%, mas os setores de energia (0,8%), processos industriais (2,8%) e resíduos (3,6%) registraram aumentos nas suas emissões.

Bahia BA

Brasil reduz em 72% mortalidade de crianças menores de cinco anos desde 1990, aponta relatório da ONU

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Em 1990, a cada mil crianças nascidas no Brasil, 25 morriam antes de completar 28 dias de vida. Em 2024, esse número caiu para sete a cada mil, uma redução de 72% na mortalidade neonatal em três décadas e meia.

O mesmo movimento de queda se repete entre crianças menores de cinco anos.

Em 1990, de cada mil crianças que nasciam no país, 63 não chegavam ao quinto aniversário. Nos anos 2000, a taxa estava em 34 mortes por mil nascidos vivos. Em 2024, chegou a 14,2, queda de 77% em relação ao início da série histórica.

Todos esses números fazem parte do relatório “Levels & Trends in Child Mortality”, publicado nesta terça-feira (17) pelo Grupo Interagencial das Nações Unidas para Estimativas de Mortalidade Infantil (UN IGME), organismo liderado pelo UNICEF que também inclui a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Banco Mundial e a Divisão de População da ONU.

Segundo o relatório, o Brasil alcançou as menores taxas de mortalidade neonatal e abaixo dos cinco anos desde que o monitoramento começou a ser feito de forma sistemática.

Em números absolutos, o país registrou cerca de 92 mil mortes de recém-nascidos em 1990 e deve ter encerrado 2024 com menos de 19 mil — o que representa mais de 70 mil vidas a menos perdidas por ano.

Por trás da queda, o relatório aponta a consolidação de políticas públicas implementadas e ampliadas a partir dos anos 1990, como o Programa Saúde da Família, o Programa de Agentes Comunitários de Saúde, a expansão da atenção primária no SUS e iniciativas de incentivo à vacinação e à amamentação.

Segundo a avaliação, esses avanços contribuíram diretamente para a redução da mortalidade infantil no país, ao ampliar o acesso a cuidados básicos de saúde e prevenção.

“Estamos falando de milhares de bebês e crianças que não sobreviveriam, e hoje podem crescer, se desenvolver com saúde e chegar até a vida adulta”, afirma Luciana Phebo, chefe de Saúde e Nutrição do UNICEF no Brasil.

“E essa mudança foi possível porque o Brasil escolheu investir em políticas que funcionam, como a vacinação e o incentivo à amamentação. Agora, precisamos voltar a acelerar esses esforços, mantendo e ampliando os avanços históricos das últimas décadas e alcançando aqueles nos quais essas políticas ainda não chegam como deveriam”, diz.

O Brasil, no entanto, também registra a desaceleração apontada pelo relatório como tendência global.

Entre 2000 e 2009, a mortalidade neonatal brasileira caía a uma média de 4,9% ao ano. No período seguinte, entre 2010 e 2024, o ritmo baixou para 3,16% anuais.

Cenário global e causas de morte

No mundo, cerca de 4,9 milhões de crianças morreram antes de completar cinco anos em 2024, incluindo 2,3 milhões de recém-nascidos, ainda segundo o relatório.

E a maioria dessas mortes poderia ter sido evitada com intervenções de baixo custo e acesso a serviços de saúde de qualidade.

O documento também aponta que, desde 2015, o ritmo de redução global da mortalidade infantil desacelerou mais de 60%, tendência que preocupa especialistas num momento de retração do financiamento internacional à saúde.

As mortes no período neonatal concentraram quase metade dos óbitos de crianças menores de cinco anos em 2024, indicando que o avanço na prevenção nesse estágio ainda é mais lento.

Segundo o relatório, as principais causas entre recém-nascidos foram complicações da prematuridade, responsáveis por 36% das mortes, e problemas durante o parto, com 21%.

Após o primeiro mês de vida, o perfil muda: doenças infecciosas como malária, diarreia e pneumonia passam a liderar os óbitos infantis.

O levantamento também traz, pela primeira vez, uma estimativa das mortes diretamente associadas à desnutrição aguda grave.

Em 2024, mais de 100 mil crianças entre um mês e quatro anos morreram por essa condição, o equivalente a cerca de 5% do total global.

