Preto no Branco

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Projeto ‘Curta na Comunidade’ leva sessão de cinema para comunidades rurais de Juazeiro. Próximas mostras acontecerão no dia 29, em Juremal (sede) e no dia 30, em Massaroca (comunidade de Lagoinha).

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Projeto fortalece a produção e difusão audiovisual e proporciona a experiência de audiovisual nos espaços educativos 

A oportunidade de ver a própria produção audiovisual na tela transmitindo mensagens sobre a realidade que vivenciam foi algo “incrível” para estudantes da Escola Municipal Quinze de Julho, em Maniçoba, e da Escola Municipal Manoel Nunes Amorim, em Junco, distritos de Juazeiro/BA.

O adjetivo foi atribuído por uma das estudantes que participou do Projeto ‘Curta na Comunidade’, que está acontecendo também nos distritos de Massaroca e Juremal neste mês de setembro. Nos últimos dias 22 e 23, o projeto realizou Mostra audiovisual, momento em que foi exibido vídeo produzido pelos/as estudantes durante 12 horas de oficinas. O evento aconteceu em locais centrais da comunidade, aberto ao público local. Em Maniçoba foi realizado no povoado de Jatobá.

“A comunidade gostou muito do evento, porque foi uma coisa diferente, para todos os públicos, idosos, crianças (…), a comunidade é carente dessas coisas, não tem nenhum projeto voltado para a cultura”, avaliou Ramon Macedo, morador de Jatobá. Além de ter sido um atrativo que foge à rotina da comunidade, o projeto também gerou renda para famílias através da locação de cadeiras, aquisição de refeições, por exemplo.

O Curta na Comunidade tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural, uma vez que foi aprovado no Edital Setorial de Audiovisual 2019 do Fundo de Cultura da Bahia. O circuito é realizado pela Pipa Produções e conta com apoio institucional da Secretaria Municipal de Educação de Juazeiro.

Este tipo de projeto possibilita o acesso a bens culturais, potencializando a formação de público e o incentivo à produção audiovisual independente. Uma das integrantes da equipe executiva do Projeto, Nilzete Miranda, disse que “foi bem emocionante ver a comunidade se ver na telinha, fortalecendo a inclusão cultural através do cinema”.

Exibição 

Os temas escolhidos pelos/as estudantes para expressar nos vídeos foram motivações do dia a dia, como o excesso de lixo na comunidade e comportamento dos estudantes durante as aulas, resultando nos curtas “O último lixo” e “Influências”.

A estudante Lorena Almeida, de 12 anos, que integrou o público da oficina realizada em Junco, mencionou o caráter educativo do vídeo e disse que com essa produção aprendeu “que lugar de lixo é no lixo e que não é legal ficar jogando lixo nas ruas”. Ela destaca ainda que foi “a primeira vez entrando em contato com uma câmera, nunca tinha mexido em uma câmera antes, fiz com meus colegas, o que foi muito bom. Espero que passe mais vezes o Curta na Comunidade ou então outros projetos passem em nossa comunidade”, provocou.

Na avaliação de Jamielle Dantas, coordenadora pedagógica dos Anos Finais e EJA, as/os estudantes gostaram muito, principalmente da parte prática, quando tiveram acesso aos equipamentos e irem à campo produzir as imagens. Durante a Mostra “a gente viu a alegria, o olho brilhando, tanto deles em se verem na tela, como principalmente das pessoas das comunidades”, ao identificarem as pessoas conhecidas no vídeo. “Foi muito bom. Um presente que a escola ganhou!”, celebra Jamielle, pontuando que se fosse uma disciplina na proposta curricular seria “uma maravilha”.

Além das produções oriundas das oficinas, a Mostra exibiu dez curtas inscritos e premiados numa etapa inicial do Curta na Comunidade, as quais são originárias do Sertão do São Francisco, fortalecendo assim a circulação de conteúdos culturais produzidos de forma independente.

