Preto no Branco

27099 POSTS 1 COMENTÁRIOS

Consultas canceladas, profissionais com salários atrasados: Situação do Hospital Regional de Juazeiro é considerada “critica e preocupante”, apontam funcionários

0

 

Após denúncia da filha de uma paciente de 61 anos, diagnosticada com câncer de mama, ao Portal Preto no Branco, nesta terça-feira (19), sobre sucessivos cancelamentos de consulta necessária para início do tratamento contra a doença no Hospital Regional de Juazeiro, uma profissional de saúde do UNACOM da instituição, também procurou nossa reportagem.

Ela desabafou sobre as condições de trabalho na unidade e confirmou os sucessivos cancelamentos, dando sua versão para o problema.

“Sou funcionária da instituição e não suporto mais tais absurdos do Hospital Regional.
Relato aqui o porquê das marcações estarem sendo desmarcadas pelo hospital.
A interrupção ou o atraso no pagamento dos profissionais configura uma situação de extrema gravidade atingindo diretamente a segurança e a continuidade do tratamento oncológico. A saúde pública não pode funcionar à custa do sacrifício pessoal daqueles que operam a tecnologia que salva vidas. Regularizar o pagamento é, antes de tudo, garantir o direito constitucional à saúde e à vida. Os trabalhos na Oncologia por exemplo, exigem alta especialização e responsabilidade técnica constante. Quando o profissional não recebe seus proventos, instala-se um cenário de instabilidade emocional e financeira. É humanamente inviável exigir a manutenção da excelência técnica quando os direitos básicos de subsistência são negligenciados. Estamos sem receber os proventos do mês de março e prestes a vencer o mês de abril, e pasmem, a gestão do HRJ não deu previsão de regularização. Os médicos estão sem receber, e, por misericórdia deles, ainda estamos realizando alguns atendimentos, os mais graves. A fila está muito grande, pacientes já com tratamentos prontos para serem chamados, mas os médicos sem receber”, denunciou a profissional que pediu para não ser identificada.

A profissional nos enviou um comunicado do HRJ aos pacientes, via linha de transmissão do Whatsapp, cancelando os atendimentos do último dia 15 e sem data prevista: “Informamos que a consulta agendada para o dia 15/05 foi desmarcada. Entraremos em contato oportunamente para informar a nova data, assim que definida. Agradecemos a compreensão e permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos. Atenciosamente, UNACON”.

Outro profissional da unidade avaliou a situação como “critica e preocupante”.

“Está um caos! Tem paciente morrendo sem assistência, funcionário trabalhando sem motivação, pressionado moralmente, adoecido e sem receber. Essa é a realidade. Os meses de março e abril atrasados. O silêncio tomou conta do hospital, pois a pressão é grande. Já demitiram alguns médicos e estão contratando só por política e indicação. Demitiram médicos excelentes e contrataram recém formado ainda sem experiência. Temos uma excelente estrutura, mas hospital não é só o concreto. O governo do estado deve urgente fazer uma intervenção nesse hospital, que vem sendo administrado de forma caótica”, acrescentou.

Procurada por nossa reportagem a instituição não se manifestou sobre os cancelamentos de consultas no setor oncológico.

Cancelamentos

Segundo relato encaminhado à nossa redação, a mãe da denunciante foi diagnosticada com câncer no dia 1º de abril deste ano. Após o diagnóstico, a família recebeu o encaminhamento médico para consulta com oncologista e procurou a Secretaria de Saúde de Juazeiro, em 6 de abril, com a documentação da paciente para iniciar o processo de agendamento.

“Passaram-se 20 dias sem nenhum retorno. Quando fui até a secretaria, informaram que o agendamento não tinha sido realizado porque a foto do verso do RG estava ilegível. Encaminhei novamente o documento e continuamos aguardando”, relatou.

Ainda segundo a denunciante, no dia seguinte ao reenvio da documentação, a família recebeu mensagem da OSID/UNACON com o agendamento da consulta para o dia 6 de maio. No entanto, a consulta teria sido cancelada um dia antes da realização.