O número, porém, pode estar subestimado, já que a desnutrição costuma agravar outras doenças e nem sempre aparece como causa principal nos registros.

Os dados mostram ainda uma forte desigualdade geográfica. A África Subsaariana concentrou 58% de todas as mortes de menores de cinco anos no ano passado.

Em países afetados por conflitos ou com alta fragilidade institucional, o risco de morrer antes dos cinco anos é quase três vezes maior.

“Nenhuma criança deveria morrer de doenças que sabemos como prevenir. Mas vemos sinais preocupantes de que esse progresso está desacelerando — e num momento em que estamos vendo cortes adicionais no orçamento global”, afirmou Catherine Russell, diretora executiva do UNICEF.
G1

Bahia cria regras para acesso a imóveis no combate à dengue, zika e chikungunya

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A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) publicou, no Diário Oficial desta quarta-feira, 18, a Portaria nº 240, que estabelece regras para o acesso a imóveis públicos e particulares em situações de risco iminente à saúde pública. A medida organiza a atuação das equipes de vigilância em saúde, especialmente em ações de controle de vetores, zoonoses e outros agravos.

A norma tem como principal objetivo o enfrentamento de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, e poderá ser aplicada em casos de imóveis abandonados, com ausência de responsável após tentativas de visita ou com recusa injustificada de acesso. O objetivo é permitir a adoção de medidas sanitárias quando houver ameaça à saúde coletiva.

O texto define critérios técnicos e legais para essas situações, com exigência de registro formal da ocorrência, notificação prévia por edital e autorização da autoridade sanitária competente. A portaria também delimita a forma de atuação em cada caso. Em imóveis residenciais ocupados, por exemplo, o acesso, em situações de ausência ou recusa, fica restrito às áreas externas. Já em imóveis caracterizados como abandonados, a atuação poderá alcançar o interior da edificação.

Para a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, a regulamentação traz mais clareza e segurança para o trabalho das equipes. “Essa portaria fortalece a atuação da vigilância em saúde ao estabelecer critérios objetivos, respaldo legal e procedimentos claros para situações que exigem resposta do poder público. É uma medida voltada à prevenção e à proteção da saúde da população”, afirmou.

A execução das ações caberá aos agentes de combate às endemias e às equipes de vigilância em saúde municipais e estaduais. Quando necessário, poderá haver apoio da autoridade policial ou da guarda municipal para garantir a realização da medida. Após a ação, a portaria prevê o registro formal dos procedimentos adotados e, nos casos cabíveis, a emissão de auto de infração sanitária.

Além do controle de arboviroses, a norma também prevê aplicação em outras situações de grave risco ou ameaça à saúde pública, desde que observadas as condições legais estabelecidas. A portaria passa a servir como instrumento de apoio às estratégias de prevenção e controle sanitário no estado.

 

A Tarde

Depois de duas reformas, como ficou a situação dos professores no estado da Bahia? Veja a resposta com Dr. Hélder Moreira

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Voltando a falar da situação dos professores, vamos tratar da Reforma realizada na Bahia, seja porque o Estado foi um dos primeiros a realizar a alteração nas regras locais, seja porque a alteração nas regras baianas é um exemplo muito interessante de como falhas formais podem impedir os resultados esperados pelos regimes de previdência.

Como dito antes, até a Reforma de 2019, as regras previdenciárias eram aprovadas pelo Congresso Nacional e valiam para todos os servidores públicos, a partir de então cada ente deve legislar, mas, ao fazê-lo, deve observar as diretrizes inseridas na Constituição Federal.

Dentre estas diretrizes duas são as que mais nos interessam, a primeira que merece ser destacada diz respeito a uma das maiores inovações trazidas pela Reforma de 2019: a criação de idade mínima para aposentadoria, pois, conforme previsto no art. 40, III, da Constituição Federal, cada ente poderia estabelecer uma idade mínima para aposentadoria dos seus servidores, no entanto, deveria fazê-lo “mediante emenda às respectivas Constituições e Leis Orgânicas”.

A segunda diretriz está contida no art. 36, II, da Emenda Constitucional nº. 103/2019, onde podemos ler que as regras então vigentes permaneceriam válidas para Estados e Municípios até a “data de publicação da lei de iniciativa privativa do respectivo Poder Executivos que as referende integralmente”. Ou seja, até a publicação da lei local que revogue as antigas regras de aposentadoria, elas continuariam valendo em âmbito local.