 

As próximas Mostras acontecerão no dia 29, em Juremal (sede) e no dia 30,em Massaroca (comunidade de Lagoinha), a partir das 19h.

Agência Chocalho

Prefeitura de Juazeiro amplia vagas para casais que desejam oficializar união no Casamento Coletivo 2022

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A Prefeitura de Juazeiro ampliou de 50 para 100 o número de casais que poderão se inscrever para o Casamento Coletivo 2022, que está sendo organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (Sedes).
Destinado a casais de baixa renda, o evento acontecerá no dia 8 de dezembro, no auditório da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).
As inscrições são realizadas de segunda a sexta-feira, nas unidades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) que ficam nos bairros João Paulo II, Itaberaba, Tabuleiro, Malhada da Areia e Quidé. Nesta etapa serão contemplados 50 casais. Os interessados têm até o dia 10 de outubro ou até o preenchimento das vagas.
Documentação
Os casais solteiros deverão apresentar os seguintes documentos: certidão de nascimento, identidade (RG), CPF e comprovante de residência de Juazeiro (BA). Já para as pessoas divorciadas serão requisitados: Certidão de Casamento com averbação de divórcio, cópia da sentença do divórcio, ou cópia da escritura pública, identidade (RG), CPF e comprovante de residência de Juazeiro (BA). Para as pessoas viúvas serão solicitados: certidão de casamento com averbação de óbito, identidade (RG), CPF e comprovante de residência em nome dos noivos.
Quanto à realização de comemorações e festas após o casamento, fica sob responsabilidade dos casais.
Ascom/SEDES/PMJ

Bahia não registra óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas

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Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 4 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,000%) e 28 recuperados (+0,002%). Dos 1.695.921 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.664.595 já são considerados recuperados, 629 encontram-se ativos e 30.697 tiveram óbito confirmado. Os dados ainda podem sofrer alterações.

boletim epidemiológico desta segunda-feira (26) contabiliza ainda 2.029.583 casos descartados e 358.270 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até às 17 horas desta segunda. Na Bahia, 68.552 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Vacinação

Até o momento a Bahia contabiliza 11.658.754 pessoas vacinadas com a primeira dose, 10.820.539 com a segunda dose ou dose única, 7.313.488 com a dose de reforço e 2.230.988 com o segundo reforço. Do público de 5 a 11 anos, 1.044.247 crianças já foram imunizadas com a primeira dose e 678.787 já tomaram também a segunda dose. Do grupo de 3 e 4 anos, 48.098 tomaram a primeira dose e 8.436 já tomaram a segunda dose.

Secom Bahia

“Quem entrava não saía”: Conheça a história de pacientes do Juliano Moreira, hospital psiquiátrico de Jacarepaguá (RJ), que encerra suas atividades no próximo mês

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Artista plástica nascida em Belém do Pará, Patricia Ruth chegou aos 16 anos à Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá. Aos 69, ela não vive mais lá há tempos, mas usa o ateliê do instituto para produzir sua arte: quadros coloridos, a maioria representando casas, num contraponto aos anos de internação. Enquanto pinta araras em madeira e mostra um autorretrato, Patricia relembra os horrores — que deixaram marcas na pele e na alma — passados dentro do núcleo Franco da Rocha, o último em funcionamento dentro do antigo complexo psiquiátrico, fundado em1924. Lá, recebeu eletrochoques e passou dias e noites em solitárias escuras e sem ventilação, onde um buraco no chão servia de sanitário e a alimentação era entregue por uma fresta na porta de ferro.

‘Quem entrava não saía’

Patricia conta as horas para o fechamento definitivo do último manicômio da cidade do Rio: já pediu à direção do Franco da Rocha para ela trancar o portão e sumir com a chave. Num marco da luta antimanicomial, o espaço será encerrado até 19 de outubro. Nos próximos dias, os últimos internos — que na quarta-feira eram 16 — serão encaminhados para residências terapêuticas da prefeitura ou, se for possível restabelecer vínculos, para lares de parentes.

