PNB

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Brasil encerra Eliminatórias contra a Bolívia a 4.100 metros de altitude; veja onde assistir

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O Brasil volta a campo nesta terça-feira (9), às 20h30 (horário de Brasília), para enfrentar a Bolívia no Estádio Municipal de El Alto, a mais de 4 mil metros de altitude. A partida é válida pela 18ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.

Já garantida no Mundial que será sediado por Canadá, Estados Unidos e México, a Seleção ocupa a vice-liderança da competição, somando 28 pontos. O time está um à frente do Uruguai, terceiro colocado, mas distante da Argentina, que lidera com folga, dez pontos acima. Do outro lado, os bolivianos ainda sonham com a classificação: aparecem em oitavo lugar, com 17 pontos, atrás da Venezuela que é sétima colocada, com 18, que hoje teria direito à repescagem.

Enquanto o Brasil entra em campo apenas para cumprir tabela, a Bolívia joga suas últimas fichas. Para manter o sonho da Copa, precisa vencer e torcer por tropeço da Venezuela, que encara a Colômbia em Caracas.

A partida será transmitida pela TV Globo, SporTV e Ge TV (YouTube)

Redação PNB

Quaest: 57% dos brasileiros dizem não confiar nas redes sociais

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Pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira (8), aponta que 57% dos entrevistados não confiam nas redes sociais. Outros 41% confiam e 2% não sabem ou não responderam.

A pesquisa elencou 13 instituições para medir o nível de confiabilidade de cada uma: igreja católica; Polícia Militar; militares/Forças Armadas; igrejas evangélicas; prefeitos; bancos; presidente da República; imprensa; STF; Congresso Nacional; juiz de futebol; redes sociais; e partidos políticos.

As redes sociais aparecem em penúltimo lugar no ranking de confiabilidade, sendo considerada a segunda instituição menos confiável da pesquisa, perdendo apenas para os partidos políticos, em que 63% dos brasileiros não confiam.

A pesquisa também analisou a confiabilidade institucional em relação ao voto presidencial no segundo turno das eleições de 2022. O levantamento mostra que 56% dos entrevistados que votaram no Lula e 56% dos que votaram no Bolsonaro não confiam nas redes sociais. O número não muda apesar da diferença política dos candidatos.

Por outro lado, esse número aumenta entre aqueles que votaram branco, nulo ou não votaram no segundo turno de 2022. O levantamento mostra que 63% dos entrevistados com esse perfil não confiam nas redes.

Analisando o recorte regional, os entrevistados da região sudeste confiam menos ainda nas redes sociais (60%). Nas regiões nordeste e sul, a porcentagem das pessoas que não confiam (53%) cai em relação à média (57%).

O levantamento também mostra que as pessoas mais novas desconfiam mais das redes sociais: 57% dos entrevistados de 16 a 34 anos não confiam; entre as pessoas de 35 a 59 anos, esse número é de 59%; enquanto 50% dos brasileiros com 60 anos ou mais dizem não confiar nas redes sociais.

A pesquisa realizou 12.150 entrevistas entre os dias 13 e 17 de agosto; margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

 

CNN Brasil 

Com voto de Moraes, STF retoma nesta terça julgamento de Bolsonaro

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta terça-feira (9) o julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pela trama golpista para tentar reverter o resultado das eleições de 2022. O grupo faz parte do núcleo crucial da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O julgamento começou na semana passada, quando foram ouvidas as sustentações das defesas do ex-presidente e dos demais acusados, além da manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação de todos os réus.

A partir de hoje, será iniciada a votação que resultará na condenação ou absolvição dos réus. Também foram reservadas as sessões dos dias 10, 11 e 12 de setembro para finalização do julgamento.

Os acusados respondem pela suposta participação na elaboração do plano “Punhal Verde e Amarelo”, com planejamento voltado ao sequestro e homicídio do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Também consta na denúncia da PGR a produção da chamada “minuta do golpe”, documento que seria de conhecimento de Jair Bolsonaro e serviria para a decretação de medidas de estado de defesa e de sítio no país para tentar reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse de Lula.

A denúncia cita ainda o suposto envolvimento dos acusados com os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Quem são os réus

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Crimes

Todos os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A regra está prevista na Constituição.

A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.

Relator

A sessão será aberta, às 9h, pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin.

Em seguida, será passada a palavra ao relator, ministro Alexandre de Moraes, que será o primeiro a votar.