Caso estas exigências constitucionais não fossem observadas, estaríamos diante de normas inconstitucionais e, consequentemente, as antigas regras de aposentadoria continuariam sendo aplicadas sem maiores problemas.

No caso da Bahia, a primeira exigência foi prontamente atendida, pois todas as novas regras previdenciárias estavam contidas na Emenda à Constituição Estadual nº. 26, de 31 de janeiro de 2020.

No entanto, a segunda exigência não foi atendida pois a nº. EC 26/2020 não revogou expressamente as regras anteriormente aplicáveis aos servidores e, por isso, logo após a entrada em vigor das novas regras de aposentadoria, entidades representativas ajuizaram ações requerendo que o Estado fosse obrigado a conceder benefícios com base nas regras vigentes antes da Reforma.

Ao perceber o equívoco legislativo, o Estado da Bahia decidiu aprovar uma nova alteração à Constituição do Estado, no caso, a Emenda nº. 27, de 16 de junho de 2021, e nela incluiu a revogação expressa das antigas regras de aposentadoria. Na prática isso significa que a Reforma da Previdência no Estado da Bahia só entrou em vigor em junho de 2021.

Até esta data, as regras anteriores continuam a ser aplicadas ao professores estaduais que, caso preenchidos os requisitos para aposentadoria, poderão se aposentar inclusive com a redução de idade e tempo de contribuição segundo novo entendimento do STF.

Toda esta história, sem muitos efeitos práticos, já que o processo de alteração se encerrou desde junho de 2021,serve de gancho para a situação de Juazeiro, Petrolina, Lagoa Grande e de vários outros municípios do sertão pernambucano pois estes entes também desrespeitaram uma das diretrizes constitucionais.

Pois, apesar de terem revogado expressamente as regras de aposentadoria anteriormente existentes, tais entes não incluíram em época própria a idade mínima para aposentadoria em suas respectivas Leis Orgânicas.

Aí você pode se perguntar: mas e o que isso importa para os servidores?

A resposta para esta pergunta é bem simples: se a idade mínima não tiver sido incluída na Constituição Estadual ou na Lei Orgânica do Município, a priori, ela não é aplicável e deve ser observada a idade anterior, conforme entendimento firmado em alguns precedentes jurisprudenciais.

Mas esta conversa fica para a próxima semana. Até lá!

Hélder Moreira é advogado desde 2006, com pós-graduação e MBA na área de regimes próprios de previdência social

Caso confirmado de sarampo acende alerta sobre cobertura vacinal

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Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.

A confirmação de um caso de sarampo em uma bebê de 6 meses em São Paulo, na semana passada, acendeu novamente o alerta sobre a importância de manter altas coberturas vacinais como uma barreira para proteger quem ainda não pode ser imunizado.

A bebê ainda não tinha idade para receber a vacina, já que o calendário do Sistema Único de Saúde prevê a aplicação da primeira dose da tríplice viral aos 12 meses, o que garante a proteção contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Aos 15 meses, as crianças devem receber uma dose da tetra viral, que reforça a imunidade contra essas três doenças e acrescenta a catapora na lista.

De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, quando a cobertura está alta, os bebês mais novos ficam protegidos pela barreira criada por quem já se vacinou.

“A vacina do sarampo também impede a infecção e a transmissão com alta efetividade. Ela tem essa capacidade, que a gente chama de esterilizante. Além de prevenir que a pessoa contraia a doença, ela também evita que essa pessoa seja um portador e transmissor do vírus”, explica Kfouri.

A bebê diagnosticada com sarampo viajou com a família para a Bolívia em janeiro. O país vizinho vive um surto de sarampo desde o ano passado, e a alta cobertura também é essencial para impedir que casos importados como esse iniciem surtos dentro do Brasil.

“O sarampo é uma doença de altíssima transmissibilidade, especialmente entre os não vacinados. A imunização em altas taxas é o que funciona como barreira na circulação do vírus. Mas se isso não acontecer, não é nem necessário que alguém viaje e contraia o vírus lá fora. Basta ficar aqui, com tanta gente vindo de outros países onde há surto, que o risco é o mesmo”, alerta o vice-presidente da Sbim.

