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Motorista de aplicativo relata abordagens abusivas de agentes de trânsito em Juazeiro

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Em contato com o PNB, um motorista de aplicativo relata problemas com agentes de trânsito em Juazeiro no Norte da Bahia. Segundo Gilson, os motoristas tem enfrentado abordagens abusivas, ameaças de multas e suposta perseguição da fiscalização de trânsito.

“Eu e outros motoristas também estamos enfrentando dificuldades com os agentes de trânsito de Juazeiro, que estão abusando ou querendo mostrar serviço. Não podemos parar para embarcar ou desembarcar que eles ameaçam multar. Eu parei no lugar que é permitido e do outro lado tinha carro estacionado em local proibido, questionei os agentes e eles mandaram eu calar a boca e sair. Tem local que os taxista fecham a rua e nós somos obrigados a parar no meio da rua pra o passageiro descer”, reclama.

Encaminhamos a reclamação para a Autarquia Municipal de Trânsito de Juazeiro e aguardamos uma resposta.

Redação PNB

Presidente sanciona lei que torna obrigatório exame para detectar doença rara em recém-nascido

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quinta-feira (9), a Lei nº 15.094, que torna obrigatória a realização do exame clínico para identificar malformações dos dedos grandes dos pés, típicas na Fibrodisplasia Ossificante Progressiva (FOP) em recém-nascidos. O exame físico deverá ser realizado nas consultas de rotina das redes pública e privada, com cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

A FOP, também conhecida como Miosite Ossificante Progressiva, é uma doença rara, de causa genética, com incidência de uma em cada dois milhões de pessoas. Atualmente, estima-se que cerca de 4 mil pessoas no mundo convivem com o problema. A FOP é uma doença incurável que leva à formação óssea fora do esqueleto, afetando tendões e ligamentos, entre outras partes do corpo, limitando os movimentos das pessoas.

 

O processo de ossificação geralmente é perceptível na primeira infância, afetando os movimentos de pescoço, ombros e membros. Os pacientes podem ter dificuldade para respirar, abrir a boca e até para se alimentar. Pessoas com FOP nascem com o dedo maior do pé (hálux) malformado bilateralmente, sendo que aproximadamente 50% também têm polegares malformados. Esse é um sinal importante para a doença e especialmente útil no exame do recém-nascido.

 

Outros sinais congênitos incluem má formação da parte superior da coluna vertebral (vértebras cervicais) e um colo do fêmur anormalmente curto e grosso. A FOP não tem cura, os cuidados multiprofissionais e alguns medicamentos são oferecidos de forma integral e gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e podem amenizar os sinais, sintomas e inflamações.

 

Por ser doença rara, a assistência especializada para as crianças/adolescentes com diagnóstico de FOP é realizada em hospitais-escola ou universitários, com tratamento terapêutico ou reabilitador, conforme a necessidade de cada caso, incluindo os Centros Especializados em Reabilitação, presentes em todos os estados. O tratamento atual é baseado no uso de corticoides e anti-inflamatórios na fase aguda da doença, a fim de limitar o processo inflamatório.

Bahia Notícias 

Gás de cozinha na Bahia é o terceiro mais caro do Brasil, atrás apenas de Roraima e Amazonas

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O gás de cozinha na Bahia é o terceiro mais caro do Brasil, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O preço médio do botijão de 13 kg no estado é de R$ 123,59, ficando atrás apenas de Roraima e Amazonas, onde o valor pode chegar a R$ 137,03, e R$ 126,59, respectivamente.

A Acelen, que administra a Refinaria Mataripe (Landulpho Alves), é a responsável pela definição dos preços na Bahia desde 2021. A empresa adota uma política de preços distinta da Petrobras, que atende ao restante do país segundo Robério Souza, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas).

“A Acelen, a cada dia primeiro, revisa os seus preços, podendo aumentar ou abaixar. Nós, revendedores, temos feito malabarismo para manter as contas em dias”, afirmou o presidente do Sinrevgas.