Em sua manifestação, o ministro vai analisar questões preliminares suscitadas pelas defesas de Bolsonaro e dos demais acusados, como pedidos de nulidade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e um dos réus, alegações de cerceamento de defesa, pedidos para retirar o caso do STF, além das solicitações de absolvição.

Moraes poderá solicitar que a turma delibere imediatamente sobre questões preliminares ou deixar a análise desses quesitos para votação conjunta com o mérito.

Após a abordagem das questões preliminares, Moraes se pronunciará sobre o mérito do processo, ou seja, se condena ou absolve os acusados e qual o tempo de cumprimento de pena.

Sequência de votação

Após o voto do relator, os demais integrantes da turma vão proferir seus votos na seguinte sequência:

  • Flávio Dino;
  • Luiz Fux;
  • Cármen Lúcia;
  • Cristiano Zanin.

A maioria de votos pela condenação ou absolvição ocorrerá com três dos cinco votos do colegiado.

Se as penas forem maiores que oito anos de prisão, o regime inicial de cumprimento de pena será o fechado. Penas menores que oito anos darão direito ao semiaberto.

Prisão

A eventual prisão dos réus que forem condenados não vai ocorrer de forma automática. Somente após a análise dos recursos contra a condenação, a prisão será efetivada.

Recursos

Em caso de condenação, Bolsonaro e os demais réus terão direito a recorrer para evitar a prisão.

Com a publicação do acórdão com eventual placar desfavorável, as defesas poderão apresentar os chamados embargos de declaração, recurso que tem o objetivo de esclarecer omissões e contradições no texto final do julgamento. Em geral, esse tipo de recurso não tem poder para rever o resultado do julgamento e costuma ser rejeitado. Os embargos são julgados pela própria turma.

Para conseguir que o caso seja julgado novamente e levado a plenário, os acusados precisam obter pelo menos dois votos pela absolvição, ou seja, placar mínimo de 3 votos a 2. Nesse caso, os embargos infringentes poderão ser protocolados contra a decisão.

Agência Brasil

Inscrições para curso gratuito de Inglês Básico no IFSertãoPE campus Petrolina se encerram hoje

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Termina nesta segunda-feira (8) o período de inscrições para o curso gratuito de Inglês Básico – Nível I, promovido pelo campus Petrolina do IFSertãoPE. A formação, com carga horária de 60 horas, integra a oferta de cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC).

20 vagas estão sendo ofertadas. 15 delas ficam reservadas a estudantes e servidores da instituição, enquanto outras 5 estão abertas ao público externo. Podem participar pessoas a partir dos 15 anos, que estejam cursando ou já tenham concluído o Ensino Médio. No caso de candidatos ligados ao Instituto, há a exigência de compatibilidade de horário com as aulas.

O cadastro deve ser feito de forma on-line, exclusivamente pelo link disponível no edital. A seleção dos participantes será realizada por sorteio, caso a quantidade de interessados ultrapasse o número de vagas.

As aulas começam em 1º de outubro, no turno da tarde, no Centro de Línguas, localizado no prédio do NIIT, no campus Petrolina. Em outubro, os encontros serão às quartas-feiras e, a partir de novembro, passam para as sextas-feiras, sempre das 13h às 16h.

Mais informações estão disponíveis no site da instituição.

 

Redação PNB, com informações Ascom IFSertãoPE

Quando o julgamento de Bolsonaro será retomado? Veja datas e horários

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A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retoma, na próxima terça-feira (9), o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus do núcleo 1 da ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado em 2022.

Na última quinta-feira (5), o ministro Cristiano Zanin, presidente do colegiado, marcou sessões extras para o julgamento nesta semana.

Os réus não precisam comparecer presencialmente ao julgamento na Suprema Corte.

Veja datas e horários do julgamento nesta semana

  • 9 de setembro, terça-feira, 9h às 12h;
  • 9 de setembro, terça-feira, 14h às 19h;
  • 10 de setembro, quarta-feira, 9h às 12h;
  • 11 de setembro, quinta-feira, 9h às 12h;
  • 11 de setembro, quinta-feira, 14h às 19h;
  • 12 de setembro, sexta-feira, 9h às 12h;
  • 12 de setembro, sexta-feira, 14h às 19h.

Quem são os réus do “núcleo 1”?