Posteriormente, um novo agendamento foi marcado para esta quarta-feira (20), mas, segundo a família, outra mensagem informando o cancelamento da consulta acabou de ser enviada.

“Reagendaram a consulta para amanhã, dia 20, mas acabaram de me enviar outra mensagem desmarcando a consulta. Na secretaria de saúde de Juazeiro fomos informadas que todos os agendamentos são feitos exclusivamente pelo Hospital Regional e que eles, da SESAU, não podem fazer nada quanto aos agendamentos.

A paciente e os familiares afirmam viver momentos de angústia diante da demora para o início do tratamento, especialmente porque o encaminhamento médico indicava urgência.

“Seguimos aguardando a realização dessa consulta. Sabemos que câncer é uma doença grave e da importância de iniciar do tratamento o quanto antes. Gostaríamos de entender o motivo da demora na marcação e porque desmarcam tantas vezes sem sequer dar uma explicação. Qual o motivo da demora na marcação? Porque desmarcar consultas tantas vezes? Custa muito dar uma explicação para nós usuários do sistema público de saúde?”, questionou a filha.

A reportagem enviou o caso para o Hospital Regional de Juazeiro em busca de esclarecimentos.

Redação PNB

Formação fortalece educação midiática e amplia agências de notícias nas escolas da Bahia

0

Cerca de 500 educadores responsáveis por agências de notícias escolares, além de representantes dos Núcleos Territoriais de Educação (NTEs), participam da formação “Educação midiática: como montar uma agência de notícias na escola?”, promovida pelo Instituto Anísio Teixeira (IAT), em parceria com a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC). O encontro, iniciado na segunda-feira (18), tem o objetivo de fortalecer práticas pedagógicas voltadas ao letramento midiático e digital nas unidades escolares da rede estadual.

Criado pelo IAT em 2023, o Projeto Agência de Notícias na Escola é resultado de mais de 15 anos de experiência da instituição na formação de professores e na produção de mídias estudantis. A iniciativa incentiva estudantes, com mediação dos educadores, a produzirem conteúdos jornalísticos sobre a escola e os territórios onde vivem, promovendo protagonismo juvenil, pensamento crítico e ampliação da participação estudantil no ambiente escolar.

Atualmente, o projeto alcança todos os 27 Territórios de Identidade da Bahia, contabilizando 313 agências já implantadas e outras 180 em fase de implantação, consolidando uma rede de comunicação escolar em expansão em todo o Estado.

A programação do primeiro dia da formação contou com momentos de acolhimento, apresentações culturais e mesas temáticas voltadas à integração entre comunicação e educação. A abertura oficial reuniu representantes das áreas da Educação e Comunicação, bem como do audiovisual baiano, reforçando a importância da educação midiática no contexto contemporâneo.

Um dos destaques, a mesa “Estratégia multidisciplinar de educação midiática” promoveu o debate sobre práticas pedagógicas e experiências ligadas à educomunicação e ao fortalecimento do pensamento crítico no ambiente escolar. A atividade contou com a participação da professora Cristiane Parente, da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABP Educom), e de Thaís Brito, coordenadora-geral de Educação Midiática da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Outro momento importante foi a mesa “Cidadania em rede: protagonismo juvenil e a proteção integral no contexto do ECA Digital”, que abordou os desafios da segurança digital, direitos das crianças e adolescentes e o uso responsável das tecnologias. O debate reuniu especialistas das áreas jurídica e educacional, com o objetivo de fortalecer reflexões sobre proteção integral e cidadania digital nas escolas.

A formação segue até sexta-feira (21) com oficinas, rodas de conversa e atividades práticas voltadas à qualificação das agências de notícias nas escolas, promovendo a integração entre educação, comunicação e inovação pedagógica.

Ascom IAT

 

Cronograma público de obras pode ser saída para crise de confiança em Juazeiro, sugere apresentadora ao Prefeito Andrei durante entrevista nesta terça-feira(19)

0

A crescente cobrança da população de Juazeiro sobre a efetividade das obras anunciadas pela gestão municipal foi pauta, nesta terça-feira (19), após entrevista do prefeito Andrei Gonçalves ao programa Preto No Branco, na Transrio FM, conduzido pela jornalista Sibelle Fonseca. No centro do debate, o descompasso entre o volume de anúncios e a percepção prática da população quanto ao andamento e à entrega dessas intervenções.