Embora tenha a mesma administração em todo o estado, há variações significativas no preço do gás entre as cidades baianas. Em Salvador, o botijão custa, em média, R$ 127. No município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, o valor pode chegar a R$ 170, cerca de R$ 40 a mais do que a média do estado. Considerando o salário mínimo atual de R$ 1.518, o valor de um botijão representa aproximadamente 11% da renda mensal de uma pessoa que recebe o mínimo.

Os revendedores de gás explicam que, além dos reajustes feitos pela Acelen, o preço final do produto também é influenciado por custos de frete e mão de obra, especialmente em cidades mais distantes da refinaria.

 

Bahia BA

Alistamento militar feminino pode ser feito em 28 cidades brasileiras; organização militar em Petrolina (PE) não oferece a possibilidade

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Em 2025, as mulheres poderão se alistar voluntariamente no Exército Brasileiro. O prazo para o alistamento termina em 30 de junho e é voltado para jovens que completam 18 anos neste ano, ou seja, nascidas em 2007.

Para participar, é necessário residir em municípios que possuem organizações militares envolvidas no processo seletivo.

Apesar de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, contar com uma organização militar, o alistamento feminino ainda não está disponível na cidade. Candidatas interessadas em ingressar nas Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) precisam morar em uma das 28 cidades autorizadas ou aguardar futuras ampliações do programa. Em Pernambuco, apenas Recife oferece essa possibilidade.

Confira os 28 municípios participantes do Plano Geral de Convocação: Águas Lindas de Goiás (GO), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Canoas (RS), Cidade Ocidental (GO), Corumbá (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Formosa (GO), Fortaleza (CE), Guaratinguetá (SP), Juiz de Fora (MG), Ladário (MS), Lagoa Santa (MG), Luziânia (GO), Manaus (AM), Novo Gama (GO), Pirassununga (SP), Planaltina (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santa Maria (RS), Santo Antônio do Descoberto (GO), São Paulo (SP) e Valparaíso de Goiás (GO).

O serviço militar terá duração de 12 meses, com possibilidade de prorrogação por até oito anos. As candidatas selecionadas serão incorporadas no primeiro semestre de 2026 (de 2 a 6 de março) ou no segundo semestre (de 3 a 7 de agosto).

Atualmente, as Forças Armadas do Brasil contam com cerca de 37 mil mulheres, representando aproximadamente 10% do efetivo total.

Redação PNB

“As viúvas da ditadura ‘Ainda estão aqui’”. Por João Gilberto Guimarães Sobrinho

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A ditadura militar brasileira, que se estendeu de 1964 a 1985, foi profundamente marcada pela influência dos Estados Unidos, em um contexto global dominado pela Guerra Fria. Nesse período, a polarização entre capitalismo e comunismo e principalmente os desdobramentos da revolução cubana, levaram os EUA a adotar uma política de intervenção na América Latina, visando impedir o avanço de governos de orientação socialista. No Brasil, essa estratégia foi determinante para o golpe de 1964, que depôs o presidente João Goulart.

Documentos históricos revelam que o governo norte-americano não apenas apoiou a conspiração contra Goulart, mas também articulou o envio de recursos e suporte logístico aos militares brasileiros. A chamada “Operação Brother Sam” previa o envio de armas e combustíveis para assegurar o sucesso do golpe. Após a tomada de poder pelos militares, os Estados Unidos continuaram a oferecer suporte ao regime, promovendo treinamentos, empréstimos e cooperação em inteligência. Essa parceria reforçou a adoção da Doutrina de Segurança Nacional, que justificava a repressão interna como parte de uma luta global contra o comunismo, resultando em censura, tortura e perseguições.

Apesar das graves violações de direitos humanos e da repressão política, uma parcela da população brasileira ainda idealiza o período da ditadura militar. Esse fenômeno reflete não apenas uma nostalgia seletiva, mas também a desilusão com o cenário político atual. Muitos enxergam no regime militar uma época de segurança e estabilidade, ignorando os abusos cometidos. Essa percepção é reforçada por uma educação histórica insuficiente, que muitas vezes não aprofunda os debates sobre as consequências do autoritarismo.