Além de Bolsonaro, fazem parte também do grupo tido como “crucial” na suposta trama golpista:

  • Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal e ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República);
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice na chapa de 2022.

 

CNN Brasil

Não há ‘ditadura da toga’ no Brasil, afirma ministro do STF

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou suas redes sociais para rebater as recorrentes críticas ao Poder Judiciário brasileiro. Em uma postagem publicada no início da noite na rede X, Mendes defendeu a atuação da Corte, afirmando que o STF atua como guardião da Constituição e do Estado de Direito, impedindo retrocessos e preservando garantias fundamentais.

“No Dia da Independência, é oportuno reiterar que a verdadeira liberdade não nasce de ataques às instituições, mas do seu fortalecimento”, escreveu Mendes, poucas horas após atos organizados por políticos de direita e grupos religiosos terem reunido milhares de manifestantes a favor da anistia do ex-presidente da República Jair Bolsonaro e de réus condenados pelos atos do 8 de Janeiro e do impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

“Não há, no Brasil, ‘ditadura da toga’, tampouco ministros agindo como tiranos”, afirmou Mendes

Segundo ele, os ministros da Corte vêm atuando de forma a preservar as chamadas garantias fundamentais – ou seja, os direitos e proteções asseguradas na Constituição Federal a todos os cidadãos brasileiros.

Sem mencionar nomes, Mendes teceu críticas alusivas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, lembrando das recorrentes críticas do ex-presidente e de seus apoiadores ao sistema eleitoral brasileiro e a gestão da pandemia da covid-19 pelo governo Bolsonaro, entre outros episódios.

“Se quisermos falar sobre os perigos do autoritarismo, basta recordar o passado recente de nosso país: milhares de mortos em uma pandemia; vacinas deliberadamente negligenciadas por autoridades; ameaças ao sistema eleitoral e à separação de Poderes; acampamentos diante de quartéis pedindo intervenção militar, tentativa de golpe de Estado com violência e destruição do patrimônio público, além de planos de assassinato contra autoridades da República”, comentou o ministro.

Bahia BA

Líder do PL propõe anistia para Bolsonaro concorrer em 2026 e perdão desde inquérito das fake news

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O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), elaborou uma nova versão do projeto de lei de anistia aos condenados de 8 de Janeiro que libera Jair Bolsonaro (PL) para concorrer na eleição de 2026 e perdoa crimes desde o inquérito das fake news, em 2019.

A versão ainda não foi protocolada, mas a Folha obteve acesso ao texto. Ele é o mais abrangente desde que começou a discussão na Casa, porque retrocede até o início do governo Bolsonaro. O ex-presidente está detido em prisão domiciliar, inelegível e em meio a um julgamento que pode condená-lo a mais de 40 anos de detenção.

O inquérito das fake news, criado em março de 2019, deu início a todos os outros em andamento no STF (Supremo Tribunal Federal) que têm o ex-presidente e seus aliados como alvo. Eles são relatados pelo ministro Alexandre de Moraes.

A proposta de Sóstenes, no entanto, contraria a estratégia do centrão, que tem defendido a anistia, mas com a manutenção da inelegibilidade de Bolsonaro, num esforço para viabilizar a candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que passou a atuar na linha de frente da articulação a favor do perdão.

Em paralelo, há outra versão do texto que circula entre bolsonaristas. A proposta é muito similar à do líder do PL e leva a assinatura do deputado Rodrigo Valadares (União-SE), relator da anistia na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Valadares nega a interlocutores ser o autor dessa versão.

O parecer foi atualizado na semana passada e também é mais abrangente do que o apresentado no ano passado, quando a ideia era anistiar apenas atos relacionados à eleição de 2022.

Ambas as propostas de anistia, a de Sóstenes e a que tem a assinatura de Valadares, valeriam para ilícitos cometidos desde 14 de março de 2019 e preveem perdão também a crimes eleitorais, além de livrarem os anistiados de inelegibilidade. Já a anistia em discussão até agora, tratava apenas de situações correlatas aos ataques golpistas de 8 de Janeiro.

O texto desenhado por Sóstenes, porém, menciona especificamente o 8 de Janeiro e os acampamentos de bolsonaristas, além de citar o STF e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O líder do PL consultou constitucionalistas para elaborar sua proposta.

O texto defendido pelo PL estabelece anistia para alvos de inquéritos instaurados pelo Supremo com base no artigo 43 do regimento interno da corte, que é o dispositivo que embasa o inquérito das fake news. Ele também perdoa aqueles investigados fundamentos em informações e relatórios produzidos pelo setor de combate à desinformação do TSE.