Nos últimos meses, a gestão tem intensificado a divulgação de ordens de serviço e novos projetos, incluindo obras de grande porte, também do Governo Estadual. No entanto, moradores têm manifestado ceticismo diante da falta de visibilidade concreta dessas iniciativas no dia a dia da cidade. A sensação recorrente é de que há mais anúncios do que resultados efetivamente perceptíveis.

Durante a entrevista, a jornalista sugeriu uma forma objetiva para enfrentar essa crise de confiança com a criação de um cronograma público e acessível das obras municipais. Assim, a população poderia acompanhar as intervenções em andamento, fase de conclusão e demais processos referentes as obras da gestão municipal e estadual em Juazeiro.

Segundo o prefeito, a sugestão já foi pensada e “inclui a disponibilização de uma ferramenta que permita à população acompanhar, em tempo real, quais obras estão em fase de planejamento, execução ou conclusão”.

Andrei Gonçalves, listou algumas obras que estão sendo realizadas na sede e no interior do município e se prontificou a disponibilizar, brevemente, a ferramenta que, segundo ele, vai “ampliar a transparência, fortalecer o controle social e aproximar ainda mais a gestão da comunidade”. Ele também disponibilizou um arquivo com obras e intervenções pelo município.

Confira:

Relatorio_Obras_PMJ_Por_Bairro_2026 (2)

Além da pauta das grandes obras anunciadas, a exemplo da Nova Orla, Ponto das Barquinhas, Revitalização dos Canais e Parque Municipal, previsto para ser construído no antigo prédio da AABB, outro ponto sensível abordado foi a situação dos serviços básicos urbanos.

Reclamações relacionadas à falta de capina, poda de árvores e acúmulo de lixo pela cidade têm sido frequentes, indicando que, para além dos projetos estruturantes, a população também demanda atenção imediata às necessidades cotidianas.

O prefeito garantiu que está em andamento uma força tarefa para agilizar a limpeza pública na sede e bairros da cidade, e destacou que a continuidade do serviço realizado no início da gestão e reconhecido pela comunidade, ficou comprometida devido a mudança da empresa terceirizada, período em que diminuiu o número de trabalhadores.

A entrevista expôs, portanto, um duplo desafio para a gestão municipal: não apenas garantir a execução e entrega das obras anunciadas, mas também comunicar de forma  transparente o andamento dessas ações, ao mesmo tempo em que responde às demandas mais urgentes da cidade.

Diante do cenário, cresce a expectativa de que medidas concretas sejam adotadas para reduzir a distância entre discurso e prática, uma cobrança que ecoa nas ruas e nas redes sociais, onde o sentimento predominante segue sendo o de “ver para crer”.

Redação PNB, por Sibelle Fonseca

Festival Nacional de Dança Ballace abre inscrições para segunda edição no Vale do São Francisco

0

Estão abertas as inscrições para o Festival Nacional de Dança Ballace, que está em sua segunda edição no Vale do São Francisco. O evento será realizado entre os dias 04 e 07 de setembro no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro (BA). A programação contará com capacitações com professores de renome nacional e mostras competitivas em diversas modalidades e gêneros de dança que abrangem do público infantil ao adulto.

O objetivo do projeto é impulsionar a cena da dança de Juazeiro (BA), Petrolina (PE) e cidades circunvizinhas, promovendo o desenvolvimento e valorização dos artistas da dança da região, além de fomentar o intercâmbio e a difusão de conhecimento e estimular a criação de laços e vínculos entre os artistas. A bailarina e produtora cultural Larissa Tosta é a responsável por viabilizar a realização do Ballace na região do Vale, envolvendo bailarinos, coreógrafos, dançarinos, performers e pesquisadores em dança da região.