A crise política e econômica vivida pelo Brasil nas últimas décadas também alimenta a desconfiança nas instituições democráticas. Escândalos de corrupção, ineficiência governamental e a sensação de impunidade contribuem para o clamor por medidas autoritárias que prometam “colocar ordem” rapidamente. A polarização política intensifica esse sentimento, resgatando retóricas anticomunistasultrapassadas que associam propostas progressistas a ameaças ideológicas.

Esse contexto de divisão ideológica e nostalgia autoritária também se reflete em manifestações culturais, como no caso do filme Ainda Estou Aqui. A obra, dirigida por Walter Salles e baseada no livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva, narra a luta de Eunice Paiva após o desaparecimento de seu marido, Rubens Paiva, durante a ditadura militar. Apesar de seu sucesso crítico e comercial, com arrecadação superior a R$ 62 milhões e indicação para representar o Brasil no Oscar, o filme enfrentou campanhas de boicote promovidas por grupos de extrema-direita.

Curiosamente, enquanto esses grupos rejeitam o filme sob a alegação de que ele possui uma “agenda política”, a própria ausência de produções que apresentem o ponto de vista dos militares é emblemática. Muitos dos agentes do regime evitam expor suas narrativas justamente porque sabem que cometeram crimes em nome do regime. A censura, tortura e assassinatos sistemáticos não encontram justificativa moral, mesmo sob o discurso de combate ao fantasma do comunismo. Essa ausência reflete um silêncio que evidencia as contradições daqueles que tentam romantizar o período.

A contradição dos boicotes é ainda mais evidente quando consideramos que os responsáveis por essas campanhas se autodenominam patriotas, mas rejeitam uma obra nacional que retrata um período crucial da história do país. O paradoxo se intensifica ao lembrar que Fernanda Torres, que interpreta Eunice Paiva, venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama, tornando-se um orgulho internacional para o Brasil. Esse reconhecimento ressalta a importância do filme como uma contribuição cultural de alto nível, mas foi ignorado por aqueles que rejeitam o projeto simplesmente por sua narrativa histórica.

Outro fator que impulsiona o desejo pelo retorno do regime militar é o medo da criminalidade. Em um país marcado por altas taxas de violência, muitos veem o autoritarismo como uma solução eficaz para os problemas de segurança pública. Essa percepção é frequentemente alimentada por discursos políticos que romantizam o período militar e apresentam os direitos humanos como um obstáculo à justiça.

A influência dos Estados Unidos na ditadura brasileira, o desejo contemporâneo pelo retorno desse regime e a recepção dividida a obras culturais como Ainda Estou Aqui estão interligados por uma narrativa de poder, memória seletiva e controle. No passado, os interesses norte-americanos moldaram a política brasileira, consolidando um governo autoritário em nome da luta contra o comunismo. Hoje, a insatisfação com o presente, aliada à desinformação e à constante propagação de notícias falsas na internet, reforça a ideia de que a volta da violência do autoritarismo poderia ser uma alternativa viável.

Refletir sobre esses aspectos é essencial para compreender os desafios enfrentados pela incipiente democracia brasileira. A educação histórica, o fortalecimento das instituições e o combate à desinformação são passos fundamentais para evitar que os erros do passado sejam repetidos, e para construir um futuro baseado em liberdade, justiça e igualdade, para todos.

 

Por João Gilberto Guimarães Sobrinho, juazeirense, produtor cultural, cientista social formado pela Universidade Federal do Vale do São Francisco, Pós graduando em Políticas Públicas e direitos sociais, pesquisador das Políticas Públicas de Cultura.

Lula convoca reunião sobre Meta e diz que um cidadão não pode ferir soberania da nação

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O presidente Lula (PT) deu nesta quinta-feira (9) um recado a Mark Zuckerberg, CEO da Meta (que detém WhatsApp, Instagram e Facebook), ao dizer que um cidadão não pode achar que tenha condição de ferir a soberania de uma nação.

A fala ocorreu ao ser questionado sobre a decisão da Meta de pôr fim ao seu programa de checagem de fatos.

“Vou fazer reunião hoje para discutir questão da Meta. Acho que é extremamente grave as pessoas quererem que a comunicação digital não tenha a mesma responsabilidade do cara que comete crime na imprensa escrita”, disse o presidente.

