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STF começa a ouvir nesta segunda réus do núcleo 1 da trama golpista

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O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta segunda-feira (9), às 14h, os interrogatórios dos réus do núcleo 1 da trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro.

Os depoimentos serão realizados pelo próximos cinco dias na sala da Primeira Turma da Corte e serão transmitidos ao vivo pela TV Justiça.

Entre os dias 9 e 13 de junho, o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal, vai interrogar presencialmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, o general Braga Netto e mais seis réus acusados de participarem do “núcleo crucial” de uma trama para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o resultado das eleições de 2022.

Nesta segunda-feira, o tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator nas investigações, será o primeiro a depor.

No dias seguintes, a partir das 9h, os demais réus serão chamados, por ordem alfabética, para serem interrogados por Moraes.

Durante as oitivas, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e as defesas dos demais acusados também poderão fazer perguntas aos acusados.

O único réu que irá depor por videoconferência será o general Braga Netto. Vice na chapa de Bolsonaro em 2022, o militar da reserva está preso desde dezembro do ano passado sob a acusação de obstruir a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado e obter detalhes da delação de Mauro Cid.

Confira a ordem dos depoimentos:

Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;

Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;

Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;

Walter Braga Netto.

Os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O interrogatório dos réus é uma das últimas fases da ação penal. A expectativa é de que o julgamento que vai decidir pela condenação ou absolvição do ex-presidente e dos demais réus ocorra no segundo semestre deste ano. Em caso de condenação, as penas passam de 30 anos de prisão.

Por estarem na condição de réus, os acusados poderão se recusar a responder perguntas que possam incriminá-los. A Constituição garante aos investigados o direito de não produzir provas contra si.

Agência Brasil

Evangélicos crescem e representam mais de um quarto da população

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A proporção de evangélicos na população brasileira continua crescendo, segundo dados do Censo 2022, divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que 26,9% dos brasileiros, ou seja, mais de um quarto da população, se identificavam como seguidores dessa denominação religiosa.

O Censo incluiu no levantamento apenas pessoas com 10 anos ou mais de idade.

O grupo dos evangélicos foi o que mais cresceu entre 2010 e 2022 (5,3 pontos percentuais), segundo o IBGE, já que, segundo o Censo anterior, de 2010, eles representavam 21,6% dos brasileiros, um pouco mais de um quinto da população.

“Os evangélicos estão se impondo mais na sociedade, colocando mais seus valores, suas ideias, sua fé”, afirma a pesquisadora da IBGE Maria Goreth Santos.

Apesar disso, o instituto mostrou que o ritmo de crescimento dessa religião caiu. De 2000 para 2010, por exemplo, a alta havia sido de 6,5 pontos percentuais (de 15,1% para 21,6%). De 1991 para 2000, o avanço tinha sido de 6,1 pontos percentuais (de 9% para 15,1%).

Os sem religião, que incluem qualquer pessoa que não se identifica com nenhuma denominação e aquelas que não têm qualquer fé (ateus e agnósticos), também cresceram, de 7,9%, em 2010, para 9,3%, em 2022.

“Se a pessoa se declara sem religião, a gente registra que é sem religião, mas não tem uma pergunta que busque especificar por que motivo a pessoa se declarou sem religião”, afirma o também pesquisador do IBGE Bruno Perez.

Outro fenômeno percebido pela pesquisa foi o crescimento das religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé, que passaram de 0,3% em 2010 para 1% em 2022.

“Um movimento tem sido feito nos últimos contra a intolerância religiosa. E essas pessoas estão se colocando como umbandistas, candomblecistas, estão se voltando para essa religiosidade. A gente pode ter também uma migração das pessoas [que já seguiam essas religiões, mas] que se declaravam como espíritas ou como católicas, em função do medo ou da vergonha de se declararem como umbandistas ou candomblecistas”, destaca Maria Goreth.