No ano passado, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema na idade correta.

Proteção para toda a vida

Os bebês vacinados dentro do tempo ficam protegidos ao longo da vida, mas crianças e adultos que não têm comprovante de vacinação devem receber a vacina. Dos 5 aos 29 anos, recomenda-se duas doses, com intervalo de um mês. Dos 30 aos 59 anos, é necessária apenas uma dose. A vacina só não pode ser tomada por gestantes e pessoas imunocomprometidas.

O caso na bebê em São Paulo foi o primeiro registro da doença no país neste ano, mas, no ano passado, outras 38 infecções foram confirmadas, a maior parte com origem importada.

Ainda assim, o país segue com o certificado de área livre da doença, concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde em 2024, porque, felizmente, não há transmissão sustentada de sarampo no nosso território.

No entanto, o Brasil já havia conquistado esse certificado antes, em 2016, e acabou perdendo em 2019, após surtos que começaram com casos importados.

Alerta nas Américas

O continente americano vive uma situação preocupante com relação à doença. No ano passado foram registrados 14.891 casos em 14 países, com 29 mortes. Já este ano, somente até o dia 5 de março, foram 7.145 infecções confirmadas. Isso significa que, em apenas dois meses, foi detectada quase metade de todos os casos do ano passado. A situação é mais grave no México, Estados Unidos e Guatemala.

Kfouri reforça que, independentemente do país, a grande maioria dos casos ocorreu em pessoas não vacinadas, principalmente crianças menores de 1 ano. E, ao contrário do que muita gente pensa, não se trata de uma doença inofensiva da infância:

“Nos surtos, em geral, para cada 1 mil casos da doença, a gente costuma ter um óbito, mas estamos registrando uma proporção muito maior. No ano passado, foram quase 15 mil casos nas Américas, com quase 30 óbitos. As complicações mais comuns são pneumonia ou quadros neurológicos, como encefalite”.

O principal sintoma da doença é o surgimento de manchas vermelhas pelo corpo e febre alta, mas ela também costuma causar tosse, coriza, irritação nos olhos e mal-estar. O vice-presidente da Sbim complementa que a infecção pelo vírus também causa um efeito secundário perigoso: a supressão do sistema imunológico.

“Durante três a seis meses após a infecção pelo sarampo, o nosso sistema de defesa não funciona corretamente, e a gente fica mais vulnerável a ter outras doenças oportunistas infecciosas, que também podem ser graves”, alerta Renato Kfouri.

Agência Brasil

Justiça reconhece “omissão estrutural” e obriga Petrolina a criar política para animais abandonados

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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) obteve decisão favorável na Justiça que obriga a Prefeitura de Petrolina, no sertão de Pernambuco, a estruturar políticas públicas voltadas ao acolhimento de animais abandonados e ao controle de zoonoses. A sentença, proferida pela Vara da Fazenda Pública, reconheceu a existência de uma “omissão estrutural” por parte do município.

De acordo com a decisão, Petrolina terá o prazo de até 180 dias para apresentar um plano concreto de controle populacional de cães e gatos. Entre as medidas exigidas está a criação de um espaço físico destinado ao acolhimento provisório dos animais, que deve ser separado do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

O plano também deverá contemplar ações de esterilização, identificação dos animais e capacitação de servidores públicos para atuar na área. A Justiça destacou ainda que o município é considerado área endêmica para leishmaniose, o que reforça a necessidade urgente de medidas voltadas à saúde coletiva.

O órgão também obteve decisão semelhante no município de Paulista, onde a Justiça determinou a criação de um abrigo para animais errantes no mesmo prazo de 180 dias. No caso, a gestão municipal deverá garantir a captura contínua dos animais, com triagem veterinária, castração e encaminhamento para adoção responsável.

Redação PNB, com informações MPPE

Câmara aprova projeto que obriga companhias aéreas a prestar assistência a vítimas em caso de acidente

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A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (17) projeto que determina que as companhias aéreas serão responsáveis por prestar assistência a vítimas e seus familiares em caso de acidentes aéreos. O texto foi proposto após acidente da Voepass, que deixou 62 vítimas em agosto de 2025, e segue para análise do Senado Federal.