“Como se um cidadão pudesse ser punido porque faz coisa na vida real e pudesse não ser punido porque faz a mesma coisa na digital”, completou a jornalistas no Palácio do Planalto.

“O que nós queremos na verdade é que cada país tenha sua soberania resguardada. Não pode um cidadão, dois cidadãos, três cidadãos acharem que podem ferir soberania de uma nação”, completou.

Na terça-feira (7), Zuckerberg anunciou mudanças na empresa com o fim do modelo de checagem de fatos e, sem citar países específicos, atacou os judiciários da América Latina, aos quais chamou de secretos.

“Países da América Latina têm tribunais secretos que podem ordenar que empresas removam conteúdos de forma silenciosa”, declarou na ocasião.

Nesta quarta (8), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que a corte não vai permitir que as big techs sejam instrumentalizadas para discursos de ódio e falou em “bravatas” de líderes das plataformas um dia após declaração do CEO da Meta com crítica indireta ao tribunal.

O magistrado disse ainda que essas empresas também não poderão atuar em colaboração com grupos extremistas. “No Brasil, só continuarão a operar se respeitarem a legislação brasileira. Independentemente de bravatas de dirigentes de big techs”, disse.

À frente dos embates do Judiciário brasileiro com as big techs, Moraes deu a resposta em uma roda de conversa feita no Supremo como parte da agenda em memória dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

“Pelo resto do mundo nós não podemos falar, mas, pelo Brasil, eu tenho absoluta certeza e convicção que o Supremo Tribunal Federal não vai permitir que as redes sociais continuem sendo instrumentalizadas, dolosa ou culposamente, ou ainda somente visando lucro, para ampliar discursos de ódio, nazismo, fascismo, misoginia, homofobia e discursos antidemocráticos”, afirmou.

Entenda dimensões políticas em anúncio da meta 

Fim de checagem de fatos

A Meta, controladora do Facebook e Instagram, anunciou nesta terça-feira (7) o fim de seu programa de checagem de fatos; agora, serão os usuários que incluirão correções e observações a postagens que possam conter informações falsas, à semelhança do que ocorre no X (ex-Twitter), de Elon Musk

Parceria com Trump e crítica a ‘decisões secretas’

A decisão foi anunciada pelo CEO da empresa, Mark Zuckerberg, afirmando que “países da América Latina têm tribunais secretos que podem ordenar que empresas removam conteúdos de forma silenciosa” e pedindo ao presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que ajude a combater estas decisões

Referência ao STF

A afirmação de Zuckerberg citando cortes da América Latina foi lida como uma referência ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde está em julgamento artigo do Marco Civil da Internet que trata da responsabilidade das empresas que controlam as redes pelo conteúdo de terceiros

Embate com Suprema Corte brasileira 

A empresa trava embate com o Supremo envolvendo o julgamento do Marco Civil; foi divulgada nota em que a companhia critica as propostas colocadas no julgamento, em torno da responsabilidade das empresas, e defendeu que se chegasse a uma “solução balanceada” e com “diretrizes claras”

‘Maior colaboradora’

A Meta chegou a ser chamada de “uma das maiores colaboradoras da Justiça Eleitoral” no Brasil pelo ministro Alexandre de Moraes; a fala ocorreu enquanto o magistrado estava envolvido em um conflito com Musk sobre o descumprimento de decisões no X

Menos regulação global

A decisão de encerrar a checagem de fatos e a fala de Zuckerberg indicam que a empresa atuará de modo mais veemente contra iniciativas de regulação das plataformas globalmente

Nova realidade nos EUA 

Ancorando a defesa dessas novidades na suposta defesa da liberdade de expressão, Zuckerberg usou diferentes argumentos e termos alinhados a líderes da extrema direita; o discurso é visto como gesto a Trump, que inclusive atribuiu a eliminação da checagem às suas ameaças; o movimento de alinhamento ao republicano ocorre em outras empresas americanas

 

Bahia Notícias 

IPVA 2025 com desconto de 15% pode ser pago via pix

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August 28, 2019, Brazil. Man holding document "Carteira Nacional de Habilitação" (CNH). A driver's license attests to a citizen's ability to drive land motor vehicles.