— Gosto de pintar casas porque não tinha uma. Meu sonho era sair do hospital e ter uma casa bonita. Hoje, tenho uma casa aqui perto, comprada com dinheiro dos quadros e bordados. Ela é cheia de goteira, mas é mais que ouro para mim: ela é minha — diz Patricia, que já expôs suas obras fora do Rio e agora pode sonhar com uma mostra no exterior, deixando o passado para trás. — Fui convidada para fechar o Franco do Rocha, onde costumava ficar três, quatro meses numa cela, só com um colchão. Pensava: será que meu destino é ficar velha presa no Franco? Tomei muito choque e me amarravam com paraquedas (um lençol) na cama. Vivia sendo dopada no Manfredini (Hospital Jurandyr Manfredini, fechado em julho). Era tudo escuro, e por isso tudo meu agora é colorido, até as roupas. Não deveria ter manicômios nem para presidiário: já deviam ter acabado há muito tempo.

Os últimos. Os internos que ainda se encontram no Franco da Rocha serão encaminhados para residências terapêuticas da prefeitura ou lares de parentes
Os últimos. Os internos que ainda se encontram no Franco da Rocha serão encaminhados para residências terapêuticas da prefeitura ou lares de parentes

Documento do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira — como passou a ser chamada a colônia nos anos de 1990, com a sua municipalização e os ventos de reforma psiquiátrica — mostra que, em 1971, o espaço chegou a abrigar 5.300 internos em seus 79 hospitais e pavilhões, numa área total de 7,3 mil metros quadrados da antiga Fazenda Nossa Senhora dos Remédios. Até a década de 1980, sob a ditadura, os diretores eram militares, e os núcleos comandados por indicados políticos. Superintendente de Saúde Mental da Secretaria municipal de Saúde, Hugo Fagundes foi estagiário na colônia em 1982:

— Estudava medicina na UFF e fiquei impressionado. No núcleo Teixeira Brandão, latas de óleo eram reaproveitadas e usadas como canecas, inclusive para as refeições. A imagem era degradante. As pessoas comiam no chão, junto com cachorros. As pessoas viviam descalças: sandália era artigo raro. Virei psiquiatra pelo horror à psiquiatria.

A lógica era vigiar e punir. O Museu Bispo do Rosário, que fica no complexo e homenageia seu mais famoso interno, expõe, além de obras de arte, equipamentos de eletroconvulsoterapia (ECT) e de lobotomia. Fotografias de época nas paredes provam que a maioria dos internados sempre foi de pessoas negras. Diretor da colônia, Alexander Ramalho acrescenta:

— Quem entrava não saía. Há casos de internos que passaram 70 anos aqui e morreram aos 90 dentro da Juliano Moreira. E uma marca é a falta de história dessas pessoas.

Em 1998, a prefeitura deu início à implantação das residências terapêuticas, que em 2000 viraram política nacional. Atualmente, o município conta com 97 casas (total de 169 vagas), numa cogestão com a ONG Cieds. A maioria fica na região da Taquara, mas a ideia é que estejam espalhadas pela cidade, sempre ligadas a Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Maria Efigênia Menezes, de 88 anos, deixou nas últimas semanas a colônia para viver numa residência terapêutica nova no Vidigal, atrelada ao Caps da Rocinha. Ela estava internada desde 1959. Primeiro, na colônia do Engenho de Dentro (Instituto Municipal Nise da Silveira ), cuja institucionalização de pacientes foi encerrada no fim do ano passado. E, a partir de 1962, na Juliano Moreira. Seu passado se resume a algumas folhas A4 com escassas informações, como sobre seu diagnóstico, de esquizofrenia residual (o mais comum entre os hospitalizados). Fifinica, como gosta de ser chamada, reluta muito em sair de casa. Mas, outro dia, cuidadoras da residência conseguiram levá-la até a rua, onde comprou um vestido e sapatos novos, e fazer com que ela almoçasse na mesa com os outros moradores. Já revelou que foi lavadeira. Ela divide uma suíte com Miriam de Souza, de 79 anos, que estava hospitalizada desde 2007.