Católicos

Por outro lado, os católicos apostólicos romanos recuaram no país, de 65%, em 2010, para 56,7%, em 2022. A queda da participação dos católicos no total da população do Brasil vem sendo registrada em toda a série histórica do levantamento, iniciada em 1872.

Naquele ano, por exemplo, eles representavam a quase totalidade da população (99,7%). Em 2000, passaram a ser três quartos da população (74,1%), chegando a dois terços em 2010 e se aproximando da metade, em 2022.

O Nordeste e o Sul eram as regiões com maior participação de católicos, em 2022: 63,9% e 62,4%, respectivamente. Já o Norte tinha a menor participação: 50,5%. No Centro-Oeste e no Sudeste, os percentuais eram de 52,6% e 52,2%, respectivamente.

Os católicos ainda eram maioria em 4.881 municípios brasileiros. Em 20 deles, dos quais 14 estão no Rio Grande do Sul, os católicos superavam 95%. As maiores proporções estavam naqueles locais gaúchos com imigração italiana e/ou polonesa: Montauri, Centenário, União da Serra e Vespasiano Corrêa.

Entre aqueles municípios com mais de 100 mil habitantes, Crato (CE) tinha a maior proporção de católicos em 2022 (81,3%).

Analisando-se as unidades da federação, a maior proporção de católicos apostólicos romanos foi observada no Piauí (77,4%), enquanto a menor foi registrada em Roraima (37,9%).

De acordo com o Censo, a proporção de católicos aumenta de acordo com a idade, a partir 30 anos. Entre os que têm 20 a 29 anos, por exemplo, 51,2% diziam seguir essa denominação. Na população com 80 anos ou mais, o percentual chegava a 72%.

Evangélicos

A distribuição dos evangélicos por faixa etária é mais uniforme, mas é um pouco maior entre as faixas etárias mais jovens. Entre aqueles que têm de 10 a 14 anos, por exemplo, 31,6% declararam ter essa religião, em 2022.

O percentual varia entre 27,5% e 28,9%, na faixa de 15 a 49 anos. A partir daí, os evangélicos têm ligeira queda conforme a idade avança, chegando à parcela de 19% entre aqueles com 80 anos ou mais.

A Região Norte possuía maior proporção de evangélicos na população (36,8%), seguida pelo Centro-Oeste (31,4%). Sudeste e Sul tinham, respectivamente, 28% e 23,7%. O Nordeste apresentava a menor proporção: 22,5%.

Entre os estados com maior população de evangélicos, destaca-se o Acre (44,4%). Piauí tinha a menor proporção de seguidores dessa denominação na sua população (15,6%).

Os evangélicos eram maioria da população em apenas 58 municípios, com destaque para aqueles de colonização alemã/pomerana: Arroio do Padre (RS), Arabutã (SC) e Santa Maria de Jetibá (ES). Em 244 municípios, eles não eram maioria, mas representavam a principal religião. Manacapuru (AM) era o município com mais de 100 mil habitantes que registrou a maior proporção de evangélicos (51,8%).

Outras denominações

O Censo mostrou ainda o crescimento de pessoas que declaram ter outras religiosidades (como judaísmo, islamismo, budismo, tradições esotéricas ou várias religiões), que passaram de 2,7%, em 2010, para 4%, em 2022; e tradições indígenas (de 0 para 0,1% no período).

Os espíritas, por outro lado, reduziram sua presença na matriz religiosa brasileira, passando de 2,1% para 1,8%, entre os dois censos.

Em 2022, Roraima era o estado com maior proporção de pessoas com tradições indígenas na população (1,7%), de outras religiosidades (7,8%) e sem religião (16,9%). Neste último caso, o posto é dividido com o Rio de Janeiro, que também possuía 16,9% de pessoas sem religião. O Rio também tinha a maior proporção de espíritas na população (3,5%).

Já o Rio Grande do Sul apresentou a maior proporção de praticantes de umbanda, candomblé e outras religiões de matriz africana (3,2%).