Os contribuintes baianos poderão pagar o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) através do Pix. A conta única do licenciamento integrado de 2025 pode ser quitada com desconto de 15% até o dia 7 de fevereiro.

Para pagar no Pix, o contribuinte deve acessar a plataforma. Ao entrar com o usuário e senha, deve escolher o serviço: “Pagar Licenciamento Cota Única”. Depois, é só colocar o número do Renavam do veículo e gerar o Documento de Arrecadação Estadual (DAE), que já vem com o código de barras e o QR Code do pix. Outra opção para pagar o IPVA é ir até uma agência ou caixa eletrônico do Banco do Brasil, Bradesco ou Sicoob, com o número do Renavam em mãos, ou utilizar os aplicativos e sites destes bancos pelo smartphone ou computador. A modalidade de pagamento foi implementada em 2024 pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba) por meio da parceria com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a Secretaria da Administração do Estado (Saeb).

Caso não possa pagar até o dia 7 de fevereiro, o contribuinte tem ainda a opção de quitar o imposto com 8% de desconto, de acordo com a Sefaz-Ba. Para isso, é necessário que faça o pagamento do valor integral do tributo até o dia do vencimento da primeira cota do parcelamento previsto para o seu veículo, de acordo com o calendário do IPVA 2025. Outra opção é o parcelamento em cinco vezes, que pode ser feito conforme o calendário anual, levando em conta o número final da placa do veículo. Caso a opção seja por parcelar o IPVA, o contribuinte deve se lembrar de que os débitos referentes à taxa de licenciamento e a eventuais multas de trânsito deverão ser pagos até o prazo final do pagamento em cota única ou da quinta parcela do IPVA. O imposto do exercício de 2025 só poderá ser parcelado se o valor do débito for igual ou superior a R$ 120,00. A Sefaz-Ba lembra que a opção do parcelamento referente a débitos anteriores a 2025 será admitida apenas caso este pagamento ocorra junto com o do exercício atual.

 

Bahia BA

Projeto Roller Mommy acontecerá nos dias 11, 12, 18 e 19 em janeiro, no Parque Josepha Coelho, em Petrolina

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Nos dias 11, 12, 18 e 19 de janeiro, das 14h as 18h, acontecerão os encontros do projeto Roller Mommy, em Petrolina, no Parque Municipal Josepha Coelho. O projeto é direcionado ao público materno e promoverá rodas de conversas sobre maternidade, treinamentos físicos e aulas de dança e patinação!
Os treinamentos fisicos serão conduzidos por duas profissionais da educação física e as mães poderão contar com a rede de apoio disponibilizada pelo evento para cuidar de seus filhos durante a programação, para aquelas que não puderem deixar os pequenos com terceiros.

O projeto possui incentivo da Lei Paulo Gustavo no Estado de Pernambuco, e da Secretaria de Cultura do estado.

As inscrições são gratuitas e vão até essa sexta (10/01). As interessadas devem se inscrever pelo formulário, disponível no link https://docs.google.com/forms/d/1Td9L5S5tcAisNAtd-cwwf2nZXeoaVKh8edkswMlzPlE/edit e também na página da rede social do projeto (@rollermommy_)

As aulas de patinação e dança não são obrigatórias, no entanto a inscrição representa participação nos 4 encontros, e quem se interessar pelas aulas de Roller Dance deve se inscrever e comunicar previamente a equipe o desejo de participar das aulas.

O projeto é tocado e idealizado pela artista, mãe, produtora cultural, patinadora e cientista social Tainã Aynoã. (@tasbdance)

Ascom

Ingestão de veneno como chumbinho matou quase 2.500 pessoas no país desde 2019

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Em seis anos, 2.347 pessoas morreram por intoxicação por substâncias que são usados na composição de chumbinho e outros pesticidas no Brasil. Os dados, a partir de 2019, são do Ministério da Saúde.