“O Ballace Vale do São Francisco veio para movimentar ainda mais a nossa região que é repleta de artistas e estudantes de dança talentosos e dedicados. O festival traz não só uma chance de mostrar seu trabalho no palco, mas também de aperfeiçoamento através das aulas e workshops com profissionais da dança renomados em todo o país e, além disso, oportunidades de bolsa de estudos e possibilidades de alavancar a carreira! É um lugar de compartilhamento de saberes e de momentos de socialização entre os bailarinos, bailarinas, coreógrafos, diretores de escolas, grupos independentes e amantes da dança”, pontua Larissa, que também é Diretora Artística do Ballace Vale do São Francisco.

O público-alvo do festival são artistas da dança a partir de 5 anos, com foco em bailarinos(as), coreógrafos(as), dançarinos(as), ensaiadores, diretores de escolas de dança e pesquisadores em dança. As mostras competitivas podem ser apreciadas pela comunidade em geral e a expectativa dos organizadores é receber em torno de 1.200 pessoas por dia.

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas até 13/07 através do site:
https://dancadigital.com/ballacevale26/.

Ballace é um evento consolidado que existe em Camaçari (BA) desde 2006 e visa a concretização de um conjunto de ações para a promoção da dança no estado da Bahia. Agora, expande sua atuação para as cidades do interior com a participação de estudantes, profissionais, professores, jurados, convidados especiais e amantes da dança. A primeira edição, no Vale do São Francisco, foi realizada em 2025.–

Bia Braga | Comunicação 

Após questionamentos, Hospital Regional de Juazeiro se pronuncia sobre serviço de telemedicina na urgência da unidade

0

 

Na última terça-feira (12), a filha de uma mulher de 53 anos que procurou a urgência do Hospital Regional de Juazeiro, em contato com o PNB, questionou o atendimento médico de forma online adotado pela instituição hospitalar. Ela contou que a mãe passou mal e foi atendida por um médico virtualmente, mesmo estando na urgência da unidade.

Nós procuramos a instituição e, somente nesta terça-feira (19), a Assessoria de comunicação do Hospital Regional nos enviou uma nota de esclarecimento sobre a implantação do serviço de telemedicina.

Confira

“O Hospital Regional de Juazeiro (HRJ) informa que o atendimento realizado no dia 12 de maio de 2026 seguiu o fluxo assistencial, com acolhimento, classificação de risco e avaliação médica por meio do serviço de telemedicina implantado no hospital. A telemedicina é uma modalidade de atendimento médico realizada com o uso de tecnologia, por profissional habilitado, permitindo avaliação clínica, orientação, prescrição e encaminhamentos quando necessários. Trata-se de uma prática reconhecida, regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e utilizada no Brasil e em diversos países como ferramenta segura para ampliar o acesso da população à assistência em saúde. O HRJ reforça que o serviço de telemedicina da unidade segue as normas legais e técnicas vigentes. Ainda assim, por compromisso com a transparência e com a segurança assistencial, a gestão hospitalar está realizando avaliação interna detalhada de todo o fluxo do caso, incluindo horários de chegada, acolhimento, classificação de risco, atendimento médico e demais etapas da assistência prestada”.

Questionamento

De acordo com o relato, a paciente deu entrada no hospital por volta das 7h da manhã em busca de atendimento imediato. No entanto, segundo a filha, o processo foi demorado e só foi concluído por volta das 13h. Além da espera considerada longa, o que mais chamou atenção da família foi o formato do atendimento médico.

“Minha mãe teve uma infecção e passou 25 dias na UTI do Hospital. Essa infecção atingiu os rins dela. Ela está aguardando autorização para fazer a retirada do cateter em Salvador, pois ela precisa continuar com o tratamento. Só que hoje, ela sentiu muitas dores, náuseas, passou mal, e foi para a urgência do hospital. Chegando lá, soubemos que os  atendimentos estão sendo online. A gente fica sem entender se isso é realmente adequado para uma situação de urgência”, questionou a filha, que preferiu não se identificar.

A reclamação levanta o debate sobre a utilização da telemedicina no setor de urgência e emergência, casos que exigem avaliação clínica imediata e presencial.

“Como é que um médico da urgência atende online? Consulta o paciente por uma tela, sem tocar, sem fazer o exame clínico, sem nada? Como é que ele vai saber o que exatamente a paciente tem? Foi isso que aconteceu na urgência do hospital, pois agora os atendimentos estão sendo online. Foi assim com minha mãe e com outros pacientes”, contou a filha.