 

RELIGIÕES NO BRASIL 2010 2022
Católica apostólica romana 65% 56,7%
Evangélicas 21,7% 26,9%
Espírita 2,1% 1,8%
Umbanda e candomblé 0,3% 1%
Tradições indígenas 0 0,1%
Outras religiosidades 2,7% 4%
Sem religião 7,9% 9,3%
Não sabe/sem declaração 0,1% 0,2%

Fonte: IBGE

Cor e sexo

De acordo com o IBGE, as mulheres eram maioria em quase todos os grupos de religiões, em 2022, com exceção das pessoas sem religião, em que os homens representavam 56,2%, e de tradições indígenas, onde os homens eram 50,9%.

No catolicismo, elas representavam 51% do total dos seguidores desta religião, percentual inferior à participação feminina na população total com mais de 10 anos (51,8%).

O grupo com maior percentual de mulheres é o de espíritas, em que elas representavam 60,6% do total. Em seguida, aparece o grupo umbanda e candomblé, em que elas eram 56,7%. Entre os evangélicos, elas respondiam por 55,4% do total de fiéis.

Em 2022, o catolicismo predominou em todas as categorias de cor ou raça. Dentre os que se declararam brancos, 60,2% se identificavam como católicos apostólicos romanos, 23,5% como evangélicos e 8,4% como sem religião.

Entre as pessoas que se declararam pretas, 49% eram católicas, 30% evangélicas e 12,3% sem religião. Já entre os pardos, as proporções eram de 55,6% de católicos, 29,3% de evangélicos e 9,3% sem religião.

O Censo mostrou que a população com maior percentual de evangélicos são os indígenas (32,2%). Entre eles, 42,7% são católicos e apenas 7,6% seguem as tradições religiosas indígenas.

Escolaridade

No recorte de escolaridade, o Censo observou que,entre aqueles com 15 anos ou mais, a maior taxa de analfabetismo foi observada naqueles que seguem tradições indígenas (24,6%) e nos católicos (7,8%). Entre os evangélicos, que aparecem em terceiro lugar, a taxa era de 5,4%.

Nos demais grupos, a taxa era de 5,3% para os sem religião, de 3% para outras religiosidades, de 2,4% para umbanda e candomblé e 1% para os espíritas.

Analisando-se a escolaridade da população com 25 anos ou mais, o Censo constatou que o grupo religioso com maior número de pessoas com ensino superior completo era o de espíritas (48%), seguido por umbanda e candomblé (25,5%), outras religiosidades (23,6%) e sem religião (20,5%).

Entre os católicos, o percentual era de 18,4%, enquanto que, entre os evangélicos, era de 14,4%. No grupo daqueles que declararam seguir tradições indígenas, 12,2% tinham ensino superior completo.

As proporções de pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto em cada grupo de religião foram: espíritas (11,3%), umbanda e candomblé (19,9%), outras religiosidades (23,6%), sem religião (30,1%), evangélicos (34,9%), católicos (38%) e tradições indígenas (53,6%).

 

Agência Brasil

Projeto propõe Cadastro Estadual para mototaxistas na Bahia

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Mototaxistas baianos poderão contar com um Cadastro Estadual próprio, voltado à segurança e ao aprimoramento profissional da categoria. A proposta está no Projeto de Lei nº 25.837/2025, apresentado à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) pelo deputado estadual Júnior Muniz (PT).

A iniciativa prevê que o cadastro será alimentado a partir de dados repassados pelas prefeituras dos municípios onde a atividade de mototáxi for regulamentada. Entre as informações exigidas estão o nome completo, CPF, número da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), comprovação de curso obrigatório previsto em lei federal, cidade onde o profissional atua e a situação da concessão ou permissão municipal.

A PL prevê que o cadastro poderá ser utilizado pelo Poder Executivo para promover ações educativas, organizar campanhas de segurança, facilitar o acesso a cursos de formação e fomentar iniciativas de valorização da profissão.