Maria da Silva, 32, e seus filhos Igno Davi da Silva, 1, e Lauane da Silva, 3, e Manoel Leandro da Silva, 18, morreram envenenados em Parnaíba, no Piauí, após ingestão de terbufós, um composto químico presente no chumbinho, encontrado nos alimentos consumidos pela família no último dia 1º.

Chumbinho é um produto clandestino, com venda proibida, usado como raticida.

O veneno tem esse nome pois é geralmente é comercializado clandestinamente em formato granulado cinza escuro ou grafite (como se fosse chumbo).

Em geral, diz a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), são venenos agrícolas (agrotóxicos) de uso exclusivo na lavoura como inseticida, acaricida ou nematicida, desviados do campo para os grandes centros.

As mortes contabilizadas desde 2019, afirma a pasta da Saúde, estão relacionadas à ingestão de substâncias como chumbinho e outros pesticidas, incluindo carbamatos e organofosforados.

Após alta em 2022 —com 482 casos, foi o ano com mais morte no período comparado—, o número de óbitos teve duas quedas seguidas e em 2024 foram 168 registros.

José Luiz da Costa, Coordenador do Ciatox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica), da Unicamp (Universidade de Campinas), diz acreditar que o número deve ser ainda maior, pois há subnotificação.

“São raríssimos os hospitais que conseguem reportar a substância [que provocou a morte]. Geralmente são reportados os sintomas do paciente”, diz. A maioria dos casos é de suicídio, diz ele.

Os suicídios são 80% dos casos que chegam ao Ciatox de pessoas mortas envenenadas.

A ingestão de chumbinho tem alto grau de letalidade, pois os pesticidas envolvidos na sua composição são são muito tóxicos. Varia de acordo com a quantidade ingerida.

Em 15 a 20 minutos, os sintomas podem começar a ser sentidos e a vítima deve ser levada imediatamente ao pronto-socorro, orienta o médico Carlos Roberto Naufel Junior, especialista em cirurgia e endoscopia digestiva, e professor da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná, com experiência em casos de envenenamento.

Entre os sintomas mais comuns estão secreção na boca, alterações nos olhos, dores abdominais, vômito, diarreia —inclusive com sangue— queda de pressão e tosse.

Mas a pessoa envenenada também pode ter borramento visual, miose (contração da pupila), hipersecreção brônquica, dor abdominal e tremores.

No caso do Piauí, as vítimas deram entrada no hospital de Parnaíba com fortes dores abdominais e diarreia.

Ainda podem ocorrer efeitos tardios, como arritmia cardíaca 72 horas depois da ingestão do veneno.

Francisca, por exemplo, morreu na madrugada de terça-feira (7), uma semana depois de ter sido envenenada.

Ao todo, segundo a polícia, sete pessoas chegaram a ser hospitalizadas. Somente uma filha de Francisca, de 4 anos, segue internada na UTI do Hospital de Urgência de Teresina.

Além de hidratação —o ideal é na veia— em muitos casos, o paciente pode ser intubado, ter respiração com ventilação mecânica e uso de sonda no estômago para tentar amenizar o envenenamento.

“O chumbinho é usado como inseticida na agricultura e existe também a intoxicação crônica do trabalhador do agronegócio que não usa equipamento de proteção”, afirma o médico.

Conforme a Anvisa, por ser um produto clandestino, geralmente o chumbinho não tem rótulo com orientações de manuseio e segurança, nem a descrição do agente ativo ou cita antídotos em caso de envenenamento. “O que é fundamental para orientação do profissional de saúde”, afirma.

De acordo com o delegado Abimael Silva, da Delegacia de Homicídios de Parnaíba, o veneno foi colocado no arroz servido à família no dia 1º de janeiro.

A Polícia Civil do Piauí prendeu na manhã desta quarta-feira (8) Francisco de Assis Pereira da Costa, 53, sob a suspeita de envenenar oito pessoas —entre familiares e vizinhos.

O delegado afirmou, durante entrevista coletiva nesta quarta, se tratar de crime de ódio, devido à relação tumultuada que o preso tinha com a enteada, mãe das crianças, e com os moradores da casa. Onze pessoas viviam no local.

O suspeito disse que é inocente e afirmou que “Deus vai mostrar o culpado”.