“Fica concedida anistia a todos aqueles que, no período compreendido entre 14 de março de 2019 e a data de entrada em vigor desta Lei, tenham sido ou estejam sendo ou, ainda, eventualmente, possam vir a ser investigados, processados ou condenados”, diz o texto do líder do PL, antes de elencar as condutas anistiadas, entre elas os crimes contra o Estado democrático de Direito.

Segundo a proposta, inquéritos e processos em curso seriam arquivados. A anistia alcançaria ainda “ilícitos civis, administrativos e eleitorais vinculados ou associados às condutas referidas no caput, afastando-se, inclusive, todas as inelegibilidades já declaradas ou que venham a ser declaradas pela Justiça Eleitoral contra os beneficiários desta lei”.

Segundo a advogada Mariana Rabelo, sócia do Ubaldo Rabelo Advogados, a anistia é geralmente usada para perdão de delitos de natureza criminal, o que não beneficiaria Bolsonaro eleitoralmente, já que ele foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

“Certamente cientes dessa circunstância, os redatores da minuta desse PL concedem perdão não apenas para delitos de natureza criminal, mas também ilícitos civis, administrativos e eleitorais, de forma a não deixar margem para questionamentos no sentido de que, uma vez aprovado o texto, estaria afastada a inelegibilidade de Bolsonaro”, explica Mariana.

O líder do PL afirmou, nesta quinta-feira (4), que só interessa ao partido uma anistia que inclua Bolsonaro, o que é considerado mais difícil de ser aprovado do que um texto que contemple apenas os presos do 8 de Janeiro.

Ele rechaçou ainda a proposta defendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de um texto que apenas reduza penas de condenados pelo 8 de Janeiro, sem inclusão do andar de cima.

Uma anistia ampla, geral e irrestrita aos golpistas de 8 de Janeiro é a prioridade do ex-presidente desde que foi apresentada, mas o tema ganhou fôlego na última semana com a adesão do centrão à proposta e, sobretudo, com o embarque de Tarcísio —principal nome da direita para suceder Bolsonaro na eleição presidencial.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), admitiu nesta semana a possibilidade de votar a proposta, algo considerado remoto nos meses anteriores.

Motta vem sendo cobrado por líderes do PL, Republicanos, União Brasil e PP, mas o grupo diverge a respeito de a anistia incluir a inelegibilidade de Bolsonaro ou não. O ex-presidente foi declarado inelegível pelo TSE por ter realizado uma reunião com embaixadores no Palácio do Planalto em que atacava o sistema eletrônico de urnas.

A atuação do centrão e de Tarcísio pela anistia vem em resposta a críticas dos filhos de Bolsonaro de que esses políticos estariam disputando seu espólio eleitoral sem um verdadeiro empenho em tirá-lo da prisão. O gesto, portanto, seria necessário para viabilizar a candidatura de Tarcísio, que precisa do aval do ex-presidente.

CONDUTAS ANISTIADAS, SEGUNDO PROPOSTA DO PL

manifestações verbais ou escritas, inclusive em redes sociais e meios de comunicação, que possam ser consideradas:
– ofensa ou ataque a instituições ou seus integrantes
– descrédito ao processo eleitoral ou aos Poderes
– reforço à polarização política
– geração de animosidade na sociedade brasileira
– crimes contra o Estado democrático de Direito
– prestar apoio administrativo, logístico ou financeiro ou outra forma de contribuição, estímulo ou incentivo às condutas acima
– manifestações voltadas à produção ou veiculação de desinformação ou dados inverídicos em relação a partidos, candidatos, governos, eleições ou agentes políticos

– dano contra o patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso,

– organização criminosa, associação criminosa ou constituição de milícia privada

– inquéritos instaurados com base no artigo 43 do regimento interno do STF (que embasa o inquérito das fake news) ou que tenham informações da assessoria de enfrentamento à desinformação do TSE

– ilícitos civis, administrativos e eleitorais vinculados ou associados às condutas acima, afastando-se, inclusive, todas as inelegibilidades já declaradas ou que venham a ser declaradas pela Justiça Eleitoral

– crimes políticos ou conexos, eleitorais e aqueles que tiveram seus direitos sociais e políticos violados