A adesão ao cadastro será opcional, mas poderá ser levada em conta como critério de prioridade na concessão de benefícios e na participação em ações promovidas pelo governo estadual.

Em sua justificativa, Muniz frisou que o projeto respeita a autonomia municipal na regulação do serviço e evita a criação de novas estruturas administrativas, garantindo assim que não haja impactos significativos no orçamento público.

Redação PNB

Justiça condena Brasilgás/Ultragaz a pagar R$ 300 mil em indenizações e pensão vitalícia por acidente de trabalho com botijão de gás

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A Justiça do Trabalho condenou a empresa Brasilgás/Ultragaz a pagar R$ 300 mil em indenizações por danos morais e estéticos a um operador, vítima de um grave acidente durante a manipulação de botijões de gás, ocorrido em 2021, na unidade de Mataripe, município de São Francisco do Conde, Região metropolitana de Salvador. A decisão de 27 de maio deste ano, proferida pela juíza Maira Guimarães Araújo de La Cruz, da Vara do Trabalho de Candeias (BA), apontou falhas graves nas condições de segurança do local.

O processo movido pelo operário e pelo advogado especialista em direito do trabalho Emílio Fraga e a perícia comprovaram a negligência da empresa. Nos autos, a descrição do acidente ocorreu quando Alison Batista do Sacramento realizava a retirada de válvulas de botijões utilizando uma máquina de ferro, material que gera faíscas e é inadequado para a operação. O equipamento correto deveria ser de cobre, e só foi adquirido pela empresa após o acidente.

O advogado Emílio Fraga, que representou a vítima, foi enfático ao criticar a conduta da empresa: “Isso não foi um acidente, foi um crime social. A empresa optou por economizar na segurança, mesmo ciente do risco. O trabalhador avisou, o perigo era óbvio, e mesmo assim preferiram arriscar vidas a gastar com equipamentos adequados”.

As irregularidades apontadas e comprovadas no processo foram embasados na perícia que constatou ainda a ausência de treinamento adequado para a função. Mesmo sendo os funcionários alertados sobre os riscos faltava estrutura de socorro. O serviço móvel de urgência demorou uma hora para atender a vítima e a enfermeira presente não soube agir, segundo testemunhas.

Fraga destacou também que a sentença tem caráter punitivo e pedagógico porque o “O valor da indenização não apaga o sofrimento, mas serve de alerta: quem negligencia a segurança será responsabilizado.”

Alison sofreu deformidade craniana (dano estético grau 7, considerado grave) e seqüelas psicológicas. A Justiça fixou R$ 150 mil por danos morais e R$ 150 mil por danos estéticos com uma pensão vitalícia equivalente a 75% do piso salarial da função.

Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) mostram que o Brasil registra mais de 500 mil acidentes de trabalho por ano, muitos em setores com terceirização e fiscalização frágil. “A decisão reforça jurisprudência recente que responsabiliza tanto a contratada quanto a tomadora de serviços por falhas em segurança”, sentencia Fraga.

Contato para mais informações e/ou entrevista: Emílio Fraga: 71 9 9924-6274

 

Ascom Emílio Fraga

Prefeitura municipal se manifesta após comerciantes de fogos de artifícios relatarem abandono por parte do poder público

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Após comerciantes de fogos de artifício em Juazeiro, Norte da Bahia, relatarem abandono por parte do poder público e incertezas quanto ao futuro da atividade, a Prefeitura Municipal se manifestou.