A proposta define que a assistência também deverá ser prestada por autoridades públicas e cria um Comitê de Cooperação entre instituições públicas e privadas para a realização do atendimento aos afetados, por meio de coordenação e comunicação entre os órgãos.

O comitê será coordenado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que deverá convidar as empresas e instituições que comporão o comitê em prazo de seis horas após um acidente aéreo.

O texto foi aprovado de forma simbólica, utilizada quando há acordo entre os deputados. O projeto é de autoria dos deputados Bruno Ganem (Pode-SP) e Padovani (União-PR) e foi relatado pela deputada Enfermeira Ana Paula (Pode-CE).

A proposta vale para voos comerciais e fretados e destaca que o atendimento deverá ser guiado pelos princípios da dignidade humana, eficiência e segurança jurídica, entre outros. A assistência é obrigatória mesmo que o acidente decorra de motivo de força maior ou culpa da vítima.

Os transportadores deverão, por exemplo, arcar com despesas de translado de corpos e custear assistência médica, psiquiátrica e psicológica emergencial para vítimas e familiares pelo prazo de até dois anos ou, mediante perícia, por prazo maior.

O projeto também estabelece diretrizes a serem seguidas por instituições públicas e privadas durante o atendimento a vítimas, familiares de vítimas e desaparecidos em acidentes aéreos.

Determina, por exemplo, que o atendimento deve ser individualizado e humanizado, proteger a privacidade e os dados pessoais das vítimas e das famílias e priorizar a cooperação interinstitucional e interfederativa

Após a conclusão das investigações de um acidente, a Anac deverá, ouvindo integrantes do comitê, elaborar relatório indicando mudanças regulamentares e legislativas necessárias para disseminar boas práticas.

Bahia Notícias 

Homem relata ser mordido por cachorro durante corrida na Orla de Juazeiro e alerta para aumento de animais soltos na região

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Um morador de Juazeiro, no norte da Bahia, entrou em contato com a redação do PNB para relatar que foi mordido por um cão errante enquanto praticava corrida na Orla da cidade, na manhã de terça-feira (17). Segundo o relato, ele foi surpreendido pelo ataque em uma área onde havia mais de dez cachorros.

“Juazeiro tá cheio de cães soltos no meio da rua. Fui mordido por um deles enquanto corria na Orla”, contou.

Apesar do susto, o corredor informou que conseguiu buscar atendimento médico em uma unidade de saúde, onde recebeu a vacina antirrábica.

“A mordida doeu de leve e ficou um pouco inchado, mas já está melhor. Consegui ir no postinho e tomar a vacina. Foi um susto grande e pode acontecer com qualquer um, é importante que isso seja resolvido, imagina se tivesse acontecido com uma criança”, relatou.

Encaminhamos o caso para a Secretaria de Meio Ambiente de Juazeiro.

O aumento de cães errantes no município

Nos últimos dias diversos cidadãos juazeirenses registraram o aumento de cães errantes em diversos pontos do município, especialmente em áreas de grande circulação, como a Orla. Os moradores alertam para o risco de ataques, também levanta questões relacionadas à saúde pública e ao controle populacional de animais.

Um morador do bairro Cajueiro, em Juazeiro, no norte da Bahia, relatou o aumento significativo de cães errantes na comunidade.

“Moradores de outros bairros vêm registrando a quantidade de cães nas ruas, e aqui no bairro Cajueiro não é diferente. Esses dias havia uma grande quantidade circulando por aqui”, afirmou o morador.

“A gente sai de casa e sempre encontra vários cachorros soltos. Tem dia que são muitos juntos, dá até medo, principalmente para quem anda com criança. A gente fica apreensivo sem saber como agir ou o que fazer caso eles ataquem”, disse.

“Isso não é de agora, já tem um tempo que vem aumentando. Cada dia aparece mais cachorro abandonado aqui no bairro”, relatou.

“Muitos estão magros, aparentemente doentes, precisando de cuidado. Não é só um problema para a população, mas também para os próprios animais. Precisamos cuidar e controlar o aumento desses bichinhos nas ruas”, concluiu.

No bairro Castelo Branco, uma moradora da Quadra C relatou que cães têm sido abandonados com frequência em uma praça da localidade.