– movimentações e acampamentos ocorridos em frente a prédios, sedes e equipamentos administrados por instituições militares, bem como os protestos ocorridos na capital federal em 8 de janeiro de 2023

Bahia Notícias 

“O Cachorro de Odisseu“ por João Gilberto Guimarães

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Argos esperou. Esperou por vinte anos, largado na poeira, esquecido no quintal da memória de Ítaca. Era jovem quando Odisseu partiu para a guerra: ágil, destemido, dono de patas rápidas e de um faro impecável. O tempo, porém, foi cobrando pedágio. Primeiro a força, depois os reflexos, por fim o corpo inteiro. Restou-lhe apenas a esperança de rever o dono. Quando finalmente o viu, já não tinha vigor para saltar, nem voz para latir. Moveu a cauda, baixou as orelhas, reconheceu o amigo e morreu.

Esse trecho alude à Odisseia, um dos maiores poemas da humanidade. A autoria é atribuída a Homero, o poeta grego que também teria escrito a Ilíada. Mais do que simples histórias de batalhas e viagens, esses textos ajudaram a moldar a cultura ocidental, oferecendo imagens e símbolos que atravessaram séculos. A Odisseia não é apenas o relato da volta de Odisseu para casa, mas também uma reflexão sobre a espera, a perseverança e o tempo. É um espelho da condição humana.

No coração desse épico grandioso, Argos, o cachorro de Odisseu aparece como um detalhe quase esquecido. Mas sua imagem é inesquecível porque traz uma verdade universal: a espera pode consumir a vida. Argos, que nasceu cheio de vigor, não viveu aventuras nem caçadas depois da partida de Odisseu. Viveu à margem, no silêncio, na paciência de quem acredita que algo vai acontecer. E morreu justamente no instante em que sua espera encontrou sentido.

Quantas vezes nós não fazemos o mesmo? Quantas vezes adiamos nossos sonhos, convencidos de que um dia a ocasião perfeita virá? Quantas vezes deixamos que a vida escorra pelos dedos enquanto nos acomodamos em promessas, medos e desculpas? Ficamos à beira da existência, como cães fatigados, olhando para o horizonte em vez de caminhar em sua direção.

O problema é que o tempo não espera ninguém. A juventude se desfaz, a energia se esgota, e o que poderia ser vivido se transforma em memória do que nunca aconteceu. É por isso que tanta gente encontra a felicidade apenas na véspera do fim, quando já não há mais corpo para realizá-la.

A história de Argos nos alerta. Não basta esperar. É preciso levantar, buscar, arriscar. A vida não nos garante um reencontro tardio como o de Odisseu e seu cão. A vida pede urgência, desejo e força.

Que não sejamos como Argos, resignados na poeira do tempo. Que possamos ser como Odisseu, bravo andarilho das marés navegando por entre mares incertos e bravos, errando rotas, enfrentando tempestades, mas sempre em movimento. Pois viver não é esperar, é partir. E cada manhã pode ser Ítaca, se tivermos coragem de zarpar. Navegar é preciso.

Por João Gilberto Guimarães Sobrinho, é escritor, poeta, cientista social e produtor cultural.

OAB-BA lança cartilha para alertar população contra golpe do falso advogado

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A Ordem dos Advogados do Brasil da Bahia (OAB-BA) lançou uma cartilha digital para alertar a população sobre o chamado “golpe do falso advogado”, que vem crescendo no estado. Desde 2023, a entidade já recebeu 1.220 denúncias, que resultaram em 477 boletins de ocorrência.

O material, produzido pela Comissão de Tecnologia e Informação, está disponível online e traz orientações práticas para identificar tentativas de fraude. Entre os alvos mais comuns dos golpistas estão idosos, aposentados e trabalhadores com processos previdenciários ou trabalhistas. Os criminosos utilizam dados de processos para clonar perfis de advogados e induzir vítimas a transferir dinheiro de forma urgente.

“Trata-se de uma fraude sofisticada, que mistura engenharia social, clonagem digital e manipulação emocional. A cartilha é uma ferramenta de defesa para a população e de orientação para a advocacia”, afirmou a presidenta da OAB-BA, Daniela Borges.

Entre as recomendações estão: confirmar pedidos de pagamento diretamente com o advogado por canais oficiais, desconfiar de cobranças urgentes via Pix, evitar links suspeitos e verificar a identidade de advogados no site da OAB Nacional.

Bahia Notícias