Em nota enviada ao Portal Preto no Branco, a Secretaria de Ordem Pública e Habitação (SOPH) informou que “está acompanhando de forma atenta e responsável a situação dos comerciantes de fogos de artifício em Juazeiro, especialmente neste período junino, quando as atividades do setor se intensificam.
Compreendemos a importância histórica, econômica e cultural do comércio de fogos no município, atividade que há décadas contribui para a tradição dos festejos de São João e garante o sustento de diversas famílias juazeirenses.
No entanto, é importante ressaltar que, apesar de sua relevância social e cultural, o comércio de fogos é uma atividade privada, exercida por empreendedores que atuam de forma independente, estando sujeitos às normas de segurança, uso e ocupação do solo e demais legislações aplicáveis.
Esclarecemos ainda que os comerciantes firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto aos órgãos fiscalizadores, comprometendo-se a construir, em local apropriado, estruturas fixas em alvenaria, de acordo com as exigências legais e as normas de segurança determinadas pelo Corpo de Bombeiros.
A SOPH permanece em diálogo com os permissionários e demais órgãos envolvidos, buscando soluções jurídicas e urbanísticas que garantam dignidade no exercício da atividade, respeitando a legislação vigente, as normas de segurança e o planejamento urbano do município”.

O caso

Faltando poucas semanas para o São João, comerciantes de fogos de artifício em Juazeiro, Norte da Bahia, relatam abandono por parte do poder público e incertezas quanto ao futuro da atividade.

O comércio de fogos, antes presente no centro da cidade, foi realocado diversas vezes e atualmente, as barracas estão instaladas em um terreno na Avenida Benedito de Almeida Morais, no bairro Alto da Aliança.

A localização atual, no entanto, é um terreno particular, cedido temporariamente por uma moradora da cidade, segundo relato de um comerciante que atua no setor.

“Ela deixou a gente ficar, mas com receio, por medo de um possível usucapião. Ficamos com a promessa de sair logo em julho do ano passado, porque já havia um acordo com a antiga prefeita, Suzana Ramos, para um novo local público. Mas, como ela perdeu a eleição, tudo parou”, explicou o comerciante.

Segundo ele, a gestão anterior teria firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto à promotoria e a outros órgãos fiscalizadores, como o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Postura, prevendo a permanência temporária das barracas até o São João de 2024, com posterior retirada para instalação definitiva em área pública, o que, até agora, não aconteceu.

“Estava tudo encaminhado, com a proposta de criar um espaço fixo, como o camelódromo ou um mercado público, onde pagaríamos uma taxa mensal. Não seríamos donos, mas teríamos dignidade”, relatou.

Com a mudança de gestão e a alegação de situação de calamidade pública, os comerciantes afirmam que o novo governo ainda não ofereceu uma solução concreta.

“A gente entende a transição, mas o São João está aí e nada foi resolvido. A promotora já avisou que não vai aceitar as barracas do jeito que estão. Querem que a gente saia com a promessa de que poderá ser construído algo mais estruturado depois”, afirmou o comerciante.

Este ano, a promotoria responsável pela fiscalização voltou a convocar os comerciantes e reiterou que a permanência no local atual não será mais permitida. Apesar da rigidez no cumprimento do acordo, os comerciantes relatam que estão regularizados e passaram por cursos de capacitação em segurança e primeiros socorros, além de fiscalização dos extintores e demais normas técnicas.

“Estamos todos regularizados, com treinamento de brigada, tudo certo. Só queremos uma chance de continuar trabalhando com segurança”, reforça o vendedor.

A indefinição tem gerado prejuízos. Muitos comerciantes já haviam feito pedidos a fábricas de fogos, mas estão cancelando as encomendas por medo de não conseguir vender.

“Tive que devolver fogos para duas fábricas porque não consegui pagar, já que aqui não tem tanto movimento. Os fogos de São João não servem para o fim de ano. Se não vender agora, é prejuízo certo. Se tivermos que sair, e não conseguirmos um novo local, vamos perder as mercadorias que temos”, lamentou.

Os vendedores pedem um prazo estendido até o dia 29 de junho e a garantia de que terão um local definitivo e digno para continuar trabalhando.

“A gente só queria que a promotora fosse mais maleável e deixasse a gente ficar até o dia 29. A gente se compromete a tirar tudo no dia 30. Tirar mesmo. Porque assim teremos tempo, com esse novo prefeito, para resolver a situação e construir um local definitivo. Somos pais de família, queremos trabalhar com segurança e respeito”, finalizou o comerciante.