Fechamento da Colônia Juliano Moreira e seus últimos internados
Fechamento da Colônia Juliano Moreira e seus últimos internados

Cuidado em liberdade

Miriam gosta de falar: diz que foi empregada doméstica e ambulante e que prefere não ajudar nos serviços da casa (que conta com cuidadores 24 horas) porque já “trabalhou muito”. Com dinheiro de benefícios, ajudou a decorar a casa, comprando o tapete da sala. Na casa, há seis moradores: os outros são homens e dividem dois quartos com vista para o mar. Julio Cesar, de 54 anos, hospitalizado desde os 7, diz, sorrindo, que foi à praia. Cada passo rumo a mais autonomia é uma vitória.

— Eles ainda têm medo. Ainda é tudo muito novo — afirma Andrea Lucas, cuidadora.

Ainda no Franco da Rocha, Gilberto de Lima, de 62 anos, tem previsão de alta para amanhã. Um irmão o visita no instituto, onde está há oito anos, mas ele irá para uma residência terapêutica. Ricardo Pereira, de 41 anos e desde 2019 no núcleo, assim como Gilberto, está reticente com a mudança. Ricardo costuma receber a mãe, muito idosa e com a saúde frágil, sem condições de cuidar do filho. Cristina Resende, de 54 anos, assim como os dois, ocupa a casa 3, ou “casa das violetas”, que, como o restante do núcleo, tem arquitetura dos tempos de colônia agrícola para “loucos”. Ela revela, feliz, que voltará a morar no seu apartamento, no Campinho. Continuará cuidando da saúde mental do lado de fora, na rede municipal:

— Já estive mais ansiosa. Tenho saudades da minha casa, de morar sozinha.

Os ex-internos, em geral, recebem um salário mínimo do Programa de Volta Para Casa (PVC), federal, e mais um salário de uma bolsa municipal. Quem vai viver com sua família recebe dois salários da prefeitura. Mas o abandono é uma realidade que grita. E as dores impostas a essas pessoas no passado ainda machucam.

— Recentemente, uma senhora de 82 anos que passou por lobotomia aqui saiu depois de 55 anos de internação. Uma outra de 91 anos, depois de 50, conseguiu resgatar a família, com dez filhos vivos. Foi trazida pelo marido por causa de, entre aspas, uma crise nervosa. Elas são prova de que as pessoas aqui têm condições de ter uma vida lá fora — explica Rosângela Ferreira Nery, diretora do Franco da Rocha, emocionada. — Meu choro é de angústia pelas pessoas que viveram aqui, mas também de alegria por contribuir para esse processo de cuidado em liberdade. Toda internação é solitária.

Extra/Globo

Suspeito de atentado à escola em Barreiras (BA) fez aviso em redes sociais. “Os farei clamar pela minha misericórdia, sentirão a ira divina”

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O adolescente apontado como autor do atentando à uma escola em Barreiras (BA), que vitimou uma menina, escreveu mensagens nas redes sociais anunciando que cometeria o crime.

“Irá acontecer daqui 4 horas e eu tô bem de boa. Estou tão calmo, nem parece que irei aparecer em todos os jornais hoje. Já estou [sic] tudo comigo, agora é só esperar. Tudo pode acontecer nas próximas horas”, escreveu.

Há três dias, ele sugeriu que faria o atentado com algum objeto cortante. “Terei que ir no pique samurai. Se eu matar dois, já fico feliz”.