“Estão abandonando cachorro demais aqui. Todo dia aparece um. A gente ajuda porque os bichinhos não têm culpa, mas isso virou um ponto de abandono. Eu já tenho dois adotados em casa e uma amiga tem três. A gente está sobrecarregada, tentamos cuidar de alguns, mas não tem mais condições”, relatou.

“A gente acha que o pessoal vê que a gente cuida e acaba abandonando mais lá. A gente ajuda porque os bichinhos não têm culpa, mas não é justo”, afirmou.

Outra moradora também demonstrou preocupação com o aumento de animais soltos nas ruas. Segundo ela, a população tem ficado com medo de possíveis ataques.

“A quantidade de cachorro na rua aumentou muito e a gente fica com medo. Tem gente que já evita passar em alguns horários por causa dos cães”, relatou.

Apesar do receio, moradores destacam que muitos desses cães são vítimas de abandono e acabam sofrendo nas ruas, sem abrigo, alimentação adequada ou cuidados veterinários.

“É uma judiação com os bichinhos. Eles sofrem muito na rua, passam fome, ficam doentes. O problema começa com o abandono”, afirmou a moradora.

“O abandono é um crime sério. A gente precisa começar a bater nessa tecla, porque não dá mais para continuar assim”, reforçou a moradora.

“Precisamos que a Prefeitura de Juazeiro esteja atenta ao que está acontecendo no município. Se a quantidade de cães nas ruas está crescendo, algo precisa ser feito para que esses animais sejam cuidados. Não podemos fingir que eles não existem. Eles existem e muitas vezes são frutos da irresponsabilidade de nós, humanos. Eles não têm culpa de nada”, disse um morador.

“Ninguém consegue mais caminhar na Orla Nova devido à quantidade de cachorros de rua. Chega a ser assustador o número de cães. A gente vem para caminhar e acaba ficando com receio”, relatou uma frequentadora da orla.

“É um lugar muito movimentado, vem muita família, gente que traz criança. Do jeito que está, fica difícil. A gente não sabe se os animais podem avançar ou não. As autoridades precisam tomar alguma providência”, comentou outro morador.

Redação PNB

Coelba se manifesta após moradora alertar sobre poste com risco de queda na comunidade de Gangorra, no distrito do Salitre, em Juazeiro

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Após uma moradora da comunidade de Gangorra, localizada no distrito do Salitre, em Juazeiro, no norte da Bahia, alertar novamente sobre o risco de queda de um poste de energia elétrica na localidade, a Neoenergia Coelba se manifestou.

Em nota encaminhada à redação do Portal Preto no Branco (PNB), a concessionária informou que “encaminhou equipe para avaliar o poste, constatou defeito na base, porém sem risco de queda. A empresa trabalha com a substituição do poste prevista para amanhã (19).”

A reclamação

Segundo o relato, a estrutura, que permanece danificada, vem se inclinando com o passar do tempo, o que tem gerado medo entre os residentes.

“Cada dia que passa o poste está mais torto, e a gente vive com medo. Se ele cair, pode atingir pelo menos nove casas que ficam bem próximas umas das outras. Aqui moram idosos e muitas crianças, e a gente não sabe o que pode acontecer”, relatou.

Ainda segundo a moradora, o temor é de que, em caso de novas chuvas, a estrutura não resista e provoque um acidente grave.

“A gente dorme sem saber se está seguro. Se cair em cima de uma casa ou de uma criança, pode ser uma tragédia”, disse.

Ela também reclama da falta de retorno por parte da concessionária de energia.

“A gente entra em contato com a Coelba, mas não tem resposta. Só lembram da gente na hora da cobrança da conta de energia”, criticou.

Segundo a moradora, a Coelba chegou a ir ao local para verificar o poste após outra residente registrar a reclamação no Portal Preto no Branco.

“A Coelba veio aqui depois que reclamaram da primeira vez. Disseram que voltariam no outro dia para fazer o serviço, caso não chovesse. Acabou chovendo no dia seguinte, mas as chuvas já pararam há muito tempo e, até agora, eles não retornaram”, afirmou.
Diante da situação, a moradora faz um apelo para que o poste seja substituído com urgência, evitando possíveis acidentes.
“A gente paga pelo serviço e só quer segurança. Não custa nada resolverem isso antes que algo pior aconteça”, concluiu.

Redação PNB