Outro ponto destacado pela familiar foi o tempo de espera. Mesmo chegando cedo à unidade, a paciente permaneceu cerca de seis horas no hospital até ser atendida, o que também gerou insatisfação.

“Fora a demora. Chegamos no hospital às 7 horas da manhã, minha mãe passando mal, e ela só foi atendida quase uma e meia da tarde e ainda via on-line. Um absurdo isso!”, protestou a filha.

Redação PNB

Idosa com câncer de mama denuncia cancelamentos sucessivos de consulta oncológica no Hospital Regional de Juazeiro: “Não orientam iniciar o tratamento o quanto antes?”

0

 

A filha de uma paciente de 61 anos, diagnosticada com câncer de mama, em contato com o Portal Preto no Branco denunciou a demora no atendimento e os sucessivos cancelamentos de consulta para início do tratamento contra a doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo relato encaminhado à nossa redação, a mãe da denunciante foi diagnosticada no dia 1º de abril deste ano. Após o diagnóstico, a família recebeu o encaminhamento médico para consulta com oncologista e procurou a Secretaria de Saúde de Juazeiro para iniciar o processo de agendamento.

De acordo com a filha da paciente, toda a documentação foi entregue no dia 6 de abril e a orientação recebida era aguardar o contato com a data da consulta.

“Passaram-se 20 dias sem nenhum retorno. Quando fui até a secretaria, informaram que o agendamento não tinha sido realizado porque a foto do verso do RG estava ilegível. Encaminhei novamente o documento e continuamos aguardando”, relatou.

Ainda segundo a denunciante, no dia seguinte ao reenvio da documentação, a família recebeu mensagem da OSID/UNACON com o agendamento da consulta para o dia 6 de maio. No entanto, a consulta teria sido cancelada um dia antes da realização.

Posteriormente, um novo agendamento foi marcado para esta quarta-feira (20), mas, segundo a família, outra mensagem informando o cancelamento da consulta acabou de ser enviada.

“Reagendaram a consulta para amanhã, dia 20, mas acabaram de me enviar outra mensagem desmarcando a consulta. Na secretaria de saúde de Juazeiro fomos informadas que todos os agendamentos são feitos exclusivamente pelo Hospital Regional e que eles, da SESAU, não podem fazer nada quanto aos agendamentos.

A paciente e os familiares afirmam viver momentos de angústia diante da demora para o início do tratamento, especialmente porque o encaminhamento médico indicava urgência.

“Seguimos aguardando a realização dessa consulta. Sabemos que câncer é uma doença grave e da importância de iniciar do tratamento o quanto antes. Gostaríamos de entender o motivo da demora na marcação e porque desmarcam tantas vezes sem sequer dar uma explicação. Qual o motivo da demora na marcação? Porque desmarcar consultas tantas vezes? Custa muito dar uma explicação para nós usuários do sistema público de saúde?”, questionou a filha.

A denunciante explicou ainda que todos os exames e consultas anteriores foram realizados no Instituto Ivete Sangalo. Após os procedimentos, a orientação recebida foi procurar a Secretaria Municipal de Saúde, responsável por encaminhar a documentação ao Hospital Regional, onde os agendamentos seriam realizados.

“Na Secretaria de Saúde nos informaram que eles apenas enviam os documentos pelo sistema e que o Hospital Regional é quem realiza os agendamentos e dá início ao tratamento”, acrescentou.

A reportagem está enviando o caso para a Secretaria de Saúde de Juazeiro e também para o Hospital Regional de Juazeiro em busca de esclarecimentos.

Redação PNB

APLB Sindicato em Juazeiro lamenta falecimento da professora Valjeane Viana Barbosa

0

A direção da APLB Sindicato em Juazeiro lamenta profundamente o falecimento da professora Valjeane Viana Barbosa, de 55 anos, que lecionava na rede municipal de ensino, na Escola Anália Barbosa de Souza e era filiada à APLB. A educadora estava em tratamento contra um câncer.