Em outra mensagem, o rapaz revela que não é baiano e que morava em Brasília antes de se mudar para Barreiras. “Saí da capital do Brasil para o merdeste, e nunca pensei que aqui fosse tão repugnante. Lésbicas, gays e marginais aos montes acham que são dignos de me conhecer e de conhecer minha santidade. Os farei clamar pela minha misericórdia, sentirão a ira divina”, disse.

BNews

Covid-19: Juazeiro registra três novos casos no balanço do final de semana

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Juazeiro registrou três novos casos da Covid-19 no balanço do final de semana. A informação está no boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) desta segunda-feira (26). O município não registrou óbito por complicações da doença e permanece com 492 mortes por Covid-19.

De acordo com o levantamento, 28.284 moradores foram infectados desde o início da pandemia na cidade, dos quais 27.771 já estão recuperados. Os casos descartados somam 45.335. Juazeiro tem 21 casos ativos do novo coronavírus.

Testes

Foram realizados desde o início da pandemia 63.794 testes rápidos no município e 8.983 RT-PCR pelo Lacen, em Salvador.

Ocupação de leitos

Na rede hospitalar, o percentual de ocupação dos leitos de UTI para Juazeiro na rede PEBA (hospitais de Pernambuco e Bahia) é de 27%, com 32 leitos disponíveis. Somente em Juazeiro, 10% dos leitos de UTI para pacientes com Covid-19 estão ocupados, com 9 leitos disponíveis.

Ascom Sesau PMJ

Operação desarticula bando especializado em roubo a bancos na Bahia. PF cumpre 21 mandados em seis cidades baianas

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A Polícia Federal (PF) e a Polícia Militar da Bahia estão nas ruas de cidades do estado nesta segunda-feira (26) com a Operação Salinas. O objetivo é desarticular uma organização criminosa especializada em roubo a instituições financeiras e estabelecimentos comerciais.

Segundo a PF, aproximadamente 150 policiais cumprem 21 mandados judiciais nas cidades de Salvador, Entre Rios, Camaçari, Lauro de Freitas, Conceição de Feira e São Félix, sendo: oito mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão.

As investigações tiveram início há três meses, quando policiais federais tiveram informações de que um grupo criminoso se preparava para atacar a agência do Banco do Brasil da cidade de Salinas da Margarida.

“Durante as investigações, foi possível coletar provas da atuação dessa organização em diversos delitos praticados no interior do estado e na capital, sempre agindo com extrema violência”, ressaltou a PF.

Os criminosos levavam terror à população das cidades atacadas. Pessoas que trabalhavam nos estabelecimentos comerciais ou mesmo transeuntes eram capturados com violência e grave ameaça na intenção de serem colocadas como escudos humanos em caso de eventual confronto com a polícia.

Durante as investigações, a Polícia Federal obteve informações de duas mortes por disparos de arma de fogo do grupo criminoso durante os assaltos realizados. Os investigados também comandaram explosões a cofres de agências bancárias, lotéricas e postos de gasolina, além de roubo de lojas, pousadas e tentativa de sequestro, este último evitado por equipes envolvidas na investigação.

A ação mais recente do bando ocorreu no início deste mês, na cidade baiana de Terra Nova, onde houve uma tentativa de roubar, com ajuda de explosivos, um terminal da Caixa Econômica Federal. Esse ataque foi frustrado pelas equipes policiais que conseguiram apreender armas, explosivos e um veículo roubado.

Os investigados, segundo a PF, responderão pelo crime de integrar organização criminosa, com pena de reclusão de três a oito anos, assim como por cada fato ilícito individualmente praticado, como, por exemplo, roubo qualificado, cuja pena isoladamente pode chegar a 16 anos de reclusão.

Agência Brasil

Saiba como encontrar seu local de votação para o dia das eleições

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, votou no final da manhã de hoje (7) na seção eleitoral que funciona em uma escola no bairro Lago Norte, em Brasília

No dia 2 de outubro, primeiro turno das eleições, mais de 156 milhões de eleitores estarão aptos a comparecer às urnas para eleger o presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.