Redação PNB

“Animais estão morrendo e ninguém faz nada”: após denúncias de estudantes da Univasf, em Petrolina, sobre suposto descaso, instituição discute ações com a Prefeitura Municipal

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O grupo estudantil Caramelo Univasf voltada a proteção animal, denunciou nas redes sociais supostos casos de abandono, maus-tratos e omissão institucional da Universidade do Vale do São Franscisco, campus Petrolina, no sertão de Pernambuco.

“A situação dos animais nos campi da Univasf é revoltante. Eles estão morrendo. Eles estão sofrendo. E ninguém faz nada”, denunciam os estudantes.

De acordo com eles, ao invés de implementar medidas efetivas de proteção, a universidade tem se limitado a instalar placas que solicitam à comunidade acadêmica que não alimente os animais.

“A universidade prefere colocar placas ‘solicitando’ que não alimentem os animais, em vez de assumir qualquer responsabilidade. E jogam a responsabilidade para outros órgãos, que também cruzam os braços. Enquanto eles empurram a responsabilidade de um lado para o outro, os animais estão doentes, cheios de carrapatos, com fome, agressivos, morrendo, um por um”, afirma a projeto.

Segundo os estudantes, a gestão do campus autorizou a passagem de máquinas pesadas pelas áreas onde os animais costumam se abrigar, supostamente para realiza uma “limpeza” no campus.

“Passaram tratores nas áreas onde os animais vivem para ‘limpar a área’. Resultado? Animais esmagados, mortos. E para piorar, os entulhos da ‘limpeza’ permanecem no local, servindo como armadilhas mortais. Os cachorros agonizam e morrem no meio daquele lixo. Sem falar na quantidade de cobras que começou a aparecer nos blocos de salas e laboratórios depois disso”, relatam.

Os estudantes responsabilizam a gestão da universidade pela omissão diante do sofrimento dos animais e cobram providências urgentes.

“A omissão de vocês (instituição) está matando! Vocês vão esperar até quando? Até que todos morram? Até que reste só silêncio e carcaças espalhadas pelo campus?”, questionam.

Encaminhamos a denuncia para a Univasf e aguardamos um posicionamento.

Reunião entre a Univasf e a Prefeitura de Petrolina 

Representantes da Univasf se reuniram nessa quinta-feira (5) com representantes da Prefeitura Municipal  de Petrolina para discutir ações conjuntas que contribuam para o controle da população de cães que transitam pelos campi Sede e Ciências Agrárias.

Segundo informações da instituição, “As ações a serem executadas terão início com a identificação dos animais que circulam pelos campi Sede e Ciências Agrárias. […] Após a identificação, os agentes do CCZ farão a captura dos animais para encaminhá-los à castração.
O procedimento de castração deverá ser feito pela Clínica Veterinária Universitária mediante apoio financeiro do governo municipal. Com este objetivo um termo de cooperação técnica deverá ser estabelecido entre os dois entes para regulamentar a parceria. Também será instituída uma comissão com representação de servidores da Univasf, do grupo Caramelos Univasf e da Coordenação de Bem-Estar Animal de Petrolina para dar início às ações”, informou a instituição.

Redação PNB 

“Revoltante”: moradora de Juazeiro reclama de dificuldades para emitir identidade no SAC

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Janielly Almeida, moradora de Juazeiro, no norte da Bahia, entrou em contato com a redação do PNB para reclamar da dificuldade de conseguir a segunda via da carteira de identidade no Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) do município. Segundo ela, o atendimento agendado para a manhã desta sexta-feira (6) ainda não foi realizado devido a problemas no sistema.