A escola em que ela trabalhava, em luto, suspendeu todas as atividades nesta terça-feira (19). A direção da APLB Sindicato se solidariza com a família, amigos e colegas da professora Valjeane Barbosa neste momento doloroso para todos e informa à comunidade que o velório está acontecendo no SAF e o sepultamento será às 16:00.

 

Ascom/APLB

Casa Nova vai às ruas em mobilização contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes

0

As ruas de Casa Nova ganharam voz e cor nesta segunda-feira (18) durante a caminhada de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, realizada dentro da campanha Faça Bonito. A mobilização, promovida pela Prefeitura de Casa Nova, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, reforçou a importância da proteção da infância e do enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, levando informação e conscientização para toda a população.

Com cartazes, faixas e mensagens educativas ligadas à campanha Faça Bonito, os participantes reforçaram a importância da denúncia e da atuação coletiva no combate a esse tipo de violência. A caminhada reuniu representantes da rede de proteção da criança e do adolescente, escolas, conselhos, Ministério Público, representantes da câmara legislativa, profissionais da assistência social, além de mães, pais, responsáveis e membros da comunidade, em um ato de conscientização e defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes.

A campanha Faça Bonito é uma mobilização nacional que chama a atenção da sociedade para o enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, incentivando a denúncia e fortalecendo a rede de proteção. Em Casa Nova, a ação reafirma o compromisso da gestão municipal e da Secretaria de Desenvolvimento Social com iniciativas de prevenção, cuidado e garantia de direitos.

Ascom PMCN

Do sonho ao prejuízo: Turma de Direito acusa empresa de Petrolina a desaparecer com fotos da formatura

0

 

Uma turma que se formou em Direito no segundo semestre de 2025, na Faculdade de Petrolina, FACAPE, cuja colação de grau aconteceu nos dias 15 e 16 de janeiro deste ano, após todo esforço para ser diplomada, vem vivenciado uma situação de frustração e revolta.

De acordo com um recém-formado, em 2024, a turma contratou a empresa Forma Vale, do fotógrafo Paulo Henrique Brito Santana, para registrar a cerimônia. No entanto, até o momento, o profissional não entregou as fotografias e o pior: sumiu, sem dá explicações.

“Foi um dos momentos mais importantes das nossas vidas. Não era apenas um serviço de fotografia. Era o registro de anos de esforço, noites sem dormir, dificuldades financeiras, renúncias, sonhos e conquistas. A empresa acompanhou toda nossa trajetória: fotos em estúdio, ensaio externo em vinícola, colação de grau e festa de formatura”, relatou.

Ainda de acordo com o relato, a turma cumpriu sua parte do contrato integralmente, pagando o valor cobrado pelo serviço.

“Confiamos na empresa durante todo esse processo. Após a festa, recebemos apenas um e-mail informando uma previsão de entrega do material. Depois disso, a empresa simplesmente desapareceu. Não responde mensagens, mudou de endereço e o WhatsApp utilizado para atendimento foi desativado. O sentimento da turma hoje é de frustração, tristeza e impotência. Não estamos falando apenas de fotografias. Estamos falando de memórias que jamais poderão ser recriadas”.

Ele ressaltou ainda que, além do prejuízo material, o que mais tem causado indignação é o fato de que não se trata de um produto qualquer, mas algo de grande valor sentimental.

“Existem alunos que fizeram registros ao lado de pais, avós e familiares que hoje já não estão mais vivos. Pessoas que estiveram presentes naquele momento único e que talvez apareçam pela última vez nessas imagens. A ausência desse material não representa apenas um descumprimento contratual, mas uma dor emocional profunda causada a dezenas de famílias. A formatura foi um marco irrepetível nas nossas vidas. E o que deveria ser lembrado com felicidade acabou sendo marcado por angústia, silêncio e abandono”.

Ainda de acordo com o recém-formado, a empresa mantém uma página no Instagram, a Forma Vale, com pouco mais de 13 mil seguidores, mas bloquearam comentários e já não respondem as mensagens no privado.

Nossa reportagem deixou mensagem na página citada, mas até o momento não recebemos nenhum retorno. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

Redação PNB/Foto ilustrativa