Faltando uma semana para o pleito, o eleitor pode consultar com antecedência o local de votação e evitar eventuais transtornos.

No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o cidadão pode fazer a busca, devendo informar o número do CPF ou do título de eleitor, a data de nascimento e o nome da mãe. O resultado indicará os números da zona eleitoral, da seção eleitoral e o endereço do local de votação. A mesma busca também pode ser feita nos sites dos tribunais regionais eleitorais.

Pelo aplicativo e-título, além de saber o local de votação, o eleitor também pode ativar a localização do celular e ser guiado até sua zona eleitoral por meio de um mapa virtual.

Para o eleitor que tem sua biometria cadastrada, o e-título também serve como documento de identificação para votar, substituindo o título de papel ou outro documento de identificação com foto. Segundo o TSE, cerca de 118 milhões de pessoas, número correspondente a 75% do eleitorado, estão cadastradas pela biometria.

Quem tiver interesse pode baixar gratuitamente a ferramenta, que está disponível nas lojas de aplicativos dos sistemas operacionais Apple e Android.

Em 1° de outubro, dia anterior ao primeiro turno, o download do aplicativo será suspenso e liberado somente no dia seguinte ao pleito. No segundo turno, será possível baixar o aplicativo somente até 29 de outubro, data anterior ao segundo turno.

A última opção para consultar o local de votação é utilizar o Chatbot do TSE. Para acessar o assistente virtual, o eleitor pode salvar o número +55 61 9637-1078 na lista de contatos do WhatsApp e iniciar a conversa virtual com o aplicativo.

Agência Brasil

Ministro do TSE proíbe Bolsonaro de realizar lives com cunho eleitoral no Planalto e Alvorada

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Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ministro Benedito Gonçalves, corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu o presidente Jair Bolsonaro (PL) de realizar gravação e transmissão de lives com pronunciamentos político-eleitorais nas áreas privativas (dependências internas) do Palácio da Alvorada (residência oficial), do Palácio do Planalto (sede do governo) e com a utilização de todo aparato estatal, sobretudo de intérprete de libras custeado pelo erário.

“Os indícios até aqui reunidos indicam que, no caso, tanto o imóvel destinado à residência oficial do Presidente da República quanto os serviços de tradução para libras custeados com recursos públicos foram destinados à produção de material de campanha. Trata-se, ademais, de recursos inacessíveis a qualquer dos demais competidores, e que foram explorados pelo primeiro investigado”, disse o ministro.

O corregedor do TSE atendeu a um pedido da campanha de Ciro Gomes (PDT). Segundo a coordenação jurídica do PDT, as transmissões tinham por finalidade propagar os feitos do governo, mas ganharam outros contornos com o início da campanha.

O ministro também determinou que não sejam usados na propaganda eleitoral os vídeos do presidente no Planalto e no Alvorada. Segundo Benedito Gonçalves, o fato em análise é potencialmente apto a ferir a isonomia entre candidatos.

“Os elementos presentes nos autos são suficientes para concluir, em análise perfunctória, que o acesso a bens e serviços públicos, assegurado a Jair Messias Bolsonaro por força do cargo de Chefe de Governo, foi utilizado em proveito de sua campanha e de candidatos por ele apoiados. O alcance do vídeo na internet ultrapassa 316.000 (trezentas e dezesseis mil) visualizações”, afirmou.

A jurisprudência do TSE orienta que, “em prestígio à igualdade de condições entre as candidaturas, a captura de imagens de bens públicos para serem utilizadas na propaganda deve se ater aos espaços que sejam acessíveis a todas as pessoas, vedando-se que os agentes públicos se beneficiem da prerrogativa de adentrar outros locais em razão do cargo e lá realizar gravações.”

Procurada, a campanha de Jair Bolsonaro ainda não se manifestou.

Debate

As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá neste sábado, 24, a partir das 18h15, com programação especial a partir de 16h30. O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais.

CNN Brasil