“Fiz o agendamento pelo site para hoje. Estou aqui desde as 8h da manhã e fui informada de que o sistema para emissão da 2ª via do RG caiu. Já é a segunda vez que tento tirar o documento e não consigo. Esse sistema do SAC não funciona? É uma complicação para conseguir agendar, e quando consegue, tem problema na hora do atendimento. Isso é revoltante”, desabafou ela.

Relembre outros relatos

Diversos cidadãos têm registrado reclamações a respeito da dificuldade para agendar o atendimento no SAC.

“Faz dias que tento agendar para tirar minha identidade e não consigo. Meus vizinhos também estão com o mesmo problema. Nem indo às lan houses conseguimos. Precisamos resolver nossas pendências, mas não podemos porque o órgão não funciona”, disse uma moradora.

“Estou há mais de um mês tentando agendar atendimento no SAC para tirar a segunda via da minha identidade, que venceu no ano passado, e até agora não consegui. Se precisar resolver alguma burocracia, não consigo, porque o documento está vencido”, relatou outra moradora.

“Estou tentando agendar há mais de dois meses. No SAC, eles dizem que só é possível pelo aplicativo ou site, mas quando vou tentar, só aparece a mensagem informando que não tem vaga. Minha identidade está vencida e preciso resolver uma situação urgente.”

“Desde dezembro do ano passado que tento agendar um atendimento no SAC de Juazeiro para fazer o RG e não consigo. O agendamento é online, mas sempre que tento, informam que não há vagas disponíveis”, contou.

“Já fiz denúncia na ouvidoria, já reclamei no Instagram e nada. O SAC me respondeu dizendo que abrem vagas todos os dias, mas não é o que acontece. Além disso, também estou tentando contato com o órgão através do 0800, mas não sei se só funciona ligando de telefone fixo, porque do celular não atendem”, declarou.

O PNB está encaminhando a reclamação para o órgão responsável em busca de esclarecimentos.

Redação PNB

Homicídio é registrado na quinta-feira (5), no bairro Quidé, em Juazeiro

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Um homicídio foi registrado na tarde da última quinta-feira (5), na rua das Pérolas, no bairro Quidé, em Juazeiro, no Norte da Bahia.

Segundo informações preliminares, um homem, ainda não identificado oficialmente, foi vítima de disparos de arma de fogo.

Ainda segundo as informações, a Polícia Militar esteve no local.

Estamos em contato com a Polícia Civil em busca de mais informações.

Redação PNB

Morador cobra ações do poder público para animais de rua: “não dá mais para fechar os olhos e fingir que eles são invisíveis”

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Um morador da comunidade do Morrão, em Juazeiro, no Norte da Bahia, flagrou animais soltos em situação de vulnerabilidade e chamou a atenção para a falta de políticas públicas de proteção aos animais.

“Mais de dez cachorros estavam na estrada do Morrão. Até quando o sofrimento desses animais vai durar? Cadê as políticas públicas de Juazeiro? Animal também é pauta pública, e esse é um problema que precisa ser resolvido com ações efetivas. Na época da eleição, arranjavam soluções para todos os males. Agora que assumiram, não vejo nada sair do papel. Precisamos de representantes comprometidos com a causa animal”, afirmou o morador.

Ele relata que não se trata de um caso isolado, mas de uma situação recorrente em diversos pontos da cidade.

“Todos os dias, animais são jogados como lixo, quando não são mortos por envenenamento ou atropelados, muitas vezes de forma proposital, em todo o município. Onde estão as autoridades desta cidade? Está na hora de fazer valer a confiança depositada nessas figuras, que são nossos empregados. Sim, político é empregado do povo.
Cadê os projetos de melhoria para os animais de rua? Não dá mais para calar diante de uma situação como essa. Onde está o Centro de Controle de Zoonoses?
O Ministério Público precisa se fazer presente e ajudar a resolver esse descaso com esses pobres animais. Não dá mais para fechar os olhos e fingir que eles são invisíveis”, disse ele.

Encaminhamos a denúncia para a Secretaria de Meio Ambiente e aguardamos uma resposta.

 

Redação PNB